Menina se descobre vegetariana e rouba o coração da web


"Não quero que os animais sejam cortados", diz a pequena de 5 anos em vídeo

ÉRIKA KOKAY
06/07/2015 - 15h26 - Atualizado 06/07/2015 16h41
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A pequena vegetariana que conquistou o coração da internet (Foto: Reprodução/Facebook)
Se você acha que a decisão de parar de comer animais requer maturidade, vai descobrir consciência de sobra numa menininha de 5 anos. Chateada com o cardápio do jantar, a pequena irlandesa de Dublin chora ao tentar convencer o pai de não comer o peru que esfria em seu prato. Ou melhor, não quer comer animal algum.
"Não quero que eles sejam cortados", diz a garota, logo após chamar porcos, galinhas e vacas de "animais legais". Toda a descoberta vegetariana foi filmada pelo pai, e o vídeo viralizou ao ser publicado no Facebook, sendo visto mais de 15 milhões de vezes. A mãe, Nicola Moore, comentou orgulhosa na postagem.
"Ela continua sendo vegetariana, não comeu carne desde então. E não foi forçada a fazer nada, já que ninguém na minha família é vegetariano", afirmou. "O pai gravou o vídeo e me enviou pedindo ajuda: 'Não sei como explicar para ela'. Ela simplesmente ama animais, insetos... não posso sequer matar uma mosca lá em casa."
Assista ao vídeo abaixo, em inglês, e morra de amor: CLIQUE AQUI E ASSISTA AO VÍDEO

Prisão de Zelada anima investigadores da Operação Lava Jato


Lobista João Augusto Henriques será convocado para ajudar nos trabalhos

MURILO RAMOS
07/07/2015 - 08h00 - Atualizado 07/07/2015 08h00
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Jorge Zelada, ex-diretor de Internacional da Petrobras (Foto: José Cruz / Agência Brasil)
Com a prisão de Jorge Zelada, ex-diretor da área internacional da Petrobrás, os investigadores acreditam que descobrirão toda a sorte de falcatruas ali praticadas. Para ajudar na tarefa, convocarão o lobista João Augusto Henriques. ligado ao PMDB e a Zelada, para dar mais detalhes.

Câmara deve votar projeto que reduz tempo da propaganda eleitoral na TV


Proposta reduz período da propaganda no rádio e na TV de 45 para 30 dias.
Pelo projeto, propaganda em eleições municipais ficaria restrita a inserções.

Do G1, com informações do JN
A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (8) um projeto que reduz a duração da campanha eleitoral de 90 para 45 dias. Se aprovado, o projeto também diminuirá o tempo da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. (veja vídeo)
O objetivo da proposta é modernizar e reduzir o custo da propaganda eleitoral gratuita. Atualmente, as emissoras de televisão e de rádio têm que abrir espaços pré-determinados na programação, de manhã, de tarde e de noite, para candidatos e partidos durante 45 dias. Se aprovado o projeto de lei, esse período terá duração de 30 dias.
Nas eleições gerais – para presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais – o tempo de duração da propaganda eleitoral gratuita também vai mudar.
Atualmente, são dois blocos de 50 minutos por dia, mais 30 minutos distribuídos ao longo da programação. Pelo projeto, passaria para dois blocos de 20 minutos e outros 70 minutos ao longo da programação. As inserções terão de 30 segundos a um minuto, entre 6h e 1h – hoje, vai das 8h à meia-noite.
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Nas eleições municipais, para prefeito e vereadores, o bloco da propaganda eleitoral acabaria. Com isso, de acordo com a proposta, de segunda a domingo, seriam 80 minutos de propaganda (65% para prefeitos e 35% para vereadores) distribuídos em inserções de 30 segundos a um minuto.
O relator da proposta, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz acreditar que, com essas mudanças, a campanha vai ficar mais barata, e as propagandas dos candidatos podem atingir uma audiência mais variada, já que não ficarão mais tão concentradas em um mesmo horário.
"Acho que melhora muito. Melhora para a política, para os políticos, melhora para o debate, para a sociedade, que não vai ficar ali 50 minutos em cada um dos horários esperando aquele tempo passar para assistir o seu programa. E, no comercial, ele entra na grade, de forma natural, e – claro, já tem muitas pesquisas sobre isso – que mostram que a audiência é completamente diferente", afirmou Maia.
No Senado, uma comissão também discute essas mudanças. Segundo o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o objetivo é deixar as campanhas mais baratas, menos "chatas" e mais atrativas para o eleitor. "Quando [a propaganda] é muito grande, o cidadão acaba desligando e não acompanha o debate político", declarou o senador.

