PT não sabe o que fazer com João Vaccari Neto


MARCELO SPERANDIO
14/03/2015 10h30

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (Foto: J. F. Diorio/Estadão Conteúdo/AE)
O petrolão instalou um dilema no PT: manter ou afastar o tesoureiro João Vaccari Neto? Os petistas que defendem a permanência de Vaccari dizem que afastá-lo pode ser interpretado como uma confissão. E ainda temem que Vaccari se sinta abandonado. Os que querem a suspensão do tesoureiro alegam que as denúncias contra ele fizeram os empresários secarem as doações ao PT, num momento em que o caixa do partido acumula prejuízos.

Casal engana jovem de 18 anos com promessa de emprego e a prostitui


Marius e Andreea foram condenados
Marius e Andreea foram condenados Foto: Metropolitan Police/Reprodução
Extra

Uma promessa de trabalho fez uma jovem romena de 18 anos deixar o seu país para tentar a sorte na Inglaterra. A oferta para ser babá, no entanto, nunca se concretizou e o sonho tornou-se pesadelo. Os supostos empregadores, Andreea e Marius Ciubotari, enganaram a moça, que foi estuprada e prostituída.
Há algum tempo atrás, Andreea conheceu a jovem durante o tempo em que esteve na Romênia. Na ocasião, ela a convidou para trabalhar em Londres como babá. Passado alguns meses, a vítima concordou e aceitou a passagem para ir para a Inglaterra.
Assim que chegou ao novo país, em dezembro de 2013, ela foi recebida por Marius, que a levou diretamente para um hotel e a estuprou. No dia seguinte, ele a levou para a casa do casal, onde a violentou durante vários dias. Mais tarde, Marius avisou que a moça teria que trabalhar como prostituta e a levou para um bordel. Ela foi forçada a ter relações sexuais com diversos homens.
Para reprimir qualquer tentativa de fuga, o aliciador disse que trabalhava para a polícia e que ninguém iria ajudá-la caso ela o denunciasse. Mesmo assim, a garota conseguiu enviar uma mensagem para o seu tio. Ele entrou em contato com um amigo, que foi ao encontra da jovem. Ela denunciou o caso para a polícia.
A polícia iniciou uma investigação e prendeu Andreea e Marius. Nesta semana, ele foi condenado a 15 anos de prisão por estupro, tráfico humano e prostituição. Ela foi sentenciada a nove anos pelos mesmo crimes.
Em entrevista ao Mirror, o detetive Richard Harts acredita que a punição possa ajudar a jovem a ter um conforto: "Esta moça inocente estava à procura de uma oportunidade de trabalho e teve sua vida arruinada. Espero que ela encontre algum conforto em saber que seus agressores estão atrás das grades".


CPI da Petrobras convoca empresário que fez acusações contra Lula e Dilma


MARCELO SPERANDIO
25/03/2015 16h49 - Atualizado em 25/03/2015 17h03
O empresário Auro Gorentzvaig (Foto: Reprodução/YouTube)
A CPI da Petrobras aprovou ontem a convocação do empresário Auro Gorentzvaig. No mês passado, ele disse ao Ministério Público Federal que a Petrobras comprou a petroquímica Suzano pelo triplo do preço de mercado. Segundo Auro Gorentzvaig, a estatal desembolsou R$ 4,1 bilhões para comprar uma petroquímica que era avaliada em R$ 1,3 bilhão. O empresário sustenta que essa transação teve o conhecimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à TV Bandeirantes, Auro Gorentzvaig afirmou que a compra da Suzano Petroquímica foi uma ação para salvar a empresa, que estava endividada. A família de Auro Gorentzvaig é ex-sócia da Petrobras na petroquímica Triunfo, no Rio Grande do Sul. Os deputados que compõem a CPI da Petrobras acreditam que ele falará muito em sua ida à Câmara. A deputada Eliziane Gama (PPS-MA), autora do requerimento que convoca o empresário, diz: "Vamos tentar ouvir do Auro qual o envolvimento político nas decisões que deveriam ser técnicas da Petrobras, a exemplo da venda da Suzano Pretroquímica vendida pelo triplo do valor de mercado. Por que isso aconteceu?".

