Motorista sem habilitação atinge moto com mãe e filha de 15 anos, que morre


Acidente aconteceu na BR-356, em São João, no RJ.
Condutor vai responder por omissão de socorro e homicídio culposo.

Dulcides NettoDo G1 Norte Fluminense
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Fernanda Meirelles morreu em um acidente na BR-356, em São João da Barra (Foto: Reprodução/Inter TV)Fernanda Meirelles morreu em um acidente na BR-356, em São João da Barra (Foto: Reprodução/Inter TV)
Um acidente de moto deixou uma estudante de 15 anos morta e a mãe gravemente ferida na noite desta quinta-feira (9) na BR-356, em São João da Barra, no Norte Fluminense. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, Fernanda Meirelles estava na garupa e a mãe dela, Luciana Gomes Meirelles, de 43 anos, conduzia a moto Honda Biz quando as duas foram atingidas na traseira por uma caminhonete S-10. A jovem morreu no local e a mãe foi encaminhada para o CTI do Hospital Ferreira Machado (HFM). O motorista da pick-up, que seria de Atafona, fugiu sem prestar socorro, mas foi encontrado posteriormente.
Acidente ocorreu na BR-356, próximo ao Instituto Federal Fluminense (Foto: Renato Timotheo/Parahybano)Acidente ocorreu na BR-356, próximo ao IFF
(Foto: Renato Timotheo/Parahybano)
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a colisão ocorreu por volta das 21h20, nas proximidades do Instituto Federal Fluminense (IFF), onde a adolescente estudava. O hospital informou que a mãe da jovem teve fratura TC 12 (lesão na coluna lombar), seis costelas fraturadas e pneumotórax.
Segundo informações da Polícia Civil, o motorista foi autuado e será encaminhado para a Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, em Campos. Ele vai responder pelos crimes de omissão de socorro, homicídio culposo, lesão corporal culposa e por dirigir o veículo sem habilitação.
Estudantes protestam
Por conta do acidente, na manhã desta sexta-feira (10), estudantes do Instituto Federal Fluminense (IFF) fizeram uma manifestação pedindo mais segurança na rodovia (vídeo ao lado). 

A Polícia Rodoviária Federal informou que a fiscalização é constante na rodovia, principalmente em trechos onde não existem radares eletrônicos de velocidade. Já o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) informou que mantém vários equipamentos de controle de velocidade, inclusive no Km 182, próximo ao local do acidente. 

Namorada está grávida de três meses, diz mãe de linchado no MA


'Não deu tempo nem de ele me contar', diz Maria Gonçalves, de 51 anos.
Pais de Cledenilson da Silva, 29, falaram com o G1 nesta sexta-feira (10).

