STJ nega liberdade a pai do menino Bernardo

Casa de Bernardo vira local de peregrinação em Três Passos, RS(Felix Zucco/Folhapress)

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade, nesta quinta-feira, pedido de liberdade de Leandro Boldrini, pai de Bernardo, morto no Rio Grande do Sul em abril de 2014, aos 11 anos. Boldrini é acusado de participar do assassinato do filho com a mulher, Graciele Ugulini, a amiga do casal Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela, Evandro Wirganovicz.

Os ministros mantiveram a decisão de novembro de 2014 que determinou que Boldrini permanecesse preso. Na época, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de habeas corpus.
Nesta quinta-feira, o STJ também negou o pedido da defesa de Boldrini para que o julgamento fosse transferido da cidade de Três Passos, onde a família residia, para o município vizinho de Frederico Westphalen, onde o corpo de Bernardo foi enterrado. Os advogados do médico defendem que o clamor popular e a pressão pública podem influenciar o andamento do processo. A defesa de Boldrini deve recorrer novamente, agora ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O pai de Bernardo foi preso em abril de 2014. Indiciado pela polícia, acabou denunciado pelo Ministério Público. Boldrini, Graciele e Edelvânia respondem por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Wirganovicz responde por ocultação de cadáver.
(Com Estadão Conteúdo)

O que muda nos benefícios trabalhistas com o ajuste fiscal do governo?


O Congresso aprovou a primeira parte do ajuste fiscal proposto pelo ministro Joaquim Levy nesta quarta-feira

REDAÇÃO ÉPOCA
07/05/2015 - 15h48 - Atualizado 07/05/2015 15h48
Deputados de oposição protestam contra ajuste fiscal do governo (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)
Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (6) a primeira parte do ajuste fiscal proposto pelo governo – a Medida Provisória 665. A segunda parte da proposta, que foi apresentada na Medida Provisória 664, deve ser votada em breve. As duas MPs dificultam o acesso a benefícios trabalhistas. Por isso, segundo o governo, devem representar uma economia de aproximadamente R$ 14 bilhões.
Segundo o G1, a votação foi conturbada. Houve tumulto entre deputados, "traição" de parlamentares da base aliada, pressão de sindicalistas e panelaço no plenário. O ministro da Fazenda,Joaquim Levy, classificou a votação como uma "vitória", mas sem dúvidas foi uma vitória apertada: 252 votos a favor e 227 contra.Sete deputados do PT simplesmente não compareceram para evitar votar em uma medida impopular e contrária ao posicionamento das centrais sindicais.
Confira abaixo as principais mudanças nos benefícios trabalhistas com as propostas de ajuste fiscal do governo.
MP 665 (já aprovada)
Seguro-desemprego: Pela lei atual, quem trabalhou por 6 meses e foi demitido tem direito a receber o seguro-desemprego. Com a aprovação do ajuste fiscal, a carência passa a ser de 12 meses no primeiro pedido do seguro, 9 meses no segundo e 6 meses de trabalho initerruptos a partir do terceiro pedido.
Abono salarial: o abono é pago para quem recebeu até dois salários mínimos por mês durante o ano. Pela regra atual, o trabalhador precisava comprovar 30 dias de trabalho formal. Com o ajuste, precisará comprovar 90 dias de trabalho formal.
Seguro-defeso: É um benefício que o pescador recebe na época do defeso, quando os peixes se reproduzem e, por lei ambiental, a pesca é proibida. As regras do seguro-defeso não foram modificadas pelo Congresso.
MP 664 (passará por votação)
Pensão por morte: Atualmente, não há exigência de tempo mínimo de casamento ou união estável para se receber o benefício. Se as regras forem alteradas, o cônjuge deverá comprovar dois anos de casamento ou união estável para receber a pensão.
Auxílio-doença: Atualmente, as empresas pagam os primeiros 15 dias do auxílio-doença de um funcionário, e depois o INSS assume o pagamento. Se as regras forem alteradas, as empresas pagarão os primeiros 30 dias do auxílio.

