Petraglia sugere criação de liga e aliança com clubes do Rio de Janeiro


Presidente do Atlético-PR diz que paranaenses estão se articulando para formar uma liga independente e pretende procurar os presidentes de Flamengo e Fluminense

Por Curitiba
Presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia (Foto: Fernando Freire)Petraglia quer aliança com clubes do Rio: (Foto: Fernando Freire)
O presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, revelou nesta sexta-feira que o clube rubro-negro, junto com o Coritiba e o Paraná clube, está articulando a criação de uma liga estadual independente da Federação Paranaense de Futebol (FPF) com o apoio de clubes do Rio de Janeiro. 
Em entrevista ao site da ESPN, o dirigente atleticano disse que vai procurar os presidentes de Flamengo e Fluminense.
- Estamos pensando em uma liga. Criamos uma associação há alguns anos, a coisa não andou. Agora, com essa crise toda do campeonato estadual, nos reunimos de novo e estamos tentando mudar a federação. A federação foi eleita de novo, por ligas e clubes de interior, eles têm o mesmo peso nos votos. É um regulamento de um estatuto que tem 30 anos. Então, os três grandes da capital, Paraná, Coritiba e Atlético-PR, estão liderando uma conversa para a formação da liga - disse Petraglia à ESPN.
No último dia 21, a chapa de situação, liderada por Hélio Cury, venceu Ricardo Gomyde - apoiado pelo Trio de Ferro - nas eleições para a presidência da FPF, com 33 votos favoráveis e 25 contra. A eleição teve polêmicas, já que o trio formado por Atlético-PR, Coritiba e Paraná Clube chegou a mover uma ação no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) para adiar o pleito sob o argumento de que não houve a publicação do edital das eleições em três veículos de comunicação de grande circulação.
Segundo Petraglia, os três maiores clubes da capital paranaense pretendem recorrer judicialmente da vitória de Hélio Cury.
- Estamos também tentando a intervenção judicial na federação, mas ainda não deu certo. Tudo caminha para uma liga. Esse é o nosso pensamento. Estamos liderando os 20 clubes profissionais do estado. Temos conversas e mantemos contato. Está forte isso.
O presidente do Atlético-PR ainda citou a situação conturbada envolvendo o Flamengo e o Fluminense com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).
- Lá no Rio a situação também é irreversível. Assim como aqui. Dos quatro grandes lá, dois estão juntos. Daqui, dos três, os três estão unidos. Ou seja, temos uma bela oportunidade. Vou procurá-los agora. A liga vai depender da CBF, ela é que tem de aprovar. Vou procurar o Bandeira e o Peter para conversarmos sobre isso. Vamos ver se a gente consegue fazer alguma coisa juntos. Seria muito interessante - pontuou Petraglia.

Bombeiros avaliam segundo dia de trabalhos em incêndio: 'Bem sucedido'


Cetesb descartou a hipótese que a poluição traga efeitos negativos.
Bombeiros continuarão o trabalho durante a madrugada deste sábado (4).

Guilherme LucioDo G1 Santos
GNews - Equipes dos bombeiros tentam há mais de 30 horas controlar incêndio em Santos (Foto: Reprodução/GloboNews)Equipes dos bombeiros tentam desde quinta-feira controlar o incêndio (Foto: Reprodução/GloboNews)
As autoridades que atuam no incêndio que atinge tanques de combustíveis na empresa Ultracargo em uma área industrial no bairro Alemoa, em Santos, no litoral de São Paulo, relataram quais foram os procedimentos realizados durante este segundo dia de combate às chamas. A Cetesb descartou a hipótese que a poluição traga efeitos negativos para a população e os bombeiros declararam que a operação realizada nesta sexta-feira (3) foi bem sucedida.

