Policial mata ex-mulher e comete suicídio em seguida; filho de 11 meses estava no colo da mãe


O casal estava separado há cerca de um mês Foto: Reprodução/Facebook
Júlia Zaremba

Um policial militar assassinou a ex-mulher e se matou em seguida na cidade de Porto Velho, em Rondônia, na manhã desta segunda-feira. André Ricardo de Albuquerque, de 32 anos, e a médica Andressa Gomes da Silva, de 29 anos, estavam separados há cerca de um mês. O crime ocorreu dentro do carro do policial, após uma tentativa de reconciliação. O filho de 11 meses do casal estava no colo de Andressa no momento do crime.
De acordo com a Delegacia de Homicídios de Rondônia, o crime ocorreu por volta das 11h, em frente à casa de Andressa, na Rua Maria de Lourdes, no bairro Igarapé. O homem, que trabalhava no 5° BPM, na capital, teria ido até a casa da ex-mulher para tentar reatar o casamento. Segundo a Civil, eles teriam discutido e André atirou na vítima, que estava no banco traseiro com o filho. Em seguida, se matou.
Andressa era recém-formada em Medicina
Andressa era recém-formada em Medicina Foto: Reprodução/Facebook
Uma testemunha que passava pelo local ouviu a criança chorando e acionou a polícia. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde serão submetidos a uma perícia. A criança foi entregue à avó materna. A DH informou que será realizada uma perícia no carro e na arma usada no crime.
O crime surpreendeu os policiais do 5° BPM que trabalhavam com André Ricardo. Segundo eles, o policial, que estava na corporação desde 2006, nunca apresentou comportamento agressivo. “Era um bom policial, nunca deu problema, ficamos chocados”, conta um dos colegas.
André trabalhava há nove anos na Polícia Militar


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/policial-mata-ex-mulher-comete-suicidio-em-seguida-filho-de-11-meses-estava-no-colo-da-mae-16256783.html#ixzz3bD0XhVy2

Garotos se arrependem de crimes e se entregam à polícia em Rio Preto


Adolescentes, de 12 e 13 anos, ligaram para o 190 e se entregaram.
Polícia diz que foram, pelo menos, 20 crimes; jovens foram liberados.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba
Dois menores, um de 12 anos e outro de 13, se entregaram para a polícia de São José do Rio Preto (SP) nesta segunda-feira (25) depois de cometer, pelo menos, 20 roubos e furtos na cidade. Segundo informações da polícia, eles ligaram no 190 dizendo que estavam arrependidos. De acordo com informações da polícia, entre os crimes está roubo de um celular, no fim de semana. O aparelho foi roubado de um casal, no sábado (23), na praça Cívica, na região central de Rio Preto. ASSISTA AO VÍDEO
saiba mais

Como não houve flagrante, os jovens foram liberados e entregues para a família, mas vão ser ouvidos pela Justiça, informou a polícia. A mãe de um dos meninos disse à reportagem da TV TEMque não sabia que o filho cometia roubos, mas afirma ter conhecimento de que ele usava drogas. “Eu tinha desconfiança de outras coisas que ele estava usando, assim essas porcarias de drogas. Que tem umas amizades que eu nunca aceitei isso. Ele não precisa disso, porque ele tem pai, tem família”, diz a mãe, que não quer se identificar.
O juiz da Infância e Juventude de Rio Preto ainda vai ouvir os menores, mas adianta que o fato de estarem arrependidos já é um começo para a recuperação dos adolescentes. “A lei reconhece a possibilidade do perdão judicial. Se essas vítimas não sofreram prejuízos grandes, então é possível o perdão dos adolescentes”, diz o juiz Evandro Pelarin.
Garotos se arrependem de crimes e se entregam à polícia em Rio Preto (Foto: Reprodução/TV TEM)Mãe diz que desconfiava que filho usava drogas e andava em más companhias (Foto: Reprodução/TV TEM)

'Já me ofereceram R$ 50 mil por uma noite', conta Graciella Carvalho


'Recebi propostas tentadoras, mas nunca tive coragem', diz a modelo, que foi vice-Miss Bumbum, em ensaio para o Paparazzo que vai ao ar na sexta, 29.