João Ricardo Barbosa e Clarissa CarramiloDo G1 MA
Cledenilson da Silva, 29, foi despido, amarrado e linchado em São Luís (Foto: Biné Morais / O Estado)Cledenilson da Silva, 29, foi despido, amarrado e linchado em São Luís (Foto: Biné Morais / O Estado)
A história de Cledenilson Pereira da Silva, de 29 anos, linchado após tentar assaltar um bar em São Luís, mostra que a vítima era pobre, usuário de drogas, desempregado, não possuía passagens pela polícia e provavelmente seria pai no fim deste ano. O perfil, semelhante ao de muitos brasileiros, foi revelado pela mãe adotiva Maria José Gonçalves, de 51 anos, entrevistada pelo G1 nesta sexta-feira (10).
As pessoas que fizeram isso com ele, se não forem presas, não estarão desafiando a mim, mas sim à polícia, pois matar como mataram e não serem punidos não pode"
Maria José, 51, mãe da vítima
"No velório, vi uma menina chorando bastante e perguntei quem era. Era a namorada dele. Foi aí que fiquei sabendo que ela está grávida de três meses do meu filho", declarou emocionada a mãe.
Nesta manhã, Maria José e o pai Antônio Pereira da Silva, 53, foram à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) para prestar depoimento sobre o caso. Segundo eles, dias antes de morrer, o filho, que só tinha estudado até a 8ª série, havia comentado sobre concluir os estudos para iniciar um curso profissionalizante. Comentou ainda que tinha interesse em alugar uma casa para morar com uma namorada.
"Teve um dia que ele chegou muito feliz em casa e eu sem entender nada. Só me falou dos planos que tinha. Não deu tempo nem de ele me contar a novidade [que seria pai]", lamentou.
Mãe de cinco filhos, Maria José disse que apenas Cledenilson não era biológico, o que não passava de um detalhe na família que mora no João de Deus, próximo ao Jardim São Cristóvão, onde tudo aconteceu - bairro considerado o 6º bairro mais violento da Região Metropolitana, segundo o Centro de Apoio Operacional do Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público do Maranhão.
"Todos eram tratados de forma igual e se davam muito bem. Lá em casa, ele morava comigo, meu marido (pai biológico) e mais um irmão (26 anos). Veio morar comigo quando tinha 13 anos quando conheci o pai dele. O Cledenilson nunca conheceu a mãe biológica, mas isso nunca foi problema, pois ele sempre dizia que a mãe verdadeira dele era eu", contou.
Maria José Gonçalves, 51, mãe de Cledenilson, linchado no MA (Foto: João Ricardo Barbosa / G1)Maria José Gonçalves, 51, mãe de Cledenilson,
linchado no MA (Foto: João Ricardo Barbosa / G1)
Ficha limpa
A mãe desconhece o envolvimento do filho em roubos anteriores, mas confirma que ele era usuário de drogas desde os 16 anos. Cledenilson trabalhava em oficinas mecânicas, mas ultimamente estava fora do mercado de trabalho. Ao G1, o delegado Claudio Barros afirmou que a vítima não possuía passagens pela polícia.
"Ele não chegava com nada roubado em casa e nem roubava nada de casa. Ele era calmo. Sabia que ele fumava, mas ele chegava em casa e ia dormir. Comigo, com o pai e com os irmãos ele sempre foi tranquilo. Garanto como ele era em casa, mas infelizmente não sei como era na rua com as companhias", disse.
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Ela não acredita que a arma de fogo estava com o filho e também diz que não conhecer o adolescente de 16 anos que o acompanhava na tentativa de assalto. A mãe chegou a ir à rua onde tudo aconteceu, viu o poste no qual o filho foi amarrado e desabafou quanto ao crime.
"Não acreditei que fizeram isso com ele ali. Tantas casas e lojas e ninguém fez nada para evitar. Quem fez isso com meu filho deve pagar. Se ele realmente tentou roubar ou até mesmo se ele tivesse matado alguém, nem assim deveriam fazer o que fizeram, pois a Justiça existe para isso. Deveriam segurá-lo e entregar para à polícia. As pessoas que fizeram isso com ele, se não forem presas, não estarão desafiando a mim, mas sim à polícia, pois matar como mataram e não serem punidos, não pode", pediu.
Suspeito de tentar assaltar bar é linchado no Jd. São Cristóvão, em São Luís (Foto: Biné Morais / O Estado)Local do crime, Jd. São Cristóvão, em São Luís
(Foto: Biné Morais / O Estado)
Rotina violenta
Maria José conta que, no Natal de 2012, o filho se envolveu em uma briga por ter negado um cigarro a um vizinho. Na oportunidade, ele sofreu um corte profundo de faca no pescoço. Ela já perdeu outro filho, morto a tiros no João de Deus após tentar apartar uma briga. Outras duas filhas casaram - uma mora em São Luís e a outra está no Rio de Janeiro.
O irmão de Cledenilson que ainda mora com os pais também tem envolvimento com drogas. Segundo a mãe, ele está muito angustiado. "Meu sofrimento é maior, pois tenho que me acalmar e fazer o meu outro filho não ficar mais furioso ainda. Eles eram muito unidos. Faziam quase tudo juntos", revela.
Maria Gonçalves trabalhava em um restaurante em Arari, no interior do Maranhão. Ela passava 15 dias longe de casa e monitorava os filhos por ligações telefônicas. Depois da morte do filho, ela diz não ter mais vontade nem de trabalhar e, por isso, não retornou ao emprego. O pai é funcionário em uma empresa em São Luís e tenta seguir a rotina. A renda mensal na casa gira em torno de R$ 1.300,00.
Autores identificados
Segundo o delegado Cláudio Barros, as investigações estão avançadas. Ele informou nesta sexta que a polícia deve indiciar entre quatro e cinco pessoas como executores do linchamento e garantiu que todos os que tiveram participação direta ou indireta, incitando o crime, responderão na medida dos atos praticados.
Além dos pais e do adolescente apreendido, a Polícia Civil já ouviu alguns suspeitos e testemunhas. O prazo para concluir as investigações é de 30 dias, mas o delegado acredita que o inquérito será concluído antes disso.
O bar que foi alvo da tentativa de assalto continua fechado.