O sub-comandante dos bombeiros do Estado de São Paulo, Rogério Bernardes Duarte, considerou que a operação de combate às chamas na Ultracargo foi um sucesso e que dois tanques já não estão mais em chamas. “Foram usados quatros jatos de água e espuma durante todo o dia. Um tanque foi totalmente derretido e o outro já não tem mais combustível. O segundo dia de trabalhos foi bem sucedido”, afirma.
O fogo começou por volta das 10h desta quinta-feira (2) e atingiu quatro tanques de combustíveis. A temperatura no local chegou a 800°C. Durante a manhã desta sexta-feira, um quinto tanque também foi atingido. Os trabalhos do Corpo de Bombeiros continuarão por toda a madrugada de sábado e não há previsão de quando a ocorrência deve terminar. Segundo os bombeiros, ninguém morreu no incêndio e pelo menos 15 pessoas que trabalhavam no local precisaram de atendimento médico. Todas já foram liberadas.
Equipes dos Bombeiros seguem trabalhando em incêndio na Alemoa, em Santos (Foto: Reprodução / TV Globo)Equipes dos Bombeiros seguem trabalhando em
incêndio na Alemoa (Foto: Reprodução / TV Globo)
O Comandante da operação, Wagner Bertollini Junior, afirmou que os tanques possuem um sistema para retirar o combustível, entretanto ele não funcionou. "Os sistemas foram danificados e os tanques não estão podendo ser esvaziados por baixo. Então eles estão em uma situação quase que surreal porque eles continuam cheios em volta de um tanque pegando fogo. Esse que é a nossa grande dificuldade", diz.
O gerente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) afirmou que os moradores das cidades da Baixada Santista não correm nenhum risco após a fumaça ter tomado o céu da região. “Há um impacto muito grande esteticamente, mas do ponto de vista de intoxicação ela não traz malefícios para a população. Fizemos uma medição ontem e está tudo dentro dos limites aceitáveis. Não há impacto significativo para a população”, afirma César Eduardo Padovani Valente.
Capitão do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, esteve em Santos (Foto: Guilherme Lucio / G1)Porta-voz dos bombeiros disse que há dificuldades
de conter chamas (Foto: Guilherme Lucio/G1)
O acesso de embarcações às áreas ao redor do incêndio na Ultracargo teve que ser limitado após o fogo se alastrar. "Os terminais de Santos próximos do incêndio estão fechados e o canal que dá acesso aos terminais de Cubatão também foi bloqueado por motivos de segurança, já que ele é estreito”, conclui o Capitão da Marinha Ricardo Gomes.
Resfriamento de tanques
O foco dos bombeiros é o resfriamento dos tanques que ainda não foram atingidos, afirmou nesta quinta-feira (2), o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo. Após um dos tanques entrar em colapso, houve uma explosão, os bombeiros evacuaram o local e readaptaram a estratégia de trabalho, ficando mais próximo do mar.
Segundo os bombeiros, a temperatura média no foco principal do incêndio gira em torno dos 800ºC, o que causou o derretimento de quatro tanques. Por causa do calor, os bombeiros ficam a uma distância de 100 metros do local das chamas para fazer a contenção do fogo. A água não é direcionada para as labaredas, já que o líquido evapora antes de atingir o chão por causa do calor.
A internauta Josilayne Carvalho registrou uma das explosões no local (veja o vídeo abaixo). Por volta das 18h10 de quinta-feira, uma nova explosão causou correria entre profissionais da imprensa e bombeiros, que precisaram se reposicionar.
Fumaça
Desde o início do incêndio, nesta quinta, uma enorme coluna de fumaça preta pôde ser vista por moradores de várias cidades da Baixada Santista. Moradores contam que uma explosão começou o incêndio e outras foram ouvidas na sequência.
Após a primeira explosão, a Prefeitura de Santos informou que 15 pessoas foram atendidas ainda no local, todos homens com superaquecimento do corpo. Três pessoas foram levadas ao Pronto Socorro Central após terem sofrido ainda com crise nervosa e inalação de fumaça.
Devido a uma fagulha, o bombeiro Claudio Rodrigues Gonçalves, de 39 anos, foi encaminhado para o Pronto Socorro da Santa Casa com lesão ocular, para avaliação oftalmológica e também foi liberado.
Incêndio atinge tanques de combustível em Santos, no litoral de São Paulo (Foto: Sérgio Furtado/G1)Coluna de fumaça negra do incêndio pode ser vista de várias cidades da região (Foto: Sérgio Furtado/G1)
A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) informa que a área atingida fica fora do Porto e que enviou a sua Brigada de Incêndio da Guarda Portuária para ajudar no combate ao incêndio.
Por causa do incêndio, a entrada do Porto de Santos, pela Via Anchieta, precisou ser fechada. Na quinta-feira os motoristas também encontravam lentidão, por volta das 19h50, na entrada da cidade. O trânsito continua intenso no local.
