Bebê de três meses fala "Eu te amo" - Vídeo


Pai fica de queixo caído ao ouvir a declaração. Vídeo viralizou na internet

REDAÇÃO ÉPOCA
27/07/2015 - 11h40 - Atualizado 27/07/2015 11h51
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Ted Moskalenko filma momento em que o filho Ben, de três meses, diz "Eu te amo" (Foto: Reprodução Youtube)
Um dos momentos inesquecíveis para o pai e a mãe é quando o bebê fala (ou balbucia) as primeiras palavras. Não é mesmo? Agora imagina quando parece que a criança está dizendo "Eu amo você".

Pois foi exatamente isso que deixou Ted Moskalenko, de Nova Jersey, de queixo caído, literalmente. Ele flagrou o momento em que o filho Ben, de três meses, disse que o amava. No vídeo, postado no canal de Ted no Youtube, o pai aparece segurando Ben à sua frente. Ele brinca com o bebê e diz: "Eu te amo". Em seguida, o pequeno responde (ao que parece) com a mesma frase. A reação do pai é incrível. O vídeo já teve mais de 200 mil visualizações. 

Para Eduardo Cunha, a melhor defesa é o ataque


O presidente da Câmara se defende na Justiça. E o lobista Júlio camargo está entre os alvos da empresa de investigação contratada pela CPI da Petrobras

THIAGO BRONZATTO COM FLÁVIA TAVARES
27/07/2015 - 15h51 - Atualizado 27/07/2015 15h51
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Em 11 de março, às 18h44, a croata Snežana Gebauer, diretora-geral da empresa  de investigação Kroll no Brasil, enviou àComissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras um e-mail com o título “CONFIDENCIAL – proposta”. A mensagem detalhava como a Kroll mobilizaria sua rede de  2.300 profissionais espalhada por 26 países para assessorar a CPI da Petrobras. A empresa britânica de investigação foi contratada sem licitação. O presidente da CPI,Hugo Motta (PMDB-PB) – representante informal do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na comissão –, disse que a Kroll faria “análise financeira” e “diagnósticos e auditoria em contratos da empresa Petrobras”. Tão logo fechou o acordo, Cunha decretou o sigilo sobre o contrato até 2020. ÉPOCA obteve, com exclusividade, cópia do contrato reservado com pessoas ligadas à Kroll. E descobriu que, entre os alvos prioritários da investigação, está o lobista Júlio Camargo, que disse à Justiça Federal que o presidente da Câmara pedira propina de US$ 5 milhões. Segundo integrantes da Kroll ouvidos pela reportagem, Camargo entrou na lista de alvos prioritários da investigação quando se tornou claro que delataria Cunha.
Eduardo Cunha na Câmara  (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
E-mail da Kroll sobre a Lava Jato  (Foto: Reprodução)
De acordo com o contrato 2015/072.0, redigido em português e inglês, a Câmara desembolsou R$ 1.180.139,40, numa operação registrada com o número 0005112015. As parcelas foram pagas em libras esterlinas, com uma cotação próxima de R$ 5 – e foram calculadas de acordo com o item 6 do contrato, intitulado “honorários e despesas”, um dos motivos da decretação do sigilo. Nessa cláusula, a remuneração da Kroll varia de acordo com a experiência de seus profissionais envolvidos no caso: de diretor executivo, que custa 348 libras a hora, a analista, 64 libras a hora.

A investigação foi fatiada em seis partes. A primeira diz respeito à revisão e análise do documento. A segunda está relacionada à preparação de um plano investigatório. A terceira envolve um mapeamento do perfil de 15 alvos, chamados de “sujeitos”. A quarta, levantamento de bens nos países. Na quinta etapa, serão feitas “entrevistas de fontes”, sem detalhar como isso funcionaria na prática. Por fim, um relatório final seria elaborado. Segundo ÉPOCA apurou, foi feito um acordo com a Kroll para que ela se concentrasse em quatro ou cinco alvos prioritários, a fim de dar mais agilidade à investigação e concluí-la até meados de setembro.

Na lista da CPI da Petrobras há três nomes óbvios: o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o ex-gerente da companhia Pedro Barusco. Além desses, entraram na lista o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o lobista Júlio Camargo, executivo que também disse que Cunha era sócio oculto do operador Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Ao rastrear os bens de Camargo no exterior, sobretudo aqueles que não foram declarados para a força-tarefa da Lava Jato, a CPI poderá mostrar que o lobista mentiu – e assim colocar em xeque a sua delação.

