Serial killer de animais é condenada pela morte de 37 cães e gatos


Da Redação

Justiça de São Paulo condenou Dalva Lina da Silva, conhecida como “matadora de animais”, a pena de 12 anos, seis meses e 14 dias de prisão. A sentença foi dada pelo assassinato de 37 animais, entre cães e gatos, ocorridos na cidade em 2012. As informações são da Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda).
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Foto feita por detetive contratado por ativistas: cadela com gravatinha sendo entregue para Dalva e a mesma cadela morta encontrada no lixo no dia seguinte. (Foto: Edson Criado/Reprodução Anda)
Segundo as investigações, Dalva fazia perfurações nos animais para levá-los a morte. “O sangue se esvaía lentamente até, por fim, provocar o choque hipovolêmico que os matava”, afirmou a juíza Patrícia Álvarez Cruz, ao proferir a sentença nesta quinta-feira (18).
O perito que necropsiou os corpos relatou que o modo como Dalva agia provocou sofrimento e extrema dor em cada um dos animais por até 30 minutos.
Além da prisão, Dalva deve ainda pagar uma multa referente a cada um dos animais mortos. Ela vivia na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, e era conhecida por abrigar os animais e encaminhá-los para adoção. Ela recebia dezenas de cães e gatos de moradores da região, que não tinham conhecimento das suas intenções.

Dilma se irrita com ida de senadores à Venezuela


A presidente Dilma Rousseff ficou muito irritada com todo este problema criado pelos senadores de oposição, liderados pelo tucano Aécio Neves (PSDB-MG), que decidiram ir à Caracas para uma visita de solidariedade aos representantes da oposição venezuelana, que estão presos no país vizinho, acusados de incitar o uso da violência nos protestos de 2014 contra o presidente Nicolás Maduro. Dilma achou que esta iniciativa da oposição colocou o governo brasileiro em uma espécie de “armadilha”, criando um “constrangimento” para o Brasil. O Planalto considera que a viagem foi uma intromissão em assuntos internos da Venezuela. As informações são daAgência Estado.
No final desta tarde de quinta-feira (18) o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ligou para a presidente Dilma para conversar sobre a saia justa enfrentada pelos senadores naquele país, onde foram hostilizados por manifestantes pró-Maduro, quando estavam a caminho de uma reunião com opositores. No entendimento do governo, se os venezuelanos decidissem vir ao Brasil, por exemplo, verificar alguma de nossas condições, o Congresso brasileiro, assim como o governo federal, rechaçariam a ideia e criariam obstáculos.
Mesmo assim, o Ministério da Defesa e o Palácio do Planalto concordaram em ceder o avião da FAB para a viagem dos senadores, atendendo a um pedido de Renan e da comissão de Relações Exteriores do Senado. Lembravam ainda que onda começou com a divulgação de que os venezuelanos tinham negado permissão de sobrevoo e pouso, quando ainda não havia sido dada resposta. No governo, havia quem achasse que eles iam “empurrar com a barriga” a análise do pedido, uma forma de dizer não.
Mas, àquela altura já havia preocupação com as consequências desta viagem. O governo achava que eles nem sequer conseguiriam visitar mesmo os presos, porque outras delegações, comandadas inclusive por ex-presidentes, não obtiveram sucesso. De acordo com estes interlocutores de Dilma, esta visita de uma deleção de senadores era principalmente para criar um fato político. Entendiam que, se quisessem mesmo tentar viabilizar a visita e de ajudar os presos, teriam ido em silêncio, articulado tudo sem este estardalhaço que foi feito, criando um clima de animosidade contra eles mesmos, em um país que está totalmente dividido.
Uma das pessoas ouvidas pelo Estado, questionou o que achariam os senadores se os americanos ou até mesmo venezuelanos viessem aqui ver nossas prisões ou demonstrar interesse de checar alguma coisa que consideram que está acontecendo errado em nosso país? Com certeza, prosseguiu, haveria um repúdio total.

