Conversa franca


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Há dias, numa conversa franca com o marqueteiro João Santana, cuja estratégia de campanha foi anunciar promessas que ela não está cumprindo (e sofre ataques diários por causa disso), Dilma Rousseff perguntou: “Não poderíamos ter adotado uma outra tônica de campanha?” E Santana: “Era a única alternativa para vencer a eleição. E eu fui contratado para reelegê-la”. Os honorários do marqueteiro foram estimados em R$ 70 milhões.

Construtora brasileira está erguendo prédio em Nova York só para alugar


O fato é inédito e visa gerar receita a longo prazo

08/05/2015 - 17h01 - Atualizado 08/05/2015 17h01
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O novo empreendimento da construtora brasileira fica em frente ao Central Park (Foto: Divulgação)
A construtora brasileira JHSF decidiu fazer diferente no prédio que está erguendo na Quinta Avenida, em Nova York, de frente para o Central Park. Ao invés de vender os apartamentos, vai apenas oferecê-los para locação, com serviços de hotel cinco estrelas. A JHSF ficou famosa por ter erguido o complexo de luxo Cidade Jardim na capital paulista e trabalha com incorporações de luxo desde a década de 80. A decisão de direcionar a companhia ao aluguel foi tomada em 2010 e, deu tão certo, que nos seis primeiros meses de 2014, 58% da geração de caixa da empresa veio do aluguel de ativos, superando pela primeira vez o peso da incorporação imobiliária, que gerou 37% do volume financeiro. Também faz parte do projeto construir um aeroporto executivo internacional para alugar os hangares. De acordo com Eduardo Camara, presidente da companhia, com o aluguel, as receitas são de longo prazo. O caso da empresa é isolado e inédito - não existe outra incorporadora construindo imóveis para alugar.

Câmara de Itajaí (SC) paga R$ 60 mil por palestra de Joaquim Barbosa



Órgão terceirizou a contratação de Barbosa; ele não queria divulgação do valor nem perguntas “inadequadas”

MURILO RAMOS
08/05/2015 - 21h30 - Atualizado 08/05/2015 21h48
O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (Foto: Davi Spuldaro/Câmara de Vereadores de Itajaí)
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosarecebeu R$ 60 mil por uma palestra de uma hora que proferiu no dia 13 de abril na cidade de Itajaí, Santa Catarina, cujo tema foiÉtica e a administração. Quem arcou com as despesas – incluindo passagens, segurança e hospedagem – foi a Câmara de Vereadores do município, que delegou a contratação de Barbosa a terceiros. Para aceitar o convite, Barbosa impôs condições em contrato. Entre elas sigilo do valor cobrado pela palestra e a liberdade de deixar de responder a perguntas consideradas “inadequadas”. “O patrimonialismo faz parte do nosso DNA”, discursou Barbosa.

Ministério Público diz que o governo repassou irregularmente R$ 500 bi ao BNDES


E procuradores abrem investigação sobre empréstimo do banco ao governo da Venezuela

THIAGO BRONZATTO E FILIPE COUTINHO
08/05/2015 - 22h21 - Atualizado 08/05/2015 22h31
SUBTERFÚGIO O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e a representação do Ministério Público. A representação fala em “fatos graves” e “irregularidades” (Foto: Daryan Dornelles/Ed. Globo)
SUBTERFÚGIO O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e a representação do Ministério Público. A representação fala em “fatos graves” e “irregularidades” (Foto: Daryan Dornelles/Ed. Globo)
No dia 14 de abril, o economista Luciano Coutinho, presidente doBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, esteve no Senado para explicar os empréstimos do maior guichê do capitalismo de Estado brasileiro. Citou o apoio a 91 dos 100 maiores grupos nacionais, o financiamento à metade de todos os investimentos em infraestrutura no país e o estoque de empréstimo da ordem de R$ 263 bilhões, correspondente a 11% do PIB. Foi chamado 44 vezes de presidente. Chamou meia dúzia de senadores de Vossa Excelência. Talvez para mostrar quem está acima de quem no poder político brasileiro.

