Ministério Público do Paraná esclarece denúncia apócrifa contra Fernanda Richa


Em comunicado enviado à imprensa, o Ministério Público do Paraná explicou o procedimento a ser tomado partir da denúncia anônima contra Fernanda Richa, acusada de destinar doações ilegais de auditores fiscais à campanha de Beto Richa, em 2014.
De acordo com o MP-PR, que ressalta tratar-se de uma denúncia apócrifa, sem qualquer documento, evidência ou elemento de prova, instaurou-se um procedimento preliminar para averiguar os fatos. O Ministério Publico do Paraná garante a completa apuração do caso, mas decretou sigilo do procedimento para resguardar a privacidade e a imagem dos supostos investigados.
O Órgão ainda esclareceu que, até o momento, não há qualquer elemento de prova que permita relacionar os fatos noticiados à suposta arrecadação de recursos para campanhas políticas.
Leia, a seguir, a nota na íntegra:
“Em relação à denúncia anônima encaminhada ao MP-PR, noticiando que, para a edição do Decreto 10.937, de 05/05/2014, a secretária de Estado Fernanda Richa teria exigido dos auditores fiscais, beneficiados com o referido Decreto, doações para o Provopar, com a suposição de que tais valores seriam destinados ao financiamento de campanhas políticas, o Ministério Público do Estado do Paraná tem a informar que:
1) Por tratar-se de denúncia apócrifa, desacompanhada de qualquer documento ou elemento de prova, determinou a instauração de procedimento preliminar, de natureza averiguatória, destinada a apurar a eventual consistência das informações;
2) Decretou o sigilo de tal procedimento, para resguardar a privacidade e a imagem dos supostos investigados, dado que a denúncia anônima veio desacompanhada de documentos ou evidências;
3) Até o momento, não existe qualquer elemento de prova que permita relacionar os fatos noticiados à suposta arrecadação de recursos para campanhas ao governo do Estado.
O Ministério Público do Paraná esclarece, por fim, que prossegue nas investigações, de modo a promover a completa apuração dos fatos.
Ministério Público do Paraná”-

Lula ironiza pastores evangélicos


lula - 22.05.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou os pastores evangélicos nesta semana em São Paulo. “Os pastores evangélicos jogam a culpa em cima do diabo. Eu acho fantástico isso. Está desempregado é o diabo. Está doente é o diabo. Roubaram seu carro é o diabo”, ironizou Lula ao falar sobre o ajuste fiscal para 200 pessoas.
Lula ainda ironizou a cobrança de dízimo pelos pastores. “E a solução é Deus. Paga o seu dízimo que Jesus salvará”, afirmou. O petista disse que as famílias costumam gastar além do orçamento no final do ano e, em janeiro, se depararam com impostos. “(Nessa horas) temos que jogar sempre a culpa em alguém e esse alguém é o governo”, disse.

Governo Dilma fica em silêncio diante do assassinato de jornalista em Minas


Apesar dos fortes indícios de que Evany Metzker foi torturado e decapitado em razão de suas investigações, Ministério da Justiça e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência não veem motivo para se manifestar

REDAÇÃO ÉPOCA
20/05/2015 - 20h15 - Atualizado 20/05/2015 20h15
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o secretário de Direitos Humanos, Pepe Vargas (Foto: Antonio Cruz/Abr e Wilson Dias/ABr)
O jornalista Evany José Metzker, de 67 anos, foi torturado e decapitado enquanto trabalhava em reportagens investigativas em Padre Paraíso, em Minas Gerais. A cabeça foi encontrada a cerca de cem metros do corpo, há dois dias. A carteira do jornalista estava no local. Metzker mantinha um blog com denúncias contra políticos locais. Também noticiava crimes na região e fazia críticas ao PT. Apesar dos indícios de que foi assassinado por causa de seu trabalho, como acredita a viúva dele, o governo de Dilma Rousseff resolveu permanecer em silêncio diante do crime.
Procurados por ÉPOCA para se manifestar sobre a decapitação do jornalista, tanto o Ministério da Justiça quanto a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência limitaram-se a dizer, após insistência da reportagem, que “estão acompanhando” as investigações. Não houver qualquer comentário do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ou do secretário de Direitos Humanos, Pepe Vargas.
Após ÉPOCA revelar que a delegada do caso nem sequer encontrava-se em Padre Paraíso, o governo de Minas Gerais anunciou, hoje pela manhã, ter criado uma força-tarefa para investigar a morte. Inicialmente, a polícia de Minas disse que trabalhava duas hipóteses para a decapitação: retaliação pelo trabalho de Metzker como jornalista e crime passional. Não apareceu, até o momento, nenhum indício que suporte a tese de crime passional.
Comitê de Proteção aos Jornalistas, uma das maiores entidades de imprensa do mundo, pediu que o governo brasileiro investigue com seriedade o caso. "Condenamos o brutal assassinato de Evany José Metzker e instamos as autoridades brasileiras a não deixar pedra sobre pedra ao investigar este crime e todos os seus possíveis motivos", disse, em Nova York, Carlos Lauría, um dos diretores da entidade. “A capacidade dos jornalistas de relatar as notícias está sendo claramente minada pela violência letal contra a imprensa brasileira".
A morte do jornalista foi noticiada na imprensa internacional, como nos jornais Guardian La Repubblica.

