Diretora diz que não vai 'recuar' após vídeo de alunos destruindo escola


Depredação de cadeiras e portas ocorreu em protesto à rigidez da servidora.
Imagens feitas pelos próprios estudantes mostram quebradeira; assista.

Do G1 GO, com informações do Fantástico
 A diretora da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves, Maria do Socorro Silva, disse que não vai mudar seu comportamento depois que a unidade foi destruída pelos próprios alunos em protesto à volta dela para coordenar a instituição por ser muito "rígida". Imagens feitas pelos próprios estudantes e divulgadas em redes sociais mostram um quebra-quebra dentro do colégio, localizado em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal  veja vídeo acima
"Me entristece, gestor nenhum, professor nenhum fica feliz com uma situação dessas. Mas eu vou permanecer na minha linha de conduta, de pensamento. Não vou mudar o que penso e nem recuar", disse.

A diretora, que não se considera "linha dura", lembra que a confusão ocorreu na hora do recreio no turno da tarde. Os alunos bloquearam o acesso a uma das escadas, impedindo que professores, diretores e funcionários subissem para ver os atos de vandalismo. "Eu só olhava para cima desesperada. A minha preocupação era ver se tinha alguém machucado", conta.
As imagens mostram parte dos 1,3 mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental gritando e pulando no corredor, além de arremessar cadeiras no chão, dar pontapés em portas e quebrar vidraças de janelas. Nos vídeos, gravados há dez dias, os adolescentes também gritam "tira a diretora" por várias vezes.
Os prejuízos ainda não foram calculados. A secretaria de Educação de Valparaíso de Goiás, Ana Cláudia Malta, disse que esta foi a primeira vez que fatos tão graves ocorreram no prédio. "A educação não é um ato de punição. Nós vamos responsabilizar sim de alguma forma. Vamos chamar os pais, os responsáveis, os alunos, vamos buscar ações pontuais para resolver essa situação", disse.
Cadeiras foram danificadas durante confusão em escola, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Globo)Cadeiras foram danificadas durante confusão em
escolas (Foto: Reprodução/TV Globo)
Disciplina
Maria do Socorro assumiu a direção da escola pela segunda vez com a missão impor disciplina. Ela diz que segue três premissas para conseguir o objetivo. "Primeiro é respeito aos professores. Segundo é seguir os horários da escola e terceiro, civilidade, como dar bom dia, pedir desculpas", enumera.
Ela afirma que este tipo de situação também ocorre em outros colégios. "Aconteceu esse fato aqui, é lamentável, é triste, é, mas em quantas escolas nós estamos passando pela mesma situação se e a gente fazer um histórico recente de cinco ou dez anos pra cá, verá o que vem acontecendo na educação", pontua.
Caso de polícia
Quatro dias após a quebradeira, alguns alunos estouraram uma bomba caseira dentro do banheiro masculino. Apavorada a diretora chamou a polícia, que encontrou produtos que seriam usados para colocar fogo na escola. "Conseguimos recolher vários objetos como facas, estilete, álcool, tesouras e até uma barra de ferro", diz o policial Laudimar Godói.
Na ocasião, três estudantes foram levados para a delegacia e liberados. No colégio estudam cerca de 1,2 mil alunos, mas segundo Maria do Socorro, um grupo de aproximadamente 20 adolescentes é que está por trás dos atos de violência.Um deles, inclusive, tem 16 anos e foi transferido de outra escola depois de ter ameaçado um colega de morte.
As mães dos alunos estão assustadas com a situação. "Ninguém tem mais coragem de ficar lá, de tomar as rédeas ou de enfrentar eles, até mesmo os guardas que ficam lá fora. Eles [alunos] não tem coragem de enfrentar eles porque eles só tem um cassetete e os alunos que vão, vão armados", diz uma mulher que não quis se identificar.
Os pais de alguns garotos envolvidos na confusão foram procurados, mas eles não quiseram dar entrevistas.
Diretora diz que não vai 'recuar' após vídeo de alunos destruindo escola de Valparaíso de Goiás 2 (Foto: Reprodução/Fantástico)Porta de escola destruída: diretora diz que não vai 'recuar' (Foto: Reprodução/Fantástico)

Itamaraty diz que existem 2.787 brasileiros presos no exterior


Do total de 20 brasileiros condenados à prisão perpétua, 14 estão cumprindo pena nos Estados Unidos. Não há mais nenhum no corredor da morte.

