11ª Caminhada Internacional na Natureza em Colombo será no dia 26


WEBMASTER 10 DE ABRIL DE 2015

Local de concentração do evento será na frente da Igreja Imaculada Conceição, no bairro Campestre, das 8h30 às 9h30

A 11ª Caminhada Internacional na Natureza acontecerá no próximo dia 26 (domingo). O evento será promovido pelo Circuito Italiano de Turismo Rural de Colombo, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho da Prefeitura de Colombo.
As inscrições poderão ser realizadas até o dia 23 de abril (quinta-feira), mais a doação de um quilo de alimento não perecível, que será entregue ao Programa do Voluntariado Paranaense (PROVOPAR) de Colombo. As inscrições já podem ser realizadas pelo link: HTTP://colombo.caminhadas.inf ou HTTP://ecobooking.info.
Também haverá a opção de reservar o café da manhã e almoço, no momento da inscrição. O cardápio disponível será polenta, frango ao molho, frango assado, arroz, macarrão e saladas, que custará R$ 20,00 e o café da manhã será de R$ 10,00.
O local de concentração da caminhada será na frente da Igreja Imaculada Conceição, no bairro Campestre, das 8h30 às 9h30. O percurso da caminhada será de dificuldade moderada, com 11,1 quilômetros. Mais informações sobre o evento pelos telefones: 3656-6600 ou 3656-5798 – no departamento de Turismo.
Serviço
Evento: 11ª Caminhada Internacional na Natureza
Dia: 26 de abril, às 08h30
Inscrições: até o dia 23 de abril (quinta-feira), mais a doação de um quilo de alimento não perecível, pelo link: HTTP://colombo.caminhadas.inf ou HTTP://ecobooking.info
Mais informações: pelos telefones: 3656-6600 ou 3656-5798 – no Departamento de Turismo.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo 

Senado paraguaio pede que Brasil devolva canhão da guerra


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O Senado paraguaio aprovou nesta quinta-feira (9) uma declaração para pedir ao governo brasileiro que devolva ao Paraguai o “Canhão Cristiano”, objeto confiscado pelo Brasil durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) e que está no Museu Histórico do Rio de Janeiro. As informações são do UOL.
A peça de bronze de 10 toneladas que foi batizada por causa dos sinos das igrejas utilizados para sua fundição em 1867, foi apreendido pelas forças brasileiras que combatiam junto da Argentina e do Uruguai contra o Paraguai.
“O Paraguai pede que o Brasil devolva o canhão como ressarcimento por uma guerra absurda, injusta e fratricida”, disse à Agência Efe o senador Luis Alberto Wagner, promotor da declaração.
O texto pede o início dos trâmites diplomáticos para reivindicar à presidente Dilma Rousseff que seu país devolva o canhão ao Paraguai.
Wagner afirmou que “é a primeira vez que se pede formalmente ao Brasil que restitua o canhão”, e disse que entrará em contato agora com a Chancelaria paraguaia para que “agilize os trâmites” com o Brasil.
Em março de 2013, o então presidente do Paraguai, Federico Franco, havia exigido em discurso no Dia dos Heróis, a festa nacional paraguaia, que o Brasil devolvesse o “Canhão Cristiano”.
Caso o Brasil aceite enviar o objeto outra vez ao Paraguai, a intenção do governo é exibi-lo em algum museu do país, segundo Wagner.
Para o senador, o objeto bélico simboliza “a luta e sacrifício do povo paraguaio em uma guerra injusta”, que dizimou a população do Paraguai.
“O Brasil foi protagonista dos momentos mais trágicos da guerra. Não acredito que se orgulhem de sua atuação, nem de ter um objeto como troféu dessa guerra”, observou Wagner.
O Brasil foi o último dos vencedores da guerra a devolver todos os objetos subtraídos e a perdoar a dívida imposta ao Paraguai, depois do Uruguai em 1885 e da Argentina em 1942.
Durante a guerra contra a Tríplice Aliança, Paraguai perdeu quase metade da população, ficando uma relação de quatro mulheres para cada homem, segundo os cálculos mais aceitos pelos historiadores.

