Homem diz que matou a esposa PM após ver fotos de traição em celular


Suspeito de 27 anos confessou o crime na sexta-feira (12), em Leme, SP.
Ele ainda disse que a levou para o canavial onde a estrangulou, diz polícia.

Do G1 São Carlos e Araraquara
A policial militar Larissa Santos Belasco de Leme (Foto: Reprodução/EPTV)A policial militar Larissa Santos Belasco de Leme (Foto: Reprodução/EPTV)
O homem de 27 anos que confessou ter matado a esposa, a policial militar Larissa Santos Velasco, de 21 anos, disse em depoimento à Polícia Civil de Leme (SP) que cometeu o crime após encontrar fotos de uma suposta traição no celular dela. Gleizer Nunes Velasco, que teve a prisão temporária decretada, ainda disse que a matou estrangulada após levá-la ao canavial onde o corpo foi encontrado.
A Polícia Civil não revelou detalhes do depoimento, mas informou que o homem alegou que encontrou fotos comprometedoras no celular da esposa, que revelariam uma suposta traição. O conteúdo e a veracidade das imagens ainda não foram confirmadas. assista ao vídeo acima
saiba mais

Ainda em depoimento, ele disse que após a descoberta levou a esposa até um canavial. No local, após discutirem, eles entraram em luta corporal e ele a matou estrangulada. Em seguida, ele cobriu o corpo com restos de cana e mato.
Após as declarações, ele foi levado para a Cadeia de Pirassununga. A polícia não informou por quais crimes ele deve responder. Ainda não há informações sobre o local e horário do velório e enterro de Larissa.
Entenda o caso
Na tarde de sexta-feira (12), Gleizer se entregou à polícia e apontou o local, um canavial no Distrito Industrial, onde estava o corpo da mulher, que desapareceu na quarta-feira (10).
Casal foi visto em Leme na noite de quarta-feira (Foto: Arquivo pessoal)Casal foi visto em Leme na noite de quarta-
feira (Foto: Arquivo pessoal)
A mulher trabalhava na Polícia Militar de Limeira (SP), mas morava na casa da avó no Jardim São José, em Leme, junto com o marido. Ela foi vista pela última vez na quarta por uma vizinha, quando recebia um lanche.
A família só se deu conta do desaparecimento no dia seguinte quando amigas da policial foram buscar Larissa para trabalhar em Limeira. "A vizinha da minha mãe veio falar que as moças estavam chamando ela. Ai minha mãe foi perceber que ela não estava. Quando as moças chegaram na corporação de Limeira, o batalhão fez uma ligação para a PM de Leme e uma viatura veio até a casa da minha mãe saber o porquê dela não ter comparecido ao trabalho", explicou a mãe da vítima, Cristina de Oliveira, em entrevista à EPTV durante a tarde de sexta, antes de saber do homicídio.
Ela não tinha o prazer nem de conversar comigo e com as primas, porque ele tinha que estar do lado escutando o que estávamos conversando"
Maria Oliveira, tia de Larissa
'Feito uma burrada'
Larrisa se formou como soldado da PM no final de maio. Ela e Gleizer estavam casados há um ano. A mãe dele, Ozalena Ribeiro, tinha visto o filho pela última vez na quarta. "Ele estava organizando os documentos para poder levar para São Paulo porque ele também estava tentando ingressar na polícia. Estava normal, sem problema nenhum. Ainda perguntei da Larissa, que estava de folga", disse. Ela ainda explicou que o filho ligou para o irmão. "Falou que tinha feito uma burrada e que ia ter que sumir".
Ciúmes
A tia de Larissa, Maria Oliveira, disse que Gleizer era muito ciumento. "Demonstrava muita frieza. Ela não tinha o prazer nem de conversar comigo e com as primas, porque ele tinha que estar do lado escutando o que estávamos conversando".