Torcida do Corinthians é condenada a pagar R$ 20 mil por homofobia contra Sheik


Em 2013, jogador postou foto nas redes sociais dando um "selinho" em um amigo

REDAÇÃO ÉPOCA
07/05/2015 - 16h25 - Atualizado 07/05/2015 16h55
A Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo condenou a torcida organizada do Corinthians, Camisa 12, e seu presidente a pagar uma multa de R$ 20 mil por atos homofóbicos contra o jogador Emerson Sheik em 2013, de acordo com o G1. Ainda cabe recurso.

A multa refere-se ao caso em que o jogador foi discriminado e ameaçado por postar nas redes sociais uma foto dando um"selinho" na boca de um amigo. Diante da postagem, a torcida foi ao Centro de Treinamentos do Corinthians com faixas com frases como "Viado não" e "Vai beijar a P.Q.P., aqui é lugar de homem".

O processo não foi aberto pelo próprio atacante, mas a pasta decidiu processar a torcida para preservar os direitos daqueles que possam ter se sentido atingidos com as ofensas. Segundo informações do G1, a decisão é de 27 de abril e tem caráter administrativo, mas ainda cabe recurso. O dinheiro da multa serádestinado a um fundo assistencial.

Em sua defesa no processo, de acordo com o jornal Extra, a torcida organizada alegou não tratar-se de homofobia e que o protesto contra Sheik ocorreu por ele, ao ser substituído em um jogo, ter desrespeitado outros jogadores do time, o técnico e a torcida. Sheik não foi localizado para comentar a decisão. 
 
Foto postada por Emerson Sheik nas redes sociais em 2013 (Foto: Reprodução/Instagram)

Receita Federal cassa registro de empresas ligadas a André Vargas


LSI Soluções em Serviços Empresariais e Limiar Consultoria são investigadas na Operação Lava Jato

FILIPE COUTINHO
07/05/2015 - 15h47 - Atualizado 07/05/2015 16h29
O deputado André Vargas em 2014. Ele foi preso na 11ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Agência Brasil)
O delegado da Receita Federal em Londrina (PR), Luiz Fernando da Silva Costa, declarou inapta as inscrições da LSI Soluções em Serviços Empresariais e a Limiar Consultoria, empresas ligadas ao ex-deputado federal pelo PT do Paraná André Vargas, preso na 11ª fase da Operação Lava Jato. O motivo da cassação dos registros foi a não localização das empresas nos endereços informados à Receita Federal. A LSI e a Limiar recebiam repasse de dinheiro de agências de publicidade contratadas pela Petrobras. De acordo com a investigação, as duas empresas emitiam notas fiscais sem prestar serviços. 

Planalto avalia que alta do desemprego tem relação com Lava Jato


200 mil demissões estão associadas à derrocada das empreiteiras investigadas na operação. E deve piorar

MURILO RAMOS
07/05/2015 - 11h31 - Atualizado 07/05/2015 11h31
A presidente Dilma Rousseff durante a posse do novo ministro da educação, Janine Ribeiro. Segundo ela, sua campanha não usou dinheiro de suborno (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
A presidente Dilma Rousseff interpreta que a pesquisa do IBGE divulgada hoje - que registrou taxa de desemprego de 7,9% no primeiro trimestre - é a primeira a captar o efeito da Operação Lava Jato, que atingiu grandes construtoras investigadas pela Lava Jato em desvios na Petrobras, sobre o fechamento de vagas. Estima-se que 200 mil demissões verificadas na pesquisa estejam relacionadas à Lava Jato. O problema é que pode piorar. Até o final do ano, esse número pode chegar a 500 mil, avalia o Planato.