A próxima visita de Coutinho ao Senado será provavelmente diferente. Duas semanas após a tranquila exposição do economista, a oposição conseguiu as assinaturas suficientes para criar uma CPI destinada a investigar os bilionários empréstimos secretos do BNDES. Suspeita-se que algumas das operações tenham sido excessivamente camaradas – e algumas empresas especialmente privilegiadas. Ademais, a oposição quer investigar os indícios de que o ex-presidente Lula, conforme revelou ÉPOCA em sua última edição, tenha feito tráfico de influência junto ao BNDES, de modo a favorecer a Odebrecht, uma das empresas que mais obtiveram dinheiro do banco. O núcleo de combate à corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu investigação para descobrir se Lula atuou em favor da Odebrecht não apenas no BNDES, mas também junto a governos amigos do PT, os quais contrataram a empreiteira com dinheiro do banco brasileiro – algumas vezes após visitas do petista, bancadas pela Odebrecht, aos presidentes desses países. Lula, o BNDES e a Odebrecht negam qualquer irregularidade.

Os senadores também aprovaram o fim do sigilo nos empréstimos do banco. A presidente Dilma Rousseff pode vetar a medida – e o Congresso, cada vez mais hostil à petista, ainda pode derrubar um possível veto. Na Câmara, uma CPI com o mesmo objetivo estará na praça no segundo semestre, após o fim da comissão que investiga o petrolão. A Procuradoria da República no Rio de Janeiro, sede do BNDES, também investiga os empréstimos. A cada dia, crescem as suspeitas sobre as operações do banco.

Hoje, boa parte da economia brasileira roda com dinheiro das empresas que enchem o tanque no posto do BNDES. É gasolina batizada, segundo o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União. Numa representação inédita obtida por ÉPOCA, o MP afirma que o BNDES recebeu de maneira irregular do Tesouro Nacional cerca de R$ 500 bilhões, que incharam o banco nos últimos seis anos. A representação contém uma avaliação prévia do MP, que solicita investigação por parte do TCU. Segundo o MP, o dinheiro público pode ter ido parar nas contas das empresas que receberam os empréstimos no Brasil e no exterior. “A operação foi desenhada como um subterfúgio para lançar mão de recursos que, por lei, não poderiam ser destinados a empréstimos ao BNDES (...) Configura verdadeira fraude à administração financeira e orçamentária da União”, diz o documento do MP, que aponta os fatos como “graves”. 

Os repasses considerados irregulares pelo MP começaram em 2008, no segundo mandato de Lula, e prosseguiram até o ano passado, no primeiro mandato de Dilma. Naquele ano, o governo passou a usar dinheiro da conta única do Tesouro – uma espécie de cofrinho de emergência do país – para financiar as operações do BNDES. A conta única é abastecida com dinheiro de operações feitas pelo Banco Central. Quando, por exemplo, o BC tem lucro com a compra ou a venda de moedas, esse dinheiro vai para a conta única. O cofrinho só pode ser quebrado, segundo o MP, para que o governo pague suas dívidas. Para quebrá-lo, o governo fez uma malandragem: passou a emitir títulos de dívida ao banco estatal. Com eles, o BNDES conseguia pegar o dinheiro e emprestá-lo às empresas.

Assim, segundo o MP, o BNDES virou credor; e o Tesouro, devedor, o que é proibido, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O certo, ainda de acordo com o MP, seria o Tesouro captar recursos no mercado ou arrecadar impostos com os contribuintes e repassar esse dinheiro para o BNDES, contabilizando em seu orçamento. Mas não foi o que ocorreu. “O governo federal criou desse modo uma operação insólita”, diz a representação, assinada pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira no dia 6 de maio.

No documento, ele pede ao ministro Raimundo Carreiro que autorize os auditores do TCU a seguir o rastro do dinheiro que abasteceu o BNDES. O procurador também quer que os técnicos do Tribunal identifiquem o fluxo financeiro entre o banco estatal e o Tesouro. As diligências deverão ter sete principais frentes de atuação. Entre elas, está a apuração dos responsáveis pela arquitetura da transação. Será avaliado se a administração atual do BNDES foi conivente com esse tipo de operação, que, segundo o MP, foi “esdrúxula”.
 
