Especialistas explicam se depressão pode afetar o trabalho


Transtornos mentais e comportamentais são a quarta maior causa de afastamento do trabalho, segundo o Ministério da Previdência Social.


A queda de um avião da empresa Germanwings nos Alpes franceses, matando 150 pessoas, levantou uma discussão importante. A depressão poderia ter levado o copiloto, Andreas Lúbitz, a derrubar a aeronave de propósito? E, se foi isso mesmo, alguém que está deprimido poderia continuar trabalhando?
Silvana é professora em São Paulo. Michele é operadora de computador em um supermercado no Rio de Janeiro. A vida das duas mudou totalmente depois que elas receberam um diagnóstico: estavam com depressão.

“Estava na minha sala trabalhando. De repente, começou a me dar um vazio muito grande e eu me tranquei, apaguei a luz, me acuei num canto”, conta a operadora de computador Michelle Barbosa.
Depois de ficar quatro meses afastada, Michelle voltou a trabalhar em fevereiro desse ano.

“Quando eu cheguei, as pessoas me receberam muito bem. Aquela recepção também está me ajudando na recuperação”, diz Michelle.
Silvana está há quase dois anos sem pisar em uma sala de aula.

“Chegava na escola, não conseguia ficar. Começava a me dar angústia, começava a chorar do nada”, relembra a professora Silvana Castilho.
Silvana e Michelle se juntam a muitos outros brasileiros que pararam de trabalhar por um período porque ficaram deprimidos. Os transtornos mentais e comportamentais são a quarta maior causa de afastamento do trabalho, segundo o Ministério da Previdência Social. Só no ano passado 222 mil pessoas foram afastadas por esses problemas. Dessas, 83 mil tinham depressão.
“A tristeza passa e a depressão não passa. É você estar triste sem conseguir dormir, sem conseguir comer, sem energia para trabalhar”, explica o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, Daniel Martins de Barros.
“Você perde totalmente a sua vontade, seu desejo pela vida, sua alegria de viver”, conta Silvana.
Teria sido esse o tormento do piloto Andreas Lubitz que, segundo as investigações, derrubou, de propósito, o Airbus da Germanwings nos Alpes franceses, matando 150 pessoas? No domingo (29), o Fantástico mostrou que ele tinha um histórico de depressão.

“Segundo procuradores alemães, a polícia encontrou no apartamento registros médicos, alguns rasgados. Segundo a imprensa alemã, também foram encontradas receitas médicas de psicotrópicos, remédios usados para doenças psiquiátricas, como a depressão”, dizia o repórter Roberto Kovalick na reportagem.

Nos últimos dias, mais uma revelação importante. Promotores que acompanham o caso disseram que em um computador do copiloto havia registros de buscas feitas na internet sobre métodos de suicídio. Ele também teria pesquisado sobre o funcionamento das portas da cabine dos aviões e medidas de segurança. O Fantástico conversou com psiquiatras para saber se a depressão poderia ter influenciado Andreas.

Daniel Martins, psiquiatra: Todo suicida acaba desconsiderando um pouco o sofrimento para os outros.
Helena Maria Calil, professora de psicofarmacologia: Não costuma acontecer isso com quem tem só depressão. Quem tem depressão tem ideias de suicídio, mas não tem ideias de exterminar outros.
Daniel Martins: Ele pode ser classificado como um comportamento chamado de homicídio-suicídio. Existem outros elementos além da depressão.
Helena Calil: Ele devia ter alguma outra patologia.

Um jornal alemão disse que Andreas sofria também de um distúrbio chamado de síndrome de burnout.
Daniel Martins, psiquiatra: O burnout anda perto da depressão. A pessoa fica absolutamente esgotada com o trabalho.
Fantástico: Mas não explica uma situação como essa?
Daniel Martins: Não explica.
Fantástico: A atitude dele pode ter alguma relação a esse problema da depressão?
Daniel Martins: Com a relação ao piloto da Germanwings, é importante ter claro o seguinte: só a depressão não explica o que aconteceu. Se as pessoas começarem a achar que todo deprimido pode ter uma atitude extrema, vai aumentar o preconceito contra a depressão.
“As pessoas pensam: depressão, isso não existe”, comenta Silvana.

“Chegavam e falavam: isso é frescura”, relembra Michelle.
Fantástico: Quem tem depressão pode trabalhar?
Helena Maria Calil, professora de psicofarmacologia: Sem dúvida, a grande maioria das pessoas que tem depressão trabalham.
A doença só incapacita a pessoa quando o estágio já é muito avançado.

“Quando a pessoa realmente não tem energia, que não consegue se concentrar que não consegue nem realizar as próprias tarefas, é que você tem que esperar o tratamento fazer efeito e a pessoa começar a melhorar pra poder voltar ao trabalho ”, diz Daniel Martins, psiquiatra.

