Romário tem conta milionária na Suíça SEM DECLARAR AO FISCO?

Romário no Senado: da tribuna, o ex-craque dispara lições de ética e denuncia falcatruas. Conta não declarada à Receita pode tisnar esse discurso
Romário no Senado: da tribuna, o ex-craque dispara lições de ética e denuncia falcatruas. Conta não declarada à Receita pode tisnar esse discurso(Pedro Ladeira/Folhapress)
Quem o vê na tribuna do Senado, fustigando os cartolas do futebol com acusações de irregularidades e à frente de uma CPI sobre falcatruas na Confederação Brasileira de Futebol, se impressiona: Romário de Souza Faria, 49 anos, ídolo da seleção, firma-se cada vez mais na política com um vigoroso discurso em defesa da ética e da lisura. A postura, apimentada por seus comentários afiados, é tão bem-sucedida entre os eleitores que o levou a ganhar com folga a disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, na eleição do ano passado, e o coloca agora no topo das pesquisas sobre os mais cotados para a prefeitura do Rio em 2016. Tamanha popularidade acaba por deixar na sombra uma flagrante incongruência entre o Romário senador e o Romário cidadão: na vida pessoal, o ex-jogador é notório por suas pendências financeiras. Uma delas está nas mãos do Ministério Público Federal: um extrato de uma conta bancária em nome de Romário no banco suíço BSI, com sede em Lugano, no valor de 2,1 milhões de francos suíços, o equivalente a 7,5 milhões de reais. A pequena fortuna não aparece na declaração oficial de bens encaminhada por Romário à Justiça Eleitoral em 2014. Romário disse a VEJA que nunca ouviu falar da conta: "Até agradeço por me informarem. Se for dinheiro meu, vou buscar".
No extrato consta um crédito de rendimentos em aplicações no período de um ano a partir de 31 de dezembro de 2013, o que fez elevar o saldo aos mais de 7 milhões de reais atuais. A data do documento é 30 de junho de 2015. Ter dinheiro no exterior não é proibido. No caso de Romário, isso não necessariamente levanta suspeitas sobre sua origem, pois ele jogou em grandes clubes europeus, recebendo em moeda forte. "Abri contas na Holanda e na Espanha e, para ser sincero, não sei se fechei. Mas nunca mais movimentei", diz Romário. Brasileiros com conta em bancos estrangeiros e saldo acima do equivalente a 100 000 dólares devem informar à Receita Federal, que cobrará o imposto devido. Em 1997, quando jogava no Valencia, da Espanha, Romário foi autuado pelo Fisco por ter aberto empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, e para lá transferido aplicações e propriedades. O objetivo era escapar dos impostos. Só o valor que consta no extrato do BSI em nome de Romário supera em quase seis vezes o patrimônio total declarado por ele à Receita Federal, como é exigido de candidatos a cargos eletivos. Romário informou à Receita que seu patrimônio total era de 1,3 milhão de reais, entre imóveis, terrenos, cotas de empresas e aplicações financeiras.
A conta não declarada na Suíça passa a ocupar o topo da lista de enroscos financeiros de Romário em tempos recentes. Quando se examina o comportamento dele nessa área, não naquela em que reinou, fica evidente que o Baixinho é mau pagador. A lista de faturas em aberto no Rio de Janeiro vai de condomínios a pensão de filhos, passando pelo Fisco e pelo INSS. Só em impostos federais, Romário acumula pendências em torno de 2 milhões de reais. O senador já foi citado em 28 processos por dívidas e chegou a ser condenado em várias instâncias por sonegação fiscal. Parte dos processos subiu ao Supremo Tribunal Federal. O craque estava a um passo de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e só escapou por ter, finalmente, desembolsado 1,4 milhão de reais, renegociando o restante.
Um apartamento de Romário, avaliado em 4 milhões de reais, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste carioca, quase foi a leilão há poucos meses por falta de pagamento de 600 000 reais em taxas de condomínio. Na última hora houve acordo, e a dívida está sendo renegociada. Se Romário o perdesse, seria reincidência: em 2009, ele foi obrigado a entregar uma cobertura de 8 milhões de reais no luxuoso condomínio Golden Green, também na Barra. O imóvel foi leiloado por falta de pagamento de taxas. Quando o empresário Edson Bueno, então dono da Amil e comprador do imóvel, pegou as chaves, ficou impressionado com o estado de depredação. Romário diz que arrancou um aparelho de ar condicionado. Outras duas propriedades dele foram tomadas pela Justiça para quitar dívidas.
Romário não leva uma vida modesta. Ele circula pelo Rio de Janeiro em uma Ferrari vermelha, que, por via das dúvidas, registrou no nome de uma ex-­mulher. Seus bens são condizentes com os ganhos de quem já foi o jogador mais bem pago do Brasil - no Flamengo, recebia 320 000 reais por mês, em valores atuais. Da experiência, aprendeu que ganhar dinheiro é bom; gastar, nem tanto. Vitorioso na política - na qual entrou como deputado federal e, na eleição seguinte, já se transferiu para o Senado com votação recorde -, em 2013 amea­çou deixar seu partido, o PSB, e viu-se alvo de intensa disputa por seu passe. Quatro caciques de diferentes siglas envolvidos nas negociações disseram a VEJA que Romário é pragmático e a medida do seu interesse passava sempre por alguma recompensa. Acabou ficando no PSB. Expoentes de seu círculo contam que a recompensa nesse caso seria o pagamento do aluguel da mansão de 10 milhões de reais onde ele mora em Brasília. Tanto o partido como o senador negam o arranjo. Saldar o que deve, tudo indica, ele pode. Calcula-se que Romário tenha rendimentos anuais de 5 milhões de reais, entre campanhas publicitárias e pagamentos atrasados. Só do Flamengo, ele ainda recebe 159 000 reais por mês. O salário de senador é de 33 700 reais. Quando se esclarecerem as circunstâncias de sua conta no BSI, o Baixinho vai ter mais alguns milhões de razões para driblar seus credores.