Na semana passada, a advogada Beatriz Catta Preta, que defendia Júlio Camargo, renunciou à função. O motivo é que ela também se tornara alvo da CPI, por obra de um deputado peemedebista do Rio de Janeiro. Celso Pansera, chamado pelo doleiro e delator Alberto Youssef de “pau-mandado de Cunha”, apresentou requerimento de convocação de Catta Preta para que ela explicasse a origem dos honorários que recebeu. O juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato, afirmou em despacho que não existem motivos para a convocação.

Enquanto isso, Eduardo Cunha trabalha nas férias para se defender na Justiça. Na segunda-­feira (20), o presidente da Câmara recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para travar a investigação sobre ele no âmbito da Lava Jato no Paraná. Cunha argumenta que o depoimento feito pelo lobista Camargo não poderia ter sido feito na primeira instância, porque, por ser deputado federal, tem foro privilegiado. A defesa de Cunha pediu, então, uma “decisão provisória”, para que o processo sobre corrupção em compras da Petrobras fosse remetido ao STF. Pediu também que fossem anuladas eventuais provas produzidas enquanto o processo estivesse no Paraná. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, decidiu que Moro não poderá julgar a ação em que Cunha é citado, antes de explicar ao STF como o depoimento de Camargo rendeu acusações contra o deputado.

Existe outro desafeto do presidente da Câmara na lista  de investigados da Kroll: o presidente do grupo Schahin, Milton Schahin, também fornecedor da Petrobras. Em entrevista ao jornal O Globo, Schahin disse que foi perseguido por Cunha e seus aliados, devido a uma disputa travada com o empresário Lúcio Bolonha Funaro. “Temos uma pendência muito grande com Funaro, e a ligação de Cunha com ele é muito conhecida”, disse Schahin. 

Procurado por ÉPOCA, o deputado Eduardo Cunha disse por meio de sua assessoria que a decretação do sigilo do contrato da Kroll é uma precaução da Diretoria Geral da Câmara, porque há uma cláusula que “responsabiliza judicialmente a Casa por eventuais vazamentos”. A assessoria do parlamentar ainda disse que Cunha não participou da elaboração do acordo com a Kroll, da lista dos investigados ou mesmo da convocação de qualquer pessoa para depor na CPI, porque essas são atribuições exclusivas da comissão, que é independente. Sobre as acusações de Youssef, afirma: “Cunha não tem ‘pau-mandado’”. Por fim, a assessoria diz que Cunha já prestou depoimento à CPI e se “colocou à disposição para voltar quantas vezes forem necessárias”. A respeito das acusações feitas por Camargo, o advogado do presidente da Câmara, Antonio Fernando de Souza, diz: “Vamos demonstrar que é mentirosa a delação de Júlio Camargo e que não há nenhum elemento probatório que vincule o parlamentar a esses fatos”.

Procurada, a Kroll disse que “não comenta sobre a identidade de seus clientes ou detalhes de suas investigações”. O deputado Hugo Motta afirmou que a lista dos investigados é secreta para evitar vazamentos que prejudiquem as apurações e que a escolha dos suspeitos foi feita “com base nos indícios destacados pelas investigações”. Já o deputado Celso Pansera disse que não tem como objetivo prejudicar a Lava Jato e que a advogada Beatriz Catta Preta criou uma cortina de fumaça em torno da própria renúncia. “Ela tem o direito de sair do caso, e eu tenho o direito de dizer ‘que negócio é esse?’”, diz o parlamentar.

Além da peleja jurídica e nos bastidores da CPI, Cunha enfrenta uma luta política: angariar seguidores em sua ruptura com o governo do PT. “O partido está partido”, diz o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que participou da campanha do tucano Aécio Neves. Parte do PMDB disse, na semana passada, que orompimento de Cunha era um ato isolado. Outras alas favoráveis à ruptura desde 2014 veem, agora, uma oportunidade. Só na volta das férias se saberá qual ala prevalecerá. 

