'Voto distrital barateia campanhas absurdamente', diz líder do PMDB no Senado

Eunício Oliveira (PMDB-CE): defesa do voto distrital

Na última semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou em caráter terminativo um projeto de lei que institui o voto distrital nas disputas para vereador em cidades com mais de 200.000 eleitores. A proposta é de autoria de José Serra (PSDB-SP), mas teve como relator o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). Favorável à proposta, Eunício conversou com o site de VEJA sobre as vantagens do voto distrital.
Quais são as vantagens do voto distrital? Hoje temos com o Brasil o compromisso de não chegar às eleições de 2016 com o mesmo sistema de voto proporcional e de financiamento de campanha que temos atualmente. Na discussão desse projeto do senador José Serra, eu argumentei que isso pode ser um embrião, já que não atinge a todos. Defendo o voto distrital puro, mas não me incomodo que ele seja misto. O Serra me pediu para ser o relator. Acho que nós temos que fazer a evolução do sistema de representação. E esse modelo distrital aproxima o eleitor do eleito. Hoje, o eleitor não sabe em quem votou, porque não há uma relação de proximidade. O voto distrital aproxima o eleitor do eleito e obriga o eleito a ser próximo do que o elege.

O custo de campanha se alteraria com o voto distrital? Isso barateia absurdamente as campanhas. Já não se pode ficar como está. Veja no que esse modelo atual está resultando, quanta mácula no sistema político eleitoral. O voto distrital é fundamental. Espero que a Câmara compreenda isso.
O distrital não transforma deputados em vereadores federais? Mas qual é a finalidade de um parlamentar? Representar o seu eleitor. O deputado de Sobral lá no Ceará só é eleito em Sobral? Ao mesmo tempo ele recebe voto no final da região sul do Ceará, lá em Brejo Santo. Ele vai concentrar toda a atuação parlamentar dele voltada para Sobral. Com o voto distrital, o Ceará seria dividido em 46 distritos e haveria os deputados representantes de cada região. E qual é o problema de transformar o deputado em um vereador? O vereador é mais próximo do eleitor.
O que aconteceria com os parlamentares que se elegem não por sua ligação com uma região específica, mas por defenderem causas como o ambientalismo? Eu não conheço um deputado assim. Tem os evangélicos, é verdade. Mas o número de votos para ser eleito é muito menor, porque o território é mais restrito. Isso aproxima o eleitor dele e aproxima ele do eleitor. É mais complicado para quem exerce o mandato? É. É muito mais demandado? É. Tem de dar muito mais atenção? Tem. Mas são ossos do ofício. Quanto mais demandado ele for, quanto mais cobrado ele for, mais o eleitor ganha.
E a alternativa do voto misto não resolveria isso? É uma opção. Aí nessa outra parte tem os chamados ideológicos, ou os que são ligados a um grupo específico. Isso seria contemplado pelo voto misto.
Nesse caso, a ideia é dividir as vagas meio a meio, metade dos deputados sendo eleita por cada sistema? Acho que seria uma boa solução. Em cada distrito, haveria o voto local e o geral.
O leitor não ficará confuso ao ter de dar dois votos para um mesmo cargo? Não tem problema. O sistema é eletrônico, não tem papel. Na votação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados são uns quinze votos ao mesmo tempo e ninguém demora mais do que dois minutos dentro da cabine.
Por que é tão difícil aprovar uma mudança de sistema? Há poucos dias eu tive uma conversa com um ministro importante do Supremo e do TSE, e disse para ele que Supremo errou quando acabou com a cláusula de barreira. A decisão permitiu a criação de vários partidecos, os chamados nanicos. Tem partido que tem dez deputados, ou só um senador que é lider de si mesmo. Permitiram essa proliferação de partidos e eles se juntam no que é de interesse deles. Por exemplo: a manutenção dessa coisa maluca, esdrúxula, ruim, perversa, que destrói a política: a coligação proporcional. Lá no Ceará, nas últimas eleições, o partido do governador tinha 37 segundos de TV. E ele foi comprando, foi chamando, foi negociando cargo. Ele nomeou a mulher do presidente do PV como secretária de meio ambiente e providenciou a nomeação da filha dela secretária de Meio Ambiente de Fortaleza. Só porque tinha que juntar mais 30 segundos para a coligação. É por isso que é dífícil fazer essa reforma na Câmara. Se extinguir a coligação proporcional, vamos ver a fusão de pelo menos dez partidos políticos, porque aí ninguém vai comprar mais o tempo de TV.
Uma reforma política "fatiada" é mais viável? Se nós fizermos um novo modelo de financiamento de campanha, se a Câmara o fim das coligações proporcionais, se nós acabarmos com a reeleição, que é outra coisa perversa para o país e instalarmos o sistema de voto distrital misto, esses quatro pontos resolvem o problema da reforma política completamente. Não defendo o financiamento exclusivo público. Como você vai tirar 10 bilhões por ano do Orçamento? Mas é preciso fazer um sistema misto e que não permita que a mesma empresa doe para candidatos rivais. O sistema atual é caro e perigoso. Tem partido que tem um tesoureiro condenado e o outro preso.
O voto distrital tem mesmo chance de avançar? Eu espero, sinceramente, que a Câmara se conscientize disso. Não dá mais para pensar somente no próprio mandato só. Tudo tem limite. A sociedade não aceita mais.