Léo Pinheiro é ameaçado; advogada de delatores sai “fugida” do país: fantasma de Celso Daniel assusta!



O fantasma de Celso Daniel ronda a Lava Jato.
Trechos de duas reportagens de VEJA desta semana contêm relatos de ameaças a duas figuras fundamentais das investigações: o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e a advogada que negociou a delação premiada de nove dos dezoito réus confessos da operação, Beatriz Catta Preta.
alx_jose-aldemario-pinheiro-net-leo-oas-89-jpg_original1) Em abril, VEJA revelou que Léo Pinheiro, quando estava preso, anotava em pedaço de papel histórias que poderiam ser contadas sobre suas relações com Lula e o poder.
Dias depois, revela a revista agora, “Pinheiro foi procurado por um carcereiro em sua cela no Complexo Médico-Penal do Paraná. Enquanto recebia a bandeja com a comida, Léo Pinheiro entendeu que o agente disse que seria melhor ele passar a dormir de olhos abertos. Conselho ou ameaça, o que se sabe é que a frase do carcereiro assustou bastante o preso.
Libertado da prisão preventiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Léo Pinheiro contou esse episódio a familiares durante uma discussão sobre a conveniência de fechar o acordo de delação premiada. A família o estimulou a fazê-lo. Os fatos também. Defendido por três renomadas bancas de advogados em Brasília, São Paulo e Curitiba, Pinheiro viu naufragar todas as estratégias jurídicas empregadas por seus defensores”.
Beatriz2) Há duas semanas, Beatriz Catta Preta “dispensou recepcionistas e secretária e parou de atender o celular. Na segunda-feira 20, enviou um e-mail a todos os seus clientes anunciando que não mais faria a defesa deles. Ato contínuo, deixou o Brasil”.
“Algo de muito grave fez com que Catta Preta decidisse sair de cena – e há indícios de que ela estava apavorada quando o fez. Em maio, por razões desconhecidas, deixou de mandar o filho à escola e pediu à direção o trancamento da matrícula. Em junho, foi a vez de tirar também a menina mais nova da escolinha que frequentava. Um advogado próximo de Catta Preta afirmou a VEJA que ouviu de um amigo em comum aos dois que ela vinha recebendo ameaças e que, por isso, teria saído ‘fugida’ do país.”
A chapa está quente na República petista. Coincidentemente, quanto mais perto se chega de Lula, mais o fantasma de Celso Daniel grita “Buuuuuuu!”.