Richa e Claes Nilsson, presidente da Volvo na A. L., inauguram obras da montadora


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O governador Beto Richa e o presidente do Grupo Volvo América Latina, Claes Nilsson, inauguraram nesta sexta-feira (10) a Casa do Cliente, o Centro de Treinamento e o novo prédio administrativo da montadora em Curitiba. Iniciada em 2010, a ampliação da unidade teve investimento de R$ 1,2 bilhão e contou com o apoio do programa Paraná Competitivo.
Com uma área de 6,5 mil metros quadrados, a Casa do Cliente é o maior centro de atendimento aos clientes da indústria automotiva brasileira. O complexo inclui um auditório multiuso com capacidade para até 800 pessoas, 25 salas de reuniões, uma sala de jantar para 400 pessoas, além de uma arena que abriga 150 pessoas para assistir a apresentações ao ar livre de caminhões e equipamentos de construção. A área ainda conta com duas pistas de testes, uma para veículos rodoviários e outra para caminhões off-road.

E o Hoffmannduto?


Ricardo Hoffmann abre outra caixa de pandora da corrupção petista, conhecida desde os tempo do valerioduto: a publicidade.
Consta que Ricardo Hoffmann não é parente de Gleisi Hoffmann, a senadora do PT que teve os préstimos de Ricardo em suas campanhas.Há controvérsias. Seriam parentes de grau distante, mas sempre parentes e neste caso pessoas próximas.

Fora Dilma pretende levar 285 mil às ruas em 15 cidades do PR


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Os organizadores do Fora Dilma no Paraná pretendem levar, novamente, 285 mil às ruas neste domingo, 12, no protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT) e a corrupção no governo federal. Segundo eles, o depoimento de João Vaccari, tesoureiro do PT, na CPI da Petrobras e a prisão do ex-deputado André Vargas (ex-PT) vão potencializar as manifestações programadas em 15 cidades paranaenses. As principais cidades brasileiras também terão os protestos.

Petrobras estima propina de até R$ 6 bilhões


A Petrobras estima que o cálculo de perdas com o esquema de corrupção na estatal ficará entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. A conta atinge todos os contratos e aditivos firmados com as empresas citadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e deve constar do balanço de 2014. As informações são da Folha de S. Paulo.

Pânico nas araucárias após prisões de Vargas e Hoffmann


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A prisão do ex-deputado André Vargas (ex-PT) e do publicitário Ricardo Hoffmann espalhou uma onda de pânico no Paraná. Vargas foi coordenador de campanhas de Gleisi Hoffmann (PT), ex-chefe da Casa Civil de Dilma, que está na lista de Janot enviada ao Supremo. Ela também foi processada pela prática de caixa dois na década de 90, junto com o ex-marido e ex-ministro Paulo Bernardo. Na boca maldita de Curitiba, as apostas são que, se Vargas abre a boca, a casa cai. Já Hoffmann trabalhou em campanhas do senador Roberto Requião (PMDB) e conhece sua vida a fundo.