De acordo com apuração da reportagem, 93 bombeiros trabalham no local, com apoio de 22 viaturas, sendo que oito delas foram enviadas da capital paulista.
Incêndio em Santos (Foto: Arte / G1)
O Corpo de Bombeiros afirma que equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Defesa Civil, da Sabesp e da Polícia Militar acompanham os trabalhos.
Três navios estavam atracados no Porto de Santos e dois foram retirados do local para evitar problemas com possíveis explosões. Uma empresa, que fica a 2 km do local do incêndio, emitiu alerta para os funcionários deixarem a área devido ao risco de serem atingidos por destroços caso haja uma grande explosão.
A Ultracargo informou que a equipe da brigada de incêndio evacuou a área e acionou um plano de ajuda mútua assim que a primeira explosão foi registrada.
Eu estava em um dos tanques, no lote 1, quando escutei uma grande explosão. O fogo se alastrou muito rápido e só pensei em sair daqui"
Anderson Santos da Silva,
funcionário da Ultracargo
Testemunha
Um dos funcionários da Ultracargo ouvidos peloG1 conta que estava trabalhando no momento da primeira explosão.
"Eu estava em um dos tanques, no lote 1, quando escutei uma grande explosão. O fogo se alastrou muito rápido e só pensei em sair daqui", diz Anderson Santos da Silva.
Ele trabalha próximo de onde o fogo começou e diz que todos os funcionários saíram do local às pressas. "Todos os funcionários foram liberados na hora, ficando apenas os homens do Corpo de Bombeiros próximo aos tanques", afirmou.
Incêndio atinge tanques de combustível em Santos, no litoral de São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)Fogo atingiu tanques de combustível; temperatura no local é de 800 ºC (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
A empresa
O local onde ocorre o incêndio abriga 175 tanques de capacidade de até 10 mil m³, cada um, em uma área de 183.871 m². A Ultracargo tem 58 tanques, com capacidade para até seis milhões de litros, e armazena diversos combustíveis, além de outros materiais químicos e corrosivos.
Em entrevista à GloboNews, o especialista em gerenciamento de riscos Gustavo Cunha Mello disse que os tanques que armazenam esses materiais explosivos são construídos com reforço nas laterais, por isso os recipientes não se desfazem quando ocorre a explosão e evitam que líquidos inflamáveis se espalhem.
Incêndio acabou causando reflexos no trânsito da Via Anchieta (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Incêndio acabou causando reflexos no trânsito da
Via Anchieta (Foto: Guilherme Lucio/G1)
Estradas
Devido ao incêndio, a Ecovias, concessionária que opera o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), bloqueou o acesso ao Viaduto do Alemoa, no Km 64 da Anchieta. Os veículos pesados, que não são autorizados a circular no trecho urbano, deverão aguardar até a liberação da via.
Embora possam fazer o acesso pela Anchieta, os veículos de passeio também estão sendo orientados a chegar a Santos pela Rodovia dos Imigrantes.
O SAI está em Operação Descida (7x3). Para a descida, os motoristas utilizam as duas pistas da Anchieta e a Sul da Imigrantes. Já a subida é realizada pela pista Norte da Imigrantes.
Cinco tanques acabaram pegando fogo; bombeiros trabalham desde o dia 2 (Foto: Diego Lameiro / Arquivo Pessoal)Cinco tanques pegaram fogo; bombeiros trabalham desde o dia 2 (Foto: Diego Lameiro / Arquivo Pessoal)
Helicóptero Águia da Polícia Militar presta apoio em Santos (Foto: Roberto Strauss / G1)Helicóptero Águia da Polícia Militar presta apoio em Santos (Foto: Roberto Strauss / G1)
Equipes do Corpo de Bombeiros tentam evitar que sexto tanque de combustíveis seja atingido (Foto: Roberto Strauss / G1)Bombeiros tentam evitar que sexto tanque de combustíveis seja atingido (Foto: Roberto Strauss / G1)
Equipes da brigada de incêndio da Guarda Portuária prestaram auxílio na Alemoa (Foto: Roberto Strauss / G1)Equipes da brigada de incêndio da Guarda Portuária prestaram auxílio na Alemoa (Foto: Roberto Strauss/G1)
Nuvem escura criada por fumaça podia ser vista de vários pontos de Santos, SP (Foto: Ivair Vieira Jr/G1)Nuvem escura criada por fumaça podia ser vista de vários pontos de Santos, SP (Foto: Ivair Vieira Jr/G1)
Tanques foram atingidos pelas chamas; testemunhas relataram explosões em sequência (Foto: Roberto Strauss / G1)Tanques foram atingidos pelas chamas; testemunhas relataram explosões (Foto: Roberto Strauss/G1)
Fumaça pode ser avistada da Via Anchieta (Foto: Felipe Zito / Arquivo Pessoal)Fumaça pode ser avistada da Via Anchieta (Foto: Felipe Zito/Arquivo Pessoal)
Fogo e fumaça podem ser avistadas de São Vicente, litoral de São Paulo (Foto: Bruno Giufrida / G1)Fogo e fumaça podem ser avistadas de São Vicente, litoral de São Paulo (Foto: Bruno Giufrida/G1)
Motoristas ficaram assustados com o incêndio em Santos (Foto: Joel Reis / Arquivo Pessoal)Motoristas ficaram assustados com o incêndio em Santos (Foto: Joel Reis/Arquivo Pessoal)

