Acusado de estuprar adolescentes em Cuiabá oferecia 'dia de princesa'


Empresário foi preso após investigação de crime contra seis vítimas.
Acusado oferecia presentes, dinheiro e passeios às vítimas, diz polícia.

Do G1 MT
Empresário já havia sido investigado pelos mesmos crimes. (Foto: Reprodução / TVCA)Empresário já havia sido investigado pelos
mesmos crimes. (Foto: Reprodução / TVCA)
Investigações da Polícia Civil em Mato Grosso apontam que o empresário Ivomar Alves de Freitas, de 51 anos, réu por estupro de meninas com idades entre 12 e 16 anos em Cuiabá, conseguia atrair as vítimas oferecendo a elas “um dia de princesa”, com presentes, passeios e dinheiro em troca de relações sexuais em suítes de luxo de motel. Freitas foi preso na última quinta-feira (14) na sede de sua empresa, na capital, após três anos de investigações. Já denunciado pelo Ministério Público (MP), ele chegou a negar as acusações e depois ficou em silêncio ao ser ouvido pelo polícia. A reportagem tentou contato com o escritório de advocacia da defesa do empresário, mas ainda não obteve retorno.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Eduardo Botelho, da Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), o empresário conhecia as vítimas, todas de baixa renda, por meio de sites de relacionamento na internet.
A elas, ele oferecia presentes como celulares, quantias em dinheiro – em geral, de R$ 100,00 a R$ 400,00 - e passeios de carro. Conforme as investigações, as vítimas eram levadas para manter relações sexuais com ele em suítes de luxo de um motel perto da saída de Cuiabá para o município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de distância.
Além disso, o empresário – que se apresentava como promotor de justiça, segundo o inquérito – contava com ajuda de uma outra menina, de 14 anos, a qual também já teria sofrido violência sexual por parte dele. Por meio dela, ele conseguiria atrair outras meninas (todas menores de idade) para cometer os mesmos delitos.
Porém, segundo a polícia, todas as vítimas passaram por abordagens psicossociais e, durante as entrevistas, elas demonstraram que não entendiam a situação como uma agressão. Uma delas, de 12 anos de idade, chegou a contar aos investigadores que não se sentia como vítima porque passeava de carro com o acusado e recebia dele vários outros presentes, como um celular. assista vídeo acima
“A grande dificuldade nesse inquérito é que, como as vítimas são pessoas que não têm acesso a uma vida tão abastada, elas não o viam como suspeito, viam como namorado, como amante. Difícil foi convencê-las de que ele era o suspeito que estava fazendo coisas erradas com elas. Depois que nós conseguimos convencê-las disso, o inquérito começou a tramitar mais rapidamente”, relatou o delegado.
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Prisão
Empresário do ramo de limpeza, Freitas foi preso na tarde desta quinta-feira na sede da empresa, localizada em um edifício comercial da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá. Ele foi encaminhado ao Centro de Ressocialização de Cuiabá, conhecido como Presídio do Carumbé.
A prisão foi requerida pela Polícia Civil após a conclusão de um inquérito provocado por denúncias anônimas referentes a crimes de exploração sexual e estupro de seis meninas. O inquérito já estava concluso há três meses e o MP ofereceu ação penal contra Freitas em março.
Porém, esta não foi a primeira vez que a Polícia Civil investigou o empresário. Ele já havia sido alvo de outro inquérito em 2011 que também resultou em ação penal na Justiça estadual por conta de outras duas vítimas. Devido à quantidade de vítimas, o delegado Eduardo Botelho crê que o acusado poderá, caso condenado, receber pena superior a dez anos de prisão.
G1 entrou em contato com a secretaria do escritório de advocacia responsável pela defesa do empresário para falar sobre as acusações, mas ainda não obteve retorno.

Decorador que deu calote em noivas e foi para Paris tem condenação no DF


Galvão Netto deu dois cheques sem fundo para ressarcir noiva em 2014.
Ele é acusado de quebrar 60 contratos; prejuízo supera R$ 1,3 milhão.