Os favores do empreiteiro amigo de LULA


Segundo Léo Pinheiro, Lula pediu a ele que cuidasse da reforma do “seu” sítio em Atibaia. A propriedade está registrada em nome de um sócio de Fábio Luís da Silva, filho do ex-presidente

O engenheiro Léo Pinheiro cumpre uma rotina de preso da Operação Lava-Jato que, por suas condições de saúde, é mais dura do que a dos demais empreiteiros em situação semelhante. Preso há seis meses por envolvimento no esquema do petrolão, o e­­x-presidente da OAS, uma das maiores construtoras do país, obedece às severas regras impostas aos detentos do Complexo Médico-Penal na região metropolitana de Curitiba. Usa o uniforme de preso, duas peças de algodão a­­zul-claras. Tem direito a uma hora de banho de sol por dia, come "quentinhas" na própria cela e usa o banheiro coletivo. Na cela, divide com outros presos o "boi", vaso sanitário rente ao piso e sem divisórias. Dez quilos mais magro, Pinheiro tem passado os últimos dias escrevendo. Um de seus hábitos conhecidos é redigir pequenas resenhas e anexá-las a cada livro lido. As anotações feitas na cela são muito mais realistas e impactantes do que as literárias. Léo Pinheiro passa os dias montando a estrutura do que pode vir a ser seu depoimento de delação premiada à Justiça. Pinheiro foi durante toda a década que passou o responsável pelas relações institucionais da OAS com as principais autoridades de Brasília. Um dos capítulos mais interessantes de seu relato trata justamente de uma relação muito especial - a amizade que o unia ao e­­x-presidente Lula.
De todos os empresários presos na Operação Lava-Jato, Léo Pinheiro é o único que se define como simpatizante do PT. O empreiteiro conheceu Lula ainda nos tempos de sindicalismo, contribuiu para suas primeiras campanhas e tornou-se um de seus mais íntimos amigos no poder. Culto, carismático e apreciador de boas bebidas, ele integrava um restrito grupo de pessoas que tinham acesso irrestrito ao Palácio do Planalto e ao Palácio da Alvorada. Era levado ao "chefe", como ele se referia a Lula, sempre que desejava. Não passava mais do que duas semanas sem manter contato com o presidente. Eles falavam sobre economia, futebol, pescaria e os rumos do país. Com o tempo, essa relação evoluiu para o patamar da extrema confiança - a ponto de Lula, ainda exercendo a Presidência e depois de deixá-la, recorrer ao amigo para se aconselhar sobre a melhor maneira de enfrentar determinados problemas pessoais. Como é da natureza do capitalismo de estado brasileiro, as relações amigáveis são ancoradas em interesses mútuos. Pinheiro se orgulhava de jamais dizer não aos pedidos de Lula.
Pinheiro: do trânsito livre ao Palácio do Planalto ao banheiro coletivo na prisão
Pinheiro: do trânsito livre ao Palácio do Planalto ao banheiro coletivo na prisão(Beto Barata/VEJA)