Empresas em que filho de Duque trabalhou levaram R$ 5,2 bilhões em contratos com a Petrobras


MARCELO SPERANDIO
31/03/2015 08h30

A POLÍCIA EM AÇÃO O ex-diretor Renato Duque, homem de José Dirceu na Petrobras. Ele foi solto na semana passada – e, espera-se, ainda tem muito  a contribuir com  a investigação  (Foto: Geraldo Bubniak/Agb/Estadão Conteúdo)
O economista Daniel Duque entrou no alvo da CPI da Petrobras. Daniel é filho do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, preso sob acusação de participar do petrolão. Levantamento da CPI descobriu que, entre 2006 e 2014, a Petrobras assinou contratos no valor total de R$ 1,2 bilhão com as multinacionais Chemtec, Cipher e Technip. Todos sem licitação. Esse valor só se refere aos 42 contratos assinados nos intervalos em que Daniel Duque trabalhou nessas multinacionais: Chemtec (de janeiro de 2006 a maio de 2007), Cipher (de junho de 2007 a junho de 2011) e Technip (de julho de 2011 a abril de 2014). Além disso, em agosto de 2013, quando Daniel Duque era gerente da Technip, a empresa anunciou que fora escolhida pela Petrobras para executar um contrato de R$ 4 bilhões. A CPI questionará: Daniel Duque participou das equipes das multinacionais que trabalharam nas aquisições desses contratos bilionários com a Petrobras? Daniel Duque integrou os quadros dessas esmpresas por influência política ou por mérito profissional? Em depoimento à CPI, Renato Duque disse que, na época, a Petrobras foi consultada e não viu impedimento em seu filho trabalhar para fornecedores da estatal. Procurada por esta coluna, a Petrobras não se manifestou sobre o assunto.

CPI da Petrobras questionará viagens da cunhada de Vaccari para Itália e Panamá


MARCELO SPERANDIO
09/04/2015 12h58 - Atualizado em 09/04/2015 13h02

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT (Foto: Lula Marques/Folhapress)
A deputada Eliziane Gama (MA), representante do PPS na CPI da Petrobras, perguntará hoje ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, se houve participação de seus familiares no petrolão. Eliziane Gama recebeu informações da Polícia Federal sobre as últimas viagens internacionais da cunhada de Vaccari, Marice de Lima, que foi coordenadora administrativa do PT durante o mensalão. Documento da PF em posse da presidência do PPS diz que, em 31 de maio de 2012, Marice de Lima embarcou no voo JJ8062, que decolou do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e pousou em Milão, na Itália. Duas semanas depois, em 14 de junho de 2012, Marice de Lima fez o trajeto de volta, de Milão para São Paulo, no voo JJ8063. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse que abriu duas contas no Banco Drenos, em Milão, para gerenciar parte da propina que as construtoras repassavam aos funcionários da estatal. O PPS quer saber se, nessa viagem para Milão, Marice de Lima teve algum contato com essas contas reveladas por Pedro Barusco. Eliziane Gama também perguntará se Vaccari foi com a cunhada para Milão. A outra viagem de Marice de Lima que será questionada na CPI da Petrobras foi a que a petista fez para o Panamá, em novembro de 2013. Eliziane Gama quer saber se essa viagem de Marice de Lima teve alguma relação com a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu que teve filial aberta no Panamá em 2008. Também nesse caso, a deputada perguntará se Vaccari acompanhou a cunhada na viagem ao Panamá. No ano passado, o Ministério Público Federal pediu a prisão de Marice de Lima por causa de indícios de envolvimento com o petrolão. O pedido foi negado. A cunhada de Vaccari é suspeita de ter recebido R$ 110 mil do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores do petrolão, por indicação de executivos da OAS.

Engraxates resistem na 'Boca do Brilho', reduto do ofício em Curitiba


Inaugurado há 14 anos, local reúne os profissionais que seguem na ativa.
Com redução na clientela, eles relembram épocas mais prósperas.