Luisa Girãodo EGO, no Rio
Making of Graciella Carvalho posando para o Paparazzo (Foto: Roberto Teixeira / Paparazzo)Graciella Carvalho posa para o Paparazzo, em ensaio que vai ao ar nesta sexta-feira, 29 (Foto: Roberto Teixeira / Paparazzo)
Com quase 100cm de quadril, Graciella Carvalho ficou conhecida nacionalmente ao participar do concurso Miss Bumbum, em 2011 - um ano depois, ela fez seu primeiro ensaio para o Paparazzo. A paulista de Santo André foi vice-campeã, mas diz que até hoje seu bumbum é a parte do corpo que chama mais atenção dos homens. “É o que eles olham primeiro. Na cama também”, disse ela, aos risos, ao posar pela segunda vez para o site.

SAIBA
 MAISHoje, Graciella é uma espécie de musa fitness, e sua barriga de gominhos faz sucesso entre os  seguidores das redes sociais da paulista - só no Instagram, são mais de 140 mil. Mas ela faz questão de dizer que tem orgulho de seu passado.
“Não tenho vergonha de ter sido Miss Bumbum porque foi onde tudo começou e me tornei reconhecida. Sou muito grata a tudo que o concurso me proporcionou. Vergonha teria se eu tivesse feito coisa errada”, afirmou ela, que, no entando, admite que sua participação no Miss Bumbum a atrapalhou algumas vezes.
“Senti muito preconceito. As pessoas acham que só por fazer parte de um concurso e fazer ensaios sensuais, que somos garotas de programa”, desabafou ela. “Já recebi propostas tentadoras, mas nunca tive coragem. Teve uma pessoa que chegou a me oferecer R$ 50 mil para passar uma noite comigo. Mas não dá”.
O ensaio de Graciella Carvalho para o Paparazzo vai ao ar na próxima sexta-feira, 29.
Making of Graciella Carvalho posando para o Paparazzo (Foto: Roberto Teixeira / Paparazzo)Graciella Carvalho durante seu segundo ensaio para o Paparazzo (Foto: Roberto Teixeira / Paparazzo)

Facções rivais disputam a tiros carga roubada no Rio. Balas perdidas matam três


Carreta de bebidas e Picasso: veículos foram atingidos por tiros de duas quadrilhas rivais em Costa
Carreta de bebidas e Picasso: veículos foram atingidos por tiros de duas quadrilhas rivais em Costa Foto: Urbano Erbiste
Marcos Nunes
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Motorista de um caminhão-betoneira, Wellington Pimentel de Azeredo, de 42 anos, voltava de uma obra no Parque de Madureira, onde havia descarregado concreto, quando o veículo que dirigia ficou em meio a um tiroteio, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio.
Bandidos de facções rivais, dos Morros do Chapadão e da Lagartixa, dominados por Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu, e Celso Pinheiro Pimenta,o Playboy, disputaram a tiros uma carga roubada de bebidas. Wellington foi baleado e morto ainda no volante.
Caminhão dirigido por Wellington foi atingido por dois tiros
Caminhão dirigido por Wellington foi atingido por dois tiros Foto: urbano Erbiste/Extra/Agência O Globo
Além dele, também morreram Adriano Lima de Araújo, que dirigia um Xsara Picasso e Fabrício Almeida da Silva, que estava em uma motocicleta. Quatro pessoas que passavam pela esquina das Estradas de Botafogo e João Paulo II, no momento do tiroteio, também ficaram feridas. Elas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento de Costa Barros e de lá transferidas para os Hospitais Salgado Filho, Miguel Couto e Albert Schweitzer.
O tiroteio ocorreu por volta das 14h. Uma carreta de bebidas que seria entregue na Zona Sul do Rio, foi interceptada por bandidos em um Siena, na Avenida Brasil, na altura da Fazenda Botafogo. Quando a carreta entrava em Costa Barros, entre os Morros do Chapadão e da Lagartixa, a empresa que controlava o rastreador interrompeu o funcionamento do veículo.
Caminhão da Comlurb também ficou no meio do fogo cruzado
Caminhão da Comlurb também ficou no meio do fogo cruzado Foto: Urbano Erbiste/Extra/Agência O Globo
Assim que a carreta parou, bandidos do Morro do Chapadão notaram que homens do bando de Playboy estavam envolvidos no roubo, e iniciaram um tiroteio. Seguindo atras da carreta roubada, estavam dois caminhões de lixo da Comlurb, um automóvel, uma moto e um caminhão-betoneira. Todos ficaram na linha de tiro dos bandidos das duas facções.
Bandidos da Lagartixa ainda enviaram motoqueiros para resgatar a carga roubada, mas houve nova reação. No tiroteio, duas balas atravessaram o vidro dianteiro do caminhão-betoneira, matando Wellington.
Policiais da Divisão de Homicídios estiveram na UPA de Costa Barros, onde as vítimas foram socorridas
Policiais da Divisão de Homicídios estiveram na UPA de Costa Barros, onde as vítimas foram socorridas Foto: Urbano Erbiste/Extra/Agência O Globo
A vítima estava no emprego há apenas três meses.
— Ele tinha medo de passar por aqui, mas precisava trabalhar para sustentar a família. Deixou duas filhas, uma de 6 e outra de 14 anos — disse Neiremar de Azeredo Nunes, de 44, irmã do motorista.


