"Câmara aprovará o distritão ou vai manter o sistema atual", diz líder do PMDB


Deputados votarão na semana que vem as propostas relacionadas à reforma política

MARCELO SPERANDIO
21/05/2015 - 16h57 - Atualizado 21/05/2015 16h57
Leonardo Picciani (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
O plenário da Câmara apreciará na semana que vem as propostas relacionadas à reforma política. Um dos temas mais polêmicos é o sistema eleitoral. O líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani, diz: "A Câmara aprovará o distritão ou vai manter o sistema atual". O distritão é o modelo em que só os candidatos a deputado mais votados são eleitos, sem se considerar os votos nas legendas. Isso acabaria automaticamente com as coligações proporcionais. Leonardo Picciani explica que o principal concorrente do distritão é o distrital misto, sistema defendido pelo PT e pelo PSDB. O líder afirma que o distrital misto tem muita rejeição entre os parlamentares, porque metade das cadeiras de deputados seria ocupada pelos candidatos mais votados em cada distrito e a outra metade seria ocupada pelas listas partidárias. "A ideia de o eleitor votar numa lista fechada, com candidatos pré-ordenados pelos partidos, não agrada. Pelo o que vejo, a maioria do plenário quer que o eleitor vote diretamente no seu candidato preferido, e não numa lista de nomes escolhidos pelo partido". O distritão é o sistema eleitoral defendido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, que também é presidente do PMDB e articulador do Planalto. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é outro entusiasta do distritão. Leonardo Picciani e Eduardo Cunha são aliados de primeira hora.

Oposição desiste de pedir impeachment de Dilma



Liderados pelo PSDB, partidos agora pedirão investigação sobre 'pedaladas' da petista: manobras fiscais com uso de bancos oficiais

REDAÇÃO ÉPOCA
21/05/2015 - 15h27 - Atualizado 21/05/2015 15h27


O presidente do PSDB senador, Aécio Neves, durante reunião da Executiva Nacional do PSDB, na semana passada, para anunciar uma posição oficial do partido em relação às manifestações do dia 15 de março (Foto: Givaldo Barbosa / Ag. O Globo)
Partidos de oposição desistiram do pedido de impeachment deDilma Rousseffinformou nesta quinta-feira (21) o jornal Folha de S. Paulo. O primeiro a mudar de ideia foi o PSDB, após receber parecer sobre a viabilidade jurídica que afirma não haver elementos suficientes neste momento para o pedido. Outros partidos acompanharam os tucanos e decidiram, em reunião no gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG), pedir à Procuradoria-Geral da República abertura de investigação contra a presidente por manobras fiscais com uso de bancos oficiais.
Oposicionistas argumentam que não houve recuo, visto que a investigação sobre “pedaladas” de Dilma, como é chamado este tipo de crime, pode levar ao impeachment. Mas o processo será bem mais longo. O pedido primeiro precisa ser aceito pela PGR, e Rodrigo Janot, procurador-geral da República, já disse publicamente em outras ocasiões que não há como a petista ser processada agora por eventuais crimes cometidos na gestão passada. Depois, precisa passar pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Se aceito pelos dois órgãos, ainda tem de conseguir 342 votos no plenário da Câmara dos Deputados, entre 513, para só então Dilma ser afastada por 180 dias até que o Senado conclua as investigações.
“Não daremos folga”, disse Aéciosegundo a Folha. “A população está querendo partir para cima do PT. Somos apenas instrumento”. Apesar de ter encomendado o estudo sobre a viabilidade jurídica para um pedido de impeachment, o PSDB não fala nele publicamente, mesmo com pressão interna de alguns parlamentares. “O parecer não fala em impeachment porque nós mesmos nunca falamos em impeachment”, afirmou Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
O recuo de partidos de oposição enfureceu grupos políticos que estiveram à frente das manifestações contra a presidente neste ano. O Movimento Brasil Livre, ainda de acordo com a Folha, disse que o PSDB “traiu os mais de 50 milhões de votos adquiridos na última eleição dos brasileiros que apostaram nessa falsa oposição”. O Revoltados Online, outro grupo, afirmou que a decisão de não bancar o impeachment da petista torna o PSDB “farinha do mesmo saco”.

