Corpo de jovem morto em casa noturna em Floripa deve ser enterrado no Rio de Janeiro na segunda-feira


Diogo Medeiros foi morto na madrugada de sábado após um desentendimento com Leonardo Pereira, que está preso

Corpo de jovem morto em casa noturna da Capital deve ser enterrado no Rio de Janeiro na segunda-feira Facebook/Reprodução
Diogo Cuiabano Medeiros, 26, era carioca e estudava na UFSCFoto: Facebook / Reprodução
O corpo de Diogo Cuiabano de Medeiros, 26, morto após um desentendimento dentro da casa noturna Fields, no Centro de Florianópolis, deve ser velado na segunda-feira, no Rio de Janeiro. Ele foi atingido com um copo de vidro por Leonardo dos Passos Pereira, 21, por volta das 4h de sábado. O agressor foi preso em flagrante e depois encaminhado para o Presídio de Florianópolis, na Agronômica. O delegado responsável pelo caso tem até 30 dias para concluir o inquérito.


A mãe de Diogo, Flávia Cuiabano, informou através de redes sociais que a missa será na Paróquia São João Batista, no Rio de Janeiro, cidade natal da vítima, às 10h45. O corpo dele foi liberado no sábado de noite do Instituto Médico Legal (IML). Flávia é 1ª Tenente do Corpo de Bombeiros e trabalha como médica da 3ª Policlínica do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, em Niterói. Ela teve que vir pessoalmente reconhecer o corpo por ser a única parente de 1º grau. 

Após a prisão em flagrante, Leonardo foi levado para a Central de Plantão Policial (CPP), onde prestou depoimento. Depois ele foi encaminhado para o presídio da Capital. O responsável pela Delegacia de Homicídios da Capital, delegado Ênio Mattos, ficará encarregado de cuidar do inquérito. Por telefone, ele informou que o prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias. Nesse período, o delegado espera receber os laudos do IMl e da perícia que foi no local do crime.

Trigêmeas inseparáveis realizam cerimônia de casamento em conjunto


Ideia de casar as três irmãs ao mesmo tempo era sonho dos pais. Noivas usaram vestidos e alianças quase iguais. Padrinhos foram divididos por cores.

Se achar um noivo já é difícil, imagine três no mesmo altar! Quem será que eles estão esperando?
Esse conto de fadas moderno tem três vestidos de noiva muito parecidos. Três pares de sapatos e de alianças quase iguais. E três noivas iguais: Rafaela, Rochele e Tagiane. Gêmeas idênticas. Do tipo que, mesmo sem querer, fazem tudo juntas e sempre igual.
“O mesmo gosto para tudo”, diz Rochele Bini.
A história das trigêmeas começou quando Seu Pedro e Dona Salete, que já eram pais da Lisi, resolveram ter mais um filho. Dizem que Dona Salete desmaiou quando soube que a cegonha trazia três bebês.
As irmãs são inseparáveis. Daí a vontade de casar na mesma época. Só faltavam os noivos! O Rafael conheceu a Rafaela na faculdade, há dez anos; um ano depois a Rochele e o Gabriel também ficaram juntos. Mas ninguém pensava em casamento até que o Edu e a Tagiane começaram a namorar.
Às vezes, a semelhança das irmãs prega peças nos rapazes.
Teve até uma vez que nós estávamos na cozinha. Nós estávamos jantando, a Rochele estava na pia, fazendo os negócios, e a Rafaela no fogão. De repente eu olhei pro lado e elas inverteram. E eu cheguei atrás para abraçar. Quando eu cheguei atrás para abraçar, ela disse ‘opa’, conta Rafael Silvestre Gallina, noivo da Rafaela.
A ideia de casar as trigêmeas ao mesmo tempo também era um sonho dos pais. Mas como entrar na igreja com as três?
“Nós vamos entrar juntos até o meio da igreja e do meio da igreja eu vou levar uma por vez”, explica Pedro Bini, agricultor e pai das trigêmeas. 
E chega o grande dia. Na preparação, 20 pessoas para atender as trigêmeas. Mais de seis horas no salão de beleza!
“Eu até agora não gravei o nome de nenhuma delas, sempre confundo, e é interessante porque realmente o gosto é muito parecido”, comenta o cabelereiro Regison da Silva.
Assim, as três irmãs viram princesas de maquiagem e cabelos idênticos.
Fantástico: E os noivos, será que vão diferenciar vocês?
Rafaela: Eu acho que de longe eles vão confundir.
Na igreja, 18 padrinhos divididos por cores: os de amarelo são da Rafaela; de vermelho, da Tagiane e de azul os da Rocheli. As trigêmeas chegam. Os bancos foram afastados para abrir espaço. E elas entram juntas.
No meio do caminho, a parada para esperar o pai. Lá vai Seu Pedro buscar a Tagiane, que foi a primeira a nascer. E ela encontra o Edu. O pai volta agora, para levar a Rochele para o Gabriel. E lá vem Seu Pedro de novo. Ele leva a Rafaela para o Rafael. Finalmente os três casais estão juntos na frente do altar. São três bênçãos, E três beijos.
E agora é hora de celebrar: dose tripla de felicidade! Os rapazes da festa que se cuidem! Sabe porquê? Três chances de pegar um buquê de noiva”. Mas o namorado.
Já esses daqui, não fogem mais. E já pensam em aumentar a família!
Fantástico: E se vierem trigêmeos?
Rafael: Não vai ser fácil, mas, com certeza, vai ser uma benção. 
Se vier, vai ser criado com amor, diz Eduardo Thomé, noivo de Tagiane.