AMIZADE LUCRATIVA Lula e Chávez em Caracas. O MP pediu ao BNDES dados sobre empréstimo  à Venezuela (Foto: Jorge Silva/Reuters)
AMIZADE LUCRATIVA Lula e Chávez em Caracas. O MP pediu ao BNDES dados sobre empréstimo  à Venezuela (Foto: Jorge Silva/Reuters e Reprodução)
Coutinho tem outras explicações a dar. No dia 7 de maio, quinta-feira da semana passada, o núcleo de combate à corrupção da Procuradoria da República em Brasília – a mesma turma que investiga Lula em outro processo – enviou um ofício a Coutinho. No documento, o procurador Cláudio Drewes José de Siqueira pede explicações sobre o empréstimo concedido pelo banco, no valor de US$ 747 milhões, para a construção de duas linhas dometrô de Caracas e Los Teques, na Venezuela, obra tocada pela construtora Odebrecht. Após a publicação de reportagem de ÉPOCA sobre o caso, no mês passado, em que se revelou que o financiamento do metrô venezuelano era alvo de questionamentos de auditores do TCU num processo sigiloso, o MPF resolveu iniciar uma investigação própria. No jargão do MPF, ela começou a partir de um procedimento conhecido como “notícia de fato criminoso”, em que se apurarão as suspeitas de irregularidades em torno da operação de crédito do banco estatal. Coutinho terá de informar quais foram as taxas de juros cobradas nesse financiamento e as garantias apresentadas para a liberação do dinheiro dos cofres do BNDES para o governo venezuelano. Além de Coutinho, também serão notificados o TCU e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o MDIC – o banco é oficialmente subordinado à Pasta. Todos deverão apresentar nas próximas semanas documentos, inclusive os sigilosos, referentes ao empréstimo concedido para a construção das linhas do metrô venezuelano.

Uma das linhas desse metrô foi financiada pelo BNDES ainda no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. O empréstimo de US$ 747 milhões sob investigação foi negociado em maio de 2009, quando o então presidente Lula se encontrou em Salvador, na Bahia, com o líder venezuelano Hugo Chávez, morto em 2013. Naquela ocasião, Chávez, que passava um sufoco financeiro devido à queda do preço do petróleo internacional, pediu ajuda do Brasil para expandir as obras do metrô de seu país. Mesmo diante do risco da operação, o BNDES liberou o dinheiro em parcela adiantada, segundo documentos de diligências feitas pelo TCU, obtidos por ÉPOCA. Dois anos depois, em junho de 2011, já fora do governo, Lula viajou para a Venezuela, num voo bancado pela Odebrecht. O petista, na condição de palestrante contratado pela construtora brasileira, reuniu-se com empresários e também com Chávez, que estava em dívida com a Odebrecht. Após o encontro entre os dois colegas, a conta foi acertada.

Em 2014, auditores do TCU observaram que o BNDES antecipou em 2010 cerca de US$ 201 milhões “sem justificativa na regular evolução da obra” da linha Los Teques. De janeiro a abril de 2010, a Odebrecht só havia gastado 8,15% do valor total da obra. Mesmo assim, recebeu adiantados os recursos do BNDES. Atualmente, o banco estatal é credor da Venezuela em US$ 1 bilhão. Esse valor será pago ao longo dos próximos dez anos. Em 2010, no último ano do governo Lula e quando a Venezuela recebeu o dinheiro para a construção do metrô de Caracas e Los Teques, o volume total de repasses do banco de fomento a Hugo Chávez aumentou seis vezes, para US$ 315 milhões, o segundo maior destino internacional dos financiamentos do BNDES, atrás apenas da Argentina.
 
Após encontro de Lula com Chávez, o BNDES liberou o empréstimo para os metrôs na Venezuela
Procurado, o Instituto Lula afirmou que o encontro de maio de 2009 entre Lula e Chávez fez parte de uma série de reuniões trimestrais entre os dois líderes, para tratar de temas bilaterais e regionais. “O ex-presidente Lula não é parte citada em qualquer procedimento investigatório de que tenha conhecimento, por parte do Ministério Público ou do Tribunal de Contas da União”, diz a nota. “Quanto aos procedimentos do TCU relativos ao financiamento de exportações de serviços brasileiros, jánoticiados pela revista ÉPOCA em 6 de abril, informamos que o ex-presidente Lula não considera esta revista uma fonte de informação digna de crédito”, completou. A nota foi divulgada no site do Instituto, acompanhada das perguntas de ÉPOCA, ainda na tarde desta sexta-feira, dia 8.

