Sérgio Machado teme ser alvo da Lava Jato e pede ajuda de Renan


MURILO RAMOS
30/04/2015 - 21h35 - Atualizado 30/04/2015 21h35
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado desembarcou silenciosamente em Brasília na semana passada e jantou com seu padrinho político, Renan Calheiros. Machado está aflito com o futuro das investigações da Operação Lava Jato e acha que pode ser um dos alvos. Machado perguntou se não havia como Renan indicar o próximo comandante da Transpetro para blindá-lo contra devassas nos contratos da estatal. Machado, que chefiou a Transpetro por 12 anos e está afastado há seis meses, também se disse preocupado com o presidente da Câmara dos Deputados,Eduardo Cunha, que ameaça convocá-lo a depor na CPI da Petrobras só para espezinhar Renan.


Fábio Porchat, o empreendedor do riso


Como Porchat transformou seu talento para piadas num negócio multimídia que dita o tom do humor brasileiro

NINA FINCO
30/04/2015 - 08h00 - Atualizado 30/04/2015 10h23
VERACIDADE Porchat interpreta Porchat numa sessão de fotos.  Ele ocupa todos os espaços  da comédia (Foto: Jairo Goldflus/ÉPOCA.  Produção: Felipe Monteiro Studio Bee Produções)
São 16h20 de uma sexta-feira típica em São Paulo. O humorista Fábio Porchat, de 31 anos, acaba de chegar para a sessão de fotos desta reportagem, atrasado em meia hora. Ele cumprimenta ascinco pessoas de sua equipe com abraços e um sorriso largo, marcado por covinhas. Antes de se sentar para a maquiagem, Porchat desaparece em uma das salas do estúdio no bairro da Vila Olímpia para almoçar: comida japonesa com mais peixe cru que arroz. O almoço não é hora de descanso. Enquanto equilibra a comida nos palitinhos, ele discute com seus advogados como captar dinheiro para um novo projeto. correria se tornou oritmo natural para Porchat. É a velocidade mínima para completar as tarefas que ele acumula num só dia. Numa era em que a palavra de ordem é ser multimídia, Porchat se destaca espetacularmente. Ele cria e atua, organiza e monta, escreve e divulga. Arrecada, também. Ele está na TV e no cinema, nainternet e no teatro, no jornal e na publicidade. Mais que um humorista de talento, Porchat virou um empreendedor do riso.

Nesta quinta-feira, dia 30, estreia seu novo filme, Entre abelhas, no qual interpreta Bruno, um recém-separado de 30 anos que mora com a mãe. De um dia para o outro, movido pela melancolia, ele deixa de enxergar as pessoas a seu redor, numa espécie de cegueira. O efeito é cômico, mas está longe da comédia escrachada que os fãs de Porchat se acostumaram a ver. Parece ousadia de quem se sente seguro o suficiente para inovar o próprio estilo e fazer arte mais ambiciosa. O filme estreia em 300 salas, pouco menos da metade daquelas reservadas para Até que a sorte nos separe 2, de Leandro Hassum, que estreou em 2013 com 734 salas. Se Entre abelhas não der certo, para o segundo semestre deste ano já estão programadas as estreias seguras de Meu passado me condena 2 e Vai que dá certo 2.
>> 

Trabalhar é meu hobby, eu não sei ficar parado”, diz Porchat, com a voz anasalada e ansiosa, enquanto vai sendo maquiado para a sessão de fotos. “Acho que caí num caldeirão de energético quando era criança. Sabe? Tipo o Obelix.” Seu próximo compromisso do dia é às 21 horas, no Teatro Frei Caneca. Lá, ele encena a peça Meu passado me condena, ao lado da atriz Miá Mello. Depois, às 23 horas, ele ainda encara mais 50 minutos em pé no mesmo palco, metralhando o público com piadas em seu show de stand-up Fora do normal. Há seis anos, adultos e crianças de todo o país lotam a plateia e se esborracham de rir. Em 26 de março, a voz de Porchat voltou a dar graça ao ingênuo boneco de neve Olaf, no curta-metragem Frozenfebre congelante, que estreou junto com o novo filme Cinderela. Em 9 de abril, o programa de auditório Tudo pela audiência retornoupara a segunda temporada no canal pago Multishow.
 