'Dor, desespero', diz irmã de policial baleada em perseguição no Rio


Vítima está internada em estado grave no Hospital Alberto Torres.
Dois suspeitos foram presos e encaminhados à 34ª DP.

Do G1 Rio
A irmã da policial militar Drielle Lasnor de Moraes, que foi baleada na cabeça durante uma perseguição em Realengo, na Zona Oeste do Rio, disse estar desesperada com o estado de saúde dela, internada no Hospital Estadual Alberto Torre, como mostrou o RJTV, nesta segunda-feira (25). A parente, que não quis se identificar, disse que a PM era uma pessoa maravilhosa e gostava de ajudar os outros.  assista ao vídeo

“Ela é uma pessoa maravilhosa. Tem um coração assim enorme. Faria qualquer por qualquer um, qualquer coisa. Muitas dor, desespero. Quase uma perda. É muito, muito forte”, desabafou.


A policial militar do 14º BPM (Bangu) foi baleada no rosto durante uma perseguição na Estrada da Água Branca, na Zona Oeste do Rio, na madrugada de segunda-feira (25). De acordo com a corporação, a soldado Drielle Lasnor de Moraes foi socorrida e levada para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, e depois transferida 
para o Hospital Estadual Alberto Torres.
Agente foi baleada durante perseguição (Foto: Reprodução)Agente foi baleada durante perseguição
(Foto: Reprodução)
Em nota, a direção do hospital informou que a vítima está internada no Centro de Trauma da unidade em estado grave.

De acordo com o comandante do 14º BPM (Bangu), coronel Friederick Minervini, os três suspeitos conseguiram fugir após o veículo bater no muro de uma igreja. Entretanto, a PM conseguiu prender dois deles. Gustavo Marques de Assunção, de 26 anos, e Rafael Paiva de Oliveira, de 22 anos, foram encaminhados à 34º DP (Bangu).
Segundo a Polícia Civil, com os criminosos foram apreendidos duas pistolas, uma mochila, um rádio transmissor e um caderno com anotações do tráfico. Eles vão responder por tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e associação para o tráfico de drogas.
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Policial Drielle Lasnor de Moraes foi baleada no rosto (Foto: Reprodução / Globo)Policial Drielle Lasnor de Moraes foi baleada no rosto (Foto: Reprodução / Globo)

Rafael Ilha é preso mais uma vez em São Paulo


Segundo o investigador de plantão do DEIC, o cantor está na delegacia DIVECAR. Aline Kezh, mulher do cantor, disse que tudo é um mal entendido.