Câmara aprova, em segundo turno, texto principal da reforma política


Deputados ainda analisarão sugestões de mudança na semana que vem.
Entre os pontos questionados estão financiamento e reeleição.

Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, na noite desta terça-feira (7) o texto principal da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política. O texto foi aprovado por um placar de 420 votos a favor, 30 contrários e uma uma abstenção. (veja vídeo)

Os parlamentares decidiram deixar para a próxima semana a análise de sugestões de mudança na proposta, que tratam justamente de algumas das questões mais polêmicas da reforma. A sessão desta quarta-feira (8) será dedicada à votação de um projeto de lei que inclui pontos que não alteram a Constituição, como a duração de campanha.

Entre os pontos questionados do texto e que deverão ser alvo de debate na próxima terça-feira estão financiamento de campanha, reeleição, duração do mandato e a “janela de infidelidade”, que é um prazo para o parlamentar se desfiliar do partido sem perder o mandato.
A PEC havia sido aprovada em primeiro turno no último dia 17. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisa passar por dois turnos na Câmara e, em seguida, por outras duas votações no Senado.

Financiamento
Pela texto, empresas podem fazer doação somente a partido político, mas não a candidato, que só poderá receber de pessoa física. O tema foi um dos que mais geraram discussões no plenário no primeiro turno. Ofinanciamento privado foi aprovado um dia depois de emenda parecida, que previa doação privada para partidos e para campanhas de candidatos, ter sido rejeitada.

Deputados de seis partidos entraram com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação da PEC da reforma política. O documento foi assinado por 61 parlamentares de PT, PPS, PC do B, PSOL, PSB e PROS. O argumento deles é que o plenário da Câmara votou duas vezes a possibilidade de doação às legendas, o que seria inconstitucional.

A votação desta terça durou pouco mais de meia hora. No microfone do plenário, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) fez críticas à aprovação do financiamento privado e acusou a votação no primeiro turno de ter sido conduzida de forma "ilegal e anticonstitucional".

"Essa reforma, da forma como foi conduzida nesse primeiro turno, variou ou de questões cosméticas, que não mudaram a estrutura política estruturalmente do país, ou piorou gravemente”, criticou.

Segundo ele, uma das “pioras” foi a da constitucionalização da contribuição de pessoas jurídicas a partidos políticos. “Aliás, numa votação que foi conduzida, a meu ver, de forma ilegal, de forma anticonstitucional", completou.

O deputado Sandro Alex (PPS-PR) informou que o partido apresentou uma sugestão para mudar a parte que trata do financiamento privado. “Essa será a oportunidade que o Parlamento tem neste segundo turno de corrigir esta votação do primeiro turno, e proibirmos a semente da corrupção que vem do financiamento empresarial”, disse.

Embora considere a reforma política “acanhada”, o deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) disse ver “pontos positivos” no texto aprovado. “Qual era a proposta inicial? Aproximarmos o eleitor dos seus candidatos, darmos transparência às eleições, fazermos com que o pleito fosse mais justo. Nós pensávamos em uma reforma nessa direção. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Porém, tem pontos positivos”, ponderou.

