'Homem de Dilma' na Eletrobras cobrou propina para a campanha de 2014, diz dono da UTC

SINTONIA – O engenheiro Valter Cardeal, diretor da Eletrobras e braço-direito da presidente no setor elétrico: conluio com o tesoureiro João Vaccari Neto em Angra 3
SINTONIA – O engenheiro Valter Cardeal, diretor da Eletrobras e braço-direito da presidente no setor elétrico: conluio com o tesoureiro João Vaccari Neto em Angra 3(Alan Marques/Folha Imagem/VEJA)
Quando era presidente, Fer­nan­do Henrique Cardoso cultivou a fama de exterminador de crises, que, dizia-­se, sempre saíam do Palácio do Planalto menores do que entravam. De Dilma Rousseff, fala-se exatamente o oposto. Centralizadora e avessa a negociações, a presidente semeou um quadro de recessão econômica e de derrotas no Congresso. Rejeitada por nove em cada dez brasileiros, ela também perde apoiadores no grupo de políticos e empresários que ditam o rumo do país. Até o ex-presidente Lula, seu mentor, lhe faz críticas cada vez mais contundentes. Com apenas seis meses de segundo mandato, Dilma está só, não exerce o poder na plenitude nem consegue mobilizar a tropa governista. De quebra, é acossada por investigações que podem destituí-la do cargo - entre elas, a Operação Lava-Jato, que esquadrinha o maior esquema de corrupção da história do país. Diante de uma conjuntura assim, a maioria dos governantes optaria por mais diálogo, sensatez e pés no chão. Dilma não. Ela reage à crise com argumentações destrambelhadas, otimismo exagerado e erros primários de avaliação. Pior: como de costume, alimenta a agenda negativa.
Na semana passada, a presidente, contrariando o mais elementar dos manuais de política, fisgou a isca dos adversários e abordou novamente em público a possibilidade de enfrentar um processo de impeachment. "Eu não vou cair, isso é moleza", desafiou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, na qual chamou setores da oposição de golpistas. A resposta foi imediata: "Tudo o que contraria o PT é golpe", ironizou o senador Aécio Neves (PSDB). Nos regimes democráticos, a destituição de um mandatário depende de provas, do aval das instituições e do apoio da opinião pública (veja a reportagem na pág. 54). Em sua defesa, Dilma alega que jamais se locupletou de dinheiro sujo. Falta a essa versão o respaldo inequívoco dos fatos. VEJA teve acesso a mais um testemunho de que propina cobrada em troca de contratos - desta vez, no setor elétrico, a menina dos olhos de Dilma - abasteceu os cofres do PT em pleno ano eleitoral. Os operadores da transação criminosa foram o onipresente João Vaccari Neto, então tesoureiro do partido, e Valter Luiz Cardeal, diretor da Eletrobras, o "homem da Dilma" na estatal e um dos poucos quadros da administração com livre acesso ao gabinete presidencial.
O relato desse novo caso de desvio de verba pública para financiar o projeto de poder petista consta do acordo de delação premiada firmado entre o engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, e o Ministério Público Federal. Num de seus depoimentos, Pessoa contou que em setembro do ano passado o consórcio Una 3 - formado por Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC Engenharia - fechou um contrato para tocar parte das obras da Usina de Angra 3. A assinatura do contrato, estimado em 2,9 bilhões de reais, foi precedida de uma intensa negociação. A Eletrobras pediu um desconto de 10% no valor cobrado pelo consórcio, que aceitou um abatimento de 6%. A diferença não resultou em economia para os cofres públicos. Pelo contrário, aguçou o apetite dos petistas. Tão logo formalizado o desconto de 6%, Cardeal chamou executivos do consórcio Una 3 para uma conversa que fugiu aos esperados padrões técnicos do setor elétrico. Faltava pouco para o primeiro turno da sucessão presidencial. O "homem da Dilma" foi curto e grosso: as empresas deveriam doar ao PT a diferença entre o desconto pedido pela Eletrobras e o desconto aceito por elas. A máquina pública era mais uma vez usada para bancar o partido em mais um engenhoso ardil para esconder a fraude.
A conversa de Cardeal foi com Walmir Pinheiro, diretor financeiro da empresa, escalado para tratar dos detalhes da operação. Depois dela, Vaccari telefonou para o próprio Ricardo Pessoa e cobrou o "pixuleco". "Quando soube que a UTC havia assinado Angra 3, João Vaccari imediatamente procurou para questionar a parte que seria destinada ao PT - o que foi feito pela empresa", relatou o empreiteiro. Aos investigadores, Pessoa fez questão de ressaltar que, segundo seu executivo, foi Cardeal quem alertou Vaccari sobre a diferença de 4 pontos percentuais entre o desconto pedido pela Eletrobras e o concedido pelas construtoras. Perguntado sobre o que sabia a respeito de Cardeal, Pessoa afirmou: "É pessoa próxima da senhora presidenta da República, Dilma Rousseff".