Lucas Pasindo EGO, no Rio
Rafael Ilha (Foto: Twitter/Reprodução)Rafael Ilha (Foto: Twitter/Reprodução)
Famoso por se envolver em polêmicas e confusões, o eterno polegar Rafael Ilha foi preso nesta segunda-feira, 25, novamente em São Paulo. Segundo o investigador de plantão do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) ele está detido na 4ª delegacia Divecar (Divisão de Investigações sobre Roubo e Furto de Veículos e Cargas).
Aline Kezh, mulher do cantor, conversou comEGO e falou que Rafael foi preso para esclarecimentos, mas que deve deixar a delegacia nesta terça-feira, 26.
"Ele foi até o DEIC porque clonaram a placa do nosso carro. O Rafael foi verificar o que tinha acontecido e acabou sendo preso. Ao verificarem a ficha policial dele foi encontrado um mandado de prisão por conta de um resgate de uma menina de uma clínica psiquiatrica. Foi dado como sequestro", disse ela, que está grávida de oito meses: "O bebê deve nascer no dia 28, quinta-feira. Ele com certeza já estará do meu lado", diz ela.
Aline revela que está bastante confiante de que o cantor deixará a delegacia em breve e que tudo não passou de um mal entendido: "Não estou nervosa, sei que é uma pena que ele já pagou. Eu não estava com ele na época, mas sei que ele cumpriu uma pena alternativa e que o caso está esclarecido. Sendo assim, nosso advogado está lá acompanhando tudo e o Rafael estará logo em casa."
Ainda segundo o investigador de plantão do DEIC, não há chance de Rafael Ilha ser liberado hoje: "Ele foi encaminhado para a carceragem agora pouco. Isso só acontece quando a pessoa detida passará a noite aqui. Hoje ele não será liberado", garantiu. 
Procurada pelo EGO, a mãe do cantor, Sylvia Vieira, ainda não sabia da prisão do filho: "Falei com ele ontem e não faço ideia do motivo dessa prisão."
Aline Kezh e Rafael Ilha (Foto: Instagram / Reprodução)Rafael Ilha beija barriga da mulher, grávida de oito
meses (Foto: Instagram / Reprodução)
Histórico de confusões: 
1998 - Em setembro, Rafael ilha foi preso pela primeira vez após tentar assaltar pessoas em um cruzamento na Zona Sul de São Paulo. Na época, ele roubou um vale-transporte e uma nota de R$1 para comprar drogas.  
1999 -  Rafael foi detido mais outras vezes. A primeira em setembro, por estar dirigindo uma moto na contramão. Depois, duas prisões por porte de cocaína. Com o tempo, ficou comprovado que ele ainda era dependente químico.
2000 - Ele passou por uma crise de abstinência e chegou a engolir pilhas e caneta. O ex-cantor foi internado em um hospital de São Paulo e foi submetido a uma cirurgia para retirar os objetos. Ele ficou uma semana no hospital se recuperando da intervenção.
2005 - Rafael chega a sua quinta detenção. Desta vez, ele foi atuado em flagrante por porte ilegal de arma. O ex-Polegar carregava uma arma calibre 380, que tinha a numeração raspada. No entando, a arma estava sem balas.

Rafael Ilha (Foto: Facebook/Reprodução)2008 - 
O caso mais grave aconteceu em julho deste ano. O ex-cantor passou mais de duas semanas na prisão. Ele foi acusado de tentativa de sequestro, formação de quadrilha e usurpação de função pública. Rafael teria alegado que a esteticista Karina Costa era usuária de drogas e precisava de ajuda. Mas, com o tempo, ficou comprovado que era tudo um grande engano da parte dele. A moça não era usuária de drogas.
Rafael Ilha (Foto: Facebook/Reprodução)
2009 - Ele foi diagnosticado com transtorno bipolar e foi internado após ser encontrado por policias dentro de um elevado em um prédio de São Paulo. O cantor estava com cortes nos braços, ferimentos nas testa e a roupa toda cheia de sangue. Rafael gritava que iria se mantar.
2013 - Rafael se envolveu em um grande acidente de trânsito. Ele alega que foi fechado por um carro e, por isso, acabou batendo sua moto na Ponte Octavio Frias de Oliveira, na Zona Sul de São Paulo. O veículo foi totalmente destruído e Rafael sofreu apenas escoriações.
2015 - Nesta segunda-feira, 25 de maio, a mulher de Rafael Ilha, Aline Kezh, alega que a placa do carro do casal foi clonada e mais uma confusão foi armada, resultando na prisão do eterno Polegar.

Temos que curar mais o emocional’, diz Angélica sobre acidente de avião


Angélica e Luciano Huck deram uma entrevista exclusiva ao JN e contam os momentos de pavor que antecederam o pouso forçado.