'Estado de choque', diz chilena que deveria estar em voo da Germanwings


Quatro pessoas tinham reservas feitas mas não embarcaram no avião da Germanwings. O Fantástico localizou uma delas, no Brasil.

Quatro pessoas tinham reservas feitas mas não embarcaram no avião da Germanwings, que caiu nos Alpes franceses. O Fantástico localizou uma delas, no Brasil.
Uma passageira que tinha nas mãos o bilhete para o voo, desistiu, e agora só consegue pensar que nasceu de novo.
Ainda é assustador para Claudia lembrar que poderia ter embarcado no avião que seguia de Barcelona para Düsseldorf, e que nunca chegou ao destino final.
“Fiquei com um estado de choque muito grande. Senti-me muito feliz. E lá tomei consciência da minha segunda vida”, conta a empresária Claudia Alarcón,
Claudia é chilena e mora com a família em Barcelona. Ela veio a São Paulo para reuniões de trabalho. No começo da semana, voltaria para Barcelona e de lá pegaria o voo para Düsseldorf, para outros compromissos.
“Eram muitas viagens, então decidi que ao invés de voltar para a Europa, decidi ficar para curtir umas férias e descansar um pouco”, conta Claudia.
Cláudia tentou cancelar a passagem pela internet, não conseguiu. Na hora do acidente, ela conta que estava dormindo.
“Seis horas da manhã, 6h30, acordei-me bruscamente e depois deitei-me novamente, mas não entendi por quê. Aquela hora foi a mesma hora do acidente. Exatamente 10h30”, conta.
Encontramos Cláudia em São Paulo, ainda sob o impacto das emoções dos últimos dias: a dor pela tragédia e a felicidade de estar viva e poder voltar pra casa, ao encontro do marido e dos filhos, de sete e dois anos.
“Estou muito ansiosa para encontrar a minha família cada vez mais”, conta.
Pode ser um atraso, a antecipação de um voo ou até mesmo um cancelamento de última hora. São situações inesperadas que fizeram toda a diferença para quem escapou de tragédias aéreas.
Em setembro de 2006, Gelson Azevedo foi a Manaus dar uma palestra. Estava com a passagem marcada para voltar a Brasília na sexta-feira, no voo 1907 da Gol.
“A organização do congresso, já no aeroporto, me perguntou se eu poderia antecipar o horário da palestra, de 15h para as 10h. Eu disse puxa, mas com isso eu posso voltar na própria quinta”, destaca o juiz aposentado Gelson Azevedo.
Gelson antecipou a volta e trocou a passagem para um dia antes, e, sem saber, salvou a própria vida. O Boeing em que Gelson embarcaria foi atingido na asa por outro avião, um jato executivo Legacy, com seis pessoas a bordo. O Legacy seguia para os Estados Unidos e conseguiu pousar na Base Aérea do Cachimbo, no sul do Pará. O avião da Gol caiu no meio da Floresta Amazônica, em Mato Grosso, com 154 pessoas a bordo. Ninguém sobreviveu.
“Ainda me emociona a lembrança do que poderia ter acontecido comigo e o que aconteceu com os outros inocentemente lá”, conta o aposentado.
E o que dizer de um homem que sempre foi pontual, mas que um dia se atrasa?  Em 31 de outubro de 96, o advogado Rubens Serra correu para embarcar no voo da TAM, que seguiria de São Paulo para o Rio de Janeiro.
Fantástico: Quando você chegou no balcão do check-in, o que falaram pra você?
Rubens Serra: Que eles já tinham iniciado o atendimento da lista de espera, e que eu tinha chegado 4 ou 5 minutos e que...
Fantástico: Atrasado....
Rubens Serra: É, que eu tinha chegado atrasado e que infelizmente não iam poder me atender, porque existia uma fila enorme de pessoas querendo embarcar para o Rio naquele dia, então eu fiquei fora do voo.
Fantástico: E qual foi a tua reação?
Rubens Serra: Eu fiquei muito bravo.
Segundos depois de decolar do Aeroporto de Congonhas, o Fokker 100 da TAM caiu sobre um bairro residencial. Noventa e nove pessoas morreram.
Fantástico: Mas por que naquele dia você então se atrasou? Porque fez o contrário?
Rubens Serra: Eu dei uma parada no meu escritório, não me pergunte por quê. Não precisava parar.
Fantástico: Você nunca tinha feito isso?
Rubens Serra: Não. Nunca.
O atraso de Rubens fez com que alguém embarcasse no lugar dele.
Fantástico: Como você explica isso, Rubens? A que você atribui isso?
Rubens Serra: Deus. Deus, não tenha dúvida.
E esta não foi a única vez que Rubens escapou da morte. Em 2007, ele tinha um compromisso em Porto Alegre. A volta para São Paulo estava marcada para o dia 17 de julho, no voo 3054 da Tam. Ao pousar em Congonhas, o avião acelerou, ultrapassou a cabeceira da pista e a avenida e se chocou contra um depósito da empresa. Todas as 187 pessoas a bordo e mais 12 em solo morreram.
Rubens Serra: Na hora em que eu fiquei sabendo que era o voo que eu tinha adiado por conta de um amigo cliente que tinha cancelado a reunião um dia antes, e eu vi que era de Porto Alegre, eu falei: ‘Epa. Estou gastando das sete vidas, duas já foram’.
Fantástico: Quando você viu que o voo era de Porto Alegre, você sabia que era aquele em que você embarcaria?
Rubens Serra: Tinha certeza absoluta.
Fantástico: Você conferiu o bilhete?
Rubens Serra: Conferi o bilhete.
Sorte? Destino? Casualidade? É difícil encontrar uma explicação para essas "segundas chances".
“Se tudo tivesse dado certo, eu não estaria te dando essa entrevista aqui hoje”, diz Rubens.
“O destino, a vida mesmo, pode colocar qualquer palavra”, conta Claudia.

Pilotos e copilotos já causaram outros desastres na história da aviação


Outros desastres na história da aviação foram causados intencionalmente pelos pilotos. São casos muito raros, mas sempre chocantes.

