‘Queria justiça’, diz dona de mercado espancada após reagir a assalto


Jovercina reagiu a três dos cinco assaltos que o mercado sofreu em 5 anos, mas nunca tinha sido espancada. Desta vez, levou 30 pontos na cabeça.

O Fantástico mostra as imagens de dois assaltos. Tudo registrado por câmeras de segurança. Nos dois casos, as vítimas não seguiram uma recomendação básica. Reagiram. Os nossos repórteres vão contar essas histórias, uma em São Paulo e outra em Pernambuco. Uma delas, com um desfecho fatal.
Piracicaba, interior de São Paulo. Poucas pessoas circulam pelos corredores de um mercadinho de bairro às 14h do dia 22 de junho.(veja vídeo)
O outro mercado, mostrado no vídeo acima fica em Paulista, Região Metropolitana do Recife, Pernambuco. Os clientes lotam o armazém na noite do último domingo, 5 de julho. Quem está no caixa é também o dono do lugar, Severino. E em Piracicaba é a Jovercina, que cuida do mercado junto com o marido. Ela passa as compras de um senhor e, depois, organiza o caixa. Pega o celular. Não percebe que uma moto estaciona em frente à loja. Um homem, sem tirar o capacete, entra.
“No que ele entrou, ele já falou: é assalto, dá o celular, dá o dinheiro, dá tudo”, conta Jovercina.
Em Paulista, Severino ouviu as mesmas palavras. Dois garotos de boné entram no mercado. Três minutos depois, um deles, de boné verde, sai pela porta à direita. O outro passa pelos clientes, entre eles uma criança, saca a arma e vai até o caixa.
“Botou uma arma em cima de mim: ‘é assalto’. E o outro que entrou com ele foi pra fora do mercado, da loja. Botou os clientes para dentro e começou”, conta Severino Rodrigues da cunha.
É a partir deste momento que as histórias da Jovercina e do Severino tomam caminhos diferentes. O bandido tenta agarrar o celular de Jovercina, mas ela reage. Segura uma das mãos dele. Com a arma apontada, o assaltante dá a volta no caixa. Ela o enfrenta. Começa a levar socos e coronhadas na cabeça.
“Ele queria ir embora. Eu não queria que ele fosse embora. Eu queria justiça ali. Queria que alguém entrasse, ajudasse que a polícia chegasse”, diz Jovercina.
Ela tenta segurar o casaco do criminoso para tentar impedir a fuga, mas cai e apanha mais.
Fantástico: Ele com uma arma na mão. Você não ficou com medo?
Jovercina: Em nenhum momento. Medo, não. Sobe uma coisa assim, um sangue aquece minha cabeça. Daí eu fico cega.
Fantástico: Você podia ter morrido ali.
Jovercina: Sim, com certeza. Na hora.
O homem arranca o celular da Jovercina, pega a mochila e sai correndo. Na hora do assalto, duas funcionárias do mercado estavam do lado de dentro do balcão. Assustadas, elas correram para os fundos e se trancaram num banheiro. Por celular, avisaram a polícia. E depois que os bandidos foram embora, acionaram o socorro médico com a ajuda de um vizinho.