Justiça quebra sigilos de agência que atendia André Vargas e o PT

Agencia de Publicidade Borghi Lowe


A Justiça Federal decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal da agência de publicidade Borghi Lowe e de seis produtoras sob suspeita de envolvimento no esquema de propinas para o ex-deputado petista André Vargas, preso na manhã desta sexta feira, 10, pela Operação A Origem, 11.ª etapa da Lava Jato. A pesquisa alcança período de seis anos, de janeiro de 2009 a março de 2015. As informações são do Estadão.
A abertura das contas e informações fiscais das empresas de comunicação e propaganda foi ordenada pelo juiz Sérgio Moro, que conduz todas as ações penais da Lava Jato, e é relativa a um suposto esquema fora do âmbito da Petrobras – foco central da Lava Jato. Desta vez, os investigadores miram contratos de publicidade, por enquanto em outras áreas do governo.
A quebra do sigilo alcança, além da Borghi Lowe (filial de Brasília e matriz no Paraná), que mantém contratos com a Caixa Econômica Federal e com o Ministério da Saúde, seis empresas de comunicação e propaganda: Enoise Estúdios, Luiz Portella Produções, Conspiração Filmes, Sagaz Digital, Zulu Fillmes e BH Serviços de Comunicação.
As empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes podem não ter “necessariamente se envolvido de forma intencional nos crimes”, na avaliação dos investigadores. Mas a Justiça considerou imprescindível vasculhar movimentações bancárias e dados fiscais dessas empresas.
Segundo a força-tarefa, a Borghi Lowe Propaganda e Marketing Ltda., que administra contas publicitárias da Caixa e do Ministério da Saúde, teria contratado serviços das empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes para a realização de serviços de publicidade. A Borghi Lowe teria orientado a realizar pagamentos de comissões de bônus de volume nas contas das empresas Limiar e LSI controladas por André Vargas e seus irmãos.
Os investigadores suspeitam que contratos da área davam cobertura a “serviços de fachada”, com o objetivo de lavar dinheiro ilícito cujo beneficiário principal seria André Vargas.
“Em vista da existência de prova de que as empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filme teriam realizado depósitos em contas controladas por André Vargas, com envolvimento da empresa Borghi Lowe, justifica-se a quebra de sigilo bancário e fiscal das referidas empresas, ainda que as primeiras não tenham necessariamente se envolvido de forma intencional nos crimes”, decidiu o juiz Sérgio Moro. “Também se justifica a quebra do sigilo da empresa BH Serviços já que de titularidade de Ricardo Hoffmann da Borghi, sendo possível que o mesmo esquema tenha ali sido reproduzido.”
Para Moro, é “necessário identificar o fluxo de dinheiro e especialmente se houve pagamento para outras beneficiárias indevidas”. “Não há outro meio para produzir a prova”, destaca o magistrado.
A Caixa Econômica Federal informou que abrirá apuração interna para averiguar os fatos revelados hoje pela Polícia Federal no âmbito da investigação da Operação Lava Jato. A Caixa reitera que colaborará integralmente com as investigações e informa que encaminhará imediatamente todos os contratos relacionados às empresas citadas à Controladoria Geral da União, Polícia Federal e Ministério Público.

Adolescente é morta por bala perdida na Zona Oeste do Rio


Crislaine foi morta a tiro na Gardênia Azul, bairro onde morava Foto: Reprodução do Facebook
Ana Carolina Torres e Thais Carreiro

Uma jovem de apenas 15 anos foi morta por uma bala perdida na noite desta quinta-feira, no bairro Gardênia Azul, na região de JacarepaguáZona Oeste do Rio. Segundo informações da Polícia Militar, traficantes de facções rivais trocaram tiros na Avenida Isabel Domingues, na região conhecida como Jardim Clarice. Crislayne Suennia Nascimento Silva voltava de bicicleta de um treino de muay thai quando foi atingida por uma bala perdida.
A jovem tinha apenas 16 anos
A jovem tinha apenas 16 anos Foto: Reprodução do Facebook
O corpo da garota foi encontrado na Avenida Canal do Anil, com marca de disparo nas costas. Ainda de acordo com a PM, dois carros com perfurações de tiros foram localizados perto de onde a menina estava. O comandante do 18º BPM (Jacarepaguá), coronel Rogério Figueiredo, informou que não havia operações no local no momento em que Crislaine foi baleada.
O caso foi registrado na Divisão de Homicídios (DH). De acordo com informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, as investigações estão em andamento: "Foi realizada perícia no local e testemunhas estão sendo ouvidas. Agentes realizam diligências em busca de imagens de câmeras de segurança que ajudem a identificar a autoria".
Foto: Reprodução do Facebook
Crislayne estudava na Escola municipal Octavio Frias de Oliveira, no bairro do Anil, também em Jacarepaguá, e morava com a família na Gardênia Azul. A irmã da jovem usou seu perfil no Facebook para fazer um desabafo sobre a morte da garota: “Meu amor, agora você é minha estrela favorita. Eu te amo mais que tudo. Irmãs por acaso e amigas por opção...”. Já o pai publicou uma mensagem de luto junto a uma montagem com fotos da filha.
A postagem do pai de Crislaine
A postagem do pai de Crislaine Foto: Reprodução do Facebook
Moradores da Gardênia Azul fazem um protesto contra a violência na região. Com faixas e cartazes, eles chegaram a interditadar a Avenida Ayrton Senna nos dois sentidos. A via já foi liberada, mas o trânsito ainda é tumultuado em algumas ruas secundárias.


