Receita lança megaoperação de combate ao contrabando na fronteira

Ação conjunta foi deflagrada na manhã desta sexta (24) no PR, MS e SP.
Objetivo é reforçar a fiscalização da entrada até o destino dos produtos.

Fabiula WurmeisterDo G1 PR, em Foz do Iguaçu
A Receita Federal (RF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (24) uma megaoperação de combate ao contrabando e ao descaminho, à pirataria e a outros crimes de fronteira. A Operação Escudo, como está sendo chamada, contará com barreiras montadas em pontos estratégicos no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Equipes volantes, helicópteros da própria RF e cães farejadores também devem ser empregados no reforço de combate à criminalidade.
veja vídeo

A ação faz parte da Operação Fronteira Blindada, lançada em 2005, e conta com a participação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias civis e militares dos três estados. Somente da RF, serão mobilizados 600 servidores.
O objetivo é reforçar a fiscalização em toda a rota dos produtos trazidos ilegalmente em especial do Paraguai, desde a entrada até o destino final, concentrado em São Paulo, e assim diminuir a circulação de mercadorias, não apenas apreendê-las.
"O prazo inicial da operação é de 60 dias, que poderá ser prorrogado por mais tempo dependendo dos resultados neste período", comenta o coordenador de administração aduaneira da RF, José Carlos de Araújo ao destacar que as pessoas precisam se conscientizar sobre este tipo de crime.
"Um dos principais atrativos é o preço destas mercadorias para o consumidor e o lucro para o contrabandista. Muitos, ao consumirem estes produtos, não se dão conta dos malefícios que podem trazer para a sua própria saúde ou de entes queridos. Imagine um brinquedo que vem com tinta tóxica e uma criança tenha contato com isso, podendo até morrer", alerta.
No Paraná, as barreiras fixas serão montadas na praça de pedágio da BR-277 em São Miguel do Iguaçu, a cerca de 25 km de Foz do Iguaçu.
Porta de entrada
O Paraná é apontado como a principal porta de entrada de cigarros contrabandeados do Paraguai no país. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (Idesf), o produto é o responsável pelo maior rombo na economia do país com o que deixa de ser arrecadado em tributos e com o que a indústria deixa de vender: R$ 6,4 bilhões por ano.
Pelos mesmos caminhos usados pelas quadrilhas de contrabandistas seguem eletrônicos, itens de informática, roupas e bebidas. Em 2014, somente na região de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foram tirados de circulação mais de R$ 350 milhões em mercadorias e veículos usados no transporte dos produtos que entram no país ilegalmente.

Vídeo flagra briga entre alunas com chutes na cabeça e suposto desmaio


Agressão na sala de aula ocorreu em escola municipal de Cantagalo, no RJ.
Adolescentes envolvidas foram suspensas por três dias.

Juliana ScariniDo G1 Região Serrana
Uma briga entre duas alunas de 16 anos dentro de sala de aula em Cantagalo, na Região Serrana do Rio, repercutiu nas redes sociais esta semana. Durante 22 segundos, colegas de turma registram o final da briga. Nas imagens, uma aluna do 7º ano aparece caída no chão e sendo atingida por dois chutes na cabeça por uma outra jovem que aparece de blusa listrada (veja vídeo acima), do 8º ano. Após a adolescente caída aparentemente desmaiar, a menina se afasta. Dois meninos tiram a aluna do chão e a levam para fora da sala de aula.
A briga aconteceu na Escola Municipal Lameira de Andrade no dia 16 de abril. Segundo a secretária de Educação, Fernanda Torres, no mesmo dia, as alunas foram suspensas por três dias, mas nenhuma delas ficou ferida. A secretária explicou ainda, que acredita que a menina fingiu ter desmaiado para não ser mais agredida, porém, o G1 não conseguiu contato com os responsáveis pelas adolescentes para obter mais detalhes do caso. 

A secretária de educação informou que a briga começou quando a adolescente, que aparece caída no vídeo, bateu na porta e arranhou uma professora que estava na sala. Disse ainda que ela agrediu a jovem de blusa listrada, que revidou jogando a adolescente no chão e desferindo os chutes. A escola, que não soube informar a motivação da briga, chamou a Polícia Militar, mas não houve registro de ocorrência na 153ª Delegacia de Polícia de Cantagalo, segundo a propria unidade.

A Secretaria de Educação também revelou que o caso não foi comunicado ao Conselho Tutelar, pois as meninas já têm 16 anos e o órgão só atende crianças menores de 12 anos. Em relação a volta às aulas,  as alunas só poderiam voltar acompanhadas dos responsáveis nesta sexta-feira (24), mas elas não retornaram. Segundo a secretaria, por conta dos feriados, poucos alunos compareceram às unidades escolares nesta sexta
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Cinzas de vulcão chileno chegam ao Sul do RS e podem atingir a capital


Expectativa é de que nuvem atinja Porto Alegre entre sexta e sábado.
Segundo meteorologistas, efeitos não devem ser sentidos no solo.

