O remédio da Hypermarcas maior empresa do setor farmacêutico do Brasil


A antiga fabricante de palha de aço se torna a maior empresa do setor farmacêutico brasileiro em participação de mercado. E sem inventar nenhum medicamento

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Claudio Bergamo, presidente da Hypermarcas: “Não somos uma empresa de cientistas, mas de marqueteiros”
Claudio Bergamo, presidente da Hypermarcas: “Não somos uma empresa de cientistas, mas de marqueteiros” ( foto: Gustavo Luz e Wellington Cerqueira/Ag. Istoé)
A Hypermarcas passou por muitas fases desde que foi criada, em 2000, com a compra da fabricante de palhas de aço Assolan pelo empresário goiano João Alves de Queiroz Filho, mais conhecido como Júnior, ex-controlador da Arisco, vendida na mesma época para a Unilever. Comprador compulsivo, Júnior protagonizou nos dez anos seguidos um festival de aquisições. Ao todo, 23 empresas foram incorporadas, o que resultou em um extenso e nem sempre coerente portfólio de marcas, reunindo desde o segmento de limpeza do lar até produtos de higiene pessoal e medicamentos.
Após uma série de questionamentos do mercado sobre a capacidade de integração dessas companhias, a empresa resolveu submeter seus ativos a um pente fino e redefinir sua estratégia de negócios. As marcas que não apresentavam os resultados esperados ou não estavam alinhadas com o plano estratégico foram passadas adiante, como a própria Assolan. Segundo Claudio Bergamo, presidente da Hypermarcas, o processo de depuração durou quatro anos, de 2010 a 2014. Como pano de fundo, a definição das áreas prioritárias de negócios, baseadas num tripé: medicamentos, higiene pessoal e beleza.
À primeira vista, valeu a pena. Em março deste ano, por exemplo, a Neo Química, braço da Hypermarcas na área de medicamentos genéricos ultrapassou a EMS na liderança do ranking das maiores companhias farmacêuticas brasileiras, com 11,1% de participação de mercado. Desbancou, ainda, o analgésico Dorflex, da francesa Sanofi, do topo da lista dos medicamentos com o maior faturamento no País, graças ao genérico Losartan Potassium, indicado para o tratamento de pressão alta. Entre os mais vendidos em unidades, o descongestionante nasal Neosoro, que também pertence à Hypermarcas, já figurava na primeira posição.
“Ainda temos 89% do mercado para conquistar”, afirma Bergamo. De acordo com ele, a área de medicamentos foi o primeira a responder à reestruturação promovida nos últimos quatro anos. No ano passado, o faturamento da empresa nesse mercado, foi de R$ 2,5 bilhões. “Hoje, 65% das nossas vendas vêm do setor farmacêutico”, diz Bergamo. Ao todo, a receita da Hypermarcas atingiu R$ 4,6 bilhões, em 2014. Mas a ideia é não se acomodar nessa posição. Para ele, como o lugar mais alto do pódio só foi alcançado recentemente, o posicionamento ainda é frágil. “Precisamos consolidar esse resultado”.
O crescimento da companhia nessa área é resultado de um forte investimento em marketing. A Hypermacas tem foco em medicamentos que não necessitam prescrição médica, genéricos e similares. E, a partir de um conhecido portfólio de marcas, tem feito inovações em sintonia com o que o mercado chama de extensão de linha. O Doril, por exemplo, ganhou uma versão para enxaqueca. Já o Benegrip foi recentemente lançado na versão líquida. “Não somos uma empresa de cientistas, mas de marqueteiros, que buscam entender o consumidor”, afirma o executivo. “Apostamos na inovação e não na invenção.” Uma prova disso é que 85% dos produtos da Hypermarcas entraram no mercado há menos de dois anos.
Nos três primeiros meses deste ano, foram investidos R$ 223,5 milhões na área de marketing, 7% a mais do que o mesmo trimestre de 2014. Nos últimos anos, marcas como a Neo Química receberam atenção especial. O jogador de futebol Ronaldo Fenômeno foi contratado como garoto-propaganda da marca, que passou a patrocinar a o Corinthians. Resultado: três dos cinco medicamentos mais vendidos no Brasil, em valor, são da Neo Química. Paralelamente à área de medicamentos, a companhia ainda vem ganhando terreno nos segmentos de higiene pessoal e beleza. Entre janeiro de 2014 a janeiro deste ano, a participação de mercado da companhia em receita passou de 7,6% para 8,6%, segundo dados da consultoria Nielsen. A empresa aposta nesse período de crise para conquistar o mercado, o que divide a opinião dos analistas.
“Enquanto a concorrência tira o pé do acelerador, eles se arriscam”, diz Caio Moreira, analista de saúde e consumo da Fator Corretora. “Só não sei se eles conseguirão reter o consumidor depois que desse período passar.” Por outro lado, os produtos de higiene e beleza têm enfrentado uma série de ajustes de preço, o que tem comprometido as margens de lucro. Segundo o analista Henrique Florentino, da Um Investimentos, os preços menores têm reduzido os resultados. “Foi importante para ganhar market share, mas não é uma política sustentável”, afirma. Em abril, a Hypermarcas fez um reajuste de preços e estuda um segundo em julho. “Tudo vai depender do dólar”, diz Bergamo.