Alvaro Dias de olho na presidência em 2018


Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senadoalvaro dias-agenciasenado
Informa o blog Conexão Brasília, da Gazeta do Povo, que a aproximação de Alvaro Dias com o PSB pode ter relação com uma vontade antiga que o senador tem de ser candidato à Presidência da República. Nos planos mais otimistas, a candidatura de Dias, que seria a terceira via, teria fôlego para a disputa de 2018.

Justiça determina que Atlético passe parte da Arena para a prefeitura


A prefeitura de Curitiba ganhou a primeira disputa na justiça contra o Atlético. Em decisão protocolada na 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba no dia 3 de julho, o Furacão foi condenado a ceder 4.226,94 metros quadrados da área administrativa da Arena da Baixada para a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.
O clube terá 30 dias para cumprir a decisão desde a data em que for intimado, o que deve ocorrer nos próximos dias, entregando o espaço em condições de uso. Passado esse período, foi fixada uma multa diária de R$ 1,5 mil pela juíza Patrícia Almeida Gomes Bergonse caso o clube se recuse a cumprir a determinação.
Quando prefeitura, governo do estado e Atlético assinaram o acordo tripartite em 2010 para a reforma do estádio visando à Copa do Mundo, a cessão desse espaço por cinco anos para a prefeitura após o Mundial estava prevista em contrato. Com a recusa do Atlético em executar o compromisso, o município recorreu aos tribunais.
Na decisão judicial, está discriminado que a “área administrativa” corresponde a 8.453,88 metros quadrados, sendo metade destinada à prefeitura. Segundo o procurador geral da cidade, Joel Macedo Neto, essa área total inclui o que foi chamado de “prédio da imprensa”, ao lado do estádio, e parte da frente da Arena, que também é usada de forma administrativa.
“O município cumpriu as obrigações no convênio e está recorrendo ao judiciário para que a outra parte cumpra com as suas obrigações”, resumiu o procurador, referindo-se à remessa de potencial construtivo e às desapropriações feitas pela cidade para a Copa do Mundo.
No processo, o Atlético primeiro alegou que a sede administrativa localizava-se na Rua Petit Carneio na época em que o acordo foi selado. Esse local teria uma área de apenas 1.186 metros quadrados. Mais tarde, o clube se defendeu afirmando que a parte administrativa havia sido passada para o CT do Caju e que cederia espaço para que a secretaria municipal fosse instalada naquele espaço. As duas alegações foram rechaçadas pela justiça.
Assim que receber a notificação, o clube terá 10 dias para recorrer. Porém, o prazo inicial de 30 dias para que a decisão seja acatada só será interrompido em caso de manifestação da justiça nesse sentido.
Desapropriações
No outro processo da prefeitura contra o Atlético, a cidade cobra as desapropriações em torno do estádio para a ampliação da Arena. O valor inicial de R$ 14 milhões, corrigido, já está em R$ 17 milhões. No entanto, ainda não existe nenhuma decisão no judiciário sobre o assunto.

