Polícia investiga oferta de emprego para adolescentes em Belém


Inquérito foi instaurado e casal que oferta a vaga será ouvido nesta terça, 5.
Caso semelhante foi denunciado em Marabá e MPT investiga as denúncias.

Do G1 PA
anúncio babá (Foto: Reprodução/TV Liberal)Casal citado no anúncio vai ser ouvido pela Polícia
nesta terça-feira, 5. (Foto: Reprodução/TV Liberal)
A Polícia Civil instaurou nesta segunda-feira (4) um inquérito para investigar um anúncio de jornal que procurava por uma adolescente para cuidar de um bebê em Belém. O casal citado no anúncio foi convocado para prestar depoimento nesta segunda, mas não compareceu e será ouvido pela polícia nesta terça (5). O Ministério Público do Trabalho (MPT) também apura o caso.
Publicado no sábado (2), o anúncia diz que um casal de empresários procura menina que tenha entre 12 e 18 anos para ser adotada e trabalhar como babá. A menina teria que estudar e morar com a família. O homem responsável pelo anúncio prestou depoimento no domingo (3) e disse que apenas prestou um favor ao casal interessado na adoção.
Segundo a delegada Simone Edoron, diretora de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, outras pessoas também serão ouvidas durante o inquérito. "Agora estamos apurando as condutas criminosas que existem no caso, para saber se isso se trata de retrocesso, desconhecimento da lei ou aliciamento de menores", informou a delegada.
A delegada informou ainda que a Polícia investiga uma anúncio semelhante em Marabá, no sudeste do estado, publicado em uma rede social. De acordo com o anúncio, uma mulher procura por uma menina que precise de ajuda financeira para morar com ela. Ela diz que se a interessada for menor de idade, será levada à escola e será tratada como filha.
Segundo o Tribunal Regional do Trabalho no Pará, a exploração da mão de obra infantil no estado representa 7,5% do total registrado no Brasil. Mais de 19 mil crianças e adolescentes trabalham no estado.
"O trabalho infantil doméstico, que eles (anunciantes) estão pretendendo, está enquadrado como uma piores formas de trabalho infantil", afirmou a juíza do trabalho Zuila Dutra. No Brasil, o trabalho doméstico só pode ser realizado por maiores de 18 anos.
O MPT também instaurou inquérito para apurar as denúncias. "O resultado que se pretende é a pessoa se abster de noticiar, de aliciar, de ofertar emprego a crianças e adolescentes para exercer atividades de trabalho doméstico, bem como a reparação pelo dano moral coletivo praticado", informou a procuradora do trabalho Rejane Meireles.

Motorista que atropelou e matou 2 no Rio tem várias multas de velocidade


Nadadora Sarah Corrêa foi enterrada; homem de 58 anos também morreu. 
Motorista disse que não socorreu porque se feriu e vai depor de novo.

Do G1 Rio
O motorista que atropelou e matou a nadadora Sarah Corrêa foi identificado como o empresário Diogo Barreira Brito, de 29 anos. Ele é esperado para prestar novo depoimento à polícia esta semana. Como mostrou o RJTV, ele tem 15 multas trânsito, a maioria delas por excesso de velocidade e avanço de sinal. veja vídeo acima
Sarah, de 22 anos, foi atropelada na sexta-feira (1ª), próximo à sua casa, em Vargem Pequena, na Zona Oeste. Ela foi levada para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, Zona Sul, onde morreu. Oenterro foi nesta segunda. Outra vítima, Paulo Pessoa, de 58 anos, morreu no local.
Diogo não prestou socorro. Num primeiro depoimento à polícia, ele alegou que não socorreu as vítimas porque também se feriu e procurou atendimento num hospital. Os investigadores tentam confirmar se ele foi mesmo atendido por algum médico. Procurado pelo equipe de reportagem, o motorista não atendeu às ligações.
Carro ficou destruído após se atropelar 2 e bater em muro (Foto: Reprodução / Globo)Carro ficou destruído após se atropelar 2 e bater em muro (Foto: Reprodução / Globo)
O atropelamento foi filmado por uma câmera de segurança na Estrada dos Bandeirantes. No alto do vídeo é possível ver o motorista avançar à esquerda em direção ao ponto de ônibus e atingir duas pessoas. Paulo Soares, que morreu na hora, e Sarah, que morreu no Miguel Couto. Fotos feitas logo depois do acidente por amigos da atleta mostram que, depois de atropelar as pessoas na calçada, o carro ainda derrubou o muro de uma casa.

