Médico chora a morte de paciente de 19 anos e colegas registram a emoção


O médico não identificado chora após perder um paciente Foto: Reprodução/Imgur/ NickMoore911
Extra

Normalmente, cabe a médicos darem notícias de falecimento de pacientes, e eles costumam lidar com a morte no dia a dia. Mas isso não quer dizer que eles não se emocionam. A foto de um médico da Califórnia, nos Estados Unidos, chorando no meio da rua após perder um paciente de 19 anos tem gerado muitos comentários na internet.
O homem, não identificado, aparece abaixado do lado de fora de um hospital após o falecimento do paciente. A foto foi publicada originalmente no Facebook de um médico, e na quinta-feira compartilhada por um outro colega de profissão no Reddit, onde já teve mais de 6 milhões de visualizações. “O homem na foto não pôde salvar um de seus pacientes”, escreveu o usuário “NickMoore911”.
Ele também explicou o que houve: “Embora este seja um fato comum no nosso campo de trabalho, os pacientes que perdemos são tipicamente velhos, doentes, ou uma combinação dos dois. O paciente que morreu tinha 19 anos e, para ele, foi como uma daquelas ligações que atingem você”, postou Moore.
Segundo o programa de TV “News Chanel”, Moore também explicou que compartilhou a foto para que as pessoas entendessem que médicos não são imunes aos sentimentos. “Acho que as pessoas deveriam saber que os médicos são tão humanos quanto os pacientes, e essa imagem é a coisa mais forte que vejo em algum tempo”, explicou. Após a imagem, o médico voltou para o hospital com a cabeça erguida, segundo contaram os colegas.


Ação do Gaeco prende policiais, empresários e auditores da Receita


Foto: Fabio Calsavara/Jornal de Londrina foto - JL - gaeco
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre na manhã desta sexta-feira 20 novos mandados de prisão em Londrina e região. Por volta das 8h50, 17 pessoas haviam sido presas, entre funcionários da Receita Estadual (RE), policial civil e empresários. A operação é um desdobramento do escândalo de corrupção na Receita Estadual na cidade e conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil.
De acordo com o promotor Claudio Esteves, até esta manhã não era possível mensurar o valor desviado pela quadrilha. “Nós temos a ideia que haja uma sonegação sistemática de determinadas pessoas, protegidas por agentes públicos ligados à Receita Estadual”, disse. As investigações da Operação Publicana começaram há cerca nove meses.
Prisões
No início desta manhã, o policial civil André Santelli foi preso em Ibiporã, na Região Metropolitana de Londrina, enquanto trabalhava na delegacia local. Segundo o Gaeco, ele seria ex-funcionário da Receita Estadual e teria um irmão que trabalha no órgão.
Os auditores da Receita, Rosângela Semprebom e Marco Antônio Bueno, foram detidos em Londrina. Rosangêla é irmã Luiz Antônio de Souza, auditor fiscal da Receita preso em janeiro.
O Gaeco também cumpriu o mandado de prisão do delegado da RE, Dalton Lázaro Soares. Stefan Ruthschilling, proprietário de uma distribuidora de combustível da região está entre os presos desta manhã.
Por volta das 9 horas, a expectativa é que uma os demais empresários presos nesta manhã fossem encaminhados em uma van para o Gaeco para prestar esclarecimentos.
Crise na Receita
Em 5 de março, o Gaeco cumpriu mais de 50 mandados de busca e apreensão em várias cidades da região Norte do Paraná, inclusive no prédio da Receita Estadual em Londrina. O escritório do órgão também foi vasculhado em Curitiba.
No dia seguinte, o promotor Renato de Lima Castro, da Promotoria de Defesa e Proteção ao Patrimônio Público, fez um alerta e, ao mesmo tempo, um apelo a empresários e contadores, para que tivessem informações ou fossem vítimas do esquema, que colaborassem com o Gaeco.
O suposto esquema de corrupção envolvendo auditores da Delegacia da Receita Estadual em Londrina extorquia empresários de diversas formas, provocando um prejuízo ainda não calculado aos cofres públicos, em impostos que deixaram de ser recolhidos.
Em alguns casos identificados pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, os auditores teriam cobrado propina para dar baixa em dívidas milionárias de empresas. Para isso, eles teriam recebido R$ 200 mil de cada empresário, o que fez com que investigadores ironizassem a situação, questionando se haveria um “tabelamento” da propina.

