Vídeo de menina dando 'bronca' no pai faz sucesso na internet


Por: Júlia Zaremba em 
Um vídeo muito fofo está fazendo o maior sucesso na internet. A protagonista é a paranaense Maria Luiza de Jesus, de 2 anos, que, apesar da pouca idade, mostra que é bastante decicida. Durante a filmagem, o pai, o guarda municipal José Renato Modos, diz para a menina que ela não é obediente e que é brava. Em resposta, Maria Luiza diz, bastante chateada, que não é “baba” e que é “boazinha”. Depois, o homem a provoca um pouco mais, dizendo que ela é chata, e é repreendido novamente pela criança: “eu não sou chata, pai!”. Ela chega a dizer que está irritada com o pai porque ele não a obedece, vê se pode? Mas podem ficar tranquilos: no fim das contas, os dois decidem fazer as pazes. assista ao vídeo acima

Segundo José Renato, o vídeo foi gravado na última quinta-feira na casa onde moram, na cidade de Cornélio Procópio, no Paraná. O pai conta que Maria Luiza ficou chateada porque ele mandou que ela colocasse um tênis, mas a menina só queria saber de usar uma bota recém-comprada. O guarda municipal diz que não esperava que o vídeo fosse ter tanta repercussão - até agora, mais de 8 milhões de pessoas já assistiram à filmagem. “Esse foi o primeiro vídeo que postei dela, quase não publico em redes sociais. Não esperava que tanta gente fosse assistir”, conta. Segundo ele, quando a menina viu o vídeo, deu muitas risadas. Além disso, muitas pessoas estão adicionando o homem no Facebook, cuja lista de amigos já atingiu o limite. Ao contrário do que parece, José Renato diz que a filha é bastante tímida em público. Mas, quando está em casa, solta o verbo.


Estudante é assassinada ao ir encontrar namorado na Baixada Fluminense


A estudante Lana caroline foi morta a tiros em Belford Roxo, na Baixada Fluminense
A estudante Lana caroline foi morta a tiros em Belford Roxo, na Baixada Fluminense Foto: reprodução Facebook
Marcos Nunes
Tamanho do texto A A A
A estudante e ex-gerente de uma empresa de modas, Lana Caroline Nobre de Melo, de 19 anos, foi morta a tiros, nesta quinta-feira, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. De acordo com as primeiras informações obtidas pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), a jovem saiu de casa, no Bairro São Luís, para encontrar o namorado que a aguardava em um carro, na altura da Rua Antonio Lima.
Ao chegar no local, a jovem teria visto o rapaz sendo abordado por um homem armado, que efeutou disparos
Assustada, Lana Caroline teria feito um movimento brusco e acabou sendo baleada pelo suspeito. O namorado da jovem, que também ficou ferido, foi socorrido e levado para um hospital, cujo nome não foi divulgado pea polícia. O corpo da garota foi levado para o Instituto Médico-Legal de Nova Iguaçu.


Motorista de ônibus é culpado por acidente que matou 51, diz delegado


Conforme laudo, Cergio da Costa havia ingerido bebida alcoólica.
Ele também não teria usado o freio a motor na Serra Dona Francisca.

Do G1 SC
Caso o motorista do acidente de ônibus na Serra Dona Francisca, em Joinville, no Norte catarinense, que deixou 51 pessoas mortas no dia 14 de março, tivesse sobrevivido ao acidente, ele seria indiciado por homicídio culposo pelo acidente. Nesta quinta-feira (14), a Polícia Civil revelou que o homem ingeriu bebida alcoólica e que não teria utilizado o freio a motor e marcha engrenada para impedir que o veículo perdesse o controle. assista ao vídeo acima
Conforme o delegado Brasil Guarani, o motorista Cergio da Costa teria causado a trágedia por exaustão física, pressão psicológica e consumo de bebida alcóolica. Pelo laudo divulgado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), ele possuia 1,49 decigramas de álcool no sangue do motorista. A partir de 0,33, o motorista já é autuado e não pode dirigir.

