Esposa de Vaccari diz que é ela quem aparece em imagens de banco em SP


MPF diz que é a irmã dela, Marice Lima, quem aparece fazendo depósitos.
Marice está presa na PF em Curitiba, mas defesa que revogar prisão.

Fernando CastroDo G1 PR
A esposa de João Vaccari Neto, Giselda Rousie de Lima, informou à Justiça Federal nesta quarta-feira (22) que é ela quem aparece nas imagens obtidas pelo Ministério Público Federal (MPF) realizando depósitos na própria conta bancária. A declaração foi protocolada junto de um pedido de revogação de prisão da irmã dela, Marice Corrêa de Lima, que foi apontada pelo MPF como a pessoa filmada fazendo os depósitos.
Mais cedo, o juiz federal Sergio Moro havia pedido que o MPF e a Polícia Federal (PF) esclarecessem quem aparecia nas imagens, uma vez que havia discordância entre o MPF e a defesa de Marice. Enquanto os procuradores diziam que se tratava de Marice, e apontando este como um dos motivos pelos quais era necessária a transformação da prisão dela de temporária em preventiva, a defesa da cunhada de Vaccari garantia que se tratava de Giselda, a irmã.
“Eu, Giselda Rousie de Lima (...) reconheço-me efetuando depósitos em caixa eletrônico do Banco Itaú”, diz trecho da declaração. Segundo Giselda, as agências em que os depósitos foram feitos ficam próximas à residência e ao trabalho dela, em São Paulo. Ela não diz, contudo, qual a origem e motivo dos depósitos.
A defesa de Marice ainda protocolou uma declaração da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas(CSA) de que ela esteve no Panamá participando de um congresso. “Desta forma, parece-nos que realmente não persistem mais quaisquer motivos (...) a autorizar a manutenção da custódia temporária da ora Requerente, visto que todas as explicações aos questionamentos foram devidamente prestadas, e as dúvidas sanadas”, sustenta a defesa.
Giselda Rousie de Lima e Marice Corrêa de Lima são irmãs (Foto: Divulgação)Giselda Rousie de Lima e Marice Corrêa de Lima são irmãs (Foto: Divulgação)
Perícia
Após o pedido de esclarecimento feito pelo juiz Sergio Moro, o MPF protocolou uma petição no processo em que informava que a Polícia Federal faria uma "perícia audiovisual" nos vídeos e imagens para identificar a pessoa. Conforme os procuradores, mesmo que os trabalhos apontassem que, de fato, se trata de Giselda, e não Marice, existiam outros indícios que sustentariam a conversão da prisão dela em preventiva.
Para a defesa, a perícia não se faz mais relevante diante da declaração de Giselda. “Inexiste assim necessidade de elaboração de laudo audiovisual para tal confirmação”, diz trecho da petição.
Giselda Rousie de Lima admite que é ela quem aparece fazendo depósitos (Foto: Divulgação)Giselda Rousie de Lima admite que é ela quem
aparece fazendo depósitos (Foto: Divulgação)
Prisão
Marice está presa temporariamente na carceragem da PF em Curitiba desde sexta-feira (17). O prazo da prisão venceria na terça (21), mas foi prorrogado por mais cinco diaspelo juiz Sergio Moro. Desta forma, até sábado (25) o juiz federal deverá analisar os pleitos da defesa de Marice, e do MPF, para decidir sobre o prosseguimento, ou não da prisão dela.
Investigação
Segundo os procuradores do MPF, Marice ajudou o cunhado a receber valores ilegais da construtora OAS. A suposta irregularidade é um dos alvos da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras e outros órgãos públicos.
Conforme o MPF, Giselda Rousie de Lima, esposa de Vaccari, recebeu cerca de R$ 323 mil, em depósitos fracionados. Esses depósitos foram feitos, em alguns casos, em caixas eletrônicos. Imagens obtidas pelos investigadores apontam a suspeita de que foi Marice quem depositou esses valores para Giselda, irmã dela. Dois desses depósitos, segundo a investigação, foram feitos em 2015.
Os procuradores concluem que os indícios sugerem que Giselda recebia uma espécie de “mesada” de fonte ilícita, paga por Marice. Em depoimento à Polícia Federal, Marice afirmou não ter feito nenhum depósito para Giselda neste ano. “Elas são muito parecidas, mas quem está fazendo aqueles depósitos é a própria Giselda. A Marice não fez nenhum depósito”, sustentou o advogado.
MPF e juiz Sergio Moro dizem que Marice aparece em imagens de banco. (Foto: Divulgação)MPF sustenta que é Marice quem aparece em imagens de banco (Foto: Divulgação)