Operação Zelotes: PF abre inquérito sobre corrupção do Banco Safra


Banco é suspeito de pagar R$ 28 milhões em propina para conseguir vitórias no Carf

FILIPE COUTINHO E THIAGO BRONZATTO
21/05/2015 - 18h48 - Atualizado 21/05/2015 20h07
Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar o Banco Safra sob a suspeita de pagar R$ 28 milhões em propina para conseguir vitórias no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, num desdobramento da Operação ZelotesEm despacho assinado em 11 de maio pelo delegado Marlon Cajado, a PF enquadra o caso em quatro crimes: corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e advocacia administrativa. Documentos obtidos por ÉPOCA mostram que os principais suspeitos são João Inácio Puga, membro do conselho de administração do Banco Safra, e Jorge Victor Rodrigues, ex-conselheiro do Carf.

Em 13 de agosto de 2014, Jorge Victor trata com seu “comparsa”Jeferson Salazar, advogado, do valor para resolver os problemas do Safra: R$ 28 milhões. E é aí que Puga entra em cena. A Polícia Federal flagrou um encontro do representante do Banco Safra com Jorge Victor dois dias depois da conversa sobre os R$ 28 milhões, no dia 15 de agosto.

Além da campana da PF, a investigação conseguiu monitorar as reuniões entre Puga e Jorge Victor por meio de interceptações telefônicas. O ex-conselheiro costumava relatar a “comparsas” as reuniões com Puga. Horas depois do encontro com o representante do Banco Safra, Jorge Victor ligou para o colegaJeferson Salazar, e explicou como foi a reunião. “Jorge diz que achou a conversa muito boa e que ele chegou e já abriu logo de cara”, de acordo com a transcrição da PF. Na conversa, segundo o relato de Jorge Victor, Puga pediu os nomes dos conselheiros que “fazem parte do grupo” e prometeu uma resposta rápida do Banco Safra.

Dito e feito. Puga se encontrou novamente com Jorge Victor dez dias depois, em 25 de agosto. Segundo a PF, a reunião ocorreu “a fim de continuarem pessoalmente as tratativas para obter a decisão favorável no Carf visando derrubar os autos de infração”. Depois da reunião, Puga foi direto ao banco Safra.
Relatório da PF mostra encontro de João Puga,do banco Safra, com Jorge Victor Rodrigues, do Carf (Foto: Reprodução)

Segundo a PF, nos dias seguintes, Jorge Victor e Salazar trataram diversas vezes da negociação, mostrando que o esquema estava avançado. “Além de conversarem sobre um adiantamento para viabilizar a corrupção de procuradores da Fazenda e de conselheiros, falando em utilização de serviços de doleiros ou utilização de uma empresa que passe no compliance do banco, ou até mesmo a criação de uma de uma sociedade em cota de participação, para justificarem sua empreitada criminosa”, escreveu a PF.

Em 3 de setembro, veio a confirmação. Jorge Victor avisa a um colega: R$ 2,5 milhões foram adiantados pelo Banco Safra. “Esteve em São Paulo com eles terminando de fechar as negociações para ver quais os caminhos que vão adotar para resolver isso aí e eles autorizaram a dizer que tem R$ 2,5 milhões disponíveis de honorários para resolver essa encrenca”, disse Jorge Victor, segundo a transcrição da PF.

Procurado, o Banco Safra não se manifestou. Por meio de seu advogado, o ex-conselheiro Jorge Victor Rodrigues disse que não houve negociação. “Não é proposta de corrupção. Jorge está relatando o que ouvira de uma pessoa que tentou praticar tráfico de influência. Essa informação não pode ser caracterizada em ilícito penal, tendo em vista que a admissibilidade do recurso ora mencionada na conversa já havia sido proferido há mais de dois meses. Assim, longe do Jorge ser autor de qualquer fato consumado. Essa conversa demonstra que ele foi vítima de alguém que pretendia praticar um engodo de transparecer possuir influência na prática de um ato que já se encontrava realizado e que, pelo decurso do prazo, sequer poderia ser impugnado por recurso”, disse o advogado Eduardo Toledo. Jeferson Salazar não foi localizado.
Portaria da PF enquadra investigação do banco Safra como corrupção e tráfico de influência (Foto: Reprodução)

Salão acusa loira de dar calote ao descobrir que conta ficou em R$ 5 mil


Profissionais desmontaram o look. Jovem nega informações do salão.
Caso ocorreu no sábado (16), em um shopping de Curitiba.