Favela Dilma Rousseff muda de nome devido à crise econômica


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do EXTRA:
A presidente Dilma Rousseff caiu, pelo menos em uma comunidade situada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Indignados com o preço dos alimentos, as condições precárias de vida e as informações sobre corrupção, os moradores da Favela Dilma Rousseff resolveram mudar o nome da localidade.
Há três semanas o local foi renomeado provisoriamente como Favela dos Abandonados. Os moradores recolheram a placa que homenageava a presidente Dilma na entrada da favela. Na manhã de sexta-feira, 10 de julho, eles cogitavam rebatizá-la de Comunidade Joaquim Barbosa, em referência ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
— Votei na Dilma e briguei por votos na eleição. Mas, de janeiro para cá, ela está destruindo nossa classe social. O desemprego cresceu demais. Eu sou pedreiro mas ninguém contrata. A gente não consegue fazer compras — disse o presidente da Associação de Moradores, pastor Vagner Gonzaga dos Santos, de 37 anos.

Só vai ser eleito quem for muito rico, diz Delgado


Citado na delação premiada de Ricardo Pessoa, o deputado federal Júlio Delgado (PSB) defendeu nesta sexta-feira (10), em Belo Horizonte, o fim do financiamento empresarial de campanha e comentou a reforma política aprovada recentemente pela Câmara.
“Votei de novo contra o financiamento de pessoa jurídica a políticos e campanhas para acabar com essa situação nefasta. A reforma política de ontem é para a acabar com a campanha eleitoral. Só vai ser eleito quem for muito rico, por exemplo, pastor que tem igreja ou policial que tem sua corporação para apoio ou até personalidades (artistas e jogadores de futebol). Quem é deputado que não é empresário ou mesmo tem causas aleatórias, serão cada vez mais escassos”, declarou.
Ele confessou que está “quase desanimado”, mas quando encontra um projeto ou causa real para defender, “se levanta de novo”. “Estamos com ausência de liderança no país. E há uma fragilidade de poderes”, falou.
Delgado falou ainda sobre as acusações de que recebeu dinheiro caixa 2 da empreiteira UTC. Em seminário sobre modernização das relações de trabalho promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham-BH), o político reafirmou que não recebeu o montante, que foi destinado à ao diretório mineiro de seu partido para a campanha eleitoral de candidatos na eleição passada.
“Eu não estou envolvido nessa história. No pinçamento para me jogar na vala comum, tentam me acusar. Nunca fui do governo, sempre fui de oposição. Como eu conseguiria serviço para alguém? O dinheiro não foi depositado na minha conta, foi na do partido. (…) Eu não seria louco de convocar alguém na CPI da Petrobras que poderia me acusar”, desabafou, em participação no evento. Em delação premiada a investigadores da Operação Lava Jato, o presidente da UTC, Ricardo Pessoa teria entregado uma planilha à Procuradoria-Geral da República (PGR) com repasses de propina e caixa 2 que a UTC teria feito a campanhas e a políticos. Segundo a revista Veja, Delgado seria citado no documento como destinatário de R$ 150 mil.
Delgado reiterou que permanecerá na CPI até a ida de Pessoa no colegiado, que inclusive vai inquiri-lo e que pedirá licença da CPI para se defender e cumprir o que exigiu de outros citados na Operação Lava Jato: a saída da comissão. Entretanto, confessou que, se o não envolvimento dele for confirmado e ele se sentir confortável com todo o processo, ele pode voltar a continuar seu trabalho na comissão. “Não posso ser incoerente com os meus colegas parlamentares que estavam citados os quais pedi para se desligarem da CPI. Mas se nada se confirmar, vou continuar sim. Com a minha consciência tranquila, a qual já tenho”, afirmou.
Eleições 2016
Sobre as movimentações do PSB-MG para as eleições de 2016, Delgado disse que não há nada definido. “Há uma insatisfação de alguns setores de como a forma como se deu a mudança aqui do partido em MG, mas estamos vendo ainda como vai ser o processo das eleições”, disse, em relação à saída dele da presidência do diretório estadual e a entrada do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Ele lembrou que há uma decisão da executiva nacional de que o partido tem que ter candidato próprio em municípios que mais de 100 mil eleitores, o que representa cerca de 40 cidades mineiras. “Não é porque das minhas querelas com o Marcio ou com qualquer que seja, vou deixar de atender o PSB-MG. Eu tenho um compromisso com o partido”, ressaltou.
Questionado se há um interesse em se candidatar à prefeitura de Belo Horizonte, Delgado desconversou. “Eu me coloquei à disposição do partido nesse período todo, tenho esse compromisso. Se essa for a decisão do partido, estamos aí para cumprir missões partidárias”, afirmou.