Richa libera R$ 13,3 milhões para obras em estradas rurais


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A retomada dos investimentos, como resultado do ajuste fiscal do Estado, foi a tônica do pronunciamento feito pelo governador Beto Richa, nesta terça-feira (7), na solenidade em que liberou mais R$ 13,3 milhões para 55 municípios aplicarem em obras de pavimentação de estradas rurais com pedras irregulares. Os recursos são da segunda etapa do projeto Caminho das Pedras.
Muitos municípios concluíram as obras previstas na primeira fase, mas diversos tiveram de suspender por causa das dificuldades financeiras do Estado e, agora, irão retomar os trabalhos. “Agradeço a parceria e a compreensão dos prefeitos”, disse o governador. “O pior momento passou”, afirmou.
Richa mencionou as medidas para aumentar a arrecadação, como o alinhamento das alíquotas do impostos, e para reduzir as despesas do Estado, com corte de comissionados e redução de secretarias, e ressaltou que sabia do custo político do ajuste. “Optei pelo interesse dos paranaenses e já começamos a colher os resultados”, disse ele no encontro com os prefeitos.
Richa disse que nos primeiros seis meses de 2015, as transferências do Estado aos municípios, na parte que lhes cabe do ICMS e IPVA, somaram R$ 4,2 bilhões. “Certamente um alívio nestes tempos de queda nos repasses do Governo Federal”, afirmou.
Além disso, só nos últimos dias, o governo repassou 137 novas ambulâncias às prefeituras, Siates e Samus; autorizou financiamentos para obras e compra de equipamentos para 15 municípios (R$ 12,7 milhões); financiamento para Curitiba (R$ 16,7 milhões) e mais de 4,4 mil bolsas para pesquisa e extensão (R$ 32,7 milhões).
50 MIL FAMÍLIAS – Iniciado no ano passado, o projeto Caminho das Pedras apoia, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, 93 municípios para pavimentação de estradas rurais com pedras irregulares. O projeto prevê R$ 108,5 milhões para calçamento de 637 quilômetros de estradas rurais (304 trechos), beneficiando mais de 50 mil famílias. Já foram liberados R$ 31,5 milhões para 88 trechos.
O secretário Norberto Ortigara ressaltou que está sendo cumprido o compromisso do governador Beto Richa de retomar o pagamento de obras, assim que melhorasse a situação financeira do governo do Estado.“Por causa das dificuldades, alguns municípios suspenderam as obras da primeira etapa. Com a liberação dos R$ 13,3 milhões, eles poderão retomar os trabalhos”, explicou.
TRANSPORTE E PRODUÇÃO - O projeto Caminho das Pedras faz parte do programa Estradas da Integração, que tem outras várias ações para recuperação e adequação de estradas rurais. “São iniciativas que buscam solução duradoura para as estradas rurais, para facilitar a vida das comunidades, que ganham em segurança no transporte escolar, redução de perdas no escoamento da produção e acesso à saúde, lazere outros serviços prestados nas cidades”, disse Ortigara.
O Estado conta com 110 mil quilômetros de estradas rurais. Através do programa Estradas da Integração, o governo estadual repassa recursos para as prefeituras comprarem óleo diesel (para máquinas que fazem a adequação das estradas), repassou máquinas das Patrulhas do Campo e, na terceira linha de ação, repassa recursos para pavimentação de trechos de estradas, executada pela Secretaria da Infraestrutura e Logística e pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
À Secretaria da Agricultura cabe a pavimentação de estradas rurais com pedras irregulares. A Secretaria da Infraestrutura se responsabiliza pela pavimentação de trechos de estradas rurais com pedras sextavadas, outra tecnologia utilizada principalmente em regiões de solo mais arenoso.
PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, a secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social; o secretário chefe da Casa Civil; Eduardo Sciarra, e o secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, os deputados estaduais Tiago Amaral, Cobra Repórter, Plauto Miró, Artagão Júnior, Alexandre Curi, Guto Silva, Elio Rusch, Schiavinato e Wilmar Reichembach.

Pão de Açúcar conclui que Palocci e Thomas Bastos receberam sem prestar serviços


Em comunicado ao mercado, empresa informa que auditoria interna não encontrou comprovantes de que ex-ministros fizeram algo em troca de R$ 8 milhões em pagamentos