Fernando CastroDo G1 P
Boca do Brilho funciona no Centro de Curitiba há 14 anos (Foto: Fernando Castro/G1)Boca do Brilho funciona no Centro de Curitiba há 14 anos (Foto: Fernando Castro/G1)
“Vai uma graxa aí?”. O popular questionamento dos engraxates Brasil afora não tem vez no Centro de Curitiba. É assim há 14 anos, quando foi inaugurada a Boca do Brilho. O reduto dos engraxates curitibanos, ou lustradores, como alguns preferem ser chamados, conta com 28 confortáveis cadeiras para acomodar os clientes. Estes, porém, tem sido cada vez mais raros.
Com endereço fixo, na divisa entre a Boca Maldita e a Praça Osório, era de esperar que a clientela chegasse em maior volume. E por um tempo até foi assim. “Mas diminuiu bastante, antigamente dava para fazer muita coisa. Eu era moleque, mas para quem tinha cabeça, dava para viver muito bem”, lembra, nostálgico, Mauro Garcia, ou Mauro Ilustrador, conforme o cartão de visitas.
O engraxate Mauro Garcia tem Magno Camargo como cliente há 30 anos (Foto: Fernando Castro/G1)O engraxate Mauro Garcia tem Magno Camargo
como cliente há 30 anos(Foto: Fernando Castro/G1)
Dos 43 anos de idade, 30 são de profissão. Desde as primeiras engraxadas, muitas vezes interrompidas pelo pessoal mais velho, que espantava os novatos da Praça Osório, muita coisa mudou para o engraxate. Daquela época, sobram lembranças, aprendizados e, agradece, clientes. Acho que a primeira vez que ele engraxou meu sapato, deve fazer uns 30 anos, né? Na época em que ele engraxava com uma caixinha aqui na praça”, conta Magno Camargo, cliente daquela época.
A relação entre Mauro e Magno tem muito a dizer sobre a realidade atual do ofício. Outrora cliente de todos os dias, ou quase, Camargo passou a espaçar as visitas à Boca do Brilho. “Primeiro que agora a gente não tem mais tempo, mas o preço também aumentou. Não que tenha aumentado demais o valor que eles cobram, não é. As coisas entraram num descompasso entre a importância de engraxar, e quanto custa”, aponta o cliente, em meio à engraxada dos sapatos marrons. “Os pretos eu engraxei há uns 15 dias”, conta.
Mauro tem uma leve discordância sobre o assunto. Não acha que o valor, de R$ 8 pela engraxada, seja exagerado, mas concorda que as prioridades dos clientes têm sido outras. Atualmente, a média de trabalho gira entre dez e 15 pares de sapato por dia – 95% masculinos – dentre engraxadas feitas no local e os que apenas deixam os calçados para buscar mais tarde.
Engraxada custa R$ 8 na Boca do Brilho, em Curitiba (Foto: Fernando Castro/G1)Engraxada custa R$ 8 na Boca do Brilho, em
Curitiba (Foto: Fernando Castro/G1)
Esta é outra transformação da rotina dos profissionais. Já não são todos os clientes que aproveitam os 15 minutos de lustre para colocar o assunto dia, contar causos, bater um papo, mesmo quando vão à Boca do Brilho. “Geralmente estão mexendo no celular. Isso mudou muito, a tecnologia, esses acessórios, em muitos aspectos ficou péssimo. Acaba cortando o papo, mas ainda rolam algumas conversas”, diz o engraxate.
De mudança em mudança, o temor dos profissionais é a extinção do ofício de tantos anos. Manoel Antunes da Silva, o Tico, do alto dos 40 anos de engraxate aponta para um futuro nada promissor. “Eu acho que a profissão de engraxate e sapateiro vai ser extinta, porque ninguém mais quer trabalhar com isso. A droga tomou conta, e nenhum jovem quer trabalhar para ganhar R$ 50 R$ 60 reais por dia honestamente. Eles vendem droga e ganham muito mais por hora”, lamenta.
A percepção de Tico se reflete mesmo entre os profissionais da Boca do Brilho – o calouro da turma tem 17 anos de engraxate. Mas Tico vê ainda outros vilões. “Caiu por causa desses sapatênis, tênis, essa botinas que não vai graxa, mas a gente se mantém. A gente ganha para viver, pagar as contas, comer, beber e se vestir. Honestamente, dá para viver a vida”, garante.
Mas nem só de agruras vive o engraxate. Com a idade para aposentadoria próxima, Tico diz que pretende se manter na ativa. Dentre as coisas boas que o ofício lhe trouxe, ele aponta os relacionamentos.
Orgulhoso, Mauro Gracia mostra o antes e o depois da engraxada (Foto: Fernando Castro/G1)Orgulhoso, Mauro Gracia mostra o antes e
o depois da engraxada (Foto: Fernando Castro/G1)
“A fidelidade existe, eu tenho clientes de 40 anos. Hoje fui entregar sapatos na casa de um desembargador que, quando conheci, era estudante de direito. Hoje eu vejo os dois filhos dele formados, a filha dele formada, ele desembargador aposentado, e eu entro na casa dele como se estivesse entrando em casa”, exemplifica.
Com as décadas de glórias deixadas para trás, são em detalhes como estes que os engraxates se apoiam para manter na ativa. No caso de Mauro, a força vem de uma história antiga, de 1985.
“Foi a primeira vez que eu vim pra rua, com meu primo que considero um irmão. Nós dois com fome, ele entrou em uma lanchonete e disse para eu ficar sentado do lado de fora, que poderia demorar. Era hora do almoço, ele ajudou a limpar o salão e, quando terminou, me chamou. Tinha um prato enorme de comida e ele disse: ‘come você primeiro, depois eu como’. Isso me ensinou que qualquer ser humano tem que fazer o bem para o próximo, e eu penso nisso aí 365 dias por ano”, conclui.
Mauro Garcia é engraxate há 30 anos no Centro de Curitiba (Foto: Fernando Castro/G1)Mauro Garcia é engraxate há 30 anos no Centro de Curitiba (Foto: Fernando Castro/G1)