Para TCU, perdas da Petrobrás chegam a R$ 39 bilhões


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O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga prejuízos em obras e compras de ativos da Petrobrás que podem alcançar R$ 39 bilhões. O valor – superior aos R$ 6,2 bilhões reconhecidos pela estatal como perda com corrupção, no balanço anual de 2014 – é a soma das perdas provocadas por sobrepreço e má gestão de projetos em quatro empreendimentos da companhia, alguns dos quais fatiados pelo clube de empreiteiras que são alvo da Operação Lava Jato. As informações são do Estadão.
Só no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), obra que ficou praticamente paralisada com a crise financeira vivida pela companhia desde o ano passado, o tribunal constatou que o rombo pode alcançar US$ 11 bilhões (R$ 33,4 bilhões, pelo câmbio de ontem).
Segundo a área técnica do TCU, que apura “gestão temerária” do complexo, as intervenções começaram sem avaliação adequada dos riscos do empreendimento. As licitações, por exemplo, foram lançadas para obras que nem sequer tinham projeto. Depois de iniciados os serviços, as empreiteiras obtinham reajustes indevidos. Segundo os auditores, dificilmente o empreendimento concluído dará retorno financeiro compatível com o que foi aportado.
Só em dois contratos para construir unidades industriais do Comperj, o sobrepreço apurado pela área técnica do tribunal é de R$ 596 milhões.
Na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a suspeita é de perdas que podem alcançar R$ 1,6 bilhão. A corte apurou que reajustes indevidos em quatro contratos de consórcios integrados por Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, alvos da Lava Jato, somaram R$ 368 milhões. Em medida cautelar, suspendeu pagamentos de R$ 168 milhões.
A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, que passou por obras de modernização, está no foco de auditorias que apontam prejuízos de R$ 1,4 bilhão. Um dos contratos, para melhorias na unidade de coque e estruturas auxiliares, tem suspeita de sobrepreço de R$ 633 milhões. O processo ainda não foi a julgamento.
Prevenção. Processos que apuram os principais prejuízos na estatal estão sob relatoria do ministro Vital do Rêgo. Mesmo antes do julgamento em definitivo dos processos, o TCU tomou medidas preventivas. Nos processos sobre a compra da Refinaria de Pasadena (EUA), por exemplo, a corte determinou o bloqueio de bens de dez executivos responsabilizados por dano ao erário de US$ 792 milhões (R$ 2,4 bilhões).

Boechat responde a Silas Malafaia ao vivo na BandNewsFM



Na manhã da sexta-feira dia 19 de Junho de 2015, o jornalista Ricardo Boechat criticou em seu programa de rádio alguns líderes evangélicos que pregam discursos de ódio, afirmando que eles têm uma parcela de culpa na recente onda de crimes contra líderes de religiões espíritas O pastor Silas Malafaia em seguida postou em seu Twitter mensagens acusando Boechat de ele sim fazer um discurso de ódio contra os evangélicos e o “chamou” para um debate cara-a-cara. Então o jornalista deu a resposta abaixo ao vivo em seu programa.


PF pede autorização ao STJ para investigar Fernando Pimentel

Em maio, Polícia Federal apreendeu documentos na casa da primeira-dama.
Operação Acrônimo investiga suspeitos de lavar dinheiro para campanhas.

Renan Ramalho e Mariana Oliveira (*)Do G1 e da TV Globo, em Brasília
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e a primeira-dama Carolina Oliveira Pimentel (Foto:  Pedro Ângelo/G1)O governador Fernando Pimentel e a primeira-dama,
Carolina Oliveira Pimentel (Foto: Pedro Ângelo/G1)
A Polícia Federal (PF) pediu autorização ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para investigar formalmente o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. A solicitação foi protocolada no tribunal na noite desta quinta-feira (18) sob segredo de Justiça e foi encaminhada para o ministro Hermam Benjamin, a quem caberá decidir sobre a abertura de inquérito.

O pedido é um desdobramento da Operação Acrônimo, deflagrada em outubro do ano passado e que prendeu, no fim de maio, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, dono de uma gráfica que prestou serviço para a campanha do governador petista em 2014. No mesmo dia em que deu início à operação, a PF apreendeu documentos num apartamento em Brasília da primeira-dama, Carolina Oliveira Pimentel.

A operação apura suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de sobrepreço e inexecução de contratos com o governo federal desde 2005. Há suspeita de que os recursos desviados alimentavam campanhas eleitorais. Além de Bené, foram presos, também no fim de maio, outras três pessoas, entre elas Marcier Trombiere Moreira, servidor de carreira do Banco do Brasil que trabalhou na campanha Pimentel no ano passado.