Mateus RodriguesDo G1 DF
Contrato de rescisão entre Netto Galvão e Débora Lemos; dois dos cinco cheques não tinham fundos (Foto: Reprodução)Contrato de rescisão entre Netto Galvão e Débora Lemos; dois dos cinco cheques não tinham fundos (Foto: Reprodução)
Acusado de dar calote em 60 noivas do Distrito Federal e fugir para a França, deixando um prejuízo de R$ 1,315 milhão, o empresário Chrisanto Lopes Galvão Netto foi condenado em 2014 por um caso semelhante. Ele teria que devolver R$ 8,5 mil à professora Débora Vasquez Lemos, de 35 anos, por uma cerimônia de casamento não realizada, mas dois dos cinco cheques entregues em 2012 estavam sem fundos. Em mensagem a uma amiga, o decorador disse não ter dado golpe. "Estou falido", escreveu.
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"Quando depositei o quarto cheque, ele voltou. Entrei em contato, e a secretária disse que ele tinha 'tido um probleminha', [que era] para eu tentar em dois meses. Depositei de novo, voltou de novo e ouvi da secretária que não adiantava, que o Netto não teria como me pagar. Ele não me atendia mais. Liguei de outro número, ele atendeu e ainda debochou, falou que a minha dívida era a menor que ele tinha para pagar", conta Débora, que acredita ter sido a "primeira vítima" do decorador.
O casamento foi contratado em outubro de 2011 e agendado para 12 de junho de 2012. Três meses antes, Débora desistiu da cerimônia e fez acordo para rescindir o contrato, com multa de 20%. "Como eu tinha comprado meu vestido, ele disse que ficaria com a peça e acertaria o valor na rescisão. Sempre foi cordial, dizia que meu casamento ia ser de revista, que íamos fazer a prévia no Rio de Janeiro. Foi tudo premeditado, muito bem feito", diz.
Como eu tinha comprado meu vestido, ele disse que ficaria com a peça e acertaria o valor na rescisão. Sempre foi cordial, dizia que meu casamento ia ser de revista, que íamos fazer a prévia no Rio de Janeiro. Foi tudo premeditado, muito bem feito"
Débora Vasquez Lemos,
'primeira vítima' de Galvão Netto
A rescisão ficou acertada em cinco cheques de R$ 4.240, totalizando R$ 21,2 mil. Desse valor, R$ 8,2 mil continuam sem ressarcimento. Débora abriu um processo na Justiça para reaver o dinheiro. Mesmo sem constituir defesa, o decorador teve uma decisão parcialmente favorável – o juiz reduziu o valor pedido pela noiva.
"Abri o processo sozinha, sem advogado, e pedi o valor máximo que eu poderia, que era de R$ 12.440 (20 salários mínimos), porque ele fugiu da dívida. A Justiça não conseguiu intimar o Netto, o processo foi julgado à revelia, mas mesmo assim o juiz considerou que o valor era alto demais. Decidiu que eu merecia só o valor dos cheques, sem adicionais", diz a professora. Com correção monetária, o valor a receber hoje é de R$ 10,6 mil.
Com o revés na Justiça, Débora diz que começou a suspeitar de algum favorecimento ao decorador. "Pra mim, ele tinha alguém lá dentro. O oficial disse que não conseguia intimá-lo, fui ver o processo e tinham alterado os três dígitos finais do CEP. Nunca iam achar mesmo", afirma. Enquanto alegava dificuldades financeiras, segundo Débora, Netto Galvão postava fotos em redes sociais com viagens, jantares e festas em outros estados.
Postagens de Netto Galvão em rede social, em 2012, mostram passeios no Rio de Janeiro (Foto: Facebook/Reprodução)Postagens de Netto Galvão em rede social, em 2012,
mostram passeios no Rio de Janeiro
(Foto: Facebook/Reprodução)
Corregedoria
O advogado de Débora, José Carlos Carvalho, diz que chegou a registrar queixa na Corregedoria da Polícia Militar contra Netto, que é policial licenciado da corporação. Segundo ele, a denúncia não teve prosseguimento. "Adverti à PM que, se eles não tomassem providência, ele continuaria a aplicar golpes. Falei: 'olha, esse rapaz vai dar um tombo violento na praça'. Se tivessem me ouvido talvez teriam evitado um golpe dessa magnitude", diz.
A Corregedoria da PM diz que abriu uma sindicância para apurar o caso, mas "não ficou constatada a ocorrência de crime militar ou transgressão da disciplina". O órgão afirma ainda que "ações de cobrança são da esfera da Justiça comum" e não têm relação com a corporação.
Para Carvalho, o militar e decorador é um "estelionatário contumaz" e usava do cargo militar para ganhar a confiança das clientes e, em seguida, para ameaçá-las. "Depois do calote, temos relatos de que ele fazia ameaça velada às vítimas, dizendo que era PM e tinha outras formas de resolver as dívidas".
Até esta sexta (15), a defesa de Débora diz que conseguiu apenas a penhora de R$ 1,9 mil, dinheiro encontrado em duas contas de Netto. Se não houver contestação, o valor deve ser repassado à professora nos próximos meses.
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Trecho de petição de Débora Lemos à Justiça; decorador teria dito que daria "canseira" em noiva (Foto: Reprodução)Trecho de petição de Débora Lemos à Justiça; decorador teria dito que daria "canseira" em noiva (Foto: Reprodução)
O advogado diz que, após a abertura do processo, todas as tentativas de encontrar Galvão Netto falharam. "Para citar, intimar, foi um deus nos acuda. Não conseguíamos encontrar ele na residência, em lugar nenhum. No processo da Corregedoria, ele já estava licenciado e a PM também não conseguia encontrar. Ele foge, se esconde, dá um jeito", diz Carvalho.
Calote em série
O caso de Débora se soma ao de, pelo menos, 60 outras noivas que registraram queixa na última semana contra o decorador. A delegada-chefe da 3ª DP, Cláudia Alcântara, pediu à Justiça na terça (12) a prisão preventiva de Galvão Netto, mas as investigações indicam que ele fugiu para Paris. Até terça-feira, o prejuízo total era estimado em R$ 1,315 milhão.
De acordo com as vítimas, o empresário enviou uma carta às noivas dizendo que devolveria o dinheiro recebido, mas sumiu e não restituiu os valores. assista ao vídeo abaixo
A empresa do decorador funcionava em uma loja na quadra 303 do Sudoeste. No dia 4, a porta estava trancada e não havia nenhuma identificação. Vizinhos do local disseram que os funcionários foram dispensados no início do mês e ninguém voltou depois disso.
Registros da Polícia Federal apontam que Galvão Netto embarcou para a capital francesa no último dia 6. "Procuramos o Netto em todos os locais que ele poderia residir e em todos ele não estava. Ele mudou desses lugares e ninguém sabe o atual endereço dele no Brasil. Ele mudou dos endereços e não deixou nada. Está claro que ele está fugindo da ação policial", disse Cláudia.
Galvão Netto será indiciado nos 60 casos por estelionato. Se condenado, ele pode pegar de 1 a 5 anos por cada ocorrência registrada.

