Acidente entre quatro veículos deixa 18 pessoas feridas em Prudentópolis


Batida aconteceu na noite de terça-feira (5), na região central do estado.
Caminhoneiro que provocou acidente fugiu sem prestar socorro, diz PRF.

Do G1 PR
Um acidente entre quatro veículos deixou 18 pessoas feridas na BR-277, em Prudentópolis, na região central do Paraná, por volta das 19h30 de terça-feira (5). Nenhuma das vítimas corre o risco de morrer. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhoneiro que provocou a batida fugiu sem prestar socorro. assista ao vídeo acima
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O acidente aconteceu na Serra da Esperança, próximo ao Viaduto São João. Um carro e uma van desciam a serra sentido Curitiba. Um caminhão, carregado com cilindros de oxigênio, seguia na direção contrária. Enquanto isso, um outro caminhão tentou ultrapassar a van e o carro em faixa contínua e acabou provocando toda a batida.
Só na van, havia 16 passageiros que iam de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, para Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do estado Paraná. “Estamos vivos, está tudo bem, graças a Deus”, agradece o vendedor Neuli Farias, um dos passageiros da van. Já a autônoma Eliane Pecfhetc conta que achou que ia morrer. "Vi o fim. Foi simplesmente horrível", relata.
O motorista do carro foi levado ao hospital com dores no peito. Os outros dois motoristas fizeram o teste do bafômetro e o resultado deu negativo. “Tivemos vítimas de código três, com traumas diversos. Elas foram atendidas, imobilizadas e transportadas para Guarapuava e cidades vizinhas da região central”, explica o bombeiro Élcio de Paula.

Menino com síndrome rara recebe alta após 3 anos em hospital


Desde que nasceu, Ryan nunca saiu do hospital. Ele tem a Síndrome de Ondine, doença genética sem cura, que afeta o controle da respiração.

Desde o ano passado, o Fantástico acompanha a vida do garoto que precisou fazer uma cirurgia para se adaptar de uma síndrome rara. Desde que nasceu, Ryan nunca deixou o hospital, porque, toda vez que dorme, ele para de respirar. Mas chegou o grande dia! Ryan recebeu alta pela primeira vez e foi para casa morar com a família. A espera durou três anos e meio, e Ryan está pronto para deixar o hospital.
Fantástico: E aí?  Está eufórica?
Carol Brito, mãe: Muito! Não veja a hora de chegar em casa.
Fantástico: Como é arrumar as coisas e saber que está saindo daqui pela última vez?
Carol: Foi a sensação que eu mais esperei por todo esse tempo. Eu estou muito feliz, a ponto de explodir de felicidade!
O corredor fica cheio para a despedida. “É um menino que marcou nosso hospital aqui. É uma maravilha”, conta Débora Rodrigues, técnica de enfermagem.
“A gente está satisfeita com a melhora de Ryan”, diz Ivoneide Santana, técnica de enfermagem.
Na saída, Ryan parece entender muito bem o que está acontecendo.
Desde que nasceu, Ryan nunca saiu do hospital. Ele tem a Síndrome de Ondine, uma doença genética rara e sem cura, que afeta o controle da respiração. Ryan para de respirar quando dorme. Por isso, ele tinha que ficar ligado a um respirador mecânico.
A história dele começou a mudar quando a mãe entrou na Justiça e conseguiu que o estado de Pernambuco pagasse a implantação de um marca-passo para o diafragma. Graças a esse marca-passo, implantado em dezembro, Ryan pode respirar normalmente.
Quase quatro meses se passaram. É hora de finalmente conhecer a própria casa.
Com ajuda de doações, a mãe comprou uma casa na Região Metropolitana do Recife. É neste endereço que Ryan vai dar os primeiros passos longe do hospital. “Foi um sonho que se tornou realidade, Ryan em casa pela primeira vez com a gente”, afirma a avó Mauricéa Brito.
Em casa, as coisas simples têm muito valor: jogar bola, ver desenho animado. Para compensar o cansaço, uma soneca vai bem.
No quarto, uma mensagem que diz muito: ‘Seja bem-vindo, Ryan’. Um cantinho todo decorado e montado com os equipamentos que Ryan precisa usar: o marca-passo do diafragma, que faz com que os pulmões funcionem durante o sono, e um respirador mecânico para alguma emergência. Até ficar adaptado, Ryan vai ser acompanhado o tempo todo por uma equipe médica contratada pelo estado. Ele também vai ter o apoio de uma fisioterapeuta e de uma fonoaudióloga para desenvolver a fala.
“Agora, começa um trabalho para viver como uma criança normal, como qualquer outra. A gente preparar ele para ir à escola, para ir ao parquinho, ir a uma festa de aniversário, para ir ao shopping”, explica a médica Jô Máximo.
Fantástico: Demorou muito para brincar?
Marli Rodrigues, enfermeira: Demorou mais ou menos uns 30 minutos. Depois, ele se soltou feito uma criancinha que parecia que estava em um parque de diversões.
Ryan saiu de casa pela primeira vez para passear. Por orientação médica, Ryan já pode sair pra brincar, mas só por dez minutos. O repórter Ronan Tardin acompanhou de perto toda essa alegria. Confira no vídeo.

