Pacientes denunciam falta de remédios para tratar câncer no Inca


Hospital é referência no tratamento de câncer no Rio de Janeiro.
Paciente conta que foi obrigado a comprar remédio por R$ 848.

Faltam medicamentos em um dos principais hospitais para tratamento do câncer, no Rio de Janeiro. A GloboNews conversou com pacientes e funcionários do Instituto Nacional do Câncer.
São remédios de alto custo, importantes para quem sofre com a doença e não tem condições de pagar as despesas. veja vídeo
Marcelo descobriu que tem câncer em 2012 e agora a doença está espalhada pelos pulmões e pelo fígado. Ele precisa de uma série de remédios, entre eles o etoposídeo. Marcelo tem que tomar uma cápsula por dia, mas desde sexta-feira passada (26) que o medicamento está em falta na farmácia do Inca. 
GloboNews: Está em falta há quanto tempo já?
Funcionário: Há mais de um mês. Não sei dizer se é matéria prima que está em falta, ou o fornecedor não está tendo, também.
O Inca disse que a distribuição desse remédio foi interrompida pelo único laboratório que fabrica a versão em cápsulas do Brasil. A direção busca alternativas terapêuticas do mercado, mas não dá uma previsão para a solução desse problema.
Com a caixa vazia, Marcelo precisa pagar R$ 848 para comprar o remédio em uma farmácia, que vai durar pelos próximos 20 dias.
Esse não é o único medicamento em falta no Inca. Uma mulher conta que não conseguiu buscar o remédio da filha, um anticoncepcional que evita o efeito colateral de um tratamento contra um câncer do pulmão. A espera dela pelo remédio é ainda mais longa.
“Desde janeiro que não tem, porque antigamente tinha, agora não tem mais esse”, conta a mãe.
O Inca também suspendeu nessa semana a realização de exames de pessoas com leucemia que fazem tratamento fora da unidade. Esses atendimentos só voltarão a ser feitos na próxima quarta-feira (8), porque, segundo o hospital, é preciso esperar pela conclusão de licitações para a compra de material.
A defensora pública Maria Izabel Gomes d'Santanna explica que qualquer hospital público que cuide de casos de câncer tem a obrigação, por lei, de oferecer todos os remédios e o tratamento.
“Todos os pacientes com câncer que tiverem algum problema no tratamento eles podem procurar uma unidade do tratamento da defensoria pública da União em sua cidade. O Inca deveria verificar se existe esse medicamento em outro hospital da rede e em última análise a União, através de uma ação judicial, pode depositar esse valor e o assistido comprar em alguma unidade privada, em alguma farmácia privada”, explica Maria Izabel Gomes d'Santanna.

'Pensei em me matar', diz jovem que teve vídeo íntimo divulgado na internet


Nos últimos dois anos, número de vítimas desse crime dobrou no Brasil.
Vinte e cinco por cento das vítimas são meninas de 12 a 17 anos.