Sarah era atleta e conquistou a medalha de prata para o Brasil no revezamento 4 x 200 metros livre nos jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em 2011. Ela parou de treinar em 2014 e trabalhava como vendedora em uma loja no Leblon.
Enterro sob comoção
O corpo de Sarah foi enterrado no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Cerca de 80 pessoas se despediram da atleta e soltaram balões brancos durante o sepultamento. Para se despedir da filha, Maria de Fátima Goncalves fez questão de vestir a jovem com o uniforme da Seleção Brasileira de Natação.

Ela disse que vai se empenhar numa campanha contra a impunidade. “Minha filha não foi embora em vão. A vida da minha filha valia muito. Não vai ficar impune. Nada vai trazer ela de volta, claro, mas eu não quero prender esse cara, eu quero mudar as leis, e, claro, mudando as leis, ele vai ser punido”, disse.
Pai e mãe deSarah, muito abalados, levam o caixão de Sarah (Foto: Matheus Rodrigues / G1)Pai e mãe de Sarah, muito abalados, levam o caixão (Foto: Matheus Rodrigues / G1)

"Eu vou ser uma guerreira em busca de justiça por ela. Minha filha sentava comigo à mesa do café e dizia: 'Mãe, eu não vim ao mundo para ser uma qualquer'. Ela está fazendo a diferença agora, ela quer que eu lute por todas as mães que estão com o coração despedaçado e perderam seus filhos de uma forma brutal", afirmou Maria de Fátima, muito emocionada, ao lado do caixão.
Ela lamentou não ter conseguido doar os órgãos da filha. "Era o meu desejo, mas não foi a justiça de Deus."
O pai da ex-nadadora, Benedito Bismark Corrêa, também estava muito emocionado ao receber parentes e amigos. Um representante do Fluminense entregou uma bandeira do time para a mãe, que foi colocada sobre o corpo.
Dezenas de amigos e familiares foram se despedir de Sarah (Foto: Matheus Rodrigues / G1)Dezenas de amigos e familiares foram se despedir de Sarah (Foto: Matheus Rodrigues / G1)
Investigação
Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso. Um morador que preferiu não se identificar disse que o homem que provocou o acidente tem costume de andar em alta velocidade e que no dia do acidente estava com sinais de embriaguez.
“O motorista estava visivelmente embriagado nós nos preocupamos com ele. Tiramos ele, perguntamos se tinha vítima, ele alegou que não tinha. Nós procuramos por vítimas e não encontramos, mas ficamos tranquilos. Quinze minutos depois da chegada dos bombeiros, que os bombeiros, com a experiência deles, foram levantar e encontrar as duas pessoas debaixo do carro. Ele [o motorista] costuma correr, dá cavalo de pau. Não é a primeira vez”, contou.

Janot diz que há 'elementos muito fortes' para investigar Eduardo Cunha


PGR opinou sobre pedido do deputado para arquivar inquérito da Lava Jato.
Investigação apura suposto envolvimento do presidente da Câmara. Ele nega.