Ela fica caída no chão, muito machucada. Mas com vida. Só que este não foi o mesmo final do assalto no mercado do Severino. Quando o garoto de boné branco anuncia o assalto, o Feliciano, o homem de camisa amarela, está do lado de fora do mercadinho. Ele é amigo do Severino e trabalha como vigilante numa farmácia. Feliciano percebe que algo errado está acontecendo. Se aproxima do bandido de boné verde e tenta derrubá-lo. Ao reagir, o Feliciano não tinha percebido uma coisa: que havia outro criminoso dentro da loja.
“Aí logo em seguida, o de dentro, quando percebeu, saiu, deu um chute nele e meteu bala. Matou meu cliente e meu amigo”, conta Severino.
As imagens não mostram o exato momento em que o bandido dispara. Os clientes se escondem nos corredores e Severino se abaixa no caixa.
Fantástico: Em que momento o senhor percebeu que houve essa reação dele?
Severino: Quando o tiroteio já tinha parado. Foi na hora que ele levantou e saiu cambaleando e falou, "Ivo, Ivo".
Feliciano levou três tiros: no queixo, no peito e na perna. Morreu no hospital, horas depois do assalto. Os criminosos fugiram sem levar nada.
Fantástico: Você imaginava que ele pudesse reagir?
Severino: Eu acho que ele pensou: "eu não vou deixar isso acontecer com o meu amigo".
O Fantástico conversou com parentes, amigos. Todo mundo disse que Feliciano era muito calmo. Um homem de quem ninguém esperava uma reação. Já a Jovercina reagiu a três dos cinco assaltos que o mercado sofreu em cinco anos. Mas nunca tinha sido espancada. Desta vez, levou 30 pontos na cabeça.
Jovercina: Fico revoltada mesmo. A minha revolta realmente é não ter conseguido fazer nada.
O marido, que não estava no mercado na hora do assalto, condena a atitude da mulher.
Fantástico: O senhor acha isso errado?
Marido: Eu acho que não deve reagir porque não resolve. Se você partir para agressão, você vai acabar perdendo. Porque ele vem armado e você está sempre desarmado. Você pode morrer por pouca coisa.
“Um bandido que não é profissional ele reage de uma forma violenta. E isso, de uma certa forma, tá levando a uma situação de que qualquer ação que a gente possa ter na hora, levantar um braço, olhar pra pessoa, isso tudo pode levar a uma reação mais violenta do bandido”, destaca César Barreira, do laboratório de estudos da violência.
Fantástico: O senhor em nenhum momento pensou em reagir?
Severino: Não, em nenhum momento. Não vale a pena. Porque leva mercadoria, leva o dinheiro. Mas deixando a vida a gente trabalha e consegue.
Fantástico: Você recomendaria a uma outra pessoa reagir também?
Jovercina: Não, não. Depois eu fiquei analisando. Eu não consegui nada.
A recomendação é clara: não se deve reagir.
“As pessoas começam a ter uma ação que poderia até ser classificada como violência pelas próprias mãos. Mas a máxima ainda é não reagir”, destaca César Barreira.
Nos dois casos, nenhum dos criminosos foi identificado ou preso até agora. Até que isso aconteça, o Severino e a Jovercina continuam trabalhando, esperando que os momentos de terror não se repitam.
“Todo momento eu estou vendo ele. Não tem como esquecer”, diz Severino.
“A gente pensa todos os dias. Hoje eu vou, mas não sei se eu volto. Você sai para trabalhar e não sabe se vai voltar para casa”, conta Jovercina.