Sem acordo com governo, caminhoneiros prometem reiniciar greve a partir desta quinta-feira


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de Mônica Tavares, O Globo:
Terminou sem acordo a reunião entre caminhoneiros e governo para tratar da tabela mínima de frete. Aos gritos de “O Brasil vai parar”, eles se retiraram do auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na tarde desta quarta-feira, onde as lideranças da categoria estavam reunidas com os ministros Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues. Os líderes prometeram que a greve nas rodovias em todo o país será retomada a partir da zero hora desta quinta-feira, dia 23. Em fevereiro, eles bloquearam as estradas durante vários dias.
O representante dos caminhoneiros da região Centro-Oeste, Gilson Baitaca, afirmou que a categoria está preparada para começar as paralisações a partir da zero hora desta quinta-feira.
— As tendas já estão armadas e a categoria está preparada — disse Baitaca.
A proposta do governo, segundo o representante das regiões Norte e Nordeste, Diego Mendes, é uma tabela referencial de frete, e não a tabela mínima. Para ele, essa medida não não funciona.
— A tabela referencial já foi usada em outros anos, mas não adianta, ninguém cumpre — disse Diego Mendes.
O representante dos caminhoneiros autônomos do Paraná, Jamir Botelho, disse que a categoria estava contando com uma tabela mínima de frete, mas a proposta não foi apresentada pelo governo.
— Nós nos sentimos derrotados neste primeiro momento — afirmou.

Mais uma mentira de Gleisi e Dilma


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Claudio Osti
Quem leu o balanço publicado na segunda pela empresa Valec, do Ministério dos Transportes – a ser ratificado na assembleia de acionistas em 29 de abril, verificou que o governo federal não incluiu em 2014 e nem nos planos de 2015 o pagamento dos estudos para a ferrovia entre Maracaju (MS) a Paranaguá, como a ex ministra Gleisi Hoffmann havia prometido quando ocupava a Casa Civil da presidente Dilma Rousseff.
E lá no balanço está o pagamento do Evtea (estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental) dos trechos da Ferrovia Norte Sul entre Panorama (SP) a Chapecó (SC), bem como de Chapecó a Rio Grande (RS), sem constar o porto de Paranaguá. Para não deixar de ser feliz – está listado ainda a contratação dos Evtea, levantamento aerofotogramétrico e projeto básico do corredor ferroviário de Santa Catarina – entre Dionísio Cerqueira ao porto de Itajaí (SC) – a chamada ‘Ferrovia do Frango’.
No caso do Paraná sobrou apenas o sonho de uma nova ferrovia para o porto de Paranaguá, vindo do Mato Grosso do Sul, com traçado mais rápido entre Guarapuava ao porto.