No dia seguinte ao acidente com um avião em Mato Grosso do Sul, Angélica e Luciano Huck fizeram exames em um hospital de São Paulo. Foi lá que deram uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional. Eles contam os momentos de pavor que antecederam o pouso forçado. (clique aqui e assista ao vídeo)
Burnier: Luciano, o que foi que aconteceu?
Huck: Foi um milagre. A gente encarou como um renascimento da família toda. Pra gente agradecer. A gente nem sabe como começar a agradecer. Quando a gente estava a uns 15 minutos fora de Campo Grande, estava sentado eu, Benício do meu lado, Joaquim na minha frente. Angélica, as duas babás e a Eva estava brincando pelo avião. E aí, o avião mudou o barulho e deu uma ‘bundadinha’ de lado. Aí, eu que gosto de aviação, olhei e o piloto estava mexendo na bomba de combustível. Eu olhei o painel e vi que um motor estava apagado e tinha um motor só. Aí comecei a trocar ideia com o comandante. Eu só posso agradecer a ele. Salvou todos nós, o Osmar. Ele disse que estava com um motor só, nunca tinha perdido a bomba de combustível. E eu falei: ‘tá bom, mas vamos fazer o que?’
Burnier: Nesse momento, como estava o clima dentro do avião?
Huck: Nesse momento, essa [Angélica] se desesperou. Estava gritando muito já. O meu mais velho, Joaquim, estava gritando muito. O Benício estava tenso, quieto. Angélica gritava: ‘eu quero que pouse!’. Aí é sensação é como de quando você é pai e quer explicar pra alguém que não foi. Não sei explicar.
Angélica: Ele virou pra mim, ele estava muito pálido. Ele virou pra mim, eu falei: ‘a gente vai pousar?’, ele: ‘não, a gente vai cair’. Quando ele falou ‘a gente vai cair’, ele disse: ‘abaixa’. A gente abaixou. Quando eu olhei, o lado de lá já apagou um dos motores e o avião embicou. Eu olhei pra ele e vi que a gente estava caindo. Meu filho gritava muito ‘eu não quero morrer’. Aí eu percebi que a gente estava caindo.
Burnier: E você, claro, entrou em pânico?
Angélica: Eu entrei em pânico. Eu vi o piloto falando em uma entrevista que eu gritava muito e eu não lembro que eu gritava muito.
Burnier: O que passou pela sua cabeça nesse momento?
Angélica: Passou na minha cabeça que a gente ia se machucar muito ou morrer. Passou na minha cabeça rápido que a gente não se machucasse. Fez um silêncio na cabine, enquanto ele estava batendo no chão, a primeira batida, a segunda, a terceira, era um barulho ensurdecedor, mas assim, um silencio muito grande no coração, sabe? A gente quando estava batendo ali, a lembrança que eu tenho é de que a gente estava, eu não sei, como a gente tivesse morrendo mesmo, um silêncio, uma coisa estranha.
Burnier: Como se estivesse no fim?
Angélica: É.
Felizmente, os dois sofreram apenas ferimentos leves. Luciano teve uma fissura pequena numa vertebra torácica. E Angélica distendeu três músculos pequenos que são ligados à bacia e o músculo da cervical, da nuca.
Huck: Eu estava com muita dor nas costas, muita, muita, muita, mas eu sabia que não podia esmaecer porque eu sabia q tinha q resolver aquilo até estar todo mundo bem. E a Angélica, a gente não sabia se tinha alguma coisa dentro, porque ela chorava muito, ela não conseguia andar, se retorcia toda, ela estava muito nervosa e as crianças estavam bem. A Eva, que chorava muito, a gente achou que ela tinha se machucado por dentro, ela estava com uma marca na lateralzinha, mas foi a babá que apertou muito ela.
Angélica: E o Joaquim inchou o rosto na hora, mas ele bateu na janela. Mas quando a gente chegou no hospital, ninguém tinha avisado ainda. Então, a gente parou o carro, desci com as crianças, a Angélica chorando e as pessoas, quando olhavam pra nossa cara, já foi estranho descer a família inteira. Aí chegou um médico e eu falei “a gente caiu de avião, agora, faz 20 minutos”. A Santa Casa foi muito carinhosa.
Angélica: Eles fizeram muito dentro do que eles podiam.
Huck: O hospital estava lotado. Ontem, quando eu estava vindo para cá, de ambulância, de aeromédico para São Paulo, e eu estava feliz, eu pensava “bicho, o que a gente viveu aqui”... E agora está todo mundo vivo, nossos filhos estão bem, não ia me perdoar jamais na vida se tivesse acontecido qualquer coisa com qualquer um dos meus familiares.
Angélica: E a gente está aqui pra contar.
Huck: E estamos aqui pra contar, e agora é só se recuperar e agradecer às pessoas que nos ajudaram. E agradecer a centenas de milhares de mensagens que a gente recebeu.