REDAÇÃO ÉPOCA
07/07/2015 - 20h57 - Atualizado 07/07/2015 21h04
Grupo Pão de Açúcar informou nesta terça-feira (8) ao mercado que não encontrou confirmação de serviços prestados para pagamentos de R$ 8 milhões feitos ao advogado Márcio Thomas Bastos e ao ex-ministro Antonio Palocci. Desse total, R$ 5,5 milhões foram pagos à empresa Projeto, de Palocci, quando ele coordenava a campanha da petista Dilma Rousseff em 2010, conforme revelou ÉPOCA. “Não foram encontradas evidências da prestação dos serviços correspondentes aos demais pagamentos, nem contratos de prestação de serviços que os amparassem”, disse a empresa, em comunicado sobre os pagamentos a Thomas Bastos, ex-ministro da Justiça, morto em novembro 2014. Além dos R$ 5,5 milhões pagos a Palocci, não há registro do que Bastos fez com os R$ 2,5 milhões restantes.
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Antonio Palocci (Foto: Lula Marques/Folhapress)
Sobre Palocci, a auditoria do Pão de Açúcar afirmou que também não foram “identificados pagamentos à firma contratada nem serviços prestados, resultantes desse ou de qualquer outro contrato”. Vale ressaltar que, em documento enviado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), na véspera da aquisição das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar, a empresa informou os nomes de dezenas de pessoas e empresas que participavam da negociação. Nessa lista, não constava o nome de Palocci e de sua consultoria, a Projeto.
A investigação interna do grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país, foi constituída para rastrear a origem de pagamentos feitos a Thomaz Bastos e a Projeto depois que reportagem de ÉPOCA revelou que Palocci justificara com algumas consultorias fantasmas o recebimento de milhões de reais. Os repasses ao petista ocorreram, principalmente, enquanto ele era deputado federal e coordenava a campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2010.
Segundo relatório do comitê de auditoria da empresa, obtido por ÉPOCA, não há registro de consultoria dada por Palocci, nem qualquer material produzido por ele. A transferência de recursos do caixa do Pão de Açúcar para a Projeto Consultoria, do ex-ministro da Casa Civil, foi intermediada pelo escritório de advocacia do criminalista Márcio Thomaz Bastos  – que embolsou, ao todo, R$ 8 milhões da companhia por meio de um acordo informal, sem contrato.
Palocci é investigado num processo do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal no Distrito Federal, que apura suspeitas de improbidade administrativa. Para checar a denúncia de pagamentos irregulares, o comitê de auditoria do Pão de Açúcar, formado por sete executivos e três advogados, analisou durante cerca de 70 dias documentos, contratos, notas fiscais, e-mails e manuscritos de diversas áreas da empresa, datados de 2009 a 2012. Essa investigação se estendeu não só às relações comerciais com a empresa de Palocci e o escritório de Márcio Thomaz Bastos, mas também à subsidiária Pão de Açúcar Publicidade, à consultoria de fusões e aquisições Estáter e à Península Participações, de Abilio Diniz, controlador da companhia no período em que foram feitos os pagamentos aos ex-ministros.
Nessa varredura, a auditoria do Pão de Açúcar identificou apenas um contrato assinado com Palocci.Com data de 9 de fevereiro de 2009, previa ajuda na compra de uma “companhia alvo”. Esse acordo valeria até agosto daquele ano. Porém, nenhum pagamento ou serviços foram identificados.
O Pão de Açúcar só iniciou as negociações para adquirir a Casas Bahia dois meses após o término do suposto contrato com Palocci. A fusão foi anunciada para o mercado em 4 de dezembro de 2009. Quatro dias depois, Palocci recebeu R$ 500.000 do Pão de Açúcar, intermediado por Márcio Thomaz Bastos. Outros R$ 5 milhões foram pagos em 2010, quando Palocci coordenava a campanha de Dilma.
Em sua defesa, o ex-ministro da Casa Civil alega que foi contratado pelo seu colega MTB no final de 2009 para assessorar o Pão de Açúcar na renegociação da associação com a Casas Bahia.  No entanto, os dois controladores só passaram a discutir as suas relações no início de 2010 – e chegaram a uma solução consensual em julho de 2010. Mesmo assim, Palocci continuou recebendo recursos do grupo varejista até dezembro de 2010, repassados por Márcio Thomaz Bastos.
No auge da campanha que elegeu a presidente Dilma Rousseff, em 4 outubro de 2010, o ex-ministro embolsou R$ 500 mil. Após a confirmação de seu nome na Casa Civil, recebeu mais R$ 2 milhões do Pão de Açúcar. Num manuscrito encontrado pelos auditores, está uma ata de uma reunião realizada em agosto de 2011 entre Abilio e MTB. Naquela época, o MPF investigava Palocci por suspeita de tráfico de influência e improbidade administrativa após revelação feita pelo jornal Folha de S.Paulo de que o então ministro da Casa Civil multiplicara o seu patrimônio prestando consultorias. Os investigadores haviam notificado o Pão de Açúcar, pedindo explicações.
No documento, ao lado da anotação “Ponto de preocupação de MTB comentado c/AB (Abilio Diniz) na reunião de 2ª feira”, está escrito: “Antecipação de pagtos”. O criminalista estava receoso de que o MPF questionasse o motivo do pagamento antecipado feito a Palocci em dezembro de 2009. Esse poderia ser o principal ponto de fragilidade da defesa.
Em sua conclusão, anunciada para o mercado o comitê especial de investigação instaurado pelo Pão de Açúcar reconhece que fez pagamentos de R$ 8 milhões para MTB entre janeiro de 2010 e  maio de 2011 sem qualquer contrato por escrito ou prova de serviços prestados pelo criminalista.
A companhia ressaltou que não encontrou indícios de pagamentos efetuados diretamente a Palocci ou mesmo de qualquer serviço prestado pelo ex-ministro, conforme antecipado por ÉPOCA.
Com base em matéria publicada por ÉPOCA, o Ministério Público Federal no Distrito federal enviou recentemente um ofício ao Pão de Açúcar, pedindo acesso aos relatórios e aos documentos analisados pelo comitê de auditoria. As informações da empresa deverão ser fornecidas nas próximas semanas – para o desespero de Palocci.