PF começa a ouvir depoimentos de presos na 11ª fase da Lava Jato


Oitivas se concentram em quatro suspeitos com prisão temporária.
Três ex-deputados são suspeitos de desviar dinheiro da Caixa e de ministério.

Do G1 PR
Os ex-deputados federais André Vargas e Luiz Argôlo, presos na Operação Lava Jato, fazem exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) em Curitiba (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)Os ex-deputados federais André Vargas e Luiz
Argôlo, presos na Operação Lava Jato, fizeram
exame de corpo de delito em Curitiba
(Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão
Conteúdo)
A Polícia Federal (PF) começou a ouvir, neste sábado (11), os depoimentos de quatro dos seis presos na 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de sexta-feira (10). Neste momento, os policiais se concentram em ouvir os depoimentos daqueles que receberam mandados de prisão temporária, cujo prazo vence cinco dias após a prisão dos suspeitos. Os depoimentos ocorrem na Superintendência da PF, em Curitiba.
Estão sendo ouvidos Leon Vargas, que é irmão do ex-deputado André Vargas, Élia Santos da Hora, secretária do ex-deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), Ricardo Hoffmann, diretor de uma agência de publicidade com sede em Curitiba e Ivan Vernon Gomes, ex-assessor do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE).
Vargas, Argôlo e Corrêa também foram detidos na operação. Os dois primeiros estão na Polícia Federal, em Curitiba. Corrêa está preso em Pernambuco, onde cumpre prisão no regime semiaberto, devido ao caso do mensalão. O ex-deputado deve ser transferido para Curitiba na próxima segunda-feira (13), segundo a Polícia Federal. Eles devem ser ouvidos na próxima semana.
De acordo com a Polícia Federal, a princípio, essa nova fase não tem ligação com o esquema descoberto de fraudes de licitação para pagamento de propina a ex-diretores, políticos e partidos políticos na Petrobras. De alguma forma, porém, todos os suspeitos têm ligação com o doleiro Alberto Youssef, apontado como o líder do esquema bilionário de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro. Inicialmente, a Operação Lava Jato focava em grupos de doleiros que praticavam crimes contra a economia. A investigação, contundo, se expandiu chegando à Petrobras.
Esta última etapa da operação chegou aoscontratos de publicidades firmados pela Caixa Econômica Federal (CEF) e pelo Ministério da Saúde, e foi batizada de “A Origem”.