Curitiba: Projeto prevê implantação de bilhete de ônibus por tempo


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O vereador Bruno Pessuti (PSC) apresentou projeto na Câmara Municipal que prevê que as empresas de ônibus de Curitiba possam passar a ser remuneradas de acordo com os quilômetros rodados pelos ônibus, e não mais pelo número de passageiros transportados. A proposta permitiria a implantação da venda de bilhete por tempo de uso e não por viagem. Assim, como já acontece em outras cidades, o passageiro que comprasse esse tipo de bilhete poderia circular livremente pelo tempo estipulado pagando apenas uma passagem.
Veja, aqui, a reportagem completa sobre o projeto.

Ciclista colombense participa da final dos Jogos Escolares do Paraná


WEBMASTER 27 DE JULHO DE 2015

O atleta participou da etapa para alunos de 12 a 14 anos (categoria B) e conquistou a 6ª colocação na classificação geral da prova

O ciclista Danilo da Silva participou da etapa para alunos de 12 a 14 anos (categoria B) de ciclismo e conquistou a 6ª colocação na classificação geral da prova
O ciclista Danilo da Silva participou da etapa para alunos de 12 a 14 anos (categoria B) de ciclismo e conquistou a 6ª colocação na classificação geral da prova
Entre os dias 23, 24 e 25 de julho o município de Apucarana, no Norte do Estado, sediou as finais dos Jogos Escolares do Paraná (Jeps). Durante os três dias de competição, foram realizadas as provas que definiram os vencedores em três categorias: critério, circuito e contra relógio.
O atleta colombense, Danilo da Silva – representando o Colégio Estadual Presidente Abraham Lincoln – participou da etapa para alunos de 12 a 14 anos (categoria B) de ciclismo e conquistou a 6ª colocação na classificação geral da prova.
“Embora, sendo o único atleta competindo sem equipe, mostrou nas primeiras provas de fase de adaptação muito potencial, liderando maior parte das voltas. O clima também não contribuiu, pois nos três dias de provas caiu muita chuva e com ventos fortes, porém todos os atletas mostraram garra e competiram até o final”, conta o diretor do departamento de Esporte, Gilmar Franco.
Os Jogos Escolares do Paraná (Jeps) reuniu aproximadamente seis mil alunos e professores, representando escolas públicas e particulares para conquistar o o título mais importante do esporte escolar paranaense.
Durante a final da etapa, para alunos de 12 a 14 anos, que aconteceu em Apucarana, cerca de quatro mil pessoas de 291 municípios estavam presentes, entre atletas, professores, dirigentes e técnicos desportivos.
Já os nove dias de competições, atletas de todo o estado disputaram 14 modalidades, entre eles: atletismo, badminton basquetebol, ciclismo, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, skate, tênis de mesa, voleibol, vôlei de praia e xadrez.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Foto: Divulgação

Vídeo mostra como vento faz avião balançar ao pousar na Holanda


Aeroporto de Schiphol foi atingido por fortes ventos no sábado (25).
Companhia KLM disse que pilotos garantiram segurança de todos.

Do G1, em São Paulo
Um vídeo publicado no Youtube mostra como um Boeing 777 da companhia KLM foi chacoalhado pelo vento ao tentar pousar no Aeroporto de Schiphol, que serve Amsterdã (ASSISTA AQUI)). Um temporal considerado muito forte pelos moradores locais atingia a Holanda no sábado (25), quando o pouso ocorreu. De acordo com o "Washington Post", houve ventos de até 100 km/h na região do aeroporto naquele dia.
A empresa KLM disse à rede americana CNBC que a "segurança do voo não foi comprometida". "No sábado, todos os voos em Schiphol encontraram fortes ventos e por isso adotaram procedimentos relevantes. Os pilotos da KLM foram todos capazes de lidar com a situação e garantir a segurança dos passageiros e das tripulações".
Imagem mostra Boeing 777 inclinado segundos antes de tocar o solo (Foto: Reprodução/Youtube/17splinter)Imagem mostra Boeing 777 inclinado segundos antes de tocar o solo (Foto: Reprodução/Youtube/17splinter)

Suspeito de encomendar a morte do patrão no RJ é procurado pela polícia


Crime ocorrido em março teria sido cometido por vingança a demissão.
Investigações apontaram que Juninho Popó contratou matador de aluguel.