Crime e preconceito: mães e filhos de santo são expulsos de favelas por traficantes evangélicos


A filha de santo foi expulsa do Lins porque deixou suas roupas brancas no varal
A filha de santo foi expulsa do Lins porque deixou suas roupas brancas no varal Foto: Urbano Erbiste / Extra
Rafael Soares

A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Complexo do Lins. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.
- Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino - conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.
A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.
Mãe de santo teve terreiro fechado na Pavuna pelo
Mãe de santo teve terreiro fechado na Pavuna pelo "exército de Jesus" Foto: Urbano Erbiste / Extra
Atabaques proibidos na Pavuna

A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.
-Tive que sair fugida, porque tentei permanecer, só com consultas. Eles não gostaram — afirma.
A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:
- Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs.
O deputado estadual Átila Nunes (PSL) fez um pedido formal, na última sexta-feira, para que a Secretaria de Segurança investigue os casos.
- Não se trata de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.

Nas favelas, os ‘guerreiros de Deus’

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, ostenta, no antebraço direito, a tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Já em seus domínios, reina o preconceito: enquanto os muros da favela foram preenchidos por dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir.
Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. Os pais de santo que ainda vivem no local não praticam mais a religião.
A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção. No último dia 22, bandidos passaram a madrugada cobrindo imagens de santos nos muros da favela. Sobre a tinta fresca, agora lê-se: “Só Jesus salva”.
O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006, afirma que os casos serão discutido pelo grupo, que vai pressionar o governo e o Ministério Público para que a segurança do locais seja garantida e os responsáveis pelo ato sejam punidos. “Essas pessoas são criminosas e devem ser punidas. Cercear a fé é crime”, diz o pai de santo.
Mãe de santo: proibida de circular na favela com as
Mãe de santo: proibida de circular na favela com as "roupas do demônio" Foto: Urbano Erbiste / Extra
Lei mais severa

Desde novembro de 2008, a Polícia Civil considera como crimes inafiançáveis invasões a templos e agressões a religiosos de qualquer credo a Lei Caó. A partir de então, passou a vigorar no sistema das delegacias do estado a Lei 7.716/89, que determina que crimes de intolerância religiosa passem a ser respondidos em Varas Criminais e não mais nos Juizados Especiais. Atualmente, o crime não prescreve e a pena vai de um a três anos de detenção.
Filha de santo, que foi expulsa do Lins: ‘Não suportava mais fingir ser o que não era’.
- Me iniciei no candomblé em 2005. A partir de minha iniciação, comecei a ter problemas com os traficantes do Complexo do Lins. Quando cheguei à favela de cabeça raspada, por conta da iniciação, eles viravam o rosto quando eu passava. Com o tempo, as demostrações de intolerância aumentaram. Quando saía da favela vestida de branco, para ir ao terreiro que frequento, eles reclamavam. Um dia, um deles veio até a minha casa e disse que eu estava proibida de circular pela favela com aquelas “roupas do demônio”. As ameaças chegaram ao ponto de proibirem que eu pendurasse as roupas brancas no varal. Se eu desrespeitasse, seria expulsa de lá. No fim de 2010, dei um basta nisso. Não suportava mais fingir ser o que eu não era e saí de lá.
Mãe de santo há 30 anos, expulsa da Pavuna: ‘Disseram que quem mandava ali era o ‘Exército de Jesus”.
- Comprei, em 2009, um terreno no Parque Colúmbia, na Pavuna. No local, não havia nada. Mas eu queria fundar um terreiro ali e comecei a construir. No início, só fazia consulta, jogava búzios e recebia pessoas. Não fazia festas nem sessões. Não andava de branco pelas ruas nem tocava atabaque, para não chamar a atenção. Um dia, o presidente da associação de moradores foi até o local e disse que o tráfico havia ordenado que eu parasse com a “macumba”. Ali, quem mandava na época era a facção de Acari. Já era mais de santo há 30 anos e não acreditei naquilo. Fui até a boca de fumo tentar argumentar. Dei de cara com vários bandidos com fuzis, que disseram que ali quem mandava era o “Exército de Jesus”. Disse que tinha acabado de comprar o terreno e que não iria incomodar ninguém. Dias depois, cheguei ao terreiro e vi uma placa escrito “Vende-se” na porta — eles tomaram o terreno e o puseram a venda. Não podia fazer nada. Vendi o terreno o mais rapidamente possível por R$ 2 mil e fui arrumar outro lugar.