O grupo que inventou uma estatal e deu o golpe na Praça dos três Poderes


A Polícia Federal investiga uma turma de golpistas, entre eles um político petista, que inventou uma autarquia, deu prejuízo a investidores e enganou até o ex-presidente da Câmara dos EUA

FILIPE COUTINHO E THIAGO BRONZATTO
22/05/2015 - 23h24 - Atualizado 22/05/2015 23h40
A página 161 do Diário Oficial da União de 15 de maio de 2012 anunciava um projeto ambicioso: a fabricação de lâmpadas LEDpara instalação em 5.566 cidades do país. Ao custo de R$ 3,7 bilhões, o tal projeto fazia parte do pomposo Programa Governamental Brasileiro de Modernização e Racionalização da Iluminação Pública. O Diário Oficial informava que a contratação ficaria a cargo da Agência Pública Nacional de Infraestrutura e Tecnologia, ou Proinfra. Na terra da burocracia, um troço chamado Proinfra não poderia ser empulhação. Com sede próxima à Esplanada dos Ministérios, a Proinfra tinha nome de estatal, site de estatal, brasão de estatal, jeito de estatal – mas não era estatal. Era uma invenção de espertalhões para dar golpes na Praça dos Três Poderes.
ROTEIRISTA O petista Carlos Rigonato (acima) com a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Abaixo, publicação sobre a falsa autarquia no Diário Oficial. Gleisi, ao que tudo indica, não sabia nem participava do esquema (Foto: reprodução)
Publicação sobre a falsa autarquia no Diário Oficial. Gleisi, ao que tudo indica, não sabia nem participava do esquema (Foto: reprodução)
Quem tramou o embuste? O obscuro empresário pernambucanoRoberto Oliveira, que escalou como “diretor-geral” o petista Carlos Rigonato, um ex-candidato a deputado federal no Paraná. Em 2011, no início do governo Dilma Rousseff, eles conseguiram registrar o site da Proinfra com terminação “.gov.br”, passaram a publicar contratos grandiosos no Diário Oficial da União e a exibir uma certidão de bons negócios emitida pela Caixa Econômica Federal. As paredes do escritório da Proinfra ostentavam os pequenos toques que anulavam qualquer dúvida: uma foto oficial da presidente Dilma Rousseff e a bandeira do Brasil. A Proinfra tinha até CNPJ, mas não existia. Nunca existiu – ao menos como parte da burocracia do governo. Após anos enganando empresários que acreditavam fazer negócios com o governo brasileiro, a turma da Proinfra finalmente virou caso de polícia. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o esquema.
A burocracia em Brasília é tão vasta que até existe uma Proinfra. Aliás, duas Proinfras. Uma fica na Caixa e outra no Ministério da Ciência e Tecnologia. Ambas financiam projetos de infraestrutura. A Proinfra de mentirinha fechou em 20 de março deste ano, quando a Receita Federal cancelou o CNPJ dela. Após ÉPOCA investigar o caso, o site da estatal fajuta saiu do ar. Na maquiagem governamental da Proinfra, a agência se apresentava como “Associação Pública de Direito Público e Natureza Jurídica Autárquica”. Carlos Rigonato, o petista do Paraná, encarregava-se de apresentar as credenciais políticas da estatal. Ele tinha fotos com o mais eminente casal petista do Brasil: o ministro Paulo Bernardo e a senadora Gleisi Hoffmann, ambos do Paraná. Uma delas foi tirada no Senado, no dia em que Gleisi foi anunciada ministra da Casa Civil, em 2011. Não há, porém, evidências de que Gleisi ou Paulo Bernardo participavam ou mesmo soubessem do esquema. A senadora afirma conhecer Rigonato só por ele ter sido vice-prefeito no Paraná e não saber da existência da Proinfra. Roberto Oliveira, o parceiro de Rigonato, apresentava-se como diretor de Relações Institucionais da Proinfra. Cabia a ele convencer empresários a investir na fabulação.
Roberto Oliveira e o cartão falso que utilizava informando que era o diretor da estatal de mentira  (Foto: Reprodução)
A Proinfra tinha sede, mas não investia um real de dinheiro público. Os contratos fictícios com outras empresas eram publicados na seção de Ineditoriais do Diário Oficial – um buraco negro da burocracia, em que qualquer um pode publicar qualquer coisa. A autarquia fajuta usava uma empresa de fachada chamada Macroenergia, que pertence a Roberto Oliveira, para captar o dinheiro dos investidores. A Proinfra tinha sede, mas não conta bancária. A Macroenergia tinha conta bancária, mas não sede. Bastou a Proinfra publicar no Diá­rio Oficial que contratava a Macroenergia por R$ 980 milhões – e puf! Um enxame de empresários apareceu para fazer negócios com a estatal de mentira.
O grupo liderado por Roberto Oliveira oferecia dois serviços às vítimas: promessas de subcontratação da Macroenergia (butim imaginário de quase R$ 1 bilhão) e promessa de negócios diretos com a formidável Proinfra (butim imaginário de R$ 10,5 bilhões). Para fechar qualquer dos serviços, os empresários interessados precisavam pagar um pedágio – propina – a eles. Era o ato final e irresistível do golpe.
Na prática, a Proinfra era apenas uma extensão dos negócios de Roberto Oliveira, auxiliado por Rigonato. Sua filha foi uma das “nomeadas” no Diário Oficial. A parceira Macroenergia tem o mesmo endereço da Proinfra. O grupo ainda contava com um gerente da Caixa, que atestava a robustez financeira da Macroenergia. Roberto Oliveira gostava de dizer que era próximo de petistas como o deputado Marco Maia. Jactava-se de que Maia estava montando uma “frente parlamentar” para acelerar os projetos da Proinfra. E chamava o deputado e ex-ministro Aguinaldo Ribeiro, do PP, de “nosso parlamentar”. Maia e Ribeiro disseram a ÉPOCA não conhecer Oliveira nem a Proinfra.