Do G1 PR
Jovem postou mensagem na internet após não pagar a conta em salão  (Foto: Reprodução / Facebook)Jovem postou mensagem na internet após não
pagar a conta em salão
(Foto: Reprodução / Facebook)
Uma mulher que gastou quase R$ 5 mil em produtos e serviços em um salão de beleza de um shopping em Curitiba, no sábado (16), causou tumulto ao dizer que não tinha dinheiro na hora de pagar a conta. Segundo os profissionais, eles tiveram que correr para desmontar todo o look da loira antes que ela fosse embora e deixasse todo mundo no prejuízo.
De acordo com a assessoria de imprensa do salão Expert Beauty Center, a jovem se chama Amanda e se identificou com documentos falsos.
Durante pouco mais de quatro horas em que esteve no salão, Amanda usou os serviços de manicure, inclusive com unhas de porcelanas decoradas, podologia, cauterização capilar, sobrancelha de henna, maquiagem, megahair e escova. A conta final ficou em R$ 4.719,50, segundo o salão.
Pouco tempo depois, a jovem postou uma mensagem no Facebook com o título "como ficar famosa fácil". O post já foi retirado do ar e se referia a um vídeo dela feito no salão e que foi divulgado na internet. O perfil da jovem também foi excluído da rede social.
Ainda de acordo com as informações do salão, divulgadas em uma nota, a jovem chegou sem hora marcada, fez um cadastro na recepção e se identificou como Paola Silveira. Ao final de todos os procedimentos, ela informou que quem faria o pagamento era o seu marido, que estava na praça de alimentação do shopping. Mas o homem não foi localizado e nenhum dos telefones informados por ela atenderam depois. 
A nota afirma que, ao retornar ao salão, ainda que tenha sido oferecido a ela um pagamento parcelado do débito, a mulher falou que não pagaria absolutamente nada pelos serviços e que eles poderiam ser retirados. Em seguida, ela mesma começou a retirar os apliques do cabelo.
O texto da nota diz ainda que existe a suspeita de que Amanda estava acompanhada de outra mulher, que agiu de forma bastante similar no mesmo dia e também não pagou a conta.
Ao G1, o advogado que representa Amanda, Victor Reinert, disse que ela está em uma situação difícil e que contesta todas as informações divulgadas pelo salão.

'Hard Rock Cafe' faz últimos ajustes para abrir unidade em Curitiba


Franquia em Curitiba será a única em funcionamento no Brasil.
Depois da capital do Paraná, objetivo é levar a marca para outros estados.

Samuel NunesDo G1 PR
Casa vai abrir as portas sem festas nos próximos dias (Foto: Samuel Nunes/G1)Casa vai abrir as portas sem festas nos próximos dias (Foto: Samuel Nunes/G1)
Era para ter sido em setembro de 2014, mas não foi. Em seguida, a promessa ficou para dezembro, mas também terminou adiada. Agora, sem um dia preciso, o diretor institucional do Hard Rock Cafe, Leonardo França, espera abrir as portas da franquia de Curitiba ao público até o fim deste mês de maio. A casa está terminando os últimos ajustes e o treinamento dos 200 funcionários para atender os clientes.
Segundo França, o restaurante em Curitiba deve abrir no dia 28 de maio. Contudo, ainda é preciso receber uma certificação da holding da marca. O vice-presidente do Hard Rock Cafe deve chegar a Curitiba para avaliar o treinamento dos funcionários e a montagem do espaço. Só então, será possível conferir os sons e sabores que deixaram a marca famosa ao redor do mundo.
"Estamos com a nossa documentação 100% resolvida. Porém, nós obedecemos alguns padrões da Hard Rock International", disse durante evento voltado a jornalistas, que ocorreu na casa.

