Do que Lula tem medo?


Deve ser tal o desespero de Lula com a situação de Dilma e do seu governo que ele passou a admitir que seria uma boa reunir-se com Fernando Henrique Cardoso para uma troca de ideias. A admitir, não, a desejar o encontro.
Uma vez que seu desejo vazou para a imprensa, Lula recuou. Foi além: passou a negar que tivesse autorizado amigos a avaliarem a disposição de Fernando Henrique em recebê-lo. Mas autorizou, sim. Os dois já foram bons amigos.
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Nos anos 80 do século passado, quando Fernando Henrique se candidatou ao Senado, Lula se exibiu ao lado dele como seu cabo eleitoral. Participou da campanha. Distribuiu panfletos com a foto de Fernando Henrique. Pediu votos para elegê-lo.
Uma vez eleito em 2002, Lula se deixou ajudar por Fernando Henrique junto a organismos econômicos internacionais e a investidores preocupados com o que pudesse vir a acontecer com o Brasil. Fernando Henrique foi o avalista de Lula lá fora.
Ninguém sabe ao certo o que levou Lula a se tornar um duro adversário de Fernando Henrique. Nos seus dois mandatos, ele não perdeu uma só chance de criticá-lo de maneira, muitas vezes, impiedosa, cruel e grosseira.
O que ele agora poderia querer se encontrando com Fernando Henrique? Obter dele a garantia de que o PSDB não pesará a mão para provocar o impeachment de Dilma? Convidar o PSDB para ser parceiro do PT no poder? Ou apenas relembrar os velhos tempos?
Jamais saberemos. Não seria absurdo imaginar que Lula talvez pretendesse garantir que nada lhe aconteceria de constrangedor caso a oposição desalojasse o PT do poder em 2018. Mais do que isso Fernando Henrique não poderia lhe garantir. Talvez nem isso.

Tremei, incréus


Na entrevista coletiva que dá neste momento, o procurador Deltan Dallagnol detalha o esquema da Odebrecht de repasse de propinas a Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e Renato Duque. Ele disse que, de 2006 a 2014, a empreiteira fez 115 transferências, em valor total que ultrapassa 1 bilhão.Deltan Dallagnol avisa que a Lava Jato não vai parar por aqui. E avisa aos navegantes: “Não há espaço para teorias da conspiração nas investigações da Lava Jato. Lidamos com fatos e documentos”, afirmou o Deltan Dallagnol.

Policial usa cassetete para desviar câmera durante abordagem; vídeo


Equipamento passou a filmar o chão e não a ação dos agentes.
Comando da PM de Blumenau abriu processo para investigar caso.

Do G1 SC
O comando da Polícia Militar (PM) de Blumenau, no Vale do Itajaí, abriu processo administrativo para investigar a conduta de um grupo de policiais durante uma abordagem a adolescentes. Um dos agentes mexe em uma câmera de monitoramento e ela passa a filmar o chão, como mostrou reportagem do RBS Notícias de quinta-feira (23).(veja vídeo)
Pelas imagens, é possível ver um grupo de adolescentes na calçada, quando duas viaturas da PM se aproximam. A filmagem mostra um dos policiais caminhando em direção à câmera. Poucos segundos depois, ele reaparece, conversa com um colega e vai até uma das viaturas.
Câmera flagrou o policial com um cassetete mexendo no equipamento (Foto: Reprodução/RBS TV)Câmera flagrou PM com um cassetete mexendo
no equipamento (Foto: Reprodução/RBS TV)
Depois vai na outra e volta com as mãos para trás. Logo em seguida, a imagem começa a trepidar. A câmera cai e flagra o policial com um cassetete mexendo no equipamento de monitoramento.