Ex-mulher de morto no metrô do Rio diz que filha 'chorou muito'

Segundo a polícia, ele foi vítima de um latrocínio, roubo seguido de morte.
'Eu liguei e contei o que aconteceu para a minha filha', diz Mônica Cotta.

Cristina Boeckel e Marcelo ElizardoDo G1 Rio
A ex-mulher de Alexandre Oliveira, morto durante um latrocínio (roubo seguido de morte) na Estação Uruguaiana do metrô na tarde desta sexta-feira (10), afirmou na 6ª DP (Cidade Nova) que a filha do ex-casal chorou muito ao saber da morte do pai. A jovem, de 24 anos, soube do ocorrido por intermédio dela. "Eu liguei e contei o que aconteceu para a minha filha e ela chorou muito", disse Mônica dos Santos Cotta.(VEJA VÍDEO)
Mônica contou que tinha uma relação amistosa com Alexandre. Ela chegou a ir até o local do crime e se assustou com o cenário que viu na Uruguaiana. "As pessoas me falaram o que tinha acontecido e todas as características batiam com as dele. Eu achei que ele tinha somente levado um tiro, mas cheguei lá e ele estava morto", contou. Segundo Mônica, Alexandre Oliveira era office boy há 30 anos.

Almir Álvaro, que trabalha como gari, era amigo de Alexandre, e contou que ele era uma pessoa sem inimigos. "Ele era alegre, pacífico. Uma pessoa fácil de conviver."
De acordo com o amigo, Alexandre era nascido e criado no Morro de São Carlos, gostava de samba e de frequentar as festas no Alzirão, famoso point da Tijuca, na Zona Norte da cidade.

Alexandre trabalhava em uma cooperativa de serviços gerais no Méier, na Zona Norte. Ele seguia de volta para o trabalho quando foi assassinado.
Homem é baleado dentro do Metrô Uruguaiana (Foto: Gerson Cardoso/ Watsapp)Homem é baleado dentro do Metrô Uruguaiana (Foto: Gerson Cardoso/ Watsapp)
Ele transportava dinheiro, diz cunhada
Alexandre Oliveira transportava o dinheiro do pagamento dos funcionários da cooperativa onde trabalha quando foi assaltado. Ele já havia sofrido uma tentativa de assalto, também no Centro, em 2014, mas a escolta que o acompanhava impediu o roubo. Desta vez, ele não estava acompanhado de seguranças, porque, segundo a família, a escolta acompanhava outro funcionário.
"Eu achei um absurdo fazer isso com ele. Se não tem escolta para todos os funcionários não faz ele sair para pegar dinheiro", reclamou Rosilene Santos da Silva, cunhada de Alexandre. Segundo ela, a vítima já trabalhava na empresa há 5 anos.

Entenda o caso
Alexandre morreu após ser baleado na Estação Uruguaiana do Metrô, no Centro do Rio, no início da tarde desta sexta-feira. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de uma "saidinha de banco", assalto cometido após saque bancário.

Segundo a polícia, ele foi vítima de latrocínio – roubo seguido de morte. Depois de ferido, ele foi socorrido por funcionários do metrô e guardas municipais. O outro usuário, que ficou ferido na perna, é Diogo P. Muinhos, de 34 anos
. As câmeras de segurança da estação filmaram a ação e as imagens foram repassadas à polícia.
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Inicialmente, quem assumiu a investigação foi aDelegacia de Repressão a Crimes Contra Propriedade Imaterial (DRCPIM). A titular da unidade, Valéria Aragão, coordenava uma ação no camelódromo que fica em cima da estação de metrô quando ouviu três disparos. A vítima teria sido seguida por dois criminosos.
De acordo com o delegado chefe do departamento de Homicídios, Rivaldo Barbosa, a princípio, a vítima não reagiu. "Não houve troca de tiros e a vítima foi atingida por trás. Ainda não é possível saber se ele estava acompanhado de algum segurança. Não houve reação, apenas o reflexo de segurar a mochila." A dupla teria levado a mochila da vítima. Há três dias, uma mulher foi baleada após sair de um banco em Ipanema, na Zona Sul.
Estação Uruguaiana foi fechada após homem ser baleado (Foto: Cristina Boeckel/G1)Estação Uruguaiana foi fechada após homem ser
baleado (Foto: Cristina Boeckel/G1)
Segundo testemunhas, por volta das 12h57, a vítima foi abordada pelos assaltantes. Depois dos tiros, os criminosos fugiram com a bolsa da vítima. O comerciante Adilson Júnior de Souza disse ao G1 que estava na fila para comprar bilhete no momento do crime.