Justiça autoriza a venda de 2 fazendas de delator da Receita Estadual


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Em decisão desta semana, o juiz Juliano Nanuncio autorizou a venda antecipada de duas fazendas do auditor Luiz Antonio de Souza, delator do esquema de corrupção na Receita Estadual de Londrina e investigado pelo Gaeco. Os imóveis, em Rosário do Oeste (MT), são avaliados por R$ 20 milhões pelo Ministério Público. O MP sustenta que o patrimônio do auditor é de R$ 40 milhões. As fazendas – cada uma com 1,5 mil hectares – estão em nome da mãe do auditor e sua irmã, Roseneide de Souza, que acabou presa na Operação Publicano por ser “laranja” do irmão. As informações são da Folha de Londrina.
Ao confessar crimes e entregar colegas, Souza, que está preso desde 13 de janeiro data em que foi flagrado em um motel com uma adolescente de 15 anos, também comprometeu-se a devolver parte do patrimônio obtido por meio de propina exigida de empresários. O advogado de Souza, Eduardo Duarte Ferreira, disse não poder revelar o destino do dinheiro arrecadado com a venda das fazendas. “O dinheiro já tem destinação segundo consta do acordo de delação, mas não posso dizer qual este destino”, disse.
Uma das cláusulas do acordo prevê que a entrega do valor se dará “a título de indenização/ressarcimento cível, abrangendo as sanções decorrentes de ato de improbidade, pelos danos que reconhece causados pelos diversos crimes (não só contra a administração pública, mas de lavagem de ativos, contra a dignidade sexual de vulnerável, dentre outros)”.
Segundo o advogado, a devolução de bens móveis também entrou no acordo de colaboração premiada com o MP. O advogado, porém, não revelou detalhes. “É sigiloso”, justificou. “Posso dizer que com a venda das fazendas, o Luiz Antonio conclui as obrigações financeiras previstas no acordo.”
Para deferir a antecipação da venda dos imóveis, o juiz afirmou que as investigações e as próprias declarações do auditor demonstram “a existência de indícios de proveniência ilícita dos bens em questão”. Além disso, “o requerente expõe a impossibilidade de manutenção de suas propriedades, diante da existência de severo risco de deterioração ou depreciação dos imóveis”.