Justiça desconfia de união entre nora com sogro à beira da morte no PR


Nora, quase 50 anos mais nova se casou com o homem à beira da morte. Trinta e oito dias depois do casamento, sogro morreu.

Com as mudanças com as novas regras do pagamento de pensão por morte do INSS, o Governo quer combater os chamados "viúvos profissionais". Como é o caso de uma mulher que foi condenada no Paraná porque se casou com o próprio sogro, que estava à beira da morte. assista ao vídeo acima
Aposto que vocês nunca ouviram uma história como esta que o Fantástico vai contar. Então, vamos começar pela árvore genealógica de uma família. Natalino teve um filho com a Ana Carolina, o Rhuan. O Rhuan é neto do Seu Missilino e da Dona Georgina, que são pais do Natalino. Quando o Rhuan tinha dez anos, ele ganhou um irmão. Ou seja, a Ana Carolina teve mais um filho, que segundo ela não é do Natalino e, sim, do Seu Missilino, seu próprio sogro dela. Estranho né? Pois é, a Justiça também achou essa história muita suspeita.

“Esse caso, ele chamou, particularmente, a atenção pela riqueza de situações que eu chamaria de esdrúxulas que envolvem todo o caso”, destaca o juiz Edilberto Barbosa Clementino.

Tudo começou em Guarapuava, no Paraná, onde hoje fica um prédio, em 2007, era uma casa. Nela, segundo a Justiça, Ana Carolina e Natalino levavam uma vida de casal. Os vizinhos confirmam isso.
“Todo mundo sabia que era o marido dela”, diz uma vizinha. 

Os vizinhos contam ainda que, na época, os pais de Natalino, Seu Missilino e Dona Georgina viviam na mesma casa que o filho, mas estavam muito doentes.
Dona Georgina morreu e Seu Missilino foi internado em Guarapuava bastante debilitado. Ele deu entrada no hospital usando cadeira de rodas e sem falar. E, mesmo estando nessas condições, em dezembro de 2008, ele se casou de novo. E se casou com Ana Carolina, a própria nora, quase 50 anos mais nova. A união suspeita durou muito pouco tempo. Trinta e oito dias depois do casamento, Seu Missilino morreu.
Duas semanas depois da morte do idoso, Ana Carolina entrou no INSS com um pedido de pensão do então suposto marido. Só que não mais na cidade onde a família morava. Foi em Foz do Iguaçu, que ela deu continuidade ao que, mais tarde, a Justiça concluiria que não passava de uma fraude.
“Esse amor teria surgido com uma pessoa acamada, vítima de dois AVCs muito severos. Esse senhor, ele já não tinha forças mais nem para segurar a caneta para poder materializar o ato do casamento”, destaca o juiz.
Cinco meses depois da morte de Seu Missilino, em primeiro de julho de 2009, Ana Carolina teve um segundo filho. Ela garante que esse filho é do ex-sogro, e registrou o menino no nome de Seu Missilino. Para a Justiça, outra mentira. O processo mostra que Seu Missilino estava internado em estado grave na época em que ela engravidou.
“A atribuição da paternidade para o senhor de idade era absolutamente inadequada, impossível de ter acontecido”, afirma o juiz.
O depoimento de Ana Carolina ao juiz foi gravado em áudio.
“Meu casamento não foi uma fraude. Foi um casamento real, que existiu. Existia amor”, disse Ana Carolina.
Atualmente, Ana Carolina mora em Foz do Iguaçu, no Paraná, e trabalha em Ciudad Del Este, no Paraguai. Lá, fica uma universidade, onde Ana Carolina é coordenadora dos alunos brasileiros. E esses mesmos alunos confirmam que, até hoje, ela e Natalino, o filho de Seu Missilino, vivem juntos.
“A gente vê eles juntos em festas juntos, em bares juntos. Na verdade todo mundo ali sabe que eles têm uma vida juntos”, conta um aluno.
Fato também negado por ela em depoimento.
Juiz: Quando que a senhora cessou seu relacionamento com Natalino?
Ana Carolina: Logo que eu engravidei, meus pais me mandaram embora de casa e fui viver na casa dele. E ele sumiu.