Internauta flagra jovem surfando em ônibus na Estrada da Ribeira; assista ao vídeo


Por Luiz Henrique de Oliveira


Um internauta leitor do Portal da Banda B fez um flagrante de um jovem surfando em cima de um ônibus da Linha Cabral Guaraituba, na Estrada da Ribeira, em Colombo, região metropolitana de Curitiba, por volta das 22h30 deste sábado (13). De acordo com Ismael Rodrigues dos Santos, o jovem só parou depois que ele avisou o motorista do coletivo.
“Esse rapaz surfava em cima do ônibus e eu fiz o flagrante, enquanto meu amigo dirigia. O rapaz se arriscava e só parou porque eu avisei o motorista do ônibus. Depois que ele desceu, não consegui mais ver o que aconteceu, já que segui viagem”, afirmou Ismael Rodrigues à Banda B.
O flagrante aconteceu na pista sentido Colombo. Recentemente, um jovem que surfou em um biarticulado em Curitiba morreu após sofrer uma queda. Esse tipo de ação, além de arriscada, não é permitida, podendo o ”surfista’ ser autuado por vandalismo.
Assista ao vídeo:


A democracia se exerce à luz do dia


Por que é tão grave quando um funcionário do Itamaraty impede o acesso de um jornalista a um documento público – no caso, envolvendo as relações entre Lula e a Odebrecht

REDAÇÃO ÉPOCA
12/06/2015 - 20h32 - Atualizado 12/06/2015 23h27
Matéria "Lula, o operador" (Foto: época )
Para alguns setores do Itamaraty, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se tornou um cidadão comum no Brasil ao deixar o poder, como é normal e razoável em países civilizados. No mês passado, o repórter de ÉPOCA Filipe Coutinho requisitou, pela Lei de Acesso à Informação, documentos públicos relativos a negócios envolvendo a empreiteira Odebrecht. São documentos que já deveriam estar disponíveis para consulta por qualquer pessoa. Pelos critérios legais, o prazo para atendimento é de 20 dias corridos, prorrogáveis por mais dez. Quando os dois prazos se esgotaram, o Itamaraty informou ao repórter que precisaria de mais dez dias úteis para atendê-lo. A justificativa era que “a consolidação dos dados demandará trabalho adicional”. Nesta sexta-feira (12), o jornal O Globo revelou a verdade: a documentação já estava pronta, mas um diplomata tentava manipular as regras para torná-la inacessível.

Globo mostrou um documento no qual o diplomata João Pedro Costa toma por base reportagens de ÉPOCA relativas às ligações entre Lula e a Odebrecht e escreve a um superior: “Estes documentos já seriam de livre acesso público”, diz. E complementa: “(...)o fato de o referido jornalista já ter produzido matérias sobre a empresa Odebrecht e um suposto envolvimento do ex-presidente Lula em seus negócios internacionais, muito agracederia a Vossa Excelência reavaliar a anexa coleção de documentos e determinar se há, ou não, necessidade de sua reclassificação para o grau de secreto.” Pelo que se depreende do documento, um funcionário do Itamaraty queria driblar a lei com o intuito de preservar Lula.

A atitude demonstra que, pelo menos para uma facção de servidores, as atividades empresariais de Lula estão acima da transparência obrigatória devida pelo Itamaraty – e por todo governo – ao público que paga por seus serviços e salários. É temerário para a democracia que um burocrata se sinta à vontade para driblar a lei mediante a simples possibilidade de dados públicos criarem constrangimento a um político. Lula é um cidadão comum. Suas atividades privadas estão sujeitas ao escrutínio público porque seus passos como prestador de serviços da Odebrecht em viagens ao exterior contaram com o apoio da diplomacia brasileira. Como ÉPOCA noticiou em reportagem de capa em maio deste ano, o Ministério Público Federal abriu investigação sobre tais viagens. Não houve, até agora, abertura de inquérito – mas, para o Ministério Público, Lula é suspeito de tráfico de influência internacional.

A Lei de Acesso à Informação é um avanço civilizatório. Estabelece critérios para que o cidadão possa saber o que o governo, eleito com seus votos e sustentado por seus impostos, faz em seu nome. Documentos são classificados de acordo com seu grau de sensibilidade e liberados em prazos definidos; os mais delicados, que tratam de questões de segurança nacional, ficam ocultos por mais tempo. Uma reclassificação de documentos segue critérios e é feita por uma comissão. É difícil imaginar que as viagens de Lula toquem em alguma questão de segurança nacional. Funcionários do Itamaraty não podem, por critérios políticos pessoais, sugerir que a lei seja subvertida para preservar a imagem de quem quer que seja.
 