Policial de UPP morto quando se preparava para deixar o trabalho será enterrado nesta terça


O soldado Alex Amâncio estava na UPP havia apenas seis meses Foto: Reprodução do Facebook
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O soldado da Polícia Militar Alex Amâncio, de 34 anos, morto com um tiro na cabeça quando se preparava para deixar o trabalho, na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Andaraí, no bairro de mesmo nome na Zona Norte do Rio - faltavam apenas dez minutos para terminar o turno dele -, será enterrado nesta terça-feira. O sepultamento será às 15h30m no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste da cidade. Alex foi o 27º PM morto este ano no Rio, entre homens em serviço e de folga.
Na mesma ocasião em que Alex foi baleado, outro PM também ficou ferido. Identificado apenas como soldado Barbosa, ele foi atingido por estilhaços no rosto e submetido a uma cirurgia no Hospital federal do Andaraí. O PM já foi liberado. O confronto ocorreu na localidade conhecida como Cruzeiro. A equipe de policiais passava a pé pelo local quando virou alvo de tiros. Os bandidos estariam escondidos atrás de uma pedra.
Dois suspeitos de terem atirado contra os agentes foram detidos e levados para a Divisão de Homicídios (DH), que investiga o assassinato do soldado. Ambos foram liberados após prestar depoimento.
Alex entrou para a PM há cinco anos. Na UPP, ele estava havia apenas seis meses. Antes disso, trabalhava no Batalhão de Choque (BPChq). O soldado era casado e tinha uma filha de 3 anos.

Operação à procura de suspeitos

Em nota, a assessoria de imprensa das UPPs informou que a PM faz uma operação no Morro do Andaraí na manhã desta terça: "Policiais que integram o Comando de Operações Especiais (COE) - Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e Batalhão de Ações com Cães (BAC) - e da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Andaraí realizam operação na comunidade na manhã dessa terça-feira. Até o momento não há informações sobre prisões e apreensões".