Suporte quebrado
Com o suporte quebrado, a câmera passou a filmar o chão, ou seja, não é possível ver o que ocorreu depois disso. As imagens foram feitas pelo sistema de segurança de um mercado de Blumenau.
O proprietário acha que vai gastar cerca de R$ 150 no conserto. Ele ficou surpreso quando viu a gravação e disse que teve que improvisar com um arame para segurar a câmera. "Não precisava ter feito aquilo ali. A gente bota as câmeras para inibir assalto e tudo, aí vem a polícia, que é para dar segurança para nós, e quebra a câmera", disse Cassiano Lustosa, dono do mercado.
Processo administrativo
Procurados pela equipe da RBS TV, os jovens que foram abordados pela polícia  não quiseram dar entrevista. O comando da PM de Blumenau soube da ocorrência pela reportagem e afirmou que não há nenhum registro sobre a ocorrência porque nada foi encontrado com os jovens e que o policial agiu de forma impensada.
"A partir de agora, tudo será levantado por meio de um processo administrativo para saber em que circunstâncias aqueles fatos ocorreram. Se houver alguma transgressão do policial, com certeza será responsabilizado", disse Rodrigo Geraldo Siedschlag, porta-voz da PM.

Goleiro do polo admite encontro, mas nega abuso, diz supervisor na Rússia


Ricardo Cabral, responsável pela equipe de polo aquático no Mundial de Kazan, diz que Thye alega ser inocente: "Ele está surpreso, muito abalado"

Por Direto de Kazan, Rússia
Pan de Toronto coletiva abuso sexual Thye Mattos inspetora Joanna Beaven-Desjardins (Foto: Thierry Gozzer )Thye Mattos é acusado de abuso sexual (Foto: Thierry Gozzer )
Acusado pela polícia canadense de abuso sexual, Thye Mattos admitiu à comissão técnica da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos ter se relacionado com a suposta vítima durante o Pan de Toronto. O goleiro da seleção brasileira de polo aquático, no entanto, afirmou ser inocente e que a relação teria sido consensual. Em contato com o GloboEsporte.com, Ricardo Cabral, supervisor técnico da equipe, disse que o atleta, que participou normalmente do treino desta sexta-feira, em Kazan, está muito abalado com as acusações. A delegação está na cidade russa para disputar o Mundial de esportes aquáticos 2015, que começou nesta sexta. A identidade da vítima foi preservada, e a ordem de prisão contra o brasileiro já foi emitida.
– Nós fomos informados, acabamos de saber. Todo mundo foi pego de surpresa. O atleta nega. Nós estamos tomando as devidas providências. O próprio Comitê Olímpico Brasileiro está com advogados em Toronto. Ele está muito abalado com a situação. Ele afirma que não foi isso. Nós estamos preocupados e é mais seguro para ele neste momento não ficar exposto – afirmou o dirigente.
– Ele falou que realmente esteve com a menina, mas que foi consensual. Ele está surpreso, muito abalado. Está muito preocupado, não sabe o que pode acontecer. Ele vai entrar em contato com a família para tranquilizar a todos. É uma coisa muito injusta. Ele está sendo investigado, já estão acusando ele. É uma coisa bem ingrata. Vai ter de ser forte. É ruim, ruim para o grupo todo – completou.