Por meio de nota (veja a íntegra abaixo), a Subsecretaria de Comunicação Social do governo de Minas Gerais negou as acusações contra Pimentel e informou que ele ainda não recebeu notificação oficial sobre o suposto pedido encaminhando pela PF ao STJ. "O governador nega com veemência qualquer irregularidade na origem dos recursos utilizados na campanha ao Governo de Minas Gerais em 2014, assim como o seu envolvimento em qualquer atividade ilícita ou não declarada", diz a nota.
Como governador, Pimentel só pode ser investigado com autorização do STJ. Caberá agora a Herman Benjamin pedir um parecer da Procuradoria-Geral da República, órgão de cúpula do Ministério Público, sobre a consistência dos indícios que apontam o suposto envolvimento de Pimentel. O caso deve ser analisado pela vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko.
No mês passado, Pimentel classificou como um "equívoco" a busca realizada pela PF no apartamento de sua mulher. "O mandado de busca e apreensão foi expedido com base numa alegação, numa definição inverídica, absolutamente inverídica", declarou o governador na época. Ele disse que Carolina foi vítima de um erro e que os papéis apreendidos servirão para exclui-la das investigações.
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Acrônimo
As investigações da PF na Operação Acrônimo examina as movimentações de 30 empresas. Uma delas teria alcançado faturamento de R$ 465 milhões.  Em outubro do ano passado, a PF chegou a apreender R$ 116 mil que estavam com Bené, Marcier e um homem identificado como Pedro Medeiros, num jatinho que vinha de Belo Horizonte e aterrissou em Brasília.
Em maio, numa nova fase da operação, além das prisões, a PF realizou 90 mandados de busca e apreensão, incluindo mais de R$ 100 mil em espécie e dez carros de luxo no Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. O jatinho usado por Bené, avaliado em R$ 2,5 milhões, também foi apreendido.
Na época, também foi feita uma busca na casa do ex-deputado federal Virgílio Guimarães, em Belo Horizonte. A partir da interceptação de mensagens de celular, a PF concluiu que empresas ou pessoas ligadas a ele receberam R$ 750 mil de Bené.

Veja a íntegra da nota de Fernando Pimentel:

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, ainda não recebeu qualquer notificação oficial sobre o suposto pedido encaminhando pela Polícia Federal ao Superior Tribunal de Justiça. O governador nega com veemência qualquer irregularidade na origem dos recursos utilizados na campanha ao Governo de Minas Gerais em 2014, assim como o seu envolvimento em qualquer atividade ilícita ou não declarada.

Superintendência Central de Imprensa do Governo de Minas
Subsecretaria de Comunicação Social