Richa coloca defesa civil de prontidão no Paraná


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O governador Beto Richa (PSDB) colocou “toda a estrutura da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil do Estado em prontidão neste final de semana – e também nos dias seguintes – em face das previsões de fortes chuvas em grande parte do território paranaense neste período”.
A determinação inclui as 15 regionais do órgão e coordenadorias municipais, que atuam em parceria com as prefeituras e comunidades. Os planos de contingência previamente elaborados pelo governo estadual preveem ações emergenciais que deverão minimizar perdas e danos em casos de eventos extremos. “Para isso, a nossa gestão investiu na modernização de equipamentos meteorológicos, na capacitação profissional e no trabalho conjunto com autoridades locais”, disse Richa.

170 delegados da Polícia Federal entregam o cargo


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Aproximadamente 170 diretores regionais e setoriais da Polícia Federal entregaram seus respectivos cargos desde o início deste mês para pressionar o governo federal por melhorias na estrutura da corporação. As maiores baixas, conforme informações da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal ocorreram nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. As informações são do Congresso em Foco.
Somente em São Paulo, 18 delegados desistiram de suas respectivas funções de chefia. No Rio, foram 17 entregas de cargo. Segundo a ADPF, 468 delegados foram convidados a assumir esses cargos, mas rejeitaram a proposta também como forma de protesto contra o governo federal. “Esse é um movimento que vem crescendo a cada dia”, afirmou Marcos Leôncio Ribeiro, presidente da ADPF. Atualmente, os delegados da PF ganham uma comissão mensal de aproximadamente R$ 170 por cargos de chefia.
Os delegados de Polícia Federal reclamam que o órgão não tem equipes mínimas de investigação nas unidades, que há carência de servidores administrativos – muitos deles substituídos por mão de obra terceirizada – e que não houve regulamentação da chamada indenização por trabalho em fronteira, dois anos depois de o governo federal ter assumido esse compromisso com os policiais. Os delegados também estão insatisfeitos com a proposta do Ministério do Planejamento de reajuste salarial para a categoria da ordem de 21,3%, mas escalonado em quatro anos.
Neste primeiro momento, a entrega de cargos atingiu apenas os delegados das regionais do interior e dos Estados. A intenção é que a mobilização continue e no próximo dia 20 comece a ocorrer o desligamento voluntário de funções comissionadas também na unidade central da PF, em Brasília. Com isso, os delegados querem pressionar o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, a deixar a função caso o governo federal não melhore as condições de trabalho no órgão. Apesar da entrega de cargos, os delegados dizem que, até o momento, não houve paralisação de investigações ou demais serviços da PF.
Os delegados estão inconformados com o que eles chamam de “desvalorização da carreira”. Pelas informações da ADPF, um delegado federal de último nível ganha menos que os delegados de polícia estadual em dez estados: Amazonas, Amapá, Maranhão, Piauí, Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.
Além disso, pelas informações da Associação, os delegados da PF tinham uma remuneração equiparável ao juízes e procuradores nos anos de 1990. Atualmente, conforme a entidade, o salário de um delegado federal é semelhante ao das chamadas carreiras auxiliares da magistratura, como os técnicos judiciários, por exemplo.

As notas frias de Dilma Rousseff


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IstoÉ:
“No material encaminhado por Gilmar Mendes à PF há indícios de emissão de notas fiscais frias e ocultação de despesas. A análise das notas registradas no site do TSE indicam inconsistências, duplicação de valores e interrupção na sequência de notas emitidas. A Focal, por exemplo, emitiu duas notas fiscais com o mesmo número 1303 para duas campanhas diferentes. No caso da VTPB os problemas são mais flagrantes. A empresa diz que encomendou à gráfica Ultraprint quase a totalidade do material de propaganda. Ocorre que a Ultraprint também foi contratada diretamente pela campanha de Dilma Rousseff, o que levanta dúvidas sobre a necessidade de se pagar um intermediário”.
E também:
“Uma outra análise das notas fiscais emitidas pela VTPB reforça a impressão da existência de irregularidades. As séries das notas fiscais não são contínuas e há dezenas de notas faltando. Além disso, quando as notas anexadas ao processo de prestação de contas são cotejadas com as registradas eletronicamente no TSE, observa-se contradições importantes. Em 22 de agosto, por exemplo, a VTPB emitiu duas notas fiscais (nº 492 e nº 506) de 667,8 mil reais cada. No processo físico, porém, não existe a nota 506”.