Pela segunda vez, oposição consegue assinaturas para CPI do BNDES no Senado


CPI ganhou novo fôlego após reportagem de ÉPOCA sobre investigação de Lula por suspeita de tráfico de influência

FILIPE COUTINHO
07/05/2015 - 12h58 - Atualizado 07/05/2015 13h17
Ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva durante evento em comemoração ao Dia do Trabalho em São Paulo (Foto: Andre Penner/AP Photo)
senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) conseguiu pela segunda vez reunir assinaturas para instalar uma CPI para investigar os empréstimos bilionários do BNDES.

CPI ganhou novo fôlego após a última edição de ÉPOCA publicar reportagem exclusiva na qual mostrou que o ex-presidente Lula é investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de tráfico de influência, em favor da empreiteira Odebrecht, com contratos financiados pelo BNDES fora do país. A relação entre Lula, Odebrecht e BNDES é retratada em documentos oficiais e telegramas internos do Itamaraty publicados na reportagem de ÉPOCA.
Caiado agora corre contra o tempo para tentar tirar a CPI do papel. Na primeira tentativa, no início de abril, cinco senadores retiraram assinaturas, e a CPI naufragou. Na nova lista de assinaturas para a CPI, há quatro senadores que tinham assinado na primeira tentativa e que depois retiraram – e agora querem de novo a CPI. São eles: Omar Aziz (PSD-AM), Fernando Ribeiro (suplente de Jader Barbalho), Otto Alencar (PSD-BA) e Ivo Cassol (PP-RO). No total, Caiado conseguiu 27 assinaturas.
Quem votou a favor da CPI
Ronaldo Caiado (Democratas-GO)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Álvaro Dias (PSDB-PR)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Aloysio Nunes (PSDB-SP)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Antônio Reguffe (PDT-DF)
Davi Alcolumbre (Democratas-AP)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
José Agripino (Democratas-RN)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Lasier Martins (PDT-RS)
Ana Amélia (PP-RS)
José Serra (PSDB-SP)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Wilder Morais (Democratas-GO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Ricardo Ferraço (PMDB-ES)
Magno Malta (PR-ES)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Maria do Carmo Alves (Democratas-SE)
Romário Faria (PSB-RJ)
José Medeiros (PPS-MT)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Gladson Cameli (PP-AC)
Eduardo Amorim (PSC-SE)

FENAPAR luta para melhora do tratamento renal no Brasil








Foto: Robson Gonçalves
Carmen defende rapidez no tratamento de renais crônicos
Seminário promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família a pedido da deputada do PPS reuniu entidades e pacientes de todas regiões do país

Por: Nadja Rocha 

A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) destacou, nesta quinta-feira (07), como um marco importante na luta em defesa dos renais crônicos a realização do seminário, na Câmara dos Deputados, para debater os problemas de atendimento enfrentados pelos pacientes na rede pública e nos hospitais conveniados aos SUS (Sistema Único de Saúde).

Promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família, a requerimento da parlamentar, o IV Seminário Renais Crônicos e Transplantados reuniu representantes de entidades, do DPU (Defensoria Pública Federal ), do Ministério da Saúde e pacientes  de todas as regiões do país.

“Este dia é um marco na história de luta dos milhares de pacientes renais crônicos. O nosso objetivo principal foi alcançado, que foi ouvir os usuários, que é quem sofre na ponta as dificuldades de atendimento. É passo importante porque vai nortear os trabalhos da Casa sobre o tema e garantir o acesso desses pacientes ao tratamento adequado, com segurança e rapidez“, avaliou Zanotto.

Existem três modalidades de tratamento da doença renal crônica: a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante de renal. Vários palestrantes alertaram para o avanço da doença, que geralmente é provocada pela hipertensão e diabetes, entre os jovens. “É importante também implementar políticas públicas de saúde para a prevenção dessas doenças”, observou a parlamentar. 

A deputada é enfermeira e trabalhou em sala de hemodiálise durante vários anos.

De acordo com o presidente da ABCDT (Associação Brasileira  dos Centros de Diálise e Transplantes),  Hélio  Vida Cassi, há 150 mil pessoas necessitando de fazer diálise no país, mas praticamente a metade desses pacientes corre risco de morrer antes de receber o primeiro atendimento.