O alcance da delação premiada


Com a Operação Lava Jato, o instituto jurídico tem sido bastante citado, mas ainda há muitas críticas sobre a sua aplicação

A delação premiada é utilizada há muito pelo Ministério Público (MP) para garantir a elucidação de crimes e ficou mais conhecida do público com os 14 delatores do esquema investigado pela Operação Lava Jato. Este é o número confirmado pelo Ministério Público Federal (MPF), mas pode ser ainda maior. A ferramenta ocupa papel central nos inquéritos e colabora para a reunião de provas contra os investigados, além de calçar novas fases da operação. Apesar de prevista no direito brasileiro, a delação ainda encontra muitas críticas.

Limites
O defensor público Rodrigo Murad do Prado explica que os acordos de colaboração são como “contratos” firmados entre a acusação e a defesa. “Eles preveem direitos e deveres para o delator e o Estado, mas qualquer quebra de cláusulas é mais grave para o réu”, diz. Isso acontece porque, se comprovada alguma mentira ou omissão por parte do delator durante o processo, ele corre o risco de perder os benefícios de abrandamento da pena, enquanto o Ministério Público ainda pode usar a parte “verídica” dos depoimentos como prova.

Embasamento

Mas nem só de depoimentos são feitas as delações premiadas. Há outras fases importantes para validar o procedimento, como a investigação anterior, para apurar se as informações de um candidato a delator seriam realmente válidas para elucidar os crimes, e também a posterior aos depoimentos, para coleta de outras provas. “Se a delação não for balizada por outros instrumentos de prova, não pode ser utilizada”, aponta o advogado Mauro Roberto Gomes de Mattos.
O juiz federal Anderson Furlan acrescenta que, quando as provas do inquérito são avalizadas em juízo, as delações possuem efeito prático em condenações. Em relação à Lava Jato, por exemplo, ele é otimista sobre o uso das colaborações para elucidar o caso. “O Judiciário jamais acataria denúncias nem condenaria ninguém sem provas contundentes e robustas”, defende. Ao mesmo tempo, ele admite que, na prática, em alguns crimes, apenas a palavra do delator contra o acusado pode não ser suficiente para o sucesso do acordo.
Já o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay é crítico ao uso do instituto. Para ele, além do perigo de abuso durante o procedimento – o criminalista cita arbitrariedade de prisões para “fazer o investigado falar” –, há hoje uma “banalização” do instrumento. “A pessoa faz a delação e aquilo passa a ser verdade absoluta e, a partir disso, passam a ocorrer medidas invasivas”, considera. Ele cita como exemplo a operação italiana Mãos Limpas, que levou muitos réus à prisão com base em colaborações com a Justiça. “Lá, a maioria das delações foi revista depois e alguns processos chegaram a ser anulados”, diz.

Primeira reação de Alckmin foi negar morte de filho caçula

O governador Geraldo Alckmin no aeroporto de Catanduva, interior de SP, logo após receber a notícia do acidente que matou seu filho Thomaz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), estava na estrada nesta quinta-feira por volta das 19h30 quando recebeu a notícia de que seu filho caçula, Thomaz Alckmin, de 31 anos, era uma das cinco vítimas da queda de um helicóptero em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo. Alckmin voltava de uma série de agendas públicas em cidades da região de Catanduva (Pirangi, Paraíso, Cândido Rodrigues e Araraquara) e mandou os quatro carros de sua comitiva pararem no acostamento da Rodovia Washington Luis, ao receber uma ligação de sua assessoria militar.
Segundo um dos integrantes da comitiva, que estava no carro com Alckmin, a primeira reação do governador foi negar a morte de Thomaz quando um ajudante de ordens telefonou com a trágica notícia. "Não é ele, não é o helicóptero dele", disse o governador. Alckmin marejou os olhos. Em seguida, o tucano telefonou para o hangar de onde o helicóptero havia decolado para checar quem estava a bordo da aeronave modelo EC 155, prefixo PPLLS, foi fabricada pela Eurocopter. Naquele momento o governador recebeu a confirmação da lista.
Um integrante da assessoria militar de Alckmin chegou a ir ao Instituto Médico Legal, reconheceu tatuagens de Thomaz e voltou a avisar ao governador - mais tarde Alckmin iria até o lML fazer o reconhecimento oficial do corpo. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas, mas desde a manhã desta sexta-feira os donos da aeronave suspeitam que uma pá das hélices tenha se desprendido e desestabilizado o helicóptero. A peça foi encontrada por peritos distante do local da queda.