Outros desastres na história da aviação foram causados intencionalmente pelos pilotos.
São casos muito raros, mas sempre chocantes.
Pilotos e copilotos têm centenas de vidas nas suas mãos a cada voo. Que eles sejam responsáveis pela segurança de passageiros e tripulantes é o mínimo que se espera deste tipo de profissão. Por isso que é tão chocante quando o que acontece, é justamente o contrário.
O mais mortal desses desastres aconteceu em 1999, quando 217 pessoas estavam no voo da empresa egípcia Egyptair que caiu meia hora depois de decolar de Nova York com destino ao Cairo.
Quando o Boeing 767 atingiu 11 mil metros de altitude, o copiloto Gameel Al-Batouti desligou o piloto automático e iniciou um mergulho. Nas gravações de voz da cabine de comando, Al-Batouti disse que o voo era uma jornada rumo à morte. "Eu me ponho nas mãos de Deus". A aceleração do avião foi tão grande que a aeronave se despedaçou em pleno ar e caiu no Oceano Atlântico.
Em 1997, o piloto Tsu Way Ming, da empresa indonésia Silk Air, trancou o copiloto fora da cabine de controle. Ele desligou o sistema de registro de voz da caixa preta do Boeing 737 que pilotava.
Embicou o avião para baixo e acelerou. A aeronave chegou a quebrar a barreira do som antes de cair no rio Palembang, na Indonésia. No total, 104 pessoas morreram.
Em 2013, outro caso aconteceu na Namíbia. Um piloto da Companhia Aérea Nacional de Moçambique esperou o copiloto sair da cabine para trancar a porta, desligar o piloto automático e acelerar o Embraer-190 em direção ao chão. No total, 33 pessoas morreram.
Os japoneses já enfrentaram uma situação muito parecida com essa tragédia do avião da Germanwings. Foi em 1982 com um jato da empresa Jal. O voo 350 partiu da cidade japonesa de Fukuoka com destino a Tóquio. Bem próximo ao aeroporto de Haneda, o DC-8, caiu nas águas da baía de Tóquio. Das 174 pessoas a bordo, 24 morreram. Um dos primeiros a deixar o avião disfarçado foi o piloto, Seiji Katagiri. Ele foi resgatado, embarcou em um ônibus com outros sobreviventes, mas depois foi preso. Descobriu-se que o piloto deliberadamente havia acionado o reverso de duas turbinas para derrubar o avião.
Os tripulantes conseguiram tirar Katagiri do comando e ele foi então imobilizado, para que pudessem realizar um pouso forçado. Ele se sentia perseguido, tinha alucinações e sofria de depressão. Julgado, ele foi considerado inocente por insanidade. A partir desse acidente, os japoneses reforçaram as avaliações. Criaram um centro de pesquisas aero médicas. Não é ligado a qualquer companhia aérea. E lá os pilotos passam por exames anuais, inclusive avaliações neuropsiquiátricas, que reforçam os exames psicológicos que já são feitos pelas empresas.
No Brasil, em 1982, um avião da Vasp que viajava de São Paulo para Fortaleza caiu ao se aproximar do aeroporto da capital cearense. O piloto desceu o Boeing 727 a 300 metros e não reagiu aos avisos do copiloto de que havia uma serra logo à frente.
Copiloto: Dá para ver que tem um monte aí na frente?
Piloto: Hein, temos o quê?
Co-piloto: Uns morrotes aí, não?
O relatório do Cenipa, órgão que investiga acidentes aeronáuticos, apontou, na época, que o comandante Fernando Antônio Vieira de Paiva tinha graves problemas financeiros e familiares.
Mas foi inconclusivo ao analisar a acusação de que o acidente poderia ter sido provocado pelo piloto.
“A hipótese de que tenha sido um suicídio ela existe, mas não pode-se afirmar. Não pode ser uma afirmação, não pode ser uma garantia de que isso tenha ocorrido”, explica Aloysio Augusto D'abreu, presidente da Federação Brasileira de Psicanálise.
Cada um desses desastres contribuiu para aumentar os níveis de segurança nos aviões.
O caso da Germanwings já fez com que na Europa, pilotos e copilotos não possam mais ficar sozinhos dentro das cabines de comando. Sempre que um tiver que sair deverá ser substituído por outro profissional da tripulação.

Pesquisa diz que 40% das policiais já sofreram assédio sexual ou moral


Maior parte das vezes quem assedia é um superior dentro das próprias corporações. Apenas 11,8% das mulheres nas polícias denunciam abuso.