Petrobras tem 1º prejuízo desde 1991; perda com corrupção é de R$ 6,2 bi


Estatal divulgou balanço auditado do 3º trimestre e do exercício de 2014. Petrobras teve prejuízo líquido de R$ 21,6 bilhões em 2014.
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Após um longo período de espera e expectativa, a Petrobras finalmente divulgou nesta quarta-feira (22) o balanço auditado do exercício de 2014. A companhia registrou no ano passado um prejuízo de R$ 21,587 bilhões, contra um lucro de R$ 23,6 bilhões em 2013. O G1 acompanha agora a divulgação do balanço em tempo real. Assista
A Petrobras informou no balanço que a baixa contábil pelo esquema de pagamentos indevidos investigado pela Lava Jato foi de R$ 6,194 bilhões. Ou seja, essa foi a perda por corrupção, segundo a estatal.
Perdas de R$ 6 bilhões com corrupção
“O valor da baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente no ativo imobilizado oriundos do esquema de pagamentos indevidos descoberto pelas investigações da Operação Lava Jato (baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente) foi de R$ 6,194 bilhões”, afirma o balanço.
A petroleira afirmou, no entanto, que não consegue identificar especificamente os valores de cada pagamento indevido. Ao calcular as perdas com corrupção, a estatal concluiu, “com base nos depoimentos tornados públicos”, que o esquema de pagamentos indevidos funcionou entre 2004 a abril de 2012.
Sobre a metodologia utilizada, a companhia explicou que listou todas as empresas citadas nas investigações e os contratos assinados com as contrapartes. Depois, calculou o valor desses contratos, identificando todos os pagamentos feitos, e aplicou um percentual fixo de 3% sobre o valor total, para estimar os gastos adicionais sobre o “montante total dos contratos”.
Diretoria de Costa liderou perdas
Dos R$ 6,2 bilhões perdidos com corrupção, segundo o balanço, a maior parte (55%) ocorreu na área de Abastecimento, que foi comandada por Paulo Roberto Costa, com baixa de R$ 3,326 bilhões. Gás e Energia respondeu por R$ 637 milhões das perdas. As áreas de Distribuição e Internacional tiveram baixas de R$ 23 milhões cada uma, ao passo que o Corporativo da companhia teve perda de R$ 99 milhões.
Outros R$ 150 milhões referem-se a pagamentos indevidos de empresas não citadas na Lava Jato.
Maior prejuízo anual desde 1991
O prejuízo líquido de R$ 21,6 bilhões em 2014 é o maior desde 1991, quando a Petrobras registrou perdas de R$ 1,21 bilhão, segundo dados da Economatica, em valores corrigidos pela inflação.
Desvalorização de ativos em R$ 44 bilhões
No balanço auditado, a companhia reduziu o valor de seus ativos em R$ 44,3 bilhões, após ter reavaliado uma série de projetos, principalmente a Refinaria Abreu e Lima e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Segundo a Petrobras, a desvalorização dos ativos foi calculad levando mem consideração, sobretudo, 3 fatores: a queda nos preços do petróleo, a redução da demanda e o atraso em projetos de refino no país por um longo período.
‘Capacidade de superação’
“Com a publicação dos resultados de 2014 auditados, a Petrobras transpôs uma importante barreira, após um esforço coletivo, que evidencia nossa capacidade de superação de desafios em um contexto adverso. Este exercício me trouxe ainda mais confiança de que iremos responder às questões estratégicas que nos defrontam”, escreveu o presidente Aldemir Bendine, acrescentando que o o novo plano de negócios priorizará a área de exploração e produção de petróleo e gás.
O resultado do 3º trimestre também foi revisado pelos auditores, de um lucro de R$ 3,1 bilhões para um prejuízo de R$ 5,339 bilhões.
Dividendos não serão pagos em 2015
Bendine anunciou também que não serão pagos dividendos para acionistas em 2015.
Reserva de R$ 2,4 bi para PDV
O balanço também aponta que a Petrobras reservou R$ 2,44 bilhões para um programa de demissão voluntária. Segundo Antonio Sergio, diretor de corporativo e de serviços, o plano de demissão voluntária já abrangeu 7.774 funcionários e serão mais 3 mil até maio de 2016.
Ações fecharam em alta
À espera do balanço, as ações da Petrobras encerraram o dia em alta, impulsionando o avanço do Ibovespa.
No ano, as ações ordiárias (com direito a voto) da Petrobras acumulam alta de mais de 30% e, as preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos, mas sem direito a voto), mais de 38%.
Em valor de mercado, a petroleira ganhou mais de R$ 44 bilhões em 2015, alcançando mais de R$ 171 bilhões no fechamento da véspera, segundo a Economatica. Comparado aos R$ 295 bilhões que a empresa valia em agosto do ano passado (R$ 295 bilhões), porém, a companhia ainda registra um encolhimento de mais de 40% na bolsa.
Importância da divulgação
A divulgação do balanço auditado é apontada como tarefa essencial para o resgate da credibilidade da Petrobras e para que a empresa consiga captar recursos e atrair investidores. Caso fosse novamente adiada, parte dos seus credores poderiam pedir o vencimento antecipado de suas dívidas o que, em tese, poderia levar a empresa à insolvência e exigir uma operação de injeção de capital pelo governo.
A divulgação chega depois de uma série de adiamentos e dificuldades para calcular como o esquema de corrupção envolvendo a estatal e investigado pela operação Lava Jato afetou o patrimônio da petroleira.
Estimativas anteriores
Em janeiro, a Petrobras divulgou um resultado não auditado para o terceiro trimestre (lucro líquido de R$ 3,087 bilhões) e uma estimativa preliminar de que seus ativos estariam superestimados em R$ 88 bilhões. A conta, porém, não distinguia quanto desses recursos teriam sido desviados e quanto diriam respeito a problemas na execução de projetos e mudanças no câmbio.
Na ocasião, a empresa atribuiu a ausência dos dados sobre as perdas com corrupção à “impraticabilidade” de quantificar esses dados de forma correta. A metodologia para fazer esse cálculo precisa atender às exigências de órgãos reguladores não só do Brasil (CVM), mas também dos Estados Unidos (SEC), onde papéis da empresa são negociados.
Para alguns analistas, o valor muito alto e a forma como a estimativa foi divulgada teriam tornado insustentável a posição da então presidente da empresa, Maria das Graças Foster, que foi substituída pelo ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine.
Na segunda-feira (20), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a apresentação do balanço da Petrobras seria “mais um passo” na reconstrução da empresa.
Investigações
Segundo informações da PF, de procuradores do Ministério Público e de delatores do caso, executivos da estatal indicados por partidos políticos conspiraram com empresas de engenharia e construção do país para sobrevalorizar refinarias, navios e outros bens e serviços da Petrobras. Os valores excedentes dos projetos teriam sido desviados para executivos, políticos e partidos.
Deflagrada em 17 de março de 2014, a Operação Lava Jato desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo as autoridades policiais, movimentou cerca de R$ 10 bilhões.
O Ministério Público Federal do Paraná já ofereceu denúncias contra mais de 30 investigados e os procuradores anunciaram que irão pedir ressarcimento de ao menos R$ 1,18 bilhão por desvios na empresa.