A reportagem de capa da revista Época sobre a investigação sobre Lula (Foto: época )
Muitas autoridades ainda não se acostumaram com a transparência que está no cerne da democracia. O então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e hoje governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, classificou como secretos os acordos entre Brasil e Cuba para construção do Porto de Mariel – outra obra da Odebrecht. A desculpa é o sigilo empresarial, mas a atitude é no mínimo questionável. No episódio revelado peloGlobo nesta semana, um representante do Itamaraty tentou decidir o que o público pode saber a respeito das relações entre Lula e a Odebrecht. A censura oficial terminou com a Constituição de 1988. Como disse a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal por ocasião do julgamento das biografias, nesta semana, “Cala a boca já morreu, quem disse foi a Constituição”.

O filósofo italiano Norberto Bobbio descreveu a democracia como “o governo do poder público em público”. Exercer a democracia à luz do dia é a tarefa dos órgãos de Estado. Guardada a exceção da segurança nacional, atos realizados longe dos olhos e do escrutínio dos eleitores são, por definição, antidemocráticos. Só seremos uma democracia de verdade quando nossos diplomatas e políticos incorporarem essa verdade simples. 

Carreta com carga de ervilha levava videogames contrabandeados do Paraguai


Apreensão foi feita pela PRF na noite de sábado (13) em Céu Azul (PR).
Motorista de 32 anos foi preso e disse que seguiria até Patos de Minas (MG).

Do G1 PR
O motorista, a carreta e a carga foram apreendidos e levados para a delegacia da PF em Foz do Iguaçu (PR) (Foto: PRF / Divulgação)O motorista, a carreta e a carga foram apreendidos e levados para a delegacia da PF em Foz do Iguaçu (PR) (Foto: PRF / Divulgação)
Policiais rodoviários federais apreenderam uma carreta bitrem que transportava videogames contrabandeados do Paraguai em meio a uma carga de ervilhas. O flagrante foi feito no fim da noite de sábado (13) no posto de fiscalização da BR-277 em Céu Azul, no oeste do Paraná.
O motorista, de 32 anos, foi preso em flagrante por descaminho. Aos agentes ele disse que não sabia da carga ilegal e seguiria de Foz do Iguaçu, também no oeste, para Patos de Minas (MG).
O suspeito, a carga e o veículo foram levados para a delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

Suspeito de matar estudante a pedradas é preso no ES


Segundo a polícia, um irmão do padrasto do jovem é suspeito do crime.
Jovem era aluno do 7º ano do Ensino Médio e sonhava em ser estilista.

Do G1 ES, com informações de A Gazeta
Polícia recolhe corpo de jovem morto em Cariacica (Foto: Edson Chagas/ A Gazeta)Jovem foi encontrado morto no sábado (13) (Foto:
Edson Chagas/ A Gazeta)
A Polícia Civil deteve, no final da manhã deste domingo (14), o homem suspeito do assassinato do estudante Rafael Barbosa Melo, de 14 anos, morto a pedradas e pauladas, no último sábado (13), no bairro Santa Catarina, em Cariacica, na Grande Vitória. Ele é irmão do padrasto da vítima.
Vizinhos disseram à polícia ter encontrado o corpo do rapaz por volta das 7h30 de sábado (13). De acordo com as investigações, Melo havia saído de casa às 6h30 para tomar café na casa da avó, que mora a algumas ruas da casa dele.
Um equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o delegado de plantão, Rodrigo Sandi Mori, estiveram no bairro onde ocorreu o crime e conduziram um irmão do padrasto do garoto para a delegacia. O suspeito morava com a família há dois meses.