Renan Ramalho *Do G1, em Brasília
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que há "elementos muito fortes" para investigar o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). veja vídeo acima
Janot deu o parecer para defender a continuidade do inquérito aberto para investigar Cunha.  O documento, protocolado na última quinta-feira (30) e disponibilizado pelo STF nesta segunda (4), responde a um pedido do deputado para arquivar a investigação.
Por meio da assessoria de imprensa, Eduardo Cunha disse considerar "estranho" o teor do comentário de Rodrigo Janot e afirmou que trata-se de "mais uma tentativa de tentar envolvê-lo na denúncias" (leia mais ao final desta reportagem).
A decisão sobre o pedido, sem data prevista para ocorrer, caberá ao plenário do STF, já que, na condição de presidente da Câmara, Cunha só pode ser julgado pelo conjunto dos integrantes da Corte.
“Malgrado até o momento não tenha como precisar se os valores mencionados nos termos em questão foram entregues diretamente ao deputado federal Eduardo Cunha, fato é que o colaborador Alberto Youssef reiterou, e com razoável detalhamento, que Eduardo Cunha era beneficiário dos recursos e que participou de procedimentos como forma de pressionar o restabelecimento do repasse dos valores que havia sido suspenso, em determinado momento, por Júlio Camargo”, disse Janot na peça.
O inquérito aberto no STF sobre Eduardo Cunha está baseado em relatos feitos pelo doleiro Alberto Youssef em acordo de delação premiada. Nos depoimentos, ele diz que Eduardo Cunha e o PMDB era destinatários de propina paga pelas empresas Samsung e Mitsui num contrato de aluguel de sondas celebrado com a Petrobras. O deputado nega as suspeitas (leia mais abaixo).
Nas delações, o doleiro também contou que, em 2011, Cunha teria pressionado um dos empresários que pagavam a propina por meio de requerimentos aprovados na Câmara cobrando explicações das empresas sobre o contrato.
Os requerimentos, apresentados ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério de Minas e Energia, foram assinados por outros dois deputados. O objetivo seria pressionar o empresário Júlio Camargo a retomar o repasse de valores desviados dos contratos para o PMDB, que teria sido interrompido à época.

Por meio da assessoria de imprensa, ele afirmou que Solange Almeida foi ouvida sobre o assunto e negou que ele tivesse envolvimento com os requerimentos.
Cunha nega
Desde o surgimento da suspeita, Eduardo Cunha se defendeu dizendo não ter sido responsável pelos requerimentos, atribuindo sua autoria à então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ).
O presidente da Câmara declarou ainda que há prova documental autenticada de que os requerimentos são do gabinete da ex-deputada. Cunha disse ainda que considera "estranho" que o procurador-geral da República teça comentários a respeito de uma investigação em curso na Polícia Legislativa da Câmara. Para Cunha, trata-se de "mais uma tentativa de tentar envolvê-lo na denúncias".
Em depoimento, Solange Almeida negou ter atuado em favor de Cunha, mas disse também que não se lembrava do teor dos requerimentos e nem de seus desdobramentos após a apresentação.
Na semana passada, Cunha demitiu o diretor do Centro de Informática da Casa, Luiz Antonio Souza da Eira, depois que o jornal “Folha de S.Paulo” publicou reportagem com registros de computadores da Câmara em que Cunha aparece como verdadeiro “autor” de requerimentos citados na Lava Jato.
Para se defender, ele mostrou que a data dos registros divulgados pelo jornal é 10 de agosto de 2011 enquanto os requerimentos da ex-deputada Solange Almeida foram protocolados cerca de 30 dias antes, em 11 de julho do mesmo ano.
No parecer enviado ao STF, Janot afirmou que a explicação do deputado “se mostra completamente despropositada”, citando nova reportagem da “Folha” que mostrou que a diferença nas datas se dá por causa da criação do arquivo original em Word e sua posterior conversão num arquivo PDF para disponibilização na internet, procedimento comum na Câmara, segundo o jornal.

Petrobras tem contratos de R$ 44,6 bilhões com empresas investigadas na Lava-Jato