Durante três dias seguidos, a equipe do Fantástico veio em horários diferentes até a faculdade tentar encontrar a Ana Carolina, mas em nenhuma das vezes em que esteve no prédio ela foi localizada. Só conseguimos falar com ela depois, por telefone. Ela reafirmou que seu casamento com Seu Missilino foi legítimo e que tem direito à pensão por morte.
“Só fui casada uma vez na vida. Só sou casada com o Missilino. Nunca fui casada com outra pessoa. Nunca casei com o Natalino, eu tive um filho do pai dele. Eu não sou uma estelionatária como o governo está dizendo, como o juiz está falando. Eu casei. Tenho testemunhas de que vivi casada”, conta Ana Carolina.
Casos suspeitos assim foram uma das razões que fizeram o governo enviar ao Congresso uma medida provisória para mudar as regras de pagamento de pensões por morte.
“Nós precisamos coibir a possibilidade legal de situações como essa de casamentos de oportunidade”, diz o ministro da Previdência Carlos Eduardo Gabas.
Pela medida, para receber o benefício, será preciso comprovar, no mínimo, dois anos de convivência. E o segurado tem que ter contribuído por, pelo menos, dois anos. Além disso, só quem tiver 44 anos ou mais receberá o benefício pelo resto da vida. Quanto mais novo o viúvo ou a viúva, menos tempo vai durar a pensão.
Nesta semana, a Câmara votou a medida e baixou para um ano e meio o tempo de contribuição. Agora, o texto vai para o senado e, depois, para a presidente Dilma sancionar. E o governo garante. “Ninguém receberá menos que um salário mínimo. Lembrando que as atuais pensões não serão modificadas”, afirma o ministro.
Menos a da mulher que se casou com o sogro. Ela foi condenada pela Justiça no Paraná e, no último dia 1º de maio, o INSS suspendeu o pagamento da pensão de quase R$ 3,5 mil que Ana Carolina recebia. Ela diz que vai recorrer.
Fantástico: Foi um estelionato?
Edilberto Barbosa Clementino, juiz: Foi um estelionato, reconhecido em sentença e confirmado pela instância superior.

Polícia acha foto de falso PM com arma na cabeça em celular de jovem


Na imagem, homem com farda policial aparece ajoelhado sendo ameaçado.
Com adolescentes, polícia também apreendeu uma falsa arma.

Do G1 RS
Foto foi encontrada no celular de adolescente apreendido pela polícia (Foto: Brigada Militar/Divulgação)Foto foi encontrada no celular de adolescente
apreendido pela polícia (Foto: BM/Divulgação)
Após apreender três adolescentes no sábado (16) em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a polícia encontrou no celular de um deles uma foto que chamou a atenção da corporação. Na imagem, dois jovens aparecem apontando uma arma para cabeça de um homem ajoelhado com farda policial.
A Brigada Militar acredita que o homem da foto não é de fato policial militar. Com os meninos, a polícia também apreendeu uma falsa arma.
Após serem levados à delegacia, os adolescentes foram liberados. A polícia ainda não sabe a origem da farda vestida pelo homem na foto. Por serem menores de idade, as identidades dos jovens não foram divulgadas.