MONTAGEM - Acusação Thye assédio (Foto: Editoria de Arte)Ordem de prisão de Thye já foi emitida (Foto: Editoria de Arte)
Segundo Cabral, Thye só foi informado sobre o caso durante a coletiva de imprensa realizada pela polícia canadense nesta sexta-feira. Por conta do abalo, o atleta deve receber auxílio do médico da seleção. O supervisor afirma que a delegação brasileira cogita o retorno do jogador ao Brasil, mas que ainda vai analisar o melhor caminho a seguir.
– Vamos retornar ele para o Brasil. Ele está muito abalado psicologicamente. Ele desabou. Diz que não fez nada disso. A gente acredita até então. Então, vamos ver o desenrolar disso. Todo mundo foi pego de surpreso, inclusive ele,
– A gente está discutindo isso, vendo o que é melhor. No momento, não tem condição de sair daqui, enfrentar um voo longo sozinho. A gente não sabe o que pode acontecer. Vamos ver o que vamos fazer, na medida que ele diz que não fez. Nossa obrigação é acreditar nele. Vamos ver o que fazemos para preservá-lo até que se esclareça a situação. Não sabemos se é o momento de levá-lo para o Brasil – afirmou.
Cabral afirma que o Comitê Olímpico do Brasil já está tomando as providências jurídicas necessárias para atender ao caso.
– O Comitê Olímpico Brasileiro está com departamento jurídico internacional lá acompanhando o caso. Vamos ver como vai se desenrolar. Agora, vamos ver. Isso aí agora é caso policial, com o advogado. É muito chato que aconteceu, mas... – afirmou.
Thye Mattos goleiro polo (Foto: Satiro Sodré/SSPress)Thye Mattos durante os Jogos de Toronto (Foto: Satiro Sodré/SSPress)
Thye foi acusado de ter abusado de uma mulher de 22 anos em sua casa, no último dia 16, quinta-feira, um dia depois da derrota brasileira para os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos.
Segundo Joanna Beaven-Desjardins, inspetora de crimes sexuais da polícia de Toronto, Thye, acompanhado de um companheiro de seleção, teria ido à casa da vítima no dia 16. O horário não foi informado, mas o crime teria ocorrido durante a madrugada ou pela manhã. Lá, teria se aproveitado que a mulher estava dormindo e abusado sexualmente da vítima. Na sequência, fugiu do local. A inspetora não quis dar mais detalhes do caso.
Thye não estaria usando o uniforme da seleção no momento do crime. A vítima, no entanto, teria reconhecido o goleiro e feito a queixa. Segundo a inspetora, a polícia tem 100% de certeza sobre o envolvimento do atleta no caso.
Joanna Beaven-Desjardins já entrou em contato com as autoridades brasileiras e afirmou contar com o apoio delas para a extradição do jogador. Ao saber que ele está em Kazan, disse que vai se informar para avaliar uma possível prisão no local. Caso seja extraditado, Thye será levado a julgamento com júri, com pena máxima de 15 anos.
Após o fim do Pan, Thye seguiu com a delegação brasileira para Kazan, onde vai ser disputado o Mundial de Esportes Aquáticos. O goleiro, de 27 anos, nasceu no Rio de Janeiro e atualmente defende o Clube Paulistano, de São Paulo.
Treino polo aquatico Thye Kazan (Foto: Lydia Gismondi)Com Thye no gol, seleção de polo treina em Kazan (Foto: Lydia Gismondi)

Executivos da Odebrecht e Andrade Gutierrez são denunciados à Justiça


Presidentes de empresas, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo aparecem.
Empreiteiras negam envolvimento em irregularidades com a Petrobras.

Samuel Nunes e Erick GimenesDo G1 PR
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça, nesta sexta-feira (24), uma denúncia contra executivos da construtora Odebrecht e da Andrade Gutierrez investigados na Operação Lava Jato. Entre os denunciados estão os presidentes da Odebrecht S.A., Marcelo Odebrecht e da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo. As empresas são as duas maiores construtoras do Brasil.
Ao todo, são 22 pessoas denunciadas. Também aparecem os nomes do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, do ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e do ex-gerente de Serviços Pedro Barusco. (veja vídeo)
Lista dos denunciados por processo
Odebrecht:
- Alberto Youssef, doleiro
- Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, ex-diretor da Odebrecht
- Bernardo Schiller Freiburghaus, suspeito de lavar dinheiro de propina da Odebrecht
- Celso Araripe d’Oliveira, funcionário da Petrobras
- Cesar Ramos Rocha, ex-diretor da Odebrecht
- Eduardo de Oliveira Freitas Filho, sócio-gerente da empreiteira Freitas Filho Construções Limitada
- Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da Odebrecht S.A.
- Márcio Faria da Silva, ex-diretor da Odebrecht
- Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
- Paulo Sérgio Boghossian, ex-diretor da Odebrecht
- Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de Serviços da Petrobras
- Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras
- Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Odebrecht
Andrade Gutierrez:
- Alberto Youssef, doleiro
- Antônio Pedro Campello de Souza Dias, ex-diretor da Andrade Gutierrez
- Armando Furlan Júnior, sócio de Fernando Soares
- Elton Negrão de Azevedo Júnior, diretor-executivo da Andrade Gutierrez
- Fernando Falcão Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano
- Flávio Gomes Machado Filho, filho de Mário Góes e suspeito de operar propina
- Lucélio Roberto von Lechten Góes, lobista suspeito de atuar para a Odebrecht
- Mario Frederico Mendonça Góes, lobista suspeito de atuar para a Odebrecht
- Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez
- Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
- Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de Serviços da Petrobras
- Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras
- Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Odebrecht
Outro lado
A Odebrecht tem negado irregularidades no processo da Lava Jato e chamou jornalistas para dar explicações no início da noite desta sexta. Os advogados da empresa defendem que não há motivos para a manutenção das prisões dos executivos detidos na Lava Jato.
O advogado de Alberto Youssef afirma que vai continuar colaborando com a Justiça. O advogado de Paulo Roberto Costa alega que “todos os fatos que foram objeto de colaboração premiada, quase 120 depoimentos, foram importantes em todas as investigações, inclusive esta”.
O advogado de Fernando Soares, o Fernando Baiano, diz que “isso [a denúncia] revela excesso acusatório, o que não surpreende, diante de tudo que tem acontecido até agora em violação da lei e da Constituição da República.”
A defesa de Bernardo Freiburghaus ressalta que ele jamais intermediou o pagamento de propinas, tampouco tem poderes para abrir contas no exterior ou aceitar depósitos e transferências. O advogado também afirma que “as autoridades suíças sequer mencionam o nome do Bernardo nas contas das empresas offshores investigadas”.
A Andrade Gutierrez informa que os advogados ainda estão estudando a peça apresentada nesta sexta pelo Ministério Público Federal. No entanto, pelas informações passadas pela equipe do MPF na coletiva de imprensa, o conteúdo da denúncia apresentada contra seus executivos e ex-executivos “parece não trazer elementos novos além dos temas já discutidos anteriormente, e que já foram devidamente esclarecidos no inquérito.”
A empreiteira ainda afirma que “infelizmente, até o momento, os devidos esclarecimentos e provas juntadas não foram levados em consideração”. A empresa diz entender que o campo adequado para as discussões, a partir desse momento, é o processo judicial, onde concentrará essa discussão, buscando a liberdade dos executivos e a conclusão pela improcedência das acusações. A empresa reitera que não pretende participar dessas discussões através da mídia.