Polícia investiga se estudante da Baixada foi morta ao tentar defender o namorado


Lana Carolina: morta ao tentar defender o namorado Foto: Reprodução
Marcos Nunes

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense investiga se a estudante Lana Carolina Nobre de Melo, de 19 anos, foi assassinada ao tentar defender o namorado Thiago Costa de Oliveira Miranda, de 25. A jovem morreu após tomar um tiro no rosto, na noite desta quinta-feira, numa praça na Rua Antônio Lima, no bairro Vila São Luís, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
A especializada recebeu informações de que Lana teria visto um homem fazer disparos contra Tiago, e teria partido para cima do assassino, batendo nele com sua bolsa. Ao tentar defendê-lo, ela teria sido baleada. A jovem tinha saído de casa para encontrar o namorado.
A jovem foi morta com um tiro no rosto
A jovem foi morta com um tiro no rosto Foto: Reprodução
Thiago foi ferido com tiros no braço, perna e peito. Ele foi levado para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, também na Baixada, e seu estado de saúde é grave, porém estável. De acordo com informações da unidade, o rapaz foi atendido passou por uma cirurgia nesta quinta-feira e está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).
A jovem tinha saído de casa para encontrar o namorado
A jovem tinha saído de casa para encontrar o namorado Foto: Reprodução
Lana e Tiago namoravam há cerca de três anos. O EXTRA esteve nesta sexta-feira na praça onde o crime aconteceu, mas ninguém quis comentar o episódio. Ainda não há informações sobre o enterro da jovem.