d’O Globo:
As empreiteiras suspeitas de integrar o “clube do cartel” têm contratos ainda vigentes com a Petrobras no valor total de R$ 44,6 bilhões, aditivados por 321 vezes, seja para ampliar prazos de execução ou preços praticados. Ao todo, 65 contratos permanecem ativos, dos quais 53 — 81,5% — foram firmados a partir de cartas-convite da estatal e o restante, por dispensa ou inexigibilidade de licitação.
Desde dezembro do ano passado, a grande maioria das empresas do “clube” está proibida de participar de novas concorrências por decisão da própria estatal, em razão das investigações na Operação Lava-Jato. Agora, pela primeira vez, é possível mensurar a dimensão dos contratos dessas construtoras que ainda vigoram na Petrobras. O valor total equivale, por exemplo, a mais de duas vezes o tamanho do prejuízo da estatal em 2014, registrado no balanço contábil divulgado na semana passada.
A reportagem do GLOBO protocolou um pedido na Petrobras, via Lei de Acesso à Informação, para receber os dados dos valores dos contratos que continuam vigentes com cada uma das empresas investigadas. O portal de transparência da estatal não fazia essa distinção, divulgando apenas planilhas brutas mensais, o que impedia o dimensionamento das contratações. A companhia chegou a recusar a informação, o que foi contestado pela reportagem no pedido protocolado.
Na segunda-feira passada, dia 27, a Ouvidoria da Petrobras entrou em contato e comunicou uma mudança do portal de transparência, a partir daquele dia. Agora, a estatal permite consultas por empresa, pelo estágio da contratação, por período e pelo tipo de seleção do empreendimento. Para se ter uma ideia de como essas informações eram nebulosas até então, apesar do caráter público, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a instaurar um processo de auditoria que permita calcular as fatias de cada empresa na estatal.
O GLOBO pesquisou quais os contratos ativos para 27 empresas suspensas pela Petrobras em dezembro ou investigadas em processos de responsabilidade administrativa abertos pela Controladoria Geral da União (CGU) — alguns empreendimentos constam em só uma dessas listas. A Odebrecht, suspensa e investigada pela CGU, lidera: são 19 contratos vigentes, que somam R$ 17 bilhões. O mais longevo deles se estende até 2022. Em 18 casos, a empreiteira participou das disputas por meio de cartas-convite. Entre os serviços em execução estão montagem de plataformas, instalação de dutos, operação de embarcação, perfurações e tratamento de resíduos oleosos.
A Odebrecht chegou a ter um contrato suspenso, referente a um navio de perfuração, no valor de R$ 549,2 milhões, como consta no sistema. A parceria vigoraria até 2021, mas acabou cancelada. A Petrobras ignorou o questionamento da reportagem e não explicou por que ocorreu o cancelamento. Já a Odebrecht Óleo e Gás afirmou que não houve suspensão e que a parceria segue “em operação normal”.
Uma das contratações, com a Odebrecht Óleo e Gás, foi feita em 2014 por dispensa de licitação. Até junho, a empreiteira presta serviços de embarcação e instalação de dutos, a um custo de R$ 95 milhões. Um aditivo no mesmo ano prorrogou o prazo da parceria. Outro ampliou o valor do contrato.
Para deixar de exigir concorrência entre empresas, a estatal se baseou no decreto nº 2.745, de 1998, editado para facilitar as licitações e simplificar a escolha das empresas. Esse decreto é apontado por investigadores da Lava-Jato como um dos facilitadores do esquema montado na estatal.
Outro facilitador, segundo as investigações, foi a preferência pela modalidade de convite, em que no mínimo três fornecedores são convidados para disputar uma licitação. Para isso, essas empresas precisam estar inscritas previamente num cadastro. Essa foi a forma de seleção em oito entre dez contratos do “clube” que continuam vigentes na Petrobras.
Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no último dia 28, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse discordar do modelo de convite, que “gera riscos”, e defendeu mudanças na forma de fazer as contratações. Já o decreto nº 2.745, com critérios diferentes da Lei de Licitações, foi defendido por Bendine. Segundo ele, o decreto levou vantagem competitiva à estatal e não é a porta de entrada da corrupção detectada na companhia.
A Camargo Corrêa, por meio do consórcio CNCC, tem dois contratos ativos na Petrobras, conforme os registros da estatal. O valor é de R$ 5,1 bilhões. Por meio da assessoria de imprensa, a empresa afirmou que apenas uma parceria permanece vigente, de construção de unidade de processamento na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O contrato é de R$ 3,7 bilhões, e já teve execução de 95%, informa a empreiteira. O segundo contrato, de R$ 1,4 bilhão, acrescenta, foi concluído há dois anos, e referia-se a uma unidade de processamento na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná.
A UTC, por meio de um consórcio, executa obras no valor de R$ 3,9 bilhões, com vigência até este ano. O presidente da empreiteira, Ricardo Pessoa, é apontado como chefe do “clube do cartel”. Depois de quase seis meses preso em Curitiba, o executivo obteve habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça-feira e poderá ficar em prisão domiciliar, a exemplo de outros oito executivos investigados por conta de supostas fraudes nas licitações e pagamentos de propina. Procurada, a UTC não se manifestou.
PROCURADOR TEME AÇÃO DE EXECUTIVOS SOLTOS
Na defesa que fez da continuidade das prisões preventivas dos empreiteiros, a Procuradoria Geral da República (PGR) usou como argumento a extensão dos contratos vigentes. Soltos, os empresários poderiam interferir no andamento dessas parcerias. A argumentação não convenceu os ministros do STF. Além de executivos da UTC e da Camargo Corrêa, foram soltos empreiteiros da OAS, que tem contrato vigente com a Petrobras no valor de R$ 192,3 milhões; da Engevix Engenharia, com R$ 227,4 milhões ativos; da Galvão Engenharia, que integra um consórcio responsável por serviços de R$ 2.05 bilhões até 2016; e da Mendes Júnior.
A assessoria de imprensa da Petrobras respondeu que “o bloqueio cautelar não implica em paralisação ou rescisão de contratos vigentes, nem a suspensão de pagamentos devidos por serviços prestados”. Já a Odebrecht, também pela assessoria, afirmou que todos os contratos prosseguem normalmente e cumprem o cronograma estabelecido, sem alterações. “A Odebrecht tem tomado todas as medidas necessárias para preservar seus direitos. A empresa, que não participa e nunca participou de nenhum tipo de cartel, reafirma que todos os contratos que mantém, há décadas, com a Petrobras, foram obtidos por meio de processos de seleção e concorrência que seguiram a legislação vigente.”