Nenhum dos passageiros, no entanto, afirmou ter visto o condutor ingerir bebida alcóolica. A hipótese que o motorista teve um mal súbito, levantada no começo da investigação, foi descartada pelo resultado do laudo cadavérico. Segundo relato de passageiros à Polícia Civil, a condução do motorista estava normal até a descida da Serra.
"A imprudência dele causou o acidente. Por estar conduzindo sobre o efeito de bebida alcóolica e não acionar os equipamentos de segurança necessários, ele pode sim ser considerado o culpado do acidente", afirmou o delegado. Nenhuma marca de freio do veículo foi encontrada na pista, esclareceu.
Troca de ônibus
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o grupo saiu de União da Vitória (PR) com dois ônibus menores. Porém, no caminho, um dos veículos apresentou problemas mecânicos. Como não foi possível solucionar, um ônibus maior foi chamado e juntou os passageiros dos dois veículos.
De acordo com relatos à polícia, o motorista havia passado a madrugada anterior acordado, tentando consertar o ônibus que quebrou. Ele teria afirmado que queria retornar, mas os passageiros insistiram em continuar a viagem.
ônibus cai de ribanceira na serra dona francisca, em campo alegre na região de joinville (Foto: Jean Mazzonetto/RBS TV)Acidente aconteceu há dois meses, em 14 de março (Foto: Jean Mazzonetto/RBS TV)
Sem falha mecânica
A perícia não detectou falha mecânica, com exceção do superaquecimento dos freios. O ônibus estava a 90km/h  no momento que desgovernou, e caiu a 120km/h, de acordo com a perícia  do IGP.
Inquérito final
O inquérito final tem 550 páginas e será protocolado no Judiciário na tarde desta quinta (14). São 62 laudos, destes 54 são do IGP,  51 apontam a causa da morte de cada uma das vítimas. Outros dois laudos analisaram amostras de sangue do motorista para saber se ele havia consumido alguma substância, como bebida alcoólica. O último laudo é um estudo nos destroços do ônibus e no lugar do acidente.
Há um mês, o documento final de perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP) foi entregue a Polícia Civil. Os peritos concluíram as causas do acidente, mas os resultados não foram divulgados na época.
Excesso de passageiros
O ônibus viajava com excesso de passageiros, 59, considerando os 51 mortos e os 8 sobreviventes. Pelo menos duas pessoas estariam viajando em pé e ninguém utilizava cinto de segurança, pois o ônibus não possuia cintos. Ele foi fabricado nos anos 80 e não foi regularizado para os parâmetros atuais, considerada infração grave.
O veículo não tinha autorização para fazer aquele percurso. Conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi emitida autorização para que um ônibus da empresa viajasse de União da Vitória para Guaratuba, no Paraná. O motorista, porém, decidiu cortar caminho passando por Santa Catarina.
O acidente
O acidente aconteceu no km 89 da SC-418 no fim da tarde de 14 de março. O motorista do ônibus, com placas de União da Vitória (PR), teria perdido o controle do veículo em uma curva na região turística conhecida como Serra Dona Francisca. Segundo o governo do estado, esta é a maior tragédia rodoviária de Santa Catarina.
A SC-418, onde ocorreu o acidente, foi bloqueada entre as 16h10 e as 22h10 de domingo para a retirada do veículo, que estava cerca de 100 metros abaixo da  rodovia.

Revólver falha, e ladrão é detido por funcionários de empresa em assalto


Situação ocorreu na noite de quarta-feira (13), em União da Vitória, no PR.
Segundo a polícia, jovem de 23 anos já foi preso outras vezes por roubo.

Do G1 PR
Jovem ficou ferido após ser imobilizado por funcionários; moto foi apreendida (Foto: Divulgação/PM)Jovem ficou ferido após ser imobilizado por funcionários; moto foi apreendida (Foto: Divulgação/PM)
Um jovem de 23 anos foi preso na noite de quarta-feira (13) em União da Vitória, na região sul doParaná, ao tentar assaltar uma empresa no Bairro Rocio. De acordo com a Polícia Militar (PM), os funcionários perceberam a ação e conseguiram deter o rapaz. Ele estava armado e tentou atirar várias vezes, mas o revólver falhou.
saiba mais

Ainda segundo a PM, o gerente da empresa estava chegando para fazer o pagamento dos empregados, por volta das 20h30, quando foi abordado pelo jovem. O rapaz exigiu que ele entregasse o pacote de dinheiro sob a ameaça de atirar. Foi, então, que os funcionários perceberam a situação.
Assim que a arma não disparou, ele foi detido pelos empregados e desarmado. Logo em seguida, a polícia chegou para prender o rapaz. O jovem tem passagens pela polícia por roubo e já foi preso antes. Antes de ser levado para a delegacia, ele foi encaminhado para o Pronto Socorro Municipal (PSM) com alguns ferimentos leves.
A moto e a arma dele foram apreendidas.