O compartilhamento de fotos e vídeos íntimos pelo celular, sem autorização, é uma prática que vem ganhando força em aplicativos e redes sociais. Nos últimos dois anos, o número de vítimas desse tipo de crime dobrou no Brasil. As mulheres são o alvo principal e são muitas as marcas e os traumas deixados. Elas trocam o número de telefone e mudam até de cidade. Algumas vezes, tudo começa por insistência do homem. (veja vídeo)
“Ele falava assim: ‘ah, você não tem coragem de fazer. Eu queria muito ver. Você fala que é isso, isso e isso, mas não faz o vídeo’. Aí eu fiquei com aquilo na cabeça, porque eu não gosto de ser subestimada, e acabei caindo na pilha e resolvi fazer um vídeo”, conta uma vítima.
Estudante de 21 anos mudou de cidade depois de ser exposta (Foto: GloboNews)Estudante mudou de cidade depois de ser exposta
A estudante de 21 anos criou coragem para gravar essa entrevista, mas como quer seguir carreira na magistratura, ser juíza, pediu para não ter o nome identificado.
Em janeiro, ela viveu uma situação traumática: um vídeo íntimo que ela gravou para um conhecido, se masturbando, vazou em grupos do WhatsApp no país inteiro.
“A gente tinha um contato muito íntimo, porque a gente estava meio que se relacionando. Então, a gente trocava esse tipo de conversa íntima e ele, sempre ao final da conversa, me pedia um vídeo. Aí peguei e fiz. Eu tinha curiosidade de saber como era usar um vibrador e ele por ter curiosidade de saber como seria minha performance no vídeo”, lembra.
Até que um dia, em uma festa, um amigo desse garoto disse para ela que tinha recebido o vídeo.
Vítima teve que mudar de cidade
“Duas semanas depois eu já tinha descoberto que o vídeo já não estava mais só na mão da pessoa que eu tinha enviado. Então, já veio aquela preocupação, aquele surto. ‘Pronto, agora minha casa caiu’, porque era uma pessoa que eu não conhecia, que eu não tinha enviado o vídeo e veio assim: ‘É seu, né?’ me acusando. Quando eu percebi, já estava numa proporção muito grande. Dei mole, porque eu fui inocente de achar que isso não cairia na rede. Mas mais inocente por ter confiado numa pessoa que não era nada meu, com quem eu não deveria ter consideração”, conta.
A entrevistada foi vítima de uma prática machista, silenciosa, que vem ganhando força principalmente pelo whatsapp. Nos grupos do aplicativo, amigos ou conhecidos, que sejam, mandam vídeos íntimos de terceiros como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Na maioria dos casos é a mulher que sai estigmatizada e a forma como esses vídeos têm sido divulgados ajuda.
Primeiro, alguém descobre o nome da mulher e aí tira um print do perfil dela em alguma rede social, geralmente do Facebook ou do Instagram. Depois, uma foto do álbum e, aí sim, o vídeo geralmente da mulher transando - não importa se com o namorado, marido ou numa relação de uma noite - ou se masturbando, como foi o caso da entrevistada.
O vídeo dela foi parar em grupos de amigos do trabalho, o chefe viu. O irmão, de 17 anos, também recebeu o vídeo num grupo dos amigos da escola. A menina mudou de cidade, mas onde ela mora agora e em outras cidades da região já descobriram o vídeo.
“Cheguei na festa e o rapaz estava me olhando muito. Olhava para o celular e olhava pra mim, olhava para o celular e olhava pra mim. Fiquei curiosa, porque eu não o conhecia e achei estranha a atitude dele. Aí perguntei a ele: ‘o que foi?’. E ele: ‘não, estou olhando seu vídeo aqui’. Eu me senti muito humilhada, porque tinha muita gente perto, eu estava em um momento de descontração. Ele quebrou o clima da festa. Peguei e fui embora, porque acabou ali pra mim, porque infelizmente eu não estava podendo sair de casa”, diz a vítima.
Juliana é psicóloga e trabalha na SaferNet, uma ONG, com sede em Salvador, que recebe esse tipo de denúncia e tem os números mais atuais e completos sobre o assunto.
Nos últimos oito anos, o número de meninas e mulheres que denunciaram casos de sexting, termo em inglês usado para esse tipo de prática, cresceu 120%.
Perfil das vítimas:
- 81% das vítimas são mulheres
- 28% têm entre 18 e 25 anos
- 25% são menores de idade: meninas de 12 a 17 anos
Mas o número total de vítimas é muito maior, já que nem todas denunciam.
“Isso tem a ver com o fato de que muitas vítimas têm medo ou vergonha de contar o que aconteceu com elas. Em aplicativos de mensagens instantâneas, a gente sabe que tem listas e grupos especializados em compartilhar esse tipo de conteúdo. Você tem grupos que compartilham e milhares de outras pessoas também compartilham em seus grupos e aí esse conteúdo se dissemina muito mais rapidamente, velozmente, e muitas vezes chega entre pessoas que são conhecidas da pessoa que está no vídeo e aí isso de fato afeta a vida dela no trabalho, na escola”, diz Juliana Cunha, psicóloga e coordenadora do SaferNet.