França informou ainda que a ideia dos investidores que trouxeram a marca a Curitiba é abrir outras casas no Brasil. Além de Curitiba, havia uma unidade no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, mas ela foi fechada e deve ser transferida para outro bairro, na Zona Sul da capital fluminense.
Num primeiro momento, França explica que o espaço vai apenas abrir as portas ao público, sem nenhuma festa de inauguração. A ideia é esperar que o treinamento dos funcionários seja colocado em prática, com os clientes habituais. Uma festa maior está prevista para o segundo semestre deste ano. Até lá, a equipe de atendentes que vai trabalhar na cidade será auxiliada por outros profissionais, que vieram de vários países para ajudar no treinamento dos 200 funcionários;
Parte da bateria de Keith Moon, da banda inglesa The Who, é um dos itens que decoram o espaço (Foto: Samuel Nunes/G1)Parte da bateria de Keith Moon, da banda inglesa
The Who, é um dos itens que decoram o espaço
(Foto: Samuel Nunes/G1)
"Nós temos um plano de abrir, nos próximos quatro ou cinco anos, mais quatro ou cinco Hard Rocks", afirmou. Segundo ele, os investidores devem se focar nas principais capitais do país. Numa lista prévia, ele garantiu que cidades como São Paulo e Porto Alegre estão no radar.
Sem experiência
Uma das características das contratações para o Hard Rock Cafe é que os funcionários não precisam ter nenhuma experiência prévia, seja com cozinha ou atendimento ao público. O gerente de cozinha, Guilherme Baran, diz que, para trabalhar na casa é preciso, sobretudo, ser alegre. O resto, o funcionário aprende lá. "Faz parte do uniforme o sorriso", diz.
Baran explica que os funcionários são treinados para atuar em qualquer área da casa. "Normalmente, eu vou trabalhar aqui na cozinha, mas, se for preciso, posso ficar na loja ou atender as mesas", diz.
Espaço dedicado aos Rolling Stones tem casaco usado pelo guitarrista Keith Richards (Foto: Samuel Nunes/G1)Espaço dedicado aos Rolling Stones tem casaco
usado pelo guitarrista Keith Richards
(Foto: Samuel Nunes/G1)
As 200 contratações foram feitas a partir de um processo seletivo feito pela empresa em outubro de 2014. Às vésperas do início do trabalho, os funcionários receberam o treinamento com os funcionários de outras unidades pelo mundo. França, no entanto, garante que podem haver contratações pontuais depois que a casa for aberta.
Memorabilia
Um dos pontos altos da visitação a qualquer Hard Rock Cafe é o acervo de objetos de músicos, doados ou comprados. Em Curitiba, não é diferente. As paredes já abrigam objetos raros, como uma caixa da bateria de Keith Moon, que cuidou das baquetas do The Who. Há também uma jaqueta usada por Michael Jackson quando ainda era membro do grupo Jackson 5. O universo pop está representado ainda por peças de roupas de artistas como Madonna e Britney Spears.
Entre os instrumentos musicais que vão ser expostos ao público, é possível conferir um baixo do líder da banda The Police, Sting, e guitarras usadas ou autografadas por músicos como Ace Frehley (Kiss), Izzy Stradlin (Guns n' Roses), Bo Diddley e Lenny Kravitz, entre outros.
Drinks estão entre os pontos fortes do Hard Rock (Foto: Samuel Nunes/G1)Drinks estão entre os pontos fortes do Hard Rock
(Foto: Samuel Nunes/G1)
Segundo França, a holding mantém um acervo com cerca de 77 mil peças, todas catalogadas e com certificado de originalidade.
Funcionamento
Quando entrar em funcionamento, o Hard Rock Cafe ficará aberto das 11h30 à 1h, entre domingo e quinta-feira, e das 11h30 às 2h, às sextas-feiras e aos sábados. Já a loja de souvenirs ficará aberta das 11h até a meia-noite, todos os dias.
O valor médio dos pratos e o cardápio não foram divulgados. A única informação é que o restaurante deve servir todos os pratos que constam do menu original da rede. Além disso, a unidade curitibana deverá servir doses de caipirinha, que não constam em outros lugares do mundo.
Todas as peças, incluindo este baixo do cantor Sting, são certificadas, garante Leonardo França (Foto: Samuel Nunes/G1)Todas as peças, incluindo este baixo do cantor Sting, são certificadas, garante Leonardo França (Foto: Samuel Nunes/G1)