Do G1 RS
Cinzas do vulcão chileno chegaram ao RS (Foto: Giane Cunha/RBS TV Bagé)Cinzas do vulcão chileno chegaram ao RS (Foto: Giane Cunha/RBS TV Bagé)
Conforme previsto por meteorologistas, as cinzas expelidas por erupções do vulcão Calbuco, no Chile, chegaram ao Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (24).
Imagens de satélite feitas no início da tarde mostram que nuvens causada pelo fenômeno já cobrem a cidade de Chuí, no extremo sul gaúcho, e também cidades da Campanha, na fronteira com o Uruguai.
Segundo o meteorologista Leandro Puchalski, da Central de Meteorologia do Grupo RBS, um novo modelo de dispersão das cinzas vulcânicas mostra que elas devem chegar a Porto Alegre. “Isso pode ocorrer entre a noite desta sexta (24) e a tarde de sábado (25).”
Cinzas vulcão chileno RS (Foto: Reprodução/RBS TV)Imagens de satélite mostram o avanço das cinzas do vulcão chileno no RS (Foto: Reprodução/RBS TV)
O meteorologista diz que as cinzas devem ficar apenas em altas altitudes e que não deve haver precipitação, como ocorre nas áreas mais próximas ao vulcão localizado na região turística dos Lagos, 900 quilômetros ao sul de Santiago, a capital chilena.
Próximo ao local da erupção, no Chile, casas e ruas ficaram cobertas pelas cinzas.(veja no vídeo)
Efeitos
O Sistema Metroclima, da Prefeitura de Porto Alegre, também está monitorando o avanço da nuvem de cinzas vulcânicas.
Segundo os meteorologistas do órgão, caso as cinzas cheguem à capital a expectativa é de que os efeitos na superfície sejam “ínfimos”, mas elas devem deixar o céu com uma coloração acinzentada.
O 8º Distrito Meteorológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), por sua vez, afirma que não está avaliando o avanço da nuvem e que deve trabalhar com os efeitos do vulcão apenas na previsão do tempo.
Cinzas do vulcão chileno atingem o RS (Foto: Giane Cunha/RBS TV Bagé)Cinzas do vulcão chileno atingem o RS (Foto: Giane Cunha/RBS TV Bagé)
Já o setor de aviação está em alerta. O Quinto Comando Aéreo Regional (V Comar), com sede em Canoas, avisa que o Centro de Gerenciamento de Navegação Área (CGNA) está monitorando o avanço das cinzas para ver se elas podem restringir pousos e decolagens no Aeroporto Salgado Filho, na capital. 
Em 2011, uma situação parecida foi registrada no Rio Grande do Sul. O material do vulcão chileno Puyehue cobriu parte de cidades gaúchas e deixou em alerta órgãos de saúde, além de causar cancelamentos de diversos voos e fechamentos de aeroportos como o de Bagé, na Campanha.
23/04 - O vulcão Calbuco entra em erupção perto de Puerto Varas, no Chile (Foto: David Cortes Serey/AP)Vulcão Calbuco entrou em erupção perto de Puerto Varas, no Chile (Foto: David Cortes Serey/AP)

Suspeita de matar filho envenenado no Ceará perde guarda do caçula


Justiça transferiu guarda da criança para o pai, Francileudo Bezerra.
Renata Coelho é apontada como responsável por envenenamento do filho.

Verônica PradoDo G1 CE
Cristiane passa a ser suspeita de matar o filho e tentar matar o ex-marido (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Cristiane passa a ser suspeita de matar o filho
e tentar matar o ex-marido
(Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
A juíza Ana Paula Feitosa de Oliveira, titular da 16ª Vara da Família de Fortaleza, destituiu nesta sexta-feira (24), Cristiane Renata Coelho da guarda do filho mais novo, de  7 anos. Na decisão, a juíza transfere a guarda da criança para o pai, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra. O filho mais velho do casal, Lewdo Bezerra, de 9 anos, foi morto por envenenamento. De acordo com inquérito da Policia Civil, Cristiane Coelho envenenou o filho com chumbinho adicionado a sorvete de morango, na casa onde a família vivia, no Bairro Dias Macêdo, em Fortaleza. 
Na madrugada de 11 de novembro de 2014, o subtenente do Exército Francileudo Bezerra e seu filho Lewdo Bezerra ingeriram veneno para rato conhecido como "chumbinho". O pai ficou em coma por uma semana e se recuperou. O militar chegou a ser apontado como suspeito de homicídio, porque no primeiro depoimento a mulher, Cristiane, contou à polícia que ele tinha matado o filho com tranquilizantes e tentado se matar, além de agredi-la.