Urach vai vender seu guarda-roupa antigo avaliado em R$ 300 mil


'Vou comprar tudo novo na semana que vem!', contou a apresentadora, que pretende se livrar das peças justas, curtas, decotadas e trasparentes.

Luciana Tecidiodo EGO, no Rio
Andressa Urach (Foto: Studio Woody)Andressa Urach (Foto: Studio Woody)
Andressa Urach se prepara para renovar todo o seu guarda-roupa. Esqueça os looks curtos, justos, decotados e transparentes que se tornaram a marca registrada da apresentadora. A partir da semana que vem, a modelo - que se converteu à religião evangélica em meio ao drama de saúde que viveu - vai dar adeus a tudo que está no seu armário. Muitas peças já foram compradas pela amiga que divide com ela apartamento em São Paulo, a modelo Rebeka Francys. O que sobrar, Andressa irá vender em sua loja virtual na internet. "Tenho dois roupeiros de seis portas lotados de roupa. Muita coisa eu ganhava, muita coisa eu comprava", conta a nova Andressa.
Urach esclarece que Rebeka, que vem se convertendo aos poucos à mesma religião da amiga, comprou suas roupas antes de tomar esta decisão. "A mudança de roupa acontece com o tempo e vem de dentro para fora. Não posso obrigá-la a mudar porque ninguém me obrigou. A conversão dela virá aos poucos. É como uma droga que vai desintoxicando."

Ela avalia que odo o seu guarda-roupa custa em média R$ 300 mil. Com a venda das peças, o dinheiro será usado para Andressa adquirir novas roupas, mais comportadas e discretas. "Vou comprar tudo novo na próxima semana. É muita coisa!".
Desde que superou a infecção nas pernas que a levou para a UTI e quase a matou, por conta de aplicação de PMMA, Andressa vem mudando seu estilo. Nessa nova fase, ela diz ela, não entram mais looks ousados. Os preferidos por ela agora são macacões, como esses da foto, calças compridas e vestidos longos. "A velha Andressa morreu. Tenho vergonha de quem fui e do que vestia", analisa.
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Andressa Urach (Foto: Studio Woody)Andressa Urach com look da grife Desagi (Foto: Studio Woody)
Andressa Urach (Foto: Studio Woody)A marca fornece as roupas usadas pela apresentadora (Foto: Studio Woody)
Andressa Urach (Foto: Studio Woody)Andressa Urach (Foto: Studio Woody)

Thammy Miranda, de camisa aberta, vai ao teatro com NAMORADA

Namorada da atriz chamou a atenção com um look justíssimo, que destacou suas curvas.

do EGO, em São Paulo

Thammy Miranda e a sua namorada, Andressa Ferreira, fizeram um programa cultural na noite desta sexta-feira, 20. O casal foi assistir ao musical "Ópera do Malandro", de Chico Buarque, em um teatro em São Paulo e posou para os fotógrafos assim que chegou.

Recentemente, Thammy
 apareceu com uma pouco de barba em uma baile funk no Rio. "É tudo hormônio natural. Eu ainda não faço a barba, mas vou deixar crescer e ficar com mais pelos para poder fazer, que tal?. Se der vontade eu deixo crescer tudo sem fazer mesmo. Estou feliz como sou e podem falar o que quiserem, não me preocupo com a opinião das pessoas. Levei 32 anos para tomar essa decisão e foi tudo muito bem pensado e ninguém mais muda isso", disse.Recém-operada da retirada dos seios,
 Thammy estava com uma camisa aberta na altura do peitoral. Mas o que chamou a atenção foi o corpão de sua namorada, que vestia um look justíssimo, exaltando as suas curvas, além do cabelo, que estava com as pontas mais claras.
Thammy Miranda e Andressa Ferreira (Foto: Manuela Scarpa / Photo Rio News)Thammy Miranda e Andressa Ferreira (Foto: Manuela Scarpa / Photo Rio News)
Thammy Miranda e Andressa Ferreira (Foto: Manuela Scarpa / Photo Rio News)Thammy Miranda e Andressa Ferreira (Foto: Manuela Scarpa / Photo Rio News)
Andressa Ferreira (Foto: Manuela Scarpa / Photo Rio News)Andressa Ferreira (Foto: Manuela Scarpa / Photo Rio News)
Andressa Ferreira (Foto: Manuela Scarpa / Photo Rio News)Andressa Ferreira (Foto: Manuela Scarpa / Photo Rio News)
Thammy Miranda (Foto: Francisco Cepeda / AgNews )Thammy Miranda (Foto: Francisco Cepeda / AgNews )
Thammy Miranda (Foto: Francisco Cepeda / AgNews )Thammy Miranda (Foto: Francisco Cepeda / AgNews )