Não há mais nenhum no corredor da morte, mas 20 cumprem pena de prisão perpétua fora do Brasil. Você faz ideia de quantos brasileiros estão presos no exterior? Segundo o Itamaraty, até dezembro de 2014, 2.787 brasileiros estavam atrás das grades em todos os continentes. veja vídeo acima
Na Europa, são 1.046, mais da metade na Espanha e Portugal, a maioria por tráfico de drogas.
Em Portugal, o tráfico internacional de drogas pode dar até 25 anos de prisão. Mas por conta de um acordo internacional, os presos brasileiros podem ser transferidos para prisões do Brasil, mas antes precisam cumprir pelo menos metade da pena em Portugal. Os brasileiros presos por tráfico de drogas são condenados em média de oito a dez anos de prisão. 
Na Grã-Bretanha, são 40 brasileiros na cadeia. Um desses casos foi destaque no Fantástico: um especialista em computadores que perseguia mulheres pela internet.
Cristian Antônio Pereira foi condenado no Paraná por estupro e assédio sexual. Ele fugiu para a Inglaterra e cometeu os mesmos crimes, mas foi preso no fim de 2014. Ele era um hacker que invadia perfis de mulheres em redes sociais e chantageava as donas: só devolveria o perfil se elas fizessem sexo virtual ou real com ele. Cristian ficará preso 13 anos e meio no país. Depois, será deportado para o Brasil para cumprir a pena a que foi condenado.
Desses brasileiros presos lá fora, mais de 2.200 são homens e 482 são mulheres. E há ainda 50 pessoas que mudaram de sexo.
Todos os travestis e transgêneros detidos no exterior estão na Europa. São 40 na Itália e mais 10 na França. Prostituição, tráfico de pessoas e de drogas são os principais motivos.
Na África, o tráfico de drogas é o único motivo.
“No final de 2014, nós tínhamos 864 brasileiros presos por narcotráfico, do nosso conhecimento, espalhados em várias regiões. Mas é interessante que em algumas regiões eles são a maioria. Então na África, por exemplo, 100% dos brasileiros presos são por narcotráfico”, destaca Luíza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular de Brasileiros no Exterior.
No Oriente Médio, esse índice cai para 73%.
Na Ásia e Oceania, o número de presos é alto: 433. No Japão, roubos e furtos são os crimes mais comuns cometidos por brasileiros. Para os crimes mais graves, a lei prevê pena de morte e também prisão perpétua. Seis brasileiros devem passar o resto da vida encarcerados. O regime na cadeia é super-rigoroso.
Todos os presos são obrigados a trabalhar. Falar entre si? Só em alguns momentos do dia. E a comunicação com pessoas de fora é rigidamente controlada: as cartas são lidas pelos guardas. E em dia de visita, todas as conversas têm que ser em japonês: se precisar de um tradutor, o preso é que paga.    
Na América Central e Caribe, são 15 presos. Na América do Sul, 823. É na América do Sul que estão todos os menores brasileiros presos no exterior: sete, ao todo. Um deles, na Argentina, por ter matado um homem a pedradas durante uma briga por drogas.
O Itamaraty informou que o número de presos no estrangeiro diminuiu 13% entre 2013 e 2014.
A maior queda foi nos Estados Unidos: 44%. Hoje são 406. Os motivos? Tem de tudo: desde as infrações mais leves, como dirigir sem habilitação, desrespeitar o visto e permanecer no país mais tempo do que permitido, até as infrações mais pesadas, como agressão, homicídio, tráfico de drogas e contrabando de imigrantes, os chamados "coiotes", gente que traz imigrantes de maneira ilegal para dentro do país.
Do total de 20 brasileiros condenados à prisão perpétua, no mundo inteiro, 14 estão cumprindo pena nos Estados Unidos.

Bebê abandonado pela mãe na rua é achado por avô e reconhecido pelo pai


Homem que resgatou Moisés não sabia que estava salvando a vida do próprio neto. Pai da criança reconheceu mãe por imagens de câmeras de segurança.