O dono do mundo  (Foto: Jairo Goldflus/ÉPOCA.  Produção: Felipe Monteiro Studio Bee Produções)
O dono do mundo  (Foto: Jairo Goldflus/ÉPOCA.  Produção: Felipe Monteiro Studio Bee Produções)
Porchat vai se tornando onipresente. Seu humor – que não é intensamente político nem totalmente escrachado, tampouco politicamente incorreto, mas contém um pouco disso tudo – caiu no gosto dos brasileiros. Enquanto seus colegas ocupam nichos ou fazem fama com um só personagem, ele se espalha. Talvez não seja o melhor humorista do país, mas é quem ocupa mais espaço – e, ao fazê-lo, dita o tom do humor brasileiro. “Fizemos uma viagem juntos a Los Angeles e cansei de tentar acompanhá-lo. Ele respondia ‘Sim, claro!’ para tudo”, diz Anderson Bizzocchi, do grupo de comediantes Os Barbixas. “Se alguém dissesse ‘Vamos a pé até o México?’, o Fábio obviamente concordaria.”

Desde 2012, quando lançou o canal do YouTube Porta dos Fundos, com cinco amigos, seu nome não sai da moda. Os esquetes satíricos do grupo tornaram-se hit na internet. O primeiro vídeo que bombou foi de autoria de Porchat. No famoso Judith, ele aparece pintado de azul, com uma camiseta preta, tentando desesperadamente cancelar uma linha telefônica. O vídeo seguinte, também escrito por ele, fez piada com a rede de comida italiana Spoleto, famosa pela rapidez com que monta os pratos. Para não resultar em processo, o título escolhido foi Rede de fast-food. “Se o atendimento no Brasil fosse bom, não teria graça”, diz Porchat. “A gente ri do que conhece.” Por sorte, a marca riu de si mesma tanto quanto os internautas – e encomendou mais dois vídeos. Daí em diante, o Porta ganhou fama – e dinheiro. De acordo com o Social Blade, site que mede os números do YouTube, o canal de Porchat e seus amigos tem mais de 10 milhões de inscritos e já acumulou 1,5 bilhão de visualizações desde 2012. O Social Blade informa que o canal fatura cerca de R$ 1 milhão por mês. Precisamente, R$ 990 mil. Grandes empresas como a Itaipava e a Coca-Cola investem na produção de vídeos que ele exibe – em troca de aparições de seus produtos nas tramas. “À medida que Porchat passou a ser amplamente reconhecido, com uma reputação baseada em otimismo, talento e versatilidade, é natural que as marcas busquem essa associação”, diz Rafael Coca, sócio diretor da Spark Inc, empresa especializada em criar parcerias entre marcas e celebridades para o universo digital.
>> Eugênio Bucci: Sou livre para rir de você

Desde 2011, Porchat já apareceu em 17 propagandas. Algumas para marcas conhecidas, como Vivo e Fiat, outras para menores, como os cursos profissionalizantes Prepara. Nem Porchat nem seus assessores contam quanto ele cobra. Mas o mercado estima que seu cachê seja de R$ 500 mil. “Tento entender o que a marca quer dizer para o público. A remuneração é importante, mas não adianta ganhar um dinheirão e fazer algo de que me envergonhe”, afirma Porchat. Como seu nome cresceu na internet e fora dela, Porchat pode participar de uma campanha publicitária ou inserir a marca em seu dia a dia, por meio dasredes sociais, influenciando seus seguidores. Ele tem 5,5 milhões de curtidas no Facebook, mais de 4,9 milhões de seguidores no Twitter e quase 1 milhão no Instagram. Seu poder de persuasão é enorme.

Ao falar de negócios, Porchat deixa a piada de lado e encarna um gestor de terno e gravata. Ou quase. “Estou virando um empresário. Acredito que todo artista deve ter essa visão empreendedora”, afirma. A Fábio Porchat Produções, criada em 2013, tem 15 funcionários. São advogados, produtores, contadores e até sua mãe, que cuida das mídias e projetos sociais. Cada profissional que contrata faz por Porchat o que ele não consegue mais fazer sozinho. “Eu carrego um saco de tijolo, deixo aqui e vou tomar água. Quando volto, quero ver alguém construindo a casa”, diz ele.
>> 

A veia empreendedora e a dramática surgiram ao mesmo tempo em sua vida. Aos 5 anos, Porchat ganhou um teatro de fantoches de seu avô paterno. Sem imaginar que faria a mesma coisa anos depois, recrutava os primos e organizava sessões para a família, com histórias que inventava. Com a mesma idade, vendia aos tios por R$ 1 samambaias que pegava na casa do pai (seus pais são separados). O ritmo de trabalho parece coisa genética. Sua avó materna, Maria Alice, ainda trabalha como servidora pública aos 73 anos. “Não pretendo parar! Tenho pavor de ficar em casa”, diz, animada. De fala rápida como o neto, cita com orgulho as conquistas dele. “Ele trabalha muito, mas, mesmo assim, sempre liga ou me procura. Não sei como consegue.”