Grupo no WhatsApp é criado para troca de vídeos de sexo
A GloboNews conversou com um homem de 28 anos que faz parte de um grupo no WhatsApp que foi criado só pra troca de vídeos de sexo - não que nos outros grupos não haja esse compartilhamento. Muitos dos vídeos são profissionais, da indústria pornô, e outros tantos íntimos, caseiros, que vazaram sem o consentimento de quem aparece ali. Geralmente, são esses vídeos que fazem mais sucesso.
“Ela sabe que é algo amador, então poderia estar acontecendo ali pra ela mesma. Seria uma forma de tornar mais próximo aquele vídeo, aquela situação”, diz o homem, que admite que abre esses vídeos, compartilha, manda para outros grupos. Ele confessa que nunca pensou se pode ser responsabilizado por isso.
Quem vaza o vídeo pode responder criminalmente por injúria e difamação. Quem compartilha, que só envia para os outros, mesmo sem comentar nada, pode ser responsabilizado na esfera civil por ter colaborado para o dano moral daquela vítima.
“Toda novidade que chega, você quer difundir. Então, de alguma forma você se sente inserido ali naqueles grupos e acaba transmitindo aquele vídeo, aquela foto”, diz o homem que participa do grupo no WhatsApp.
As consequências que o vazamento de um vídeo íntimo gera na vida da vítima são graves.
“Como eu trabalhava, eu passava em cima de uma ponte, não tinha um dia sequer que eu não pensasse em me jogar. Parecia que o rio me chamava. Não teve um dia seques nos meses de abril e maio eu não pensava em me matar, porque aquilo pra mim era o fim do mundo”, diz a vítima.
Ex-namorado usou vídeo para tentar impedir fim do namoro
A GloboNews conversou com uma outra vítima que foi chantageada pelo ex-namorado. Depois de um relacionamento de dois anos, ela tentou terminar e descobriu que o namorado tinha gravado um vídeo em que os dois faziam sexo sem que ela soubesse. Ele ameaçou divulgar o vídeo caso ela terminasse. A jovem terminou o namoro e o vídeo foi parar nas redes sociais. A jovem entrou na Justiça contra o ex-namorado.
“A gente estava começando a relação, estava nas preliminares, e ele pegou o celular e falou: ‘ah, vou responder a mensagem que um amigo me mandou’. Começou a gravar daí”, contou a vítima.
Com o apoio da família e dos amigos do trabalho, ela conseguiu permanecer na cidade onde já morava.
Jovem foi vítima da vingança do namorado (Foto: GloboNews)Jovem foi vítima da vingança do namorado
"Por dentro eu estava assim, acabada. 'E agora, o que que vai ser da minha vida?' A gente pensa mil coisas. Pensei em me matar por causa disso, não sei o que que vai ser de mim, pensei em mudar de cidade. Aí chegou no ouvido da minha mãe. Aí ela: ‘minha filha, a gente não pode se desesperar agora, tem que manter a calma’. Ela foi meu porto seguro pra tudo”, diz a jovem. “Meu vídeo também saiu num site pornô. Eu logo descobri, consegui tirar. Foi um anônimo que botou esse vídeo. A gente ainda está tentando saber quem foi para entrar com processo”, conta.
A vítima diz ainda que o assédio dos homens aumentou depois que o vídeo saiu.
“O homem vê: ‘ah, aquela ali saiu na rede é piranha. Mais uma, porque foi isso que aconteceu. Postaram no facebook: ‘mais uma novinha que saiu na rede’. Aí quando eu vi eu falei: ‘sou eu’. Comigo aconteceu: ‘ah, vou ficar com ela, só para conseguir ela e ver se é aquilo mesmo’. Homem vai chegar perto de você para te usar mesmo depois que sai o vídeo, mas você não tem que se envolver com qualquer tipo de pessoa, porque é um pouco difícil a gente achar a pessoa que vai se relacionar com a gente sem ter interesse”, diz.
A GloboNews entrou em contato com o escritório do WhatsApp por e-mail, mas ainda não teve resposta. O site do aplicativo estabelece uma série de termos de serviço.
O WhatsApp determina, por escrito, que proíbe o envio de conteúdo que viole esses termos, como material ilegal, obsceno, ameaçador, assediante, odioso, de ofensa racial ou étnica.
O Facebook disse que estabelece uma lista de "padrões da comunidade" que devem ser seguidos por quem usa a rede social. Esses padrões proíbem os usuários de postarem conteúdo ou tomarem ações que violem os direitos de outras pessoas.
O Facebook informou também que as pessoas podem reportar conteúdos que elas considerem que estejam fora dos padrões estabelecidos, incluindo postagens de imagens de nudez.