Polícia apura caso de linguiça que estaria recheada com maconha


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O tradicional churrasco de final de semana de uma família em Paranaguá (a 80 km de Curitiba), no litoral do Paraná, foi interrompido no último domingo (19) após o corte de um gomo de uma linguiça, do tipo toscana, recheada com uma erva semelhante à maconha.
O alimento já havia sido assado na churrasqueira e, ao ser cortado, exalou o odor característico da droga. Ao contrário do recheio esperado para o tipo de linguiça adquirido –carne e gordura suína com temperos– , o interior do gomo estava repleto de erva. Parte do alimento foi recolhido pela Polícia Civil nesta terça-feira (22) para análise. O restante havia sido devorado por uma cadela pertencente à família, após cair no chão.
De acordo com Roberto Alves, um dos participantes do churrasco frustrado, a família havia comprado um pacote de um quilo da linguiça e uma peça de alcatra em um supermercado da cidade. A ideia era o preparo de um churrasco para o almoço.
Após assar a linguiça, Alves contou que todos se assustaram quando o gomo foi cortado. “O susto fez até o gomo cair no chão e a Nina, nossa cadela, conseguiu abocanhar um pedaço”, disse.
Apesar de de ter ingerido a linguiça, aparentemente o cão, sem raça definida, não apresentou qualquer sintoma de consumo da droga. Ana Alves, irmã de Roberto, chegou a fotografar o alimento e postar em sua página em uma rede social. A postagem foi apagada depois.
No pacote contendo um quilo, apenas um dos gomos apresentou o recheio inusitado. Os demais eram compostos do recheio tradicional para o tipo toscana. “Mesmo assim, ninguém mais quis comer”, disse Alves.
O pacote de linguiça, da marca Frimesa, foi comprado lacrado no supermercado Bavaresco. O UOL tentou ouvir o gerente do supermercado no início da noite de terça-feira, mas o celular estava desligado. A assessoria de imprensa da Frimesa – empresa paranaense que atua no mercado de derivados de lácteos e derivados de carne suína – também foi procurado por celular, mas a chamada não foi atendida.
O delegado-adjunto da 1ª Subdivisão Policial de Paranaguá, Nilson Santos Diniz, determinou a apreensão do que sobrou da linguiça e vai encaminhar o material para análise pericial. De acordo com declarações de Dini à imprensa, o recheio encontrado na linguiça é semelhante à maconha, apresentando a textura e cheiro da erva.
Ele disse que se o resultado comprovar que a erva é cannabis sativa, vai instaurar inquérito para investigar tráfico de drogas e tentar localziar o local onde a droga foi introduzida no embutido.