Casal encontra boleto com dinheiro e paga a conta; caso ganha repercussão na web


O ato de honestidade do casal Cleiton e Geiza surpreendeu diversos usuários do Facebook
O ato de honestidade do casal Cleiton e Geiza surpreendeu diversos usuários do Facebook Foto: Reprodução / Facebook
Thais Carreiro

Quando o administrador de restaurante Cleiton Tavares, de 30 anos, publicou em seu Facebook a foto de uma conta que encontrou na rua e pagou com o dinheiro que estava junto dela, não imaginava que a repercussão seria tão grande. A atitude, que para ele e a mulher não deveria ser excepcional, se tornou viral no Facebook, chegando a 25 mil compartilhamentos, 5 mil comentários e 21 mil curtidas em apenas quatro dias.
— A gente está meio assustado com a repercussão de uma coisa que deveria ser normal, não é? — questionou Cleiton em entrevista ao EXTRA.
Tudo começou quando o casal saía do restaurante que administra, em Camaçari, na Bahia, no último sábado. Cleiton encontrou um envelope no chão e, ao abrir, teve uma surpresa: R$ 220 reais, em dinheiro, estavam embrulhados no papel.
— Quando eu vi a grana eu tive um susto. Pensei “Po, a gente achou uma grana, velho!” e fui botando no bolso. Só que depois eu fui olhar o papel onde estava o dinheiro e vi que era um boleto de pagamento. Foi aí que mudou tudo — contou.
O boleto era uma conta de luz no valor de R$ 218. Com o nome da pessoa e o endereço em mãos, Cleiton pensou em devolver a conta ao dono. Mas a mulher dele teve uma ideia melhor: pagar a conta e já devolver o boleto quitado.
— No primeiro momento, eu tinha pensado em ir devolver a conta. Minha esposa, que foi a cabeça de tudo, e deu a ideia de ir logo pagar a conta. Já que está com a conta e dinheiro, por que não? E eu acho que foi isso que mais chamou atenção nas redes sociais. Até eu me surpreendi na hora que minha esposa deu a ideia. A gente aprendeu que, se tivesse achado só a grana, não ia ter como a gente colocar um alto-falante e dizer “quem perdeu esse dinheiro?”, porque não ia aparecer o dono, mas várias pessoas querendo se beneficiar, certo? Então, como estava com o boleto e minha esposa falou “vamos pagar o boleto”. A gente foi na lotérica próxima ao restaurante, no sábado mesmo, para efetuar o pagamento e não ficar com esse dinheiro em mãos no domingo e não cair em tentação — brincou ele.
Antes de ir até a casa da pessoa devolver o boleto, Cleiton publicou uma foto da conta no Facebook pedindo que quem a conhecesse pudesse avisá-la sobre o pagamento da conta. Como não teve resposta e o dono da conta não tinha redes sociais, o casal resolveu ir no dia seguinte entregar o boleto com o recibo em mãos.
A foto da conta paga com o recibo foi compartilhada quase 25 mil vezes até o fechamento desta matéria
A foto da conta paga com o recibo foi compartilhada quase 25 mil vezes até o fechamento desta matéria Foto: Reprodução / Facebook
A dona da conta, uma senhora que, segundo ele, preferiu não se identificada, também ficou surpresa com a atitude do casal:
— Ela [a dona da conta] disse que percebeu que tinha perdido a conta quando chegou em casa, então ela ficou bem surpresa quando fomos lá. Ela não imaginava, quando você recebe a notícia de que perdeu algo e aí, do nada, aparece uma pessoa te dizendo “cara, eu estou aqui, achei a tua grana e paguei a sua conta” — contou Cleiton.
A maioria dos comentários da imagem, compartilhada no último sábado, elogiavam a atitude do casal.
A maioria dos comentários da imagem, compartilhada no último sábado, elogiavam a atitude do casal. Foto: Reprodução / Facebook
Sem graça, o administrador diz que não está muito à vontade dando entrevistas, mas acredita que é importante inspirar as pessoas com boas atitudes e que leve outras pessoas se inspirem a praticar mais a honestidade:
— Eu não queria dar entrevista porque, para mim, isso deveria ser uma coisa normal. Só que a honestidade, que teria que ser uma questão social para todos, não está sendo. Mesmo que precisasse da grana naquele momento, estaria sendo desonesto. Acabou que de certa forma, seguimos o nosso ensinamento e a vida que a levamos, como cristãos e por temos uma banda de reggae fazendo músicas sobre amar o próximo, fazer o bem sem olhar a quem. Imaginamos que toda essa repercussão está valendo a pena, porque está plantando uma semente no coração das pessoas. Que esse caso de honestidade acabe tocando no coração das pessoas e, quem sabe, a gente não consegue uma mudança de conteúdo e de caráter? Eu acho que ninguém nasce mau-caráter. A situação, o sistema e o dia a dia é que deixam as pessoas rancorosas. Então é essa a ideia. — conclui Cleiton.