Uma história que começa triste, com um abandono, na cidade de Cabedelo, na Paraíba. A tenente Viviane Vieira foi chamada, há pouco mais de um mês, para uma ocorrência inesperada: um bebê deixado na rua, sem roupa, ao lado de uma lixeira. “Ele ainda estava com alguns aspectos de ter nascido em poucas horas”, ela conta. veja vídeo acima
A policial chamou uma ambulância. A criança foi batizada com um nome bíblico: “Um pastor que colocou. Vamos chamar de Moisés porque Moisés foi deixado também pela mãe e conseguiu sobreviver”, explica o delegado Ademir Fernandes de Oliveira Filho. 
Moisés seria encaminhado para adoção. Mas uma ligação inesperada revelou uma série de coincidências que mudaram o destino da criança. Tudo começou no mesmo dia em que o bebê foi abandonado.
Era dia 1° de abril e a rua, como de costume, estava deserta. O bebê tinha só algumas horas de vida, ainda estava com o cordão umbilical quando foi deixado por uma mulher bem embaixo de uma lixeira. Ela só não fazia ideia de que tudo estava sendo gravado.
Meia hora depois, a câmera de segurança mostra a aproximação de um homem. Ele se abaixa, pega a criança no colo e atravessa a rua para pedir socorro. As imagens foram mostradas nos telejornais e assistidas por um jovem funcionário público.
“Uma emoção aquele impacto. Movimentos da pessoa bateram com a pessoa com quem eu tive um relacionamento”, afirma o pai da criança.
“Ministério Público veio até nós e informa que um jovem procurou e se disse pai daquela criança”, lembra a juíza Graziela Queiroga Gadelha de Souza. 
Foi aí que a primeira surpresa se revelou.
Fantástico: Como você ouviu que ele estava sendo chamado de Moisés. Como você reagiu?
Moisés Pereira Teixeira: A emoção foi maior ainda com a coincidência, se assim posso dizer, do nome ser igual ao meu.
Sem saber, o pastor que batizou a criança escolheu para o bebê o mesmo nome do pai. Após um teste de DNA, Moisés Pai pode levar Moisés Filho para casa. A mãe, ele disse, era uma ex-namorada.
“No primeiro mês em que começamos a nos relacionar, ela disse que estava grávida, acompanhei ela em todos os exames pré-natais até o quarto mês. No mês seguinte, falou que tinha perdido, que teve um sangramento grande e perdeu a criança”, conta Moisés Pereira Teixeira, o pai do bebê.

Com a repercussão do caso, a mãe do bebê se apresentou ao Ministério Público. E, outra vez, uma incrível coincidência: “Vimos esse senhor que pegava a criança, qual é a nossa surpresa, mais uma, quando nós tomamos conhecimento que essa pessoa era o avô materno”, conta a juíza Graziela Queiroga Gadelha de Souza.
O homem que resgatou Moisés da rua não sabia que estava salvando a vida do próprio neto. “No momento que eu a vi no vídeo, eu disse: 'não é possível uma mulher ter um bebê dentro da minha casa. Eu estou pecando, eu estou pensando mal da minha filha. E fiquei quieto”, conta o avô da criança.
A jovem tinha escondido a gravidez. “Como é que meu pai ia reagir. Eu já tinha tido uma gravidez, eu já tinha me separado. Eu sempre emagrecia, engordava, ninguém percebeu”, conta a mãe da criança.
A mãe do pequeno Moisés e o avô não mostram o rosto por medo. A família diz que tem recebido ameaças anônimas por causa do abandono do bebê. Na hora do parto, a mãe estava sozinha em um banheiro da casa em que mora com a família. "Gritando na toalha para ninguém escutar. Eu estava sofrendo tudo ali só. Segurei o bebê em um braço, a placenta no outro. Cortei o cordão umbilical. Foi muito sangue”, ela relata.
Ela diz que agiu sem pensar, por causa do desespero e da perda de sangue. “Eu agi mecanicamente. Eu já não estava no raciocínio lógico”, conta a mãe de Moisés.
“Solicitamos uma avaliação psicológica, psiquiátrica dela”, explica a juíza Graziela Queiroga Gadelha de Souza.
O Ministério Público diz que, nesta segunda-feira (4), vai denunciar a mãe por abandono de recém-nascido. Enquanto isso, a guarda provisória do bebê fica com o pai. “Graças a Deus, tenho o apoio da minha família, minha mãe, minha avó, até a minha noiva, que já é outro relacionamento", diz o pai da criança.