Cerveró diz que morou de graça em duplex de R$ 7,5 mi em Ipanema


Para a força-tarefa da Operação Lava Jato, ex-diretor da Petrobras é o verdadeiro dono do imóvel, registrado em nome de uma offshore

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O ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou na terça-feira, 5, à Justiça Federal, em Curitiba, que morou dois anos sem pagar aluguel em um apartamento de R$ 7,5 milhões, localizado na praia de Ipanema (RJ) - um dos metros quadrados mais caros do Brasil. O duplex de luxo está registrado em nome da Jolmey do Brasil Administradora de Bens Ltda, uma filial da uruguaia Jolmey S/A, aberta pelo advogado Oscar Enrique Algorta Rachetti, no Uruguai.
Para a força-tarefa da Operação Lava Jato, Cerveró é o verdadeiro dono do imóvel. "O senhor não acha estranho o senhor morar dois anos de graça em um apartamento?", questionou o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato. "Mas eu não acho", respondeu. "Foi uma compensação."
 
Cerveró foi interrogado pelo juiz na ação penal em que é réu ao lado do advogado uruguaio Algorta e do lobista Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano - acusados por crime de lavagem de dinheiro envolvendo a compra do apartamento, em 2009.
 
A Jolmey teria sido usada por Cerveró para ocultar o patrimônio, originado de propina operada por Fernando Baiano, em nome do PMDB, na Diretoria de Internacional. Os recursos e a operação de lavagem teriam sido feitas por Algorta.
 
"Parte dos valores voltou ao Brasil em simulação de investimentos na empresa Jolmey do Brasil Administradora de Bens Ltda, uma filial da uruguaia Jolmey S/A". A denúncia do MPF aponta que as duas empresas eram de Cerveró, apesar de registradas em nome de terceiros.
 
A Jolmey do Brasil Administração de Bens Ltda foi aberta em novembro de 2008, em nome do advogado Marcelo Oliveira Mello - ex-jurídico da Petrobras que trabalhou com Cerveró.
 
Segundo Cerveró, a Jolmey era de Algorta que, em 2008, propôs que ele intermediasse negócios no Brasil no mercado imobiliário. "Ele disse que representava clientes no Uruguai que queriam investir em imóveis no Rio."
 
"Assumi compromisso com Algorta, ele conversou com um cliente dele e fizemos esse acordo, ele comprou o apartamento por R$ 1,5 milhão", declarou Cerveró.
 