Coaf diz que informou à Lava Jato movimentação suspeita de R$ 51,9 bi


Segundo presidente do órgão, foram enviados 267 relatórios à PF.
Antônio Gustavo Rodrigues falou à CPI da Petrobras sobre atuação do Coaf.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
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O presidente do Coaf, Antonio Rodrigues, durante depoimento à CPI (Foto: Nathalia Passarinho/G1)O presidente do Coaf, Antonio Rodrigues (dir.), durante depoimento à CPI (Foto: Nathalia Passarinho/G1)
O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (7), em depoimento à CPI da Petrobras, que desde a deflagração da Operação Lava Jato o órgão enviou à Polícia Federal 267 relatórios com detalhes sobre movimentações suspeitas que totalizam R$ 51,9 bilhões. Segundo ele, foram citadas 27.579 pessoas físicas e jurídicas nessas comunicações à PF.
O presidente do Coaf destacou, porém, que o fato de as operações serem suspeitas não significa que sejam irregulares e que nem todas as pessoas citadas estão, de fato, envolvidas no esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. O envolvimento dos suspeitos e as possíveis ilegalidades cometidas precisam ser comprovadas pela polícia e o Ministério Público Federal.
“A cada comunicação é atribuído um valor pelo comunicante. Das comunicações envolvidas nos 267 relatórios há 8.918 operações financeiras, relacionando  27.579 pessoas, num valor de R$ 51,9 bilhões”, relatou Antônio Rodrigues à comissão parlamentar de inquérito criada para apurar o esquema de pagamento de propina na Petrobras.
O presidente do Coaf informou ainda que a primeira atuação do órgão de controle financeiro nas denúncias apuradas pela Operação Lava Jato ocorreu em 2011, três anos antes de a Polícia Federal deflagrar a investigação. 

“Essa atuação se dá a partir do encaminhamento de um relatório para Polícia Federal e Ministério Público Federal e indicava movimentações suspeitas de postos de gasolina e de algumas empresas, com repasses ao exterior. A partir desse relatório, a polícia iniciou as investigações”, disse.
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Ele destacou que o Coaf atua como órgão de inteligência e tem o papel de analisar comunicações de transações suspeitas enviadas pelos bancos, para verificar se há ou não verdadeiros indícios de irregularidades. “O Coaf não tem poder de requisitar informações. Seu trabalho é em cima das comunicações suspeitas. A partir da análise, ele produz relatório e encaminha para as autoridades.”
Segundo Antônio Rodrigues, desde o início da Operação Lava Jato, Polícia Federal e Coaf têm atuado em conjunto na identificação de suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

“A partir do momento em que a PF vai identificando novos alvos, ela encaminha para o Coaf. E nós pesquisamos nas nossas bases de dados se existem registros dessa pessoa. Às vezes encontramos relação dessas pessoas com outras pessoas e empresas. O Coaf em si não investiga. O papel principal é alertar para as situações que vão ocorrendo”, explicou.
 (veja vídeo)