Fantástico: Você perdoa?
Moisés Pereira Teixeira: Não é nem questão de perdoar, a justiça divina que vai fazer com que perdoe, eu não tenho nada contra. Espero que consiga a guarda definitiva dele, aproveitar muito o meu bebê até a idade que ele seguir o rumo dele. Que filho a gente não cria para gente, a gente cria para o mundo.
“Agora é viver para ele, que é o mais importante agora na minha vida”, afirma Moisés Pereira Teixeira, pai da criança.

Internautas relatam caso de estupro na boate Beco 203, em São Paulo; casa noturna nega


Caso teria acontecido na boate Beco 203, na Rua Augusta, com um segurança da casa noturna
Caso teria acontecido na boate Beco 203, na Rua Augusta, com um segurança da casa noturna Foto: Reprodução / Google Maps
Breno Boechat

Um grupo de internautas usa as redes sociais para cobrar explicações sobre um caso de estupro que teria acontecido na casa noturna Beco 203, na Rua Augusta, região central de São Paulo, na madrugada da última sexta-feira. De acordo com pessoas que estavam no local, uma jovem foi estuprada por um segurança da boate, dentro do banheiro do casa. Ela teria registrado boletim de ocorrência sobre o caso e sido convencida a retirar a queixa por funcionários da boate, que, por meio de nota, negou qualquer episódio de abuso sexual dentro do estabelecimento.
De acordo com a Polícia Militar também informou, não houve chamados desse tipo na área da boate, que é patrulhada pelo 7º BPM (Consolação). Testemunhas do caso, no entanto, dão uma versão diferente e contam que 12 PMs foram até o local, após uma pessoa que acompanhava a vítima chamar a polícia, e seguiram com ela e o segurança até uma delegacia.
— Ela ficou com um segurança e foi para dentro do banheiro com ele, mas o sexo não foi consensual. Ela ficou muito abalada e saiu completamente desnorteada do banheiro. Ela e uma outra menina saíram da balada e chamaram a polícia. Chegaram 12 policiais com aquele comportamento que a gente já conhece de colocar a culpa na vítima: ‘ela ficou com o cara porque ela quis’. Foram para a delegacia e a polícia colocou os dois na mesma sala, para colher depoimento. Dá para imaginar o tipo de constrangimento e de intimidação que ela viveu — conta uma testemunha, que prefere não ser identificada.
A Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP), por meio de assessoria de imprensa, conta outra versão. De acordo com a secretaria, a jovem se dirigiu à 78ª DP, no bairro de Jardins, para prestar depoimento, acompanhada da mãe. Ainda segundo o órgão, o depoimento dela foi colhido separadamente, sem a presença do outro envolvido no caso.

Repercussão nas redes sociais

O caso gerou uma enorme repercussão nas redes sociais e uma campanha de boicote ao Beco foi lançada no Facebook e no Twitter. A casa noturna publicou uma nota negando a acusação, classificando-a como “falsa” e “grave”. No comunicado, a administração da discoteca diz que foi registrado um boletim de ocorrência e “oficialmente, as partes envolvidas destacam que não houve nenhum ato conforme a suposta denúncia”. A nota diz ainda que a boate diz que está “à disposição para o esclarecimento de todas às questões”.
A boate negou que qualquer caso de abuso sexual tenha acontecido
A boate negou que qualquer caso de abuso sexual tenha acontecido Foto: Reprodução / Instagram
Ao EXTRA, o DJ Junior Passini, que se apresentou na casa naquela noite diz que a balada foi “tranquila, como sempre” e que soube apenas que o caso havia sido registrado em uma delegacia e que nada havia sido comprovado. Ele considera estranha a repercussão do caso nas redes sociais.
— O que todos da noite sabem é que foi feito um BO e nada foi constatado. Por isso parece muito estranho essa movimentação toda nas redes. A noite foi bem tranquila, como sempre — disse Passini.
Internautas criaram nas redes sociais uma campanha de boicote à boate
Internautas criaram nas redes sociais uma campanha de boicote à boate Foto: Reprodução / Facebook
No Facebook, internautas cobraram melhores explicações da boate sobre o caso. “Oi, Beco 203 - São Paulo, sendo verdade ou mentira, por que estão evitando usar os termos devidos no post? Por que 'grave acusação' no lugar de 'acusação de estupro'? Por que 'ato conforme a suposta denúncia' no lugar de 'denúncia de estupro'? Se não existe nenhuma responsabilidade ou compactuação da casa, acho que o mais interessantes, para clientes e amigos, seria deixar claro o que aconteceu, sem precisar usar de eufemismos e metáforas”, escreveu um seguidor da página da boate na rede social, comentando sobre a nota oficial publicada pela discoteca. No Twitter, 700 pessoas postaram mensagens com a hashtag #BoicoteAoBeco.
Em nota oficial publicada no Facebook, a administração negou as acusações.