O trabalho delas é proteger as pessoas. Mas, muitas vezes, são elas que precisam de proteção. Você vai ver o resultado de uma pesquisa inédita sobre assédio contra mulheres policiais dentro de suas próprias corporações. São relatos dramáticos.
Relatos parecidos ecoam pelos corredores das delegacias e quartéis. Mulheres policiais assediadas por outros policiais. De tão frequentes, os casos viraram tema de uma pesquisa inédita do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Fundação Getúlio Vargas.
Os dados são sombrios: 40% das entrevistadas disseram já ter sofrido assédio moral ou sexual no ambiente de trabalho. A maior parte das vezes quem assedia é um superior. O levantamento foi feito com mulheres das guardas municipais, pericia criminal, Corpo de Bombeiros e das Policias Civil, Militar e Federal. Tudo de forma anônima. Não à toa. A pesquisa também mostrou que só 11,8% das mulheres denunciam que sofreram abuso.
“Medo da pessoa, medo da minha carreira, medo de ser taxada pelos outros”, afirma uma mulher que não quis se identificar.
Poucas se atrevem a mostrar o rosto. Como Marcela e Katya. Esta semana, elas foram com outras duas colegas à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para falar sobre o assédio que dizem ter sofrido.
As quatro são policiais militares e alegam terem sido vítimas da mesma pessoa, o Tenente Paulo César Pereira Chagas.
“Sempre esse tenente sempre passava por mim, pelo pátio da companhia e me elogiava. Falava assim: ‘seu sorriso alegra meu dia’, conta Katya Flávia de Queiros, soldado da Polícia Militar. 
“Até que as conversas começaram a ficar mais ousadas”, conta Marcela Fonseca de Oliveira, soldado da Polícia Militar.
“Na época, meu casamento foi totalmente abalado por isso. Passei muita dificuldade. Tive que voltar para casa dos meus pais. Minha vida foi totalmente destruída por causa disso”, relembra Katya.
Foi então que elas entenderam que não eram culpadas pelo assédio e decidiram se unir para denunciar o homem que elas apontam como agressor.
“A gente se sente tão fraca quando está em uma situação dessa’, diz Marcela.
O Fantástico procurou o tenente, mas quem respondeu por ele foi a Polícia Militar de Minas Gerais. Em nota, a PM diz que o assédio é transgressão grave, de acordo com o código de ética e disciplina da corporação.
Mas, até agora, a única punição sofrida pelo tenente foi a transferência do local de trabalho.
“Elas não têm mais o acompanhamento do oficial que dirigiu a elas esses gracejos” diz o comandante da 10º RPM de Patos de Minas/MG, Coronel Elias Saraiva.

“Eles não veem a gente como profissional, como uma militar, como todos os outros. É como se a gente fosse um pedaço de carne. Ou que estivesse lá desfilando para embelezar o quartel”, lamenta Katya.
Em qualquer ambiente de trabalho, casos de assédio sexual e moral são graves. E quando os envolvidos são policiais o desfecho é imprevisível.
“Nosso policial anda armado e de repente pode acontecer uma tragédia”, afirma o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de MG, Marco Antonio Bahia.
“Nós sabemos que pessoas, tanto homens quanto mulheres que estão na corporação da polícia tem um tom de agressividade a mais do que a população geral”, diz a psiquiatra Alexandrina Meleiro.
“A gente fica atormentada, psicologicamente. Eu cheguei a um ponto que até eu tive vontade de matar”, afirma a vítima que não quis se identificar.