Homem tem duas motos roubadas em menos de 24 horas, no Rio


Thiago chegou a ser agredido e ameaçado de morte por um dos criminosos
Thiago chegou a ser agredido e ameaçado de morte por um dos criminosos Foto: Foto do leitor/Thiago Soares
Júlia Zaremba
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Parece história de filme, mas é apenas um retrato da violência no Rio de Janeiro. Em menos de 24 horas, o analista de mídias sociais Thiago Soares, de 27 anos, teve duas motos roubadas. O primeiro assalto ocorreu na quinta-feira, por volta das 10h30, na Av. Marechal Rondon, na altura do Riachuelo. O segundo foi nesta sexta-feira, às 9h, na Av. Automóvel Clube, na altura de Inhaúma. A segunda moto foi recuperada hoje, mas ainda aguarda a liberação no Pátio Legal, em Deodoro.
Thiago mora no bairro de Rocha Miranda e, em ambas as situações, se dirigia ao trabalho, no Rio Comprido. Ele conta que as duas motos são do avô, mas que as usava sempre que precisava. No primeiro caso, estava na Av. Marechal Rondon, sentido Centro, quando um homem, visivelmente alterado, segundo o rapaz, se jogou em frente à moto. Após a ação, o criminoso chegou a disparar um tiro contra um carro que passou próximo à motocicleta.
- Foi muito esquisito. Assim que passei do primeiro sinal da Rua São Paulo, no bairro do Sampaio, um homem entrou no meio da pista. Primeiro achei que estivesse alcoolizado, depois cheguei a pensar que fosse alguém querendo sair com o carro da garagem. Até que ele colocou a pistola na minha direção e falou para a colocar a moto no descanso. Estava visivelmente alterado, chegou a atirar contra um carro que estava perto dele e fugiu - relembra o analista.
O assalto ocorrido nesta sexta-feira, de acordo com Thiago, foi mais “chocante e violento”. Enquanto dirigia pela Av. Automóvel Clube, notou que dois homens em uma moto o seguiam.
- Tentei acelerar porque a moto era maior, mas o trânsito estava parado à frente. Cheguei a pensar que poderia ser paranóia, então desacelerei. Foi quando os dois homens emparelharam na minha moto e colocaram a arma na minha cara, mandando eu descer - conta.
A segunda moto roubada foi recuperada nesta sexta-feira
A segunda moto roubada foi recuperada nesta sexta-feira Foto: Foto do leitor/Thiago Soares
Depois de o revistarem para checar se ele estava armado, os bandidos agrediram Thiago e o ameaçaram de morte.
- Me deram chutes e uma coronhada no capacete. Em seguida, pediram o segredo da minha moto, mas eu disse que não havia um código. Foi quando colocaram a arma dentro do meu capacete e disseram que me matariam caso eu não desse o segredo. No fim das contas, fugiram com a moto - diz a vítima, destacando que o primeiro caso foi registrado na 20ª D.P (Vila Isabel), e o segundo na 44ª D.P (Inhaúma).
Para a sorte do rapaz, a moto roubada nesta sexta-feira foi encontrada. Porém, foi encaminhada para o Pátio Legal, em Deodoro - aonde motocicletas recuperadas ficam guardadas antes de serem liberadas - e só será devolvida no sábado.
Thiago conta que já morou em muitos lugares na infância, pois o pai era militar, mas sempre foi apaixonado pelo Rio. No entanto, por conta da violência, pensa em se mudar para outro lugar.
- Chega um ponto em que a gente desiste. Onde será que a cidade deu tão errado? Recentemente, vi o caso do homem que foi esfaqueado e morto em Del Castilho, que havia sido assaltado cinco vezes em um mês. Pensei: como será que é possível? Pouco tempo depois, sou assaltado duas vezes em menos de 24 horas. Não sei onde vamos parar. A revolta e a insegurança são grandes, mas a gratidão por estar vivo é maior ainda - desabafa o rapaz.
O EXTRA tentou entrar em contato com o consórcio responsável pelo Pátio Legal e com a Polícia Civil, mas, até agora, não obteve retorno.


Susto em rua da Zona Sul: mulher sai de favela completamente nua


Uma cena inusitada chamou a atenção de moradores da Rua Pereira da Silva, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, na madrugada desta quarta-feira. Uma mulher foi vista correndo completamente nua pela via.
Segundo moradores, ela seria estrangeira, e trabalha em um projeto social no Morro do Pereirão, no mesmo bairro. Testemunhas contam que, atrás da moça, um grupo de homens e mulheres, que também seriam estrangeiros, corria segurando roupas na tentativa de vestir a moça.
A mulher conversa com algumas pessoas
A mulher conversa com algumas pessoas Foto: Reprodução de vídeo
Vídeos feitos por um leitor mostram o momento em que a PM e bombeiros se aproximam da mulher, já na Rua das Laranjeiras, para colocá-la numa ambulância. Testemunhas disseram que ela estava muito alterada emocionalmente, como se estivesse sob efeito de alguma droga. Durante a madrugada não havia informações sobre o local para onde a mulher foi levada.


Vídeo mostra assassinato de suposta amante por mulher em Pelotas, RS

Imagens são de câmera de estabelecimento ao lado do local do crime.
Polícia vê indícios de que a vítima tinha um caso com o marido da suspeita.