Tsarnaev é condenado à morte por atentados na maratona de Boston


Dzhokhar e seu irmão Tamerlan detonaram bombas em abril de 2013.
Data prevista para execução ainda não foi anunciada.

Do G1, em São Paulo
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Ilustração feita no tribunal, que não permitia fotos, mostra Dzhokhar Tsarnaev no momento em que era lida  a sentença de pena de morte por injeção (Foto: Jane Flavell Collins/AP)Ilustração feita no tribunal, que não permitia fotos,
mostra Dzhokhar Tsarnaev no momento em que era
lida a sentença de pena de morte por injeção
(Foto: Jane Flavell Collins/AP)
Dzhokhar Tsarnaev, de 21 anos, foi condenado à morte com injeção letal na tarde desta sexta-feira (15) por sua participação nos atentados terroristas na maratona de Boston. assista ao vídeo acima
A condenação do jovem muçulmano de origem chechena foi lida após 14 horas de deliberações, nas quais o júri considerou que Tsarnaev merecia a pena de morte em seis das 17 acusações passíveis dessa pena.
Em 8 de abril, o mesmo júri de 12 pessoas havia considerado Tsarnaev culpado das 30 acusações atribuídas a ele no pior ataque em solo americano desde 11 de setembro de 2001.
A pena de morte só pode ser aplicada porque a decisão foi unânime entre as sete mulheres e cinco homens que integraram o júri.
A sala de audiências dos tribunais federais da capital de Massachusetts (nordeste) ficou em absoluto silêncio durante a leitura do veredito.
'Pena adequada'
A secretária de Justiça dos EUA, Loretta Lynch, aprovou a decisão, afirmando que a condenação à morte “é uma pena adequada a esse crime horrível”.
Carmen Ortiz, procuradora-geral do Estado de Massachusetts, em declaração à imprensa após a decisão, disse que, embora Dzhokhar fosse influenciado pelo irmão mais velho Tamerlan, ele era também um adulto e deve responder como tal pelo ataque.
Nenhuma pessoa foi executada no estado de Massachusetts desde 1947. Desde que se voltou a aplicar a pena capital em nível federal em 1988, 79 indivíduos foram condenados. Destes, três foram executados, de acordo com o Centro de Informação da Pena de Morte.
Ao lado do irmão, Tamerlan, Dzhokhar foi responsável pela explosão de duas bombas na linha de chegada da maratona de Boston em 15 de abril de 2013, que deixaram três mortos e 264 feridos, dos quais 17 amputados.
 Dzhokhar Tsarnaev mostra o dedo médio a uma câmera de segurança em sua cela, em imagem registrada três meses após sua prisão pelo atentado a Maratona de Boston e exibida aos jurados que irão definir sua pena (Foto: Reuters/USDOJ/Handout via Reuters)A promotoria mostrou aos jurados imagem de Dzhokhar Tsarnaev, três meses após sua prisão, mostrando o dedo médio para a câmera de segurança em sua cela (Foto: Reuters/USDOJ/Handout via Reuters)
Os irmãos Tsarnaev foram identificados como autores dos ataques dias depois da corrida graças a gravações das câmeras de segurança.
O irmão mais velho de Dzhokhar, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, foi morto pela polícia depois de matar o policial Sean Collier quando tentavam fugir de Boston. Após uma longa perseguição, Dzhokhar, na época com 19 anos, foi capturado horas mais tarde, gravemente ferido.
No dia 8 de abril, Tsarnaev já havia sido declarado culpado de todas as 30 acusações contra ele, após um julgamento que durou 16 dias. Na ocasião, os 12 jurados precisaram de 12 horas para deliberar.
Acusações
Entre as acusações, o jovem foi considerado culpado pelo assassinato de três pessoas, por ferir outras 264, matar um policial a tiros quatro dias depois e por posse e uso de arma de destruição em massa.
Imagem de fotógrafo amador mostra pânico logo após explosão durante Maratona de Boston.  (Foto: Ben Thorndike / AP Photo)Fotógrafo amador registrou pânico logo após explosão na maratona (Foto: Ben Thorndike / AP Photo)
A defesa pedia a prisão perpétua tendo como principal argumento o fato de Dzhokhar ter sido completamente influenciado pelo irmão mais velho.
No julgamento inicial, o promotor-assistente William Weinreb disse que Dzhokhar leu revistas radicais na Internet, onde aprendeu a fazer as bombas repletas de estilhaços que provocaram amputações em 17 pessoas.
“Ele acreditou ser um soldado em uma guerra santa contra os norte-americanos”, afirmou Weinreb a respeito de Tsarnaev.
Os mortos pelas explosões provocadas pelos irmãos Tsarnaev foram Krystle Campbell, uma gerente de restaurante de 29 anos, a estudante chinesa da Unviersidade de Boston Lu Lingzi, de 23 anos, e Martin Richard, um menino de 8 anos de idade.
"Espero que esse veredito dê algum tipo de desfecho para os sobreviventes, familiares e todos aqueles atingidos pelos trágicos acontecimentos de 2013", declarou o prefeito de Boston, Marty Walsh.
O pai do jovem, Anzor Tsarnaev, que vive no Daguestão (Rússia), disse ao canal americano ABC que era uma notícia "dura" e que continuarão "lutando até o fim" para tentar salvar o filho. "Tínhamos esperanças e ainda temos", completou.