Dennis Hastert, chegou a se reunir com os "diretores" da Proinfra e disse que um colega americano tomou prejuízo (Foto: Reprodução)
O esquema era tão verossímil, e a lábia da dupla tão boa, quemuitos caíram no golpe. Em abril de 2012, Roberto Oliveira se encontrou com Dennis Hastert, ex-presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e lobista. Na reunião, Roberto Oliveira falou dos potenciais na área de energia do Brasil e pediu que Hastert indicasse empresas americanas interessadas no negócio. Oliveira sugeriu o melhor caminho para tornar viável o negócio: contratar a Macroe­nergia, claro. A parceria não avançou. Em e-mail à reportagem, Hastert contou que quem o apresentou a Roberto Oliveira acabou sendo demitido. E informou que um representante de uma empresa americana morreu logo depois de perder uma “grande quantidade de dinheiro” em negócio com Oliveira. Mas não quis dar detalhes.
ÉPOCA localizou dois empresários que caíram no conto da Proinfra e transferiram quase R$ 2 milhões a contas ligadas ao esquema. No Brasil, Jorge Valente, proprietário da Bio Brasil Energia, de Goiânia, é um dos empresários que levaram prejuízo. Ele conheceu a estatal de mentirinha por meio de um sócio, que o apresentou a Carlos Rigonato. “Desde o começo, ela me era apresentada como uma autarquia do governo federal. Eu nunca conseguia entender a que ministério era ligada”, diz Valente. O empresário afirma que o negócio com a Proinfra começou ainda em 2011, quando Oliveira falou do potencial de negócios da Bio Brasil: R$ 1 bilhão. Valente vibrou.
Jorge Valente, proprietário da Bio Brasil Energia (Foto: Reprodução)
Agora, ele conta quase R$ 700 mil em prejuízo – valor que transferiu a empresas “parceiras” da Proinfra. Todas eram ligadas ao grupo. Perguntado se os valores pedidos não eram na prática propina, Valente afirma que a justificativa era alavancar os negócios e bancar as despesas iniciais. A empresa de Valente entraria com metade, a Proinfra com a outra. O empresário diz que, até hoje, não viu o dinheiro da Proinfra.
Ele diz ter percebido que a operação era uma furada apenas quando Roberto Oliveira sugeriu uma empresa sem ligações com a Proinfra para receber R$ 100 mil do empresário. A justificativa: a Proinfra ainda não tinha conta bancária. Valente pagou mesmo assim. “Eu tinha boa-fé, fui uma presa fácil. Eu ficava pensando ‘e se der certo?’. Os números eram maravilhosos”, diz.
Valente conta que viajou com Roberto Oliveira para os Estados Unidos, o Canadá, a Turquia e o Uruguai, sempre para levantar os tais negócios prometidos. “Ele é destemido, é o perfil de um estelionatário”, diz Valente sobre Oliveira. Até os caminhões da empresa de Valente entraram no negócio rocambolesco entre Proinfra e Macroenergia. Ele acertou a venda de cinco caminhões, e Oliveira cobrou R$ 98 mil como comissão por indicar o comprador – a Macroenergia, empresa que era da família dele. Valente pagou a comissão, mas nunca viu o dinheiro dos caminhões. Por sorte, nunca entregou os veículos. Ali terminava a parceria. “O Roberto dizia que eu estava chorando de barriga cheia por causa de R$ 700 mil, enquanto os negócios poderiam ser muito maiores.”
Até um empresário da área de soft­ware de segurança caiu no 171 da estatal de mentira. Israelense, Michael Gamliel mantém em Santa Catarina a ABG Computer e fechou um contrato fajuto de R$ 8 milhões com a turma da Proinfra, para fornecer programas de computador ao governo. O contrato era fajuto, mas não o dinheiro que ele pagou ao esquema: R$ 1,15 milhão, sempre em contas ligadas a Roberto Oliveira. “Me apresentaram como uma pessoa do governo. Ele dizia que, para trabalhar com o governo, tinha de trabalhar com as empresas que já eram parceiras do governo e para isso tinha de pagar para viabilizar o negócio. Eu sou estrangeiro, não entendia como funcionava e acreditei”, diz Gamliel. Nada mais natural para um estrangeiro que pagar pedágio no Brasil.
ÉPOCA questionou o Ministério do Planejamento, a Imprensa Nacional e a Casa Civil sobre como a Proinfra conseguiu o status de autarquia. A Casa Civil informou que em 2013 encaminhou o caso para a Polícia Federal. O Planejamento, por sua vez, disse que autorizou o site a usar “.gov.br” a partir da documentação enviada, mas que pedirá o cancelamento do site e vai apurar o caso. A Imprensa Nacional disse que qualquer pessoa jurídica pode publicar na seção de Ineditoriais do Diário Oficial. A Caixa disse que os documentos emitidos pelo gerente não seguem o padrão do banco e apurará o caso. Rigonato disse a ÉPOCA que saiu da Proinfra porque os contratos não foram honrados e ele não recebeu os valores prometidos. Ele afirma também que não mantém atividade partidária desde 2006. “Eu desconheço que atuava como uma estatal. Eu sinceramente não sei por que tinha site ‘.gov’. Quem tocava os negócios era o doutor Roberto. Pelo que sei, ele desapareceu”, disse ele. Rigonato nega que a Proinfra era uma estatal para dar golpes em empresários. “Nós juntávamos interesses de empresários. Éramos intermediários.” Roberto Oliveira, sua filha e a Macroenergia não foram localizados por ÉPOCA. A Polícia Federal irá atrás deles.