Porchat terminou em setembro de 2013 uma relação de nove anos com a atriz Patrícia Vazquez, hoje com 28 anos. Eles se conheceram na escola de teatro (“Ele era muito galinha”, diz ela).Namoraram, moraram juntos e casaram. Hoje são divorciados e amigos. Ela diz que a única coisa que a fama mudou no Porchat que ela conheceu com 20 anos foi torná-lo menos acessível. Ostrabalhos se multiplicaram, e a vida social foi morrendo. Patrícia jura que ele não ficou deslumbrado com a nova situação. Anda com o mesmo carro, um Honda Fit (“porque não quebra”), mora em Laranjeiras (perto da casa da mãe dele) e tem dificuldade com coisas tecnológicas, como smartphones. Patrícia diz que ele gostava de fazer coisas sozinho, como ir à padaria a pé, e hoje em dia tem dificuldade para andar na rua, pois é reconhecido e assediado. Para andar de metrô e ônibus, ele se vale de truques: evita contato visual e caminha sempre em frente rapidamente. Embora saiba dirigir, prefere ser conduzido, para poder escrever enquanto se desloca.
>> 

Apesar da correria, Porchat tenta se manter próximo a um grupo de amigos com quem estudou por 11 anos no Colégio Nossa Senhora do Morumbi, em São Paulo. Mensalmente, organiza encontros por WhatsApp, e os velhos conhecidos se juntam para jantar. “Ele não se importa se o lugar é chique ou não. Gosta de comer bem. Outro dia, me levou a uma biboca só pelo hambúrguer. Dizia ser o melhor que já comeu”, diz o amigo Roberto Vidigal. Com fama de pão-duro, Porchat parece não se importar em gastar com viagens. “É a única coisa de que gosto mais do que trabalhar”, afirma. Sua última viagem foi a Fernando de Noronha, no início do ano, por lazer. Mas ele também aproveita o trabalho para conhecer novos lugares, como quando foi ao Japão para apresentar seu stand-up. Se está no Rio de Janeiro, Porchat acompanha a reforma de seu apartamento em Laranjeiras. Diz que, por enquanto, há no quarto apenas uma cama box (comprada por sua mãe) e uma televisão que se equilibra sobre caixas de papelão, esperando para ser abertas. O escritório, porém, já está mobiliado. “Agora posso finalmente trabalhar em casa”, diz, ansioso.

A primeira vez que o público viu Porchat na TV foi por acaso. Em 2002, ele estava na plateia do Programa do Jô com os colegas docurso de administração que fazia na ESPM, em São Paulo. Durante o intervalo das gravações, pediu para se apresentar com uma história baseada na série Os normais, com Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães. Jô lhe deu uma chance. O novato de 18 anos imitou o jeito rápido de falar dos personagens Rui e Vani, arrancando risos da plateia. Foi elogiado por Jô. “Ali eu percebi o que queria fazer da vida”, afirma. Depois disso, e com o apoio da família, voltou ao Rio para estudar teatro. Se formou três anos depois, pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Em sua primeira peça, Infraturasele e Paulo Gustavo (outro comediante de enorme sucesso) interpretavam esquetes de sua autoria. Maurício Sherman, antigo diretor do Zorra total, viu o show e convidou Porchat para ser roteirista do programa. Foi daí que ele decolou: GNT, Multishow, A grande família e o Porta dos Fundos. O resto é história.

A teoria diz que a diferença entre o humorista e o comediante é que o primeiro cria, enquanto o segundo interpreta. Para Elias Thomé Saliba, professor de teoria da história da Universidade de São Paulo e membro da Associação Internacional da História do Humor, os melhores artistas do riso são aqueles que combinam as duas características, como Chico Anysio e Porchat. “Ele consegue ser polivalente: produz e é excelente ator cômico”, diz ele. O humor brasileiro vive um grande momento. Nos anos 2000, nomes como Rafinha Bastos, Marcelo Adnet e Danilo Gentilicriaram seus próprios shows no teatro e aproveitaram o boom da internet para fazer rir um público muito maior do que o que cabia na plateia. “Antigamente, você só existia se estivesse na TV. Agora, muita gente que nunca esteve lá lota teatro”, afirma Porchat. As redes sociais e os smartphones encurtaram o caminho entre a piada e o espectador. “Essas mídias têm uma produção mais simples e mais barata que a televisão e estão na mão das pessoas. Podem ser acessadas pelo celular na rua. Isso produz uma familiaridade muito grande entre o humorista e seu público, o que explica em parte o sucesso dessa nova geração”, afirma Daniel Kupermann, psicanalista, professor do Instituto de Psicologia da USP e autor de Ousar rir: humor, criação e psicanálise (Civilização Brasileira, 384 páginas). Porchat supera os colegas de geração ao usar sua fama digital para crescer espetacularmente em outras mídias e voltar a investir ainda mais na internet. Fez disso um círculo virtuoso. Ao atuar em diferentes mídias e estilos, agrada a mais de um tipo de público e se mantém em evidência. Parece fácil? Tente criar e atuar no ritmo dele. Para o futuro, Porchat sonha alto: quer escrever um seriado para o mercado americano.