Documentos mostram novos nomes da delação premiada do dono da UTC


Ricardo Pessoa detalhou ao Ministério Público nomes e valores.
Entre os citados aparecem políticos de vários partidos.

DO G1 PR, com informações do Jornal Nacional
Documentos obtidos pelo Jornal Nacional mostram que o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, deu uma extensa lista de nomes de políticos que podem ter recebido doações de campanha com dinheiro ilícito.
São casos de caixa dois e também de doações legais e contabilizadas. Os documentos fazem parte da delação premiada que o empresário celebrou com a Justiça.
Ricardo Pessoa é apontado pelas investigações da Operação Lava Jato como o chefe do clube de empreiteiras que fraudava negócios com a Petrobras.
Segundo o delator Júlio Camargo, cabia a Pessoa realizar encontros entre donos e diretores das empresas. Nessas reuniões, de acordo com os investigadores, eles combinavam preços superfaturados para apresentar em licitações da estatal.
As doações feitas por Ricardo Pessoa constam em tabelas, na quais ele controlava as doações feitas a políticos. As tabelas mostram nomes de políticos de vários partidos. Não há como separar quais foram legais e quais eram de caixa dois. Ricardo Pessoa falou ao Ministério Público Federal que as doações lhe davam destaque e poder.
As quantias destinadas aos políticos tinham diversos propósitos, todos com um objetivo comum: manter os negócios da UTC funcionando.
A delação de Ricardo Pessoa já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, a investigação vai apurar se as denúncias do empreiteiro têm fundamento e se ele poderá ter direito aos benefícios da delação. Preso em 2014, na sétima fase da Lava Jato, o empreiteiro cumpre prisão domiciliar desde que se propôs a contar o que sabia.
José Dirceu
Em alguns casos, Ricardo Pessoa detalhou como e por que fez os pagamentos aos políticos. No caso de Zeca Dirceu, por exemplo, o empreiteiro disse que fez uma doação legal à campanha dele, em 2010, no valor de R$ 100 mil. Segundo Pessoa, a quantia foi pedida por José Dirceu.
Nos depoimentos, o empreiteiro disse ainda que fez pagamentos à empresa de Dirceu, a JD Consultoria, “Apenas e tão somente em razão de se tratar de José Dirceu e da sua grande influência no Partido dos Trabalhadores”. Pessoa disse que saber o ex-ministro não tinha como trabalhar nos contratos firmados entre a UTC e a Petrobras, já que estava preso na época em que destinou cerca de R$ 3 milhões à JD.
A defesa do ex-ministro José Dirceu negou que ele tenha recebido pagamentos ilícitos. Disse que prestou serviços para a UTC e que as cópias dos contratos e das notas fiscais foram encaminhados à Justiça Federal do Paraná em janeiro deste ano.
PT e Edinho Silva
Em uma das tabelas, estão detalhados os pagamentos feitos ao PT. Segundo o empresário, o partido recebeu, entre 2006 e 2014, R$ 16,6 milhões da UTC.
Esse valor não conta dos repasses feitos a campanhas presidenciais do partido. Em um dos documentos, aparece o contato de Manoel Araújo, chefe de gabinete do ministro das Comunicações Edinho Silva, responsável pela arrecadação da campanha da presidente Dilma Roussef à reeleição.
O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou que todas as doações foram feitas de acordo com a legislação eleitoral. Ele lembrou que o chefe de gabinete, Manoel Araújo, foi responsável pela parte burocrática das doações recebidas em 2014.
Lula
Sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o documento cita que foram repassados R$ 2,4 milhões para a campanha dele.
Pessoa afirmou ainda que encontrou o ex-presidente em sete oportunidades. Contudo, não afirmou com certeza se Lula sabia da origem ilícita do dinheiro.
A assessoria do ex-presidente Lula declarou que não tem conhecimento dos documentos citados na reportagem e alega que houve um vazamento seletivo e talvez ilegal do conteúdo da delação. Por essa razão, o ex-presidente prefere não se manifestar.
PT e João Vaccari Neto
Ricardo Pessoa ainda falou da relação que mantinha com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Em uma tabela específica, ele disse que encaminhou R$ 16,6 milhões ao partido, a pedido de Vaccari. No documento ele explica que os pagamentos foram feitos "diretamente na conta do partido, desvinculado da época de campanha e que igualmente tinha relação com os pagamentos da Petrobras.
A defesa do ex-tesoureiro disse que fazia parte das atribuições de Vaccari pedir dinheiro para o partido. Contudo, eles alegam que as doações recebidas por João Vaccari eram legais e foram informadas às autoridades.
PP
O empreiteiro também relatou repasses feitos ao PP, a pedido do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato. Conforme o empresário, os valores eram pagos para evitar problemas nos contratos que mantinha com a estatal.
O PP diz que as doações recebidas pelo partido foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral. O senador Ciro Nogueira, do PP, disse que não recebeu doações da UTC e que confia na Justiça para que a verdade seja revelada.
Valdemar Costa Neto
Pessoa afirmou ainda aos procuradores que pagou R$ 500 mil ao ex-deputado Valdemar Costa Neto (PR), condenado no mensalão. Os valores foram para manter boas relações com oMinistério dos Transportes, controlado pelo PR à época dos pagamentos.
Segundo o empresário, parte do valor, R$ 200 mil, foram entregues a Costa Neto em dinheiro vivo, sem contabilidade oficial. O restante foi pago como doação de campanha. Pessoa disse também que nunca houve contra-prestação por parte do ministério. O ex-deputado foi procurado, mas não quis comentar as denúncias.