Ducci confirma intenção de disputar prefeitura e diz que é o ‘melhor símbolo’ da oposição


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de André Gonçalves, Conexão Brasília, Gazeta do povo:
O anúncio da fusão entre PSB e PPS, na semana passada, é o prenúncio de uma saia-justa entre os principais nomes dos dois partidos no Paraná. Os deputados federais Luciano Ducci (PSB) e Rubens Bueno (PPS) são pré-candidatos à prefeitura de Curitiba, em 2016. Ambos, curiosamente, foram colegas de chapa em 2012.
Ducci se antecipou a um possível confronto interno e disse que, pelas pesquisas mais recentes e pelo histórico de já ter sido prefeito, é a alternativa mais viável. “Sem dúvida, o nome que melhor simboliza a oposição à atual gestão é o meu”, declarou. Em 2012, a dobradinha Ducci-Rubens não chegou ao segundo turno.

Moro ouve empreiteiros denunciados na Lava Jato


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A Justiça Federal deu início na manhã desta segunda-feira aos interrogatórios dos executivos das maiores empreiteiras do Brasil denunciados no bilionário esquema de corrupção e desvios na Petrobras. Dalton dos Santos Avancini, Eduardo Hermelino Leite e João Ricardo Auler, da Camargo Corrêa, são os primeiros a serem ouvidos pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato, em Curitiba. As informações são de Veja.
À tarde, será a vez do presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, acusado de ser o coordenador do cartel de empreiteiras que pagava de 1% a 3% em contratos da Petrobras, por meio de diretores indicados pelo PT, PMDB e PP, que tinham como destino partidos e políticos. O prejuízo estimado até agora é de 6 bilhões de reais, desviados dos cofres públicos entre 2004 e 2014.
É a primeira vez que os executivos alvos da Lava Jato depõem formalmente ao juiz Sérgio Moro como réus dos processos. Dois deles, Avancini e Leite – presidente e vice-presidente da Camargo Corrêa – fizeram acordo de delação premiada e já confessaram crimes e apontaram novos fatos aos investigadores da força-tarefa do Ministério Público Federal. O juiz federal deve começar a partir de junho a sentenciar os executivos de empreiteiras.
São 25 executivos e funcionários de seis das dezesseis empreiteiras acusadas de cartel nos contratos da Petrobras dentro desse primeiro pacote de processos criminais. As ações (cinco ao todo) foram abertas em dezembro de 2014, após denuncias do Ministério Público Federal serem aceitas por Moro.
Pelo rito processual, após os interrogatórios, o MPF terá prazo para fazer suas alegações finais de acusação e depois os acusados terão tempo para suas defesas – antes que o juiz comece a elaborar suas sentenças pela condenação ou absolvição dos réus. Até agora, apenas um processo da Lava Jato envolvendo a Petrobras foi julgado.
Os interrogatórios desta segunda-feira fazem parte do processo que envolve a Camargo Corrêa e a UTC. Para a tarde, estão previstos ainda os interrogatórios dos réus Waldomiro de Oliveira (laranja do doleiro Alberto Youssef), Márcio Andrade Bonilho (do grupo Sanko, laranja de Youssef), Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro de Cidades Mário Negromonte e entregador de propina, e Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca – policial federal que também era transportador de dinheiro de Youssef.