"Dois homens chegaram e deram os tiros. Houve uma correria danada. Logo a polícia chegou porque tem mais de 200 policiais aqui na Uruguaiana fazendo operação", disse ele.
A estação foi fechada após a ocorrência policial. O metrô, entretanto, está funcionando normalmente nas outras estações. Por volta das 14h, a Divisão de Homicídios (DH) chegou ao local.
 Assaltos constantes
Pessoas que trabalham na região afirmam que a insegurança é constante. "Tem assalto aqui todo dia", disse um ambulante que preferiu não se identificar. Vilma Ferreira, ambulante que tem uma barraca de biscoitos, afirma que nos três anos em que trabalha na região nunca viu algo tão violento, mas que os casos de assaltos são constantes.
"Outro dia, vi um cara puxar  cordão as 9h da manhã. O sujeito que foi roubado chegou a cair no chão", conta a ambulante.
Homem é baleado no Metrô da Uruguaiana (Foto: Deiglison Bastos / WhatsApp)Homem é baleado no Metrô da Uruguaiana (Foto: Deiglison Bastos / WhatsApp)
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Homem é baleado no Metrô da Uruguaiana (Foto: Wandeer/WhatApp)Homem é baleado no Metrô da Uruguaiana (Foto: Wandeer/WhatApp)


Família de homem morto como em “Tropa de Elite” contesta suspeito e diz não entender crime


Por Felipe Ribeiro

A família de Adão Caetano da Cruz, assassinado como no filme “Tropa de Elite” durante a última semana, contestou na tarde desta sexta-feira (10) a versão do preso Silmar Geraldo da Cruz, que afirmou ter cometido o crime para evitar a o aliciamento das duas enteadas em uma rede de exploração sexual. O homicídio aconteceu na manhã de sexta-feira (3) em um matagal na Rua Raul Suplicy de Lacerda, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba. Silmar foi detido na segunda-feira.
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Suspeito foi preso na segunda (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)
De acordo com a sobrinha de Adão, Elisandra Silva de Souza, a vítima era incapaz de cometer uma brutalidade desta contra uma adolescente. “O está mentindo descaradamente e nós não sabemos o porque. Meu tio sempre conviveu muito bem com todo mundo e tinha adoração pelas minhas filhas, que também são adolescentes. O que ele falou é um absurdo”, disse.
O delegado Wagner Holtz Filho, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explicou que Silmar morava com a esposa e três enteados na mesma casa que Adão, em Colombo, e cometeu o crime ainda no local. “Ele afirma que cometeu o crime principalmente devido à questão envolvendo um provável estupro, mas a queima do corpo não justifica. Encontramos uma imagem muito estarrecedora e ele demonstrou apenas um pouco de arrependimento”, comentou o delegado.
Para Elisandra, o que aconteceu foi um latrocínio, uma vez que todos os pertences de Adão foram vendidos. “Ele roubou tudo para vender os pertences de alguém que sempre ajudou ele”, concluiu.
A principal hipótese trabalhada pela polícia no momento está relacionada a um desacerto de contas na venda de um veículo. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) constatou que a vítima foi baleada na cabeça antes de ser queimada. O preso também já possuía antecedentes criminais no interior do estado.
Filme
A morte de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas, que ou tinham dívidas ou falado demais, acontecia nos morros carioca da forma ‘microondas’, quando a pessoa é colocada viva dentro dos pneus que são queimados. Esse tipo de forma de agir foi relatado no filme Tropa de Elite, que conta a história do capitão Nascimento, comandante do batalhão de choque da PM do Rio de Janeiro.

GM morto em assalto tinha ONG de direitos humanos; veja imagem do suspeito


Por Marina Sequinel
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(Imagem: Reprodução)