Denúncia do Ministério Público Federal informa que o apartamento no bairro de Ipanema, no Rio, foi adquirido pela Jolmey do Brasil por R$ 1,532 milhão e depois reformado com R$ 700 mil. O imóvel está avaliado atualmente em R$ 7,5 milhões.
 
Segundo o MPF, desde o início o apartamento pertencia a Cerveró. Depois da reforma, a propriedade foi alugada ao ex-presidente da estatal por R$ 3.650, valor abaixo do de mercado. Relatório da Receita Federal aponta que o apartamento teria sido alugado da Jolmey do Brasil entre 2009 e 2011.
 
"A locação teria iniciado em junho de 2009, pelo valor de R$ 3,5 mil mensais." Em 2011, o último aluguel registrado foi de R$ 4 mil. "Nos anos de 2012 e 2013, segundo Declaração de Imposto de Renda de Cerveró, mesmo pagou à locadora o montante total de, respectivamente, R$ 9,8 mil e R$ 9 mil."
 
O ex-diretor afirmou que foi feito um acordo verbal, sem registro, de que ao final da reforma ele poderia comprar ou morar no imóvel pagando aluguel com preço de mercado - a ação cita o valor de R$ 18 mil mensais.
 
Cerveró argumentou que o pagamento de aluguel era baixo, segundo ele, porque ele administrava as outras despesas do imóvel e que havia um acordo comercial de que ao final ele ou compraria o duplex ou passaria a locá-lo pelo preço de mercado.
 
"Não tinha dia certo para pagar aluguel, era uma relação diferenciada, era uma relação de investimentos", explicou o ex-diretor.
 
Ex-advogado da Petrobras
 
Cerveró confirmou que indicou o ex-advogado da Petrobras para Algorta para que fosse efetivado o negócio. Foi em seu nome que foi registrada a filial da Jolmey no Brasil. "Eu indiquei Marcelo, porque a ideia do Algorta era essa, criar uma empresa no Uruguai e uma subsidiária no Brasil que seria proprietária do imóvel desse cliente."
 
No papel Algorta era o presidente do Conselho de Administração da Jolmey S/A e, segundo o MPF, o "mentor intelectual" da operação que beneficiou o ex-diretor da Petrobras.
 
Mello foi ouvido pela Polícia Federal e confirmou que foi procurado há sete anos por Cerveró e pelo advogado uruguaio Algorta para montar uma subsidiária brasileira da Jolmey. Segundo ele, o ex-diretor "tratou pessoalmente do assunto".
 
Numa troca de e-mail em poder da Lava Jato, há registro de mensagem entre um funcionário do escritório de Mello, de 2010, em que ele pede uma reunião com Cerveró, a quem trata de "dono da Jolmey" para que "a melhor estratégia seja tomada para mitigar o risco de exposição fiscal do cliente".
 
Suspeita
 
As declarações de Cerveró em seu interrogatório foram consideradas suspeitas pelos investigadores da Lava Jato. No ano passado, pouco depois de ser deflagrada a Operaçõa Lava Jato, um substituto foi colocado no lugar de Mello, como sócio da Jolmey Brasil, e a família de Cerveró deixou o duplex em que moravam sem pagar aluguel desde 2011.

Texto no Facebook complica Fernando Francisquini secretário de segurança do PR


A mulher de Fernando Francischini fez um desabafo na rede social que desagradou o governador Beto Richa

MURILO RAMOS
06/05/2015 - 21h55 - Atualizado 06/05/2015 21h55
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Fernando Francischini (SDD-PR) (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Um texto publicado no Facebook pela mulher do secretário de Segurança do Paraná, Fernando Francischini, na tarde de hoje, complicou a situação do marido. Flávia Resende, que é servidora comissionada da companhia de saneamento do Paraná, afirmou que "um bom político trabalha e age por si só, não depende de homens sujos, covardes, que não honram as calças que vestem e precisam agir sempre em grupo, ou melhor quadrilha". Assessores de Richa disseram que, apesar de ela não ter citados nomes, criticava o grupo do governador, que tem sido alvo de críticas pela maneira como a Polícia Militar reagiu a protestos contra o governo na última semana. O post de Flávia, que foi apagado da rede social, é ruim para Francischini especialmente depois do encontro que ele manteve com o governador pela manhã e, no qual, teria garantido sua permanência à frente do cargo mesmo em meio à crise. Depois do post, a situação de Francischini volta a ficar instável. Richa comentou com assessores não ter gostado do comentário da mulher do secretário de Segurança.