O pedido de guarda foi feito no dia 16 de novembro pelo advogado do militar. Assim como o irmão, o menino também tem autismo.  Segundo o advogado Walmir Medeiros, uma carta precatória será enviada ao Recife para que um oficial de Justiça faça o resgate da criança e encaminhe para Fortaleza.
De acordo com o delegado Wilder Brito Coelho, do 16º Distrito Policial e presidente do inquérito, o crime começou a ser planejado em junho de 2014. "A Cristiane, que dizia ter sido espancada pelo marido, matou o filho envenenado fazendo uso de sorvete de morango. Não há mais dúvida", afirmou o delegado, após a conclusão do inquérito.
Polícia constatou pesquisa sobre veneno no computador da mãe (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)Polícia constatou pesquisa sobre veneno no
computador da mãe
(Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)
Prisão preventiva
O inquérito sobre a morte do menino Lewdo Bezerra  deverá ser encaminhado ao Ministério Público do Ceará (MP-CE), na manhã desta segunda-feira (27). “Estou indiciando a Cristiane por tentativa de homicídio e homicídio triplamente qualificado. A pena é de mais de 30 anos se ela for condenada”, diz o delegado. No inquérito, o delegado pede também que seja decretada a prisão preventiva itinerante de Renata Coelho e desindicia (tira da condição de suspeito) o pai do garoto, Francileudo Bezerra..
O inquérito será analisado pelo promotor de Justiça Humberto Ibiapina, que deverá apresentar, ou não, denúncia crime contra Cristiane Coelho. Os pedidos vão ser analisados pela juíza Cristiane Magalhães Cabral, da 1ª Vara do Júri.
Após o recebimento do inquérito, o promotor de Justiça Humberto Ibiapina deverá apresentar a denúncia crime contra Cristiane à juiza Cristiane Magalhães Cabral, titular da 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, que poderá aceitar, ou não, a denúncia crime.

Governo diz que terá 20 dias para concluir medidas e trazer Pizzolato


Ex-diretor do BB, condenado no mensalão do PT, está preso na Itália.
Em nota, ministério informou ter sido comunicado oficialmente da extradição.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília
GNEWS_Pizzolato (Foto: GloboNews)Henrique Pizzolato está preso na Itália desde
fevereiro. (Foto: Reprodução / GloboNews)
O Ministério da Justiça informou que a embaixada do Brasil em Roma foi notificada oficialmente nesta sexta-feira (24) da decisão do governo italiano de extraditar o ex-diretor doBanco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão do PT e que estava foragido no país europeu.

Segundo informou o secretário nacional de Justiça, Beto Vasconcellos, o governo italiano ainda deve enviar ao Brasil um novo comunicado informando a data a partir da qual poderá ser realizada a entrega. Só a partir desta data começará a contar o prazo de 20 dias para que Pizzolato seja trazido de volta ao país.
O secretário acrescentou que só a partir deste comunicado serão preparados os “ajustes logísticos” junto à polícia da Itália para a busca, que deverá contar com policiais brasileiros enviados ao país europeu.
O tratado de extradição prevê ainda que a Itália deverá informar ao Brasil o lugar e a data a partir da qual a entrega poderá ser realizada. A norma também permite que o Brasil envie à Itália, com prévia concordância, agentes devidamente autorizados para conduzirem Pizzolato de volta, segundo informou a PGR.
Pizzolato, que tem cidadania italiana, foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do mensalão do PT, pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Em 2013, fugiu para a Itália, antes de ser expedido o mandado de prisão. Na manhã desta sexta, o governo italiano autorizou a extradição após longa batalha judicial travada por autoridades brasileiras para que ele cumprisse a pena no Brasil.
O ex-diretor do BB se entregou à Justiça italiana, em fevereiro, após a Corte de Cassação de Roma ter decidido extraditá-lo. Ele se entregou na cidade de Maranello, no norte da Itália, poucas horas após a Justiça italiana ter acatado o pedido do governo brasileiro. Desde então, ele aguarda a decisão final das autoridades italianas na penitenciária Casa Circondariale di Modena.
O comunicado divulgado nesta sexta pelo ministério, assinado conjuntamente pela Procuradoria Geral da República, informa que, no último dia 13 de abril, as autoridades brasileiras forneceram mais informações ao governo italiano sobre as condições de cumprimento de pena para Pizzolato no Brasil. As más condições dos presídios brasileiros foram o principal motivo para a Justiça na Itália negar inicialmente a extradição, decisão que só foi revertida na segunda instância.
Autoridades brasileiras afirmam que, quando extraditado, Pizzolato ficará na Penitenciária da Papuda, em Brasília, numa área chamada "Ala de Vulneráveis".
Segundo documentos do governo do Distrito Federal enviadas ao Supremo Tribunal Federal, essa ala é "destinada a internos que apresentem vulnerabilidade ao sistema carcerário, por razões de segurança, bem como por apresentarem condições peculiares que impeçam o seu recolhimento junto à massa carcerária".
Entre os dois julgamentos na Justiça italiana sobre a extradição – o de Bolonha, que negou o pedido em outubro de 2014, e o de Roma, que aprovou o envio do brasileiro, em fevereiro deste ano – Pizzolato esteve em liberdade.