Grampos, intrigas e troca de acusações ameaçam a Operação Lava-Jato


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Alberto Youssef em maio de 2014, quando encontrou uma escuta escondida no teto de sua cela na carceragem da PF em Curitiba
VEJA.com
Um exército de advogados dos maiores e mais conceituados escritórios do país há mais de um ano esquadrinha os processos da Operação Lava-Jato em busca de algo que possa ser usado na Justiça para tentar questionar a validade das investigações sobre o maior escândalo de corrupção da história do país. É a única chance que os advogados têm de livrar da punição exemplar seus clientes, empreiteiros, políticos e funcionários públicos corruptos, que desviaram mais de 6 bilhões de reais dos cofres da Petrobras. É também a última esperança de proteger a identidade dos mentores e principais beneficiários do esquema que usou o dinheiro dos brasileiros para enriquecer e comprar o poder. Até hoje o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça rejeitaram todas as incursões nessa direção.
Na semana passada, o empresário Ricardo Pessoa, apontado como o chefe do clube das empreiteiras envolvidas, assinou um acordo de delação premiada, confessou sua participação no crime e se comprometeu a contar o que sabe – e o que ele sabe implica no caso o ex-presidente Lula, a campanha da presidente Dilma e alguns de seus principais assessores.
A colaboração de Pessoa levará os policiais e os procuradores à derradeira fase da investigação, ao iluminar o caminho completo trilhado pelo dinheiro roubado e permitir que se rastreie com precisão a cadeia de comando. De onde menos se esperaria, surge agora uma incursão que pretende pôr tudo isso a perder.
Com o conhecimento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o comando da Polícia Federal em Brasília está investigando sigilosamente os delegados e agentes envolvidos na Operação Lava-Jato. VEJA teve acesso a uma sindicância aberta pela Corregedoria da PF e conversou com policiais que acompanham e participam da apuração. É preocupante.
Segundo os corregedores, o procedimento foi instaurado para apurar “ilegalidades” praticadas pelos colegas do Paraná, onde estão centralizadas as investigações do escândalo da Petrobras.
Que “ilegalidades” seriam essas? Os federais de Brasília acusam os paranaenses de instalar escutas para captar clandestinamente conversas de presos e dos próprios policiais. Uma dessas escutas foi descoberta na cela do doleiro Alberto Youssef, uma das principais testemunhas do esquema de corrupção. Em maio do ano passado, o doleiro encontrou um transmissor de voz escondido sobre o forro do teto de sua cela. Os corregedores acusam os delegados da Lava-Jato de ter colocado o aparelho para obter provas por meio de métodos ilegais.
Parece grave – e é -, principalmente pelo que aparenta estar na gênese da investigação. “Isso vai provocar a anulação de toda a Operação Lava-Jato”, diz, sob a condição de anonimato, um delegado de Brasília que participa da apuração. “A situação vai ficar feia. Vai aparecer mais coisa”, advertiu. Essa entrevista foi feita na última quarta-feira à tarde.
Em privado, delegados próximos da cúpula da Polícia Federal admitem que o objetivo da “operação paralela” é carimbar a Lava-Jato com suspeitas de irregularidades – o que, fatalmente, abriria caminho para questionamentos judiciais sobre a operação e poderia resultar, em última análise, em sua anulação.
Para o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, ainda que se comprove a suspeita de que teria havido interceptação ilegal na Lava-Jato, isso não seria suficiente para desqualificar toda a operação. “Se essa prova paralela não representa o início da investigação, então ela é declarada nula, sem prejudicar as demais provas”, diz o ex-ministro.
Para o delegado Jorge Pontes, ex-diretor da Interpol, o jogo está claro: “A minha suspeita é que haja um grupo de pessoas já cooptadas para tentar minar e comprometer a Operação Lava-Jato. Neste momento em que a sociedade brasileira tem uma expectativa histórica de o país deixar de ser vítima de corrupção institucionalizada, isso aí é uma tentativa da corrupção institucionalizada de criar no seio da polícia uma contenda que tem a intenção de jogar alguma dúvida sobre essa investigação”.