‘O sistema é muito mal operado’, diz Lerner sobre o BRT curitibano


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Arquiteto, urbanista e ex-governador, Jaime Lerner falou de mobilidade no Smart City Business América, congresso que acontece em Curitiba. Nesta entrevista, ele fala do sistema de BRT, do metrô e soluções para a capital. As informações são da Gazeta do Povo.
O sistema de BRT de Curitiba vive em meio a críticas de usuários. A atual gestão defende o metrô dizendo que no eixo norte-sul ele está esgotado. O senhor concorda?
O sistema não está esgotado. Ele está sendo muito mal operado. Foi pensando para operar numa frequência a cada um minuto. Mas hoje para em cada esquina. Com isso, os tubos vão enchendo e colocam a culpa no custo. Daí a população começa a desistir de usar.
Hoje, temos estações-tubo superlotadas em horários de pico. Como o senhor avalia isso?
Tivemos uma queda na qualidade na última década. Mas não consigo ver um biarticulado parando de esquina em esquina. Daí o tubo vai enchendo. Tentaram transformar o tubo numa biblioteca. É bom, importante. Mas ali não é para isso. É para ficar no máximo um ou dois minutos e embarcar.
Mas é possível que esse sistema volte a ser elogiado como antes?
É uma qualidade que pode ser facilmente retomada, mas temos de continuar avançando. O que era vanguarda tem de continuar sendo vanguarda. Hoje, temos a possibilidade de avanço muito grande na eletrificação do sistema e no desenho do veículo. O BRT não pode ter operação mal feita, porque se não a população não vai mudar. Ninguém muda para algo que não é melhor. Não é só implantar corredores prioritários, mas uma rede bem detalhada e operada.
O nome do senhor é muito associado ao BRT. Imagina que quem tirar a obra do metrô do papel se tornará o pai do metrô em Curitiba?
O sistema de transporte não pode ser político, tem de ter qualidade. Querer transformar o metrô num agente político é infantilidade. Tem de ver se o custo é viável, quanto tempo vai demorar. Vamos sacrificar gerações e gerações para fazer meia linha e a cidade pagar cada vez mais, subsidiando operação? Não é insistir em ser pai, tem de melhorar a vida das pessoas. Também não dá para falar em criar algo que já existe há 150 anos. Todo mundo pensa que o metrô vai passar na frente da casa, que será uma rede completa. Usam o imaginário de cidades como Londres, Paris. Mas não é o caso. É meia linha. Querem vender a Angelina Jolie e vão entregar uma velha de 150 anos atrás.
E qual o futuro do transporte público então?
Estamos indo para sistemas híbridos e elétricos que vão levar uma qualidade muito grande para a população. São sistemas mais sustentáveis. Mas precisamos desenvolver supercapacitadores. A bateria de um ônibus não pode ser como a de barbeador. A essência é dar ao BRT a mesma eficiência do metrô. É ‘metronizar’ o ônibus. Mas com a vantagem de implantá-lo em três anos, com menores custos. Temos uma proposta de veículo guiado sobre pneus para Curitiba que custaria um quinto do valor da linha do metrô.

Sob pena de R$20 mil por hora, Justiça determina desbloqueio imediato do prédio da Fazenda



app - fazenda
O juiz Mário Dittrich Bilieri, do Tribunal de Justiça do Paraná, concedeu agora há pouco liminar determinando que os manifestantes da APP-Sindicato desobstruam imediatamente o acesso ao prédio onde funciona a Secretária da Fazenda e a Fomento Paraná. A Justiça estipulou multa de R$ 20 mil por hora de descumprimento.
A liminar atendeu um pedido da Fomento Paraná, que alega prejuízos de R$ 1,2 milhão com o bloqueio dos professores.
O magistrado defende o direito de reunião e de expressão dos manifestantes, mas reafirma que esses direitos não podem interferir na liberdade de outras pessoas. “O exercício do direito de manifestação é limitado pelos direitos legítimos de outros indivíduos. Inclusive aqueles decorrentes do exercício da posse”, disse a liminar.
Há dois dias, os manifestantes estão em vigília impedindo funcionários de ingressarem no prédio que fica localizado na Avenida Vicente Machado, 445. Eles manifestam contra o reajuste proposto pelo governo estadual de 5% para o funcionalismo. O grupo acampou no local ainda na terça-feira, montando barracas nas duas entradas do prédio.

Diálogo retomado com os servidores


Índice
O diálogo recomeçou, informa o líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Claudio Romanelli, que se reuniu ontem com os representantes dos servidores públicos para buscar uma nova proposta de reajuste salarial.
“Desejamos um reajuste que possa repor os salários na sua plenitude, ou seja, o índice do IPCA de 8.17%. Mas, por outro lado, reconhecemos as dificuldades que o Governo tem hoje para efetuar todo este reajuste”, diz Romanelli.
A alternativa seria o pagamento do índice solicitado pelos sindicatos mas com parcelamento. “A proposta discutida é o pagamento em duas parcelas, uma no segundo semestre de 2015 e a outra no primeiro de 2016 com a garantia de zerar qualquer de perda financeira para os servidores”, explicou.
O problema estaria no pagamento em uma única parcela no exercício financeiro de 2015. Por isso, outra proposta apresentada por Romanelli aos sindicatos foi a antecipação da data base do ano que vem e a concessão do IPCA relativo a maio e a dezembro de 2014.