Após término, homem atira nos dois filhos da ex-namorada; adolescentes sobreviveram


José Martins de Sousa foi preso em uma cidade a 30km de Oeiras, no Piauí, onde aconteceu o crime
José Martins de Sousa foi preso em uma cidade a 30km de Oeiras, no Piauí, onde aconteceu o crime Foto: Reprodução
Beatriz Medeiros

Um homem foi preso acusado de tentativa de homicídio contra os dois enteados após terminar o relacionamento com a mãe deles em Alto Serrado, no Piauí, na madrugada desta sexta-feira. À polícia, José Martins de Sousa, conhecido como Cancão, admitiu que queria matar a ex-namorada, Maria Luzinete de Almeida, conhecida como Netinha, diretora da Escola Estadual José Coelho Reis, na cidade de Oeiras.
O filho caçula, J.S.A.N, de 13 anos, foi atingido por um tiro no abdome e a mais velha, V.C. de A.S, de 15 anos, com pelo menos quatro tiros (na cabeça, abdome e virilha). O crime aconteceu nesta quinta-feira, os dois adolescentes sobreviveram e estão internados em Teresina.
Além da ex, Cancão disse que pretendia matar o cunhado e a enteada, com quem "não se dava bem e sempre era defendida pela mãe". De acordo com o delegado responsável pelo caso, Paulo César, o acusado desconfiava que Netinha estava tendo um caso com outro homem.
José foi preso a 30 km de Oeiras, quando estava seguindo em direção ao município de Floriano. Segundo a polícia, ele não ofereceu resistência. Dentro do carro, foi apreendido um revólver calibre 38, usado no crime.


Dona de restaurantes é presa por usar alimentos do lixo em Volta Redonda


Vídeos flagraram momento em que ela pega comida descartada.
'Ela tinha ciência da periculosidade tanto que usava luva', diz delegado.

Do G1 Sul do Rio e Costa Verde
 A proprietária dos restaurantes "Cheff", em Volta Redonda, no Sul do Rio de Janeiro, foi presa no fim da tarde de quinta-feira (9), por pegar alimentos do lixo de supermercados e levar para os estabelecimentos. De acordo com a Polícia Civil, os agentes investigavam a suspeita desde que receberam uma denúncia anônima com vídeos e fotos da ação da mulher.
“Nós recebemos informações de uma pessoa que se encontrou revoltada pela situação dela chegar num utilitário de luxo e disputar, junto com os catadores, o lixão do estabelecimento comercial. Revoltada, essa pessoa nos passou algumas filmagens e dados dessa pessoa. Então, por uma semana nós monitoramos, realizamos filmagens, observamos que ela pegava o material no lixo e depois conduzia ao seu estabelecimento. Ela foi abordada dentro do estabelecimento e confessou que começou a fazer isso há um mês e meio”, explicou Luís Maurício Armond, delegado da 93ª DP (Volta Redonda).
Ainda segundo a polícia, duas irmãs da suspeita, sócias dos estabelecimentos, prestaram depoimento e disseram que não sabiam da prática.
"Elas teriam atividades separadas, cada uma responsável pela aquisição de determinados alimentos. A parte relativa a hortaliças, legumes e frutas correspondia à que foi presa. Em tese, aparentemente, as demais não tinham conhecimento desse fato", disse Armond.
A mulher foi levada para a delegacia e transferida nesta manhã de sexta-feira (10) para Casa de Custódia Feminina, no Rio de Janeiro. Ela vai responder por dois crimes: contra a saúde pública e contra a relação de consumo.
"Serão ouvidas algumas pessoas que trabalham no estabelecimento. É certo que ela tinha ciência da periculosidade da existência de fezes, urina de animais que circulavam há bastante tempo no local, tanto que ela usava uma luva para catar esses alimentos", esclareceu o delegado.
A polícia informou também que as duas unidades do restaurante na cidade, no Centro e no bairro Aterrado, foram interditadas pela Vigilância Sanitária.