Desde que deixou o governo, Lula costuma passar os fins de semana em um amplo sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel é equipado com piscina, churrasqueira, campo de futebol e um lago artificial para pescaria, o esporte preferido do ex-presidente. Desde que deixou o cargo, é lá que ele recebe os amigos e os políticos mais próximos. Em 2010, meses antes de terminar o mandato, Lula fez um daqueles pedidos a que Pinheiro tinha prazer em atender. Encomendou ao amigo da construtora uma reforma no sítio. Segundo conta um interlocutor que visitou Pinheiro na cadeia, esse pedido está cuidadosamente anotado nas memórias do cárcere que Pinheiro escreve.
Na semana passada, a reportagem de VEJA foi a Atibaia, região de belas montanhas entrecortadas por riachos e vegetação prístina. Fica ali o Sítio Santa Bárbara, cuja reforma chamou a atenção dos moradores. Era começo de 2011 e a intensa atividade nos 150 000 metros quadrados do sítio mudou a rotina da vizinhança. Originalmente, no Sítio Santa Bárbara havia duas casas, piscina e um pequeno lago. Quando a reforma terminou, a propriedade tinha mudado de padrão. As antigas moradias foram reduzidas aos pilares estruturais e completamente refeitas, um pavilhão foi erguido, a piscina foi ampliada e servida de uma área para a churrasqueira. As estradas lamacentas do sítio receberam calçamento de pedra e grama. Um campo de futebol surgiu entre as árvores. O antigo lago deu lugar a dois tanques de peixes contidos por pedras nativas da região e interligados por uma cascata. Ali boiam pedalinhos em formato de cisne. A área passou a ser protegida por grandes cercas vigiadas por câmeras de segurança, canil e guardas armados.
O que mais chamou atenção, além da rapidez dos trabalhos, é que tudo foi feito fora dos padrões convencionais. A reforma durou pouco mais de três meses. Alguns funcionários da obra chegavam de ônibus, ficavam em alojamentos separados e eram proibidos de falar com os operários contratados informalmente na região e orientados a não fazer perguntas. Os operários se revezavam em turnos de dia e de noite, incluindo os fins de semana. Eram pagos em dinheiro. "Ajudei a fazer uma das varandas da casa principal. Me prometeram 800 reais, mas me pagaram 2 000 reais a mais só para garantir que a gente fosse mesmo cumprir o prazo, tudo em dinheiro vivo", diz Cláudio Santos. "Nessa época a gente ganhou dinheiro mesmo. Eu pedi 6 reais o metro cúbico de material transportado. Eles me pagaram o dobro para eu acabar dentro do prazo. Era 20 000 por vez. Traziam o envelopão, chamavam no canto para ninguém ver, pagavam e iam embora", conta o caminhoneiro Dário de Jesus. Quem fazia os pagamentos? "Só sei que era um engenheiro que esteve na obra do Itaquerão. Vi a foto dele no jornal", recorda-se Dário.