Ministro do STF nega liminar e mantém votação que reduziu maioridade penal


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Na ação, parlamentares alegam que houve manobra regimental para aprovar o texto
BRASÍLIA – O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar ao pedido feito por 102 deputados para anular a aprovação na Câmara da proposta de emenda constitucional (PEC)que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos. De acordo com o ministro, como a proposta ainda precisa ser analisada em segundo turno pela Câmara, não há dano que justifique uma liminar suspendendo a decisão. Celso de Mello levou em consideração argumentação apresentada na sexta-feira pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que não há urgência na matéria, porque o segundo turno da votação da PEC só acontecerá no segundo semestre deste ano. A ação ainda será julgada pelo plenário do tribunal.
“Esse dado oficial permite vislumbrar a descaracterização do requisito concernente à ocorrência de qualquer dano potencial, especialmente se se considerar que o início iminente do recesso parlamentar parece efetivamente afastar a possibilidade de o procedimento ritual concluir-se de imediato na Câmara – afirma Celso de Mello em sua decisão.
As informações prestadas por Cunha, diz Mello, gozam da presunção da veracidade. O ministro afirmou ainda que não existe risco de irreversibilidade da decisão, que ainda pode ser alterada em nova votação na Câmara. Mello conclui sua decisão afirmando que, por ora, indefere o pedido dos parlamentares.
Na ação assinada por 102 deputados de 14 partidos, os parlamentares alegam que houve uma manobra regimental do presidente da Casa para aprovar o texto. Eles afirmam que a votação violou o artigo 60 da Constituição, o qual impede que uma proposta de “emenda rejeitada ou havida por prejudicada seja objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa”, que é de um ano.
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Para colocar novamente em votação a tese da redução da maioridade penal no dia seguinte a derrubada da proposta no pelnário, o presidente da Câmara e líderes partidários aliados recorreram a uma manobra regimental de votar a chamada emenda aglutinativa. Trata-se de um expediente usado para reunir trechos de outros textos apresentados durante a tramitação da proposta. A estratégia, segundo seus defensores, tem base no regimento da Câmara. Mas críticos de Cunha dizem justamente o oposto: é um recurso antirregimental usado por quem não aceita perder. O ministro Celso de Mello, porém, não se posicionou sobre a manobra regimental.
Eduardo Cunha comemorou nas redes sociais a decisão de Celso de Mello. Ele afirmou que, com a manutenção do resultado da votação da maioridade penal, prevaleceu a vontade da população.
“O questionamento feito pelos derrotados serve apenas para satisfazer os interesses políticos deles mesmos, e não da população. A decisão do STF vem apenas para confirmar isso. Não tem mais o que discutir. Continuarei lutando para que a vontade da maioria da população prevaleça” – disse em sua página no Facebook.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/ministro-do-stf-nega-liminar-mantem-votacao-que-reduziu-maioridade-penal-16735762#ixzz3fc8kSvKz
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TJ manda mãe adotiva pagar R$ 100 mil a menina devolvida a abrigo no DF


Mulher alegou 'mau comportamento' e devolveu garota 5 anos após adoção.
Indenização é por danos morais; mãe adotiva pode recorrer da decisão.