Após caso da Shed, projeto pode proibir venda de álcool a quem portar arma em baladas de Curitiba


Da Redação

Após o caso da casa noturna Shed, que terminou com um jovem de 19 anos baleado no Batel, começou a tramitar na Câmara Municipal de Curitiba nesta quarta-feira (22) um projeto de lei que proibiria a venda de bebidas alcoólicas aos portadores de arma. De acordo com o autor da proposta, vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB), o cliente seria identificado por uma comanda ou ficha diferenciada. “Assim como bebida e direção, bebida e arma não combinam”, defende.
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Foto: Divulgação CMC
Côrtes explicou que o projeto foi proposto devido ao caso do último dia 12, em que um policial militar atirou contra um cliente. “Evidentemente não vou entrar na discussão do que aconteceu. Não sabemos as causas, mas sim os efeitos. Dentro disso fui buscar informações com empresários do segmento, com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e com a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar)”, disse.
Em outro projeto, Côrtes sugere que a pessoa armada assine um termo de identificação e responsabilidade. O vereador completou que durante a tramitação, que dependerá de pareceres favoráveis da Comissão de Legislação, Justiça e Redação, também serão ouvidas entidades representativas das polícias Civil e Militar. Ele destaca que o Estatuto do Desarmamento autoriza o porte de arma mesmo fora de serviço aos policiais e a outras categorias, como integrantes das Forças Armadas e guardas municipais de cidades com mais de 500 mil habitantes.
No entanto, Braga Côrtes justifica que a legislação prevê a perda do porte à pessoa detida ou abordada “em estado de embriaguez e sob efeito de substâncias químicas ou alucinógenas”. O alerta à proibição da venda da bebida alcoólica, nesses casos, seria afixado na entrada dos bares, casas noturnas e similares. O projeto prevê ao estabelecimento infrator, inicialmente, uma advertência. Em caso de reincidência seria aplicada uma multa de R$ 2 mil a R$ 10 mil. A penalidade poderia chegar à cassação do alvará de funcionamento.
O descumprimento da lei referente ao termo de identificação e responsabilidade acarretaria, gradualmente, em advertência e multa de R$ 1 mil e de R$ 2 mil. Nele, o portador assumiria a responsabilidade civil e criminal por atos ocasionados pela arma, inclusive por terceiros. Braga Côrtes sugere que o documento reúna os seguintes dados: RG e CPF do portador, data e horário de ingresso ao estabelecimento, informações sobre a arma de fogo e, quando o cliente for um policial, unidade em que serve e número de identificação profissional.