O prefeito de Catanduva, Geraldo Vinholi (PSDB), publicou um relato semelhante em sua rede social. "No carro estávamos ele, eu e o ajudante de ordens, quando este pediu para que o motorista parasse o carro, pois o coronel José Roberto, da Casa Militar, que estava no carro de trás precisava falar. O coronel entrou no carro e disse 'sinto informar, senhor governador, que um helicóptero caiu em Alphaville e temos imagens de que o Thomaz embarcou nesse voo'", escreveu o prefeito. "O governador discretamente chorou. A partir dai, muito equilibrado como sempre, tentando confirmar a notícia, ligou para várias pessoas, inclusive para o responsável pelo heliporto e começou a ligar para os familiares pedindo para virem a São Paulo."
Ainda no carro, Alckmin estava abatido e chorava. "Ele se desesperou", disse um de seus acompanhantes. Depois de estar ciente do acidente aéreo com Thomaz, Alckmin foi ao Aeroporto de Catanduva, de onde decolaria com assessores para São Paulo no avião do governo do Estado. Ele foi ao banheiro lavar o rosto e cumprimentou funcionários do aeroclube local. Ele também tomou café, "falou com orgulho" sobre o Thomaz e foi olhar um mural no aeroporto, segundo relato do prefeito da cidade. O voo saiu às 20h18.
O Palácio dos Bandeirantes demorou a confirmar a morte de Thomaz para evitar que a primeira-dama, dona Lu Alckmin, soubesse do acidente pela imprensa. Alckmin queria dar a notícia à mulher pessoalmente e ela voltava de Campos do Jordão (SP). A informação já circulava entre jornalistas e havia sido confirmada por assessores de Alckmin ao site de VEJA. O Palácio dos Bandeirantes só emitiu nota oficial por volta das 23h20.
No velório, Alckmin voltou a chorar durante a missa de corpo presente rezada pelo bispo Dom Fernando Figueiredo, de Santo Amaro. Ele permaneceu na sala reservada para a família com a mulher e filho mais velho, Geraldo Alckmin Neto. "Ele está firme", disse o vice-governador Márcio França (PSB). Outros políticos relataram que o governador estava "abatido e sentido", assim como a primeira-dama, que conseguiu ficar o tempo todo no local.

Operação Cala-Boca

APREENSÃO - O STF, do ministro Dias Toffoli, vai decidir se revoga a prisão de Ricardo Pessoa, detido após ameaçar uma testemunha

Empreiteiros presos e corruptos ainda não alcançados pela Operação Lava Jato depositam suas últimas esperanças em ação no STF que será julgada nos próximos dias