PT quis trazer R$ 20 mi para eleição de Dilma, diz Youssef


O doleiro Alberto Youssef disse à Justiça Eleitoral que foi procurado por um emissário da campanha da presidente Dilma Rousseff no ano passado para trazer de volta ao Brasil cerca de R$ 20 milhões depositados no exterior. As informações são da Folha de S. Paulo.
Apontado como um dos principais operadores do esquema de corrupção descoberto na Petrobras, Youssef diz que foi procurado no início do ano e não executou a operação porque, em março, foi preso com a deflagração da Operação Lava Jato.
O novo depoimento do doleiro, ao qual a Folha teve acesso, foi dado em 9 de junho deste ano, em Curitiba, onde Youssef está preso. Ele foi tomado no âmbito de uma ação que o PSDB move contra Dilma no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desde 2014.
A ação foi apresentada logo depois do fim da campanha presidencial, em que Dilma derrotou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), e pede a cassação da chapa encabeçada pela petista por abuso de poder econômico e político.
No depoimento, o doleiro não identifica com precisão a pessoa que o teria procurado para pedir ajuda, e deixa claro que não participou da campanha da presidente.
“Olha, uma pessoa de nome Felipe me procurou para trazer um dinheiro de fora e depois não me procurou mais. Aí aconteceu a questão da prisão, e eu nunca mais o vi”, disse Youssef à Justiça.
O doleiro falou do assunto depois de ser questionado sobre reportagem publicada no ano passado pela revista “Veja”, segundo a qual o PT havia pedido sua ajuda para repatriar os R$ 20 milhões.
O doleiro afirmou que Felipe não pertencia ao seu círculo de relações ou amizades, e que o conheceu por meio de um amigo chamado Charles, que tinha uma rede de restaurantes em São Paulo.
Youssef disse não se lembrar do sobrenome de Felipe. “Se não me engano, o pai dele tinha uma empreiteira. Não consigo me lembrar [do nome da empreiteira]”, disse.
Questionado se o dinheiro era para a campanha de Dilma, o doleiro respondeu: “Sim, mas não aconteceu”. Segundo Youssef, a conversa ocorreu 60 dias antes de sua prisão. O doleiro afirmou que Felipe não indicou onde estaria o dinheiro, mas Youssef disse a ele que poderia trazê-lo “sem problema nenhum”.
O doleiro afirmou não saber se Felipe buscou outros operadores porque não teve mais contato com ele. Questionado sobre o valor do dinheiro a ser internalizado, o doleiro respondeu: “Acho que era em torno de 20 milhões”.
Youssef está preso em Curitiba. Em setembro passado, ele assinou um acordo de delação premiada para colaborar com as investigações em troca de redução da pena e outros benefícios. Ele é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa devido aos desvios na Petrobras.
PAULO ROBERTO
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, outro delator que colabora com as investigações, também prestou depoimento à Justiça Eleitoral, no mesmo processo. Ele falou sobre sua relação com Dilma e confirmou ter ido ao casamento da filha da presidente, Paula, em 2008, três anos antes de ela chegar ao Planalto.
Costa disse que foi convidado pela própria Dilma, mas não soube assegurar se o convite foi feito a todos os diretores da estatal. “Foram convidados o presidente, a [então] diretora Graça [Foster] e eu, que eu saiba. Não posso confirmar se outros foram [convidados]. Estavam presentes no casamento o presidente [José Sérgio] Gabrielli, a diretora Graça e eu”, afirmou.
O ex-diretor também contou que, para permanecer em seu cargo na Petrobras, precisava manter a confiança do presidente da República. “Eu e todos os diretores da Petrobras e o presidente, que é escolhido pelo presidente da República”, acrescentou Costa.
Ele disse ainda que alguns contratos da Petrobras eram feitos na sua época sem projeto completo. Para o ex-diretor, a prática facilita desvios de recursos. Questionado se Dilma, como ministra ou presidente, tomou medidas para mudar isso, Costa disse: “Que eu saiba, nenhuma”.