O nome, segundo a Policia Federal, se deu em virtude do cumprimento de dois mandados em Londrina, cidade onde morava Alberto Youssef e onde iniciaram as investigações da Lava Jato.
O esquema
De acordo com a Polícia Federal, a agência de publicidade dirigida por Ricardo Hoffmann era contratada pela Caixa e pelo Ministério da Saúde.

A agência fazia subcontratações de fornecedoras de materiais publicitários que eram de fachadas e tinham como sócios André Vargas e o irmão dele Leon Vargas.
Como não havia prestação de serviço, estas contratações eram realizadas apenas, conforme os delegados da Polícia Federal, para a lavagem de dinheiro. As irregularidades começaram entre 2010 e 2011 e se estenderam até 2014.

Dentre as provas apresentadas pelo Ministério Público Federal para a prisão de André Vargas está um pagamento de R$ 2,4 milhões feito por Youssef em dezembro de 2013. Para justificar o recebimento, segundo a investigação, foram emitidas notas fraudulentas pela empresa IT7, que possui contrato com diversos órgãos públicos. Dentre eles a Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 50 milhões no ano de 2013.

Além disso, o ex-deputado continuou recebendo “mesadas” mesmo após ter o mandato cassado pelos colegas parlamentares em 2012. Uma série de pagamentos, segundo aponta a investigação, foi realizada pelo doleiro Alberto Youssef.
A acusação que recai sobre o ex-deputado Pedro Corrêa, já condenado na ação penal do mensalão, é de que ele tenha recebido valores diretamente de Alberto Yousseff. A investigação descobriu também uma variação patrimonial sem cobertura, ou seja, sem renda compatível.

Quanto a Argôlo, a suspeita é de emissão fraudulenta de notas e ele também é sócio de Youssef em algumas empresas de fachada.
Resposta dos órgãos
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que abrirá apuração interna para averiguar os fatos revelados pela Polícia Federal nas investigações da Operação Lava Jato.
"A Caixa reitera que colaborará integralmente com as investigações e informa que encaminhará imediatamente todos os contratos relacionados às empresas citadas à Controladoria Geral da União, Polícia Federal e Ministério Público", diz o texto completo.
Também em nota, o Ministério da Saúde disse que suspendeu pagamentos e desautorizou a emissão de novas ordens de serviço para a agência de publicidade Borghi/Lowe, contratada em processo de licitação em 2010. Informou também a criação de uma Comissão de Sindicância Administrativa para avaliar a regularidade da execução do contrato com a empresa.
O Ministério diz ainda que não firmou contrato com a empresa Labogen – laboratório de fachada de Yousseff. Havia uma denúnica de que Vargas teria feito tráfico de influência para favorecer a empresa.
"Em 2013, ao tomar conhecimento do relatório da Polícia Federal sobre a Operação Lava-Jato, o Ministério imediatamente suspendeu o termo de compromisso selado com o Laboratório da Marinha, antes mesmo da assinatura de contrato ou de qualquer repasse de recursos públicos. Isso significa que a proposta envolvendo a Labogen sequer passou da fase do cumprimento dos requisitos para assinatura de contrato", diz trecho da nota.
O Ministério sustenta que os contratos para realização de campanhas cumprem todos os requisitos exigidos por lei, mas que abriu apuração interna para analisar as denúncias de irregularidades e avaliar as medidas cabíveis diante das informações da PF. Afirma, ainda, que as informações dos contratos de publicidade serão encaminhados para as autoridades que investigam o caso.
Defesas
O advogado João Gomes Filho, que representa os irmãos André e Leon Vargas, afirmou que irá para Curitiba, para ter acesso aos autos e conhecer os motivos das prisões.
Filho adiantou que, durante o fim de semana, vai preparar o pedido de habeas corpus de André Vargas, que tem prisão preventiva. Já Leon Vargas foi preso temporariamente.
A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período. Já a prisão preventiva não tem prazo pré-definido.