Justiça da Itália suspende extradição de Henrique Pizzolato


Ex-diretor do Banco do Brasil está preso na Itália. Ele foi condenado no escândalo do mensalão

REDAÇÃO ÉPOCA
06/05/2015 - 14h21 - Atualizado 06/05/2015 14h39
A Justiça da Itália decidiu suspender o processo de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henique Pizzolato, preso na Itália após ser condenado no escândalo do mensalão e fugir do país. O Tribunal Administrativo Regional do Lácio concordou com a tese da defesa, que argumentou que o processo de extradição não poderia continuar enquanto não fosse julgado recurso da defesa.
Desta forma, o processo de extradição fica suspenso até o julgamento do recurso. A decisão, assinada pelo presidente da primeira câmara do tribunal, Luigi Tosti, determina que o recurso seja julgado no dia 3 de junho.
Segundo a Folha, a estratégia da defesa de Pizzolato é questionar os trâmites do processo de extradição, para tentar adiar a execução da pena, já que não há mais etapas judiciais para recorrer - o governo da Itália já autorizou a extradição. Além disso, os advogados do ex-diretor do BB também argumentam que Pizzolato tem cidadania italiana e que está disposto a cumprir a pena na Itália.
 
O ex-diretor do Banco do Brasil e condenado pelo mensalão Henrique Pizzolato (Foto: Maurilo Clareto / Editora Globo)
Henrique Pizzolato é ex-diretor do Banco do Brasil. Ele foi acusado de fazer parte do núcleo financeiro do escândalo do mensalão, o grupo que, segundo o Ministério Público, tornou possível o desvio e lavagem de dinheiro para o pagamento de parlamentares. Julgado, Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão.
Pizzolato foi o único dos condenados no mensalão que não se entregou. Em vez disso, ele fugiu para a Itália usando um passaporte falso em nome de seu irmão, Celso Pizzolato, morto na década de 1970. Em fevereiro de 2014, ele foi encontrado epreso pela polícia da Itália, quando o governo brasileiro pediu sua extradição.

Deputados apresentam requerimento para convocar Lula na CPI da Petrobras


Eles acusam Lula de ter viajado como garoto propaganda da Odebrecht, para fazer negócios com dinheiro do BNDES