Apaixonado, Roberto Jefferson marca seu casamento para o dia 29


STF liberou o ex-deputado a cumprir o resto da pena do mensalão em regime aberto

MARCELO SPERANDIO
15/05/2015 - 18h26 - Atualizado 15/05/2015 18h56
Roberto Jefferson (PTB) (Foto: Bruno Kelly/Folhapress)
O ex-deputado Roberto Jefferson, presidente de honra do PTB, recebeu ontem a notícia que mais aguardava neste ano: o Supremo Tribunal Federal o liberou a progredir do regime semiaberto para o aberto. Isso significa que Jefferson poderá cumprir em casa, ao lado da família, o resto da pena por causa da sua participação no mensalão.

>> STF autoriza Roberto Jefferson a cumprir pena em regime aberto

Animado e aliviado com o retorno para o lar, Jefferson só fala no seu casamento. O ex-deputado marcou para o próximo dia 29 uma grande festa para celebrar a sua união com Ana, sua companheira de uma década. O casório acontecerá em Três Rios, cidade do Sul do Rio de Janeiro. A lista de convidados, repleta de políticos, já passou dos 200 nomes. Os amigos de Jefferson esperam que a paixão o inspire a fazer um belo discurso para a dona do seu coração, que foi fiel nos últimos e intensos anos do ex-deputado.

Reprovação de Dilma e Richa passa dos 80% em Paranaguá, aponta Paraná Pesquisas


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Paraná Pesquisas, do Murilo Hidalgo, realizou uma pesquisa em Paranaguá para ver como anda a popularidade das administrações federal, estadual e municipal na região.
Veja a aprovação em Paranaguá de Dilma, Richa e Kersten.