Do G1 Rio
Dalmo Peclat Machado Junior, mais conhecido como Juninho Popó, está foragido da Justiça desde março (Foto: Portal dos Procurados / Divulgação)Dalmo Peclat Machado Junior, mais conhecido
como Juninho Popó, está foragido da Justiça desde
março (Foto: Portal dos Procurados / Divulgação)
Para tentar localizar um homem suspeito de encomendar a morte do patrão em Magé, na Baixada Fluminense, o Portal dos Procurados divulgou um cartaz com o rosto dele estampado nesta segunda-feira (27). Dalmo Peclat Machado Junior, mais conhecido pelo apelido de Juninho Popó, é considerado foragido desde março, quando a Justiça determinou sua prisão pelo homicídio. É oferecida uma recompensa no valor de R$ 1 mil a quem fornecer informações que ajudem a prendê-lo.
O crime aconteceu em março, no Bairro Piabetá, em Magé. Segundo o Portal dos Procurados, Rogério Santana foi executado com quatro tiros. No dia 10 de julho, a polícia prendeu Jeferson Rangel, o Nafadau, suspeito de assassinar atirar contra a vítima. Ele tria confessado o crime, assumindo atuar como matador de aluguel e afirmando ter sido contratado por Popó para matar Rogério, que o teria demitido.
Popó trabalhava como segurança na empresa de Rogério e, segundo a polícia, quis se vingar da demissão. Apontado pela polícia como principal suspeito, ele teve a prisão decretada em março, quando foi emitido mandado de prisão pela 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias.
O Portal dos Procurados garante anonimato aos denunciantes. Quem tiver informações sobre o paradeiro de Popó pode enviar uma mensagem de texto, vídeo ou fotos por meio do WhatsApp do Portal dos Procurados (21) 96802-1650, ou entrar em contato com a Central Disque-Denúncia pelos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, para quem estiver fora da capital.

CONHEÇA O AVIÃO PESSOAL DE DONALD TRUMP


NADA COMO DIVULGAR SUA PRÉ-CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA COM A AJUDA DE UM BOEING 757

Trump visita cidade no Texas em 23 de julho (Foto: Matthew Busch/ Getty Images)
bilionário Donald Trump está viajando pelos Estados Unidos para divulgar sua pré-candidatura à presidência dos Estados Unidos. Ele quer ser o candidato do partido Republicano nas eleições de 2016. Mas, ao contrário de seus concorrentes, ele não precisa se preocupar em como chegar aos lugares. Trump tem o seu próprio avião. E não estamos de um jatinho executivo, mas de um Boeing 757.
O modelo foi comprado pelo empresário em 2011 por US$ 100 milhões (R$ 336 milhões). Anteriormente, a aeronave pertencia a Paul Allen, cofundador da Microsoft. Na época, Trump fez uma reforminha básica, adicionando equipamentos eletrônicos, cobrindo superífcies com ouro e bordando estofados com o brasão da família. O interior da aeronave foi mostrado pela assistente do bilionário, Amanda Miller, em um vídeo tour
A mídia americana chegou a apelidar o Boeing de "Trump Force One", uma brincadeira com o "Air Force One", o avião oficial do presidente dos Estados Unidos. 
Boeing 757 de Donald Trump (Foto: Matthew Busch/ Getty Images)
Cabine do avião de Donald Trump (Foto: Reprodução/ YouTube)
Quarto de Trump na aeronave (Foto: Reprodução/ YouTube)

Linchamento de homem em praça do RS choca comunidade: 'Não é certo'


Suspeito de assalto a casal foi espancado até a morte por populares.
Polícia Civil investiga o caso; é o segundo linchamento na cidade neste ano.