Executivo da OAS se oferece para contar à Lava Jato segredos devastadores sobre Lula

Capa VEJA - Edição 2436
(VEJA.com/VEJA)
Léo e Lula são bons amigos. Mais do que por amizade, eles se uniram por interesses comuns. Léo era operador da empreiteira OAS em Brasília. Lula era presidente do Brasil e operado pela OAS. Na linguagem dos arranjos de poder baseados na troca de favores, operar significa, em bom português, comprar. Agora operador e operado enfrentam circunstâncias amargas. O operador esteve há até pouco tempo preso em uma penitenciária em Curitiba. Em prisão domiciliar, continua enterrado até o pescoço em suspeitas de crimes que podem levá-lo a cumprir pena de dezenas de anos de reclusão. O operado está assustado, mas em liberdade. Em breve, Léo, o operador, vai relatar ao Ministério Público Federal os detalhes de sua simbiótica convivência com Lula, o operado. Agora o ganho de um significará a ruína do outro. Léo quer se valer da lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a delação premiada, para reduzir drasticamente sua pena em troca de informações sobre a participação de Lula no petrolão, o gigantesco esquema de corrupção armado na Petrobras para financiar o PT e outros partidos da base aliada do governo.
Por meio do mecanismo das delações premiadas de donos e altos executivos de empreiteiras, os procuradores já obtiveram indícios que podem levar à condenação de dois ex-ministros da era lulista, Antonio Palocci e José Dirceu. Delatores premiados relataram operações que põem em dúvida até mesmo a santidade dos recursos doados às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e à de Lula em 2006. As informações prestadas permitiram a procuradores e delegados desenhar com precisão inédita na história judicial brasileira o funcionamento do esquema de sangria de dinheiro da Petrobras com o objetivo de financiar a manutenção do grupo político petista no poder.
É nessa teia finamente tecida pelos procuradores da Operação Lava-Jato que Léo e Lula se encontram. Amigo e confidente de Lula, o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público Federal um acordo de colaboração. As conversas estão em curso e o cardápio sobre a mesa. Com medo de voltar à cadeia, depois de passar seis meses preso em Curitiba, Pinheiro prometeu fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção na Petrobras, exatamente como afirmara o doleiro Alberto Youssef em depoimento no ano passado. O executivo da OAS se dispôs a explicar como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras.

A doce vida de Pedro Barusco ex gerente de Serviços da PETROBRÁS


Barusco curte o sol de domingo e o mar de Angra na praia particular do seu condomínio
Barusco curte o sol de domingo e o mar de Angra na praia particular do seu condomínio
Com todo o jeito de que a vida está boa e mirando o mar azul de Angra dos Reis. Assim o notórioPedro Barusco curtiu domingo de sol, no dia 19.
Alternando baforadas num charuto e bebendo uma cervejinha, o ex-gerente de Serviços da Petrobras mostrava estar totalmente recuperado, a léguas das “gravíssimas condições de saúde” que o impediram de participar, apenas doze dias antes, de duas acareações marcadas pela CPI da Petrobras, com Renato Duque e João Vaccari – ao menos foi isso que alegou sua advogada para conseguir no STF que Barusco não comparecesse à CPI.
Sua rotina em Angra, segundo vizinhos, continua parecida com a vida que levava antes que suas falcatruas fossem descobertas. Costuma, por exemplo, passear na horta (cujo terreno foi comprado por 2 milhões de reais) que fica ao lado de sua casa, sem seguranças, invariavelmente com um copo de uísque ou cerveja nas mãos.