Felipe TrudaDo G1 RS
Um vídeo divulgado pela Polícia Civil (assista acima) mostra o momento em que uma jovem de 25 anos foi assassinada na frente da casa onde morava em Pelotas, na Região Sul do Rio Grande do Sul, no final da noite desta quinta-feira (18). De acordo com o delegado Félix Rafanhim, responsável pelo caso, há indícios de que a vítima tinha um caso com o marido da mulher suspeita do crime, de 32 anos. (CLIQUE AQUI E VEJA O VÍDEO
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"Tudo leva a crer que a falecida tinha envolvimento com o esposo da homicida", disse o delegado.
As imagens foram gravadas por uma agência lotérica localizada ao lado da residência. Elas mostram a vítima, identificada como Pâmela dos Santos Araújo, descendo de um carro junto com um homem que havia dado carona a ela. A suspeita desce de outro carro, encontra Pâmela e atira nela. A irmã e a mãe da vítima aparecem e tentam socorrê-la.
A polícia diz que a suspeita atirou duas vezes contra ela, com uma pistola de 9 mm. A jovem foi atingida no braço e no peito e chegou a ser socorrida com vida, mas morreu no Hospital dePelotas.
A autora dos disparos fugiu logo em seguida. Ela deve ser indiciada por homicídio qualificado. "Ela não deu chance para a defesa e estava usando uma arma de uso restrito. Pelo poder de fogo, consideramos que a outra pessoa não teve como se defender", explicou Félix.

Foto de policial distraindo criança após acidente com os pais gera comoção na web


A imagem do policial com a criança no colo está fazendo sucesso na internet
A imagem do policial com a criança no colo está fazendo sucesso na internet Foto: Reprodução/ Imgur
Extra

Uma foto de um policial distraindo uma criança após os pais dela terem sofrido um acidente de carro está gerando comoção na internet, onde teve mais de 2,6 milhões de visualizações. O registro, que segundo o jornal britânico “Daily Mirror” foi feito por Jessica Matrious, que passava pelo local, mostra o socorrista segurando a menina do colo e apontado para o outro lado, enquanto colegas dele verificam o carro.
Ainda segundo a publicação, o acidente ocorreu por volta das 9h30 em Brighton, no Colorado, Estados Unidos, quando um pneu explodiu. O carro capotou e as pessoas foram jogadas para fora do veículo. Segundo a polícia, um homem foi morto no acidente, enquanto uma mulher e uma criança foram levadas para o hospital de helicóptero. Outras três crianças que também estavam no carro foram levadas para o hospital posteriormente, de ambulância.
Um usuário do Imgur publicou a foto que gerou muita comoção. “Isso dói muito”, “Isso é devastador”, “É reconfortante saber que ainda há pessoas incríveis por aí” e “Ele está fazendo o trabalho mais difícil”, foram alguns dos milhares de comentários.


Sete presos em Operação Lava Jato deixam sede da PF em São Paulo rumo a Curitiba


Eles foram levados para Curitiba em avião que saiu de Congonhas. 
Entre detidos há executivos das construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht.

Tatiana SantiagoDo G1 São Paulo
Sete detidos em São Paulo durante a 14ª fase da Operação Lava Jato deixaram na tarde desta sexta-feira (19) a sede da Polícia Federal, na Zona Oeste da capital paulista. Eles foram colocados em uma van que seguiu até o Aeroporto de Congonhas. De lá, embarcaram rumo a Curitiba, onde estão centralizadas as investigações do caso. assista a vários vídeos aqui
O avião que levou os presos chegou às 17h20 em Congonhas. Ele veio do Rio de Janeiro com outros quatro detidos da Lava Jato, segundo a Superintendência da PF no Paraná. A aeronave decolou em Congonhas por volta das 19h.