Rafaella FragaDo G1 RS
Casal foi assaltado em poto de ônibus de Viamão (Foto: Rafaella Fraga/G1)Casal foi assaltado em poto de ônibus de Viamão (Foto: Rafaella Fraga/G1)
No dia seguinte após o espancamento seguido de morte de um homem após uma tentativa de assalto na noite de domingo (26) em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o assunto tomou as redondezas onde o crime ocorreu. Foi na Praça Júlio de Castilhos, quase em frente ao prédio da prefeitura e bem próximo da Câmara de Vereadores da cidade. Este foi o segundo caso de linchamento na cidade nos últimos quatro meses.
Homem foi linchado em Viamão, rs (Foto: Reprodução/Twitter)Homem foi linchado em Viamão
(Foto: Reprodução/Twitter)
Segundo a ocorrência registrada na Brigada Militar, um casal foi abordado por dois homens por volta das 19h em um ponto de ônibus, que fica na Avenida Coronel Marco de Andrade, uma das principais vias de Viamão. Ao perceber que eles não portavam armas, um grupo de pessoas que estava na praça resolveu reagir.  Um dos suspeitos foi cercado e agredido a socos e pontapés. Valdir Gabriele, 40 anos, morreu no local. O corpo dele foi encontrado no chão, perto do banheiro público.
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Inicialmente, a Brigada Militar achou que se tratava de uma briga generalizada. “Quando a Guarda Municipal chegou, o pessoal já havia se dispersado, e só estava o homem caído no chão. A Samu foi chamada e constatou o óbito”, conta ao G1 o Comandante da Guarda Municipal de Viamão, Getúlio Barcellos.
O casal registrou ocorrência e prestou depoimento, onde relatou a ação do grupo de cerca de 15 pessoas. De acordo com as vítimas, os dois anunciaram o assalto dizendo que estavam armados. O segundo suspeito conseguiu fugir. A poucas quadras dali, um homem foi capturado e levado para a delegacia. Entretanto, as vítimas não o reconheceram como um dos assaltantes.
Ponto de desembarque das principais linhas de ônibus da cidade e cercada por farmácias, supermercados, lojas e agências bancárias, a Praça Júlio de Castilhos fica bem no Centro de Viamão. De dia, muitos pedestres passam por ali e crianças brincam em gangorras e balanços. À noite, segundo moradores, a área é frequentada por adolescentes e jovens. Alguns deles aproveitam a pouca iluminação para consumir drogas e bebidas alcoólicas.
Homem de 40 anos, suspeito do assalto, foi espancado até a morte (Foto: Rafaella Fraga/G1)Homem de 40 anos, suspeito do assalto, foi espancado até a morte (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Embora haja queixas de falta de segurança, a maioria dos pedestres se mostrou surpresa com o assalto e a agressão. "Nunca vi isso acontecer aqui. No interior, nas vilas, o crime corre solto. Roubo de casa, roubo de carro. Mas aqui não. Estou surpresa", comenta Antônia Carvalho, 61 anos, que costuma levar a neta Amanda, de 3 anos, para brincar na praça todos as tardes.
Alguns, embora compreendam a revolta pelo assalto, são contrários à ação dos agressores. “Sei que a gente está jogado às traças, mas não é certo julgar e matar uma pessoa por isso. Tu achas que está fazendo uma boa ação assim, matando alguém?”, analisa Marizete Campana, 38 anos, que aguardava por condução no mesmo ponto de ônibus onde o casal foi assaltado. "Isso é coisa do tempo de antes de Cristo. Uma barbaridade", completa Rosângela Ribeiro, 44 anos.
Área onde ocorreu linchamento é cercada de estabelecimentos comerciais (Foto: Rafaella Fraga/G1)Área onde ocorreu linchamento é cercada de estabelecimentos comerciais (Foto: Rafaella Fraga/G1)
“Está todo mundo comentando. Não sei se é certo [fazer justiça com as próprias mãos], mas é o reflexo da nossa sociedade, do que está acontecendo no mundo”, opina a farmacêutica Júlia Grazziotin, 33 anos, que trabalhava.
Não havia guardas ou PMs nas redondezas no momento do assalto e nenhum dos estabelecimentos comerciais dos arredores estava aberto no domingo à noite. “Não abrimos mais. E se eu tivesse que trabalhar a noite, nem sei o que faria. Tenho medo”, comenta Susana Oliveira, 31 anos, que trabalha como fiscal de um grande supermercado situado em frente à praça e mora a poucas quadras dali.
Câmeras de segurança podem ter captado agressão (Foto: Rafaella Fraga/G1)Câmeras de segurança das ruas podem ter 
captado a agressão (Foto: Rafaella Fraga/G1)
Motoristas de um ponto de táxi de uma das esquinas da quadra relataram não ter visto o crime. Com poucas testemunhas, a Polícia Civil busca imagens de câmeras de segurança da região para tentar identificar suspeitos. “A informação que temos é de que foram de 10 a 15 pessoas. Mas não dá para visualizar os indivíduos. Estamos atrás de mais imagens para tentar ver pelo menos a movimentação deles”, afirma o delegado Carlos Wendt, titular da Delegacia de Homicídios, que investiga o caso.