Vídeo mostra últimos minutos da jovem que postou 'pode morrer beba?'


Estudante de Direito, Najla Charara morreu ao bater carro em um poste.
Imagens mostram momento em que ela e amiga saem de um bar em Natal.

Anderson BarbosaDo G1 RN
Imagens das câmeras de segurança de um bar, divulgadas nesta sexta-feira (20) pela Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos (DEAV) de Natal, mostram os últimos minutos de vida da estudante de direito Najla Charara, de 21 anos.
A universitária morreu ao bater com o carro em um poste na madrugada do dia 12 deste mês no prolongamento da Avenida Prudente de Morais, uma das mais movimentadas da Zona Sul da cidade, logo após sair de um bar. Uma amiga de Najla ficou ferida e está hospitalizada.
Najla Chacara morreu no local (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)Najla Chacara tinha 21 anos
(Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
As imagens mostram o momento em que Najla e duas amigas chegam ao estabelecimento. As três se acomodam numa mesa na calçada. Em determinado momento, Najla se levanta, vai até o carro dela e volta para a mesa.
Às 23h12, ela pega a bolsa e chama as amigas para trocarem de mesa. Já dentro do bar, elas permanecem até às 23h58. Neste momento, as três se levantam e vão para o carro. O veículo deixa o bar por volta da meia-noite.
Repercussão
A morte de Najla teve grande repercussão, principalmente nas redes sociais, em razão de algumas postagens que a estudante fez em um grupo no WhatsApp, nas quais ela conversava com amigos sobre "morrer beba".
Às 23h25 ela escreveu: "Lipeeee. Pode morrer beba? kkkk" (sic). Em seguida, uma pessoa respondeu: "Morra não amiga! Tem que aproveitar um pouquinho mais" (sic).
No dia do acidente, os próprios colegas de Najla divulgaram nas redes sociais um vídeo em que ela e as duas amigas apareciam bebendo (veja abaixo).
Dentro do veículo, segundo a polícia, foi encontrada uma garrafa de vinho. O delegado Frank Albuquerque, responsável pelo inquérito, solicitou ao Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) exame toxicológico e de dosagem alcoólica no corpo de Najla. Os testes ainda não ficaram prontos.
Depoimento
Segundo o delegado, uma das amigas que estava com Najla no carro no momento da colisão,chamada Natália, deve ser ouvida na próxima semana. "O depoimento dela estava marcado para esta sexta, mas como a jovem ainda não recebeu alta médica, o depoimento ficou agendado para a segunda-feira (23)", afirmou Albuquerque.
Em contato com o repórter Matheus Magalhães, da Inter TV Cabugi, Natália confirmou que era Najla quem estava dirigindo o veículo.
Acidente
O acidente aconteceu por volta das 0h30 do dia 12 deste mês no prolongamento da Avenida Prudente de Morais, na Zona Sul de Natal. De acordo com a Polícia Militar, Najla perdeu o controle do carro e colidiu contra um poste.
A amiga da estudante foi levada ao Pronto-Socorro Clóvis Sarinho com fraturas. De acordo com a assessoria do hospital, ela permanece internada no setor de politraumas e não corre risco de morte.
Carro ficou destruído com o impacto da colisão (Foto: Marksuel Figueredo/Inter TV Cabugi)Carro ficou destruído com o impacto da colisão (Foto: Marksuel Figueredo/Inter TV Cabugi)

Porsche de doleira condenada na Lava Jato vai a leilão por R$ 200 mil


Carro pertenceu a Nelma Kodama, presa com dinheiro na calcinha.
Será o primeiro leilão de bem apreendido na investigação de esquema.