Silvana poderia ter evitado a licença se, logo no início, os médicos tivessem identificado que ela tinha depressão.

“Só depois de mais de seis meses que eu já estava doente, eu fui parar com um profissional e ele me explicou, me fez entender que isso é uma doença como outras doenças”, diz Silvana.

Quem está por perto pode ajudar a identificar os sintomas.
“A cara de tristeza, ou a pessoa muito quieta, muito recolhida”, ressalta a psiquiatra Helena Calil.

Fantástico: Como é que é a vida com depressão?
Silvana: Muito difícil. Hoje, eu vivo um dia de cada vez. Eu não posso falar pra você que amanhã eu vou acordar bem, porque eu não sei.

“Nós temos que aceitar o que a gente tem. Eu estou me recuperando através das terapias, os medicamentos e o apoio. Apoio da família, dos amigos. Quem tem essa doença tem que ser mais cercada de carinho”, diz Michelle.

Fantástico mostra modelo de helicóptero igual ao de acidente em SP


Acidente matou cinco pessoas. Entre elas, Thomaz Alckmin, filho do governador Geraldo Alckmin.

A Aeronáutica está analisando as peças do helicóptero que caiu na quinta-feira (2) em Carapicuíba, na Grande São Paulo, para saber as causas do acidente que matou cinco pessoas. Entre elas, Thomaz Alckmin, filho do governador Geraldo Alckmin. O repórter Alberto Gaspar conversou com especialistas e mostra um modelo igual ao que caiu.
De origem francesa, o EC 155 é uma máquina sofisticada, que pode custar mais de R$ 50 milhões ao sair da fábrica. Capaz de voar até 900 quilômetros, sem reabastecimento, e a mais 300 quilômetros por hora. O máximo em sua categoria, diz o presidente da Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero.
“É o que há de melhor. É o top do top. É uma configuração para voar em instrumento, é veloz, tecnológico”, afirma Marcelo Graciotti, presidente da Abraphe.
Foi este modelo de helicóptero que caiu na última quinta-feira (2) em Carapicuíba, na Grande São Paulo. No acidente morreram: Thomaz Alckmin, filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o piloto Carlos Esquerdo, os mecânicos Erick Martinho, Leandro Souza e Paulo Moraes.
É um helicóptero bastante usado para transporte de equipes de trabalho, inclusive em plataformas de petróleo. Chega a levar até 12, 13 pessoas. Nesta versão, executiva, tem lugar para oito passageiros. Com bastante conforto e, inclusive, privacidade. A cabine de comando é isolada, como em uma limusine. Ele tem dois motores, piloto automático e uma série de comandos mais avançados.
“Ele te dá muito ais recurso, então ele minimiza o erro do piloto”, diz Marcelo Graciotti.
 
O que normalmente se conhece por hélice, em helicópteros é o conjunto formado por um rotor e pás que giram, neste caso, 360 vezes por minuto. O desprendimento de uma ou duas dessas pás, encontradas à distância, tem sido apontado como possível causa do acidente de Carapicuíba. Uma situação que o piloto nem consegue imaginar, porque o balanceamento das pás deve ser perfeito. Elas chegam a receber pequenas peças de metal, como arruelas, para acertar o peso do conjunto. 
“Se uma arruela de um grama faz uma diferença, você imagina a falta de uma pá. Ou de um pedaço de uma pá, que seja. Ele se desmonta, se dissolve, ele se desintegra até mesmo em voo, porque a violência é grande”, explica Marcelo Graciotti.
O que combina com esta queda brusca, descontrolada. Peças do helicóptero estão no Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Um gravador de voz que existe na cabine poderá mostrar se houve tempo para alguma reação a bordo. 
“A análise por ouvidos treinados dos sons, dos ruídos ali no entorno da cabine vai dizer muita coisa pros investigadores”, afirma o engenheiro aeronáutico Shailon Ian.

Imagens mostram mãe agredindo filha em área nobre do Rio


Cenas foram gravadas pelas câmeras de segurança de um prédio comercial na Zona Sul da cidade.

A imagem no vídeo acima é o registro, feito por uma câmera de segurança, de uma mãe agredindo a própria filha. Esta cena está longe de ser uma raridade. Muitas situações do mesmo tipo acontecem pelo país, e são parte de uma triste estatística. A cada hora, cinco casos de violência contra criança são registrados no país.
As cenas que você vai ver no vídeo acima, com exclusividade, foram gravadas pelas câmeras de segurança de um prédio comercial, em uma área nobre do Rio de Janeiro. A mãe e a filha, de 13 anos, entram no elevador. Antes mesmo de a porta fechar a mãe dá uma bofetada no rosto da menina. A adolescente não chora, não esboça qualquer reação, apenas ajeita os cabelos diante do espelho. O elevador para no quarto andar. A mãe dá três passos para fora e se vira com violência. A partir daí, começa uma sequência de tapas e puxões de cabelo. A menina chega a ser jogada no chão, só aí são mais vinte segundos de agressões. Quando tudo parece ter voltado a normalidade, a mãe ameaça, a filha se afasta e mesmo assim mais tapas são dados. A mãe ainda tira o sapato e dá um, dois, três golpes na cabeça da filha.