Após a confusão, Luciano Huck se desliga da grife de camisetas Use Huck



Luciano Huck (Foto: Fabio Cordeiro / Editora Globo)

Neste mês, Luciano Huck festeja os 15 anos de seu programa, o Caldeirão, na Globo, com uma certeza absoluta: quer se dedicar cada vez mais exclusivamente à televisão. Marido de Angélica e pai de três filhos, o apresentador está se desligando da marca de roupas Use Huck, que usava seu sobrenome e lhe causou uma tremenda dor de cabeça quando, erroneamente, lançou uma camiseta adulta na versão infantil com os dizeres “Vem ni mim que eu tô facin”. Na época, Huck pediu desculpas publicamente pela falha e a grife chegou a ser notificada pelo Procon.
Por que decidiu sair da empresa?

Depois dessa última confusão, aprendi que meu maior patrimônio é meu nome e, por isso, não posso associá-lo a algo que fuja do meu controle. Claro que não foi um erro intencional, tanto da parte deles quanto da minha. Mas preferi me desligar da Use Huck. Ainda faço investimentos em projetos de start-ups com uma molecada inte- ligente, mas o meu tempo hoje é 100% dedicado à TV e ao que está da porta para dentro da minha casa. A gente trabalha com criação e precisa dar essa “engraxada” na cabeça, para ela ficar em ordem, com a família, os filhos e os amigos.
Qual o balanço desses 15 anos na liderança de audiência?

O Luciano de hoje é outra pessoa: casado, com três filhos, e, por isso, uma pessoa muito melhor, mais feliz e mais consciente em vários aspectos da vida. Até eu entender qual era a minha missão, levou um tempo. Descobri que o que mais gosto mesmo é de ouvir e contar histórias. Estou há 15 anos no ar, sem reprisar nenhum dos 52 programas por ano. Encaro todo sábado como uma estreia. E brinco que vou trocando a hélice do avião em pleno voo. isso dá muito trabalho.
Como você viu a saída da Xuxa da grade de sábado?

Há algum tempo, Xuxa não estava no ar. E o que mais quero é que ela seja muito feliz, pois é um patrimônio da TV brasileira. o bom é que ganhei 40 minutos de programa. E o melhor: final- mente Angélica vai encostar em mim.

Próxima agência a entrar no alvo da Lava Jato tem contratos com o governo


MARCELO SPERANDIO
25/04/2015 11h01

Depois da Borghi Lowe, a próxima agência a entrar no alvo da Operação Lava Jato será a Heads, de Curitiba. Nos últimos dois anos, a Heads dividiu com a Borghi Lowe e outras duas agências a verba publicitária de R$ 1 bilhão da Caixa Econômica Federal. A Borghi Lowe é acusada de pagar propina para conseguir justamente esse contrato com a Caixa. E um ex-vice-presidente da Borghi Lowe já topou fazer delação premiada. Os investigadores suspeitam que, para entrar nessa conta da Caixa, a Heads tenha seguido o mesmo expediente que a Borghi Lowe. Outro fato que chama a atenção dos investigadores é que, no ano passado, a Heads compartilhou com duas agências os R$ 330 milhões de publicidade da Petrobras, empresa que está no epicentro do petrolão. A Heads atende outras duas companhias investigadas pela Lava Jato: a Sete Brasil, fornecedora de navios da Petrobras, e a Andrade Gutierrez, construtora proibida de fechar novos contratos com a estatal. No governo federal, a Heads ainda divide com uma agência os R$ 38 milhões de verba publicitária do Ministério do Trabalho e tem a conta de R$ 10 milhões da Embrapa.
Fonte;Epoca.com

Brasileiro relata momentos de pânico durante terremoto no Nepal: ‘País está devastado’


Fábio Thimoteo durante passeio realizado na sexta-feira
Fábio Thimoteo durante passeio realizado na sexta-feira Foto: Arquivo pessoal
Marcela Sorosini

O brasileiro Fábio Thimoteo, de 29 anos, relatou a sensação de sobreviver ao terremoto de magnitude 7,9 que atingiu o Nepal e a Índia, neste sábado. O paranaense visitava um templo budista em Katmandu, capital do Nepal, quando sentiu os tremores:
— Na hora que senti um balanço, um colega meu perguntou o que era e já falei: terremoto. Saímos correndo. Eu não me machuquei porque corri. Por dois minutos, eu não estava no local que desabou — disse ao EXTRA, na manhã deste sábado.