FENAPAR, participa em São Paulo de importante reunião com a diretoria da SBN debatendo avanços em nosso tratamento

 A diretoria da FENAPAR  esteve em São Paulo: nos dia 1º de  julho onde a diretoria  a comunicação reuniu-se junto a Palumbo Comunicações (responsável pelo nosso site) para discutir novas estratégias. 
Em sequência e aproveitando a oportunidade estivemos reunidos junto às filiadas para debater assuntos emergenciais do segmento e discutir novas estratégias para atuação e disseminação das informações acerca da causa renal. 

No dia 02 de julho fomos convidados a participar, junto às filiadas, de reunião com a Presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia - SBN, Dra. Carmen Tzanno e outras integrantes da diretoria. Tal encontro teve o intuito de discutir a prevenção da doença renal, políticas públicas, operadoras de saúde e novas tecnologias, assuntos de relevância ímpar para nosso trabalho. 

Na ocasião o presidente da FENAPAR, Sr. Renato Padilha, entregou a Dra. Carmen um ofício da federação solicitando apoio da SBN para que incentivasse seus associados a contribuírem na Consulta Pública nº18 da CONITEC que dispõe sobre a incorporação de dois medicamentos no rol do SUS para o tratamento do hiperparatireoidismo secundário. Abaixo é possível visualizar fotos de todos estes momentos.






PASSO A PASSO, para você contribuir para a CONSULTA PÚBLICA nº 18 para termos no SUS o mimpara e o zemplar

Atenção ao passo a passo para contribuições na consulta pública nº 18 de incorporação de novos medicamentos no rol do SUS (para hiperparatireoidismo secundário).



 Vamos contribuir e participar, estamos perto do MIMPARA ( CINACALCET) e o ZEMPLAR serem incorporados em nossa cesta básica de medicamentos.

Se você já usou o mimpara e teu PTH baixou e suas dores diminuíram, o relate tudo.

Se você nunca usou o mimpara mais conhece quem já usou, e você notou que melhorou também relate.

Se você nunca usou porque, faz uso de outros medicamentos como o CALCIJEX, VITAMINA D OU CALCITRIOU, mas o seu PTH é acima de 300 e vc sente muitas dores, também relate

As inscrições para o 4° Encontro de Violeiros de Colombo foram prorrogadas


WEBMASTER 2 DE JULHO DE 2015

A intenção é oferecer mais chances aos músicos e cantores sertanejos do município a participarem do evento