Fernando Castro *Do G1 PR
Porsche Cayman de Nelma Kodama tem preço mínimo de R$ 200 mil em leilão (Foto: Divulgação)Porsche Cayman de Nelma Kodama tem preço mínimo de R$ 200 mil em leilão (Foto: Divulgação)
A Justiça Federal do Paraná realizará na próxima segunda-feira (23) o leilão de um Porsche Cayman modelo 2010/2011 que pertencia à doleira Nelma Kodama, condenada na Operação Lava Jato a 18 anos de prisão pela prática de 91 crimes de evasão de divisas.
O carro, avaliado em R$ 200 mil, será o primeiro bem apreendido na Lava Jato a ser leiloado. Nelma Mitsue Penasso Kodama é acusada de atuar em parceira com o doleiro Alberto Youssef no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que causou desvios de recursos da Petrobras.
Ela foi condenada a cumprir pena em regime inicialmente fechado, pelos crimes de evasão de divisas, operação de instituição financeira irregular, evasão de divisas tentada, corrupção ativa, pertinência a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ela está presa na carceragem da PF em Curitiba e recorre da decisão.

De acordo a condenação, a lavagem de dinheiro foi caracterizada pela aquisição do carro de luxo como produto de crimes financeiros, mantendo deliberadamente o nome do antigo proprietário no registro. O veículo foi adquirido em 2013 por R$ 225 mil, de acordo com a sentença.
Prisão
Nelma foi presa em março do ano passado, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, durante a deflagração da Lava Jato. Na ocasião, ao saber que estava sendo investigada pela Polícia Federal (PF), a doleira tentou fugir para a Itália com 200 mil euros escondidos na calcinha.
Em nota divulgada nesta sexta (20), o Ministério Público Federal (MPF), que solicitou o leilão do Porsche, afirmou que a medida tem a mesma finalidade do processo criminal, conhecida como alienação antecipada, cujo o objetivo "é preservar o valor econômico do bem que está sujeito à deterioração e à consequente perda de valor".
"Bens como carros, barcos e aviões, além de exigirem uma manutenção regular que gera custos, estão sujeitos a depreciação, que podem resultar em prejuízo para o conjunto da sociedade, no caso da utilização do bem para ressarcimento aos cofres públicos, ou para o próprio réu da ação penal, no caso de devolução do bem ao fim do processo", diz a nota.
Até 2010, o este tipo de medida só era adotada para a venda de bens apreendidos em casos relacionados à Lei de tóxicos.  Uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça, no entanto, orientou juízes a realizarem a alienação antecipada em outros casos. A partir de 2012, o procedimento passou a ser previsto em lei.

Leilão
No leião de segunda-feira, serão aceitos apenas lances por preço igual ou superior ao mínimo. Caso o veículo não seja vendido, um novo leilão está marcado para o dia 31 de março, quando o Porsche poderá ser arrematado por até 80% do valor de avaliação. O vencedor está sujeito às custas da arrematação, que podem chegar a até quase R$ 2 mil, e da remoção do veículo.
Atualmente, o veículo está armazenado em depósito da Polícia Federal em Curitiba, na Rua
Professor José Nogueira dos Santos, 301, Hauer. O leilão será realizado na Rua Chanceler Mauro Muller, 35 no Parolin, e também via internet.

PF pede à Justiça que presos da Lava Jato sejam transferidos para presídio


Carceragem da PF em Curitiba abriga atualmente 19 presos da operação. 
'Está ficando inviável ficarmos com todos os presos', diz trecho do ofício.