Policiais militares fazem surpresa em festa de menino apaixonado pela corporação


Policiais do 20º BPM(Mesquita) fizeram surpresa para menino que quer ser PM quando crescer
Policiais do 20º BPM(Mesquita) fizeram surpresa para menino que quer ser PM quando crescer Foto: Arquivo pessoal
Marcela Sorosini

Policiais do 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita), na Baixada Fluminense, tiveram uma operação importante na noite de sábado: fazer a alegria de Estevão Natã da Cruz, de 5 anos. Apaixonado pela corporação, o menino ganhou da família uma festa de aniversário com o tema Polícia Militar, em Nova Iguaçu. Para completar, um grupo de policiais fardados chegou ao local, de surpresa, em uma viatura com a sirene ligada e com um presente. A história foi recebida através do WhatsApp do EXTRA (21 996441263 e 21 998099952).
Estevão ganhou presente de policiais em sua festa inspirada na PM
Estevão ganhou presente de policiais em sua festa inspirada na PM Foto: Arquivo pessoal
Neto de um policial reformado, Estevão leva a sério a brincadeira de “polícia e ladrão”, como explica a avó do menino, Deni da Cruz, de 50 anos:
— Meu marido já é aposentado, mas o Estevinho acha que é um policial de verdade. As pessoas nem sempre veem a polícia com bons olhos, mas ele adora. Quando viu os policiais chegando na festa dele, prestou continência, porque acha que são colegas de profissão. Ainda virou para um amiguinho da escola e falou: “Eu não disse que sou policial?!”.
Policiais foram convidados pela família do menino
Policiais foram convidados pela família do menino Foto: Arquivo pessoal
De acordo com a dona de casa, a presença dos PMs fez com que outros convidados também se comovessem:
— Foi indescritível a alegria dele. Algumas crianças tinham medo de policiais, mas agora também querem ser soldados quando crescerem. Para os policiais também foi emocionante, porque, mesmo em um estado onde a imagem da corporação é tão denegrida, uma criança se sente completamente fascinada pelo trabalho deles.
Toda a decoração do aniversário de 5 anos foi inspirada na Polícia Militar
Toda a decoração do aniversário de 5 anos foi inspirada na Polícia Militar Foto: Arquivo pessoal
Para organizar o aniversário, decorado com as cores da PM, dona Deni precisou de muita criatividade:
— Esse não é um tema comum, então precisei usar referências de sites de outros países. Depois que consegui um uniforme, ele queria mostrar a farda para todo mundo. O Estevão levou tão a sério que não tirou nada, do sapato ao boné, nem para brincar no pula-pula
Tenente organizou a surpresa para o menino
Tenente organizou a surpresa para o menino Foto: Arquivo pessoal
A tenente Jozy, que organizou a ação na sua noite de folga, se sentiu emocionada com o reconhecimento do trabalho da polícia pelas crianças:
— Isso é muito gratificante! Durante a semana, a avó do menino explicou que o neto ama a polícia e que teria uma festa com esse tema. Eu peguei o endereço e disse que pediria autorização para os meus superiores, mas acho que eles não acreditaram que iríamos — explicou.
Estevão realizou a vontade de ser policial e ganhou uniforme
Estevão realizou a vontade de ser policial e ganhou uniforme Foto: Arquivo pessoal
O tenente-coronel Dantas, também do 20º BPM, explicou a importância da surpresa feita pelos policiais:
— Com toda essa paixão, no futuro, ele pode ser um excelente soldado. Apesar do que pensam, a polícia é do povo, então a gente tem que estar próximo de quem valoriza a instituição.


Suspeito aponta arma contra policiais e morre em confronto no Boqueirão


Da Redação


Um homem morreu em um confronto com policiais militares na noite deste sábado (13) na Rua Diogo Mugiatti, no bairro Boqueirão, em Curitiba. A informação da Polícia Militar (PM) é que ele teria reagido a uma abordagem de rotina.
De acordo com a PM, por volta das 21h30 o suspeito foi abordado e sacou uma pistola 9 milímetros. Neste momento, ele teria atirado e morrido no revide por parte dos policiais. Até o momento, o suspeito não foi identificado.
O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML).