'O que aconteceu foi uma tragédia', diz marido de médica morta em SC


Ele afirmou que se mudou de SP para Criciúma buscando mais segurança.
Médica foi morta com um tiro após tentativa de assalto na segunda (27).

Do G1 SC
O marido da médica morta durante uma tentativa de assalto em Criciúma, Sul catarinense, afirma que o casal se mudou de São Paulo para morar em uma cidade com mais segurança. "O que aconteceu foi uma tragédia. Um ato covarde, brutal e hediondo", diz em entrevista à RBS TV na sexta-feira (1º).
Na noite de segunda (27), a médica Mirella Maccarini Peruchi, de 35 anos, foi morta em uma tentativa de assalto quando voltava para casa. Dois jovens pediram para ela parar o carro Pajero que dirigia. Ela não obedeceu e os criminosos dispararam três vezes. Um dos tiros acertou a cabeça da vítima.
Jaime Lin, marido de Mirella, enfatiza que não houve nenhum tipo de reação por parte do casal. Ele estava com ela na hora do crime, no banco do passageiro. Após a médica ser baleada, o carro bateu contra uma árvore. Ela foi encaminhada ao Hospital São José, passou por cirurgia, mas morreu por volta das 23h30.
"Nós moramos em São Paulo. Mudamos para cá com o intuito de morar em uma cidade que nos trouxesse mais segurança, que nos trouxesse uma qualidade de vida melhor", diz Jaime.
Reuniões foram realizadas após morte de médica  (Foto: Reprodução/RBS TV)Médica tinha 35 anos (Foto: Reprodução/RBS TV)
Solidariedade
Após o crime que chocou a região, o médico conta que recebeu muitas mensagens de apoio. "A gente queria agradecer. É incrível a solidariedade que eu tenho recebido, não só por parte da família, que agora eu descobri que tenho uma família imensa aqui na região, aqui em Criciúma. Mas por parte de toda a população. De pessoas que eu não conhecia, de fora".
Palavras de conforto vieram de várias regiões do Brasil e mundo. "A gente tem recebido mensagens de carinho da comunidade médica de toda a Santa Catarina, do Brasil todo. Recebi mensagens de Manaus, Fortaleza, Natal, da Itália, onde nós estivemos estudando há um tempo atrás, de Portugal também", conta o médico.
Para a manhã deste domingo (2), está marcada para às 10h na Praça Nereu Ramos, emCriciúma, uma manifestação a favor de mais segurança na região.
Suspeito de 22 anos foi preso na quinta (30) (Foto: Janine Limas/RBS TV)Suspeito de 22 anos foi preso na quinta (30)
(Foto: Janine Limas/RBS TV)
Suspeitos
Na mesma noite do homicídio, um adolescente de 17 anos foi apreendido pela polícia e confessou participação no crime. Ele disse que a arma utilizada era do comparsa, de 22 anos. O menor tinha registro de infração antecedente por porte de arma.
O segundo suspeito foi preso na tarde de quinta (30). Segundo a Polícia Civil, o jovem de 22 anos se apresentou na Divisão de Investigação Criminal (DIC) da cidade.
Segundo o delegado, responsável pelo caso, Ulisses Gabriel, o rapaz tem passagens por tráfico e ameaças. Ele foi conduzido ao Presídio Regional de Criciúma na tarde de quinta. O adolescente está no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Tubarão, também no Sul catarinense.
Mais segurança
Na terça-feira (28), após a morte de Mirella, o secretário de Estado de Segurança Pública, César Grubba, determinou que as polícias Militar e Civil realizem mais operações de combate à criminalidade na cidade e região.
No mesmo período, houve uma reunião na Prefeitura de Criciúma, para discutir a situação da segurança no município. Entidades da sociedade civil e autoridades estiveram no encontro.