Esquemas
Em entrevista coletiva nesta tarde, em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol disse que são 13 denunciados de cada empresa.
Um dos esquemas envolvendo a Odebrecht ocorreu na construção do Centro Administrativo da Petrobras em Vitória, no Espírito Santo.
Outro envolveu a Braskem, empresa do grupo Odebrecht, em um contrato com a Petrobras para compra de nafta, que teria dado um prejuízo de R$ 6 bilhões à estatal petroleira.
Nesta transação, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria recebido propinas de R$ 5 milhões por ano. Parte desse dinheiro era direcionada ao ex-deputado José Janene (PP), já falecido, e posteriormente ao próprio Partido Progressista, afirmou o procurador.
De acordo com o MPF e a Polícia Federal, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez agiam de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. Elas formavam um cartel, obtendo preços favoráveis e, com isso, lucros extraordinários. Parte desse lucro excedente era usada para pagar propina a agentes públicos e partidos políticos, conforme os procuradores.
Contas no exterior
Segundo Dallagnol, documentação obtida nas investigações mostra que a Odebrecht e denunciados no esquema tinham contas e valores em empresas offshore, fora do país.
Uma investigação das autoridades suíças apontou que empresas do Grupo Odebrecht utilizaram contas bancárias naquele país para pagar propina a ex-diretores da Petrobras.
Conforme relatado pelo MPF, a Suíça informou que os pagamentos foram feitos a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento; Renato Duque, ex-diretor de Serviços; Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços; Jorge Zelada e Nestor Cerveró, ambos ex-diretores da área Internacional da estatal.
O delegado da PF Eduardo Mauat da Silva afirma que a investigação concluiu que havia envolvimento dos dirigentes das empresas no esquema, e não apenas corrupção praticada por funcionários isoladamente.
Segundo o delegado, a participação dos presidentes das duas companhias é justificada pelo perfil de ambos. No caso da Andrade Gutierrez, Silva citou um documento de uma auditoria interna feita pela empresa, para apurar todos os pagamentos feitos durante os anos da investigação da Lava Jato. "A própria Andrade Gutierrez estava preocupada com a Operação Lava Jato", afirmou.
Já na Odebrecht, o delegado lembrou que Marcelo Odebrecht era o responsável pelos principais decisões da empresa. "Ele tinha perfil bastante centralizador, ele tomava as decisões mais importantes, ele fazia os contatos políticos para que a empresa fosse beneficiada", disse.
 14ª fase
A 14ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada no dia 19 de junho. Nela, foram presos os presidentes da Odebrecht S.A., Marcelo Odebrecht, e da construtora Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, além de executivos ligados às duas companhias ou subsidiárias delas.
A operação recebeu o nome de "Erga Omnes". O termo refere-se a uma expressão muito usada no direito à qual afirma que a lei deve atingir a todos de forma igual.
Ao todo, foram cumpridos 59 mandados judiciais, incluindo as prisões. A participação das construtoras nos supostos desvios investigados pela Lava Jato apareceu em depoimentos de Paulo Roberto Costa.
Até esta sexta-feira, os presidentes das duas empresas envolvidas ainda estavam presos na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.
Prisão de Zelada
Depois da 14ª fase, a Polícia Federal executou outra operação, na qual prendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Jorge Zelada.
Na estatal, ele sucedeu outro preso na Lava Jato, Nestor Cerveró, já condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. De acordo com MPF, Jorge Zelada teve 10 milhões de euros bloqueados por autoridades do Principado de Mônaco. O dinheiro seria fruto de propina, obtida por meio de fraude em contratos de fornecimento de navios sonda da Petrobras.
Desde o início da operação, dezenas de pessoas já foram presas, entre elas Paulo Roberto Costa –  que cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro – e o doleiro Alberto Youssef, que está preso na carceragem da PF em Curitiba e é acusado de liderar o esquema de corrupção na Petrobras.
As investigações policiais e do MPF podem resultar ou não na abertura de ações na Justiça. Ao todo, 19 ações penais e 5 ações civis públicas foram instauradas na Justiça Federal até agora.
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância do Judiciário, aceitou denúncia contra mais de 80 pessoas. Também são alvo de ações as empreiteiras Camargo Corrêa, Sanko-Sider, Mendes Júnior, OAS, Galvão Engenharia e Engevix.