Foram detidos em São Paulo: Flávio Lúcio Magalhães, executivo da Andrade Gutierrez, Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, Alexandrino Alencar, Márcio Farias e César Ramos Rocha, também da Odebrecht. O sétimo preso é Elton Negrão, da Andrade Gutierrez. O mandado de prisão dele foi expedido por Belo Horizonte, mas o executivo acabou localizado na capital paulista.
O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, deixa a sede da Polícia Federal em São Paulo ao ser transferido depois de preso nas investigações da 14ª fase da operação Lava Jato (Foto: Francio de Holanda/Reuters)Presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, deixa PF (Foto: Francio de Holanda/Reuters)
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal afirmaram nesta sexta-feira (19) que as empresas Odebrecht e Andrade Gutierrezagiam de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. Esse diferencial, de acordo com o Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador do MPF, estava no pagamento de propina a diretores da estatal via contas bancárias no exterior.
Segundo a PF, há indícios de que os presidentes das empresas, presos nesta sexta, participaram de negociações que levaram à formação de cartel e direcionamento de licitações feitas pela Petrobras. Eles "tinham pleno domínio de tudo o que acontecia na empresa", disse o delegado Igor Romário de Paula à imprensa, em Curitiba.
A 14ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada nesta sexta-feira em São Paulo, Rio de Janeiro,Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Foram cumpridos 11 mandados de prisão, 38 de busca e apreensão e 8 de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.
Em nota, Odebrecht disse que a ação policial é desnecessária porque a empresa e seus executivos sempre estiveram à disposição para esclarecimentos.
Andrade Gutierrez negou relação com os fatos investigados na Lava Jato. (Veja a íntegra das notas ao final do texto.)
Detidos em operação são colocados em van na sede da PF em SP (Foto: Tatiana Santiago/G1)Detidos em operação são colocados em van na sede da PF em SP (Foto: Tatiana Santiago/G1)
Presos
Ao todo, foram emitidos 12 mandados de prisão – 1 ainda não foi cumprido. Paulo Roberto Dalmazzo (ex-Andrade Gutierrez) deve se apresentar ainda nesta sexta, segundo a PF. Entre os detidos até as 14h30, estão:
Odebrecht
Marcelo Odebrecht, presidente, prisão preventiva
João Antônio Bernardes, ex diretor, prisão preventiva
Alexandrino de Salles, prisão temporária
Cristiana Maria da Silva Jorge, consultora, prisão temporária
Márcio Faria da Silva, prisão preventiva
Rogério Santos de Araújo, prisão preventiva
César Ramos Rocha, prisão preventiva
Andrade Gutierrez
Otávio Marques de Azevedo, presidente, prisão preventiva
Antônio no Pedro Campelo de Souza, prisão temporária
Flávio Lucio Magalhães, prisão temporária
Elton Negrão, prisão preventiva

A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período.
 Motivo das prisões
Segundo a PF, os executivos são suspeitos de crime de formação de cartel, fraude em licitações, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. "Cada um deles, em sua medida, teve uma participação, uma contribuição para que esses crimes fossem realizados", disse o delegado Igor Romário de Paula.
Em despacho sobre as prisões, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na 1ª instância, afirma que: "Considerando a duração do esquema criminoso, pelo menos desde 2004, a dimensão bilionária dos contratos obtidos com os crimes junto a Petrobrás e o valor milionário das propinas pagas aos dirigentes da Petrobrás, parece inviável que ele fosse desconhecido dos Presidentes das duas empreiteiras, Marcelo Bahia Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo."
Ele diz ainda: "Além disso, há provas e fatos específicos que os relacionam aos crimes, como a aludida mensagem eletrônica enviada a Marcelo Bahia Odebrecht sobre sobrepreços em contratos de sonda e a ligação entre Otávio Marques de Azevedo e Fernando Soares, um dos operadores do pagamento de propinas."