Guarda Municipal (GM) de Curitiba divulgou, na tarde desta sexta-feira (10), imagens que mostram um dos suspeitos envolvidos na morte do guarda Roni Fernandes de Freitas, de 50 anos. Ele foi baleado na cabeça após um assalto a uma distribuidora de doces no Centro da cidade.
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Roni foi morto após assalto a uma distribuidora de doces. (Foto: Divulgação/GM)
Segundo o inspetor Frederico, da GM, Roni era uma pessoa tranquila e bem querida por todos da corporação. “Ele tinha até uma organização não governamental voltada para a área dos direitos humanos. Por isso, nós classificamos o ato como selvagem e cruel. A vida virou algo completamente fútil na mão desses marginais”, declarou ele em entrevista à Banda B.
A imagem divulgada pela GM, e gravada por câmeras de segurança da região, mostra um dos suspeitos correndo pelas ruas após o crime (assista ao vídeo abaixo). Outra foto aponta o mesmo rapaz parado do lado de fora da loja de doces. Até agora, nenhum dos dois envolvidos foram localizados pela polícia.
Segundo testemunhas, Fernandes sequer deu voz de abordagem aos suspeitos, no cruzamento da Rua André de Barros com a Lourenço Pinto. Ele passava pela calçada, próximo à distribuidora de doces, quando um dos assaltantes teria se assustado com a farda e atirado contra o guarda no rosto.
Ele chegou a ser encaminhado às pressas para o Hospital Cajuru, mas não resistiu e acabou morrendo. “Deitado no chão, ele hesitou em atirar contra os criminosos, mesmo assim, disparou pelo menos três vezes. Nós não sabemos se chegou a acertar em algum suspeito. Para nós, a morte de Roni é uma perda muito grande. Ele fazia parte da nossa família”, concluiu o inspetor.
Vídeo
Um vídeo das câmeras de segurança de uma estação-tubo da região mostra o suspeito correndo após o crime. Assista:


Situação de Dilma é mais complicada do que a de Collor, diz historiador


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da BBC:
Boris Fausto, um dos principais historiadores do Brasil, considera difícil relacionar a crise política que enfrenta a presidente Dilma Rousseff com a que derrubou João Goulart, em 1964, conforme fez neste domingo (5) o senador tucano José Serra.
Ele não vê problemas, porém, em fazer comparações com a queda, em 1992, do primeiro presidente eleito após a redemocratização do país, Fernando Collor.
Na avaliação do historiador, que declarou voto em Aécio Neves, há mais razões técnicas hoje para o impeachment de Dilma do que havia no caso de Collor, sobretudo por “problemas no Orçamento [as chamadas ‘pedaladas fiscais’] e no financiamento da sua campanha”.
“A comparação com o Collor é interessante porque, por muito menos, o Collor sofreu impeachment”, afirmou, em entrevista à BBC Brasil.
Questionado sobre a ausência de acusações diretas de corrupção contra a presidente, Fausto disse que Dilma “fez um esforço no sentido de controlar os piores aspectos da corrupção e dar um rumo para a Petrobras”. “Mas o problema é que ela está metida em toda uma instituição política da qual faz parte, não obstante suas supostas e prováveis intenções”, completou.
O historiador disse considerar que as acusações de corrupção que contribuíram para a queda de Getúlio Vargas, com seu suicídio em 1954, eram “um laguinho” diante das denúncias envolvendo a Petrobras.
A menção é uma referência à expressão “mar de lama”, popularizada na época da crise de Getúlio.

Paraná segue em frente com obras, diz Richa


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Nesta quinta-feira, 9, ao lançar a construção da Usina de Figueira, investimento de R$ 119 milhões, o governador Beto Richa (PSDB) disse que o “Paraná segue em frente” num trabalho vigoroso com planejamento e recursos para obras em todo Estado. “Num momento de grave crise nacional, estagnação da economia e forte recessão, o Paraná foi o primeiro estado a fazer a lição de casa com um ajuste fiscal e medidas de austeridade e cortes de despesas”, disse.
Segundo Richa, o Estado começa a colher os frutos das medidas e, ao longo do último mês, ele anunciou mais R$ 55,3 milhões em novos investimentos às cidades paranaenses, principalmente as do interior. “Foram R$ 13,3 milhões para estradas rurais, R$ 29 milhões para pavimentação e compra de equipamentos para 16 cidades e a entrega de 137 ambulâncias para outras 15 cidades. Só neste primeiro semestre, o Paraná já financiou R$ 200 milhões em obras para os municípios”, disse.
Richa disse que o Paraná continua avançando, o que não acontecia entre 2003-2010. “Foi um período de grande retrocesso, truculência, maus tratos, falta de planejamento, de interesse ou disposição para o trabalho. Muitos investimentos foram embora do Paraná por falta de segurança jurídica e de interesse do poder público de atrair investimentos privados para poder gerar emprego e renda para a população e desenvolvimento para todas as regiões”.
“Por exemplo, a usina de Figueira já teria sido fechada se fosse outros tempos. O atual governo fez diferente: entendeu a importância desta usina e a sua reconstrução. Mais do que isso, são investimentos que ampliam a produção de energia, garantem qualidade e também a modernização, na medida em que será uma usina ambientalmente mais correta, seguindo todas as exigências ambientais”, completou Richa.
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