A Odebrecht diz que o financiamento do BNDES foi destinado à Venezuela. Além disso, a construtora afirma que as liberações dos recursos financeiros ocorreram dentro do  previsto e estão de acordo com as normas brasileiras. O Ministério da Fazenda diz que o Tesouro não dispõe de informações para comentar. A assessoria do BNDES afirma que não foi notificada a respeito de investigação do MPF e defende a legalidade do empréstimo para o metrô de Caracas. “Os financiamentos para as exportações de bens e serviços brasileiros utilizados na obra do metrô de Caracas foram concedidos após um processo de análise que envolveu dezenas de técnicos do BNDES e órgãos colegiados, sem qualquer excepcionalidade e com sólidas garantias. A Venezuela é um cliente tradicional do banco, e os financiamentos ao metrô na capital venezuelana começaram em 2001, no governo FHC.” O banco diz também que os pagamentos estão em dia. O BNDES nega qualquer irregularidade nos repasses de R$ 500 bilhões do Tesouro. “O BNDES não realizou a operação mencionada. Os títulos recebidos do Tesouro foram integralmente alocados em operações de crédito. A monetização dos títulos foi feita por meio de venda direta, por operações compromissadas com agentes de mercado e também com a manutenção dos papéis até a data de vencimento, no caso de títulos curtos. Desta forma, os procedimentos adotados pelo banco foram absolutamente regulares.”

Para o BNDES, portanto, a gasolina do capitalismo de Estado brasileiro é limpinha.

Soldado preso em bandeira 'levanta voo' no Mexico


Testemunhas afirmam que fuzil do militar ficou preso em bandeira gigantesca; ele sofreu uma fratura no tornozelo e uma concussão.

Da BBC
Testemunhas afirmam que fuzil do militar ficou preso em bandeira gigantesca (Foto: Reprodução/BBC)
Um soldado mexicano foi levantado ao ar depois de ficar preso a uma bandeira gigantesca durante um desfile militar. assista ao vídeo
O vídeo foi feito por Armando Silva Salazar, que estava muito próximo do local do incidente, durante um desfile que marcou o feriado de 1º de maio.
Segundo testemunhas, o fuzil do soldado ficou enroscado na bandeira e, com o vento, ele foi levantado a uma altura de 30 metros.
As imagens mostram o militar girando no ar rapidamente e depois caindo no chão quando o vento perde a força.
Ele teve uma fratura no tornozelo e uma concussão.

Marcela Lermy, chef de cozinha de Neymar, é torcedora do Santos, tem 31 anos e está solteira


Marcela e Neymar em clima de descontração Foto: Reprodução/ Instagram
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Deu o que falar a foto publicada por Marcela Lermy Mingorance abraçada com Neymar. Não ligou o nome à pessoa? Essa é a chef de cozinha do atacante, que trabalha na casa dele na Espanha. Após a vitória do Barcelona por 3 a 0 sobre o Bayern de Munique, ela publicou uma foto ao lado do craque, se referindo a ele como “meu amor”.
Marcela Lurmy é natural de Santos, cidade de Neymar
Marcela Lurmy é natural de Santos, cidade de Neymar Foto: Reprodução/ Instagram
Marcela Lermy, chef de cozinha de Neymar
Marcela Lermy, chef de cozinha de Neymar Foto: Reprodução/ Instagram
Marcela ganha beijinho de Neymar
Marcela ganha beijinho de Neymar Foto: Reprodução/ Instagram
Marcela tem 31 anos e está solteira. Ela é natural de Santos, torcedora do time que revelou Neymar, e estudou numa universidade da cidade, onde frequenta a Igreja apostólica Batista quando está no Brasil. Antes de morar em Barcelona, onde trabalha na casa de Neymar, ela viveu também em Dublin, na Irlanda, e tem cidadania portuguesa.
Marcela Lurmy também já morou na Irlanda
Marcela Lurmy também já morou na Irlanda Foto: Reprodução/ Instagram
Marcela trabalha na casa do craque em Barcelona
Marcela trabalha na casa do craque em Barcelona Foto: Reprodução/ Instagram
Mas parece que a moça não é um affair do ex de Bruna Marquezine. Numa outra publicação, no dia do aniversário de Neymar, ela se refere a ele como “irmão, amigo, filho e patrão”. E as palavras carinhosas se estendem a toda a família do jogador. Em seu perfil no Instagram também há fotos com Neymar, Nadine, Rafaella e David Lucca. No aniversário de cada um ela postou fotos com declarações carinhosas. Mas apesar da intimidade com todos, o trabalho é sério e Marcela tem até bordado em sua dolma as inicias “NJR”.
Marcela e Nadine, mãe de Neymar
Marcela e Nadine, mãe de Neymar Foto: Reprodução/ Instagram
Marcela e Rafaella, irmã de Neymar
Marcela e Rafaella, irmã de Neymar Foto: Reprodução/ Instagram
Marcela e Neymar, pai do atacante
Marcela e Neymar, pai do atacante Foto: Reprodução/ Instagram
Marcela com David Lucca, filho de Neymar
Marcela com David Lucca, filho de Neymar Foto: Reprodução/ Instagram
Marcela mostra a dolma com as iniciais do atacante