Surpresa: mulher chega a festa sem saber que era seu próprio casamento


Noivo organizou da cerimônia à comemoração, sem perder nenhum detalhe, mantendo segredo para ela e 250 convidados

22/05/2015 - 14h00 - Atualizado 22/05/2015 16h08
Os recém-casados sob os fogos de artifício (Foto: Marias Fotografia)
A ideia foi bastante inusitada, mas não é que deu certo? Em pleno mês das noivas, o empresário Marcelo Hahn, dono do laboratório Blau, resolveu organizar um casamento surpresa para a noiva,Rebeca. Ele organizou a festa como se fosse para comemorar seu aniversário, em seu sítio, em Piracaia, no interior de São Paulo. No convite, ele pediu traje black-tie, já pensando nos trajes especiais para o casório. E reservou um hotel próximo para seus 250 convidados estarem mais do que confirmados. Era apenas no momento que eles faziam o check-in que recebiam o convite do casamento para o mesmo dia.

Inclusive a noiva e os familiares de ambos só souberam da armação horas antes. O segredo foi mantido pela assessoria Marriages e outros profissionais contratados. Para sair tudo perfeito, Marcelo combinou com sua secretária até o vestido da noiva, feito pela estilista Leticia Bronstein. Como Rebeca estava indo a seu ateliê para fazer um vestido para festa black-tie, Letícia já tinha suas medidas. A secretária de Marcelo passou as preferências dela. E no dia, Letícia estava em Piracaia para fazer os últimos ajustes.
A estilista Leticia Bronstein (Foto: Marias Fotografia)

Rebeca só soube de tudo quando estava quase aterrissando de helicóptero no sítio de Marcelo na hora do almoço. Ele deu a desculpa de chegar mais cedo para ver os preparativos finais. No caminho, virou para a amada e disse: “E que tal se a gentemarcasse nosso casamento?”. Rebeca achou ótimo. Daí, ele respondeu que já tinha feito a prova do convite. Ela levou um susto quando viu a data. “É hoje?”, perguntou, achando que era brincadeira. Ele confirmou e ela deu um grito, chorou, e aceitou, claro.
Marcelo Hahn e Rebeca: enfim casados (Foto: Marias Fotografia)

Chegando ao sítio, Marcelo mostrou a ela toda a estrutura montada para o grande dia, com direito a altar sob uma árvore e salão para festa com direito a show da dupla Fernando e Sorocaba. Para a cerimônia, ele contou com a orquestra do maestro Renato Misiuk. “Sou um maestro descolado, por isso ele me escolheu. Em 30 anos, nunca vi nada igual. Foi uma superprodução e surpresa mesmo”, garantiu Misiuk, que é o queridinho de famosos e já realizou casamentos de celebridades com o de Thiaguinho e Fernanda Souza, e Marcelo Adnet com Dani Calabresa.
O salão  (Foto: Divulgação)
O casal e a dupla Fernando e Sorocaba (Foto: Marias Fotografia)