Já Renato Padilha, da Fenapar (Federação Nacional das Associações  de Pacientes Renais e Transplantados do Brasil), defendeu  trabalho das entidades com o Ministério da Saúde para aperfeiçoar a Portaria 389/2014, que define os critérios para a organização da linha de cuidado da Pessoa com Doença Renal Crônica (DRC) e institui incentivo financeiro de custeio destinado ao cuidado ambulatorial pré-dialítico.

De acordo com a representante da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Carmen Tzanno Branco Martins, apesar do número crescente de renais crônicos, existem apenas 750 unidades de diálise e homodiálise cadastradas no país, sendo 35 apenas na cidade São Paulo.

“A portaria é boa, mas falta financiamento, principalmente, para o atendimento ambulatorial”, citou. Ele propôs ao coordenador-geral de Medicina de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, José Eduardo  Fregolin Passos, trabalho em parceria com as entidades dos pacientes para debater a implantação da portaria.

Fregolin comprometeu-se em discutir a questão e estudar a revisão da tabela de financiamento do SUS.

Pessoa com deficiência

Várias entidades pediram  agilidade na tramitação do projeto de lei, de autoria da deputada Carmen Zanotto, que concede aos renais crônicos os mesmos direitos dos portadores de deficiência.  Atualmente, estes pacientes estão encaixados no grupo das doenças consideradas graves, segundo o Ministério da Saúde.

Emoção

Durante a reunião, o depoimento do presidente da Associação dos Renais Crônicos,  Transplantados e Diabéticos de Rondônia,  Jonas Cavalcante, emocionou a plateia, quando relatou a saga da família em torno da doença. Em tratamento, Jonas  já perdeu o pai (morreu na segunda diálise), tem um sobrinho que fez transplante de rins e uma sobrinha de um ano e meio afetada pela enfermidade.

Comissão de Seguridade promove seminário sobre saúde dos rins na Câmara dos Deputados


O objetivo é debater a falta de atendimento aos pacientes renais pelo SUS. A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) apresenta os detalhes.
"Rins Saudáveis" é o tema central do IV Seminário Renais Crônicos e Transplantados, que ocorre hoje (7) na Câmara dos Deputados. O objetivo é debater a falta de atendimento aos pacientes renais pelo Sistema Único de Saúde, o SUS.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, 100 mil pessoas fazem diálise no Brasil e existem 750 unidades cadastradas no país, sendo 35 apenas na cidade de São Paulo. E existem três modalidades de tratamento da doença renal crônica: a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante de renal.
Promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família, o evento vai contar com participação de especialistas da área de saúde e representantes de entidades ligadas aos pacientes. A mediação do debate vai ficar a cargo da deputada Carmen Zanotto, do PPS de Santa Catarina. Ela é autora do projeto de lei que concede aos doentes renais crônicos os mesmos direitos de deficiência física.
Em entrevista ao Com a Palavra, a deputada apresentou os detalhes do seminário. Confira!
Apresentação – Elisabel Ferriche e Lincoln Macário

Alpinista morre após amigo decidir soltar a corda para salvar a própria vida


Malcolm Hall morreu ao cair de um penhasco durante um rapel Foto: Divulgação/ North Yorkshire Police
Extra

Um alpinista experiente morreu tragicamente enquanto tentava encontrar uma pedra preciosa numa montanha em North Yorkshire, na Inglaterra. Malcolm Hall, de 51 anos, estava a 50 metros de altura, preso a vários pontos e ao amigo Joseph Faichney, quando caiu. O amigo precisou soltar a corda dele, numa difícil decisão, para salvar a própria vida. No julgamento, na última quarta-feira, ficou constatado que a morte, ocorrida em 18 de julho do ano passado, foi um acidente causado por irresponsabilidade.
Segundo uma reportagem do “Gazette Live”, o assistente de legista Malcolm Donnelly, encarregado de examinar o corpo, contou durante o julgamento que o alpinista foi “o autor de seu própria desgraça porque ele não seguiu todos os procedimentos de segurança”. Malcom Hall era um alpinista experiente e tinha um nível de qualificação básica em rapel.
Ele convidou o amigo Faichney para escalar como um presente de aniversário pelos 28 anos do rapaz. O jovem ainda está traumatizado e nunca mais praticou rapel. Hall costumava escalar penhascos em busca de pedras que podem valer cem libras, cerca de R$ 470, por cada 450 gramas. A família disse que ele morreu fazendo o que mais amava.