Depois da sessão de fotos, ele tira o terno alinhado e veste camiseta, jeans e um par de sapatênis surrado. Pergunto se ele terá tempo de ler esta reportagem. “Depois de uns 15 dias de publicada, quem sabe.” Não é piada. 
 
Receita para o sucesso  (Foto: Arquivo pessoal e álbum de família )

TSE multa PT em R$ 4,9 milhões


O Tribunal Superior Eleitoral também suspendeu por três meses o repasse do fundo partidário por irregularidades na prestação de contas de 2009

REDAÇÃO ÉPOCA
30/04/2015 - 14h44 - Atualizado 30/04/2015 20h26
Ministro Gilmar Mendes durante sessão do TSE no fim de março (Foto: Nelson Jr./TSE)
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou uma multa de R$ 4,9 milhões ao Partido dos Trabalhadores por irregularidades naprestação de contas de 2009. A corte considerou que o partido usou indevidamente dinheiro do fundo partidário para quitar empréstimos contraídos. Além da multa, o PT ficará três meses sem receber o repasse do fundo partidário, cerca de R$ 29 milhões, segundo a Folha de S.Paulo. A sigla pode recorrer da decisão.

A maior parte da multa – o valor de R$ 2,6 milhões – equivale ao uso do fundo  partidário para pagar um empréstimo com o Banco Rural de 2003. A operação foi considerada como fictícia pelo Supremo Tribunal Federal (STF), durante o processo domensalão. Diante do fato, o ministro Gilmar Mendes, afirmou que o dinheiro não poderia ser usado para pagar um empréstimo que não existiu de fato, segundo o STF, e foi seguido pela maioria do plenário.

Na terça-feira (28), o tribunal julgou as prestações de conta de outros partidos e também desaprovou parcialmente os dados apresentados por PRTB, PSOL e PPS, segundo O Globo. As contas doPTN e do PR foram aprovadas com ressalvas.

Tráfico adota pistola de rajada nas favelas cariocas


Arma adaptada pelos criminosos pode dar 1.200 tiros por minutos

HUDSON CORRÊA E RAPHAEL GOMIDE
29/04/2015 - 17h34 - Atualizado 29/04/2015 19h49
Imagem capturada de vídeo de estande de tiro nos Estados Unidos que mostra o poder do 'kit rajada'. Traficantes do Rio de Janeiro vêm usando a adaptação nos últimos meses contra a polícia fluminense (Foto: Reprodução/Youtube)
Numa nova estratégia para enfrentar a polícia, traficantes de drogas passaram a usar pistolas adaptadas para dar rajadas de tiros. A frequência dos disparos chega a 1.200 tiros por minuto, ou 20 por segundo. O armamento tem sido empregado em favelas com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), onde criminosos atacam com táticas de guerrilha e precisam de uma arma mais curta que o fuzil. “Os bandidos atiram de janelas e portas. Depois fogem pelos becos”, disse o porta-voz das UPPs, Marcelo Corbage.  Na noite desta terça-feira (28), o soldado da PM Clayton Fagner Alves Dias, que trabalhava na UPP de Manguinhos, na Zona Norte, foi morto com pelo menos dez tiros quando voltava para a casa na Ilha do Governador.  A Delegacia de Homicídios investiga o motivo do crime e se a arma usada foi a pistola de rajada.
De acordo com o comandante do Comando de Operações Especiais (COE), coronel René Alonso, o dispositivo da Glock, popularmente conhecido como “kit rajada”, virou uma “febre” entre os criminosos do Rio de Janeiro. É um acessório leve e prático, que se acopla à arma e permite que a pistola automática se transforme em uma espécie de metralhadora, capaz de poderosas rajadas. Assim, o poder de fogo da arma é potencializado, aumentando substancialmente a frequência de tiros disparados, dando uma vantagem operacional aos bandidos.
O “kit rajada” se assemelha a uma coronha retrátil de fuzil, a ser apoiada no ombro do atirador, e conta com um punho que fica abaixo do cano da arma. Conectado ao cabo da pistola, a novidade tecnológica permite que o usuário dê tiros em série, da mesma maneira que uma metralhadora. O equipamento também possibilita a rápida troca de carregadores de munição, o que aumenta o poder dos traficantes no confronto com policiais. No vídeo ao lado, uma demonstração da pistola adaptada. As imagens foram feitas em um estande de tiros nos Estados Unidos e foram mostradas a ÉPOCA pela polícia do Rio para exemplificar como funciona o "kit rajada".
Segundo o coronel René, o Hospital Central da Polícia Militar tem identificado um considerável aumento do número de PMs atingidos por tiros de baixa velocidade, disparados por armas de calibres menores, como pistolas, em comparação aos fuzis. Segundo ele, parte desse crescimento se deve à rápida disseminação do “kit rajada” em favelas do Rio.
Para o oficial, o emprego do "kit rajada" é também consequência de uma mudança provocada pela dinâmica das UPPs, que forçou os criminosos a optar no dia a dia por armas curtas – como pistolas e revólveres – em vez dos ostensivos fuzis.