Plataforma de reclamações pela internet já tem 20,6 mil registros no Paraná


Da AEN-PR

Em funcionamento desde junho do ano passado, a plataforma consumidor.gov.br já registra mais de 20.600 reclamações no Paraná. A ferramenta construída pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), com a participação do Procon-PR, é um serviço público que permite ao consumidor solucionar conflitos de consumo diretamente com o fornecedor. Basta ter acesso à internet.
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(Foto: Divulgação AEN-PR)
Para registrar sua reclamação, o consumidor deve entrar no site www.consumidor.gov.br e verificar se a empresa contra quem quer reclamar participa. Já existem mais 249 empresas cadastradas, de diversos segmentos, como telefonia, bancos, administradoras de cartão de crédito, companhias aéreas e de energia elétrica, fabricantes, planos de saúde e varejo, entre outros.
A partir do registro da reclamação pelo consumidor, a empresa tem o prazo de 10 dias para apresentar uma solução e, após esse prazo, o consumidor deve avaliar a conduta do fornecedor, registrando se sua reclamação foi solucionada, e atribuir uma nota de 1 a 5.
O usuário pode também ter acesso aos relatos de outros consumidores que reclamaram através da plataforma e, ainda, às respectivas respostas dadas pelos fornecedores.
De acordo com Claudia Silvano, diretora do Procon-PR, órgão gestor da plataforma no Estado, “o acesso às reclamações realizadas é, sem dúvida, uma importante ferramenta que auxilia o consumidor a escolher a empresa com quem deseja contratar, pois permite avaliar o comportamento do fornecedor em relação a outros clientes”.
Ela avalia que o número de registros na plataforma no Paraná é significativo. As reclamações registradas com o uso da ferramenta correspondem ao dobro do número de atendimentos em relação aos maiores ofensores em 2014, que são as operadoras de telefonia e os bancos.
“O índice de solução das reclamações pelas empresas também é alto. Chega a aproximadamente 80%, o que é muito positivo, pois o consumidor pode fazer sua reclamação de onde estiver, com acesso à internet, pelo seu computador, tablet ou smartphone”, explica a diretora.
Entre 15 e 31 de maio deste ano, o Procon-PR fez um mutirão de negociação de dívidas através da plataforma. Participaram da ação mais de 45 empresas, entre bancos, instituições financeiras e administradoras de cartões de crédito, entre outros. Ao todo, foram realizados 3.575 registros, com 79,44% das reclamações resolvidas.

Curitibano era obrigado por morador do RJ a manter seus ‘fetiches’ online; suspeito foi preso


Da Polícia Civil


Policiais do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) realizaram, na manhã de terça-feira (07), uma operação em conjunta com o apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), para cumprimento a dois mandados de busca e apreensão na favela do Morro do Sapo, no Rio de Janeiro.
O objetivo da operação foi elucidar um crime digital, que perdurou por cerca de três anos. A equipe apreendeu celulares, discos rígidos, entre outros equipamentos de informática, na residência de Diego Souza Estevez, conhecido como “DG”, de 18 anos, além da prisão do tio de consideração do DG, Valter Soares Bezerra, 45, conhecido como “Bebê”.
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(Foto: Reprodução Catve.tv)
As investigações iniciaram quando a mãe de um garoto de 14 anos, de Curitiba, tomou conhecimento que o filho estava sofrendo ameaças e extorsões de “DG” há três anos e registrou um boletim de ocorrência no Nuciber. Segundo ela, o acusado dizia que publicaria as fotos do menor nu, se ele não pagasse contas de jogos online, celular e sustentasse outras exigências do suspeito. De acordo com as investigações policiais essa prática era comum por parte dos suspeitos.
Em conversa com a equipe, “DG” confessou o crime e falou que mantinha um relacionamento com a vítima de Curitiba. Os policiais constataram que algumas ameaças partiram do computador de um tio de consideração do DG, Valter Soares Bezerra, 45 anos, o “Bebê”, preso em uma empresa de telecomunicações, através do cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça de Minas Gerais pelo crime de estupro. “DG” foi ouvido e aguarda decisão da Justiça. Já Bebê, foragido desde 2012 foi encaminhado à Polícia Interestadual (Polinter), onde permanece preso também à disposição da Justiça.
A operação policial contou com auxílio de um veículo blindado e um helicóptero, além de atiradores de elite “Snipers”, devido ao risco e complexidade de acesso ao local da busca.
O delegado-chefe do Nuciber, Demétrius Gonzaga de Oliveira, alerta “que os pais também devem ficar mais atentos a participação dos filhos em jogos online tendo em vista que nossas equipes já detectaram diversas ocorrências em que pedófilos e aliciadores, sorrateiramente, se infiltraram em grupos dessa natureza para estabelecer comunicação com crianças e adolescentes, oportunidade em que obtiveram endereços, fotos e até filmes desses menores que acabaram vitimizados. Isso acontece porque os pais equivocadamente acreditavam que, durante partidas online – inclusive de jogos infantis – seus filhos não estão sujeitos a abordagens por desconhecidos. Ledo engano que pode resultar em encontros com criminosos, desaparecimentos e até sequestros”, lembra.