Burnier: Você está com dor ainda?
Huck: Estou, mas eu estou melhor, eu quebrei a 11ª vértebra.

Angélica: Apanhei ontem, toda doída, mas tão feliz, de estar viva, de estar bem, mas vou ter que ficar um pouquinho de molho... Mas, pelo que foi, a gente tem só que dizer que a gente está muito bem. Acho que, hoje, o que a gente tem que curar mais é o emocional, porque eu sou chorona.
Burnier: Você conseguiu dormir?
Angélica: Eu ainda não consegui dormir, porque eu fecho o olho e fico vendo tudo de novo, fica passando como se eu tivesse assistido um filme.

Huck: Agora é só segurar um pouquinho nos esportes radicais. E, da próxima vez, pra não deixar de fazer a brincadeira que está todo mundo fazendo, vai de táxi!

Angélica: E não pode ser aéreo! Obrigada, gente, obrigada mesmo pelo carinho.
Huck: Obrigado, obrigado.

Tribunal determina que vereadores de Curitiba em 2003 devolvam quase R$ 1 milhão para a Câmara


Da Redação com assessoria

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) desaprovou a prestação de contas da Câmara Municipal de Curitiba no exercício de 2003, de responsabilidade do então presidente, João Cláudio Derosso. A irregularidade ocorreu no pagamento de remuneração aos vereadores acima dos valores devidos. No julgamento do processo, relatado pelo auditor Thiago Barbosa Cordeiro, a Segunda Câmara do TCE-PR determinou a devolução do que foi pago irregularmente aos 38 vereadores e suplentes que exerceram mandato naquele ano. O valor a ser devolvido, que será atualizado com juros e correção monetária, soma R$ 944.464,95.
Derosso era o presidente da Câmara em 2003 (Foto: Divulgação)
Derosso era o presidente da Câmara em 2003 (Foto: Divulgação)
A Diretoria de Contas Municipais do TCE-PR apontou que a lei que fixou o subsídio dos vereadores e do presidente da Câmara de Curitiba para a legislatura 2001-2004 vinculou os valores aos salários de deputados estaduais. A prática é vedada pela Constituição Federal.
Dessa vinculação, considerada no julgamento como ressalva por ter origem em legislatura anterior, decorreu o recebimento indevido de parcela dos subsídios.
Devolução
Acompanhando as manifestações Diretoria de Contas Municipais e do Ministério Público de Contas (MPC), o auditor Thiago Barbosa destacou no voto que “não é plausível que os membros da Câmara, cuja função precípua é legislar, desconhecessem ou ignorassem as normas constitucionais que regem tais questões”. Pela decisão, aprovada por unanimidade, a maioria dos vereadores recebeu R$ 80.565,00 em 2003 – R$ 25.615,95 a mais do que o devido.
Os valores recebidos a mais terão de ser devolvidos aos cofres do Município, com correção monetária e juros, pelos vereadores que ocuparam cadeira no Legislativo de Curitiba em 2003. Trinta e cinco daqueles parlamentares deverão ressarcir R$ 25.615,95 cada um. Os outros três foram responsabilizados pelo ressarcimento de R$ 22.335,00, R$ 22.521,25 e R$ 3.050,45.
Investigação
Derosso foi investigado pelo Minsitério Público e também pela Câmara por denúncias de que teria beneficiado a empresa de publicidade Oficina de Notícias, na época, de propriedade da mulher dele, Claudia Queiroz. O contrato fechado com a empresa foi R$ 5,1 milhões, assinado em 2006. Derosso renunciou ao cargo de presidente para não ser cassado