Acusação de auditor é coisa de bandido, afirma Beto Richa


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Carlos Ohara, Folha de S. Paulo
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), disse neste sábado (16) que é “coisa de bandido” o relato do auditor da Receita estadual que acusa a campanha de reeleição tucana de ter sido abastecida por dinheiro desviado.
O auditor Luiz Antônio de Souza, preso em Londrina (PR), disse ao Ministério Público, em delação premiada, que a campanha de Richa recebeu cerca de R$ 2 milhões desviados do Estado.
Souza e outros 14 auditores e servidores públicos são acusados de cobrar propina de empresários e, em troca, reduzir ou até anular dívidas tributárias de empresas.
“O Paraná não é bobo e sabe que há muitos interesses, principalmente políticos, tentando fazer um jogo sujo. Querem desviar o foco de problemas maiores, inventando acusações falsas”, diz o governador tucano num vídeo gravado em seu apartamento e publicado no Facebook.
EXPLORAÇÃO SEXUAL
Sem citar nomes, Richa disse que seu governo está sofrendo uma campanha orquestrada e tem sido alvo de “ataques de todos os tipos”.
“Mas agora passaram dos limites. Pegaram um criminoso, réu confesso, preso por abuso de menores, para me acusar sem nenhuma prova. Coisa de bandido”, disse ele.
O auditor também é acusado pelo Ministério Público de exploração sexual de menores e foi preso em janeiro em um motel com uma menina de 15 anos. Souza admitiu a prática do crime.
O governador disse que vai enfrentar “essa guerra suja com determinação”. “O Brasil vive a pior crise econômica, mas nós aqui seremos parte da solução. O governo não vai ficar de braços cruzados. Nossa resposta será trabalhar mais, para que a crise não engula o Paraná, que é terra de gente séria”, diz Richa.
À Folha o secretário-geral do PSDB no Paraná, Ademar Traiano, afirmou que as declarações do auditor não merecem credibilidade.
“Parece estratégia da defesa para tentar a redução de pena de um cidadão que roubou do Estado e que ataca a honra do governador. A arrecadação da campanha foi feita dentro dos preceitos legais e aprovada pela Justiça.”
Traiano, que também preside a Assembleia Legislativa, disse que o governo de Richa, que enfrenta crise econômica e onda de protestos e greves de servidores, está sendo alvo de campanha liderada pelo PT. “Eles estão buscando a desconstrução de governos de oposição para tirar a atenção sobre escândalos do governo federal.”
DELAÇÃO
Segundo relato do auditor, o esquema no Paraná era comandado pelo então inspetor-geral de fiscalização da Receita, Márcio Albuquerque de Lima, também preso.
Na versão de Luiz Antônio de Souza, Márcio Lima agiria em nome de Luiz Abi Antoun, que se apresenta como primo de Richa e também já havia sido preso em outro caso.
O depoimento do auditor foi revelado pelo advogado Eduardo Duarte Ferreira, que assumiu sua defesa. Segundo ele, seu cliente contou aos promotores que, em fevereiro de 2014, foi a uma reunião com Lima na qual ficou estabelecido que o grupo deveria contribuir com R$ 2 milhões para a campanha de Richa.
No encontro, Lima teria dito estar cumprindo determinação de Antoun. O advogado disse ainda que Souza confirmou que o grupo de auditores achacava empresas devedoras do fisco estadual havia pelo menos dez anos.
O PSDB-PR divulgou nota negando as acusações.

Secretária da Educação faz novo apelo pelo retorno às salas de aula


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A secretária de Educação, Ana Seres, reiterou o apelo pela volta às aulas na rede estadual de ensino, considerando a extensão do prejuízo aos mais de um milhão de alunos. Ana Seres frisou que, se houver retorno imediato às escolas, haverá a reposição de aulas, atendendo solicitação e reivindicações de cada uma das 32 regionais. “Nossos estudantes já foram prejudicados pela primeira greve, de 29 dias. O conteúdo precisa ser ministrado e os 200 dias letivos têm que ser cumpridos”, destacou.
A secretária reforçou, ainda, que as reivindicações específicas da categoria dos professores já foram atendidas ao final da primeira paralisação. O governo do Estado esclarece que, conforme a legislação que rege as contratações de professores temporários (PSS), a ausência ao serviço por mais de sete dias úteis consecutivos, sem motivo justificado, é motivo de rescisão do contrato. A previsão está no artigo 17 da Lei 108/2005.
Segundo Ana Seres, as faltas injustificadas geram diversos prejuízos à carreira dos professores, não apenas demissão. Com apenas uma falta, por exemplo, já há prejuízo na progressão na carreira. Com qualquer número de ausências em sala de aula fica comprometida a classificação em concurso para remoção (mudança de escola) e a partir da quinta falta o profissional pode perder o direito à licença especial (a cada de cinco anos).
Cabe destacar que, conforme a legislação em vigor, a contratação de professores e de pessoal temporários pode ser efetivada para suprir a falta de docente ou servidores decorrentes de aposentadorias, demissões, exonerações, falecimento ou afastamento.
Com base na decisão judicial que considera a greve abusiva, a Secretaria pode contabilizar as faltas a partir de 27 de abril.
A Secretaria de Educação já lançou edital para a contratação de professores temporários para atuar na rede estadual de ensino de todo o Paraná. Este é mais um dos investimentos na área anunciados neste ano, além das contratações de novos docentes e da quitação de pagamentos pendentes. Não há um número definido de vagas a serem ocupadas, pois o preenchimento dos cargos vai depender da demanda por escola.