Em 20 minutos, Bope apreende cinco vezes mais dinheiro do que em 10 anos

Policial do BOPE durante a ocupação da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro
Policial do Bope na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro(Marino Azevedo/Governo do Estado do Rio de Janeiro/VEJA)
No final da manhã da última quarta-feira, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) fez duas significativas apreensões de dinheiro em pontos diferentes do Complexo da Maré, num intervalo de apenas 20 minutos. Por volta das 11h40, no Morro do Timbau, dois agentes apreenderam 30.000 reais em espécie de um homem suspeito de ser gerente do tráfico na favela, e que teria tentado corrompê-los com a quantia. Em seguida, ao meio dia, na favela Nova Holanda, outra dupla da tropa de elite da PM fluminense encontrou 9.400 reais dentro da casa de um mototaxista. Todo o dinheiro foi levado para a delegacia, fazendo deste 8 de julho de 2015 um dia histórico na corporação. O montante somado nestas ações equivale a cinco vezes mais dinheiro do que o Bope apreendeu nos últimos dez anos no Rio de Janeiro.
Um levantamento feito pelo site de VEJA em registros de ocorrências feitos pelos policiais do Bope revela que, desde 2005, houve apenas dez apreensões de dinheiro em espécie, totalizando a quantia de 7 295 reais. O curioso é que quase metade desta quantia (exatos 3.590 reais) foi encontrada no dia 26 de dezembro de 2011, próximo à sede do batalhão, em Laranjeiras, na Zona Sul. Um rapaz havia acabado de sair do Morro do Pereirão quando foi abordado pelos policiais na Rua Pereira da Silva. Ele explicou aos agentes que estava levando o dinheiro para 'pagar o arrego' (propina) de policiais do 2º BPM (Botafogo), responsável pelo patrulhamento da região. O caso foi registrado na 13ª DP (Copacabana).

O histórico de apreensões de dinheiro da tropa de elite traz ainda uma história curiosa, em 4 de agosto de 2013. No Morro da Cachoeirinha, no Complexo do Lins, Zona Norte da cidade, os policiais suspeitaram de um rapaz que usava um relógio de grife. Levado para dentro de casa, ele tinha 800 reais em espécie e alegou que tinha ganhado o dinheiro em um trabalho como pedreiro. A versão não colou, e o dinheiro e o relógio importado foram apreendidos. Há casos também de apreensões pequenas, de valores como 35 reais - de um rapaz que tinha ainda seis sacolés de cocaína e dois de maconha, no Morro de São Carlos, no Estácio.
Em outros dois casos que chamam a atenção, policiais do Bope são acusados por moradores de favelas de levar o dinheiro de suas economias. Na Rocinha, em 2010, uma família diz que cinco homens da unidade entraram na sua casa e levaram 900 reais. Em 2012, no Morro do Chapadão, na Pavuna, outra moradora diz ter chagado em casa e se deparado com um capitão da tropa de elite lá dentro. Depois, percebeu que 100 reais haviam desaparecido. Os dois casos, até hoje, não foram investigados.
Há também uma tentativa de suborno de policiais do Bope, como a que houve na Maré. Foi em 2004, na Ilha do Governador, quando um suspeito com 47 sacolés de cocaína fez uma proposta de 10.000 reais aos agentes por sua liberdade. O dinheiro, porém, não chegou a ser entregue, e o homem foi preso.
Na última semana, uma série de reportagens de VEJA revelou um vasto histórico de desvios de conduta, ocorridos entre 2008 e 2015, que ligaram o sinal de alerta para os problemas na tropa de elite da polícia. Na manhã de quinta-feira, a Corregedoria da PM fez uma devassa dentro do batalhão, em virtude de denúncias de desvio de dinheiro. Em 22 de junho passado, no Morro da Covanca, na Zona Oeste da cidade, uma ação das forças de elite resultou num duro golpe nas finanças da facção Comando Vermelho. Tonéis de dinheiro do tráfico desapareceram e as informações obtidas pelos órgãos de inteligência da polícia fluminense indicam um derrame que pode ter chegado a 15 milhões de reais. Dois majores, um capitão, um cabo e dois soldados estão sendo investigados.
Do montante apreendido na Maré, parte acabou devolvida. Os 9.400 que estavam em poder do mototaxista foram devolvidos ao dono. O delegado Thiago Martins da Silva, da 21ªDP (Bonsucesso), que apreciou o caso, entendeu que "possuir em sua residência 9.400 reais, por si só, não pode ser considerado ilícito algum".