Ferreiro colocava filha na gaiola e a torturava com choques na Baixada Fluminense


Gaiola onde o ferreiro costumava prender a própria filha, na Baixada Fluminense
Marcos Nunes

Um ferreiro de 28 anos usava uma gaiola para prender e torturar a filha de 6 anos, em Imbariê, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com o delegado Marcos Santana, da 62ª DP (Imbariê), o castigo imposto à criança pelo pai incluía ainda choques elétricos. Para isso, um fio era ligado na gaiola e em uma tomada.
A descoberta foi feita nesta quinta-feira, quando uma equipe da 62ªDP foi até a casa do ferreiro, que havia sido preso em flagrante, no domingo passado, acusado de espancar a mulher.
Gaiola que era usada para prender menina na Baixada Fluminense
Gaiola que era usada para prender menina na Baixada Fluminense Foto: Reprodução
Ao ter a entrada no imóvel autorizada pela mãe de quatro filhos, um dos agentes encontrou a gaiola guardada no quarto onde a menina dormia. Em cima do objeto, que tinha pouco mais de um metro de extensão e que foi fabricado pelo próprio ferreiro, havia um cobertor que era utilizado pela menina para dormir quando estivesse presa.
Fios, que segundo a polícia, seriam ligados na gaiola
Fios, que segundo a polícia, seriam ligados na gaiola
Segundo a polícia, três irmãos da menina, com idades variando entre 8 e 19 anos, confirmaram que o pai utilizava a gaiola pra prender e torturar a filha. De acordo com o delegado Marcos Santana, o ferreiro responderá por crimes de tortura e cárcere privado.
— Como ele foi autuado em flagrante no domingo, baseado na Lei Maria da Penha, incluímos no flagrante a informação descoberta na quinta-feira. Além das agressões contra a mulher, ele também responderá por crimes de tortura e cárcere privado, que foram praticados contra a menor — disse o delegado.
A polícia confirmou que o Conselho Tutelar do município já tomou ciência do fato. O Juizado de Infância e Juventude deverá decidir se a mãe continuará ou não responsável pela guarda da criança.


Policiais militares negam que tenham deixado estudante nua e prometem processo por calúnia


Da Redação

A Casa Militar do governo do estado negou no começo da tarde desta sexta-feira (8) que a estudante da Universidade Estadual de Londrina (UEL) tenha ficado nua após ser presa nas manifestações do último dia 29, na “Batalha do Centro Cívico”, em Curitiba. De acordo com nota divulgada à imprensa, as policiais militares responsáveis pela abordagem se apresentaram de forma espontânea e afirmaram que todos os procedimentos adotados estiveram em plena conformidade com lei, voltados a preservar, inclusive, a integridade física da própria presa.
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PMs prometem processo por calúnia (Foto: Banda B)
A denúncia foi divulgada nesta quinta-feira (7) pelo Ministério Público após rodada de depoimentos. De acordo com a suposta vítima, a PM teria a levado para outra sala e obrigada, por policiais femininas, a ficar nua durante uma revista. “Os depoimentos deixam claro que houve excesso por parte da polícia. A situação descrita é lamentável. Essas pessoas tiveram a dignidade gravemente agredida”, disse o promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais de Londrina, Paulo Tavares, ao portal O Bonde.
Outros três estudantes afirmaram serem vítimas da truculência policial. O três, do sexo masculino, teriam sido mantidos em uma sala do Palácio Iguaçu. O trio contou ao promotor que foi agredido pela PM no caminho entre a Praça Nossa Senhora da Salete e o prédio do Executivo Estadual.
Segundo o governo do estado, as policiais militares refutaram, “com veemência”, as denúncias e nomearam o advogado Cláudio Dalledone Júnior para representá-las em ação criminal de calúnia, a ser movida contra a denunciante.