Em seguida, os convidados se acabaram com o show da dupla sertaneja e seguiram na pista madrugada adentro com a bandaGroove Allegro, também regida por Misiuk, que mistura DJ, orquestra, coral e bateria de samba. A festa foi até as 5h da manhã. “Foi tudo muito redondinho, um casamento realmente inesquecível”, resumiu Misiuk.
A pista de dança da festa  (Foto: Divulgação)

Vice-presidente da Engevix resiste a fazer delação premiada na Lava Jato


Na CPI da Petrobras, Gerson Almada também ficou em silêncio

MARCELO SPERANDIO
22/05/2015 - 19h48 - Atualizado 22/05/2015 20h12
O ex-vice-presidente da Engevix Gerson Almada (Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara)
Advogados do executivo Gerson Almada garantem que ele não cederá às pressões que tem recebido para fazer delação premiada no processo do petrolão. Almada é vice-presidente da Engevix, construtora investigada pela Lava Jato. Havia uma grande expectativa de que ele fizesse o acordo. Em janeiro, sua defesa afirmou à Justiça Federal que “a Petrobras foi escolhida para geração dos montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias”. Ontem, na CPI da Petrobras, Gerson Almada cumpriu a determinação de seus advogados: ficou calado.

Pessôa promete entregar vídeos e planilha de políticos que recebiam propina


Rodrigo Janot espera receber a planilha e as imagens dos corruptos

MURILO RAMOS
22/05/2015 - 21h45 - Atualizado 22/05/2015 21h52
O empresário Ricardo Pessôa, presidente da construtora UTC, chega à sede da PF, em SP, em novembro de 2014 (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
Janot espera receber de Ricardo Pessôa - chefe do cartel da Lava Jato e dono da UTC – uma planilha com o nome dos políticos que recebiam propina. Há duas semanas, Pessôa ficou irritado quando seus advogados não conseguiram abrir a tal planilha no computador para mostrar aos procuradores. Pessôa promete, também, entregar imagens dos políticos que visitavam seu escritório para pegar a dinheirama desviada da Petrobras. Era tanta nota que Pessôa perdeu a conta.

Como atuava Milton Pascowitch, lobista que operava para o PT na Petrobras


A consultoria Jamp, de Pascowitch, que não tinha funcionários, movimentava milhões e repassava dinheiro a petistas

FILIPE COUTINHO
22/05/2015 - 22h17 - Atualizado 22/05/2015 22h18
Milton Pascowitch, preso na semana passada (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
Sede da empresa do lobista Milton Pascowitch e o ex-ministro José Dirceu (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo, Joel Rodrigues/Folhapress)
Na quinta-feira, o Brasil amanheceu com mais um dia de buscas e prisões da Operação Lava Jato, na qual procuradores e delegados devassam um dos maiores esquemas de corrupção já descobertos no mundo. Foi a décima terceira fase das investigações. O número não poderia ser mais apropriado. Dos muitos esquemas de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores no petrolão, nenhum é tão sólido quanto o desbaratado na décima terceira fase da Lava Jato. O esquema era comandado pelo lobista Milton Pascowitch, preso na quinta-feira passada. ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, às provas que embasaram a prisão de Pascowitch, entre elas as quebras dos sigilos bancário e fiscal do operador. Nas contas de Pascowitch, entrava dinheiro das empreiteiras do petrolão – e, uma vez lavado numa empresa de fachada, saía para gente do PT, como o ex-ministro José Dirceu, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e até para a máquina de propaganda do partido na internet. 

Desconhecido da disputa política de Brasília, Pascowitch tinha como tarefa transitar entre os grandes contratos da Petrobras, sempre a título de consultorias. Era, na prática, mais umoperador responsável por levar e trazer dinheiro para manter azeitada a engenharia criada para tirar dinheiro da Petrobras e abastecer caixas de políticos. Dois eram os principais beneficiados: Renato Duque, diretor da área de Serviços, e José Dirceu, responsável pela indicação – ou seja, criador e criatura.

Até agora, o principal nome do partido na Lava Jato é o tesoureiroJoão Vaccari. Ele está preso. Nem de longe era o único. Havia muitos operadores como Pascowitch. A força-tarefa da Lava Jato está à caça deles. Nas palavras do Ministério Público Federal, as provas contra Milton Pascowitch mostram uma “vasta gama de gravíssimos delitos”. A investigação se iniciou apenas com depoimentos. A primeira vez que surgiu o nome de Pascowitch foi por meio de Pedro Barusco, ex-gerente da área de Serviços da Petrobras. Ele era subordinado a Renato Duque. A confissão de Barusco deu aos investigadores o caminho das demais provas. “AEngevix efetuava o pagamento de propinas à Diretoria de Serviços, ao colaborador (Barusco), Renato Duque, Partido dos Trabalhadores, via Milton Pascowitch. Em relação ao contrato da Engevix com a Petrobras, para a construção de oito cascos do pré-sal, houve o oferecimento da Engevix, via Pascowitch, de pagamento de 1% do valor total do contrato, para distribuição ao colaborador, Duque e Partido dos Trabalhadores”, detalhou Barusco.