Com a pistola transformada em metralhadora, os traficantes mantêm os policiais à distância, em um tiroteio, forçando-os a se abrigar, e conseguem fugir ou ajudar na fuga de um comparsa – com a vantagem de ter uma arma leve. É uma alternativa ao fuzil.

Entre 1º de janeiro e 22 de abril, a Polícia Militar apreendeu 125 fuzis no Rio de Janeiro, 35 deles AK-47. O automático Kalashnikov modelo 1947 é considerado a arma mais letal do mundo. Estima-se que 250 mil pessoas sejam mortas por ano, nos mais diversos conflitos ao redor do planeta, por um AK-47, sigla pela qual o fuzil de fabricação russa é internacionalmente conhecido. Pesa menos de 4 quilos, tem alcance de 400 metros e, nas mãos de um atirador hábil, pode disparar até 600 tiros por minuto.

Ministro Renato Janine: “A sociedade toda perde com a violência”


O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, lamentou os atos de violência contra os professores e se dispôs a ajudar na negociação

FLÁVIA YURI OSHIMA
30/04/2015 - 17h30 - Atualizado 30/04/2015 18h12
TAREFA DIFÍCIL O ministro Renato Janine Ribeiro.  Ele assume a Educação com enormes desafiios (Foto: Agência RBS)
O ministro da Educação (MEC), Renato Janine Ribeiro, afirmou nesta quinta-feira (30) que as reivindicações dos professores deveria ser tratada com diálogo. Janine lamentou os atos de violência contra os professores que protestavam em Curitiba no dia anterior. “A violência, praticada por qualquer parte, prejudica a todos, estudantes, professores, pais e sociedade”, disse Janine a ÉPOCA.

O MEC não participa de negociações entre servidores da educação e o governo, mas o  ministro se colocou à disposição para intermediar as conversas entre as partes. 
Os manifestantes paranaenses foram agredidos por Policiais Militares com o uso de cassetetes e de balas de borracha, que não são mais usadas na maioria dos Estados. Gás lacrimogêneo também foi usado para dispersar a multidão em frente à Assembleia Legislativa do Paraná.
Os professores da rede estadual do Paraná ficaram em greve entre fevereiro e março e retomaram a paralisação no início desta semana. Na greve anterior, eles reivindicavam reajuste de 13% sobre o piso nacional e também protestavam contra a  proposta de mudança do sistema de previdência. A manifestação de quarta-feira protestava contra a alteração na aposentadoria dos servidores do estado, dos quais os professores fazem parte. A proposta estava em votação na câmara dos deputados. 
As manifestações tiveram início já na segunda-feira.  De acordo com o portal G1, o problema começou na madrugada de terça-feira (28), quando dois caminhões de som dos professores foram rebocados, e se estendeu até a quarta pela manhã, quando a Polícia Militar usou gás lacrimogêneo, spray de pimenta e jatos de água. À tarde, no confronto mais sério, havia 1 600 policiais no local. Os professores acusam o governador do Estado, Beto Richa (PSDB), pela violência da polícia. 
Estima-se que mais de 200 professores ficaram feridos, dos quais 63 foram hospitalizados. Ainda de acordo com o G1, o sindicato dos professores estima que havia 25 mil pessoas no local. A PM diz que eram 5 mil.
A mudança da previdência foi aprovada e aguarda a sansão do governador. Com ela, mais de 30 mil aposentados passam a receber o benefício do Fundo Previdenciário, mantido por contribuições dos servidores estaduais. Os professores alegam que a mudança comprometeria os recursos da ParanaPrevidência, comprometendo a sua viabilidade em alguns anos. O governo diz que esse risco não existe, pois o fundo receberia R$ 1 bilhão dos royalties da usina de Itaipu, a partir de 2021.