Empresas investigadas na Lava Jato têm mais de R$ 540 mi bloqueados


Valores pertencem à construtora Camargo Corrêa e à empresa Sanko Sider.
Engevix teve outros R$ 154 milhões bloqueados em abril pela Justiça.

Samuel NunesDo G1 PR
O Ministério Público Federal anunciou, nesta quinta-feira (14), que a Justiça determinou o bloqueio de R$ 241.541.922,12 da construtora Camargo Corrêa e da empresa Sanko Sider e outros R$ 302.560.926,48 da Galvão Engenharia. As três empresas são citadas em processos da Operação Lava Jato, em curso desde março de 2014 e que investiga, entre outros crimes, fraudes em contratos de empreiteiras junto à Petrobras.
A divulgação se soma a outro bloqueio de dinheiro feito pela Justiça Federal contra a construtora Engevix, anunciado no dia 24 de abril. A decisão foi tomada por uma vara cível em Curitiba, na qual seguem alguns dos processos da Lava Jato. Ao todo, foram bloqueados R$ 153.957.199,60 da empresa. Somando todas as quantias já são cerca de R$ 697 milhões bloqueados dessas construtoras.
Os procuradores do MPF passaram ainda um panorama geral dos números obtidos até esta quinta-feira na Lava Jato, quando anunciaram a apresentação de mais três denúncias à Justiça. Entre as pessoas citadas nos processos estão os ex-deputados federais André Vargas (sem partido), João Argôlo (SD), Pedro Corrêa e a filha dele, também ex-deputada federal, Aline Corrêa.
Além deles, outras nove pessoas foram denunciadas.  As três denúncias são relacionadas à 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em abril, e são referentes ao núcleo de cada ex-parlamentar.
Veja os acusados e os crimes em cada denúncia:
- Núcleo André Vargas
André Luiz Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
Leon Dênis Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
Milton Vargas Ilário - Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
Ricardo Hoffmann – Corrupção, Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
-Núcleo Pedro Corrêa
Pedro Corrêa - Corrupção passiva, Lavagem de dinheiro, Peculato.
Ivan Vernon - Lavagem de dinheiro, Peculato, Organização criminosa.
Márcia Danzi - Lavagem de dinheiro, Organização criminosa.
Aline Corrêa - Peculato.
Alberto Youssef - Lavagem de dinheiro.
Rafael Ângulo Lopez - Lavagem de dinheiro.
Fábio Corrêa - Lavagem de dinheiro, Organização Criminosa.
- Núcleo Luiz Argôlo
Luiz Argôlo – Corrupção, Lavagem de dinheiro, peculato.
Alberto Youssef – Corrupção, Lavagem de dinheiro.
Rafael Ângulo Lopez - Corrupção, Lavagem de dinheiro.
Carlos Alberto Costa - Corrupção, Lavagem de dinheiro.
Os ex-parlamentares estão entre os sete presos da 11ª etapa da ação da Polícia Federal (PF). Eles seguem presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo foram os seis estados envolvidos na 11ª etapa da operação, que foi batizada de "A Origem".
"Hoje é o primeiro dia em que se oferece acusações criminais contra pessoas que estão dentro de núcleos políticos", afirmou o procurador Deltan Dallagnol, que classificou o momento como o "fim de um ciclo".
Na segunda-feira (11), a PF havia encaminhado ao Ministério Público Federal 30 indiciamentos contra 22 pessoas, após concluir sete inquéritos policias que apuram a responsabilidade criminal dos ex-parlamentares presos na 11ª fase da operação.
Com as denúncias apresentadas pelo MPF, caberá à Justiça Federal apreciá-las. Se aceitar, os denunciados passarão a ser réus.
Pedro Corrêa
Com relação ao núcleo de Pedro Corrêa, os crimes denunciados foram de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa. “Pedro Corrêa era um dos responsáveis pela distribuição interna do PP e recebeu valores específicos em benefício próprio”, afirmou Dallagnol.
Conforme o procurador, Corrêa foi denunciado por 280 atos de corrupção passiva - segundo a denúncia, os valores envolvidos nestes atos são de R$ 398.645.680,52. Foram denunciados ainda 569 atos de lavagem de dinheiro, e 123 atos de peculato do ex-deputado.
Luiz Argôlo
Conforme os procuradores, Luiz Argôlo criou uma relação com o doleiro Alberto Youssef diferente dos demais parlamentares envolvidos. "Ele criou relação de sociedade com Youssef. Então, muitas vezes, Alberto repassava dnheiro diretamente para o Argôlo", afirmou o procurador Paulo Galvão. Conforme o procurador, Youssef tinha interesse especial na carreira do então deputado.
Foram encontrados registros de 78 visitas de Argôlo aos escritórios de Youssef. Com o cruzamento das passagens aéreas, o MPF sustenta que em 40 oportunidades essas viagens aconteceram com recursos da Câmara Federal. "O valor gasto nessas passagens é de R$ 55.192,43", explicou Galvão.
Argôlo foi denuncido por dez atos de corrupção - segundo a denúncia, os valores envolvidos nestes atos são de R$ 1.603.400,00. Foram denunciados ainda dez atos de lavagem de dinheiro e 93 atos de peculato do ex-deputado.
André Vargas
No caso do ex-parlamentar do PT, os procuradores sustentam que a corrupção aconteceu em contratos da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde, e ocorriam através da agência de publicidade Borghi Lowe e da empresa Labogen.
"Em relação ao Ministério da Saúde, nós temos evidências de que o Vargas conseguiu um termo de parceria entre o ministério e a Labogen. Já quanto à Caixa, várias ligações para um diretor da Caixa foram feitas pelo celular do próprio Vargas", afirmou o procurado Deltan Dallagnol.
Vargas foi denunciado por três atos de corrupção ativa - segundo a denúncia, os valores envolvidos nestes atos são de R$ 1.103.950,12. Foram denunciados ainda 64 atos de lavagem de dinheiro e um ato de organização criminosa do ex-deputado.
Entenda a operação
A Operação Lava Jato foi deflagrada pela PF em março do ano passado e investiga um esquema  bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A 11ª fase da investigação foi feita a partir da remessa das apurações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fatos criminosos atribuídos a três grupos de ex-agentes políticos. Os crimes investigados nesta fase, conforme a PF, são: organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência.
A investigação desta fase também abrange, além de fatos ocorridos no âmbito da Petrobras, desvios de recursos ocorridos em outros órgãos públicos federais, segundo a PF.
Depois da 11ª fase, ainda foi realizada a 12ª, quando o então tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Netto, foi preso. Ele também segue detido na carceragem da PF, em Curitiba.