Marcos Valério na CPI da Petrobras para contar sobre o assassinato de Celso Daniel


Marcos Valerio


Por falar em Celso Daniel, o empresário Marcos Valério deve ser convocado pela CPI da Petrobras, de acordo com a Veja.
Em setembro de 2012, Marcos Valério disse que o PT desviou 6 milhões de reais da Petrobras para calar a boca de um empresário que ameaçava contar a participação de Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do prefeito de Santo André.
O Antagonista sabe que, depois desse depoimento, Marcos Valério passou a apanhar dia sim, outro também, na penitenciária onde está preso.
Marcos Valério tem muito a revelar.
Do Antagonista

Lula se diz cansado de “mentiras e safadezas”


Lula diz estar cansado ‘das mentiras e safadezas’ e das agressões à presidente Dilma Rousseff e ao PT
É muita desfaçatez. O ex-­presidente Lula (PT) disse, na noite desta sexta­-feira, 24, estar de “saco cheio” e “cansado das mentiras e safadezas”. Em um discurso mais curto que os tradicionais, o petista demonstrou cansaço e expressão de abatimento. Defendeu a sucessora Dilma Rousseff (PT) e tentou minimizar o cenário de crise que assola o País, durante discurso de cerca de 20 minutos, em vez dos tradicionais pronunciamentos mais efusivos em que chega a falar por mais de uma hora, arrancando aplausos da plateia.
“Estou cansado de agressões à primeira mulher que governa esse País, de ver o tipo de perseguição que tentam fazer às esquerdas nesse País”, disse Lula. “Não tem pessoa com caráter mais forte nesse País que a Dilma”, afirmou em outro trecho em que exaltou a presidente. Lula não citou diretamente a Lava Jato, nem a investigação da Procuradoria-­Geral do Distrito Federal contra ele, por suposto crime de tráfico de influência em favor da Odebrecht. Ele também não citou qualquer partido ou político de oposição, mas reclamou da imprensa, como costuma fazer. Sem citar movimentações pelo impeachment de Dilma, o ex­presidente se disse “profundamente irritado” com a reação de “pessoas que se diziam democráticas e que não aceitaram até agora o resultado de uma eleição que reelegeu a presidenta da República”.
Lula também reforçou o discurso de que há um “clima de ódio, de intolerância estabelecido no País” e voltou a fazer comparações com o nazismo. “O que a gente vê na televisão parece os nazistas criminalizando o povo judeu, os romanos criminalizando o povo cristão, os fascistas criminalizando os italianos. Sei que é difícil para parte da elite brasileira aceitar certas coisas”, disse, repetindo que os avanços sociais, como saída da população da miséria, inclusão educacional, com pobres chegando à universidade, indo a restaurantes e viajando de avião, incomodam as elites. “Tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa.”
O discurso veio poucos minutos depois da divulgação na internet de trechos da matéria da revista Veja deste final de semana. A reportagem mostra o cerco se fechando contra o ex­-presidente ao afirmar que o empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, estaria negociando uma delação premiada implicando Lula no escândalo de desvios na Petrobrás.
Crise. No discurso realizado no Sindicato dos Bancários do ABC, na Grande São Paulo, Lula admitiu que existe medo na população brasileira e que as pessoas começam a se preocupar com a inflação e com o desemprego, mas tentou minimizar a gravidade da situação. “Eu sei o que é o desemprego porque fiquei um ano e meio parado. A inflação está alta, a 9%, mas vai cair”, disse ao apontar que o desemprego era de 12,5% e a inflação de 12% quando ele assumiu a Presidência. O ex­-presidente não fez qualquer menção à redução da meta fiscal anunciada esta semana pela equipe econômica de Dilma.
Ele, no entanto, repetiu argumentos de que seus antecessores quebraram o País duas vezes e exaltou “o poder de recuperação extraordinário” do Brasil, com um mercado consumidor de 200 milhões de pessoas. “Temos que dizer para todas as pessoas que acham que o mundo vai acabar, que não há momento na história desse país que o Brasil não tenha passado por uma crise”, afirmou. “Não é porque uma criança está com febre que a gente vai enterrar”, completou.
Lula disse que é preciso trabalhar a conscientização e formação das pessoas para que elas compreendam que os políticos podem melhorar suas vidas, especialmente destacando os avanços dos últimos 12 anos para os mais jovens. “Quem vem apostando no fracasso deste País vai quebrar a cara.”
Apesar de muito bem recebido e citado por três vezes no palco como melhor presidente que o País já teve, Lula não foi saudado pelos tradicionais “olê olê olá, Lula, Lula”, nem ouviu os costumeiros efusivos aplausos. Ele falou para cerca de 200 sindicalistas na cerimônia de posse da nova gestão do Sindicato dos Bancários do ABC, na Grande São Paulo. No palco, estavam, entre outros, os prefeitos petistas Luiz Marinho (São Bernardo do Campo) e Carlos Grana (Santo André), o deputado federal Vicentinho (PT­-SP) e o presidente da Central Única dos Trabalhadores em São Paulo (CUT­SP), Adi dos Santos.