Homem é vítima do golpe do bilhete premiado e entrega R$ 10 mil a suspeitos


Da Redação


Um homem foi vítima de um golpe do bilhete premiado na manhã deste sexta-feira (10) no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Ele entregou R$ 10 mil aos bandidos, que disseram estar com uma ‘falsa’ aposta ganhadora da loteria.
De acordo com a Polícia Militar (PM), os suspeitos, que vem agindo na região, estavam em um Peugeot preto com placas de Santa Catarina. O caso deverá ser investigado pela Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (Dedec), uma vez que não é a primeira vez que esse tipo de ação acontece por ocupantes de um veículo com as mesmas características.
O Golpe
Saiba como funciona o golpe, de acordo com o Coronel Costa, colunista de segurança da Banda B:
Procurando se passar por uma pessoa humilde e andando com o “falso” bilhete premiado nas mãos, os bandidos procuram uma vítima para aplicar o golpe e para tal usam a seu favor, a ambição das pessoas.
Pedem auxilio dizendo que não sabem como fazer para receber o prêmio do bilhete que tem nas mãos e a vítima ao ajudar, verifica que o bilhete é realmente premiado e que o valor do prêmio é considerável.
Nesse momento, dependendo da reação da “vitima”, é que começa realmente o golpe; o golpista começa a alegar que quer ir embora e que se tivesse uma parte do prêmio não ligaria de dar o resto para quem o ajudar.
Se a pessoa em questão for gananciosa, é dado continuidade no golpe; é o que acontece quando a vítima, ao perceber que poderia tirar proveito em cima de uma pessoa sem muito esclarecimento e ganhar um dinheiro “fácil”, saca todas as suas economias entrega para o golpista e, como “recompensa”, fica com o BILHETE PREMIADO.
Mas ao chegar no Banco e tentar sacar o valor do premio constatou que o bilhete era falso e que havia caído em um golpe.