Seguranças do prédio acompanham as imagens em tempo real pelo circuito interno. Vão até o quarto andar e ouvem da mãe: "não se metam que é assunto de mãe e filha". Eles recuam e vão embora.
O caso envolve uma família de classe média alta. A mãe mora com a filha no Rio, o pai, em outro estado. A adolescente está matriculada em uma das escolas mais caras da cidade. Agora, você deve estar se perguntando: o que provocou tanta agressividade? De acordo com a polícia, a filha chamou a mãe de ridícula. A história chegou até as autoridades através de uma ligação do Disque Denúncia e foi registrada em uma delegacia, na Zona Sul do Rio. Segundo os investigadores, a mãe disse que cometeu excessos. Esta semana ela foi indiciada por maus-tratos, enquadrada na Lei Maria da Penha, que trata de violência doméstica. Os responsáveis pelo inquérito não quiseram dar entrevistas.
A equipe do Fantástico procurou a mãe da menina. Ela chegou a marcar uma entrevista, mas o advogado dela procurou o Fantástico e pediu para cancelar a gravação.
“Esse pai ou essa mãe que atue em excesso, ele vai estar sujeito na legislação criminal a responder por um crime de maus tratos, de lesões corporais ou violência doméstica. Ou até crime de tortura dependendo do ato praticado. E na infância e juventude, ele vai estar sujeito até a perder o poder familiar”, destaca Pedro Henrique Alves, juiz da Vara de Infância e Juventude.
A doutora em psicologia clínica Maria do Carmo Cintra Almeida Prado analisou as imagens a pedido do Fantástico.
Fantástico: A mãe agiu desta forma porque a filha a chamou de ridícula.
Maria do Carmo Cintra Almeida Prado, psicóloga: Ela não teve maturidade para lidar com essa observação da filha. Um pai e uma mãe quando é chamado de ridículo tem que pensar: tem fundamento essa observação? Na verdade ele é o adulto. Ele é o grande ali, ele não é o adolescente.
Menina: Eu quero denunciar o meu avô
Atendente: Certo. E o que está ocorrendo com você?
Menina: Os meus pais estão viajando e me deixou com ele. Aí ele me maltrata muito.
Atendente: Certo, nós podemos ajudar você sim, você pode nos dizer seu nome?
Menina: Vou desligar, meu avô está vindo, tchau!
Esta é uma ligação para o Disque 100, um serviço telefônico criado para denúncias de violação de direitos humanos. Todo dia, os atendentes ouvem relatos de violência contra crianças e adolescentes tão fortes quanto o vídeo do início dessa reportagem.
“Logo nos meus primeiros atendimentos eu atendi uma vítima que ela tinha sido espancada, ela tinha sido abusada, ela estava embaixo de uma cama e conseguiu ligar com o dedinho, ela tinha 7 ou 8 anos, e um dos braços não conseguia segurar o outro, ou seja, os braços estavam quebrados. E dava para ouvir alguém batendo na porta. Colhi as informações, conseguimos registrar e a gente viu que foi efetivo o atendimento, a vítima foi assistida. Parece filme sabe? Mas é um filme da vida real”, conta uma atendente que não quis se identificar.
Em apenas três anos, quase 170 mil ligações sobre menores foram feitas para o Disque 100. E a violência física está entre os casos com maior número de pedidos de socorro.
“No caso de criança e adolescente, na dúvida, denuncie. Porque aí nós vamos ter a condição de poder fazer a averiguação em loco, com a mobilização do Conselho Tutelar ou de outra autoridade local”, diz a ministra da Sec. Dos Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti.
A maioria dos casos de violência contra menores acontece dentro de casa. Normalmente, as histórias viram segredos de família. Nem todos as crianças e adolescentes têm coragem de denunciar porque temem sofrer mais agressões. Para alguns resta uma decisão difícil e também arriscada, sair de casa.

“Quando eu vi que eu não tava aguentando mais, que não dava para viver ali aí eu peguei e decidi fugir. Dormi no cemitério, porque eu ficava com medo de dormir na rua sozinha e alguém fazer alguma maldade comigo”, conta uma vítima que não quis se identificar.
Doze anos já se passaram desde que ela saiu de casa, mas as lembranças dos maus tratos da mãe ainda estão vivas.
Fantástico: Você apanhava todo dia?
Vítima: Todo dia. Tapa na cara foi muito também. Cabo de vassoura, cinto, o que ela mais fazia era tacar minha cabeça na parede. Agarrava nos meus cabelos, tacava. Quando não me jogava no chão, chutava meu estômago. Meu padrasto me batia também. E ela não fazia nada, ela falava 'bate mais, ela merece' isso é o que doía mais.
Agora, o desafio da jovem é conseguir a guarda da irmã mais nova. A história se repetiu: a menina também sofria agressões da mãe e fugiu. Na casa da irmã, ela encontrou muito mais do que um abrigo.
“Pra mim eu agora tenho uma mãe. Porque eu considero minha irmã, minha mãe. Do jeito dela, porque ela pega no meu pé, mas ela nunca me bate. Isso que acho que é uma mãe, ela me dá carinho”, diz a irmã da jovem.