Do G1 DF
A Justiça do Distrito Federal mandou uma mulher indenizar em R$ 100 mil uma garota adotada aos 6 anos de idade e que foi devolvida ao abrigo cinco anos depois por apresentar "mau comportamento". O valor, referente a danos morais, deve ser corrigido monetariamente e acrescido de juros de mora. Cabe recurso.
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De acordo com a ação, a menina e a irmã foram encaminhadas para uma instituição assistencial depois da morte da mãe. A garota foi adotada por uma procuradora federal, atualmente com 76 anos, e levada para Salvador, na Bahia, onde ganhou um novo nome. A irmã dela foi adotada pelo filho da idosa.
Segundo o Tribunal de Justiça, a ré afirmou que adotou a menina para que ela pudesse conviver com a irmã, mas, após cinco anos de convívio, pediu a revogação da guarda alegando "comportamento rebelde" da garota. Ela afirmou que a jovem teria tentado agredir ela e a irmã e que estaria praticando pequenos atos infracionais, o que levou o filho a pedir que ela fosse retirada de casa. A mulher também disse ter idade avançada, estar doente e não ter mais condições de cuidar da garota de 12 anos.
Criança em centro de acolhimento no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)Criança em centro de acolhimento no DF
(Foto: TV Globo/Reprodução)
A defesa da menina alega que o retorno à instituição provocou prejuízos emocionais, uma vez que ela se viu rejeitada pela mulher, a quem considerava ter uma relação próxima a de mãe e filha. Ela afirma ainda que ter passado cinco anos sob a guarda da ré fez com que ela perdesse a oportunidade de ser adotada por outra família.
Decisão
O juiz da 19ª Vara Cível de Brasília julgou parcialmente procedente o pedido de danos morais, mas negou pedido de indenização por danos materiais. Para o magistrado, a mulher pode ter agido de forma "legítima e altruísta", mas agiu de forma "imprudente" ao fazer a menina acreditar que seria adotada e faria parte de uma nova família.
"O prejuízo concreto, decorrente da conduta contraditória, é a sensação de abandono, desprezo, solidão, angústia que a autora se deparou aos seus doze anos de idade; ofensa esta que, a toda evidência, dispensa qualquer espécie de prova", conclui.

Após luta e troca de tiros, homem leva arma de vigilante no PI; veja vídeo


Fato aconteceu na madrugada deste sábado (11) na cidade de União. 
Vídeo foi divulgado pela Polícia Civil e suspeito de roubo está foragido.

Patrícia AndradeDo G1 PI
Imagens gravadas pelo sistema de monitoramento de uma residência na Rua Quintino Bocaíuva, em União, Norte do Piauí, mostra o momento em que um homem encapuzado se aproxima de um vigilante e após quase quatro minutos de luta corporal e troca de tiros, consegue fugir levando a arma do vigia. O fato aconteceu na madrugada deste sábado (11). (veja vídeo)
O vídeo foi divulgado pela polícia, que ainda está à procura do criminoso. Nas imagens é possível ver que o vigilante está sentado na calçada de uma residência quando um homem em uma bicicleta se aproxima já atirando. O vigilante se levanta e revida os tiros.

Na sequencia, os dois travam luta corporal e toda a ação dura pouco mais de três minutos. Eles chegam a cair no chão e trocam socos. O homem encapuzado consegue se levantar e ao fugir leva a arma do vigilante. A bicicleta usada pelo criminoso foi deixada no local.

De acordo com o agente da Polícia Civil Roberto Silva, o vigilante ficou ferido e foi levado ao hospital da cidade, mas logo teve alta médica e passa bem. “O dono da residência que tem o circuito repassou as imagens para auxiliar a polícia nas investigações e assim identificarmos o suspeito”, falou.

Uma moradora da rua onde o crime aconteceu, falou ao G1, mas quis ter a identidade preservada. Segundo ela, todos ficaram bastante assustados com o fato. “Acordamos com o barulho dos tiros. Nunca tinha acontecido isso por aqui e, de repente, vem o susto. Ainda bem que não aconteceu o pior”, disse.

Até a noite deste sábado nenhum suspeito de ter roubado a arma do vigilante havia sido preso.

Vídeo mostra agressão a casal de idosos em assalto dentro da USP


Assalto aconteceu na manhã de sexta-feira (10). 
Agressores saem correndo e tentam parar outros carros.