Dono de relojoaria desarma suspeito de roubo no Centro de SP


Imagens de câmeras de segurança mostram a tentativa de assalto.
Durante uma disputa com o proprietário pela arma, o suspeito foi baleado.

Do G1 São Paulo
Câmeras de vigilância flagraram uma tentativa de assalto a uma relojoaria perto da Rua São Bento, no Centro de São Paulo. Aproveitando um momento de distração do suspeito, o dono da loja desarmou o homem, que foi preso.
As imagens mostram o momento de abertura da loja, às 8h50 desta sexta-feira (10). O suspeito entra armado e anuncia o assalto. Quando outro funcionário entra, o dono do estabelecimento tira a arma do homem.
O vídeo mostra ainda uma briga entre os dois, que disputavam pela arma. Eles derrubam prateleiras e chegam a atingir os cabos das câmeras, que param de gravar.
Durante o conflito, um disparo atingiu o suspeito nas costas. Ele foi levado para a Santa Casa. Depois de passar por exames médicos, ele deve ser levado para a cadeia, e vai responder por tentativa de roubo.
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Crime ocorreu em relojoaria no Centro de São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)Crime ocorreu em relojoaria no Centro de São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)

MP denuncia suposto serial killer por morte de outro homem em Goiânia


Ele já responde pelo assassinato de outra vítima do sexo masculino. 
Tiago da Rocha, de 27 anos, confessou 29 assassinatos desde 2011.

Do G1 GO
Suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha Goiás (Foto: Wildes Barbosa/O Popular)Tiago foi denunciado pela morte de mais um
homem (Foto: Wildes Barbosa/O Popular)
O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 27 anos, pela morte de Rafael Carvalho Gonçalves, ocorrida em Goiânia. De acordo com o órgão, o crime foi cometido no dia 16 de fevereiro de 2013 após o vigilante simular um assalto e depois disparar um tiro no peito da vítima. Preso desde outubro do ano passado, ele confessou à Polícia Civil ter matado 29 pessoas desde 2011.
Está é a segunda denúncia feita pelo MP-GO em que Tiago é apontado com autor de um homicídio em que a vítima é um homem. A primeira ocorreu no último dia 6 de março. Nesse caso, ele foi apontado como assassino de Adailton dos Santos Farias, no Setor Rodoviário.
De acordo com o promotor de Justiça Aguinaldo Bezerra Lino Tocantins, que fez a denúncia da morte de Rafael, no dia do crime, ele e um amigo haviam saído de um bar e tomado um ônibus. Após descer e caminhar até a Avenida Bernardo Sayão, onde pretendiam pegar um táxi para irem embora, foram surpreendidos por Tiago.