Para os procuradores, o depoimento de Barusco era suficiente para prender Pascowitch. Mas o juiz Sergio Moro, responsável pelo caso, pediu mais provas. E elas vieram. O empreiteiro da Engevix, Gerson Almada, que fora preso na operação, admitiu os pagamentos a Pascowitch como forma de ganhar contratos com a Petrobras. “Por volta do ano 2003/2004 o engenheiro Milton Pascowitch perguntou se não gostaria de incrementar o relacionamento da Engevix com a Petrobras. A remuneração era feita por meio de contratos de lobby, na ordem de 0,5% a 1,0% dos contratos junto à Petrobras”.  Almada ainda falou em encontro com o lobista e o tesoureiro do PT: “Recorda-se de ter sido promovida uma reunião por Pascowitch em que estava presente João Vaccari, oportunidade em que o mesmo disse que apreciava muito o trabalho da Engevix. Na oportunidade não foi solicitado nenhum valor por parte de Vaccari, embora posteriormente Pascowitch o tenha procurado para negociar doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores”.

A investigação foi além dos depoimentos. A ascensão de Milton Pascowitch como lobista coincide com o petrolão. Em 2003, quando Lula e o PT assumiram o poder, o operador ainda engatinhava no mundo das consultorias. A quebra de sigilo fiscal revelou que o patrimônio dele naquele ano era de R$ 574.160,74. Veio então o petrolão e os anos de bonança. Em 2013, seupatrimônio chegou a R$ 28.252.751,43. Foi um crescimento de incríveis 50 vezes em dez anos. A riqueza de Milton Pascowitch, claro, coincidiu com os repasses de empreiteiros. Entre 2004 e 2013, Pascowitch recebeu R$ 104 milhões, por meio de suaconsultoria Jamp. Detalhe: a empresa não tinha funcionários. Era de fachada. Servia para manter contas por onde transitava o dinheiro do petrolão. Nada ali era serviço, segundo a força-tarefa: era tudo propina.

Dessa fortuna, R$ 83 milhões vieram de empreiteiras investigadas. A maior parte veio da Engevix, com R$ 78 milhões.  A UTC depositou R$ 2,6 milhões e um consórcio entre a UTC e a Odebrecht injetou mais R$ 1,5 milhão. Os pagamentos das empreiteiras a Pascowitch, contudo, eram apenas o meio do caminho. Na outra ponta, estavam justamente José Dirceu e Renato Duque – exatamente como disseram os delatores.
 
Renato Duque, o homem do PT na Petrobras  (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress e reprodução )
A quebra de sigilo bancário de Pascowitch  revelou que o lobista pagou a José Dirceu R$ 1.457.954,70 em dois repasses, entre 2011 e 2012 – já durante o julgamento do mensalão, quando o petista era réu. Duque, já fora da Petrobras, recebeu outros R$ 800 mil. Os dois casos seguiam o roteiro da Lava Jato: eram contratos de consultoria forjados apenas para esquentar o dinheiro. A “contratante” Jamp Consultoria servia apenas para “contratar” os consultores José Dirceu e Renato Duque. Há mais. A mesma quebra de sigilo revelou que a Jamp Engenheiros transferiu R$ 120 mil à Editora 247, responsável pelo site governista Brasil 247. Foram quatro repasses entre setembro e dezembro de 2014. Era o auge da Operação Lava Jato – e da campanha de Dilma, que defendia a candidata e atacava ferozmente qualquer um visto como oponente.

Com tantas provas contra Pascowitch  e o caminho do dinheiro delineado, o juiz Sergio Moro se deu por convencido e o operador pode reencontrar o colega Renato Duque, dessa vez presos na superintendência da PF em Curitiba. “Sua condição é mais análoga à dos profissionais que se dedicaram, diferentemente dos empreiteiros, exclusivamente à prática delitiva, intermediando propinas, ocultando e dissimulando o produto do crime, em operações complexas de lavagem de dinheiro, inclusive com transações e contas secretas no exterior.”

Procurado, Roberto Podval, advogado de José Dirceu, afirma que aJamp intermediou os pagamentos realizados entre a Engevix e a JD Assessoria e Consultoria. “O Gerson Almada (ex-vice-presidente) já declarou que foi um pagamento pelo trabalho do Zé Dirceu no Peru e em Cuba. Era para abrir portas (para a Engevix) no exterior”, diz. O advogado Renato de Moraes, que defende Renato Duque, diz que seu cliente prestou serviços de consultorias para a Jamp quando já estava fora da Petrobras, sem qualquer ligação com “atividades antes desempenhadas por ele na diretoria de serviços” da estatal. A Odebrecht esclarece que nunca manteve contrato direto com a Jamp e que o acordo foi celebrado há mais de dez anos pelo consórcio PRA-1 Módulos, formado com a UTC, em 2004. O jornalista Leonardo Attuch, dono do site Brasil 247, afirma que os R$ 120 mil que recebeu da Jamp se referem a um contrato para a “produção de conteúdo relacionado ao setor de engenharia e infraestrutura”. “É uma relação comercial privada, lícita, além de contratada e documentada por escrito, nas formas da lei civil, contabilizada e devidamente tributada, como é praxe geral no mercado”, disse. Ele enviou à reportagem uma “proposta comercial” de dois parágrafos. A Engevix e a UTC preferiram não se manifestar sobre o caso. O advogado de Milton Pascowitch, Theodomiro Dias Netonão respondeu até a publicação desta reportagem.