Uma policial militar sofreu durante dois anos calada. Ela é casada e tinha medo que o assédio prejudicasse sua família e sua carreira.
“A pessoa começou a chantagear e ameaçar. Caso eu contasse para alguém, que ele ia reverter a situação contra mim. Ele falou assim: ‘você não tem prova. Você não tem prova nenhuma. Ninguém nunca viu eu fazendo nada’”, conta a vítima.
Até o dia que ela não aguentou tanta pressão.
“Eu estourei, comecei a gritar com ele e falar que ele me assediava o tempo todo, que ele era tarado, que eu estava com medo dele”, relembra a vítima.
Depois de uma investigação interna, a punição aplicada, mais uma vez, foi a transferência para outro quartel.
“E foi tudo muito bem apurado. E foi comprovado o assédio”, conta a vítima.
As mulheres reclamam que não existe um setor específico para receber relatos de abusos sexuais e morais. Ao todo, 48% das policiais afirmam que não sabem exatamente como denunciar. E 68% das que registraram queixa não ficaram satisfeitas com o desfecho do caso.
“Você não tem a quem recorrer. Se todo mundo recorre a polícia, você está dentro da polícia sofrendo assédio, você vai para onde?”, diz uma outra mulher que também não quis ser identificada.
Uma PM do Piauí acusa a polícia de abafar os casos de assédio. “Eles procuram colocar, por ser um meio machista, a culpa na mulher. E não a culpa neles mesmos que são os causadores”, diz.
Segundo a Polícia Militar do estado, nos últimos três anos nenhuma denúncia formal de assédio foi registrada.
“A gente tem que tomar cuidado porque as próprias policiais têm sido vítimas de um crime, e que precisa ser investigado, que precisa ser explicitado”, afirma o pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Renato Sergio de Lima.
Uma Policial Civil diz que foi assediada durante meses. Ela é da Região Metropolitana de Belo Horizonte e foi trabalhar no interior de Minas logo no começo da carreira. Era a única policial feminina do lugar e passou a ser alvo do delegado da cidade.
“Perguntava se eu queria carona. Se eu queria que ele me levasse pra casa. Eu dizia que não e ele vinha me acompanhando o tempo todo. Até chegar perto de casa. Até no dia em que ele tentou me agarrar”, conta.
A partir daí, o assediador mudou de estratégia.
“Primeiro, eles tentam alguma coisa com você. Quando você fala que não ai eles passam para o assédio moral. Ai você não presta no serviço, você não serve para nada”, conta a vítima.
As marcas do assédio moral para ela é mais grave; ai vem a depressão. Vem até um fenômeno maior que é o suicídio”, conta o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil/MG, Denilson Martins.
Você se sente um nada. Você se sente menos que um grão. Você não se sente nada”, lamenta a mulher.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais afirma que tem um conselho de ética ligado à Corregedoria-geral para acolher qualquer tipo de denúncia, inclusive as de assédio.
“Eu recorri dentro da própria instituição. Foi um erro porque a instituição não fez nada, só colocou panos quentes”, diz a mulher.
“Esse é o grande problema: a quem reclamar. Eu acho que nesta condição a mulher deveria buscar o controle externo das policias que é o Ministério Público”, afirma a secretaria nacional de Segurança Pública Regina Miki.
“Se a gente abaixar a cabeça, coisas como essas podem acontecer com mais gente”, afirma Katya Flávia de Queiros, soldado da Polícia Militar.