Quatro presos fogem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas


Grupo armado ajudou os detentos a escaparem.
Durante a fuga, detentos dispararam contra posto da PRF.

Do G1 MA
Segundo a PRF, veículo foi abandonado após a fuga (Foto: Divulgação / PRF)Segundo a PRF, veículo foi abandonado após a fuga (Foto: Divulgação / PRF)
Quatro presos fugiram do Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, na madrugada deste domingo (5). Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), eles tiveram ajuda de oito homens armados, que ocupavam uma caminhonete e um veículo de passeio.

G1 entrou em contato com a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), que informou estar empenhada na recaptura dos detentos e do grupo armado que participou da ação.  Homens do Grupo Tático Aéreo, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal estão em busca do grupo.

Os proprietários dos veículos roubados após a fuga dos presos foram localizados. Eles aguardam para serem ouvidos no posto da PRF, na saída de São Luís. Até a atualização desta matéria, as 16h40, nenhum dos fugitivos foi recapturado. A polícia também não tem pistas sobre o paradeiro do grupo armado que participou da fuga.
Corda foi utilizada na fuga dos presos (Foto: Reprodução/Polícia Penitenciária)Corda foi utilizada na fuga dos presos
(Foto: Reprodução/Polícia Penitenciária)
Relembre o caso
Oito homens armados, que ocupavam uma caminhonete e um veículo de passeio, estacionaram em frente ao Complexo Penitenciário e atiraram contra as guaritas de segurança, na madrugada deste domingo (5). Houve troca de tiros com homens do Batalhão de Choque, mas quatro detentos conseguiram escapar usando uma corda.

Ao passarem pelo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o grupo efetuou disparos contra os policiais de plantão. Houve troca de tiros e um policial foi atingido no pé. A caminhonete usada na fuga foi abandonada no Campo de Perizes.
Após despistar os policiais, o grupo roubou um outro veículo. Os carros já foram encontrados. Eles foram deixados no povoado Santa Cruz, nas proximidades da cidade de Morros, no Maranhão. Homens do Grupo Tático Aéreo, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal estão em busca do grupo.

Os fugitivos foram identificados como Hilton Carlos Martins, John Lennon da Silva, John Carlos Campos Silva e Adeilton Alves Nunes.
Fugas em 2015
Esta é a terceira fuga de presos registrada no Complexo de Pedrinhas este ano. A primeira aconteceu em fevereiro, quando três detentos fugiram do Presídio São Luís 3, em São Luís.No mês de março, quatro detentos fugiram do Presídio São Luís 2 após serrarem uma grade.
 
Veículos usados na fuga de detentos foram encontrados pela PRF (Foto: Divulgação/prf)Veículos usados na fuga de detentos foram encontrados pela PRF (Foto: Divulgação/prf)

Famílias de vítimas do voo da Germawings devem receber indenizações diferentes


As famílias dos mortos no voo da Germanwings devem provavelmente receber indenizações bastante diferentes, dependendo da nacionalidade das vítimas, de onde a passagem foi comprada e de quanto ganhavam, apesar de todos terem sido vítimas da mesma tragédia, disseram advogados nesta quinta-feira. Os pedidos de indenização podem ser feitos onde as passagens foram compradas, no país de origem da companhia aérea, em tribunais no lugar de destino dos passageiros, ou no país de origem das vítimas.
No entanto, em desastres aéreos, as indenizações por conta da dor e do sofrimento variam de país para país, com as vítimas dos Estados Unidos tendendo a receber as indenizações mais altas, seguidas pelos europeus e asiáticos. O advogado James Healy-Pratt, do escritório Stewarts Law, que está orientando famílias dos mortos nos acidentes da Malaysian Air no ano passado, afirmou que pais britânicos que perdem um filho adulto podem esperar uma compensação de cerca de 30.000 dólares (90.000 reais) enquanto que pais americanos podem esperar 1,5 milhão de dólares (4,5 milhões de reais). "Isso acontece pelas particularidades de cada sistema judicial. Nos EUA, as indenizações são mais altas que na Grã Bretanha, apesar do fato óbvio de que cada passageiro compartilhou uma experiência similar nos minutos finais do voo", disse Heally-Pratt, que tem base em Nova York.