Jovem que se vangloriava por ter matado chefe que o demitiu é preso em Curitiba


Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha

Um jovem de 19 anos foi preso nesta quarta-feira (22), em Curitiba, acusado de matar Domingos Medeiros de Lara, de 49 anos. De acordo com a polícia, Thiago Luiz de Andrade era funcionário da vítima e havia sido demitido na manhã de 1° de novembro de 2013, dia do crime. Inconformado com essa e outras situações, ele teria tentado assaltar Medeiros de Lara e acabou o executando.
presochefeDe acordo com o delegado Osmar Dechiche, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), o preso confessa que matou o ex-chefe, mas nega que havia tentado o assaltar. “A versão da testemunha aponta contra ele. Sabemos que os dois se conheciam há bastante tempo e Thiago vinha desrespeitando as ordens do chefe. Vamos ouvir outras pessoas para decidir qual caminho vamos tomar”, disse.
Segundo o delegado, Thiago se vangloriava para outras pessoas de ter matado o chefe, mas agora garante que está arrependido. “Ele matou de maneira covarde e o fato de se vangloriar só mostra o caráter dele”, concluiu.
Domingos foi morto com dois tiros na frente da esposa, logo após estacionar o seu carro em uma obra que chefiava para realizar o pagamento dos demais funcionários. Thiago trabalhava como servente e garantiu que não tinha a intenção de cometer o crime. A arma supostamente servia para se defender de um desafeto.
Thiago foi autuado por latrocínio na DFR e fica à disposição da Justiça.

Homens entram em bar, gritam “é a polícia” e atiram contra clientes; quatro ficam feridos


Por Marina Sequinel e Juliano Cunha

Quatro pessoas foram baleadas dentro de um bar em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta quarta-feira (22). O caso aconteceu na Rua Nova Serrana, na Vila Feliz.
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(Foto: Juliano Cunha – Banda B)
Segundo testemunhas, pelo menos dois homens entraram no estabelecimento e gritaram “é a polícia, é a polícia”. Em seguida, um deles atirou contra os clientes do bar. “Nós logo percebemos que não se tratava da polícia, que o grito foi só uma distração ou um disfarce”, disse um dos frequentadores do local, que presenciou a cena, àBanda B. O sobrinho dele também foi atingido.
“Eu não sei o que eles queriam com ele, porque nós somos do interior e acabamos de nos mudar para cá. Acredito que o alvo deles era o rapaz que foi baleado mais vezes e está em estado mais crítico”, completou a testemunha.
Após a ação, os criminosos fugiram. Uma das vítimas levou um tiro no braço, outro nas nádegas, um terceiro no joelho e um quarto, o mais grave, na região da barriga. Eles foram encaminhados para o Hospital Evangélico e Cajuru, em Curitiba.

Curitiba tem tarde mais fria do ano, mas temperatura abaixo dos 10°C está descartada


Da Redação

A tarde desta quarta-feira (22) foi a mais fria do ano, de acordo com o Instituto Tecnológico Simepar. Os termômetros marcaram 17,5°C em Curitiba e os famosos moletons e japonas marcam presença nos bairros da capital e também da região metropolitana.
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(Foto: Luiz Costa/SMCS)
Apesar do frio desta tarde, as temperaturas devem subir nos próximos dias com a máxima chegando aos 20°C na quinta-feira e aos 22°C na sexta-feira, com as minímas entre 14°C e 13°C. Já no fim de semana a temperatura deve subir um pouco mais, de acordo com a previsão.
Nada de temperatura abaixo dos 10°C
Mesmo com a proximidade do fim de abril, Curitiba ainda não teve nenhum dia com temperatura abaixo dos 10°C em Curitiba. No último dia 7 de abril, a mínima foi de 10,2°C em Curitiba e, em General Carneiro, na mesma data, aconteceu a mínima do Paraná no ano, com 5,5°C.

Motorista embriagado que atropelou e matou mulher paga fiança de R$ 8 mil e é solto


Por Marina Sequinel
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Acidente aconteceu nesta terça-feira (21) no bairro Rebouças. (Foto: Bruno Henrique/Banda B)