Polícia divulga vídeo de assaltantes que mataram agricultor na Linha Verde; assista



Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias


A Polícia Civil do Paraná divulgou ao Portal da Banda B, na tarde desta sexta-feira (8), imagens do momento em que os assaltantes que mataram um agricultor na Linha Verde, na tarde ontem, roubavam outro carro para fugir, logo após o crime. Nas imagens, eles tomam de assalto um Fiat Uno e fogem sem serem localizados, abandonando, com as rodas furadas, a caminhonete Hilux da vítima.
As imagens chegaram à Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR), que atendeu o local. Porém, o caso foi repassado à Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV). Jociel Adada, de 40 anos, foi executado a tiros pelos marginais em um assalto em um posto de combustíveis da Linha Verde, próximo à alça de acesso da Avenida da Torres. Ele foi abordado por dois bandidos, que realizaram um disparo no peito dele durante o crime.
Nas imagens abaixo, é possível ver o momento em que os marginais, logo após matarem Jociel, dão voz de assalto e levam um Fiat Uno branco, porque os pneus da caminhonete estavam furados. O crime aconteceu na região do bairro Jardim Botânico e a suspeita é que outro veículo, um Sandero, estava com ocupantes que davam cobertura. Este Sandero aparece na imagem e faz o retorno após ver o roubo.
Assista:

Quadrilha assalta mercado, usa funcionárias como ‘escudo’ e dois morrem em confronto na RMC


Por Marina Sequinel e Juliano Cunha

(Fotos: Juliano Cunha – Banda B)

Um assalto a um mercado em Bateias, distrito de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, terminou com dois homens mortos em confronto depois de uma perseguição com reféns na tarde desta sexta-feira (8). Um terceiro suspeito foi baleado e encaminhado ao hospital em estado grave, um adolescente foi apreendido e o quinto indivíduo conseguiu fugir.
Tudo começou quando três assaltantes entraram no estabelecimento e deram voz de assalto, enquanto outros dois esperavam no carro. Uma viatura da Polícia Militar (PM) que passava pelo local foi avisada do crime por uma pessoa que estava do lado de fora do mercado. “Os policiais foram abordar o trio e eles pegaram três funcionárias como refém. Os criminosos posicionaram as armas na altura do ombro delas e as usaram como ‘escudos’. Assim, eles escaparam a pé em direção a um matagal. Eu nunca vi uma história como essa, parece coisa de cinema”, comentou o subtenente Luiz, em entrevista à Banda B.
Os policiais continuaram tentando abordar a quadrilha, mas sem sucesso, devido aos cuidados necessários com as vítimas. “De repente, eles jogaram as reféns para cima dos PMs e começaram a atirar. O sargento não revidou de imediato, para não acertar as mulheres, só depois passou a disparar contra eles. Ele se enrolou no chão e conseguiu voltar a perseguir o grupo”, completou o subtenente.
Nesse momento, as vítimas se desvincilharam e saíram do local a salvo. Em seguida, o trio parou o motorista de um Passat, entrou no veículo, e o obrigou a ajudá-los na fuga – logo depois de tentar entrar em um táxi. “Os policiais, então, tiveram que pedir para o condutor de um Gol ‘emprestar’ o carro e seguir os indivíduos, já que a viatura estava próxima ao mercado. Em um determinado ponto, os automóveis se encontraram e o rapaz que estava como refém foi solto, enquanto os bandidos entraram em uma casa e usaram uma quinta pessoa, uma mulher grávida, como escudo”, continuou Luiz.
Eles abandonaram a vítima e fugiram, ainda atirando contra os policiais, que reagiram e acertaram os três. No último confronto, dois acabaram mortos – entre eles, um rapaz conhecido na região como “Juninho” –  e o outro foi levado em estado grave ao Hospital Nossa Senhora do Rocio. O adolescente envolvido foi encontrado dentro de uma máquina de lavar, tentando se esconder da PM.
Refém no Passat
“Eles chegaram pedindo para eu entrar no carro e dirigir para Campo Largo ou Curitiba. Nós nos deparamos com o veículo da polícia e eles entraram em desespero. Eu, então, virei em uma esquina e encostei”, afirmou o jovem que foi abordado pelos criminosos enquanto estava no veículo Passat.
Depois, o trio pediu para ele descer do automóvel. “Eu saí do carro e deitei no chão. Foi uma situação terrível demais”, desabafou.
Do lado de fora do mercado
Os dois indivíduos que esperavam do lado de fora do mercado fugiram em um Peugeout em direção ao centro de Campo Largo. Os policiais também os seguiram e conseguiram localizar um deles, enquanto o outro escapou.