Cada um dos envolvidos deve ser responsabilizado individualmente, conforme sua participação no crime. Segundo ele, outro caso de linchamento foi registrado em Viamão em março deste ano, mas no bairro Santa Isabel. Na ocasião, duas pessoas foram indiciadas por lesão corporal seguida de morte. Ele ressalta, porém, que não há vinculação entre os casos.
A orientação das autoridades sobre assaltos segue sendo a mesma: evitar reagir. “Sempre, evitar reagir e fazer justiça com as próprias mãos. Além de correr perigo, tu podes passar de vítima a agressor e passar a ser investigado e responder por um crime ainda mais grave, como homicídio”, observa.
Praça Júlio de Castilhos fica em frente à Prefeitura de Viamão (Foto: Rafaella Fraga/G1)Praça Júlio de Castilhos fica em frente à Prefeitura de Viamão (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Presos da Lava Jato dividem 6 celas em galeria com cerca de 100 detentos


16 presos da operação estão no Complexo Médico-Penal, em Pinhais.
Para tomar banho, eles compartilham chuveiros com outros presos.

Do G1 PR
Complexo Médico-Penal (Foto: Reprodução RPC)Complexo Médico-Penal fica em Pinhais, na
Região Metropolitana de Curitiba (Foto:
Reprodução / RPC)
Os presos na Operação Lava Jato que estão detidos no Complexo Médico-Penal, emPinhais, na Região Metropolitana de Curitibadividem uma galeria onde ficam cerca de 100 detentos, de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp-PR).
No sábado (25), oito presos relacionados à Odebrecht e à Andrade Gutierrez foram transferidos para o presídio. Eles foram detidos no dia 19 de junho, quando a 14ª fase da operação foi deflagrada, tendo como alvo as duas empreiteiras.
Desde então, 16 presos na operação estão detidos no local. A Lava Jato investiga um esquema bilionário de desvio de dinheiro e corrupção na Petrobras.
A Sesp informou que os 16 presos da Lava Jato dividem seis celas, ondem cabem três pessoas. Cada cela tem um banheiro, com um vaso sanitário e uma pia, ainda segundo a pasta. Já para tomar banho, eles dividem chuveiros com os outros detentos da mesma galeria.
Nas celas cabem três presos, que compartilham o banheiro (Foto: Tony Matoso/RPC)Nas celas, cabem três presos, que compartilham o banheiro (Foto: Tony Matoso/RPC)
Estão presos no Complexo Médico-Penal:
-Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da holding Odebrecht S.A.
-Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht
-César Ramos Rocha, ex-diretor da Odebrecht
-Elton Negrão de Azevedo Júnior - executivo da Andrade Gutierrez
-João Antônio Bernardi Filho, ex-funcionário da Odebrecht
-Márcio Faria da Silva, ex-diretor da Odebrecht
-Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez
-Rogério Santos de Araújo, ex-diretor da Odebrecht
-André Vargas, ex-deputado
-Luiz Argôlo, ex-deputado
-Pedro Corrêa, ex-deputado
-João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT
-Mário Góes, empresário e acusado de ser um dos operadores do esquema
-Adir Assad, empresário e acusado de ser um dos operadores do esquema
-Fernando Baiano, acusado de ser um dos operadores do esquema
-Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Pebrobras
Entre os presos da 14ª fase estão Marcelo Odebrecht (à esquerda) e Otávio Azevedo (à direita)  (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo))Marcelo Odebrecht (à esquerda) e Otávio Azevedo
(à direita) foram transferidos para o presídio no
sábado 25) (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/
Estadão Conteúdo))
O pedido desta última transferência foi feito pelo delegado da Polícia Federal (PF) Igor Romário de Paula. Ele alegou dificuldades de espaço para manter os detentos na carceragem. O complexo é uma penitenciária de regime fechado e com finalidades médicas.
Ao aceitar o pedido, o juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância – disse que "de fato, a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos".
Os demais presos já estavam há mais tempo no local. Antes de serem encaminhados ao Complexo Médico-Penal, todos estavam detidos na carceragem da Polícia Federal, na capital paranaense.
O presídio tem capacidade para cerca de 700 detentos e, atualmente, este é o número de presos no local. O Complexo Médico-Legal recebe os doentes que precisam de internamento, os idosos e as gestantes do sistema prisional. Além disso, policiais e agentes penitenciários presos e detentos com curso superior também podem ficar no local. As informações são da Sesp.
Ala recebe presos com nível superior e policiais militares condenados (Foto: Tony Matoso/RPC)Ala recebe presos com nível superior e policiais militares condenados (Foto: Tony Matoso/RPC)