Templo em que Fábio estava ficou destruído no terremoto
Templo em que Fábio estava ficou destruído no terremoto Foto: Foto de leitor/Fábio Thimoteo
O gerente de produtos de uma operadora de turismo disse que o templo estava cheio na hora dos tremores:
— Sábado é o dia de fazerem oferendas aqui, então todas as famílias vão aos templos. Logo depois dos tremores, as pessoas começaram a correr para salvar os feridos. Eu subi novamente para procurar por outros colegas. Um amigo levou uma tijolada na cabeça. Há muitas pessoas mortas e, como tudo é precário, ninguém sabe ao certo sobre outras possíveis mortes.
Imagens mostram destruição em Katmandu
Imagens mostram destruição em Katmandu Foto: Foto de leitor/Fábio Thimoteo
Construções ficaram destruídas após terremoto que atingiu o Nepal neste sábado
Construções ficaram destruídas após terremoto que atingiu o Nepal neste sábado Foto: Foto de leitor/Fábio Thimoteo
Fábio, que está no Nepal a trabalho, viajou da Índia para Katmandu na última quinta-feira:
— Estou aqui a negócios e viemos conhecer melhores os destinos. A primeira sensação foi de incapacidade total. Depois, fiquei sem reação. No templo em que eu estava, quase todos se feriram e, pelo menos, 15 pessoas morreram.
Imagem mostra destruição após terremoto de magnitude 7,9
Imagem mostra destruição após terremoto de magnitude 7,9 Foto: Foto de leitor/Fábio Thimoteo
De acordo com ele, a ordem é ficar fora dos quartos dos hotéis, pois a previsão é de que haverá outro terremoto, ainda mais forte:
— Ainda estamos sentindo tremores. Agora mesmo acabou de balançar. Estamos a apenas 77 quilômetros do epicentro. O país está devastado.
O contato de Fábio chegou pelo WhatsApp do Extra (21 996441263 e 21 998099952), por meio de um primo.
Terremoto abala Índia e Nepal
O terremoto de magnitude 7,9 deixou, pelo menos, 1.170 mortos no Nepal e na Índia, na manhã deste sábado, de acordo com as informações da agência de notícias France Presse. Outras centenas de pessoas ficaram feridas por causa dos tremores, e o número vítimas fatais ainda deve aumentar, pois há muitas vítimas feridas gravemente nos dois países.
O tremordestruiu monumentos, casas e contruções históricas em Katmandu. Com medo de novos terremotos e que outras construções desmoronem, milhares de famílias saíram de casa e estão pelas ruas.
O forte terremoto também causou uma avalanche no Monte Everest, onde 8 mortes foram confirmadas pelas autoridades locais.
Na Índia, ao menos seis pessoas morreram por causa do terremoto.
Construções históricas ficaram destruídas com terremoto em Katmandu, no Nepal
Construções históricas ficaram destruídas com terremoto em Katmandu, no Nepal Foto: Niranjan Shrestha / AP
Templos e outras construções desabaram com o tremor de terra
Templos e outras construções desabaram com o tremor de terra Foto: PRAKASH MATHEMA / AFP
Vítimas ficaram feridas e mais de mil pessoas morreram


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/mundo/brasileiro-relata-momentos-de-panico-durante-terremoto-no-nepal-pais-esta-devastado-15974601.html#ixzz3YN1JHk87

PM suspeito de matar jovem em festa de São Jorge é afastado


Enterro de Lais, no cemitério de Realengo
Enterro de Lais, no cemitério de Realengo Foto: Urbano Erbiste/EXTRA
Marilise Gomes