Menina é morta na Zona Leste de SP e moradores queimam ônibus


Vizinhos encontraram corpo na tarde desta quinta-feira e acionaram a PM.
Revoltados com assassinato, manifestantes depredaram quatro ônibus.

Do G1 São Paulo
Uma menina de 9 anos foi assassinada por volta das 12h desta quinta-feira (7) no Itaim Paulista, na Zona Leste de São Paulo, segundo a Polícia Militar. Os moradores da região, em protesto contra o crime, incendiaram três ônibus e apedrejaram outro coletivo. veja vídeo
De acordo com a PM, no momento do crime, a mãe da menina havia saído para comprar um lanche. Os vizinhos encontraram o corpo, que tinha um ferimento profundo na cabeça, feito por facão, ainda de acordo com a corporação.
Revoltados com a morte, os manifestantes pararam os ônibus e pediram para que os passageiros saíssem antes de depredar os veículos em Cidade Kemel, informa a PM. Um ônibus que fazia a linha 315 (São Paulo-Poá) foi incendiado e outro, da linha 293 (Itaim-Guaianases), depredado.
Segundo o Corpo de Bombeiros, dois outros coletivos foram incendiados em Poá, na Grande São Paulo, município que fica ao lado do bairro onde a menina morreu.
Três equipes dos bombeiros foram enviadas para apagar o incêndio nos veículos que estavam no terminal Pedro Fava. O fogo havia sido controlado às 19h15.
Os dois ônibus queimados em Poá faziam as linhas 205 (Terminal Pedro Fava-Terminal Parque Dom Pedro II) e 269 (Terminal Cidade Kemel-Metrô Itaquera), segundo a EMTU.
Todas as ações ocorreram na Avenida Kemel Addas, que ficou totalmente bloqueada. Cerca de 500 pessoas participaram dos protestos na região, segundo a PM. A morte da menina será investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Ônibus incendiados dentro de terminal em Poá (Foto: Reprodução/TV Globo)Ônibus incendiados dentro de terminal em Poá, na Grande São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)
Ônibus queimado após morte de menina no Itaim Paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)Ônibus queimado após morte de menina no Itaim Paulista (Foto: Reprodução/TV Globo)
Ônibus teve vidros quebrados durante manifestação de moradores (Foto: Reprodução/TV Globo)Ônibus teve vidros quebrados durante manifestação de moradores (Foto: Reprodução/TV Globo)

Polícia já tem suspeito de violar caixão no noroeste; exame pode constatar violência sexual


Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento

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Corpo foi encontrado fora do caixão e com sinais de abuso
A Polícia Civil já tem um suspeito pela violação do caixão que deixou o corpo de uma mulher nua do lado de fora em Paranavaí, no noroeste do estado. Em entrevista à Banda B nesta quinta-feira (7), o delegado Gustavo Vieira Bianchi disse que um inquérito já foi aberto, mas ainda não é possível afirmar se o corpo foi vítima de necrofilia. O corpo foi enterrado na segunda-feira (4) e o suposto crime na terça-feira (5).
Segundo o delegado Bianchi, a suspeita de violência sexual ainda depende de exames no Instituto Médico Legal (IML). “Já ouvimos o suspeito e recolhemos o material genético. Agora vamos comparar antes de tomar o próximo passo”, disse.
A vítima é uma professora da cidade, que morreu vítima de câncer, e havia sido enterrada no final da tarde do dia anterior. Nenhum roubo ao túmulo foi verificado.
A Delegacia de Paranavaí é a responsável pela investigação.