Longe de um acordo, diz Marlei, da APP


marlei
Na saída do encontro, na Assembleia Legislativa, a presidente do Fórum, Marlei Fernandes, que os deputados tratam como a general da APP (não seria generala na linuagem petista?), elogiou a retomada do diálogo, mas disse que ainda está longe de um acordo de reajuste. “O Governo ofereceu 5%, mas os servidores só aceitam encerrar a greve com a reposição de 8,17%, que é a inflação do período”, disse.
Marlei também descartou a possibilidade da categoria receber o reajuste em parcelas, como vem sendo cogitado por alguns deputados. “Deixamos claro que uma alternativa seja buscada o mais rápido possível”, completou.

Em treinamento, militares são obrigados por superiores a se agredirem; vídeo


Breno Boechat


O Comando Militar do Sudeste abriu um inquérito para investigar um caso de auso de poder e maus tratos em um treinamento realizado no 4º Batalhão de Infantaria Leve, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. Nas imagens, enviadas por leitores ao WhatsApp do EXTRA (21 99644-1263 ou 21 99809-9952), é possível ver que soldados da unidade militar são obrigados por superiores a se agredirem, com socos e tapas.
“O cara vai te bater e você tem que bater nele. Para de viadagem, porra. Solta essa mão na cara dele. Essa porra é equilíbrio emocional. É você manter o controle e continuar batendo”, grita um militar, ainda não identificado, a seus subordinados.
O treinamento foi registrado por uma câmera escondida e evidenciou uma série de maus tratos aos militares mais novos. Muitos deles, após uma sequência de trocas de tapas e socos, se sentem mal e precisam parar. Apenas um deles recebe atenção especial dos superiores, após cair ao chão por levar um golpe de outro colega. “Ficou tonto. Já deu. Já deu”, comenta outro militar.
Segundo o Comando Militar do Sudeste, o treinamento fazia parte da instrução de lutas realizadas dentro do batalhão, neste mês. O Exército informou, por meio de assessoria de imprensa, que um Inquérito Policial Militar foi aberto na última segunda-feira para identificar os responsáveis, que devem responder criminal e disciplinarmente pelo ocorrido. A apuração deve ficar pronta em um prazo de 30 dias.
Em nota enviada pelo Exército, a instituição repudia a atitude registrada em vídeo e diz que “o respeito aos superiores, pares e subornidados é um dever militar que não condiz com atitudes de maus tratos ou de castigo físico, sendo tal comportamento inadmissível entre militares que juram defender a Pátria com o sacrifício da própria vida”. O Comando Militar do Sudeste também informou por meio de nota que “repudia de maneira veemente todo e qualquer desvio de caráter e de conduta que venha a desabonar os valores militares previstos no Estatuto dos Militares e descumprir os preceitos previstos no Regulamento Disciplinar do Exército”.


Polícia Civil apreende cinco bicicletas durante as buscas do segundo suspeito de matar ciclista na Lagoa