Acusado de matar Laís Rose Borges Alves, de 21 anos, durante a festa de São Jorge em Padre Miguel, na última quinta-feira, o policial militar Hudson Edson Souza de Andrade, do 41º BPM (Irajá), foi afastado das ruas enquanto a Delegacia de Homicídios investiga o caso. De acordo com o tenente-coronel Antônio Marcos Netto, responsável pelo batalhão, ele fará serviço interno até o fim da apuração. O soldado nega que tenha atirado na jovem.
— Se for considerado culpado, ele pode ser expulso da corporação — explicou o comandante do 41º BPM.
Segundo o boletim de ocorrência, registrado na 33ª DP (Realengo), a discussão começou quando um homem tentou sair de carro e bateu em duas pessoas. Testemunhas afirmam que houve uma briga, e o soldado da PM Thiago Alves Benício, que estava de folga, atirou para o alto. Carlos Henrique Bitencourt de Oliveira contestou a atitude dele e foi baleado na perna. O tiro recocheteou e atingiu um adolescente. Revoltados, moradores correram atrás de Thiago. Hudson, então, atirou para o alto. A revolta se voltou contra ele, que atirou novamente. De acordo com testemunhas, Laís foi atingida no primeiro disparo de Hudson.
Laís com o marido. Ela tinha 21 anos e deixa um filho
Laís com o marido. Ela tinha 21 anos e deixa um filho Foto: Guilherme Pinto
Durante o enterro, que aconteceu no Cemitério de Realengo, Maurício Vieira, sogro da jovem, disse que toda família está com medo:
— Estamos inseguros diante dessa situação, quem vai me garantir que esse sujeito não vai vir atrás da gente? Meu neto também faz três anos esse mês, a gente já estava com tudo comprado para festinha dele. E agora? Como explicar para esse menino o que aconteceu com a mãe?
Pais de Lais emocionam-se durante o enterro
Pais de Lais emocionam-se durante o enterro Foto: Urbano Erbiste/EXTRA
Marly Borges, mãe da vítima, lembrou o acontecido:
— Minha filha não estava na confusão, estava indo embora da festa. Na festa tinha várias crianças, podia ter acertado numa delas. Do começo ao final da rua era todo mundo muito amigo. A Lais era querida por todos.
Felipe, esposo de Lais, é consolado pela família
Felipe, esposo de Lais, é consolado pela família Foto: Urbano Erbiste/EXTRA
Marido da vítima, Felipe Vieira prometeu:
— Enquanto viver, vou lutar para que seja feita justiça. Eu sei que vai demorar, mas eu não vou deixar de correr atrás.


Executivo do Google morre no Everest após terremoto


Dan Fredinburg era chefe de política de privacidade do Google X.
Irmã afirmou que ele sofreu trauma na cabeça em avalanche.