Petrobras cria novo Canal de Denúncias para combater corrupção na estatal


MARCELO SPERANDIO
30/04/2015 - 18h03 - Atualizado 30/04/2015 20h39
Aldemir Bendine, o novo presidente da Petrobras (Foto: Wilson Dias/ABr)
A nova diretoria da Petrobras, comandada pelo presidenteAldemir Bendine, elaborou um projeto com cinco “requisitos” para apurar denúncias de desvios na estatal. São eles: protocolar todas as denúncias recebidas e monitorar as apurações sobre elas, com a garantia de anonimato aos denunciantes para evitar retaliações; estabelecer metas e prazos para as investigações internas; definir o "novo Canal de Denúncias como ponto oficial único" para registrar as delações sobre todas as empresas do sistema Petrobras; impor que a Auditoria Interna da estatal avalie com frequência o trabalho feito pelo novo Canal de Denúncias; e fazer ampla campanha de divulgação do novo Canal de Denúncias, com “compromisso de tolerância zero”. Os novos diretores da estatal disseram aos deputados da CPI da Petrobras que esse projeto de "novo Canal de Deúncias" dará maior controle sobre eventuais malfeitos ocorridos dentro da empresa.

‘Se fosse um só ferido já seria lamentável’, diz Beto Richa


Governador Beto Richa.Foto/ ANPr
O governador Beto Richa disse na manhã desta quinta-feira (30), em entrevista para rádios, que lamenta profundamente o grave incidente ocorrido no Centro Cívico que deixou pessoas feridas durante a manifestação de ontem. “Se fosse apenas um só ferido já seria lamentável. Tenho um grande respeito pelos professores e sou norteado por princípios democratas e de respeito à lei”, disse Richa.
Beto Richa defendeu a operação policial e disse que um inquérito será aberto para investigar se houve abusos. A confusão começou com militantes black blocs, infiltrados no movimento, atacaram os soldados da Polícia Militar para invadir a Assembleia Legislativa. Sete integrantes do movimento foram presos atirando pedras e coquetéis molotov contra os policiais. “Eu pedi a polícia e aos professores o máximo de comedimento para evitar ao máximo o confronto. O grande problema é que havia integrantes de outros movimentos radicais infiltrados em meio aos manifestantes”.
Richa explicou que houve diálogo na elaboração do projeto de ajuste da previdência, que foi acompanhado por especialistas e membros dos sindicatos. O governador criticou o sindicato dos professores, que, de acordo com ele, agiu de má-fé para gerar desgaste ao governo estadual. “Eles fizeram parte da discussão do projeto, mas não repassaram as informações aos seus filiados. Pelo contrário, mentiram dizendo que iriamos acabar com a previdência dos servidores”.
A motivação da greve também foi questionada pelo governador. “Um movimento sem justificativa e sem razão, até porque, atendemos todas as revindicações dos professores”, disse. Em quatro anos, o governo aumentou em 60% o salário e em 75% a hora atividade dos professores. “Fui o governador que deu o maior aumento salarial da história do Paraná, e com certeza um dos maiores do Brasil”, afirmou Richa.
O governador reafirmou que o parlamento precisa ter liberdade para votar os projetos e que não é possível aceitar ameaças contra os deputados. “Cumprimos uma determinação da Justiça para garantir a votação. É preciso pôr fim às ameaças de invasão à Assembleia Legislativa. Se houvesse mais uma invasão tínhamos que fechar o parlamento e dar a chave ao sindicato para decidir o que eles querem votar. Isso não pode acontecer, lá há 54 deputados que têm legitimidade para representar todos os paranaenses”, afirmou.
Richa elogiou os policiais que têm realizado um bom trabalho reduzindo os índices de criminalidade em todo o Paraná. “A polícia tem feito excelente trabalho, reduzindo o crime e com grande volume de drogas apreendida”.
Previdência – O governador defendeu o projeto da previdência aprovado pelos deputados estaduais e disse que a proposta é a melhor possível para o funcionalismo. “A popularidade pode oscilar o que não pode é coerência. Não estou pensando só no presente e sim no futuro, com medidas essenciais e inadiáveis para os paranaenses. Estou pagando o preço pessoal e agindo de forma responsável, aprovando medidas impostantes e necessárias”, afirmou Richa. Ele explicou que assumiu o governo estadual em 2010 com o fundo de previdência com R$ 3,9 bilhões. Hoje, esse mesmo fundo tem R$8 bilhões. “É o mais capitalizado do Brasil com solvência de 35 anos”.
O novo plano transfere 30 mil beneficiários com mais 73 anos do Fundo Financeiro para o Fundo de Previdência, desonerando o Poder Executivo do pagamento de R$ 125 milhões por mês. Além disso, prevê novos aportes a partir de 2021, quando haverá o reinício do repasse de royalties de Itaipu, em mais de 1 bilhão. “Não tem nenhum prejuízo aos servidores e aposentados, pelo contrário”.