REDAÇÃO ÉPOCA
06/05/2015 - 14h54 - Atualizado 06/05/2015 15h12
Ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva durante evento em comemoração ao Dia do Trabalho em São Paulo (Foto: Andre Penner/AP Photo)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na mira da CPI da Petrobras. Na terça-feira (5), os deputados federais Efraim Filho (DEM-PB) e Onyx Lorenzoni(DEM-RS) apresentaram uma proposta para convocar o petista para prestar esclarecimentos sobre o escândalo do petrolão. “Tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Vana Rousseff tiveram todas as condições de adotar medidas concretas no sentido de estancar a série de desvios de vultosas quantias que estavam ocorrendo no seio da Petrobras. Todavia, tudo leva a crer que optaram por manter a execução de obras sabidamente superfaturadas, o que terminou por causar estratosféricos prejuízos à companhia e, indiretamente, ao Erário”, diz o requerimento, que deverá ser colocado em pauta na reunião da comissão na quinta-feira (7).
Segundo o deputado Efraim Filho, o pedido de convocação de Lula ganhou forçaapós a última edição de ÉPOCA – que revelou com exclusividade que o ex-presidente do Brasil está sendo investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de tráfico de influência internacional em favor da construtora Odebrecht, investigada na Lava Jato e responsável por obras financiadas pelo BNDES em países africanos e latino-americanos. A relação entre Lula, Odebrecht e BNDES é retratada em documentos oficiais e telegramas internos do Itamaraty publicados na reportagem de ÉPOCA. “Depois que ele saiu do governo, Lula viajou como garoto propaganda para a Odebrecht fazer negócios com dinheiro do BNDES”, diz Efraim Filho, que diz que pedirá esclarecimentos sobre osuposto lobby feito por Lula em favor da construtora brasileira.
Irritado com a repercussão da investigação do MPF, o ex-presidente Lula declarou no dia 1º de maio, em evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que as revistas ÉPOCA e Veja são um “lixo e não valem nada”. "Peguem todos os jornalistas da Veja e da ÉPOCA e enfiem um dentro do outro que não dá 10% da minha honestidade neste país", disse Lula. A revelação feita por ÉPOCA ganhou destaque nos mais respeitados veículos internacionais, como os americanosCNNNew York TimesWall Street Journal e Washington Post; os inglesesGuardian BBC; o francês Groupe Le Monde; o espanhol El País; as agências de notícias ReutersBloomberg e AP; no português Correio da Manhã; no turcoFinans Gündem; nos argentinos Clarín e La Nacion; no cubano Diario de Cuba.
O núcleo de Combate à Corrupção do MPF do Distrito Federal, que confirmou a investigação, decidirá nos próximos 90 dias se abrirá um inquérito criminalcontra o ex-presidente da República e um processo cível contra o BNDES se houver evidências de improbidade administrativa. A diligência está em fase inicial – e, portanto, as provas começarão a ser coletadas nos próximos dias. OInstituto Lula, em nota divulgada em seu site, negou as suspeitas relatadas em despacho do MPF, apresentadas em reportagem de ÉPOCA.  A Odebrecht e a BNDES também negaram que o ex-presidente Lula tenha feito tráfico de influência.

'Foi um ataque do solo', diz general brasileiro que escapou ileso em Beni


Carlos Alberto dos Santos Cruz, que comanda as forças de paz da ONU na República Democrática do Congo, teve o helicóptero alvejado por rebeldes.

Dois soldados das forças de paz da ONU foram mortos por rebeldes na República Democrática do Congo, nesta terça-feira (5). Mas não foi a primeira vez na semana que os boinas azuis sofreram um ataque. Na segunda (4), o helicóptero onde estava o general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, que comanda as tropas, foi alvejado por homens armados não identificados em Beni, na província do Kivu Norte, no leste do país. Em entrevista exclusiva, o militar conta o que houve. "Estávamos sobrevoando a área de operações exatamente para localizar o grupo armado. Foi um ataque do solo, onde o helicóptero foi atingido. Mas conseguimos pousar sem maiores impedimentos", diz Santos Cruz.
O general explica ainda que não houve feridos no helicóptero. "Foi só um problema que afetou o tanque de combustível e nós tivemos que fazer um pouso forçado", acrescenta ele.

Tornado atinge cidades no norte da Alemanha


Pelo menos uma pessoa morreu e 30 ficaram feridas.
Cidade de Buetzow foi uma das mais afetadas.

Da AP
Um tornado devastou parte do norte da Alemanha nesta terça-feira (5). Pelo menos 30 pessoas tiveram ferimentos leves e uma mulher morreu, segundo a imprensa local. veja vídeos
A pequena cidade de Buetzow foi uma das mais afetadas, ficando com destroços de casas e pedaços de árvores caídas espalhados pelas ruas.
Equipes dos bombeiros estavam ocupadas nesta quarta-feira (6) liberando as vias.
Pelo menos 30 pessoas tiveram ferimentos leves – uma mulher chegou a ser internada na cidade de Rostock. Em Hamburgo, uma mulher de 26 anos morreu.
O tornado aconteceu no dia mais quente do ano na Alemanha até agora, com temperaturas em torno de 20ºC.