Por exemplo, sob a legislação de acidentes fatais, as famílias britânicas podem pedir uma compensação por perda de cerca de 20.000 dólares (60.000 reais). Indenizações adicionais são dadas para o custo do funeral, e há um valor, que varia baseado no quanto dependentes financeiramente os familiares eram do morto. Na Alemanha, os danos são calculados com base na renda da vítima e em outras consequências financeiras da perda. Não há uma compensação separada por dor e sofrimento, afirmou o advogado alemão Elmar Giemulla, que foi procurado pelos familiares do grupo de crianças estudantes mortas no desastre.
Assim, com a possibilidade de muitos pedidos baseados principalmente em considerações financeiras, as revelações da Lufthansa de que a sua escola de voo sabia de um episódio de depressão do copiloto Andreas Lubitz não devem afetar os resultados em muitos países, tirando os EUA. Os 144 passageiros do voo eram de dezoito países diferentes, segundo a Germanwings. A maioria era da Alemanha e da Espanha. Três eram dos EUA. "Você pode ter uma situação em que você tem dois passageiros sentados próximos, mas o valor das indenizações é radicalmente diferente", afirmou Jim Morris, advogado, com base em Londres, do Irwin Mitchell, que orienta familiares de britânicos e estrangeiros a bordo do avião da Germanwings.
A empresa alemã Allianz, que coordena os seguros relacionados ao caso, disse na quarta-feira que todos os pedidos relacionados ao desastre vão ser processados integralmente, com justiça e da forma mais rápida possível. A estimativa de custo total inicial da seguradora é 300 milhões de dólares (900 milhões de reais), mas a empresa disse que essa soma pode mudar à medida que novas informações ficarem disponíveis.

O voo da Germanwings fazia o trajeto entre Barcelona e Düsseldorf quando o copilito trancou-se na cabine de comando e, segundo as investigações, intencionalmente derrubou o avião Airbus A320, que caiu nos Alpes franceses matando todas as 150 pessoas a bordo. A promotoria alemã revelou que o copiloto escondeu da companhia aérea que estava em tratamento médico contra depressão e tinha até um atestado liberando-o de trabalhar.

Companhias de baixo custo também seguem normas rígidas de segurança


Após o acidente com o avião da companhia Germanwings, afiliada de baixo custo da Lufthansa, surgiram muitas dúvidas sobre a segurança oferecida por essas linhas, que vendem passagens por valores muito mais em conta do que as tradicionais empresas aéreas. Violeta Bulc, comissária de transportes da União Eurpeia, declarou que "não existe relação entre o acidente e o fato de se tratar de uma companhia "low cost". De acordo com o jornal espanhol El Mundo, esses grupos poupam gastos por meio de cortes salariais, aeroportuários e de combustível, mas não com manutenção.
As chamadas "low cost" devem atender as mesmas normas de segurança que as outras companhias aéreas, e caso descumpram as determinações não recebem a autorização para voar. As licenças são concedidas pelas autoridades de aviação civil do país a que pertencem as linhas. A Germanwings, portanto, seguia as mesmas exigências que a sua matriz, Lufthansa. Quanto se trata dos pilotos, os passageiros podem ficar tranquilos, pois a formação exigida nas companhias mais baratas segue o padrão de todas as outras.

As grandes tragédias aéreas registradas até hoje aconteceram em aeronaves operadas pelas companhias tradicionais, apontou o jornal El País. Nenhuma linha pertencente à ELFAA, uma associação criada em 2013 para as companhias europeias que oferecem tarifas reduzidas e da qual a Germanwings não faz parte, foi protagonista de acidentes com vítimas mortais. As "low cost" também estão bem cotadas em rankings de segurança. Uma dessas listas, elaborada pelo Jet Airliner Crash Data Evaluation Centre, elegeu várias do grupo como as mais seguras do mundo no ano de 2014.
Deve-se levar em conta, porém, que serviços com baixo custo são um negócio recente, com apenas 15 anos. Outro dado interessante e que desperta controvérsias é que a aeronave da Germanwings que sofreu o acidente nessa terça-feira tinha 24 anos de uso, ou seja, estava no final de sua vida útil. Acredita-se que as linhas tradicionais descartem seus aviões com menos tempo de utilização.
A diferença nos preços é explicada pelos cortes realizados principalmente no modo de operar das companhias. As "low cost" concluem decolagens e pousos em períodos menores e carregam menores quantidades de combustível, diminuindo o consumo. A companhia irlandesa Ryanair sofreu com a abertura de uma investigação pelo Ministério do Desenvolvimento em 2102, após uma série de acidentes causados pelos cortes excessivos de combustível. A empresa teve de mudar sua política nesse setor.
As companhias de baixo custo oferecem viagens em horários não tão confortáveis ou que saem de aeroportos mais distantes. Para despachar as bagagens é necessário pagar uma taxa extra e não são servidas refeições a bordo. No entanto, essas linhas aéreas tem se tornado cada vez mais populares na Europa, por oferecerem aos clientes uma ótima oportunidade de viajar com segurança, sem gastar muito.