Lei e ética rasgadas


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Correntes jurídicas defendem de forma clara e objetiva a necessidade de sigilo da investigação criminal para não prejudicar a própria apuração dos possíveis crimes denunciados. A precipitação na divulgação de dados implica, ainda, em dar brechas para que o denunciado se antecipe e crie barreiras para se proteger e dificultar o trabalho dos investigadores. Sob este ponto de vista, como explicar a decisão do promotor de justiça Jorge Barreto da Costa, representante do Ministério Público do Paraná (MPE-PR), de conceder entrevista confirmando dados informados em depoimento pelo auditor fiscal da Receita Estadual Luiz Antônio de Souza, preso e acusado de corrupção e exploração sexual de menores?
Acolhido pelo instituto da colaboração premiada, que concede benefícios aos réus envolvidos em processos criminais que, de certa forma, fornecem informações e provas que contribuam com as investigações de delitos, Souza contou ao MPE-PR que atendeu pedido de Marcio de Albuquerque Lima e lhe repassou dinheiro – fruto de seus atos de corrupção – que supostamente serviriam a campanha de reeleição do governador paranaense Beto Richa (PSDB). Então inspetor-geral da Receita Estadual, Marcio de Albuquerque Lima também foi preso e é apontado pelo Ministério Público como líder do esquema de corrupção que cobrava propina para relaxar autuações a empresas devedoras de impostos ao Estado.
Ao quebrar o sigilo do processo criminal, mesmo só tendo em mãos a declaração oral de Luiz Antônio de Souza, o promotor Jorge Barreto da Costa quebra a regra de que, para revelar detalhes do depoimento, é preciso oferecer ação penal contra os acusados. Isso não aconteceu. Não há ação penal movida contra Richa ou qualquer um dos membros do comitê financeiro de sua campanha. Aliás, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou as contas do PSDB referentes ao pleito de 2014. E mais: acabou o prazo para a impugnação da eleição. Nem o inciso LV, do artigo 5.º da Constituição Federal, que assegura o contraditório e a ampla defesa aos acusados, foi observado. Um atropelo à Carta Magna.
O ataque às leis, às doutrinas, ao sentido de responsabilidade e à ética se aprofundou com as declarações do advogado Eduardo Duarte Ferreira, titular na defesa de Luiz Antônio de Souza. Ele apontou que seu cliente jamais citou nominalmente Richa em seu depoimento e que nunca estabeleceu contato com o governador. Piorou quando o promotor Jorge Barreto da Costa disse que tudo o que foi dito – e só dito – será apurado através de investigações e diligências. Então, onde estão os fatos concretos que deveriam nortear a divulgação do teor das declarações do auditor fiscal preso? Ao que consta, os benefícios da colaboração premiada homologada judicialmente são, de fato, concedidos a quem fala e prova.
O advogado Eduardo Duarte Ferreira revelou o que talvez seja o mais grave: o esquema de corrupção na Receita Estadual começou há 30 anos. Isso extrapola, e muito, os quatro anos e cinco meses das gestões de Richa. Como todas as outras denúncias feitas dentro do processo criminal em tela, isso também merece ser apurado com rigor. Porém, sua divulgação vai parar no fundo de páginas de jornais, nos rodapés de sites e blogs. O que vale, no momento, é desgastar ao máximo a imagem pública do governador tucano na tentativa de “equilibrar” o noticiário pesado do “petróleo” petista. Ou será uma forma de agradar o principal cliente? As verbas de publicidade do governo federal são polpudas e tem um poder indescritível de ditar linhas editoriais.
Nessa onda do denuncismo barato, sobram perguntas:
– Se o esquema de corrupção na delegacia da Receita Estadual em Londrina funciona há três 30 anos, qual é o motivo para tentar envolver somente o atual governo do Paraná?;
– Segundo o advogado do delator (Luiz Antônio de Souza) preso por corrupção e exploração sexual de menores, Eduardo Duarte Ferreira, ele não teve qualquer contato com o atual governador. Então, como confiar num suposto pedido de recurso feito pelo também investigado Márcio de Albuquerque Lima?;
– E, por que expor o governador Beto Richa se o próprio promotor de Justiça Jorge Barreto da Costa confirma que há diligências e investigações em curso para que as denúncias feitas pelo delator sejam comprovadas?