Thais KaniakDo G1 PR
A Polícia Federal (PF) pediu ao juiz federal Sergio Moro, nesta sexta-feira (20), a transferência de 15 presos da Operação Lava Jato para o sistema prisional do Estado do Paraná. Atualmente, 19 presos da Lava Jato estão na carceragem da superintendência da corporação em Curitiba, conforme a PF.
Destes 15, Lucélio Góes já foi solto nesta sexta após a prisão temporária vencer. Portanto, o pedido de transferência vai valer para 14. Cinco presos devem continuar na carceragem – o doleiro Alberto Youssef, dois delatores, a doleira Nelma Kodama e Iara Galdino, que foram condenadas no ano passado.
(Correção: ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que, caso o pedido seja aceito, o doleiro Alberto Yosussef e outros quatro delatores permaneceriam detidos na carceragem da Polícia Federal. A PF retificou a informação. Além de Youssef, dois delatores e duas presas já condenadas devem continuar no local. O erro foi corrigido às 20h43.)
“(...) já está ficando inviável ficarmos com todos os presos na nossa Custódia, tendo em vista que alguns presos não podem se comunicar entre si e fica difícil acomodá-los em apenas seis celas”, diz um trecho do ofício.
O pedido é para que eles sejam transferidos para o Complexo Médico Penal do Estado, em Pinhais, na Região Metropolitana da capital paranaense.
No fim desta tarde, três suspeitos presos na 10ª fase da operação, deflagrada na segunda-feira (16), foram soltos. A Justiça Federal autorizou a soltura de três investigados, cujas prisões temporárias venciam nesta sexta: Sônia Mariza Branco, Dario Teixeira Alves e Lucélio Góes. Eles são suspeitos de participar do esquema de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras.
Essa última fase da Operação Lava Jato foi marcada também pela prisão do ex-diretor de Serviços da estatal Renato Souza Duque e do empresário paulista Adir Assad, que também foram levados à superintendência da PF, em Curitiba. Ambos, contudo, foram presos preventivamente, ou seja, não existe um período definido de detenção.
Entre os presos na carceragem da Polícia Federal, estão o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da área Internacional da Petrobra Nestor Cervervó, o lobista Fernando Baiano e executivos de empreiteiras.