Após polêmica sobre HIV, ex-BBB Fernando pretende processar Angélica


Produtor cultural diz sofrer preconceito sobre declaração de enfermeira durante programa. Ela nega acusação de doença.

Aline Nobre e Cristiane Rodriguesdo EGO, no Rio
Polêmica entre os ex-BBB 15: Fernando Medeiros e Angélica Ramos prometem brigar na Justiça (Foto: TV Globo/Divulgação)Polêmica entre os ex-BBB 15: Fernando Medeiros e Angélica Ramos prometem brigar na Justiça
(Foto: TV Globo/Divulgação)
BBB 15 acabou, mas parece que os barracos estão apenas começando. Na noite deste sábado, 11, o ex-BBB Fernando Medeiros se surpreendeu com algumas coisas que viu de seus colegas de confinamento e ficou perplexo quando soube de uma suposta conversa de Angélica Ramoscom outras participantes dentro da casa. O produtor cultural conta que a enfermeira teria falado que, pelo fato de o carioca trabalhar em projetos sociais com pessoas portadoras do vírus HIV, deveria ter Aids.

Me decepcionei muito, é um preconceito absurdo. Eu já acionei  um advogado"
"Me decepcionei muito, é um preconceito absurdo. Julgam as pessoas pelo o quê elas vestem, pelo o que elas falam, só que não julgam as pessoas pelo o que elas são. É muito fácil apontar para o outro e falar mal, agora é muito difícil falar bem. E aí eu venho desenvolvendo esse trabalho de longa data para justamente quebrar esse preconceito. Foi um absurdo essa especulação e afirmação. Eu já acionei minha assessoria e estamos consultando um advogado. O que elas (Angélica, Tamires e Amanda) falaram está gravado. A  gente tem todas as informações necessárias para acionar a Justiça. Agora está na mão dos advogados, e as pessoas envolvidas podem responder por isso. A gente só vai aguardar o momento certo", afirmou o carioca.
Fernando Medeiros
Fernando contou que decidiu tomar esta decisão por causa da repercussão em outros veículos da imprensa: "Teve uma publicação alegando que eu era portador do vírus, que tinha mais de 10 mil curtidas. Não só eu, mas, como as pessoas portadoras do vírus, se sentiram ofendidas. Esse é um julgamento completamente errado. Ela levantou uma questão como se as pessoas com AIDS fossem inaptas.  Na verdade, elas são pessoas normais, mas que precisam de certos cuidados e um deles é não sofrer preconceito", afirmou Fernando.
Sou enfermeira há 14 anos e sempre trabalhei para pessoas doentes. Não tenho esse preconceito"
Angélica Ramos
Procurada pelo EGO, Angélica Ramos afirmou que Fernando Medeiros tem todo direito de processar as pessoas em caso de constrangimento. “Todos os participantes ficaram chocados com esta acusação dele e da Aline. Sou enfermeira há 14 anos e sempre trabalhei para pessoas doentes. Não tenho esse tipo de preconceito. Tenho certeza de que não falei que ele tem a doença. Apenas estava falando do trabalho social dele, que é muito bonito. Eu tenho minha consciência tranquila e não estou preocupada com futuros processos. Isso não aconteceu.”, ressaltou ela, que se sente acusada de forma “leviana e injusta”.
“Amo ser enfermeira e cuidar do próximo. Estou afastada do trabalho por seis meses porque quero. Tenho recebido muitos convites e não poderia faltar ao meu emprego. Estou apenas cumprindo agenda de trabalho após essa fase do BBB. Só falo uma coisa: Fernando e Aline deveriam mostrar provas antes de me acusarem. Esse vídeo não existe, porque não falei nada disso. Eu tenho certeza disso”, disse ela.