Lufthansa não informou transtornos psíquicos de copiloto a autoridades, diz jornal


A companhia aérea alemã Lufthansa não informou às autoridades de tráfego aéreo sobre os transtornos psíquicos de Andreas Lubitz, o copiloto que provocou de forma deliberada a queda do Airbus de Germanwings com 150 pessoas a bordo. A informação é do jornal Die Welt, que se baseia em fontes do Departamento de Tráfego Aéreo (LBA) e nas atas médicas do copiloto, que em 2009 retomou sua formação na escola da Lufthansa após aparentemente ter superado uma depressão grave.
"Não é certo que o LBA estivesse informado da situação médica do caso L.", declarou ao jornal uma fonte desse organismo. De acordo com essa versão, o LBA teve acesso às atas médicas do Aeromedical Center da Lufthansa somente em 27 de março, três dias depois da tragédia do voo 4U 9525 que tinha partido de Barcelona com destino a Düsseldorf.
O jornal lembra que a Lufthansa, proprietária da Germanwings, estava obrigada a comunicar casos graves, como uma depressão, em razão de uma legislação vigente desde 2013. A companhia aérea respondeu às revelações do jornal em um breve comunicado. Nele, afirmou que se ateve a suas obrigações de informar ao LBA e evitou entrar em detalhes sobre o caso de Lubitz por estar sujeita às investigações da Procuradoria local.
Desde 2009, momento em que retomou sua formação como piloto após um tratamento de vários meses contra a depressão, Lubitz passou por seis revisões, nas quais se certificou que estava apto para pilotar. Por sua parte, o jornal Bild informa que a maioria dos pilotos que sofre depressão oculta esse fato, fazendo referência a um relatório do diretor do departamento médico da Organização Civil Internacional da Aviação (ICAO, na sigla em inglês), Anthony Evans.
Esse estudo, de novembro de 2013, reflete a existência de sérios déficits no acompanhamento da saúde mental dos pilotos. Aproximadamente 60% dos pilotos que sofre algum tipo de depressão decidem voar sem comunicar a situação, segundo concluiu o estudo, baseado em 1.200 casos de profissionais do setor com esse diagnóstico.
Além disso, 15% deles decidem se tratar em segredo, com remédios que conseguem por seus próprios meios, e apenas 25% declara a seu empregador que realiza esses tratamentos. A procuradoria de Düsseldorf, que investiga o caso, revelou que Lubitz tinha recebido, antes de obter sua licença como piloto, tratamento por "tendências suicidas".
Ao buscas realizadas em dois locais - a casa de Lubitz, em Düsseldorf, e na dos pais dele, na cidade de Montabaur, no oeste da Alemanha -, descobriu-se que o copiloto estava em tratamento e que tinha uma licença médica para o dia da catástrofe, que ocultou da Germanwings.
Segundo a investigação em curso, Lubitz tinha buscado na internet métodos para suicidar-se até a véspera da tragédia. Ao ficar sozinho, Lubitz acionou o piloto automático para iniciar a descida e posteriormente o modificou a fim de aumentar a velocidade até cair.

Bild revela, além disso, que o copiloto tinha se registrado para fazer suas buscas na internet com o nome de usuário Skydevil, ou demônio do céu.

Retorno das praias e do interior tem movimento intenso pela BR-277


Da Redação


A BR-277, tanto na ligação ao Litoral do Paraná quanto ao interior, tem trânsito intenso no início da tarde deste domingo (5). A previsão é que no fim da tarde o movimento cresça ainda mais, atingindo picos de veículos.
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Movimento é intenso na volta das praias do PR pela 277 (Foto: Reprodução Ecovia)
Por volta das 15h de hoje, eram 1,7 mil carros retornando do Litoral, um movimento quase quatro vezes acima do normal. Já no retorno do interior o movimento também era pelo menos três vezes acima do normal.
Na BR-376, na rodovia que liga Curitiba a Joinville e ao Litoral de Santa Catarina, o movimento também era intenso no retorno à capital paranaense. Por enquanto, não há registros de acidentes e congestionamentos
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Polícia prende suspeito de arrombar caixa eletrônico


Flagrante foi feito na madrugada deste domingo (5), no Centro da cidade.
Com o homem foi encontrado um maçarico; outro suspeito conseguiu fugir.