Veja o que Cunha disse no quebra-queixo na ALEP


cunha - alep
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, esteve pela manhã na Assembleia Legislativa e lançou a “Câmara Itinerante”, proposta para debater temas como a reforma política e o pacto federativo nos estados.
Veja o que ele disse no quebra-queixo com os jornalistas na Assembleia.
Qual a intenção de fazer esta proposta da Câmara Itinerante começando pelo Paraná?
Eduardo Cunha: Bom nós vamos fazer em todas as regiões do Brasil, do Sul ao Norte, alternadamente, de estado em estado. Começamos pelo Paraná pois é uma bancada grande, representativa no Congresso Nacional e o objeto é trazer a Câmara para o conhecimento da população local, ou seja, trazer os temas que são debatidos para que possam ser debatidos dentro dos estados para que a população tenha conhecimento e possa participar. Além disso, colher sugestões daquilo que eles entendem ser importante para o processo legislativo.
Como é que o senhor recebeu as acusações de “achacador” do ministro Cid Gomes?
O ex-ministro Cid Gomes é um desqualificado, teve o destino que ele queria ter ao ser demitido, a Câmara está processando-o e eu não vou bater boca com quem se acha imputável. Ele se acha um indígena. Ali é um caso de processo judicial.
E como fica a relação do governo com a base aliada após este caso?
A base aliada continua com sua relação com o governo. Nós vivemos um momento de crise política que efetivamente acabará sendo superado na medida que o diálogo, a forma de fazer articulação política seja feita pelo governo buscando uma reaproximação com sua base. Isto estará ocorrendo. Então vamos dar um tempo para que o governo reorganize a sua articulação política e com isso retomar a agenda com o Poder Legislativo.
A reforma ministerial pode influenciar nisto?
Eu sou presidente da Câmara, não partidário neste momento para falar sobre reforma ministerial. Isto cabe ao Poder Executivo que tem pode dizer o que vai fazer ou não com seu governo.
Ainda sobe a Câmara o PMDB sinalizou que o pacote anticorrupção não é prioridade, mas sim a diminuição de ministérios.
Sem dúvida. O PMDB quer a diminuição dos gastos. Na verdade o governo deu urgência constitucional a dois projetos do próprio governo. Um de 2005, parado há 10 anos lá na Câmara. Outro de 2011, ou quatro anos parado. Então, se isto fosse realmente urgente e importante talvez tivesse sido dado urgência há 10 anos atrás, se isso pudesse ter evitado a corrupção que eles dizem que aconteceu, certamente poderíamos estar aqui não discutindo a CPI na Petrobras como o Parlamento está fazendo. Então, há de ser ver que não é só o projeto que o governo resolveu dar como urgência que é relevante. Há várias lá. O que temos que fazer é levá-las para votação na medida em que estejam prontas para votação. O PMDB vai continuar e vai votar e eu vou pautar as que tiverem que ser pautas. Mas o nosso principal foco é a redução de gastos e não adianta fazermos uma ajuste fiscal para a sociedade pagar a conta, e ela terá que pagar, mas o governo também tem que dar o exemplo cortando suas despesas para mostrar à sociedade que o sacrifício é de todos.
Presidente, por que o senhor pediu a retirada do seu nome das investigações da Operação Lava Jato?
Simplesmente é um inquérito aberto que eu já contestei, fui à CPI espontaneamente, dentro da CPI eu mostrei os absurdos desta investigação. E mostrei que o Procurador-Geral da República (Rodrigo Janot) escolheu a quem investigar e eu dei um exemplo claro com a situação do senador Delcídio Amaral (PT), cujo pedido de investigação foi arquivado. Consequentemente meus advogados resolveram entrar com um agravo regimental contra a decisão de abertura de inquérito, mostrando todos esses absurdos. Isto não é uma coisa normal, o normal seria deixar o andamento, mas na minha situação, como chefe de poder, ter este constrangimento de investigação sem motivação, ele tem de ser contestado. Então, até para marcar posição nós fizemos um agravo regimental. E no meu caso não é analisado pela turma, mas sim pelo pleno. Então eu espero que o ministro relator, após ele entender, leve para o pleno e paute e o pleno aprecie para ver os absurdos que aconteceram.
Sobre a reforma política, o PMDB via discutir o financiamento público de campanha?
A reforma política é um dos pontos que vamos discutir aqui na Câmara Itinerante. O PMDB tem a sua posição, que vai ser explicitada nas votações. A comissão da Reforma Política tem 40 sessões para acabar o se trabalho. Já estamos na 13º sessão. Quando acabar, se não tiver votado, eu vou avocar para o Plenário votar de qualquer maneira, com ou sem o parecer da Comissão, ou seja nós vamos votar. E o PMDB tem suas posições, se vai ou não vencer a votação é que vai dizer.
As sugestões de hoje serão bem vindas?
Certamente. Daqui e de todos os estados. As sugestões são para isso. Muitas vezes as sugestões que estão sendo dadas aqui são sugestões que podem ser colocadas na apreciação do projeto. E vamos levar em consideração as sugestões de todo o país.
Como o senhor analisa as manifestações da bancada evangélica da Câmara em relação à novela das oito? Isto é algo para ser questionado?
Veja bem, eu tenho que separar o meu papel de Presidente da Câmara, de deputado e do meu papel de PMDB. Eu estou no papel de Presidente da Câmara e qualquer manifestação minha significará apoiamento ou de certa forma uma recriminação. Eu não quero fazer uma coisa nem outra. Cada um tem o direito de exercer o seu mandato como melhor lhe convier. Para isto é Parlamento, as pessoas estão lá para parlar, para reclamar, debater, as coisas tem de ser debatidas. A bancada evangélica ou qualquer outra bancada vai debater o que melhor lhe for conveniente. Eu como presidente vou exercer com independência a posição de presidente.
Um dos principais jornais do Paraná trata de uma possível candidatura sua à Presidência em 2018.
O meu candidato à Presidência é o Eduardo Paes. Trocaram o Eduardo, trocaram o sobrenome.
O senhor tem alguma meta para colocar em votação a reforma política?
Como eu falei, nós temos 40 sessões para a comissão especial da emenda constitucional apreciar o parecer e votar. Nós já estamos na 13º sessão. Ao concluir a quadragésima sessão eu levarei avocando o Plenário com ou sem parecer da comissão.