Empresário preso pelo Gaeco diz ter influenciado indicações do governo


Paulo Midauar é suspeito de participar de esquema de fraude em licitação.
Governo nega qualquer influência do empresário na escolha dos cargos.

Do G1 PR, com informações da RPC Londrina
O empresário Paulo Roberto Midauar preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), reconheceu que influenciou nomeações ligadas ao Governo do Estado. A afirmação foi feita em uma entrevista concedida para a Rádio Cabiúna, de Bandeirantes, no norte do Paraná, em 2012.
Paulo Midauar é dono de uma distribuidora de combustíveis em Bandeirantes. A empresa é investigada por sonegação fiscal. De acordo com o Gaeco, a empresa usava documentos falsos e pagava propina para poder circular com cargas de álcool e gasolina sem o devido recolhimento de impostos.
Midauar foi preso no dia 17 de março, devido a Operação Voldemort, que investiga corrupção na Receita Estadual, o empresário teve a prisão decretada e segue detido nesta quarta-feira (25) na unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina, na região norte do estado.
Na entrevista, o empresário disse que havia “muita disputa por partidários do governador” na escolha do chefe regional do Departamento de Trânsito (Detran) do município. Ele ainda declarou na mesma entrevista  que “foi respeitada" a indicação e de outro empresário que “apoiaram Beto Richa na eleição” de 2010.