As peças do petrolão vão se encaixando, inclusive atrás das grades. Ainda faltam muitas delas.

Jovem fica ferida após agressão em escola estadual de Praia Grande, SP


Menina de 15 anos está há quase um mês sem ir para a escola. 
Secretaria Estadual diz que não existe caso de gangues na unidade.

Mariane RossiDo G1 Santos
Jovem foi agredida dentro de escola estadual em Praia Grande (Foto: Arquivo Pessoal)Jovem foi agredida dentro de escola estadual
em Praia Grande (Foto: Arquivo Pessoal)
Uma jovem de 15 anos foi agredida por um grupo de garotas dentro da Escola Estadual Jardim Bopeva, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo a jovem e a família dela, o grupo perseguia não apenas ela, mas também outras jovens que tinham boa aparência na escola. A menina ficou com ferimentos e está há quase um mês sem ir para a escola, porque não há vaga em outras unidades e  está com medo de novas retaliações por parte das agressoras.
A mãe da menina conta que, desde que a família mudou-se do bairro Vila Sônia para Ocian, a jovem tem problemas na escola. Em 2014, a menina frequentava a Escola Estadual Lions Clube, no período da noite.
“As meninas achavam que ela era rica. Ela está sempre muito bem vestida, a gente mora em uma casa bonita, boa. As meninas começaram a apavorá-la, começaram a olhar torto. Uma menina fez ameaça para ela. Levei para a diretora, pedi a transferência da minha filha e ela falou que ia conversar com as meninas mas não tinha o que fazer”, relata.

A jovem foi transferida, junto com outra colega que recebia ameaças, para a Escola Estadual Jardim Bopeva e passou a estudar em tempo integral, das 7h às 16h. A mãe achou uma ótima solução, já que estava mais perto de casa, passaria bastante tempo na escola e longe daquele grupo de meninas. A jovem conta que o problema se repetiu.

“Eram de 10 a 15 meninas, elas passavam meio que ironizando meu cabelo, davam uma puxada. Elas nem me conheciam, quando deu um mês, elas continuavam. A diretora me deu todo o apoio. As meninas me provocavam por eu ser inteligente e bonita. Elas não citavam meu nome, jogavam indireta”, relata a estudante.
Estudante agredida sempre foi vaidosa  (Foto: Arquivo Pessoal)Estudante agredida sempre foi vaidosa
(Foto: Arquivo Pessoal)
No dia 29 de abril, a estudante foi agredida dentro da escola. Ela conta que estava sentada, perto da sala dos professores, durante o intervalo. Uma aluna foi avisá-la que o grupo de meninas gostaria de conversar com ela no pátio, onde não há funcionários da escola. A menina negou e disse que iria ficar ali sentada.
“Uma delas passou por mim, puxou meu cabelo, fomos para o chão, veio outras duas, puxaram meu cabelo. A diretora separou. Ela alegou que eu xinguei ela e encarei ela. Eu cheguei a fazer um trabalho com ela, mas ela andou com outras meninas e foi se afastando de mim”, diz a estudante.
A jovem ficou com ferimentos perto do olho esquerdo, passou por consulta médica e está bem. A mãe dela chegou a conversar com a diretora da escola e pediu a transferência da menina. Mas não conseguiu arranjar vaga nas unidades estaduais do bairro. Depois do episódio, a menina tentou voltar a frequentar a escola mas não conseguiu.
“Eu não tinha feito nada de errado. Rolou um boato que elas queriam me bater de novo. Eu tenho consciência que não fiz nada de errado, mas é perigoso. Não é uma ou duas, são 10 ou 15. Isso é com muitas meninas da escola e ninguém tem coragem de encarar porque são muitas. Antes da briga comigo eu já tinha presenciado outras brigas com meninas lá”, relata.

A mãe da jovem conta que está com o marido no hospital e não pôde fazer o boletim de ocorrência sobre o caso. Após a agressão, ela relatou toda a situação ao Conselho Tutelar, que orientou a mãe a deixar a filha dentro de casa até a diretoria de ensino encontrar um lugar para a menina estudar em Praia Grande.
“Minha preocupação é pegarem ela na rua, no mercado, na esquina. Preferi manter ela dentro de casa. Quem está prejudicada é minha filha, é uma excelente aluna. Ela quer concluir os estudos dela. A gente tem que fazer alguma coisa para que a diretoria de ensino tome providências, mais policiamento, mais fiscalização, alguma norma. Isso está se tornando rotina nas escolas”, afirmou.
A Secretaria de Educação do Estado afirma que está ciente do caso e todas as providências serão tomadas após as investigações terem sido concluídas. Ainda de acordo com a instituição, a mãe da jovem agredida conversou com a diretora sobre uma possível transferência e a estudante mudará de escola.