Justiça condena integrantes da New Hit a 11 anos e 8 meses de prisão


Segundo TJ, cabe recurso à decisão e eles podem recorrer em liberdade.
Integrantes de banda de pagode foram denunciados por abuso sexual na BA.

Do G1 BA
Os integrantes da banda de pagode New Hit, acusados de estuprar duas fãs adolescentes em agosto de 2012, foram condenados a 11 anos e oito meses de reclusão nesta quarta-feira (6). Segundo informações do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), os réus podem recorrer da decisão e ficarão em liberdade até que todos os recursos possíveis sejam julgados. veja vídeo
Os integrantes Alan Aragão Trigueiros, Edson Bonfim Berhends Santos, Eduardo Martins Daltro de Castro Sobrinho, Guilherme Augusto Campos Silva, Jefferson Pinto dos Santos, Jhon Ghendow de Souza Silva, Michel Melo de Almeida, Weslen Danilo Borges Lopes e William Ricardo de Farias foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que os acusou de prática de estupro qualificado.
new hit sai da prisao (Foto: Reprdoução/TV Bahia)Músicos chegaram a ser presos e foram liberados
(Foto: Reprdoução/TV Bahia)
O MP também denunciou o ex-policial militar Carlos Frederico Santos de Aragão, que foi exonerado após acusação de conivência no crime.
Ele foi condenado a mesma pena dos integrantes da banda na sentença proferida nesta quarta pela juíza Márcia Simões Costa, da Vara Crime da cidade de Ruy Barbosa, no interior da Bahia.
Conforme a decisão, os condenados devem cumprir a pena em regime fechado. Mas como compareceram a todas as convocações da Justiça durante o processo, poderão ficar em liberdade até que todos os recursos sejam julgados.
Defesa
Antônio Leite Matos, advogado do dançarino Alan Trigueiros, disse ao G1 nesta quarta-feira que ainda não tomou conhecimento da decisão, mas que pretende recorrer. O advogado da banda, Kléber Andrade, afirmou também ainda não saber da sentença e demonstrou intenção de recorrer.
Já a advogada das duas jovens, Maria Cristina Carneiro, disse que ficou surpresa com a sentença e discorda da pena de 11 anos e 8 meses para todos. Ela acha que as penas deveriam ser diferentes, porque houve participações diferentes no crime.
Mulheres realizam protesto (Foto: Maíra Guedes/ Marcha Mundial das Mulheres)Mulheres fazem protesto contra a banda
(Foto: Maíra Guedes/ Marcha Mundial das Mulheres)
Caso
A banda New Hit já não existe mais. De acordo com a denúncia do MP, na madrugada do dia 26 de agosto de 2012, no centro da cidade de Ruy Barbosa, a 320 quilômetros de Salvador, os integrantes do grupo de pagode teriam abusado sexualmente de duas adolescentes que tinham 16 anos à época.
O estupro teria ocorrido após os músicos receberem as jovens para sessão de fotos no ônibus da banda.
O cantor e outros oito integrantes da ex-banda New Hit foram presos e depois soltos para responderem a acusação em liberdade.
Segundo o que diz a sentença da juíza, as vítimas saíram da cidade vizinha de Itaberaba para uma micareta em Ruy Barbosa. Após a apresentação, foram até o ônibus da banda pedir para tirar fotos com os músicos e pegar autógrafos.
Consta na decisão que "tão logo começaram a posar para as fotos ao lado dos ídolos, foram surpreendidas com atitudes libidinosas". A denúncia do MP apontou que foi praticado, mediante extrema violência, por repetidas vezes e em alternância, conjunção carnal e diversos atos libidinosos.
Segundo a Justiça, durante o processo, além das duas vítimas e dez acusados, foram ouvidas 12 testemunhas arroladas pela acusação, por meio do Ministério Público, e 53 testemunha de defesa.