Briga entre gangues rivais deixa 10 mortos no Texas


Tiroteio ocorreu em um restaurante de Waco e envolveu motociclistas.
Feridos foram levados a hospital e estavam armados, segundo a polícia.

Do G1, em São Paulo
Policiais vigiam motociclistas detidos após tiroteio em Waco, no Texas neste domingo (17) (Foto: Rod Aydelotte/Waco Tribune-Herald via AP)Policiais vigiam motociclistas detidos após tiroteio em Waco, no Texas neste domingo (17) (Foto: Rod Aydelotte/Waco Tribune-Herald via AP)
Um tiroteio deixou vários mortos e feridos no estacionamento de um restaurante na cidade de Waco, no estado norte-americano do Texas, neste domingo (17), segundo informações da Reuters. Ao menos 10 pessoas morreram, segundo últimas informações da rede local KWTX, filial da CBS.
De acordo com a rede local do Texas KCen News, 18 pessoas ficaram feridas e foram levadas a um hospital, duas delas com gravidade. Ao menos três pessoas envolvidas no crime foram presas no local, ainda segundo a rede.
Os disparos foram feitos durante uma briga entre três gangues rivais de motociclistas. Os envolvidos usaram tacos de basebol e facas antes de sacarem suas armas de fogo, afirmou o sargento Patrick Swanton à KWTX.
Vista do restaurante Twin Peaks, em Waco, onde ao menos nove pessoas morreram (Foto: Reprodução/Twitter/@lpartain_kwtx)Vista do restaurante Twin Peaks, em Waco
(Foto: Reprodução/Twitter/@lpartain_kwtx)
De acordo com a agência Efe, todos os mortos e feridos são motoristas das gangues. A maioria das vítimas carregava armas ou feridas de facas, informou a KCen News. Uma discussão teria começado dentro do estabelecimento chamado Twin Peaks e terminado com os disparos a céu aberto, em frente ao local.
O conflito ocorreu na região central do Texas, em uma área destinada a compras e entretenimento, na tarde deste domingo. Agentes da polícia estavam no local.
"Muita gente inocente pode ter ficado ferida hoje. Estes grupos de motociclistas criminosos são muito perigosos e hostis", afirmou o sargento Swanton ao "Waco Tribune-Herald".
A polícia chegou a efetuar disparos para encerrar o confronto, segundo o policial, que acrescentou que  a polícia "salvou vidas ao evitar um arrastamento do conflito" em um dia muito movimentado na área.
Alguns clientes que estavam no estabelecimento chegaram a se esconder nos refrigeradores para proteger-se dos disparos, segundo a rede KWTX. Os donos do Twin Peaks disseram conhecer a rivalidade das gangues, mas mesmo assim permitiam o acesso dos grupos ao local, disse Swanton.
Após o tiroteio, os restaurantes do local fecharam as portas e a polícia prendeu vários suspeitos e interrogou testemunhas. Uma delas, Michelle Logan, de 37 anos, disse que "talvez havia 30 armas no estacionamento, talvez 10 balas foram disparadas".
A cidade de Waco foi palco de um massacre ocorrido em 1993, quando um grupo religioso entrou em confronto com a polícia, resultando na morte de 19 homens, 34 mulheres e 23 crianças, aos quais se somaram mais quatro mortos em confrontos anteriores.
Família deixa local de crime perto do restaurante Twin Peaks, no Texas (Foto: Rod Aydelotte/Waco Tribune-Herald via AP)Família deixa local de crime perto do restaurante Twin Peaks, no Texas (Foto: Rod Aydelotte/Waco Tribune-Herald via AP)

Cena do crime que deixou mortos e feridos em estacionamento de restaurante em Wacho, neste sábado (17) (Foto: Rod Aydelotte/Waco Tribune-Herald via AP)Cena do crime que deixou mortos e feridos em estacionamento de restaurante em Wacho, neste sábado (17) (Foto: Rod Aydelotte/Waco Tribune-Herald via AP)