Escuta eletrônica é encontrada no prédio da Polícia Federal em Curitiba


Equipamento estava na escada de incêndio do prédio, no segundo andar.
Departamento especializado em Brasília vai investigar o caso.

Do G1 PR, com informações da RPC
Uma escuta eletrônica foi encontrada na noite de quarta-feira (13), no prédio da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O equipamento estava instalado em uma luminária na escada de incêndio do edifício, no segundo andar. O local fica a poucos metros de onde ocorrem as investigações da Operação Lava Jato.

Este não é o primeiro caso de uma escuta telefônica instalada na PF, desde a deflagração da Lava Jato, em março de 2014. Menos de um mês após a operação ter sido deflagrada, um dos advogados do doleiro Alberto Youssef disse que o cliente havia encontrado uma escuta na cela em que ele ocupava no mesmo prédio.
De acordo com a Polícia Federal, o equipamento foi apreendido e encaminhado para o departamento de coordenação de assuntos internos da PF, em Brasília. Esse grupo deverá investigar o caso.
Segundo Antônio Figueiredo Basto, o doleiro relatou que as escutas eram feitas em tempo real, por um aparelho GSM que usa chip de celular. "Esse equipamento estava escondido na cela e foi encontrado pelo meu cliente. É um absurdo tudo isso e, acima de tudo, ilegal", disse. À época, a Polícia Federal não comentou a situação envolvendo o doleiro.

Professor e alunos 'trocam cadeiradas' durante briga em escola na Bahia


Segundo docente, pancadaria foi motivada por brincadeiras dos estudantes.
Professor prestou queixa na quarta-feira; secretaria vai apurar o caso.