Após confronto com Francischini, comandante da PM deixa cargo; saiba quem assume


Da Redação

Um dia após divulgar carta em que confronta o secretário de Segurança Pública do Paraná, Fernando Franscischini, o coronel César Vinícius Kogut pediu a saída do comando geral da Polícia Militar no começo da noite desta quinta-feira (7). De acordo com o governo do estado, ele alegou “desincompatibilidade” com as ações da secretaria. O chefe do Estado Maior da PM, coronel Carlos Alberto Bührer Moreira, vai assumir as funções de Kogut interinamente.
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Foto: Destacar01
Ontem, Kogut mandou uma carta para o governador Beto Richa (PSDB) sobre a confusão que marcou o último dia 29 de abril durante a manifestação dos professores estaduais. No documento, ele e outros 15 coronéis da corporação, afirmam que o Francischini foi alertado inúmeras vezes sobre os possíveis desdobramentos da ação.
Segundo a carta, mesmo utilizando as técnicas “internacionalmente reconhecidas como indicadas para a situação”, pessoas poderiam sair feridas, como realmente aconteceu na ocasião. “Todas as ações foram tomadas seguindo o Plano de Operações elaborado, aprovado pela Sesp, com a participação do secretário”, diz o documento, assinado por 16 dos 19 coronéis na ativa da PM.
Para eles, Francischini não pode culpar apenas a tropa da PM sem assumir parte da responsabilidade pelo o que aconteceu no dia 29 de abril. Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (4), o secretário declarou, em tom de desculpas, que as imagens da ação da PM foram “terríveis e injustificáveis”. “O planejamento é da PM e o resultado foi terrível, porque aquilo se tornou um campo de guerra”, comentou ele.
Anteriormente, no último dia 30, o próprio coronel Kogut havia assumido responsabilidade pelos desdobramentos da ação da PM e isentado o secretário, diferente do que mostra a carta endereçada ao governador.

Secretaria municipal afirma que São Paulo vive epidemia de dengue


Taxa de incidência chegou a 340,1 casos por 100 mil habitantes.
'Na média, município está numa situação epidêmica', diz secretário.

Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo
A Prefeitura de São Paulo diz ter registrado 38.927 casos confirmados de dengue nas 16 primeiras semanas do ano. O número é 2,7 vezes maior que o mesmo período de 2014, quando a cidade computou 14.219 casos. Até agora, a Secretaria Municipal da Saúde confirmou oito mortes decorrentes da doença. Outros 25 óbitos são investigados.
Na média, o município está em uma situação epidêmica.  (...) A média é uma medida burra quando eu tenho distribuições irregulares, diferenças muito grandes no município."
Paulo Puccini,
secretário-adjunto de Saúde
Com os 38.927 casos registrados, a taxa de incidência chegou a 340,1 casos por 100 mil habitantes, patamar considerado epidêmico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerada epidemia quando os casos passam de 300 por 100 mil.