De uma maneira geral, o Sr(a) diria que aprova ou desaprova a administração da Presidenta Dilma Rousseff até o momento?
Aprova 10,6%
Desaprova 86,4%
Não sabe/ Não opinou 3,0%
______________________________________
De uma maneira geral, o Sr(a) diria que aprova ou desaprova a administração do Governador Beto Richa até o momento?
Aprova 13,8%
Desaprova 82,4%
Não sabe/ Não opinou 3,8%
______________________________________
De uma maneira geral, o Sr(a) diria que aprova ou desaprova a administração do Prefeito Edison Kersten até o momento?
Aprova 34,8%
Desaprova 59,8%
Não sabe/ Não opinou 5,4%
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Procedimentos utilizados na pesquisa: O universo desta pesquisa abrange os eleitores do município de Paranaguá maiores de 16 anos. Para a realização desta pesquisa foi utilizada uma amostra de 661 eleitores, sendo esta estratificada segundo sexo, faixa etária, grau de escolaridade e posição geográfica. O trabalho de levantamento dos dados foi feito através de entrevistas pessoais durante os dias 24 a 29 de abril de 2015, sendo acompanhadas 19,67% das entrevistas. A Paraná Pesquisas encontra-se registrada no Conselho Regional de Estatística da 3a Região sob o no 6288/10 e é filiada à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP desde 2003. Tal amostra representativa do município de Paranaguá atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de 4,0% para os resultados gerais.