Do G1 PR
Assaltantes não conseguiram abrir o caixa eletrônico para pegar o dinheiro (Foto: PM / Divulgação)Assaltantes não conseguiram abrir o caixa
eletrônico (Foto: PM / Divulgação)
Policiais prenderam um suspeito de ter arrombado um caixa eletrônico no Centro deAmpére, no sudoeste do Paraná, na madrugada deste domingo (5). O flagrante foi feito depois de os agentes receberem uma denúncia anônima de que ladrões tentavam abrir o equipamento.
Assim que policiais chegaram à agência depois de seguir um veículo suspeito, por volta da 1h30, a dupla tentou escapar. Um deles conseguiu entrar no carro que esperava em frente ao banco e fugiu. Com o outro, de 28 anos, os agentes encontraram uma mochila com um maçarico, um cilindro de gás e um botijão de gás.
As ferramentas e o suspeito foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Realeza. Apesar das buscas feitas pela região, até as 11h30, nenhum dos outros envolvidos havia sido identificado ou preso.
Chopinzinho
Na madrugada de sábado (4), policiais militares também impediram que assaltantes arrombassem um dos caixas eletrônicos de uma agência bancária de Chopinzinho, também no sudoeste. Os agentes foram acionados após o alarme disparar. No local, os policiais encontraram os sensores cobertos com fitas adesivas e um dos equipamentos sendo preparado para ser aberto.
Em buscas nas proximidades, um homem de 24 anos foi preso e encaminhado à delegacia da Polícia Civil em Pato Branco. Ele estava ferido nas pernas e foi reconhecido com a ajuda das imagens do circuito de segurança. O suspeito é de Joinville (SC) e estava em liberdade provisória.

Adolescente de 14 anos atropela criança de três em Cascavel, no PR


Após o acidente, motorista fugiu do local; veículo foi localizado pela PM.
Menino brincava em frente de casa quando foi atingido pelo automóvel.

Do G1 PR
Uma criança de três anos foi atropelada por um carro dirigido por uma adolescente de 14 anos. O acidente aconteceu na tarde deste domingo, no Bairro Interlagos, em Cascavel, no oeste do Paraná. Segundo a Polícia Militar, testemunhas disseram que o menino brincava em frente de casa por volta das 15h quando foi atingido pelo veículo.

A criança foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pediátrica com
 Após o acidente, a adolescente fugiu do local com o carro, localizado e apreendido pela polícia logo depois. A menor também foi apreendida e encaminhada com a madrasta e a irmã para a delegacia da Polícia Civil. Até as 19h30 ela ainda não havia sido ouvida.

PRF prende dupla suspeita de aplicar golpes em caixas eletrônicos


Dupla fazia cartões de crédito e débito travarem nas máquinas.
Com isso, cliente usava interfone falso e passava a senha do cartão.

Do G1 PR
Com eles, a polícia apreendeu R$ 2 mil em dinheiro (Foto: Divulgação/PRF)Com eles, a polícia apreendeu R$ 2 mil em
dinheiro (Foto: Divulgação/PRF)
Dois homens foram presos pela Polícia Rodoviária Federal, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, portando equipamentos para dar golpes em usuários de caixas eletrônicos. A abordagem aos suspeitos aconteceu no km 56, da BR-116, na noite de sábado (4).
Segundo os policiais, o equipamento usado pelos suspeitos travava os caixas eletrônicos, forçando os clientes a usar o interfone dentro do banco para pedir auxílio. Antes do golpe, porém, a dupla trocava o interfone original do autoatendimento para um falso, redirecionado para o telefone deles.
Ao ligar, o cliente desavisado era induzido a passar dados da conta para os golpistas. Entre esses dados estava a senha dos cartões. Com isso em mãos, os suspeitos faziam os saques bancários.
Os equipamentos estavam escondidos em um fundo falso do carro que os suspeitos dirigiam. Com eles, a polícia achou também cerca de R$ 2 mil em dinheiro, três aparelhos celulares e um notebook. A dupla e todos os objetos apreendidos foram levados para a Polícia Civil

Novas sacolinhas começam a ser obrigatórias no comércio de SP


Fiscalização e multa acontecem a partir deste domingo na capital paulista.
Há duas cores de sacolinhas, que serão usadas para descarte de lixo.