Do G1 São Paulo
Imagens de uma câmera de segurança mostram um assalto ocorrido na manhã de sexta-feira (10) dentro da cidade universitária, na zona oeste de São Paulo.(veja vídeo)

As imagens mostram que um casal de idosos estaciona o carro na rua Professor Irineu Prestes, perto do Hospital Universitário. Eles saem, trancam o carro e começam a atravessar a rua. Mas logo são abordados por criminosos.

O primeiro homem de capuz é bastante agressivo e tenta tirar alguma coisa da mão da idosa. Em seguida, tenta abrir o carro.

Enquanto isso, um segundo homem aborda a idosa, puxa algo da mão dela. O primeiro homem, então, volta e dá um chute. Eles saem correndo e na fuga ainda tentam parar dois carros.

Ao ver assalto em posto, frentista pega carro de cliente e atropela ladrão


Criminoso tentava fugir de moto, em Maringá, quando foi surpreendido.
Carro é de funcionária de farmácia vizinha, que disse ser amiga do frentista.

Do G1 PR, com informações da RPC Maringá
Um frentista evitou um assalto ao atropelar o ladrão de um posto de combustíveis de Maringá, no norte do Paraná, nesta sexta-feira (10). O criminoso tentava fugir de moto, quando foi surpreendido e derrubado.
As imagens de uma câmera de segurança mostram o assaltante invadindo a loja, com o rosto coberto por um capacete. Ele empurra um dos clientes e, com uma arma na cintura, exige o dinheiro do caixa. Sem reação, a funcionária coloca tudo em uma sacola e entrega.
saiba mais

Na fuga, porém, o criminoso é surpreendido por um carro, que bate na moto pilotada por ele. O homem cai, tenta fugir correndo, mas é imobilizado por outra pessoa. Pouco depois, a polícia chega e prende o suspeito, de 18 anos, que teve ferimentos leves.
"Peguei o carro aqui no fundo. Fiquei esperando ele sair. Quando ele saiu, ficou tentando dar partida na moto e não pegava. Quando ele chegou ali na esquina, passei por cima dele", relata o frentista.
O carro usado na ação era de uma cliente, admitiu o frentista. As chaves estavam na ignição e, no susto, ele decidiu usar o veículo. A mulher, funcionária de uma farmácia vizinha, afirmou que é amiga do funcionário do posto.
A polícia constatou, depois, que a arma era falsa. A recomendação é para que a vítima nunca reaja. "Não havia como saber se era uma arma de brinquedo ou uma arma real. Então, a gente orienta para que os cidadãos não reajam aos assaltos", recomenda o aspirante Jefferson Carvalho, da Polícia Militar (PM).

Atriz brasileira de novelas sofre censura em foto de nudez na Holanda


Debora Olivieri conta que foto virou 'ponto turístico' para os amigos brasileiros