Impacto da mudança na aposentadoria chega a R$ 2,5 trilhões em 35 anos


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A mudança nas regras para se aposentar, aprovada na quarta-feira pela Câmara dos Deputados, vai criar uma bomba fiscal para as próximas gerações. O custo estimado para os cofres públicos ao tornar mais flexível o fator previdenciário, que reduz o benefício conforme aumenta a expectativa de vida, vai ser de R$ 40,6 bilhões em dez anos e de R$ 2,5 trilhões em 35 anos. Em 2050, quando a faixa etária de 60 anos ou mais vai representar um terço da população — atualmente é de 12% — o deficit da Previdência Social vai dobrar. Diante do tamanho do impacto, a presidente Dilma Rousseff deverá vetar a mudança, e integrantes do governo já buscam alternativas que devem ser apresentadas o mais rápido possível ao grupo de trabalho, criado no fim de abril para tratar do tema. As informações são d’O Globo.
Em outra frente, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez uma advertência ao Senado. Na saída de um evento em São Paulo, ele afirmou que é preciso “muito cuidado para quando votarem não criarem uma nova necessidade de mais impostos”. A interlocutores, foi mais direto:
— A Câmara demonstrou que quer uma carga tributária maior. O Senado vai ter que decidir se também quer esse aumento na carga tributária.
Pelos cálculos de Leonardo Rolim, consultor da Câmara dos Deputados e ex-secretário da Previdência Social, a medida vai fazer o rombo aumentar em 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país), o que representaria hoje R$ 61,5 bilhões, praticamente toda a economia que o governo se comprometeu a fazer este ano para sanar as contas públicas. Atualmente, o rombo da Previdência é de 1,1% do PIB, chegaria a 2,24% em 2050.
— Nos primeiros anos não vai ter impacto. As pessoas vão esperar para se aposentar com as novas regras mais favoráveis. Mas, ao longo do tempo, o deficit dobra — afirmou Rolim.
Pelas contas do especialista, a regra que soma a idade e o tempo de contribuição, que deve ter como resultado 85 para as mulheres e 95 para os homens, quase dobra o benefício da mulher. Em média, as mulheres se aposentam aos 52 anos, com 30 anos de contribuição. Se esperar mais um ano e meio, o salário sobe 44,2%. Para os homens, que buscam o benefício em média aos 55 anos, mais dois anos e meio de trabalho aumentariam a aposentadoria em 20,5%. A soma de 85 para mulher e 95 para o homem permite que o trabalhador se aposente com o benefício máximo de R$ 4.663,75.
— Vai na contramão de um ajuste fiscal de médio e longo prazo e do que está acontecendo no mundo. Mais um saquinho de bondades que vai se tornar um belo saquinho de maldades lá na frente. A medida vai arrebentar as contas públicas. O financiamento da Previdência do cidadão brasileiro das próximas gerações estará comprometido, por pura demagogia — afirmou a professora da Coppead, da UFRJ, Margarida Gutierrez, especialista em contas públicas.
Foi essa situação explosiva que revoltou o ministro da Fazenda. Levy irritou-se especialmente com os votos dados pelo PT e que alteraram o perfil da medida provisória 664, um dos pilares do ajuste fiscal, em uma manobra que considerou “irresponsável”. Ele sinalizou a integrantes do governo que poderá endurecer mais o ajuste. A primeira medida seria um possível aumento da carga tributária. As outras seriam a possibilidade de estender às linhas de crédito do Banco do Brasil o arrocho de crédito que a Caixa já vem sofrendo e a ampliação do contingenciamento do Orçamento deste ano. A reunião que vai sacramentar o tamanho do represamento dos gastos do governo foi marcada para domingo, em Brasília.
A curto prazo, apesar de não ter impacto fiscal, a nova forma de cálculo da aposentadoria tem efeito na avaliação do país, na opinião do economista Raul Velloso, que acompanha com lupa as contas do governo:
— Quando a agência de risco avaliar o Brasil vai considerar o desequilíbrio crescente no gasto previdenciário, a piora da solvência do país a longo prazo. O fator era um sinal que o gasto estava atrelado às contribuições.
Atualmente, somente 27% das aposentadorias são concedidas por tempo de contribuição, exatamente as que serão atingidas pelas novas regras.
— São trabalhadores com nível de renda mais alto, que ficaram menos tempo na informalidade — afirmou Rolim.
A metade se aposenta por idade e não está sujeita ao cálculo pelo fator previdenciário. O restante é por invalidez, e também não será afetado.
Segundo Margarida Gutierrez, as regras de Previdência Social precisam ser revistas a cada três anos, para acompanhar a evolução da composição etária da população.
— O país está no caminho inverso dos países centrais. A cada três anos há nova rodada de reformas, diante da longevidade, da mudança na estrutura etária. Temos deficit num país que é jovem, com a população envelhecendo. O Estado vai arrecadar para pagar previdência, não poderá fazer mais nada.
Para o professor do Ibmec/RJ, José Ronaldo Souza Jr, o ideal seria estabelecer idade mínima para a aposentadoria:
— Na legislação mais moderna dos países desenvolvidos, o que se tem tentado é fixar idade mínima de acordo com a expectativa de vida da população.
Esta é uma das alternativas já cogitadas pelo governo para manter a saúde do sistema previdenciário. Também estão em exame acabar com o fator e no lugar até utilizar a fórmula cumulativa idade/tempo de contribuição, mas de forma escalonada até chegar a 100 anos (mulher) e 105 anos (homem), diante do aumento da expectativa de vida; e aumentar o tempo de contribuição dos atuais 30 anos para 40 anos, no caso das mulheres, e de 35 anos para 42 anos, no caso dos homens.
— Não tem mágica. As alternativas precisam considerar o equilíbrio atuarial do regime de aposentadoria — disse um interlocutor do Planalto.
No governo, a esperança ainda é convencer os senadores a votar contra a alteração, sob o argumento de que a medida é o “pior dos mundos” porque não acaba com o fator e eleva os gastos da Previdência com o aumento das aposentadorias. Mas esse quadro mostrou-se muito complexo, especialmente depois de o presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmar ontem que o novo cálculo deve passar na Casa.
— Como o Senado já resolveu acatar o fim do fator previdenciário, é óbvio que ele vai aproveitar essa oportunidade para colocar no lugar do fator uma regra que seja mais favorável aos trabalhadores e ao povo brasileiro. Sou a favor (do fim do fator). Acho que delonga demasiadamente a aposentadoria dos trabalhadores. Não concordo que todos os problemas do Brasil se resolvam cortando direito trabalhista e previdenciário — disse Renan.
No dia seguinte à derrota na mudança da aposentadoria, o governo respirou aliviado com a rejeição de todas as novas tentativas de alteração à Medida Provisória (MP) 664, que torna mais rígidas as regras para pensão e auxílio-doença. Evitar uma nova derrota foi possível pelas promessas da articulação política do governo de que as nomeações de apadrinhados políticos acordadas serão publicadas no Diário Oficial e também de que as emendas parlamentares e os restos a pagar de anos anteriores serão em breve liberados, de acordo com a fidelidade de cada deputado nas votações do ajuste fiscal.