Para o Ministério Público, o empresário faz parte do mesmo grupo de Luiz Abí Antoun, parente de Richa, e que também foi preso por ser considerado líder de uma organização criminosa responsável por desvio de licitações
Filho de um ex-prefeito de Bandeirantes, Paulo Midauar sempre teve forte autuação no meio político. Ele aparece em um foto com o governador e com Márcio Albuquerque de Lima, ex-inspetor da Receita Estadual e foragido da Justiça. 
No começo de março o grupo conseguiu indicar a nova chefe do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Cornélio Procópio, Maria das Graças Dias Midauar, que é irmã de Paulo Midauar.
Outro cargo que também é indicação política é o da vice-presidente da companhia telefônica Sercomtel, que pertence à prefeitura de Londrina e Companhia Paranaense de Energia Elétrica, aCopel.
A presidência da Sercomtel é indicada pela prefeitura. A vice-presidência é indicação da Copel, que pertence ao governo do Estado. A atual vice-presidente da Sercomtel é a esposa de Luiz Abi Antoun, Heloisa Pinheiro, que também é funcionária concursada da Sercomtel. Conforme a companhia telefônica, o mandato de Heloísa na vice-presidência é de três anos e termina em abril de 2015.
Para reforçar essa tese, o ex-assessor da governadoria, Marcelo Caramori, disse em depoimento ao MP-PR que o parente do governador Luiz Abi Antoun era uma pessoa de fundamental importância na estrutura política do Estado. Segundo Caramori, era de conhecimento público o grau de influência que Luiz Abi tinha sobre o governo do Estado.
Ao G1, a assessoria do governador Beto Richa disse que Paulo Roberto Midauar não tem e nunca teve influência no governo. A indicação de cargos em órgãos públicos é feita pelo próprio governador e pelo chefe da Casa Civil.
Advogado de Paulo Roberto Midauar, Maurício Carneiro disse que não poderia comentar sobre a indicações feitas pelo cliente porque desconhece esse fato. Midauar segue preso.
As operações
Duas operações são realizadas pelo MP-PR para investigar esquemas de corrupção. Na Operação Voldemort, deflagrada no dia 16 de março, visa um suposto esquema de fraude em licitações para o conserto de carros oficiais do Governo do Paraná. 
As investigações começaram há cerca de quatro meses. Ao todo, cinco pessoas foram presas, entre elas Luiz Abi Antoun, considerado pelo MP-PR como o chefe da organização. Antoun estava preso desde o dia 16 de março, em Londrina, e foi solto na segunda-feira (23) após a Justiça conceder um habeas corpus.
Já a Operação Publicano visa um suposto esquema de recebimento de vantagens indevidas. De acordo com o Ministério Público, existia um grupo dentro da Receita Estadual que protegia a sonegação fiscal de empresários em troca de propina. A investigação ainda não identificou o possível valor desviado.
Conforme o MP-PR, as investigações começaram há nove meses. A primeira etapa ocorreu no dia 5 de março. No dia 20 de março, uma nova fase da operação cumpriu 20 mandados de prisão e outros 30 de busca e apreensão. Entre as pessoas que foram presas, estão oito funcionários da Receita Estadual, sendo sete auditores, um policial civil, um contador e empresários.
O MP-PR indica que a Operação Publicano quer atingir grupos criminosos que agem e recebem lucros a partir da corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

'Temos algum convívio', diz Richa sobre parente denunciado pelo MP


Segundo o MP, Luiz Abi Antoun chefiou fraudes em licitação do governo.
Beto Richa concedeu entrevista à RPC na manhã deste sábado (28).

Do G1 PR
O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) comentou sobre o empresário Luiz Abi Antoun, ao qual ele tem grau de parentesco, na manhã deste sábado (28) em entrevista à RPC. O empresário é um dos sete denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) à Justiça, na sexta-feira (27), no inquérito que visa um suposto esquema de fraude em licitações para o conserto de carros oficiais do Governo do Paraná.

Antoun foi preso pelo Gaeco em Londrina, no norte do estado, no dia 16 de março junto com outras três pessoas por participação no esquema de fraude em licitações. Ele foi solto no dia 23 de março, após a Justiça conceder um habeas corpus.
"O parentesco é distante. E não escondo que é de minha relação pessoal como várias outras pessoas. Eu sou um homem público, de fácil acesso, convivo com centenas ou milhares de pessoas e eu não posso responder pelo erro de ninguém. Eu defendo que toda denúncia seja apurada, que todo culpado seja punido. Eu não tolero corrupção", declarou o governador. "É da minha relação social com várias outras pessoas e temos algum convívio", acrescentou Richa.