Mulher de Vargas diz que comprou mansão com venda de sorvetes


A casa do ex-deputado federal André Vargas (ex-PT) em um condomínio de luxo em Londrina foi comprada com a venda de sorvetes. A informação consta na defesa prévia da esposa do político – Edilaira Soares – entregue à Justiça Federal. Edilaira é acusada de lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato. Vargas está preso desde o dia 10 de abril na investigação que apura um esquema de corrupção na Petrobras. A mulher garantiu que comprou o imóvel avaliado em R$ 2 milhões com o dinheiro proveniente de uma pequena sorveteria, de uma loja de confecções e da venda de perfumes em domicílio.
“Atualmente, portanto, a renda da Ré se perfaz pelo lucro formal obtido pela sorveteria, pela venda dos produtos rurais do sítio e pela venda informal dos perfumes UP, sendo que é com tais valores que mantém a casa desde a prisão do réu André Vargas, com quem vive maritalmente”, relata a defesa ao alegar que Edilaira nunca esteve ligada a atividades ilícitas.
O Ministério Público Federal indica no processo que a casa foi adquirida com dinheiro fruto do esquema de corrupção. A suspeita de lavagem de dinheiro surgiu após uma diferença significativa no valor declarado à Receita Federal e o valor real desembolsado na compra da casa. À Receita, o casal informou ter pago R$ 500 mil. Já o corretor que acompanhou o negócio disse que a casa custou R$ 980 mil.
A residência em um condomínio de luxo na zona sul de Londrina está sequestrado judicialmente desde a operação da Polícia Federal. Edilaira Soares, no entanto, segue morando no local por conta de uma autorização da Justiça.

O Paraná pagou R$ 420 milhões e zera precatórios


Mauro Ricardo Costa.Foto: Valter Pontes
Para que serve o ajuste fiscal? Ora, pois, para apertar os cintos, pagar as contas, por a casa ordem nesta época de crise. O Paraná zerou as dívidas com precatórios. Na terça-feira, 21, a Secretaria da Fazenda pagou ao Judiciário a última parcela de R$ 48,9 milhões que estava em atraso. Ao todo, foram pagos R$ 420 milhões em precatórios. O secretário Mauro Ricardo Costa (Fazenda) informou que o pagamento dos precatórios faz parte das ações do ajuste fiscal.