Pizzolato diz que ‘prefere morrer’ a cumprir pena no Brasil


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O ex-diretor o Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, afirmou nesta segunda-feira (4) ao senador italiano Carlo Giovanardi que “prefere morrer a descontar a pena por anos em uma penitenciária do Brasil”. As informações são do IG Online.
Giovanardi teve uma reunião com o brasileiro e seu advogado, Alessandro Sivelli, e divulgou uma nota explicando os temas debatidos entre eles. O parlamentar pediu ao ministro da Justiça local, Andrea Orlandi, que “revogue” a decisão de extraditar o acusado no processo do mensalão ao Brasil.
Segundo Giovanardi, a medida “coloca em risco a vida de Pizzolato, que se colocou a disposição de cumprir a pena na Itália, mesmo com o legítimo pedido de revisão do processo em que foi envolvido no Brasil”.
“Pizzolato obteve a negação da extradição da Corte de Apelo de Bolonha enquanto a Corte de Cassação jogou a decisão para o governo italiano que, incompreensivelmente, estabeleceu que Pizzolato, cidadão italiano, deve ser extraditado ao Brasil em 11 de maio”, destacou o líder do AP.
Na semana passada, Giovanardi já havia apelado para o governo rever a decisão contra o ítalo-brasileiro, dizendo que era “incompreensível” sua extradição.

Atlético-Pr apresenta as novas camisas para a temporada 2015


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O Atlético Paranaense apresentou nesta segunda-feira (04) as camisas do time para a temporada 2015. Poucas mudanças em relação ao modelo de 2014: a número 1 segue a tendência de listras verticais estreitas e o modelo número 2 manteve o “CAP” solto – com uma variação mínima nas cores do antigo escudo e do tecido em relação ao uniforme da última temporada. Feita pela Umbro, a camisa deve ser usada na estreia do time no Brasileirão, domingo, contra o Internacional, na Arena da Baixada.

Dilma foge da TV e do PT

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No programa nacional do PT, que vai ao ar hoje, com destaque para Lula, a presidente Dilma Rousseff não dará o ar da graça, assim como preferiu não fazer seu pronunciamento em rede nacional de rádio e TV do Dia do Trabalho. Há quem aposte que é uma tentativa da Chefe do Governo de se descolar do PT depois da prisão do ex-tesoureiro João Vaccari Neto, já denunciado pelo Ministério Público. Dilma, aliás, nunca quis maior proximidade com Vaccari.