Com namorada viajando, homem chama amigos para festa e acaba morto a cadeirada


Por Luiz Henrique de Oliveira e Danaê Bubalo
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Homem foi morto com golpes de cadeira (Foto: Danaê Bubalo – Banda B)

Um homem de 49 anos foi agredido até a morte nas últimas horas dentro da casa em que morava na Rua Tomazina, na Vila Braga, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O corpo de Luiz Brasil Aquino foi localizado por vizinhos na cozinha da residência durante a tarde deste domingo (14).
Segundo o cabo Alves, da Polícia Militar (PM), a vítima tinha se reunido com amigos durante a noite de sexta-feira (12). “Ele vivia com a namorada nesta casa, mas nessa semana ela estaria em um casamento no Mato Grosso. Então falaram que ele recebeu alguns amigos e beberam bastante durante a noite de sexta”, contou.
Nesta bebedeira, pode ter acontecido o assassinato. “Os vizinhos acharam estranho que ele não saiu de casa e chamaram a polícia. Ele está morto na cozinha, com vários golpes de cadeira”, concluiu o cabo.
Uma vizinha da casa, que estava alugada para a vítima, disse que a carteira de Aquino tinha manchas de sangue. “Na sexta-feira o barulho estava alto e eu cheguei a chamar a Guarda Municipal (GM). Desde então ele não tinha sido mais visto, o que começou a levantar suspeita. Pode ser que o agressor tenha levado o dinheiro da vítima”, disse.
A Delegacia de São José dos Pinhais investiga o caso.

Motociclista que ia para evento de motocross se assusta e morre ao ir em direção a caminhão


 

Por Luiz Henrique de Oliveira e Danaê Bubalo
(Fotos: Danaê Bubalo – Banda B)

Um homem de 40 anos morreu na hora após bater a motocicleta de motocross em que estava contra um caminhão na tarde deste domingo (14), na Rua Ursula Ercole Comin, em Campo Magro, na região metropolitana de Curitiba. Eder Esmanhotto, morador no bairro Santa Felicidade, bateu de frente contra um caminhão que fazia o sentido contrário.
Segundo testemunhas, Esmanhoto se dirigia para um evento de motocross que acontecia na localidade de Canelinha. A informação é que ele vinha em velocidade acima da compatível. “O rapaz estava rápido e acabou se assustando com o caminhão, indo em direção a ele. Foi uma morte instantânea. Eles estava indo assistir o evento”, descreveu à Banda B um morador da região, que não quis se identificar.
De acordo com o morador, motociclistas costumam usar a região para praticar o motocross. “Alguns andam na velocidade compatível, mas outros abusam e acaba acontecendo esse tipo de acidente. É preciso ter cuidado, porque a estrada é muito estreita”, opinou.
O capacete de Esmanhoto foi encontrado muito longe do corpo, o que levanta a suspeita de que não estivesse preso ao pescoço.

O novo clube do bilhão: quais empresas podem desbancar as enroladas no petrolão

Infraestrutura: construtoras médias se armam para disputar espaço com o clube do bilhão(Cristiano Mariz/VEJA)