Após susto, Tatá Werneck manda recado para Ana Paula Minerato


'Achei que você fosse me dar um beijo', escreveu a atriz em rede social da Musa da Gaviões da Fiel nesta quinta-feira, 30.

Mateus Almeidado EGO, no Rio
  •  
Ana Paula Minerato e Tatá Werneck em festa de I love Paraisópolis em São (Foto: Celso Tavares/ EGO)Ana Paula Minerato e Tatá Werneck em festa de I love Paraisópolis em São (Foto: Celso Tavares/ EGO)
Nada como um susto para quebrar o gelo das apresentações. E foi por isto que Tatá Werneckpassou na noite desta quarta-feira, 29, na festa de "I Love Paraisópolis" depois que Ana Paula Minerato resolveu tietar a atriz. Resultado: Tatá levou um susto com a aproximação.
Tatá Werneck comenta postagem de Ana Paula Minerato (Foto: Reprodução/Instagram)
Tatá Werneck  (Foto: Reprodução/Instagram)
No Instagram, nesta quinta-feira, 30, Tatá Werneck tratou de se explicar e se desculpar com a irmã Minerato. "Amore, desculpa! Eu tomei um susto porque achei que fosse me dar um beijo (risos). Adorei te conhecer. Beijos". E completou via Twitter: "Não te dei fora nenhum. Jamais faria isso!"
Em conversa com o EGO, Ana Paula Minerato saiu em sua defesa e disse que tudo não passou de um mal entendido. "Acho que teve um equívoco, eu não estava exaltada e ela, em momento algum, me deu um fora. Quando eu pedi a foto pra ela, falei que a acompanhava desde de Roxane, uma das primeiras personagens dela na MTV. Ela foi legal e tirou foto comigo na hora. Ela viu a matéria sobre o fora e me pediu desculpas no Twitter, no Instagram. Mas foi um mal entendido, ela não foi grossa, pelo contrário. Continuo fã dela!"
Animação na festa e suposto fora de Tatá
Ana Paula Minerato estava toda empolgada e curtindo cada detalhe da festa de "I love Paraisópolis", em São Paulo. A musa da Gaviões da Fiel, logo que chegou, fez fotos suas no "backdrop". "Fui convidada por um amigo meu que faz parte da produção", explicou ela ao EGO, em meio à movimentação.

Mesmo assim, o registro foi feito e Ana Paula garantiu que não ficou chateada com o fora que levou de Tatá. "Normal, ela é muito assediada. Não a julgo. Mas a amo de qualquer maneira. Pra mim, ela é a melhor humorista do Brasil", elogiou. 
A saia justa aconteceu quando a irmã Minerato resolveu tietar alguns atores. Fã de 
Tatá Werneck, assim que teve oportunidade, foi tirar foto com a atriz. Porém, ao abraçá-la e pedir um beijo, parece que assustou um pouco a humorista, que não a reconheceu. "Calma, calma", pediu Tatá, visivelmente incomodada com a situação.
Ana Paula Minerato e Tatá Werneck em festa de I love Paraisópolis em São Paulo (Foto: Celso Tavares/ EGO)Ana Paula Minerato e Tatá Werneck em festa de I love Paraisópolis em São Paulo (Foto: Celso Tavares/ EGO)
Ana Paula Minerato e Tatá Werneck em festa de I love Paraisópolis em São Paulo (Foto: Celso Tavares/ EGO)Ana Paula Minerato e Tatá Werneck em festa de I love Paraisópolis em São Paulo (Foto: Celso Tavares/ EGO)
Ana Paula Minerato e Tatá Werneck em festa de I love Paraisópolis em São Paulo (Foto: Celso Tavares/ EGO)Ana Paula Minerato e Tatá Werneck em festa de I love Paraisópolis em São Paulo (Foto: Celso Tavares/ EGO)