‘Dirceu me levou a Chávez e o dinheiro começou a sair’, diz empresário do Paraná


dirceu - chavez2
de Graciliano Rocha, Folha de S. Paulo:
No segundo semestre de 2011, o dono da Consilux Tecnologia, Aldo Vendramin, bateu à porta do ex-ministro José Dirceu para ganhar acesso privilegiado ao gabinete do então presidente Hugo Chávez (1954-2013) e tentar evitar os recorrentes atrasos de pagamento do governo venezuelano.
Sediada em Curitiba (PR), a empresa ganhou contratos e aditivos de US$ 416 milhões para construir casas populares numa versão do Minha Casa, Minha Vida na Venezuela. Entre 2011 e 2013, a Consilux pagou R$ 1,22 milhão para o petista desatar o nó político na república bolivariana.
“O José Dirceu me levou três vezes para conversar com o Chávez pessoalmente e depois disso o dinheiro começou a sair mais rápido”, diz o empresário.
A seguir os principais trechos da entrevista:
As atividades de Dirceu entraram no radar da Operação Lava Jato por suspeitas de que pagamentos feitos à a JD Assessoria e Consultoria Ltda., sua empresa, seriam, na verdade, uma forma disfarçada de propina por empreiteiras citadas no esquema de corrupção da Petrobras.
Com a quebra de sigilo autorizada pela Justiça, Receita Federal concluiu que a empresa de consultoria do ex-ministro, recebeu R$ 29,3 milhões entre 2006 e 2013. Em nota, José Dirceu afirmou ter prospectado negócios para seus clientes no exterior e negou ter tratado de qualquer assunto relacionado à Petrobras.
FOLHA – Que serviço a JD Assessoria e Consultoria prestou para a Consilux?
ALDO VENDRAMIN – Trabalhar na Venezuela não é simples. Estamos na Venezuela desde 2006 construindo casas populares, mas trabalhar lá não é simples. Tivemos bastante problema com fluxo de caixa, pagamentos que atrasavam e contratamos a consultoria do ex-ministro.
Para fazer o quê exatamente?
O José Dirceu nos aproximou do governo [do então presidente Hugo] Chávez. Ele tinha um trânsito muito grande com ministros e com o próprio presidente. Ele conhece todo mundo e a gente estava numa situação complicada com os atrasos de pagamento. Às vezes, faziam a medição e levavam muito tempo para liberar o pagamento. Ele foi muito eficiente.
Como?
Ele me levou três vezes para conversar com o Chávez, e depois disso o dinheiro começou a sair mais rápido. Continuaram atrasando, mas menos. Antes destas conversas, o governo levava seis, oito meses para pagar. Depois que o Dirceu entrou no circuito, isso caiu pra dois, três meses.
Um lobby, então.
O que o ministro [Dirceu] me disse quando começou com a gente foi: “estou defendendo uma empresa brasileira no exterior”. Algumas pessoas vieram me questionar, por causa dos problemas judiciais dele [à época, réu no mensalão], por que eu não contratava um outro escritório de advogado. Mas, com o sucesso que ele teve lá, você contrataria outro?
A consultoria também ajudou a ganhar os contratos?
Não, os contratos nós já tínhamos de antes. Em 2005, o [então governador do Paraná, Roberto] Requião levou uma comitiva de empresários para Caracas. Foi quando a gente viu a oportunidade de entrar no ramo de casas populares.
Mas a Consilux é uma empresa de tecnologia de trânsito, radares, lombadas no Brasil.
É, mas vimos a oportunidade de diversificar e entramos bem no mercado venezuelano de habitação. Conseguimos depois dessa essa viagem com o Requião. O Dirceu não teve nada a ver com a nossa entrada lá. Só nos atendeu muito depois, a partir do final de 2011.
Como o sr. encarou o vazamento da lista dos clientes da JD durante a investigação da Lava Jato?
Não tenho nada a ver com Lava Jato. O ex-ministro apenas nos atendeu num caso específico e foi muito bem.