O promotor pede a condenação de Tiago por homicídio qualificado por motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.
Conforme a denúncia, o vigilante estava em uma moto e abordou os jovens. Após pedir e receber os celulares e carteiras da dupla, ele os devolveu e atirou contra Rafael, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O colega da vítima não foi ferido.
Crimes
Cinco meses após a prisão de Tiago, 12 inquéritos seguem abertos na Polícia Civil de Goiás referentes a crimes confessados por ele. Por outro lado, 24 inquéritos já foram remetidos ao Poder Judiciário, que acatou denúncia do Ministério Público em 18 casos.
Sendo assim, além dos 12 casos ainda investigados e dos 24 remetidos à Justiça, ainda existe o caso da morte de duas pessoas, confessadas pelo vigilante, mas que teve outro indiciado, e uma tentativa de homicídio, na qual Tiago acreditava ter matado a vítima.
Além disso, a polícia apura ainda apura a possível participação do vigilante em outros 20 casos de mortes cometidas a facadas, cujo autor ainda não foi identificado, e em que o modo de agir se assemelha ao do vigilante.
Suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha se debruça sobre mesa durante audiência em Goiânia Goiás (Foto: Paula Resende/G1)Tiago já particiou de audiências relacionadas aos
crimes (Foto: Paula Resende/G1)
Tiago irá a júri popular pelos homicídios das estudantes Ana Lídia Gomes de Sousa e Bárbara Luíza Ribeiro Costa, ambas de 14 anos.
Prisão
O vigilante foi preso no dia 14 de outubro do ano passado e aguarda julgamento no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Além dos crimes contra mulheres, ele também confessou assassinatos de homossexuais e moradores de rua.
Na ocasião, o vigilante ficou em uma cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) por oito dias. No local, segundo revelou o delegado Eduardo Prado, o suspeito afirmou aos policiais que "estava com vontade de matar".
Depois, em outubro, Tiago foi transferido para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional. Durante a transferência, mesmo escoltado por 20 policiais, ele conseguiu agredir um fotógrafo com um chute no abdômen antes de ser colocado no carro da polícia. No dia seguinte, o delegado Murilo Polati afirmou, durante entrevista coletiva, que o vigilante voltou a fazer ameaças de morte, desta vez, para os detentos do Núcleo de Custódia.

Menina de três anos morre atropelada por ônibus que era conduzido por amigo do pai


Julia brincava perto de um ônibus quando o motorista arrancou
Julia brincava perto de um ônibus quando o motorista arrancou Foto: Reprodução / Facebook
Extra

Uma menina de apenas três anos morreu após ser atropelada por um ônibus escolar, nesta quinta-feira, no centro da cidade Ipiranga, no interior do Paraná. De acordo com a polícia, a pequena Julia Reina de Almeida brincava próximo a um coletivo que estava perto de sua casa, quando o motorista arrancou com o veículo e atropelou a garota.
Julia chegou a ser atendida no local, mas não resistiu. O pai da menina, que também é motorista de ônibus escolares, mas estava de folga no dia do acidente, ficou em estado de choque e está recebendo acompanhamento psicológico, assim como o homem que conduzia o coletivo. Parentes contam que os dois eram amigos e colegas de trabalho e que o motorista parou próximo à residência da família para conversar com o pai da criança.
O corpo de Julia foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Ponta Grossa. O sepultamento deve acontecer neste sábado, em Ipiranga, cidade onde a menina nasceu e a família vive. O motorista do ônibus envolvido no acidente vai ser indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.


'Poderia ter tirado a vida da minha filha', diz mãe de pendurada no BRT


Motorista foi demitido na manhã desta sexta (10): 'Acho justo', diz mãe.
Jheniffer ficou presa por dez minutos na porta de ônibus da Transcarioca.