Beamforming: entenda a tecnologia que 'turbina' a sua rede Wi-Fi


Tecnologia embutida nos roteadores mais modernos, o beamforming promete melhorar a transmissão de dados e o alcance da rede Wi-Fi. Saiba como funciona e veja se vale a pena comprar um roteador com a tecnologia.
Tecnologia redireciona sinal para dispositivos conectados (Foto: Divulgação/Netgear)Tecnologia redireciona sinal para dispositivos conectados (Foto: Divulgação/Netgear)
Antes de entender o beamforming é preciso detalhar como funciona os roteadores. As antenas omnidirecionais dos roteadores comuns funcionam irradiando o sinal Wi-Fi de forma igual para todos os lados. Na prática, isso quer dizer todos os dispositivos que estiverem no raio de alcance do sinal vai conseguir trocar informações com o roteador.
O beamforming age de uma forma diferente, focando o sinal em uma direção específica, onde um ou mais dispositivos estão conectados. Com isso, a transmissão entre smartphone e o roteador, por exemplo, tem uma qualidade melhor, menos suscetível a interferências e com alcance ampliado.
Archer c8, da TP-Link, é um dos roteadores que tem a tecnologia (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)Archer C8, da TP-Link, é um dos roteadores que tem a tecnologia (Foto: Viviane Werneck/TechTudo)
A TP-Link explica o beamforming com uma analogia entre uma lâmpada e um laser. A lâmpada seria o roteador comum, onde ilumina para todos os lados; e o laser, o roteador com beamforming onde concentra o sinal para onde os dispositivos estão conectados.
Compatibilidade
O beamforming surgiu como parte do protocolo 802.11n. Entretanto, apesar de promissora, a tecnologia não se tornou popular, principalmente por não ter um padrão. Isso fez com que cada fabricante criasse uma especificação diferente e não garantisse a compatibilidade com alguns dispositivos, mesmos que eles ‘teoricamente’ tivessem beamforming. 
Galaxy S6 é um dos aparelhos com suporte a wi-fi com tecnologia beamforming (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)Galaxy S6 é um dos aparelhos com suporte a wi-fi com tecnologia beamforming (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)
Isso foi aprimorado no protocolo 802.11ac. Nem todos os roteadores AC possuem o beamforming, mas aqueles que têm devem seguir os requisitos obrigatórios definidos pelo IEEE. Isso garante a compatibilidade com os aparelhos que tem a tecnologia.
saiba mais

A princípio, para usufruir da máxima capacidade do beamforming é necessário que o aparelho receptor (smartphone, TV, notebook etc) também seja compatível – vale lembrar que mesmo sem ser compatível eles se conectarão normalmente à rede. Por isso, antes de investir em um roteador com a tecnologia, vale fazer uma pesquisa no site da fabricante dos gadgets que serão usados.
Algumas fabricantes desenvolveram tecnologias própria para garantir que mesmo um dispositivo não especificado com beamforming utilize a tecnologia, como é o caso da Beamforming+, da Netgear e do SmartBeam, da D-Link.

Polícia encontra 308 kg de maconha em sacos que boiavam no Rio Paraná


Da PRF
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(Foto: Divulgação/PRF)

Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 308 quilos de maconha na manhã desta quinta-feira (9) em Alto Paraíso, na região noroeste do Paraná. A droga estava embalada em sacos de lixo, que boiavam pelo Rio Paraná. Os 14 fardos foram avistados por uma equipe da PRF que fazia ronda pela-BR 487, sobre uma ponte.
Os policiais rodoviários federais emprestaram então uma embarcação para recolher a droga. Ao longo de uma hora, foram resgatados 253 tabletes. É provável que a embarcação que transportava a carga ilícita tenha virado durante a madrugada. A equipe da PRF não localizou outros vestígios dos envolvidos.
A PRF encaminhou a droga para a Delegacia da Polícia Civil em Umuarama.

Festivais devem atrair milhares de turistas ao Litoral na baixa temporada


Da Redação


Os meses de julho e agosto estarão repletos de atrações no Litoral do Paraná, durante diversos festivais de baixa temporada. A expectativa é que milhares de pessoas compareçam a Paranaguá, Antonina, Morretes e também às praias. Neste fim de semana, acontece a Festa da Tainha, em Paranaguá, com comidas típicas e agenda com shows musicais.
paranagua
Festa da Tinha em Paranaguá termina amanhã (Foto: Divulgação)
Na semana que vem, até o dia 18, começa o Festival da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Antonina. A festividade, que acontece há 25 anos, terá comidas típicas e também shows musciais. Saiba todos os detalhes na notícia relacionada abaixo.
Já em Guaratuba, começou ontem a Festa do Divino, que segue até o próximo dia 19. Entre as atrações estão novenas, shows e bingos. Por fim, entre os dias 17 de julho e 23 de agosto, acontecerá o Festival dos Sabores, com desconto em restaurantes, hotéis e pousadas do Litoral.

Vídeo mostra hora em que suspeito mata homem a tiros em lanchonete


Crime aconteceu em Naviraí, região sul de Mato Grosso do Sul.
Outros três são suspeitos de envolvimento. Ninguém foi preso.