Do G1, em São Paulo
Dan Fredinburg era chefe de privacidade do projeto Google X (Foto: Reprodução/Instagram/danfredinburg)Dan Fredinburg era chefe de privacidade do projeto Google X (Foto: Reprodução/Instagram/danfredinburg)
O executivo do Google Dan Fredinburg morreu neste sábado (25) no monte Everest, após uma avalanche provocada pelo forte terremoto de magnitude 7,8 que abalou o Nepal e países vizinhos, deixando mais de 1 mil mortos.
Fredinburg chegou ao Nepal no final de março para a escalada (Foto: Reprodução/Instagram/danfredinburg)Fredinburg chegou ao Nepal no final de março
(Foto: Reprodução/Instagram/danfredinburg)
A morte foi anunciada pela empresa de expedições de aventura Jagged Globe, que levava o grupo de Fredinburg à montanha. Uma mulher, que se identificou como irmã mais nova dele, confirmou a informação em uma rede social.
"Eu sou Megan a irmã mais nova de Dan. Sinto em informar todos que gostavam dele que durante a avalanche no Everest nesta manhã nosso Dan sofreu um sério ferimento na cabeça e não sobreviveu", afirmou.
Mapa terremoto Nepal (Foto: Arte/G1)
Formado em Ciências da Computação, Dan Fredinburg estava na gigante de tecnologia desde 2007 e era chefe de políticas de privacidade do projeto Google X. Ele chegou a Katmandu, capital do Nepal, no final de março para a escalada.
Não era a primeira vez que o executivo enfrentava a montanha mais alta do mundo. Em abril do ano passado, ele sobreviveu a uma avalanche que matou 16 xerpas, etnia local conhecida por ajudar os alpinistas nas escaladas.
Segundo uma autoridade do Ministério do Turismo local, pelo menos 10 pessoas perderam as vidas na avalanche, mas o número pode subir e incluir mais estrangeiros. A Jagged Globe afirmou que outros 2 aventureiros do grupo de Dan sofreram ferimentos, mas não correm riscos.
Sobrevivente
montanhista cearense que está no Monte Everest, Rosier Alexandre, sobreviveu e ligou para a família por volta das 7h30 da manhã deste sábado. Ele conversou com a mulher e disse que está bem.
"Ele falou muito rapidamente, disse que está bem, mas não sabe como está a via de escalada", disse Danúbia Saraiva, mulher de Alexandre. O cearense está no campo 2 do monte, a 5.364 metros de altitude.
Índia
Além do Nepal, o tremor também sacudiu algumas regiões da Índia, principalmente o norte do país, desde Calcutá, Nova Déli, até a fronteira com o Paquistão. Ao menos seis pessoas morreram na Índia, cinco delas no estado de Bihar (noroeste), informaram autoridades.
O sismo ocorreu às 3h11 (de Brasília), a 77 km ao noroeste de Katmandu e a 15 km de profundidade. Outras quatro réplicas menores atingiram o país logo após o terremoto mais potente.
O número de mortos chegou a 1.170, informou o porta-voz da polícia do Nepal, Kamal Singh Bam, à agência de notícias France Press. Já a agência de notícias Reuters fala em 1.341 mortos, segundo um porta-voz da polícia. Desses, mais de 630 foram mortos no Vale de Katmandu e pelo menos 300 na capital do país.

Polícia cumpre 2ª fase de operação contra torcedores do Coritiba


Ação é realizada contra integrantes da Torcida Organizada Bonde do Torror. 
Foram expedidos 5 mandados de prisão e seis de busca e apreensão.

Adriana JustiDo G1 PR
A Polícia Civil cumpre, desde a manhã deste sábado (25), a segunda fase da Operação Bonde do Terror. Segundo a Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe), serão cumpridos cinco mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma torcida organizada do Coritiba, conhecida como Bonde do Terror. Dois deles são associados da Torcida Império Alviverde, segundo o presidente da Império – Reimackler Alan Graboski.
Ao G1, o delegado Clóvis Galvão disse que os presos são os mesmos investigados da primeira fase da operação, realizada em fevereiro deste ano. Seis mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nas residências dos torcedores. Ainda conforme o delegado, foram apreendidos vários documentos, computadores e celulares.

Até as 12h, quatro dos investigados tinham sido presos e um deles era considerado foragido, de acordo com Galvão. Entre os crimes cometidos por eles estão roubo, danos ao patrimônio público e formação de quadrilha.
"Na primeira fase, eles tinham sido presos temporariamente e acabaram soltos por ausência de provas. Aí foram colhidas as provas e comprovados os atos ilícitos cometidos pelo grupo. Agora, eles vão ficar presos por tempo indeterminado e a disposição da Justiça", disse o delegado.
A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período. Já a preventiva não tem prazo pré-definido.
Na primeira fase da Operação Bonde do Terror, foram presas oito pessoas ligadas a uma ala da Torcida Organizada Império Alviverde, que também é do Coritiba. Dois menores de 18 anos também foram apreendidos. Três dos presos e os menores também foram soltos.