A nova trama da campanha contra Beto Richa


O novo capítulo da campanha contra o governador Beto Richa tem estranha versão embasada em depoimento de um personagem capaz dos atos mais sórdidos, a começar pela pedofilia e exploração sexual de mulheres.
Luiz Antonio de Souza, auditor fiscal, preso e acusado de particpar de um esquema de pedofilia e exploração sexual, flagrado em corrupção ativa no desvio de recursos do Estado, ao negociar os termos de sua delação premiada para amenizar as penas a que está sujeito e que podem deixá-lo o resto da vida na prisão decidiu envolver, mesmo que de forma indireta e difusa, a imagem do governdor em suas novas denúncias.
Com essa folha corrida, logo se vê que Luiz Antonio de Souza é capaz de qualquer coisa para salvar o seu pelo. Para escapar do pior, ele contou ao Ministério Público uma história muito mal narrada e que agrada certos ouvintes porque procura atingir ninguém menos que o próprio governador Beto Richa, do PSDB. Disse ele que a campanha de reeleição do governador recebeu R$ 2 milhões de recursos desviados da Receita Estadual.
O próprio Luiz Antonio de Souza admite que ficou com uma parte do total desviado. A ligação que faz entre seu ato espúrio e a campanha eleitoral do governador segue caminhos que carecem de melhor ficcionista para ser acreditada. Diz que recebeu ordem do inspetor-geral de fiscalização da Receita, Márcio Albuquerque de Lima.Este, por sua vez, teria recebido ordens de Luiz Abi Antoum, parente distante do governador, que a oposição quer fazer crer que era uma espécie de eminência parda do governo.
O certo é que Luiz Antonio de Souza nunca esteve com o governador Beto Richa, nunca tratou de qualquer questão com o governador, não participou de qualquer atividade do comitê financeiro da campanha de reeleição de Beto Richa. Por que, então, ele se propõe a denunciar o governador narrando uma trama na qual ele se insere por via de terceiros? É o que veremos a seguir.
Luiz Antônio de Souza tem duas razões muito fortes para fazer essa denúncia infundada. Primeiro porque precisa dissimular o que fez para aumentar seu patrimônio de forma escusa. Em segundo lugar, o mais grave. Gravíssimo. Ele tem vários processos e é investigado por pedofilia, crime inafiançável. E não quer apodrecer na prisão. Logo, se dispõe a servir a qualquer esquema, mesmo que isso
signifique participar do “assassinato de reputação” que tentam os adversários do governador Beto Richa, derrotados nas eleições de 5 de outubro, e que desde então se articulam para desestabilizar o governo.
Ora, pois, diante disso é inacreditável que esse depoimento seja levado à sério.
Suspeito de aliciar meninas, auditor fiscal tinha vida de luxo em Londrina
Casa em condomínio, empresas e carros de luxo. O patrimônio do auditor fiscal acusado de aliciar meninas em Londrina surpreendeu promotores e policiais. A investigação, até então motivada pela prisão do acusado em um motel, ganhou corpo quando agentes do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Luiz Antônio de Souza, localizada em um condomínio da zona sul da cidade.
Foram apreendidos três veículos (Hyundai Santa Fé, Hyundai I30 e uma Mercedes Benz) e diversos objetos e produtos de luxo, como roupas, bolsas e relógios. O Ministério Público (MP) descobriu, ainda, que o auditor tem pelo menos três empresas na cidade, todas no nome de ‘laranjas’, e outros seis carros. “O patrimônio não é compatível à renda dele”, observou o promotor de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Renato de Lima Castro. Segundo ele, Souza ganha de R$ 20 mil a R$ 25 mil por mês como auditor da Receita Estadual.
Esse é o homem que faz acusações. Alguém pode acreditar em suas denúncias contra pessoa com quem nunca se relacionou?