A história do policial que está em todas as fotos da Lava Jato


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Olha ele aí, óculos escuros, a escoltar o Marcelo Odebrecht na cadeia. Em quase toda execução de mandados da Lava Jato, um policial federal aparece nas fotos ao lado dos presos que chegam à Superintendência da PF do Paraná. Segundo a coluna Expresso, da Época, o nome dele é Newton Ishii.
Ele ingressou na PF em 1976, mas em 2003 foi preso pela própria PF suspeito de integrar uma quadrilha de contrabando na fronteira com o Paraguai. Chegou a ser expulso da corporação e a responder a processos criminais e civis.
Reintegrado, de acordo com a Época, goza hoje de total confiança da direção da PF.

PRF prende argentino que saía do Brasil com US$ 1,3 mil em notas falsas


Flagrante foi feito na manhã deste sábado (25), em Foz do Iguaçu, no PR.
Funcionário de hotel onde estrangeiro estava desconfiou das cédulas.

Do G1 PR, em Foz do Iguaçu
Depois de abordado, estrangeiro foi levado com as notas até uma casa de câmbio, onde a falsificação foi constatada (Foto: PRF / Divulgação)Depois de abordado, estrangeiro foi levado com as notas até uma casa de câmbio, onde a falsificação foi constatada (Foto: PRF / Divulgação)
Um argentino foi preso na manhã deste sábado (25) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, com US$ 1,3 mil em notas falsas. O flagrante foi feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) quando o estrangeiro tentava deixar o Brasil com as cédulas de dólares falsas.
O suspeito foi preso depois que o funcionário do hotel onde o estrangeiro estava hospedado desconfiou do dinheiro entregue para o pagamento da estadia. Ao abordar o veículo em que o homem estava, os policias o levaram com o dinheiro para uma casa de câmbio, onde constataram a fraude.
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No total, foram apreendidas 13 notas de US$ 100. O suspeito e as notas foram encaminhados para a delegacia da Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçu. A pena para este tipo de crime pode variar de três a doze anos de prisão, mais multa.

Odebrecht e Andrade Gutierrez terão de ressarcir mais de R$ 7 bi, diz MPF


 

Presidentes das 2 empresas foram denunciados pelo MPF na sexta (24). 
Empresas são acusadas de participar de esquema de fraudes na Petrobras.