As inscrições para o 4° Encontro de Violeiros de Colombo foram prorrogadas até a data do evento, que será realizado no dia 05 de julho, às 13h, no Pavilhão de Eventos do Parque Municipal da Uva. O encontro será promovido pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Lazer e Juventude e com a parceria do departamento de Cultura.
Segundo a diretora do departamento de Cultura, Rita Straioto a data para a participação foi prorrogada para que todos os interessados possam participar. “Não queremos que ninguém fique sem comparecer, pois está é uma boa oportunidade para os músicos da nossa região se conheçam e troquem experiências,” afirma Rita Straioto.
A abertura do encontro contará com a apresentação de dança de 16 alunos do 3º ano da Escola Municipal Isolina Ceccon. Logo após, os violeiros iniciaram suas exibições de canções sertanejas que poderão ser de própria autoria ou não. O tempo de apresentação será de 15 a 20 minutos e a ordem será definida pelos representantes do departamento de Cultura. Para finalizar, todos os participantes receberão uma lembrança do evento e ainda concorrerão a um prêmio – o sorteio de um violão e uma viola.
Todos os violeiros do município poderão participar do encontro. A inscrição é gratuita. A ficha pode ser solicitada por e-mail, telefone ou no departamento de Cultura, localizado na Rua XV de Novembro, 105, Centro. Lembrando, que a mesma inscrição poderá ser realizada no dia do evento antes da apresentação.
Regras Gerais
– O tempo da apresentação será cronometrado conforme a programação do departamento de Cultura. As músicas poderão ser executadas por viola e/ou violão, podendo ou não ser acompanhada por voz.
-Os músicos deverão estar com seus instrumentos musicais afinados antes do início do evento.
– É de inteira responsabilidade dos participantes o transporte, alimentação e os instrumentos utilizados no 4º Encontro de Violeiros.
– A ordem para apresentação dos músicos será definida pelo departamento de Cultura.
– Todos os músicos participantes do evento receberão uma lembrança do evento.
– Os músicos deverão estar com meia hora de antecedência no local da apresentação.
– Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.
Serviço
Departamento de Cultura
Endereço: Rua XV de Novembro, 105
Telefone: 41-3656.6423
E-mail: cultura.colombo@yahoo.com.br
Parque Municipal da Uva
Rua Marechal Floriano Peixoto, 8771 – Centro
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

Prefeitura e Associação dos Skatistas firmam parceria para revitalização de pista em Colombo


WEBMASTER 2 DE JULHO DE 2015

Projeto irá atender ao pedido dos esportistas que já frequentam o Skate Park Social Plaza

Beti Pavin, o secretário de Planejamento, Cezar Bittencourt e a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Tania Tosin, recebem o projeto do Skate Park Social Plaza
Beti Pavin, o secretário de Planejamento, Cezar Bittencourt e a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Tania Tosin, recebem o projeto do Skate Park Social Plaza
A Prefeita Beti Pavin recebeu neste dia 1º, do presidente da Associação dos Skatistas de Colombo, Fabio Costa o termo de doação do projeto de revitalização e construção do Skate Park Social Plaza. O novo espaço será voltado para os praticantes de skate no município.
O local proposto para a obra é o ginásio coberto, localizado na Rua Campo Largo atrás do módulo da Polícia Militar, no bairro Guaraituba, que já é frequentado pelos moradores da cidade para a prática de skate. A Prefeita afirmou que, com a obra, os skatistas do ginásio terão melhores condições para praticarem o esporte.
“Queremos reformar o espaço, revitalizando o local e incentivando o esporte no município, com isso, o skate de Colombo terá maior visibilidade”, declarou a prefeita Beti Pavin destacando que a população terá com este espaço mais uma opção de lazer.
O diretor de Esporte da secretaria de Esporte, Cultura, Lazer e Juventude, Paulo Cesar Cardoso, ressaltou a importância de melhorar o local e valorizar essa prática de esporte. “Esse investimento é relevante, pois o skate é a modalidade que mais cresce em todo o mundo”, disse.
De acordo com o projeto entregue na ocasião, que visa incentivar e atrair mais adeptos do esporte, serão realizadas a melhoria geral do espaço, com adequações e pintura, a instalação de mais obstáculos para a realização das manobras, entre outros itens.
Segundo o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Cezar Bittencourt, o próximo passo é a aprovação desde projeto, em seguida será encaminhado para ser licitado e então a revitalização do local será iniciada.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: João Senechal/PMC