A proximidade entre Gleisi e OAS


Gleisi-Hoffmann
Revista expõe intimidade suspeita entre o presidente OAS, preso na Lava-Jato, e Gleisi Hoffmann
Do Ucho Haddad
Perna curta – A cada dia que passa a senadora petistaGleisi Helena Hoffmann (PT) fica mais atolada no Petrolão. Matéria da revista Época traz revelação que complica a situação da ex-chefe da Casa Civil. “O presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso até a semana passada, tinha livre acesso ao gabinete de Gleisi Hoffmann também investigada na Lava Jato, quando ela ocupava a Casa Civil”, destaca a publicação.
“Pinheiro fez cinco visitas a Gleisi para falar de negócios da empreiteira, que doou R$ 1 milhão para a campanha dela ao Senado em 2010. O assunto voltou à baila em depoimento que Gleisi prestou à PF em abril”, assinala a revista.
O depoimento de Gleisi, no final de abril, continua rendendo dores de cabeça à petista. A senadora admitiu em depoimento à Polícia Federal ter solicitado contribuições a pelo menos cinco das grandes empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato, mas negou ter recebido dinheiro do doleiro Alberto Youssef ou do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações) também negou que tenha intermediado pedido de dinheiro a Paulo Roberto ou a Youssef para a campanha da mulher ao Senado, em 2010.
O problema é que a doação do R$ 1 milhão em dinheiro da Petrobras para Gleisi está incontestavelmente bem documentada. A denúncia foi feita pelos dois principais delatores da Lava-Jato, Costa e Youssef, que dependem da comprovação de suas informações para manter os benefícios que receberam da Justiça em termos de redução de penas e regime prisional.
O ex-diretor da Petrobras informou que, em 2010, foi abordado por Paulo Bernardo (então ministro do Planejamento de Lula, condição que o colocava em posição decisiva para incluir, ou não, grandes obras no cronograma do governo), que lhe solicitou R$ 1 milhão para a campanha da mulher, Gleisi, que disputaria vaga no Senado.
Paulo Roberto Costa repassou o pedido de Paulo Bernardo a Youssef que providenciou o dinheiro e o entregou, em espécie, em quatro parcelas, ao dono de um shopping no centro de Curitiba. O empresário teria repassado o dinheiro a Gleisi. Interrogada pelo delegado Thiago Machado Baladary no último dia 14 de abril, na sede da PF em Brasília, Gleisi disse que nem mesmo conhece Youssef. As evasivas da senadora tornam-se cada vez mais insustentáveis à medida que novas revelações esclarecem a intimidade do casal com empresários envolvidos nas investigações da Operação Lava-Jato.
Paulo Bernardo e Gleisi podem negar qualquer acusação no âmbito do Petrolão, até porque a Constituição Federal garante ao cidadão a não produção de provas contra si, mas não se pode esquecer que o ex-ministro já utilizou a lavanderia de Youssef para alvejar recursos de campanha eleitoral, quando o petista concorreu à Câmara dos Deputados. O intermediador da operação de branqueamento de capitais foi o ex-petista André Vargas, investigado na Lava-Jato e preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba.

G1 explica truque em fotos tiradas de 'abismo' no Rio; assista ao vídeo


Mirante fica na Pedra do Telégrafo, em Barra da Guaratiba, Zona Oeste.
Ilusão de ótica dá impressão de que abaixo da pedra há um penhasco.

Lívia TorresDo G1 Rio
Visitantes fazem pose na Pedra do Telégrafo (Foto: José Raphael Berrêdo / G1)Visitantes fazem pose na Pedra do Telégrafo
(Foto: José Raphael Berrêdo/G1)
Cenário paradisíaco e nova sensação nas redes sociais, a Pedra do Telégrafo, em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, tem atraído corajosos visitantes que supostamente se arriscam num "abismo" ao posar para fotos. O clique, feito em um dos mirantes do morro, a Pedra do Cavalo, tem deixado pais e mães com o coração na mão.
G1 foi conferir de perto para mostrar que, na verdade, tudo não passa de ilusão de ótica (entenda no vídeo acima e na foto ao lado).

As amigas Larissa Averbug e Jhoane Brasileiro enfrentaram filas neste sábado (2) (Foto: Arquivo Pessoal)Só é possível chegar até os 354 metros da montanha fazendo uma trilha de dificuldade moderada, que dura cerca de 40 minutos.