Em novembro passado, o juiz Sergio Moro determinou a prisão de executivos de oito empreiteiras acusadas de saquear os cofres da Petrobras e, com o dinheiro roubado, pagar propina a políticos alinhados ao governo, sobretudo do PT, PMDB e PP. Se o mensalão resultara na prisão da antiga cúpula petista, o petrolão levava à cadeia, sob a suspeita de corromperem agentes públicos, destacados financiadores de campanhas eleitorais. Batizada de Juízo Final, essa etapa da Operação Lava-Jato era a aposta dos investigadores para chegar ao comando do maior esquema de corrupção do país. Em depoimentos formais, delatores e operadores já haviam dito que os cofres da empresa eram surrupiados como forma de levantar recursos para comprar apoio partidário ao governo. O quebra-cabeça estava quase montado. Faltava, no entanto, que um grande empreiteiro informasse quem ordenara essa transação criminosa. Faltava a identificação do chefe, do cabeça, do responsável pelo desfalque bilionário. Para esclarecer essa dúvida, o Ministério Público começou a negociar acordos de delação premiada com executivos de construtoras. Já o governo colocou ministros em campo a fim de mantê-los em silêncio.
Essa queda de braço se desenrola há quase cinco meses. Investigadores e advogados de defesa compartilham da mesma análise: quanto mais o tempo passa, maior a probabilidade de um empreiteiro de primeira linha contar o que sabe e, portanto, maior a agonia do governo. Mas essa agonia, ao que parece, está perto deNa semana passada, a presidente Dilma Rousseff disse a interlocutores, numa conversa reservada no Palácio do Planalto, que o Supremo Tribunal Federal (STF) começará a libertar os executivos encarcerados na Lava-Jato. Se essa previsão se confirmar, a tendência é que os empresários abandonem as negociações com os procuradores, tornando praticamente nula a possibilidade de colaborarem com as apurações. Dilma fez tal prognóstico ao falar do julgamento que a Segunda Turma do STF fará, nos próximos dias, do pedido de libertação do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC. Amigo do ex-presidente Lula e considerado o chefe do clube que fraudava contratos na Petrobras, Pessoa ameaçou contar às autoridades detalhes do petrolão se não deixasse a carceragem da Polícia Federal.
​Conforme VEJA revelou, ele disse a pessoas próximas que pagou despesas pessoais do ex-ministro José Dirceu e deu 30 milhões de reais, em 2014, a candidaturas do PT, incluindo a presidencial de Dilma Rousseff - tudo com dinheiro desviado da Petrobras. Pessoa também garantiu ter na memória detalhes da participação dos ministros Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, na coleta de dinheiro para candidatos petistas. "O Edinho está preocupadíssimo", escreveu num bilhete, em tom de ameaça, ainda no início de sua temporada de cárcere. A Segunda Turma do STF é formada por cinco ministros: Teori Zavascki, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Apesar de Zavascki ser o relator do caso, as atenções estarão voltadas para Toffoli. E­­x-funcionário da liderança do PT na Câmara, ex-assessor do mensaleiro José Dirceu e advogado-geral da União no governo Lula, Toffoli se mudou da Primeira Turma para a Segunda Turma a fim de completar o quórum do colegiado e afastar o risco de que os julgamentos do petrolão terminem empatados, o que beneficiaria os investigados. O currículo do ministro e seus sucessivos votos pela absolvição no processo do mensalão sugerem um ponto a favor dos investigados. Só sugerem.
A VEJA, ministros do STF afirmaram que Pessoa e os demais executivos presos - como o presidente da OAS, Léo Pinheiro, outro amigo de Lula - devem ser soltos. "Em alguns casos, já reputo exagerado o tempo de prisão, tendo em vista que as investigações estão realizadas", disse um ministro da corte. Esse foi o mesmo argumento esgrimido por Dilma no Planalto. Advogados de defesa alegam que o juiz Sergio Moro mantém as prisões como forma de obrigar os presos a fechar acordos de delação premiada. Não haveria base jurídica para que eles continuassem na cadeia. O ex-ministro do STF Carlos Velloso discorda dessa avaliação e lembra que decisões monocráticas de integrantes de tribunais superiores têm ratificado a atuação de Moro. "Ele não está cuidando de ladrões de galinha. O que tem feito se compara ao que os juízes fizeram contra a máfia na Itália."
Apesar de afirmar que a tendência do STF é libertar os executivos, um ministro admite que o caso de Ricardo Pessoa tem um complicador: ele foi preso, entre outras razões, por tentar intimidar a contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do petrolão. Para a pr­essionarem a não contar o que sabia, representantes de Pessoa insinuaram que poderiam fazer mal à filha dela. Houve uma tentativa clara e cristalina de atrapalhar a investigação, o que afronta regra básica do Código Penal. "Ameaça a testemunhas é, realmente, um problema", declarou o ministro. acabar.

Navegante que ficou 66 dias à deriva nos EUA já está recuperado


Ele recebeu alta após ficar um dia internado com desidratação e lesão.
Louis Jordan sobreviveu capturando peixes e bebendo água da chuva.

Da EFE
Louis Jordan desde de helicóptero de resgate (Foto: AP/The Virginian-Pilot, Steve Earley)Louis Jordan desde de helicóptero de resgate (Foto: AP/The Virginian-Pilot, Steve Earley)
O navegante americano Louis Jordan recebeu alta nesta sexta-feira (3) de um hospital da Virgínia (EUA), onde foi internado após permanecer 66 dias desaparecido no Oceano Atlântico e posteriormente resgatado pela Guarda Costeira dos Estados Unidos em frente ao litoral da Carolina do Norte.
O navegante de 37 anos tinha partido em janeiro passado de uma marina na Carolina do Sul a bordo de um veleiro de 35 pés de comprimento (pouco mais de 10 metros) para pescar em alto-mar, mas dias depois ficou à deriva após o mastro de sua embarcação quebrar e o sistema elétrico pifar, segundo informou a porta-voz da Guarda Costeira Krystyn Pecora.
Ele foi reportado como desaparecido por sua família no dia 29 de janeiro, e após dez dias de intensa busca a Guarda Costeira deu por finalizados os trabalhos de resgate sem conseguir achar o náufrago.
Quase dois meses depois, Jordan foi avistado na tarde da quinta-feira a cerca de 200 milhas a leste do cabo Hatteras, no litoral da Carolina do Norte, por um navio cargueiro alemão, cuja tripulação o recuperou e avisou a Guarda Costeira.
Tratamento
Louis Jordan (segundo da esquerda) caminha em direção ao hospital em Norfolk, após ter sido encontrado, nesta quinta (2) (Foto: AP)Louis Jordan (segundo da esquerda) caminha em direção ao hospital em Norfolk, após ter sido encontrado, nesta quinta (2) (Foto: AP)