Tatiana SantiagoDo G1 São Paulo


A fiscalização e as multas das novas sacolinhas plásticas começam a valer neste domingo (5) em São Paulo. Os supermercados só podem, a partir de agora, disponibilizar as sacolinhas em modelos padronizados: nas cores verde e cinza, mais resistentes e com parte feita de material renovável.
As sacolas verdes devem ser usadas para descartar o lixo reciclável e as cinzas, para resíduos orgânicos e rejeitos. Tanto o comércio pode ser multado por não distribuir as sacolas corretas quanto o consumidor pode ser penalizado caso não faça a reutilização adequadas.
As multas mais altas são para o comércio: vão de R$ 500 a R$ 2 milhões. O valor será definido de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão que não cumprir a regra poderá receber advertências e multa de R$ 50 a R$ 500.
Cobrança pelas sacolinhas
Ao menos quatro redes de supermercados anunciaram que vão cobrar pelas novas sacolinhas plásticas. Os hipermercados Pão de Açúcar, Extra e Bergamini confirmaram que as lojas localizadas na cidade de São Paulo vão passar a cobrar 8 centavos por embalagem a partir deste domingo. O Sonda Supermercados fixou em 10 centavos o preço por unidade.
Nossa intenção não é criar uma indústria de multa, não é esse o objetivo, nós sabemos que é uma mudança cultural que vai exigir um tempo. Assim como nós fizemos com as faixas de ônibus, teve um prazo que a gente não multou, a gente advertiu."
Fernando Haddad,
prefeito de São Paulo
No Carrefour, as sacolinhas só serão vendidas a partir desta segunda-feira (6), também a 8 centavos. Segundo a assessoria da rede, no dia 5 os novos modelos serão distribuídos gratuitamente, em caráter educativo.
Já as redes Mambo e Záffari vão distribuir as sacolinhas gratuitamente em suas lojas.
Sem prorrogação
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na manhã desta quinta-feira (2) que não irá prorrogar o prazo para início da obrigatoriedade da distribuição dos novos tipos de sacolinhas.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomecio-SP) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pediram para a Prefeitura um prazo maior para que as novas regras entrassem em vigor.
Haddad lembrou que em duas ocasiões a data já tinha sido adiada. “A multa está valendo, ela pode ser aplicada. Se o fiscal for lá e advertir e voltar uma semana depois e a pessoa não tiver tomado nenhuma providência, ele será multado”, afirmou.
A proibição das sacolinhas plásticas comuns foi regulamentada em 7 de janeiro, quando foram definidos os critérios para aplicar a Lei 15.374, de 2011.
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REÚSO DAS SACOLINHAS
 
VERDE: lixo reciclável
 
- CINZA: resíduos orgânicos e rejeitos
 
Pelas novas determinações, as sacolinhas derivadas de petróleo devem ser trocadas por modelos padronizados: nas cores verde e cinza, mais resistentes e com parte feita de material renovável.
Segundo Haddad, o objetivo da lei não é multar. “Nossa intenção não é criar uma indústria de multa, não é esse o objetivo, nós sabemos que é uma mudança cultural que vai exigir um tempo", explicou.
CRONOLOGIA DA LEI DAS SACOLINHAS
2007
Mais de 40 cidades paulistas criaram leis contra sacolinhas. Elas foram declaradas inconstitucionais pela Justiça.
Maio de 2011
Kassab sanciona a lei 15.374, em 18 de maio, que previa fim da distribuição gratuita de sacolas plásticas. Prefeito não regulamentou a lei, deixando-a sem aplicação.
Fevereiro de 2012
Associação Paulista de Supermercados e o MP firmam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para banir as sacolinhas. Clientes teriam que levar sacolas reutilizáveis ou pagar pelas sacolinhas tradicionais.
20 de junho de 2012
Conselho Superior do Ministério Público (CMSP) decidiu não homologar o TAC.
Junho de 2012
A juíza Cynthia Torres Cristófaro determinou que os supermercados voltassem a distribuir embalagens.
Outubro de 2014
Tribunal de Justiça de São Paulo declara a lei  constitucional.
Novembro de 2014
Haddad regulamenta lei, exigindo fim da sacola tradicional e início da distribuição de embalagens reutilizáveis.
5 de abril
Início da obrigatoriedade da distribuição dos novos modelos no comércio.
"Assim como nós fizemos com as faixas de ônibus, teve um prazo que a gente não multou, a gente advertiu. Nós vamos fazer o mesmo procedimento: advertir, orientar o condomínio, orientar o supermercado, criar uma política de resíduos sólidos”, disse Haddad.
Foco na coleta seletiva
O prefeito ressaltou o impacto que o uso das sacolas verdes exclusivamente para reciclagem deve causar impacto positivo na ampliação da coleta seletiva na cidade.
Haddad lembrou que foram investidos mais de R$ 60 milhões nas centrais mecanizadas de triagem e que a cidade gasta R$ 1 bilhão por ano com a varrição das ruas.
“Há anos, as pessoas reclamam que São Paulo não faz a coleta seletiva, quando fazia não tinha central de triagem e agora que tem não tem resíduo sólido para triar, não faz sentido”, destacou.
“Nós queremos que as pessoas façam suas compras, depois que consumirem o produto que adquiriu depositem na sacola verde. Essa sacola verde ao invés de ir para o aterro vai para a central de triagem, onde os materiais são reaproveitados”, explicou o prefeito.

Fecomércio
A Fecomercio alega que os comerciantes ainda não conseguiram se adequar e quer um prazo de mais 120 dias. “A matéria prima da sacolinha é diferente da que se acostumava usar. Alguns estabelecimentos estão com dificuldade de obter a sacola de acordo com a matéria-prima que precisa ser utilizada”, diz Cristiane Cortez, assessora do Conselho de Sustentabilidade da Fecomercio-SP.
A entidade não é a única a  pedir um novo prazo. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também quer se reunir com o prefeito Fernando Haddad (PT) para pedir mais tempo até o início da fiscalização.