Saiba tudo sobre o casamento de Roberto Justus

015 22H00 POR ELBA KRISS - FOTOS: RICARDO CARDOSO /QUEM; AGNEWS E FOTORIONEWS

A noiva na chegada a igreja (Foto: Manuela Scarpa e Marcos Ribas/Photo Rio News)
Roberto Justus e Ana Paula Siebert reuniram familiares e amigos famosos para cerimônia de casamento que aconteceu no buffet Leopoldo, em São Paulo, na noite de quinta-feira (30). A festa, para 280 convidados, todos acomodados em cadeiras contadas, também celebrou os 60 anos do empresário, completados no mesmo dia. Para a ocasião, Justus usou um terno feito pelo alfaiate Alexandre Won.

O casal durante a cerimônia (Foto: QUEM)Os dois se conheceram em 2009 durante o programa Aprendiz Universitário. Na época, Justus estava casado com a então mulher, Ticiane Pinheiro. O namoro só começou quatro anos depois, quando Justus e a apresentadora se divorciaram.

Momentos antes do evento, Ana Paula mostrou a sua ansiedade ao usar um roupão com a frase: "Noiva mais feliz do mundo".

Ao chegar ao casamento, Justus conversou com QUEM já dentro do buffet: "Essa é a realização de um sonho. Desta vez eu enlouqueci. Nem eu podia imaginar que ficaria desta forma. E nenhum convidado aqui jamais viu alguma coisa parecida", contou ele sobre a luxuosa decoração.

O noivo, aliás, foi quem organizou todo o casário. Um dia antes da união, o empresário esteve no buffet para ensaiar e a decoradora responsável, Chris Ayrosa, brincou: "Se você mudar mais alguma coisa, eu não faço o casamento."

Entre os famosos que compareceram à festa, estavam Rodrigo Faro, que ao chegar, brincou que não gostaria de ir a outro casamento de Justus em dois anos, Latino,Otávio Mesquita e Vera Viel, entre outros. A filha mais nova, Rafaella Justus, chegou de carro com uma boneca na mão e acenando para os fotógrafos. Ela será a daminha.
Justus e a noiva (Foto: QUEM)

1 31
Roberto JustusFrancisco Cepeda e Leo Franco / AgNews

Os números do casamento de Justus
- 24 projetores com cenas de palácios reais ao redor do mundo
- 5 mil flores com hastes roxas, lilás e orquídeas
- Duas mesas de banquete de 30 metros e duas com petiscos de 11 metros cada. São como passarelas iluminadas, cada uma para uma média de 150 convidados
- As mesmas passarelas serão usadas para as atrações musicais, todas surpresas
- Dois mil arranjos florais
- Altar montado no meio do salão para a melhor visão de todos os convidados
- 200 pessoas trabalharam na montagem por dois dias e duas noites
- 24 lustres e outros 16 lustres bacarás
Justus (Foto: Reprodução/Instagram)

Justus e Ana Paula (Foto: Reprodução/Instagram)

O apresentador com as filhas Luiza e Fabiana (Foto: QUEM)

Ana Paula Siebert na chegada ao casamento (Foto: Ricardo Cardoso)

Mesas de banquete de 30 metros (Foto: QUEM)

Os convidados foram acomodados em mesas de banquete de 30 metros (Foto: QUEM)

Ana Paula Siebert (Foto: Reprodução/Instagram)

Ana em foto postada no Instagram: "A noiva do ano" (Foto: Reprodução/Instagram)
As quatro uniões anteriores de Justus
O primeiro casamento do empresário foi com Sasha Chrysman. Da relação, nasceram Fabiana e Ricardo. Gisela Prochaskae foi a segunda mulher do empresário, com quem teve mais uma filha, Luiza.
Pela terceira vez, ele trocou alianças comAdriane Galisteu, em 1998, e chegou a ficar noivo da apresentadora Eliana. Eles ficaram juntos entre 1999 e 2001.
Em 2006, oficializou a união com Ticiane Pinheiro, que durou sete anos e com quem teve sua filha caçula, a fofa Rafaella Justus.
Rafa Justus levou sua inseparável boneca para o casamento do pai. Ela é uma das daminhas da cerimônia (Foto: Manuela Scarpa e Amauri Nehn/Photo Rio News)

Casamento (Foto: QUEM)

Fabiana Justus (Foto: QUEM)

Casamento do Roberto Justus (Foto: QUEM)

O bolo do casamento (Foto: QUEM)

A decoração da festa (Foto: Elba Kriss)

Espaço do casamento (Foto: Ricardo Cardoso / Revista QUEM)