11/07/2015 - 11h00 - Atualizado 11/07/2015 11h00
Debora Olivieri - a foto com a tarja de censura, como um tapa-sexo (Foto: Annette Van Waaijen)
Acostumada a papéis de mãe e mulheres recatadas na TV - seu último papel foi como Meire, na novela Alto Astral - Debora Olivieri tem dado o que falar... na Holanda. A atriz surpreende ao aparecer nua na exposição Nest, da fotógrafa Annette Van Waaijen, em galeria a céu aberto nas ruas de Amstelveen, a 20 minutos de Amsterdã. Conhecido por ser um país liberal, o governo censurou a nudez das imagens. "Quem diria, o neoconservadorismo a que estamos assistindo de camarote no Brasil, foi parar na Holanda. Lá a nudez é natural, as pessoas frequentam as saunas nuas e a venda de maconha é autorizada em cafés desde os anos 70", diz ela, que namora há pouco mais de um ano o holandês Ruud Dankers e passa parte do ano na Europa.
Que censura as fotos sofreram?
As imagens foram expostas na rua pela manhã e, no mesmo dia, colocaram tarjas vermelhas cobrindo seios e genitálias que estavam à mostra. Achei besteira terem colocado um tapa-sexo nas fotos e acho ridícula a censura em pleno século 21. Mas o bônus foi que a mostra virou um protesto contra o conservadorismo num país dito liberal. Tamanho sucesso e repercussão, foi prorrogada por mais um ano.
Como foi se ver nua nas ruas?
Foi um susto, porque toda vez que saio de casa, dou de cara com a minha foto. Tenho 57 anos, mas nenhuma vergonha, e sou totalmente contra o photoshop. Não tenho a vaidade de uma modelo e manipular a foto tiraria sua veracidade. Já me acostumei, mas confesso que no início me sentia nua andando pelas ruas. Agora, virou ponto turístico. Todos amigos brasileiros que me visitam querem ver.
O que espera da repercussão no Brasil?
Reconheço que é uma foto delicada, porque nunca ninguém me viu assim. A imagem é forte e fui bastante corajosa ao me expor. Sempre faço papéis comportados e nunca me chamaram para fazer personagens mais próximas da minha realidade - que frequentam boates, gostam de música eletrônica. Foi um nu artístico, acredito que as pessoas vão gostar.
Foi difícil posar nua?
Não fiquei com receio, a única coisa que pedi foi para não fazer photoshop - ela queria fazer no joelho. Pra mim, o artístico vem antes do estético, por isso não entendo photoshop. Para eles lá na Holanda a nudez é uma coisa natural e eu também nunca tive problemas com isso.
O que faz para manter a boa forma?
Caminho e corro todos os dias, faço exercícios funcionais, pilates e tenho boa alimentação. Não sou de pegar peso. Talvez até precisasse ficar mais durinha, mas minhas pernas são ótimas. Minhas amigas malham há 20 anos e na hora de dar tchau tudo balança. não vou perder tempo segurando 70 quilos para tudo balançar. Prefiro ler e ficar em casa.
Como conheceu seu marido?
Esse é um capítulo à parte. Tudo começou no Carnaval do ano passado, quando minha filha mais velha, Julia, me convenceu a entrar no aplicativo Tinder (de relacionamentos) porque dizia que eu só andava com gay, era bonita e não entendia porque eu estava solteira por tanto tempo - foram 15 anos. Sou zero ligada à tecnologia, mas ela fez um perfil e eu raramente entrava porque só tinha porcaria, nenhum perfil que prestasse. Um dia saí e deixei o celular em casa, quando voltei lá estava a foto do meu gringo holandês e logo me identifiquei. Começamos a conversar e ele me convidou para jantar no dia seguinte. O engraçado é que ele tinha acabado de chegar ao Brasil e não sabia que o aplicativo abrangia o país. Ele ficou por 15 dias e, desde então, não nos desgrudamos. Rudd, que é diretor de sistemas de informações, é apaixonado pelo Brasil desde que assistiu à novela Malu Mulher (1979), aprendeu português e vem aqui há 9 anos - sempre acompanhado da mulher, que morreu em 2012. Eles foram casados por 24 anos e Rud jogou as cinzas dela no Jardim Botânico, no Rio. Quando ele me contou essa história, eu chorei horrores. Eu o tirei do luto e ele da minha solteirice. As pessoas costumam dizer que somos muito parecidos, até fisicamente. Foi realmente um encontro de almas. Estamos apaixonadíssimos, ele é lindo, educado, generoso, suave, doce, carinhoso...  Enquanto eu estava gravando 'Alto Astral', ele estava por aqui, mas depois fui para Holanda e fiquei por 21 dias.
Pretende morar de vez na Holanda?
Nunca parei de fazer novela desde 1999 e já estou reservada para uma próxima produção da TV Globo. Eu e Rudd estamos procurando um apartamento para comprar em Amstelveen e também estou vendendo o meu apê de Santa Teresa, no Rio, mas quero comprar outro na cidade. Vamos morar aqui no Brasil durante o inverno rígido de lá e também quando eu estiver trabalhando. Talvez eu leve a peça 'A Rosa' para Portugal e faça uma novela por lá, porque é mais perto da Holanda.
Debora Olivieri e Ruud Dankers pelas ruas de Amstelveen (Foto: Arquivo Pessoal)