Alan Tiago AlvesDo G1 BA
Professor e alunos se agridem com cadeiras, em escola de Jequié (Foto: Reprodução/Youtube)Professor e alunos se agridem com cadeiras, em escola de Jequié (Foto: Reprodução/Youtube)
A Secretaria de Educação do município de Jequié, localizada na região sudoeste da Bahia, abrirá um processo administrativo para apurar as causas da briga entre um professor de História e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola municipal da cidade. Na confusão, professor e alunos "trocam cadeiradas".
Um vídeo, gravado por estudantes, e disponível na internet, mostra o momento da troca de agressões, que ocorreu na última semana, dentro da instituição de ensino, localizada no Loteamento Brasil Novo, no bairro Jequiezinho.
O professor envolvido na discussão, Lelito Caictano Lopes, prestou queixa na quarta-feira (13), segundo informou a delegacia da cidade.
No vídeo que flagrou a pancadaria, o professor aparece dado uma cadeirada em um dos alunos. Em seguida, o docente também é agredido com uma cadeira por outro estudante. Logo depois, a gravação mostra uma correria pela escola.
Segundo a delegacia de Jequié, o professor alegou que teria sido alvo de piadas e afirmou que os alunos colocaram apelidos nele e que estavam atrapalhando o andamento das aulas, o que teria motivado a briga.
"Ele disse que foi reclamar com os alunos, porque não estava gostando das brincadeiras, mas teria sido agredido primeiro com soco e que, depois, revidou", afirmou o delegado José Costa. O docente dará novo depoimento na próxima semana.
saiba mais

Dias após o ocorrido, o professor divulgou uma nota para a direção da escola, em que explica como a briga aconteceu. Segundo ele, os alunos compareciam na porta ou nas janelas da sala onde ele estava dando aula para "atrapalhar" e ainda o chamavam por apelido.
"O aluno com quem tive um desentendimento na quinta-feira da semana passada sabia que eu nao gostava dos apelidos", disse. O professor também afirma na nota que conversou com o estudante e explicou que não gostava das brincadeiras, classificadas pelo docente de "desrespeitosas", mas segundo ele, o aluno insistiu em continuar com as piadas.
"Mesmo depois de termos conversado, ele continuou fazendo as brincadeiras de forma mais intensa e trazendo mais um colega para efetuar apelidos e outras coisas mais. No dia 6, ele ficou rindo da minha pessoa e incitou outros a também fazer o mesmo", destacou o professor, afirmando que o episódio foi o estopim para a briga.
"Recebi murros dele e de outro colega que juntos vêm me desrespeitando. A partir dai rolou a pancadaria das duas partes. Pegaram uma cadeira para me espancar e eu peguei outra cadeira para me proteger, em seguida arremessei uma cadeira no aluno que estava me colocando apelidos", afirmou.
O professor também disse que o aluno tentou agredí-lo com um paralelepípedo. "Ao perceber sua ação, procurei me proteger dentro da sala de professores e mantive a porta fechada". Segundo o docente, um funcionário retirou a pedra da mão do aluno e ele continuou na sala até a chegada da Polícia Militar e da Guarda Municipal
A presidente da sindicato dos professores do município, Carolina Morais, afirmou que após a briga o professor foi afastado por 30 dias, por indicação médica. Segundo ela, o docente sofreu escoriações no braço por conta da cadeirada dada por um dos alunos. "Ele fez exame de segurança do trabalho, e o médico decidiu que ele deveria se afastar, porque está muito abalado psicologicamente", disse.
Ainda segundo Carolina, o sindicato está prestando apoio ao professor. Ela também criticou a seguranças nas escolas. "Estamos dando todo o acompanhamento a ele. Isso que ocorreu na escola não pode acontecer. As escolas estão vulneráveis. Não há nenhuma segurança, nem para os professores e nem para os alunos. A gente agora está esperando que a Secretaria de Educação tome as medidas cabíveis".
O secretário de Educação de Jequié, João Magno Chaves, informou que requisitou à direção da escola o relatório de ocorrência para apurar o caso e tomar as medidas cabíveis.
"O documento já foi enviado para a secretaria nesta quinta. Agora, vamos abrir um processo administrativo, para apurar o que realmente aconteceu. Depois veremos quais medidas administrativas serão tomadas", destacou, em conversa com o G1.