Uma equipe do organismo recolheu o navegante de helicóptero e o transportou a um hospital de Norfolk, no estado da Virgínia, onde foi internado com um quadro de desidratação e com uma lesão no ombro.
"Minha impressão inicial foi que estava em bom estado, esperávamos algo pior", assinalou o oficial Kyle McCollum, integrante da equipe de resgate de Jordan, que rejeitou tratamento médico no hospital e no começo de hoje saiu andando por seus próprios meios para se reunir com sua família.
De acordo com Pecora, Jordan conseguiu sobreviver racionando a comida que tinha a bordo, pescando com uma rede e acumulando água quando chovia.
"Durante um longo tempo fiquei com muita sede e estava quase sem água, e a cada dia eu pedia 'por favor Senhor, manda um pouco de chuva, um pouco de água'', relatou.
Durante sua transferência de helicóptero, o navegante contou aos oficiais da Guarda Costeira que seus dois "melhores aliados" durante os mais de 60 dias à deriva no Atlântico foram a Bíblia, que leu inteira em mais de uma ocasião, e uma manta que usou para se proteger dos raios solares.
Até pouco antes de partir para alto-mar, Jordan vivia em seu veleiro atracado na Marina Bucksport Plantation em Conway, Carolina do Sul.
De acordo com porta-vozes da família, ele vai morar por tempo indefinido em casa de algum de seus pais, que são separados.

Gleisi e Paulo Bernardo vão depor na PF sobre doações de campanha


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A senadora Gleisi Hoffmann (PT) e o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT) vão depor na semana que vem na Polícia Federal, em Brasília, sobre o inquérito que a petista responde no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre doações ilegais de campanha, conforme apurou a Folha de S. Paulo nesta sexta-feira, 3.
Segundo o jornal, a PF começou a ouvir políticos e testemunhas dos inquéritos da Lava Jato que tramitam no STF. Advogados dos 35 políticos já foram procurados e esperam uma nova maratona de depoimentos na próxima semana.
Outros dois paranaenses também responderam processos no Supremo – os deputados federais Dilceu Sperafico (PP) e Nelson Mereur (PP) – e terão seus depoimentos tomados pela PF em Brasília.
A PF vai tomar os depoimentos de Rafael Angulo Lopes e Ernesto Kruger Rodrigues. Bernardo, marido da petista, Lopes (funcionário do doleiro Alberto Youssef) e Rodrigues são testemunhas no inquérito de Gleisi no STF.
Lopes já negociou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e nesta semana voltou à mídia em novo depoimento de Youssef que disse seu empregado (Lopes) entregou R$ 400 mil em propina na sede do PT em São Paulo.
Investigações – As doações para campanha de Gleisi em 2010 estão sendo investigadas pela Procuradoria Geral da República. Para a PGR, os repasses fazem parte das propinas repassadas pelas empresas envolvidas na Operação Lava-Jato.
Nesta campanha, Gleisi recebeu R$ 3,5 milhões de cinco empreiteiras envolvidas no escândalo: Camargo Correa (R$ 1 milhão), OAS (R$ 780 mil), UTC Engenharia (R$ 250 mil), CR Almeida (R$ 250 mil) e Coesa Engenharia (R$ 220 mil). No trecho da petição da PGR ao STF, que trata da senadora, pede-se para que a “autoridade policial” pesquise doações de empreiteiras recebidas por ela e pela sigla (PT).
São mais R$ 2,7 milhões foram doados pelos diretórios estadual (R$ 881,3 mil) e nacional (R$ 1,9 milhão) do PT. Comumente, 75% das doações ao PT foram através de de empreiteiras. Fazendo as contas, Gleisi recebeu R$ 5,7 milhões das empreiteiras, o equivalente a 73% dos R$ 7,9 milhões arrecadados pela petista naquele ano.
Gleisi também é acusada por dois delatores – Youssef e Paulo Roberto Costa – de receber outro R$ 1 milhão para sua campanha em 2010. Esse dinheiro não consta na prestação de contas da petista na Justiça Federal.
O eventual crime praticado por Gleisi, segundo o Ministério Público Federal, é tipificado no artigo 137 do Código Penal e prevê pena de reclusão de dois a 12 anos e multa.
Conforme a petição do MPF, Gleisi faz parte do “núcleo político” da “organização criminosa complexa”.

Filho tenta desenterrar a mãe para ressuscitá-la na Páscoa, diz PM


Caso aconteceu em Cacoal (RO), na noite de quinta-feira (2).
Um pedaço do caixão foi encontrado com o homem, segundo a PM.