motorista que atropelou e matou uma mulher de 55 anos no bairro Rebouças, em Curitiba, pagou fiança de R$ 8 mil nesta quarta-feira (22) e foi solto da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran). O professor de Educação Física, que confessou ter dormido ao volante e ingerido bebida alcoólica antes do acidente, deve responder o processo na Justiça em liberdade.
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Resultado do bafômetro feito pelo professor de Educação Física. (Foto: Bruno Henrique/Banda B)
“A lei possibilita o pagamento da fiança e soltura já que ele cumpriu os pré-requisitos necessários e tem bons antecedentes”, explicou o superintendente Ivan Duarte da Dedetran, em entrevista à Banda B.
A carteira de habilitação do motorista está retida no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR). Segundo o superintendente, a lei permite que ele faça um requerimento para tê-la de volta, já que o processo de cassação é lenta. “Ele provavelmente vai ter que se apresentar no Detran para prestar esclarecimentos. Posteriormente, dependerá do juiz se ele terá ou não o documento cassado”, completou ele.
O caso aconteceu no cruzamento da Avenida Presidente Kennedy com a Lamenha Lins na manhã desta terça-feira (21). De acordo com testemunhas, o carro seguia em direção ao Jardim Botânico quando o motorista perdeu a direção e atingiu um poste de sinalização. Nesse momento, a pedestre aguardava para atravessar a rua.
Maria da Luz Rosa Cavalheiro estava parada na calçada quando foi atingida pelo veículo. A vítima tinha seis filhos, morava no Parolin e seguia para o trabalho, um restaurante mexicano, quando o acidente aconteceu. A Dedetran é responsável por investigar o caso.

Bandidos reagem a abordagem e um morre em troca de tiros com a PM no Tingui


Por Felipe Ribeiro e Juliano Cunha
Foto: Juliano Cunha - Banda B
Foto: Juliano Cunha – Banda B

Um assaltante de aproximadamente 25 anos morreu no começo da tarde desta quarta-feira (22) após reagir a uma abordagem da Polícia Militar no cruzamento da Rua Diógenes do Brasil do Lobato e Avenida Paraná, no limite dos bairros Tingui e Santa Cândida, em Curitiba.
De acordo com o comandante das Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone), capitão Sérgio, três homens teriam roubado um carro na tarde desta terça-feira (21) e informações levaram a polícia a encontrar o veículo. “Assim que nos deparamos com o veículo, um dos bandidos e outros dois tentaram fugir. Um tentou atirar com uma arma calibre 38 e morreu após o revide da equipe. O terceiro nós agora estamos fazendo buscas para tentar encontrar”, disse. Posteriormente, a assessoria de imprensa da PM informou que o terceiro envolvido não estava envolvido na troca de tiros, mas que estava sendo procurado por ser membro da quadrilha.
Ainda segundo a PM, o preso já possuí passagens pela polícia. “Esta é uma área muito visada, já que possuí rotas ágeis de fuga, mas já estamos buscando um bandido que pode ter envolvimento com a quadrilha”, concluiu o capitão Sérgio.
O corpo do baleado foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.
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Justiça condena Costa por lavagem de dinheiro na refinaria Abreu e Lima


Youssef também foi condenado por várias práticas de lavagem de dinheiro. 
Além deles, outros seis devem pagar R$ 18 mi em indenização à Petrobras.