14ª FASE
Em entrevista, Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador do MPF, disse que:
- Os executivos investigados também cometeram crimes fora da Petrobras – foi montado um cartel e fraude em licitação, principalmente em Angra 3.
- Foram feitos depósitos suspeitos no exterior, que levaram à nova fase da Lava Jato e à prisão dos chefes da Odebrecht e Andrade Gutierrez.
- Contas investigadas estão na SuíçaPanamá e Mônaco.
- O operador é Bernardo Freiburghaus, que está foragido na Suíça.
Também na entrevista, o delegado Igor Romário de Paula, da PF, disse que:
- Os depoimentos dos presos começam no fim de semana.
- Esta fase não tem foco em agentes políticos.
- Um mandado de condução coercitiva não foi cumprido, mas a pessoa já acertou o depoimento na PF.
Polícia Federal analisou contratos da Andrade Gutierrez com a Petrobras que somam R$ 9 bilhões e da Odebrecht com a estatal no valor de R$ 17 bilhões. Considerando a informação de delatores de que a propina equivaleria a 3% dos contratos, a PF estima que o esquema tenha movimentado R$ 210 milhões da Andrade e R$ 510 milhões da Odebrecht. Mas estes não são valores finais ou totais.
Esta fase da Lava Jato foi batizada pela polícia de "Erga Omnes", expressão em latim usada no meio jurídico que significa que uma medida vale para todos.
Como funcionava o esquema
Essa nova etapa, segundo os investigadores, é uma continuidade da 7ª fase da Lava Jato, onde diversos executivos e também funcionários das maiores empreiteiras do Brasil foram presos.
Apareceram indícios concretos, documentos, não só depoimentos de colaboradores, mas documentos comprovando que, em algum momento, [os presidentes] tiveram contato ou participaram de negociações que resultaram em atos que levaram à formação de cartel, direcionamento de licitações e mesmo a destinação de recursos para pagamento de corrupção"
delegado Igor Romário de Paula
Enquanto outras empresas tinham o doleiroAlberto Youssef como operador do esquema de corrupção na Petrobras, a Odebrecht e Andrade Gutierrez promoviam a lavagem de dinheiro com depósitos no exterior, segundo as investigações. O operador seria Bernardo Freiburghaus, que está foragido na Suíça.
“Uma série de colaboradores que nos indicou o caminho dos valores no exterior, e isso facilitou e chegamos a este momento que nós definimos a necessidade destas prisões”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.
O delegado Igor Romário de Paula afirmou que "há indícios bem concretos" de que os presidentes da Andrade Gutierrez da Odebrecht "tinham pleno domínio de tudo o que acontecia na empresa".
"Apareceram indícios concretos, documentos, não só depoimentos de colaboradores, mas documentos comprovando que, em algum momento, [os presidentes] tiveram contato ou participaram de negociações que resultaram em atos que levaram à formação de cartel, direcionamento de licitações e mesmo a destinação de recursos para pagamento de corrupção", disse o delegado.
O procurador acredita que a decisão das empresas de não promoverem investigações internas sobre a denúncia é um sinal de que, de fato, estão envolvidas nas irregularidades. “Indica que estava envolvida no negócio ilícito como um todo. Ela não estava sendo usada por alguém, por um gestor."
"Não temos dúvida alguma que a Norberto Odebrecht e a Andrade Gutierrez capitaneavam o esquema de cartel dentro da Petrobras, no mercado onshore [exploração de petróleo no continente]", disse Carlos Fernando dos Santos Lima.
Segundo o delegado Igor Romário de Paula, "não necessariamente" a Odebrecht e a Andrade Gutierrez tinham a "liderança total do esquema de corrupção", como indicou o procurador, porque o grupo investigado tem 15 ou 16 empresas. "Elas são importantes. Uma delas é a maior empreiteira do Brasil e a outra entre as quatro maiores empresas do Brasil. Mas dizer que as duas lideravam, não. Não havia esse papel de liderança total, nem da Odebrecht nem da Andrade Gutierrez”, afirmou.
Marcelo Odebrecht  (Foto: PITI REALI/AE)Marcelo Odebrecht, preso em SP na 14ª fase da 
Operação Lava Jato (Foto: Piti Reali/AE)
O que dizem as empresas
Veja a íntegra da nota da Construtora Norberto Odebrecht:
"A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) confirma a operação da Polícia Federal em seus escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro, para o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Da mesma forma, alguns mandados de prisão e condução coercitiva foram emitidos.
Como é de conhecimento público, a CNO entende que estes mandados são desnecessários, uma vez que a empresa e seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades para colaborar com as investigações."
Veja a íntegra da nota da construtora Andrade Gutierrez:
"A Andrade Gutierrez informa que está acompanhando o andamento da 14ª fase da Operação Lava Jato e prestando todo o apoio necessário aos seus executivos nesse momento. A empresa informa ainda que está colaborando com as investigações no intuito de que todos os assuntos em pauta sejam esclarecidos o mais rapidamente possível.
A Andrade Gutierrez reitera, como vem fazendo desde o início das investigações, que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Operação Lava Jato, e espera poder esclarecer todas os questionamentos da Justiça o quanto antes."
Documentos apreendidos na Operação Lava Jato (Foto: Tatiana Santiago/G1)Documentos apreendidos na Operação Lava Jato chegam à PF (Foto: Tatiana Santiago/G1)