Do G1 Rio
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A menina Jheniffer, que ficou pendurada do lado de fora de um ônibus do BRT transcarioca na Zona Norte do Rio de Janeiro, recebe o carinho da mãe. O motorista, que apesar dos pedidos dos passageiros só parou cerca de 2 km depois, foi demitido  (Foto: Alexandre Vieira/Agência O dia/Estadão Conteúdo)Jheniffer recebe o carinho da mãe, Jéssica (Foto: Alexandre Vieira/Agência O dia/Estadão Conteúdo)
A atendente Jéssica Florêncio, mãe da menina de 6 anos que ficou pendurada do lado de fora de um ônibus do BRT durante dez minutos e cinco quilômetros na noite desta quinta-feira (9), disse que achou justa a demissão do motorista. Cláudio Hamilton admitiu que o braço da menina ficou preso à porta e foi demitido por justa causa.
 "Eu achei uma coisa justa, porque ele poderia ter tirado a vida da minha filha", disse Jéssica ao G1, ainda incerta sobre um possível processo. "Ainda estou muito nervosa com tudo o que aconteceu. Vai depender do advogado."
O motorista foi demitido por justa causa na manhã desta sexta-feira (10), segundo o consórcio responsável pelo transporte. Claudio Hamilton Silva Montezuma, de 48 anos, esteve na delegacia essa tarde.Ele disse que olhou pelo espelho retrovisor e não viu ninguém pendurado do lado de fora e que na hora, havia um grupo de passageiros fazendo bagunça no ônibus, pedindo que ele parasse fora do ponto. Ele responderá por lesão corporal culposa e a pena é de até três anos de prisão.
Imagens das câmeras de segurança do veículo vão ser entregues à Polícia Civil. 
“Eu gritei pra ele abrir a porta porque a minha sobrinha estava do lado de fora e ele disse: ‘Só posso abrir na próxima estação’. A gente gritando muito, aí os passageiros gritando muito também”, disse Michele, tia da criança. Ela e outros dois adultos estavam levando cinco crianças ao cinema, como mostrou o Bom Dia Rio.
Eu achei uma coisa justa [a demissão], porque ele poderia ter tirado a vida da minha filha"
Jéssica Florêncio, mãe de Jheniffer, arrasta por motorista de BRT
A menina foi levada para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), na tarde desta sexta.

Jéssica diz que a menina, chamada Jheniffer, estava de mãos dadas com a avó quando ocorreu o incidente. “Minha mãe estava de mãos dadas com a minha filha e o meu sobrinho. Quando eles foram desembarcar, ela segurou a mão da Jheniffer para ela pular o vão entre o BRT e a plataforma, e o motorista fechou a porta. Todo mundo começou a gritar para o motorista abrir, mas ele disse que só podia abrir a porta de novo na outra estação e arrancou”, afirmou.
Segundo Jéssica, a mãe dela viveu momentos de desespero. “Ela ficou segurando a mão da minha filha dentro do BRT. Foi o que manteve a Jheniffer presa, senão ela tinha caído. O motorista arrastou a minha filha até a estação do Fundão”, disse.
Cláudio Hamilton, acusado de dirigir um ônibus do BRT Transcarioca com uma menina de 6 anos pendurada do lado de fora de coletivo, entre as estações Parque União e Aroldo Melodia, na Zona Norte do Rio de Janeiro, presto depoimento na 21ª DP, em Bonsucesso (Foto: ANDRÉ MOURÃO/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO)Cláudio Hamilton prestou depoimento na 21ª DP (Foto: André Mourão / Agência O Dia / Estadão Conteúdo)
Apesar de a menina não ter sofrido nenhum ferimento aparente, a mãe afirma que ela sente muitas dores e que ficou apavorada. “Ela está muito nervosa. Minha mãe contou que ela gritava o tempo todo que iria morrer. O braço dela ficou vermelho e inchado e ela reclama de muitas dores”, disse Jéssica.
Fuga
Assim que o ônibus da viação Santa Maria chegou ao terminal, o motorista freou bruscamente – machucando alguns passageiros – abriu a porta, pegou a mochila e fugiu, abandonando o coletivo.
“Os passageiros estavam revoltados e ele saiu correndo e entrou num ônibus, deixando minha filha sem socorro. Na estação, um fiscal do BRT só perguntou o que aconteceu, mas não fez nada para ajudar”, afirma a mãe da menina.
Mesmo com o depoimento de testemunhas que confirmaram a versão da família, o caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso) como lesão corporal culposa – ou seja, sem intenção. O motorista, identificado como Cláudio Hamilton, se apresentou no fim da noite de quinta na delegacia de São João de Meriti e foi liberado.