Adriana Justi e Erick GimenesDo G1 PR
A Justiça Federal condenou o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa por pertencer a organização criminosa e por lavagem de dinheiro – crimes ligados a desvios de recursos na construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Costa já está em prisão domiciliar no Rio de Janeiro e foi agora condenado a sete anos e seis meses de reclusão.
O doleiro Alberto Youssef, apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos operadores do esquema, foi condenado a nove anos e dois meses de prisão por várias práticas de lavagem de dinheiro. Ele já cumpre prisão na carceragem da PF em Curitiba, também por lavagem de dinheiro.
Além de Costa e Youssef, foram condenadas outras seis pessoas, que serão presas e deverão pagar R$ 18 milhões em indenização para a Petrobras por lavagem de dinheiro.
Todas as sentenças foram em primeira instância e cabe recurso, de acordo com a Justiça.
Tempo de prisão
Por terem colaborado com as investigações, Costa cumprirá dois anos da pena em regime domiciliar (o restante será em regime aberto) e o doleiro ficará três anos em regime fechado. Esta será a pena máxima de reclusão, mesmo que eles sejam condenado por outros crimes. Nestes casos, eles cumprirão as penas em regime aberto.
Do total da condenação do ex-diretor da Petrobras, publicada nesta quarta-feira (22), será descontado o período em que ele ficou preso na sede da PF, em Curitiba, e em regime domiciliar no RJ, segundo a Justiça. Costa cumpre prisão em casa desde outubro de 2014.
Ainda conforme a decisão, ele continuará a cumprir prisão domiciliar até 1º de outubro de 2016 com uso de uma tornozeleira eletrônica. Depois disso, o ex-diretor da Petrobras passará ao regime aberto, em condições "a serem oportunamente fixadas e sensíveis às questões de segurança", relatou o juiz federal Sérgio Moro.
Sobre a lavagem de dinheiro, o juiz destacou no despacho, publicado nesta quarta, que as provas reunidas contra Costa, inclusive por sua própria confissão, indicam que ele passou a dedicar-se à prática do crime visando o seu próprio enriquecimento ilícito e o de terceiros.
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O doleiro Alberto Youssef, preso da Operação Lava Jato que está detido na sede da Policia Federal em Curitiba, sai para depor na sede da Justiça Federal, no começa da tarde desta quarta feira (4) (Foto: Vagner Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)O doleiro Alberto Youssef está detido na sede da PF
em Curitiba (Foto: Vagner Rosário/Futura Press/
Estadão Conteúdo)
Como Youssef já foi condenado por lavagem de dinheiro e recebeu benefícios para redução da pena em outro acordo de colaboração, o juiz Sérgio Moro disse que, agora, o tempo de reclusão não poderia ser menor.
"Alberto Youssef é reincidente, mas o fato será valorado como circunstância agravante. As provas colacionadas [confrontadas] neste mesmo feito, inclusive por sua confissão, indicam que passou a dedicar-se à prática profissional de crimes de lavagem, o que deve ser valorado negativamente a título de personalidade", disse Moro.
Se Costa ou Youssef descumprirem o acordo de delação, as penas podem ser alteradas, segundo o juiz. "Caso haja descumprimento ou que seja descoberto que a colaboração não foi verdadeira, poderá haver regressão de regime, e o benefício não será estendido a outras eventuais condenações", explicou Moro.
Outros condenados
No despacho, o juiz também condenou Márcio Andrade Bonilho e Waldomiro de Oliveira, do Grupo Sanko Sider, pelo crime de pertinência a organização criminosa envolvendo a mesma refinaria.
Esdra de Arantes Ferreira, Leandro Meirelles, Leonardo Meirelles e Pedro Argese Junior, além do próprio Bonilho, também foram condenados por vinte crimes de lavagem de dinheiro.
Moro determinou que os seis paguem R$ 18 milhões em indenização para a Petrobras. Do valor, podem ser abatidos bens confiscados, de acordo com o despacho. O valor é relativo ao dinheiro que foi lavado dentro da estatal pelos condenados, entre julho de 2009 e maio de 2012.
"Reputo comprovadas materialmente pelo menos vinte operações de lavagem de dinheiro no montante total de R$ 18.645.930,13, no período de 23/07/2009 a 02/05/2012, em fluxo financeiro, com diversos atos de ocultação e dissimulação, que, utilizando excedentes decorrentes de sobrepreço e superfaturamento em obras da RNEST", ponderou o juiz federal.
Como funcionava o esquema
Conforme a sentença, os crimes apontados neste processo são parte de um esquema em que grandes empreiteiras do Brasil, reunidas em cartel, fraudavam licitações da Petrobras. Mediante ajuste, elas conseguiam impor nos contratos firmados com a estatal o preço máximo admitido por contrato – valores próximos a 20% acima da estimativa de custo.
Para tanto, as empresas pagavam sistematicamente propina para dirigentes da Petrobras, dentre eles, Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da estatal. No âmbito da Diretoria de Abastecimento, conforme a sentença, 1% de todo o contrato era repassado pelas empreiteiras para Alberto Youssef, que ficava encarregado de remunerar os agentes públicos, entre eles Paulo Roberto Costa.
Deste 1%, 60% eram destinados a agentes políticos, e o restante ficava dividido entre Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. Os dois confessaram o esquema em acordo de delação premiada.
Desta forma, Youssef era o principal responsável por estruturar as transações, de acordo com o despacho. Para tanto, ele contava com os serviços de auxílio de Márcio Bonilho, Waldomiro de Oliveira, Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles, Pedro Argese e Esdra Arantes Ferreira, outros condenados nesta sentença.