Petrobras entra na Justiça contra empreiteiras citadas na Lava-Jato


Estatal pede ressarcimento a empreiteiras e executivos envolvidos. 
Prejuízo com corrupção é de R$ 6,194 bilhões.

Petrobras perdeu R$ 6,194 bilhões com a corrupção e agora quer esse dinheiro de volta. Pela primeira vez, a empresa entrou na Justiça contra empreiteiras e executivos denunciados na Operação Lava-Jato. A Petrobras quer recuperar esse valor que, com multas e danos morais, pode voltar ainda maior para os cofres da empresa. A estatal é reconhecida como vítima na investigação e, por isso, está entrando com as ações contra quem praticou o crime de corrupção. O argumento da empresa é que os crimes foram praticados por funcionários, e não pela instituição, e por outras empresas.
A Petrobras já entrou com ações cíveis contra duas empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato. A estatal ainda quer mover mais ações nas próximas semanas. veja vídeos
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No dia 30 de abril, a Petrobras entrou com a primeira ação cível contra a empresa Engevix, investigada na Operação Lava-Jato.
O pedido é que a Engevix pague quase R$ 154 milhões de ressarcimento. Caso a decisão da Justiça seja favorável à Petrobras, poderão pagar o valor a empresa Jackson Empreendimentos S/A, holding da Engevix; o vice-presidente Gerson de Melo Almada; os representantes da Engevix em contratos, Carlos Eduardo Strauch Albero, Newton Prado Junior,
e Luiz Roberto Pereira; e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
Já na ação movida nesta sexta-feira (8) contra a Mendes Júnior Participações S/A, a Petrobras pede uma indenização de R$ 298 milhões. Nesse valor está incluído dano material e uma multa de R$ 223 milhões. Se a Justiça decidir pelo ressarcimento, poderão pagar: a empresa Mendes Júnior Trading e Engenharia S/A; o diretor vice-presidente executivo Sérgio Cunha Mendes; o diretor de Óleo e Gás, Rogério Cunha de Oliveira; o diretor vice-presidente corporativo, Ângelo Alves Mendes; o representante da Mendes Junior nos contratos com a Petrobras, Alberto Elisio Vilaça Gomes; O engenheiro da área operacional de obras e gerente de contratos, José Humberto Cruvinel Resende; e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Nas próximas semanas, a Petrobras entra com ações contra três empresas. Da Galvão Participações S/A, a Petrobras vai cobrar R$ 302 milhões; da OAS, R$ 282 milhões; e da Camargo Corrêa, R$ 241 milhões. 
"A Petrobras está tomando todas as medidas necessárias para a integral reparação dos prejuízos sofridos, inclusive com relação a sua reputação. Essa medida de hoje se insere em um contexto de diversas medidas que têm esse objetivo, incluindo medidas na esfera penal, quando a gente entrou com uma assistente de acusação ao lado do Ministério Público, administrativas e as medidas cíveis, que são essas das ações de improbidade. Para ter uma ideia, essas duas primeiras ações que a Petrobras está entrando o pedido é de cerca de R$ 500 milhões e já está em preparação o ingresso em mais três ações em que se objetiva o ressarcimento de cerca de R$ 800 milhões. Então, virão ainda várias outras ações contra outras empresas e outros contratos à medida que as investigações forem avançando", diz Taísa Maciel, gerente executiva da área jurídica da Petrobras.
O ex-gerente da estatal Pedro Barusco se comprometeu a depositar na conta da Petrobras parte do dinheiro desviado. O valor de R$ 157 milhões entra na conta da estatal na segunda-feira (11).
"Na segunda-feira, a Petrobras vai receber a primeira parte do dinheiro recuperado no âmbito das colaborações premiadas, que é a quantia de R$ 157 milhões do colaborador Pedro Barusco", afirma Taísa Maciel.
A GloboNews entrou em contato com a Engevix, que disse que não vai se manifestar sobre o assunto. O representante da Mendes Júnior Participações S/A disse que não tem conhecimento dessa ação e, por isso, não vai se posicionar. A defesa do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que vai se aprofundar no assunto para, depois, se posicionar.