Adriana Justi e Marcelo RochaDo G1 PR e da RPC TV
A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra executivos da construtora Odebrecht e da Andrade Gutierrez, na sexta-feira (24), aponta que as duas empresas terão de ressarcir mais de R$ 7 bilhões aos cofres públicos. Desse total, R$ 486.468.755,21 são referentes à Andrade Gutierrez e R$ 6.766.022.202,30 referem-se à Odebrecht. As empresas são as duas maiores construtoras do Brasil.
Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas. Na lista aparecem ainda os nomes do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, do ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e do ex-gerente de Serviços Pedro Barusco.
De acordo com o MPF e a Polícia Federal, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez agiam de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. Elas formavam um cartel, obtendo preços favoráveis e, com isso, lucros extraordinários. Parte desse lucro excedente era usada para pagar propina a agentes públicos e partidos políticos, conforme os procuradores.
A denúncia também aponta que as duas empresas pagaram mais de R$ 600 milhões em proprina em onze contratos que firmaram com a Petrobras.
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Do montante total devido pela Odebrecht, R$ 5.987.800.000,00 referem-se aos danos causados por contratos com a Braskem na compra de nafta, um produto essencial para fazer plástico, segundo a denúncia.
A Braskem é uma empresa petroquímica do Grupo Odebrecht que atua em participação com a Petrobras.
Nesta transação, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro, teria recebido propinas de R$ 5 milhões por ano. Parte desse dinheiro era direcionada ao ex-deputado José Janene (PP), já falecido, e posteriormente ao próprio Partido Progressista, afirmou o procurador Deltan Dallagnol.
Desde o início da Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014, R$ 840 milhões já foram recuperados, segundo Dallagnol. Além desse valor, mais de R$ 2 bilhões estão bloqueados em contas no Brasil e no exterior.
Lista dos denunciados por processo
Odebrecht
- Alberto Youssef, doleiro
- Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, ex-diretor da Odebrecht
- Bernardo Schiller Freiburghaus, suspeito de lavar dinheiro de propina da Odebrecht
- Celso Araripe d’Oliveira, funcionário da Petrobras
- Cesar Ramos Rocha, ex-diretor da Odebrecht
- Eduardo de Oliveira Freitas Filho, sócio-gerente da empreiteira Freitas Filho Construções Limitada
- Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da Odebrecht S.A.
- Márcio Faria da Silva, ex-diretor da Odebrecht
- Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
- Paulo Sérgio Boghossian, ex-diretor da Odebrecht
- Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de Serviços da Petrobras
- Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras
- Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Odebrecht
Andrade Gutierrez
- Alberto Youssef, doleiro
- Antônio Pedro Campello de Souza Dias, ex-diretor da Andrade Gutierrez
- Armando Furlan Júnior, sócio de Fernando Soares
- Elton Negrão de Azevedo Júnior, diretor-executivo da Andrade Gutierrez
- Fernando Falcão Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano
- Flávio Gomes Machado Filho, filho de Mário Góes e suspeito de operar propina
- Lucélio Roberto von Lechten Góes, lobista suspeito de atuar para a Odebrecht
- Mario Frederico Mendonça Góes, lobista suspeito de atuar para a Odebrecht
- Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez
- Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
- Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de Serviços da Petrobras
- Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras
- Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Odebrecht
Contas no exterior
Segundo Dallagnol, documentação obtida nas investigações mostra que a Odebrecht e denunciados no esquema tinham contas e valores em empresas offshore, fora do país.
Uma investigação das autoridades suíça  apontou que empresas do Grupo Odebrecht utilizaram contas bancárias naquele país para pagar propina a ex-diretores da Petrobras.
Conforme relatado pelo MPF, a Suíça informou que os pagamentos foram feitos a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento; Renato Duque, ex-diretor de Serviços; Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços; Jorge Zelada e Nestor Cerveró, ambos ex-diretores da área Internacional da estatal.
No caso da Andrade Gutierrez, o delegado da PF Eduardo Mauat da Silva citou um documento de uma auditoria interna feita pela empresa, para apurar todos os pagamentos feitos durante os anos da investigação da Lava Jato. "A própria Andrade Gutierrez estava preocupada com a Operação Lava Jato", afirmou.
Já na Odebrecht, o delegado lembrou que Marcelo Odebrecht era o responsável pelos principais decisões da empresa. "Ele tinha perfil bastante centralizador, ele tomava as decisões mais importantes, ele fazia os contatos políticos para que a empresa fosse beneficiada", disse.
Defesas
Por meio de nota, a Odebrecht disse discordar dos ressarcimentos pedidos pelo MPF. "A Construtora Norberto Odebrecht considera que o ressarcimento pedido pelo Ministério Público Federal, calculado com base em ilações e afirmações de criminosos confessos, é totalmente infundado e será devidamente contestado pela defesa no curso do processo, caso a denúncia seja aceita pela Justiça."
O advogado de Alberto Youssef afirma que vai continuar colaborando com a Justiça. O advogado de Paulo Roberto Costa alega que “todos os fatos que foram objeto de colaboração premiada, quase 120 depoimentos, foram importantes em todas as investigações, inclusive esta”.
A defesa de Fernando Soares, o Fernando Baiano, diz que “isso [a denúncia] revela excesso acusatório, o que não surpreende, diante de tudo que tem acontecido até agora em violação da lei e da Constituição da República." A defesa de Mário Góes afirmou que só se manifestará depois de ter acesso à denúncia.
O advogado de Bernardo Freiburghaus ressalta que ele jamais intermediou o pagamento de propinas, tampouco tem poderes para abrir contas no exterior ou aceitar depósitos e transferências. O advogado também afirma que “as autoridades suíças sequer mencionam o nome do Bernardo nas contas das empresas offshores investigadas”.
A Andrade Gutierrez informa que os advogados ainda estão estudando a peça apresentada pelo Ministério Público Federal. "Infelizmente, até o momento, os devidos esclarecimentos e provas juntadas não foram levados em consideração. A empresa entende que o campo adequado para as discussões, a partir desse momento, é o processo judicial, onde concentrará essa discussão, buscando a liberdade dos executivos e a conclusão pela improcedência das acusações. A empresa reitera que não pretende participar dessas discussões através da mídia", diz trecho da nota.
Transferências
Oito presos da 14ª fase da Operação Lava Jato, que estavam detidos na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, foram transferidospara o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense, por volta das10h deste sábado (25).
O pedido de transferência foi feito à Justiça pelo delegado Igor Romário de Paula.
Ele alegou dificuldades de espaço para manter os detentos na carceragem. O complexo é uma penitenciária de regime fechado e com finalidades médicas.
Ao acatar o pedido, Sérgio Moro disse que "de fato, a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos".
Foram transferidos
Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da holding Odebrecht S.A.
Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht
César Ramos Rocha, ex-diretor da Odebrecht
Elton Negrão de Azevedo Júnior - executivo da Andrade Gutierrez
João Antônio Bernardi Filho, ex-funcionário da Odebrecht
Márcio Faria da Silva, ex-diretor da Odebrecht
Otávio Marques de Azevedo - presidente da Andrade Gutierrez
Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Odebrecht.