O petrolão atingiu em cheio a operação das maiores empreiteiras do país, e algumas delas já entraram, inclusive, com pedido de recuperação judicial. Mas há quem encontre na desgraça do clube do bilhão uma oportunidade. Enquanto um bloqueio cautelar impede que 30 empresas envolvidas na Lava Jato prestem serviços para a Petrobras, e processos em curso na Controladoria-Geral da União (CGU) as ameaçam com a inidoneidade, que as proibiria de de trabalhar para a União, construtoras médias se preparam para crescer no vácuo das grandes. O conceito de "construtora média" é impreciso. A reportagem do site de VEJA, contudo, selecionou seis empresas com faturamento anual entre 300 milhões e 2 bilhões de reais que, seja pela saúde financeira, pelo estilo de gestão ou por contarem com alguma expertise no atendimento ao governo, estão aptas a conquistar território rapidamente: Método, Racional, Encalso, Cowan, Aterpa e Hochtief. Elas têm caminho livre para se tornar gigantes - em um novo ambiente, no qual impere a legalidade.
Dificilmente uma construtora de porte médio terá musculatura para fazer frente à Camargo Corrêa ou à Odebrecht no médio prazo. Empresas como as do clube do bilhão não se tornaram grandes do dia para a noite. Quase todas em operação há mais de meio século, elas cresceram também graças a uma janela de oportunidade: surfaram como poucas na onda da construção civil da ditadura militar. Antes de serem tragadas pelo petrolão, passaram décadas ajudando a desenvolver os grotões do país. Mas, diante da possibilidade de se tornarem inidôneas na esteira da Lava Jato, a fila se organiza para substituí-las.
Um dos caminhos para o crescimento é fazer parcerias com empresas estrangeiras, que sempre tiveram na presença das gigantes um obstáculo para entrar no Brasil. Na semana passada, o governo anunciou um novo pacote de investimentos em infraestrutura. Embora parte do plano seja pouco factível, nele também estão previstas obras que já contam com estudos de viabilidade. O mercado se move com cautela, mas empreiteiras estrangeiras fazem as contas e sondam as construtoras médias em busca de parcerias para, talvez, disputar as concessões. O advogado Fernando Villela, sócio da área de infraestrutura do escritório Siqueira Castro, conta que já foi procurado por empresários de fora interessados nos aeroportos que serão privatizados. "Diante da atual conjuntura, as estrangeiras podem, enfim, entrar no Brasil, inclusive adquirindo o capital de construtoras nacionais, sobretudo as médias", avalia.
A Racional Engenharia, fundada em 1971 em São Paulo, se movimenta para não perder o bonde. Newton Simões, um dos sócios da empresa, disse que o diálogo está aberto com empreiteiras nacionais e internacionais para a criação de consórcios. "Duas cabeças pensam melhor. Algumas associações são pontuais, e tudo dependerá das características de cada projeto", diz. A Racional mira empreendimentos nas áreas portuária e aeroportuária. Simões pondera, no entanto, que para o diálogo avançar, o governo precisa explicar as taxas de retorno sobre os investimentos e espantar temores de mudança de regras no meio do processo. A empresa não tem experiência no ramo de infraestrutura, mas se diz pronta para desbravá-lo depois de que executou mais de 500 obras em segmentos que vão da indústria à hotelaria, passando pela construção de shopping centers e edifícios corporativos.