Sobre Caramori, o governador disse que ele era um assessor do governo e fazia os serviços de fotógrafo. "Eu não compactuo com irregularidades. Ele está sendo acusado de pedofilia. Nunca houve nenhum indício, se quer um ruído desta prática. Se eu soubesse disso, jamais teria o contratado para o governo", relatou.
Durante a entrevista, Beto Richa também comentou sobre outras duas pessoas ligadas ao governo e que também foram presas - Marcelo Caramori, preso uma vez por exploração sexual de menores e outra por estupro de vulnerável por se tratar de uma menina menor de 14 anos, e  e Márcio Albuquerque de Lima, suspeito de corrupção na Receita Estadual de Londrina.
Já sobre Márcio, Richa declarou apenas que ele é funcionário de carreira da Receita do estado. "Conheço ele de práticas de automobilismo".
Operação Voldemort
De acordo com o MP-PR, Luiz Abi Antoun e outras seis pessoas foram denunciados pelos crimes formação de organização criminosa, falsidade ideológica e fraude à licitação. Todos já tinham sido indiciados pelo Gaeco na quarta-feira (25).
A denúncia faz parte da Operação Voldemort, que investiga um suposto esquema de fraude em licitações para prestação de serviços de manutenção aos veículos oficiais do Estado do Paraná na região de Londrina.
Ainda conforme a promotoria, Antoun coordenou o grupo entre o início de 2013 e março de 2015. Na denúncia, o Gaeco relata que a Oficina Providence Auto Center, de Cambé, no norte do Paraná, contratada emergencialmente, foi constituída em nome de um “laranja” de Abi Antoun.
O MP-PR aponta que, ao fim do contrato emergencial, uma outra empresa venceu a licitação do Governo do Estado para prestar os serviços de manutenção nos automóveis. Para a promotoria, os suspeitos entraram em um acordo com os donos da firma contratada para que a mesma subcontratasse a Providence.
Isso foi feito, de acordo com o MP-PR, para permitir “a continuidade da atividade para a qual a oficina foi contratada emergencial e ilegalmente e, de consequência, a permanência do sistema de enriquecimento ilícito concebido pelo grupo”.
O grupo contava ainda, segundo o inquérito do Gaeco, com o apoio de um empresário, responsável por intermediar o contato entre os denunciados e por fornecer orientação aos demais envolvidos sobre como proceder na consecução dos crimes.
Conforme as investigações, um advogado também auxiliava dando suporte jurídico e aparência de legalidade a todos os atos, inclusive com a fabricação de documentos e com a simulação do processo de dispensa de licitação que culminou com a contratação da Providence.
O advogado de Luiz Abi Antoun não foi localizado pelo G1 para comentar sobre o caso.

LUIZ LUCCAS MAIS UMA ATRAÇÃO DA RÁDIO COLOMBO WEB


Mauro, Ivan de Colombo, Luiz Luccas, Nilton do Rim e Michelli


A Rádio Colombo Web www.radiocolomboweb.com.br, que iniciou suas atividades em setembro de 2014, apresenta uma grade de programação completa com entrevistas ao vivo, notícias, esportes, saúde , música e religião e política, sempre com objetivo de bem informar os seus ouvintes. Esta é uma parceria que surgiu entre dois blog´s da cidade: Blog Ivan de Colombo e Blog Parceiros da Comunidade(Nilton do Rim). Os seis meses de existência é um sinal que a parceria já deu certo porque existe seriedade no trabalho. Os ouvintes da Rádio Colombo Web, já perceberam nesses poucos meses de existência a qualidade da programação e hoje a Colombo Web é líder de audiência no segmento Web-Rádio em Colombo. Em busca de cada vez mais proporcionar uma programação de qualidade, ontem, sábado(28) houve a estréia do programa "Sabadão Sertanejo", apresentado por Luiz Luccas. Esse programa é mais um espaço cultural e de entretenimento da Colombo Web.



O novo apresentador da Colombo Web recebeu os artistas Mauro e Michelli, uma dupla colombense que deram um show e mostraram que a dupla tem muito talento. Quando falamos que o "Sabadão Sertanejo" é mais uma porta para os nossos artistas, é porque já existe nas noites de segundas-feiras, o programa "Novos Talentos". apresentado pelo Radialista Orlando José, nesse programa já passaram vários artistas como:Daniel Rosa, Pescador e Canoeiro, Yan, Luiz Luccas. Ana Flávia e Bruninho Rauch. Se você quer mostrar o seu talento, entre em Contato com a Rádio Colombo Web. Nos próximos dias estaremos recebendo o cantor Roy Caetano.



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