Acusado de abuso no Pan, jogador de polo deixa Kazan e volta ao Brasil


Abalado, goleiro reserva da seleção Thyê Mattos estava concentrado na Rússia para disputar o Mundial de esportes aquáticos. Polícia canadense investiga o caso

Por Direto de Kazan, Rússia
Thye Mattos, polo aquático, goleiro  (Foto: Julio Cortez/ AP)Thye Mattos se desligou da delegação que disputa o Mundial na Rússia (Foto: Julio Cortez/ AP)
Acusado de abuso sexual durante os Jogos Pan-Americanos de Toronto, o jogador de polo aquático do Brasil Thyê Mattos retornou ao Brasil na noite desta sexta-feira. O goleiro reserva da seleção que estava em Kazan, na Rússia, para o Mundial de esportes aquáticos está sendo investigado pela polícia canadense por um suposto assédio a uma mulher de 22 anos, no dia 16 de julho, horas depois da final contra os Estados Unidos na competição. O jogador do Paulistano desembarca no Rio de Janeiro.
Na noite de sexta-feira, o supervisor técnico de polo aquático do Brasil, Ricardo Cabral, disse que Thyê estava muito abalado com a acusação. Em conversa com a comissão técnica, o carioca de 27 anos teriaadmitido que esteve com a mulher, mas que teria sido consensual
A polícia canadense revelou o caso durante uma coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, em Toronto. A acusação é de que o brasileiro teria abusado sexualmente de uma mulher de 22 anos em sua casa, no último dia 16, quinta-feira, um dia depois da derrota brasileira para os Estados Unidos na final da competição. A identidade da vítima foi preservada, e a ordem de prisão contra o brasileiro foi emitida. 
Pan de Toronto coletiva abuso sexual Thye Mattos (Foto: Thierry Gozzer)A polícia canadense acusa o brasileiro de abuso sexual contra uma mulher de 22 anos durante o Pan (Foto: Thierry Gozzer)

A vítima seria uma jovem de 22 anos, moradora do centro de Toronto e sem ligação com os Jogos Pan-Americanos. De acordo com a inspetora Joanna Breaven-Desjardins, Thyê estava na casa da jovem ao lado de outro membro do time brasileiro que não responde a qualquer acusação. A jovem teria sido assediada enquanto dormia e depois eles teriam deixado a residência.