Jornalistas protestam em Curitiba contra perseguições à imprensa


Mais de 100 pessoas participaram do ato neste domingo (3), no Centro.
Grupo pediu 'basta' aos casos de perseguição com roupas pretas e mordaça.

Do G1 PR
Mais de 100 pessoas participaram neste domingo (3) em Curitiba de um ato contra a perseguição de jornalistas. O grupo se reuniu nas ruínas do São Francisco, e de lá seguiu para a Feira do Largo da Ordem, no Centro Histórico da cidade, onde houve distribuição de panfletos para alertar a sociedade sobre perseguições de profissionais da categoria.
A data foi escolhida em alusão ao Dia da Liberdade de Imprensa. O grupo usou camisas pretas em que pedia o fim de perseguições. Com as bocas amordaçadas, os jornalistas apenas gritavam “Basta” enquanto caminhavam.
“É preciso que a sociedade compreenda o que a gente está fazendo, qual é a nossa função como jornalista de levar a informação até eles, e que, com essas perseguições, essa informação cessa”, disse o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), Gustavo Henrique Vidal.
Recentemente, o Sindijor-PR denunciou que profissionais da imprensa no estado foram pressionados pelas polícias Civil e Militar a revelarem as fontes de uma série de reportagens que mostrou irregularidades em ambas as corporações. A produção, publicada pelo jornal Gazeta do Povo, em 2012, mostrou que policiais usavam carros da polícia para fins particulares.
A partir de então, as polícias iniciaram inquéritos para apurar o caso. Contudo, os jornalistas foram frequentemente chamados para depor e se confrontar com os acusados. Para o Sindijor-PR, a insistência tem como objetivo não punir os policiais que cometeram excessos, mas descobrir as fontes dos repórteres.
Em outro caso, um jornalista da RPC teve de ser movido para um local seguro após ter a vida ameaçada em Londrina, norte do estado, onde investigava um escândalo de corrupção na Receita Estadual.
“Existe uma ameaça muito clara contra a vida a um jornalista, colega nosso da RPC, mas existem muitas outras situações em que jornalistas estão sendo perseguidos, ameaçados, intimidados, e isso é uma coisa com a qual a sociedade não pode concordar”, afirmou o jornalista Fernando Parracho.

Google agora também é operadora de celular



 24 de abril de 2015
Por Ennio Rodrigues
google-fi
Este mês de abril marca mais um lançamento da empresa que comanda o maior sistema de buscas da internet, a Google. Na última quarta-feira, a companhia anunciou que também vai atuar como provedora de dados em todo o território estadunidense. O Project Fi pretende oferecer a melhor conexão para os usuários a partir de parcerias com as operadoras Sprint e T-Mobile, além milhões pontos de acesso Wi-Fi. O pacote mais básico, com 1Gb disponível por mês, custa US$ 30.
A gigante da internet está alugando a infraestrutura das operadoras de celular para criar uma espécie de operadora virtual e oferecer seu prórprio serviço de dados. Usando um software próprio, a conexão do Project Fi promete ser sempre a mais veloz. Funciona assim: em locais em que há conexão 3G da Sprint e 4G LTE da T-Mobile, o dispositivo se conectará à 4G e assim por diante. A migração de uma rede para a outra é automática.
O primeiro território de experiência são os Estados Unidos e, por enquanto, só é compatível com o Motorole Nexus 6. O preço básico é composto por uma taxa de US$20 pelo “Fi Basics” mais a cota mínima de 1 Gb. A cota não utilizada ao final do mês é convertida em crédito que pode ser usada parra comprar novos pacotes de dados no mês seguinte, evitando que o usuário perca o que não usou.
Será que a novidade chega por aqui?