Jovem de 24 anos é encontrada morta atrás de aeroporto; vizinho é suspeito


Júlia Zaremba

Uma jovem de 24 anos foi brutalmente assassinada no município de São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana de Natal, nesta sexta-feira. Natália Tâmara Macedo foi encontrada enrolada em um lençól em uma rua localizada atrás do Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, no Centro da cidade, por volta das 7h. A jovem, recém-formada em psicologia, tinha marcas de facada no pescoço, nas mãos e apresentava sinais de violência sexual pelo corpo.
Segundo os investigadores, o principal suspeito é o vizinho, Carlos André dos Santos Nascimento, de 34 anos. A polícia foi até a casa do homem e encontrou marcas de sangue por todo o quarto. Ele está foragido e deverá ser indiciado por homicídio triplamente qualificado.
Segundo as investigações, Natália, teria sido atraída para a casa do vizinho por volta das 5h30 da manhã. A jovem não tinha contato com Carlos André, mas a mãe da vítima trabalhava como babá da filha de três anos do suspeito.
Ainda de acordo com a polícia, após violentar e matar a jovem, ele teria abandonado o corpo a cerca de dois quilômetros de sua casa. No momento do crime, o homem estaria sob efeito de álcool e drogas. A Polícia Civil informou que ele confessou para a mãe que tinha feito “uma grande besteira”.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/jovem-de-24-anos-encontrada-morta-atras-de-aeroporto-em-natal-vizinho-suspeito-16237625.html#ixzz3av6Xye9u

Fotógrafo reconhece menor detido por esfaquear médico na Lagoa como jovem que o assaltou


O fotógrafo na DH Foto: Marcos Nunes / Extra
Marcos Nunes

Um fotógrafo de 53 anos esteve na Divisão de Homicídios, na tarde desta sexta-feira, e reconheceu o menor de 16 anos detido por esfaquear o médico Jaime Gold na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, como um dos jovens que o assaltaram em há cerca de um mês. Segundo a vítima, que não quis se identificar e também trabalha como cinegrafista, ele reconheceu o adolescente pelo jeito de andar, ao vê-lo pela TV, e decidiu ir à delegacia. Lá, um agente lhe mostrou fotos do menor e ele não teve dúvidas.
O ataque contra o fotógrafo ocorreu no dia 30 de abril e foi marcado pela violência: na ocasião ele pedalava pelo Aterro do Flamengo, também na Zona Sul, quando dois jovens se aproximaram na direção oposta. Logo em seguida, deram meia volta e alcançaram o fotógrafo. Um deles apontou uma faca para a vítima, enquanto dizia: “Para, para, para”. O dedo da vítima foi cortado. O fotógrafo saiu correndo, foi atropelado e, mesmo depois de ele caído no chão, um dos menores se aproximou e disse: “Vamos levar a sua bicicleta”. O veículo havia custado R$ 1,3 mil.
O menor chega à DH, logo após ser preso
O menor chega à DH, logo após ser preso Foto: Fábio Rossi / O Globo
A vítima ainda tentou correr, mas não conseguiu. Os menores fugiram. Traumatizado, o fotógrafo passou os dias seguintes ao roubo sem sair de casa.
- Só ontem consegui voltar a fazer caminhadas pelo Aterro. Estava com receio, mas precisava retomar a rotina de vida - contou.
Conforme o EXTRA publicou, nesta sexta-feira, o menor apreendido já tem, desde 2010, 15 passagens na polícia - por crimes como roubo, furto, desacato e tráfico - e nove no Departamento de Ações Socioeducativas (Degase). Por outras três vezes, ele passou pela 14ª DP (Gávea), mas como vítima. Perambulando pelas ruas do Leblon à noite, foi levado para a delegacia, onde os policiais registraram as ocorrências como abandono material (duas vezes) e abandono de incapaz. Num dos registros, de 25 de outubro de 2010, os policiais afirmam que X. e outro menor estavam passando fome, sem dinheiro para voltar para casa.
Em janeiro de 2011, seus pais foram indiciados pela polícia por abandono. Os outros dois casos ainda são investigados. Em um de seus depoimentos à polícia, no ano passado, a mãe do adolescente, de 55 anos, mostrou que já sabia que o filho estava trilhando o caminho do crime. Catadora de latas, papelão e garrafas pet, ela relatou que o menino cometia roubos e furtos desde 2010, e que ele já tinha aparecido em casa com um cordão de ouro. Ela contou ainda que o filho era usuário de maconha, e acreditava que muitas vezes ele comprava drogas com o dinheiro obtido em roubos.