“O processamento da extradição e a resposta aos pedidos de informação feitos pela República Italiana foram conduzidos de forma articulada entre o Poder Judiciário, a Procuradoria-Geral da República e o Poder Executivo, por intermédio do Ministério da Justiça, Advocacia-Geral da União e Ministério das Relações Exteriores, o que garantiu o sucesso da cooperação internacional neste caso”, disse Cardozo.
Atuação conjunta

Na nota, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, destacaram a atuação conjunta dos órgãos junto à Itália para aprovar a extradição.
“A atuação dos Ministérios Públicos brasileiro e italiano e do Poder Executivo foi decisiva para esse desfecho. A PGR reconhece o empenho das autoridades italianas para a concessão da extradição, o que confirma o fortalecimento da cooperação bilateral em matéria penal em todos os planos”, afirmou Janot, ainda segundo a nota.

Ministério Público abre inquérito sobre 'sexualização' de MC Melody


Exposição de funkeira de 8 anos é um dos alvos da investigação, que suspeita de 'violação ao direito ao respeito e à dignidade de crianças'.

Ricardo SenraDa BBC Brasil em Londres
Funkeira-mirim MC Melody ganhou o centro de nova polêmica sobre sexualização de crianças no funk (Foto: Reprodução/YouTube)Funkeira-mirim MC Melody ganhou o centro de nova polêmica sobre sexualização de crianças no funk (Foto: Reprodução/YouTube)
O Ministério Público de São Paulo abriu nesta quinta-feira um inquérito para investigação sobre "forte conteúdo erótico e de apelos sexuais" em músicas e coreografias de crianças e adolescentes músicos.
A cantora de funk conhecida como MC Melody, de oito anos, é um dos alvos da investigação, que suspeita de "violação ao direito ao respeito e à dignidade de crianças/adolescentes". O caso está sendo investigado pela Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e da Juventude da Capital.
Segundo uma das representações publicadas no inquérito, Mc Melody "canta músicas obscenas, com alto teor sexual e faz poses extremamente sensuais, bem como trabalha como vocalista musical em carreira solo, dirigida por seu genitor".
Além dela, músicas e videoclipes de outros funkeiros-mirins como MCs Princesa e Plebéia, MC 2K, Mc Bin Laden, Mc Brinquedo e Mc Pikachu também são alvo da investigação do Ministério Público paulista.
A promotoria chama atenção para o "impacto nocivo no desenvolvimento do público infantil e de adolescentes, tanto de quem se exibe quanto daqueles que o acessam".
Petição
O inquérito, aberto pelo promotor Eduardo Dias de Souza Ferreira, é resultado de denúncias e representações encaminhadas pela Ouvidoria do Ministério Público e por cidadãos que pedem avaliação legal sobre a exposição dos funkeiros mirins.
Ministério Público abre inquérito sobre 'sexualização' de MC Melody (Foto: Ministério Público de SP)Ministério Público abre inquérito sobre 'sexualização' de MC Melody (Foto: Ministério Público de SP)
O caso da MC Melody, que chegou a ser o assunto mais procurado por brasileiros no Google nesta quinta-feira (com mais de 50 mil buscas), gerou uma petição no site Avaaz que pede "intervenção e investigação de tutela" ao Conselho Tutelar de São Paulo.
O abaixo assinado alcançou mais de 23 mil assinaturas em quatro dias. A menina já chegou a ter seu perfil retirado do Facebook após denúncias de internautas sobre "sexualização" - ela aparece em fotos com roupas curtas e decotadas, dançando em bailes funks e em vídeos caseiros.
No YouTube, dezenas de publicações feitas por anônimos criticam a exposição da menina - cujos vídeos acumulam centenas de milhares de visualizações no portal.
O pai de MC Melody - o também funkeiro MC Betinho - também é citado pelo inquérito do Ministério Público, que afirma ser "dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”, conforme dispõe o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente".
A reportagem tentou contato com MC Betinho por telefone, mas não obteve sucesso. Em entrevistas anteriores, o pai de MC Melody se defende argumentando que existiria uma “perseguição ao funk” e que “não obriga sua filha a fazer nada”.
"Ela canta e dança assim porque gosta", disse MC Betinho. "Entendemos quem não gostou ou ficou ofendido e estamos mudando a nossa postura por isso."