Lá do alto é possível enxergar uma paisagem deslumbrante das praias selvagens da região, da Restinga da Marambaia, da Barra da Tijuca e da Pedra da Gávea.
As amigas Larissa Averbug e Jhoane Brazileiro
enfrentaram longas filas neste sábado (2) (Foto:
Arquivo Pessoal)
Filas no novo 'pico'
Quem não quiser se aventurar sozinho pode contar com o auxílio de guias para fazer o passeio, que custa em torno de R$ 50. Como noticiou o Jornal O Globo, os visitantes já encontram filas para fazer as poses na pedra durante fins de semana e feriados.
"Fazemos o passeio quando o tempo está bom, com dois guias e um fotógrafo, e em dois horários menos cheios: nascer e no pôr do sol. A trilha era pouco conhecida e, de repente, descobrimos que aquele pico rendia uma ótima foto. A degradação vem junto com as pessoas, por isso a gente faz um trabalho de conscientização para que ninguém deixe lixo na trilha, por exemplo", conta Pedro Felipe Carvalho, diretor da ONG Amigos do Perigoso (nome de uma das praias dentro da área de preservação do Grumari).
A advogada Jhoane Brazileiro, que fez o passeio no último sábado (2), diz que foi mais demorado esperar para fazer a foto do que subir a trilha. "Demoramos mais tempo na fila da foto do que na trilha. Tinha gente esperando duas horas para tirar foto, nós conseguimos esperar uma hora e meia."
Mapa mostra local onde fica a Pedra do Telégrafo (Foto: Reprodução/GoogleMaps)Mapa mostra local onde fica a Pedra do Telégrafo (Foto: Reprodução/GoogleMaps)
Batismo na Segunda Guerra
A Pedra do Telégrafo abrigou uma estação militar de comunicação durante a Segunda Guerra Mundial, por isso o seu nome.
Existe mais de um caminho para começar a trilha e em todos eles é preciso enfrentar grandes ladeiras. A trilha tradicional começa na Praia Grande, de onde se pega o Caminho dos Pescadores. Outra opção é subir perto da antiga ponte que leva à Restinga da Marambaia, de uso exclusivo do Exército. Apesar de íngreme em alguns momentos, não há obstáculos ou riscos na trilha.
Thiago Correa teve quase 40 mil curtidas em sua foto no Telégrafo (Foto: Reprodução/Instagram)Thiago Correa teve quase 40 mil curtidas em sua foto no Telégrafo (Foto: Reprodução/Instagram)
40 mil curtidas
O engenheiro ambiental Thiago Correa, de 27 anos, descobriu o local pela internet. Segundo ele, as pessoas que viram a foto acreditavam que tudo não passava de um truque de imagens.
Julia Carvalho deu um susto na mãe com a foto na Pedra do Telégrafo (Foto: Reprodução/Instagram)Julia Carvalho deu um susto na mãe com a foto
no Telégrafo (Foto: Reprodução/Instagram)
"A foto teve uma repercussão muito boa no meu Instagram. Muita gente achava que era montagem devido ao ângulo que a foto foi tirada parecer muito alto. Mas muitas pessoas ficaram curiosas para conhecer o lugar e marcavam os amigos [nas fotos] dizendo: "Vamos fazer essa trilha, quero muito conhecer"', afirma ele, que teve mais de 40 mil curtidas em apenas uma das imagens que postou em sua conta.

A mãe da publicitária Júlia Carvalho, de 26 anos, levou um baita susto quando recebeu pelo Whatsapp a imagem da filha "arriscando a vida" na pedra.

"Minha mãe estava viajando e eu mandei para ela assim que desci [da trilha]. Ela me ligou na hora já com uma voz desesperada mandando eu parar de brincar nas alturas. As pessoas ficaram pasmas e muitas me ligaram", diz.
Apesar de indicar o passeio, Julia alerta para a escassez de sinalização. "Além de difícil acesso, achei o entorno um pouco precário em sinalização e segurança."
Visitantes em mirante da Pedra do Telégrafo se chama Pedra do Cavalo (Foto: Lívia Torres / G1)Visitantes em cima da Pedra do Cavalo, mirante mais famoso da Pedra do Telégrafo (Foto: Lívia Torres/G1)