Mulheres se recusam a entregar bebê para mãe e são presas em flagrante pelo roubo


Da Redação

Duas mulheres foram presas na tarde desta sexta-feira (24) acusadas pelo roubo de um recém nascido de apenas dez dias em Bocaiúva do Sul, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com a polícia, o Conselho Tutelas da cidade acionou a Polícia Civil após a denúncia do roubo.
De acordo com o delegado Mario Sérgio Bradock Zacheski, o crime ocorreu na localidade rural da Macieira. “As duas se recusaram entregar a criança as conselheiras  que estavam acompanhadas da mãe do menor, obstruíram os documentos, desacataram os policiais e ainda resistiram à prisão, sendo assim autuadas em flagrante”, explicou.
As duas já respondem por crimes de maus tratos e se encontram ficam agora à disposição da Justiça.
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Comissão que investiga morte de mulher em UPA aponta “indícios” de omissão de socorro


Da SMCS

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) decidiu manter afastados de atividades assistenciais três servidores que prestavam serviços na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas Fazendinha na noite de 23 de junho de 2015, quando ocorreu o óbito da paciente Maria da Luz das Chagas dos Santos. A decisão baseia-se no relatório da comissão encarregada de apurar o caso, que aponta indícios de omissão de socorro à paciente por parte de uma enfermeira e dois auxiliares de enfermagem. A comissão encerrou os trabalhos esta semana.
Maria morreu após espera de 3 horas por atendimento. Foto: Reprodução
Maria morreu após espera de 3 horas por atendimento. Foto: Reprodução
O caso segue agora para a Procuradoria Geral do Município (PGM), responsável por abrir processo administrativo disciplinar e determinar as punições cabíveis ao caso – da advertência à exoneração do cargo, se confirmada a omissão de socorro. Como a apuração ainda não está concluída, os nomes dos servidores não serão divulgados. Eles permanecerão em funções administrativas enquanto o caso estiver em julgamento na PGM.
O relatório final da comissão instituída pela SMS será encaminhado na próxima semana ao Ministério Público da Saúde, à Polícia Civil e aos conselhos regionais de Medicina e de Enfermagem.
A SMS informa ainda que reforçou as orientações a todos os profissionais, em serviços públicos e privados, em diferentes níveis assistenciais, quanto a atendimentos em situações de emergência em ambientes externos às unidades de saúde. A secretaria reitera que busca constantemente aprimorar processos de trabalho, para minimizar a possibilidade de falhas.