Do G1 MS
Câmeras de segurança registram o momento em que o homem de 33 anos foi assassinado a tiros em uma lanchonete de Naviraí, a 350 quilômetros de Campo Grande. No vídeo, é possível ver um suspeito entrando no estabelecimento e disparando contra a vítima. O crime aconteceu na madrugada deste domingo (12).(veja vídeo)
O proprietário da lanchonete, que preferiu não ter a identidade revelada, relatou ao G1 que conhecia a vítima de vista, pois ela frequentava o local. “Quando soube, vim correndo para o local. Cheguei a falar 'ai meu Deus', então rezei e fui para lá [lanchonete]”.
saiba mais

Preocupado, o comerciante disse que está em choque. “Digo aos funcionários que dependendo do movimento na lanchonete tem que fechar mais cedo. Jamais imaginei que isso poderia acontecer. Nas imagens dá até para ver que estava tudo em paz, ele [suspeito] chegou de repente e já atirou. É difícil de imaginar [essa situação]”.
O crime
Conforme a polícia, o suspeito entrou no estabelecimento por volta das 5h (de MS). A vítima, ao ver o suspeito, se afastou. Em seguida, ele sacou uma arma e disparou várias vezes contra o homem de 33 anos.
De acordo com a polícia, a vítima correu para a rua, foi perseguida por outros três suspeitos e foi baleada novamente. O suspeito que aparece no vídeo já foi identificado, mas ninguém havia sido preso até a publicação desta reportagem. O caso será investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Naviraí.

Novos cursos de medicina irão oferecer 215 vagas em quatro cidades do Paraná

Da Redação

Novos cursos de medicina criados dentro do Programa Mais Médicos vão ofertar 215 vagas de graduação em quatro cidades do Paraná. De acordo com o Ministério da Saúde, as cidades contempladas não têm faculdade e não são capitais de estado, o que contribui para a interiorização do ensino superior. No total brasileiro, serão 2.290 vagas em 36 municípios.
No Paraná, as novas vagas serão ofertadas no Centro Educacional Integrado de Campo Mourão; Campo Real Educacional, em Guarapuava; Associação Patobranquense de Ensino Superior, em Pato Branco; e Associação Paranaense de Ensino e Cultura, em Umuarama.
De acordo com o ministro Arthur Chioro, o Programa Mais Médicos traz novas perspectivas de médio e longo prazo. “Nós vivemos, na área da Medicina, da abertura de novos cursos de graduação, uma transformação extremamente importante. Hoje nós vivemos um marco: o Mais Médicos não é apenas uma política de provimento e garantia na Atenção Básica. É uma medida estruturante da formação médica no Brasil”, completou.
A seleção das instituições foi realizada ao longo de três fases. Primeiro, em fase eliminatória, foram selecionadas as instituições que atendiam aos pré-requisitos relativos à saúde financeira da instituição, do plano de negócios, e da capacidade econômico-financeira para ofertar curso de medicina. Nesta fase, que utilizou metodologia criada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 115 instituições foram habilitadas, entre 216 inscritas. Em seguida, foi analisada a experiência regulatória das habilitadas por meio dos seguintes critérios: indicadores de qualidade das IES vinculadas e indicadores dos cursos da área de saúde, oferta de curso de Medicina, existência residência médica e pós-graduação stricto sensu e processos de supervisão. Nesta fase, 64 propostas foram classificadas.
A fase final, de análise e classificação das propostas, selecionou os melhores projetos. A avaliação foi realizada por especialistas, médicos professores de Medicina de universidades federais, integrantes da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas. Foram avaliados o projeto pedagógico, o plano de infraestrutura da instituição de educação superior, de contrapartida à estrutura de serviços, ações e programas de saúde do município, plano de implantação de residência médica e o de oferta de bolsas para alunos.