Bicicletas foram apreendidas no Jacarezinho
Bicicletas foram apreendidas no Jacarezinho Foto: Marcos Nunes
Marcos Nunes
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Policiais civis da Divisão de Homicídios apreenderam cinco bicicletas no JacarezinhoZona Norte do Rio, durante as buscas do segundo suspeito de matar o médico Jaime Gold, de 57 anos. Um menor de 16 anos já foi apreendido em Manguinhos apontado por testemunhas como um dos autores do crime. Jaime estava de bicicleta na Lagoa, Zona Sul, quando foi esfaqueado na última segunda-feira. Ele morreu no dia seguinte.
Ainda não se sabe se uma das bicicletas apreendidas pertencia a Jaime. A carteira do médico também foi levada durante o crime.
Ciclista foi esfaqueado na noite de terça-feira
Ciclista foi esfaqueado na noite de terça-feira Foto: Reprodução
- Foi uma ação extremamente covarde. Os criminosos nem o abordaram (o médico), já chegaram esfaqueando. A vítima sequer teve a chance de entregar a bicicleta e salvar sua vida - disse a delegada da DH, Patrícia Aguiar.
O adolescente detido tem 15 anotações criminais por furto, roubo e uso de drogas. A maioria dos furtos e roubos foi cometida em bairros da Zona Sul, como Leblon e Ipanema. Cinco dos crimes foram com uso de faca.
O médico Jaime Gold morreu aos 57 anos
O médico Jaime Gold morreu aos 57 anos Foto: Reprodução
A última vez em que foi detido, o menor ficou 40 dias internado numa instituição. Ele foi liberado em março.
Em entrevista à Rádio CBN, o chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, disse que os agentes estão fazendo um levantamento mais minucioso da ficha do menor para saber se ele participou de outros delitos. Além disso, os policiais trabalham para identificar o outro suspeito envolvido na morte do médico:
- A DH está trabalhando para identificar o outro envolvido. A gente acredita que, com a captura dele, possa evoluir a identificação do segundo elemento.
Em coletiva, o delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH, contou que a primeira anotação criminal do menor foi em 2010, por crime contra o patrimônio, na Avenida Epitácio Pessoa.
- Temos que fazer uma reflexão sobre tudo isso. Nesse caso (a morte do médico), ele já está detido em razão de uma decisão judicial. Mas esse caso, assim outros, depende de uma questão social - disse.
Facas foram apresentadas durante coletiva
Facas foram apresentadas durante coletiva Foto: Guirlherme Ramalho
De acordo com Rivaldo, o depoimento do menor será na presença dos pais, da irmã e com a ajuda de um policial psicólogo:
- Vamos conversar com ele para ver se colhemos alguma informação.
Bicicletas e objetos cortantes - como facas e tesouras - encontrados perto da casa do menor foram apreendidas pelos policiais. Os objetos cortantes serão encaminhados à perícia, que determinará se algum deles foi usado na morte de Jaime Gold. Entre as bicicletas, uma chama a atenção: é de um modelo que custa mais de 20 mil reais.

Juiz decidirá destino de menor

De acordo com Rivaldo Barbosa, após depor, o menor será apresentado ao Juizado da Infância e da Juventude do Rio. Ele poderá ser solto, internado ou cumprir medida sócioeducativa. A decisão caberá ao juiz que ficar encarregado do caso.
- Temos que pensar mais sobre o aspecto do trabalho de ressocializar. Acredito muito na recuperação do ser humano e na recuperação dele - disse Rivaldo.

Testemunha viu ação


Jaime foi atacado por bandidos na noite desta terça-feira, durante um assalto. Ele pedalava pela ciclovia da Lagoa Rodrigo de Freitas e passava em frente ao centro náutico do Botafogo. Com ferimentos no braço e abdômen, o médico foi levado pelos bombeiros para o Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta quarta-feira.
O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon), central de flagrantes da região. Um frentista foi ouvido na delegacia e contou que a dupla que rendeu Jaime parecia ser menor de idade. Eles fugiram com a bicicleta da vítima. Ainda de acordo com o relato, o médico não reagiu à abordagem.
Menor foi apreendido na manhã desta quinta-feira
Menor foi apreendido na manhã desta quinta-feira Foto: Fábio Rossi
A polícia vai procurar imagens de câmeras de segurança de prédios do entorno para tentar identificar os assaltantes. A investigação será assumida pela Divisão de Homicídios (DH).

Comissão de Segurança no Ciclismo lamenta morte

A Comissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do Rio divulgou uma nota, na manhã desta quarta-feira, lamentando a morte de Jaime. Segundo eles, vários alertas já foram feitos às autoridades sobre a rotina de violência que os ciclistas têm vivido:
"Infelizmente a morte do ciclista foi uma tragédia anunciada, pois esta comissão já alertou e busca incansavelmente junto ao poder público e autoridades ações efetivas de combate aos roubos e furtos de bicicletas em nossa Cidade. Fizemos inúmeros eventos de alertas inclusive no próprio local onde a tragédia ocorreu. Porém, até o momento ainda estamos sem atendimento de nossas solicitações. Informamos à todos que continuaremos nossos esforços no que tange a segurança dos ciclistas de nossa cidade, porém, muitas vezes somos ineficientes por conta da demora que nossos pedimos são atendidos pelas autoridades em questão".