Rogério AderbalDo G1 RO
Filho acretitava que ressucitaria a mãe no domingo de Páscoa (Foto: Wesley Wagner/Arquivo Pessoal)Filho acreditava que ressucitaria a mãe no domingo de Páscoa (Foto: Wesley Wagner/Arquivo Pessoal)
Um fato inusitado chamou a atenção dos moradores de Cacoal (RO), município distante 480 quilômetros de Porto Velho, neste fim de semana. Na noite de quinta-feira (2), um homem, de 28 anos, foi detido pela Polícia Militar (PM) suspeito de violar o túmulo da própria mãe, que foi sepultada no cemitério público da cidade, no domingo (29). De acordo com a PM, o homem contou que tomou a atitude com intuito de ressuscitar a mãe no Domingo de Páscoa. Um pedaço do caixão foi encontrado com ele.
Segundo informações de uma policial militar que trabalhou na ocorrência, por volta das 18h30 desta quinta, a guarnição recebeu um chamado para atender uma ocorrência de violação de túmulo. Quando chegaram ao cemitério, uma mulher também interferiu se apresentando como uma das filhas da pessoa sepultada no túmulo violado. Ela disse aos policiais que o responsável pelo ato era seu irmão, porque ele acreditava que ressucitaria a mãe no domingo de Páscoa.
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“Ela chegou na hora e disse que seu irmão estava em sua casa, todo sujo, transtornado e com um pedaço do caixão, dizendo que iria ressuscitar a mãe na Páscoa. Assustada com a situação, ela foi até o cemitério para conferir o que estava acontecendo,” relata a PM.
Diante das informações, os policiais foram até a casa do homem, que estava chorando e muito abalado. Com ele foi encontrado o pedaço do caixão, conforme a irmã contou à polícia. “Ele estava muito transtornado e inconformado com a perda, dizendo que tinha fé que iria conseguir ressuscitar a mamãe,” disse. O homem foi levado para a Delegacia de Polícia, onde aguarda decisão da Justiça.

Condenado à morte é libertado após 30 anos preso nos EUA


Anthony Ray Hinton era acusado de assassinar dois homens em 1985.
Justiça afirmou não ter evidências contra o norte-americano.

Da France Presse
Anthony Ray Hinton recebe abraço logo após sair da prisão nesta sexta-feira (3), em Birmingham, no estado do Alabama (Foto: Hal Yeager/AP)Anthony Ray Hinton recebe abraço logo após sair da prisão nesta sexta-feira (3), em Birmingham, no estado do Alabama (Foto: Hal Yeager/AP)
Um homem que passou quase 30 anos no corredor da morte acusado de roubo e assassinato foi libertado nesta sexta-feira (3) de uma prisão do Alabama, nos Estados Unidos, depois que uma juíza rejeitou as acusações contra ele.
Anthony Ray Hinton era acusado de assassinar dois homens durante roubos a restaurantes em 1985.
A juíza Laura Petro, do tribunal do Condado de Jefferson, rejeitou as acusações contra Hinton depois que seus advogados da Equal Justice Initiative (EJI) demonstraram que não havia evidências suficientes para vinculá-lo aos crimes.
"Estamos felizes de que Hinton finalmente seja libertado, porque passou desnecessariamente muitos anos no corredor da morte do Alabama quando a evidência a favor de sua inocência era tão clara", disse seu principal advogado, Bryan Stevenson.
Anthony se emocionou depois que foi libertado da prisão  (Foto: Hal Yeager/AP)Anthony se emocionou depois que foi libertado da
prisão (Foto: Hal Yeager/AP)
Hinton, que tinha 29 anos no momento do crime, é um dos prisioneiros que passou mais tempo no corredor da morte na história do Alabama e também que passou mais tempo preso injustamente, segundo o EJI.
Ele foi acusado depois que os gerentes de dois restaurantes foram assassinados a tiros em um roubo a uma rede de fast-food em Birmingham, Alabama.
A polícia não encontrou testemunhas visuais nem impressões digitais do acusado, de acordo com sua defesa.
No mesmo ano, ocorreu um episódio similar em outro restaurante, cujo gerente ficou gravemente ferido.
Esta vítima identificou Hinton como o suspeito, embora ele tenha argumentado que estava trabalhando naquela hora, a 24 km do local.
Análise da arma descartou crime
A polícia confiscou uma pistola que pertencia à mãe de Hinton e a vinculou aos três crimes. Anos depois, especialistas forenses, incluindo um ex-agente do FBI, examinaram a arma confiscada e concluíram que não era a utilizada nos crimes.
O advogado de Hinton, que é negro, declarou que ele foi considerado culpado em parte pela cor da sua pele. Durante suas três décadas na prisão, Hinton sempre insistiu em sua
O ex-detento é a pessoa número 152 que sai do corredor da morte desde 1973 e a segunda a ser exonerada neste ano, segundo o Centro de Informação de Penas Capitais.