Um dos principais estudiosos de infraestrutura no Brasil, o professor Paulo Fleury, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que dirige o instituto Ilos, diz que os novos ares que sopram no setor o deixam otimista. "Esse movimento é extremamente positivo, porque estamos há décadas prisioneiros de meia dúzia de empreiteiros, e vemos o que eles são capazes de fazer, considerando tudo o que ocorreu nos últimos meses," afirma. Ele explica que a chance das médias é grande porque, mesmo que não tenham arrematado contratos bilionários no passado, não são completamente alheias a esse tipo de empreitada. "Na construção civil, é comum que uma grande empresa subcontrate o trabalho para outras construtoras. A grande leva o contrato e coordena a execução das pequenas e médias, que acabam adquirindo know-how", explica.
Esse tipo de dinâmica aconteceu com a construtora alemã Hochtief, que entrou em um consórcio com a Camargo Correa e a Odebrecht para construir a nova sede da Petrobras em Vitória, no Espírito Santo, em 2006. A obra idealizada pelo arquiteto capixaba Sidônio Porto custou 580 milhões de reais e foi entregue em 2011 - dois anos depois do prazo inicial. Segundo Fernando Marcondes, sócio da área de infraestrutura escritório de advocacia L.O. Baptista-SVMFA, sozinha, a Hochtief não teria conseguido o contrato. "É preciso uma injeção de musculatura vinda de parcerias no Brasil ou no exterior. Para ganhar grandes licitações, é necessário apresentar garantias que uma construtora média, muitas vezes, não têm", afirma. Apesar de ser uma multinacional presente nos cinco continentes com faturamento global de 20 bilhões de dólares, a empresa sempre ficou à sombra do clube do bilhão no Brasil. Seu último resultado público data de 2014, ano em que a crise já havia se instalado. O lucro líquido da empresa foi de 31,15 milhões de reais - menos de um décimo do lucro de 490,7 milhões de reais da Odebrecht naquele mesmo ano.
Enquanto a Racional e a Hochtief não têm histórico de parcerias com o setor público, há concorrentes experientes no metier de lidar com o governo. Uma delas é a Encalso, que firmou 170 contratos com a União entre 2012 e 2015. A empresa recebeu do governo federal 32 milhões de reais entre janeiro e abril deste ano, segundo dados do Portal da Transparência - oito vezes mais do que o total do ano passado. A transposição do Rio São Francisco é uma das principais obras públicas de seu portfólio. Além disso, a empresa já anunciou que começará a investir no segmento ferroviário, uma das principais frentes do novo pacote de concessões do governo. Entre suas obras mais recentes está a movimentação de máquinas para a duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99), orçada pelo governo paulista em 557,4 milhões de reais.
As mineiras Aterpa e Cowan também possuem musculatura para abocanhar licitações, tendo em vista que já realizaram obras públicas de relevância dentro e fora de Minas Gerais. A primeira participou de consórcio para a construção do lote 1 da ferrovia Norte-Sul, enquanto a segunda implantou a linha 4 do metrô do Rio de Janeiro e executou obras de ampliação e restauração do aeroporto de Confins (MG). Um desastre, contudo, arranhou a imagem da Cowan de forma talvez irremediável. Estava sob sua responsabilidade a construção do Viaduto dos Guararapes, que caiu em julho do ano passado, em Belo Horizonte, matando duas pessoas e deixando mais de 20 feridos.
Nos bastidores, as empresas de médio porte têm se articulado para ganhar força frente às grandes para obter licitações, orientadas por entidades como a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop). "Estamos tentando induzi-las a se juntar. Não só com outras empresas, mas com bancos e fundos de investimento. Além disso, temos indicado escritórios de advocacia e fornecido consultores para esclarecer como as concessões funcionam", conta Luciano Amadio, presidente da Apeop.

As entidades da categoria também têm pressionado o governo para ampliar o acesso das pequenas e médias. O principal pleito é a flexibilização dos critérios de escolha, como o tamanho mínimo do patrimônio exigido para participar de certames e a diminuição dos lotes de obras em concessões. "Não adianta ter uma concessão de uma estrada inteira de 800 quilômetros ou exigir que todas as empresas tenham um Shield [escavadeira conhecida como 'tatuzão'], que as médias não vão ter nada disso", diz Amadio.
No caso da Petrobras, as empresas aptas a substituir as grandes devem se inserir num mercado muito mais restrito, que requer experiência além da pavimentação ou terraplanagem. Muito antes da Lava Jato, a Método Engenharia resolveu se preparar para brigar com as grandes. Em 2009, fundiu-se com a Potencial Engenharia, especializada no setor de óleo e gás. Hoje, mantém 13 contratos com a estatal que somam quase 1 bilhão de reais."Nos últimos anos, muitas empresas se tornaram insolventes. E, com a questão da Lava Jato, a concorrência forte foi excluída do cadastro. Isso abriu uma oportunidade grande não só para nós, mas para todas as empresas que não quebraram e não estão na Lava Jato", diz o presidente da Método, Hugo Marques da Rosa, que relata animado o cenário de portas abertas que encontra na estatal. Cinco anos atrás, a empresa costumava competir com até 25 empresas por um contrato, feito por meio de carta-convite. "Hoje, a relação de convidadas caiu pela metade", diz.
O executivo acredita que algumas das envolvidas na Lava Jato não vão sobreviver. Até o momento, quatro empresas entraram com pedido de recuperação judicial e trinta permanecem impedidas de prestar serviços para a estatal. Quem conseguir sair do turbilhão, diz ele, ao voltar ao mercado encontrará uma nova configuração. "Dentro de dois ou três anos, as maiores serão outras", afirma. No caso da Método, Rosa quer galgar degraus sem ter de recorrer a licitações públicas. Para a empresa que deve faturar 1,45 bilhão de reais este ano, de estatal, por ora, já basta a Petrobras.