"Na média, o município está em uma situação epidêmica", afirmou o secretário-adjunto de Saúde, Paulo Puccini.
Ele, porém, ressaltou que não há motivo para pânico. "A média é uma medida burra quando eu tenho distribuições irregulares, diferenças muito grandes no município", afirmou. Para o secretário, bairros com altíssimas taxas de incidência, como Pari (1.482,5 casos por 100 mil habitantes) e Brasilândia (1.879,9) puxaram a média para cima.
Dos 96 distritos da cidade, 31 enfrentam epidemia da doença, sendo a maioria na Zona Norte (38,7%).
O bairro com mais casos é Brasilândia, que registrou 5.076. Também estão em situação de epidemia Pari, Raposo Tavares, Pirituba, Freguesia do Ó, Jaraguá, Cidade Ademar, Cachoeirinha, Rio Pequeno, Perus, Limão, Parque do Carmo, Casa Verde, Pedreira, Vila Maria, Itaquera, Jardim Ângela, São Miguel, Ermelino Matarazzo, Mooca, Penha, Aricanduva, Jabaquara, Vila Medeiros, Vila Prudente, Jaçanã, Capão Redondo, Cangaíba, Bom Retiro, Vila Formosa e Lapa.
Segundo o secretário-adjunto, apesar do elevado número de casos, a tendência é de estabilização. Ele apontou a constante queda nos registros entre a 12ª semana do ano (quando foram notificados 5.953) e a 14ª (4.277). "Estabilizamos os o processo de crescimento da dengue."
Exército
Um grupo de 50 homens do Exército passou a integrar equipes de combate à dengue em São Paulo no fim de abril. Os soldados iniciaram os trabalhos no bairro do Limão, na Zona Norte.
Eles fazem duplas com agentes de saúde de manhã e à tarde para facilitar a entrada das equipes em imóveis que podem ter focos do mosquito transmissor da doença.
A Prefeitura pediu apoio do Exército porque uma das dificuldades que os agentes de saúde encontram nas ruas é a resistência dos moradores. Na capital, de cada dez casas visitadas, em duas os agentes não recebem autorização para entrar.
Por enquanto, todos os homens do Exército vão trabalhar na Zona Norte que é a região em situação mais crítica.

Cartaz pede que ninguém faça sexo com moradores de cidade do RS


Material foi elaborado para funcionários de empresa de Santa Cruz do Sul.
Secretário municipal da Saúde diz que ato é 'criminoso' e 'discriminatório'.

Do G1 RS
Campanha interna foi idealizada pela CIPA da Mercur  (Foto: Reprodução/Facebook)Campanha interna foi idealizada pela CIPA da Mercur (Foto: Reprodução/Facebook)
Um cartaz de uma campanha contra a Aids teve grande repercussão em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, Rio Grande do Sul. Com letras garrafais em um fundo vermelho, o anúncio pede que ninguém tenha relações sexuais com outros moradores da cidade.
Abaixo do pedido, um texto justifica a afirmação com dados atribuídos à Secretaria Municipal de Saúde, segundo os quais há 950 portadores do HIV no município de 118 mil habitantes, mas estima-se que o número real de casos chegue a 2,5 mil. Abaixo, há uma pequena bolsa, sugerindo que os colaboradores retirassem preservativos.
O material foi elaborado pela Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa) da indústria de derivados de borracha Mercur, e fixado em paredes da indústria no dia 1º de janeiro do ano passado, o Dia Mundial de Combate à Aids. Segundo a empresa, a campanha era direcionada apenas a funcionários, e tinha como objetivo chamar a atenção por meio da frase polêmica, sem discriminar moradores da cidade.

O secretário municipal da Saúde, Henrique Hermany, no entanto, criticou duramente a iniciativa. "É um ato criminoso, discriminatório, e que a gente precisa combater. A Secretaria da Saúde trabalha na prevenção, e esses números são irreais, considerando o âmbito de Santa Cruz do Sul. São números que se referem, na verdade, à toda a região. E vamos procurar esclarecer isso à população", afirmou.
"O que procuramos foi construir um alerta, mesmo, para a situação", disse a coordenadora de comunicação da empresa, Fabiane Lamaison.
A empresa reconhece que foram usados dados referentes não apenas à cidade, já que o Centro Municipal de Atendimento à Sorologia (Cemas) atende moradores de outros municípios. "Embora esses números sejam regionais, ainda assim são impactantes. A ideia é que as pessoas justamente pudessem parar para olhar e refletir. A campanha tem um cunho educacional e, se foi impactante, que bom. A intenção era essa", acrescentou.
De acordo com o Cemas, atualmente a região do Vale do Rio Pardo tem 1,1 mil portadores do HIV. Todos recebem o acompanhamento do órgão santa-cruzense.