Com número menor de candidatos, Paraná tem 336 mil inscrições confirmadas no Enem


Da Redação

Com número menor de candidatos em relação ao ano passado, o Paraná tem 336 mil inscrições confirmadas na edição de 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O número é 70 mil menor em relação a edição de 2014, quanto 406 mil pessoas realizaram a prova. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta sexta-feira (31).
Com o número menor, o Paraná segue uma tendência que é nacional. Ao todo, o Enem terá 7,7 milhões de participantes. Os portões serão abertos ao meio-dia e fechados às 13h (de Brasília). Já o exame vai começar às 13h30. O período total de duração das provas permanece de quatro horas e meia no sábado e cinco horas e meia no domingo.
A nota do Enem é usada como critério de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em 115 instituições públicas, e do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A participação na prova é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Estudantes maiores de 18 anos podem obter a certificação do ensino médio por meio do Enem.

Universitários decidem celebrar formatura de modo diferente e criam campanha de doação de sangue


Por Felipe Ribeiro

Com colação de grau marcada para o próximo dia 21, uma turma de estudantes de Direito Faculdade de Educação Superior do Paraná (Fesp) decidiu celebrar a conquista de uma maneira diferente e que vem mobilizando centenas de pessoas. A ideia é ajudar a repor os bancos de sangue do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), que costuma sofrer com a redução do número de doações nesta época do ano. As doações estão marcadas para acontecerem neste sábado, 1° de agosto.
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Foto: Reprodução Facebook
Em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (31), o idealizador da campanha “Demos o sangue nos estudos, agora vamos doar para quem precisa”, Marcus Vinicius Celin, a sugestão saiu de uma conversa da comissão de formatura, mas prontamente a direção da faculdade abraçou a ideia e ofereceu todo o apoio que os formandos precisassem. “A campanha seria entre nós formandos, mas já fechamos parceria com o Hemepar e a divulgação vem sendo muito positiva”, relatou.
Segundo a chefe da assessoria de suporte aos usuários do Hemepar, Nely Maria Coimbra Moura, o inverno costuma uma queda entre 20% e 30% na doações. Ela acredita que um dos motivos é a gripe, doença que pode impossibilitar a doação – já que existem critérios rigorosos para a doação de sangue. “É muito importante essa conscientização sobre a doação de sangue, visto que ele tem validade. Por isso é importante ter doadores todos os dias, para que nosso estoque seja sustentável e possa atender as demandas dos hospitais ”, disse ao site da Fesp.
Segundo Celin, ele não esperava a recepção tão positiva da Fesp e quem não pode doar, já vem mobilizando a família. “Queremos estimular outros grupos a criarem esse hábito de ajudar quem precisa”, concluiu.
Os interessados em colaborar com a campanha podem comparecer a partir das 09h de sábado no Hemepar e fazer a sua doação.

TRE-PR prorroga prazo para cadastramento biométrico em Colombo e outras cidades da RMC


Por Marina Sequinel e Antônio Nascimento

Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) prorrogou o prazo para o cadastramento biométrico em diversas cidades da região metropolitana de Curitiba. Segundo o presidente do TRE, o calendário foi estendido devido a problemas técnicos que atrasaram a primeira fase do processo.
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(Foto: Marcello Casal Jr/ABr)
“Os kits de equipamentos utilizados anteriormente para fazer o cadastro eram mais rápidos do que os novos entregues pelo Tribunal Superior Eleitoral [TSE]. Enquanto os primeiros atendiam de 40 a 50 pessoas por dia, os segundos não conseguem passar de 20. Esse fator ligado a uma base de dados muito instável acabou deixando tudo mais lento”, explicou o desembargador Jucimar Novochadlo em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (31).
De acordo com ele, a meta inicial era realizar o cadastramento de 2,8 milhões de pessoas e fechar janeiro de 2016 com a biometria de 75% do eleitorado atendido ao longo deste ano. “É importante que todo mundo saiba que vai dar tempo de fazer o cadastro tranquilamente. Nós orientamos os eleitores a agendar o atendimento pelo site, o que deixa tudo mais prático. O TRE tem até o final de março do ano que vem para encerrar o processo em todas as cidades”, completou o desembargador.
A prorrogação do prazo foi feita em municípios de todo o Paraná. Para mais informações, clique aqui.
Confira as datas abaixo:
Região Metropolitana de Curitiba:
Almirante Tamandaré – prazo final mudou de 28/08 para 30/11/15
Campina Grande do Sul e Quatro Barras – de 28/08 para 30/10/15
Colombo – de 28/08 para 18/12/15
Pinhais – de 28/08 para 30/11/15
Piraquara – de 28/08 para 30/10/15
Rio Branco do Sul e Itaperuçu – de 28/08 para 30/10/15
Campo Magro – começa dia 26/10 até 30/11/15 no próprio município
Adrianópolis– começa dia 24/08 até 18/09/15 no próprio município
Tunas do Paraná – começa dia 28/09 até 16/10/15 no próprio município
Bocaiúva do Sul – já concluiu e manterá a estrutura atual até o dia 14/08/15
Litoral:
Paranaguá  – de 30/09 para 22/12/2015
Interior:
Apucarana/Cambira e Nova Itacolomi – de 30/09 para 22/12/15
Barracão/Bom Jesus do Sul e Salgado Filho – de 31/08 para 30/09/15
Cambé – de 30/09 para 30/11/15
Cascavel – de 30/09/15 para 29/01/16
Lindoeste e Santa Tereza do Oeste – começa dia 03/11 até 30/11/15 no próprio município
Guarapuava e Campina do Simão – de 30/09 para 18/12/15
Candói e Foz do Jordão – começa dia 13/10 até 13/11/15, em Candói
Turvo – começa dia 13/10 até 06/11/15 no próprio município
Ponta Grossa – de 30/09/15 para 29/01/16
Porecatu/ Florestópolis / Miraselva e Prado Ferreira – de 04/08 até 30/10/15
Toledo/Ouro Verde do Oeste e São Pedro do Iguaçu – de 30/09 para 30/11/15

Delator da Lava Jato diz à Justiça Federal que 'teme' Eduardo Cunha


Julio Camargo justifica eventuais contradições em delação por 'temor'.
Ele afirmou que o presidente da Câmara exigiu pagamento de propina.

Fernando CastroDo G1 PR
Júlio Camargo prestou depoimento à Justiça Federal na terça (14) (Foto: Reprodução)Júlio Camargo disse ter sido pressionado por
Eduardo Cunha (Foto: Reprodução)
O ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo, réu em processos da Operação Lava Jato, afirmou que eventuais contradições nos depoimentos prestados em acordo de delação premiada são consequências de um “temor” em relação ao presidente da Câmara Federal,Eduardo Cunha. A afirmação foi feita em documento enviado à Justiça Federal pela defesa de Júlio Camargo.
Em depoimento prestado para colaboração com a Justiça, Camargo afirmou que foipressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propinas para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. Do total do suborno, contou o delator, Cunha disse que era "merecedor" de US$ 5 milhões.
Em depoimentos anteriores, Camargo chegou a dizer que não se lembrava de encontros com Eduardo Cunha. Posteriormente, ele afirmou que, além do receio de enfrentar influência do presidente da Câmara, acreditava que só deveria citar políticos se fosse ouvido no Supremo Tribunal Federal.
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“Eventuais contradições de Julio Camargo, advém de seu justificado temor em relação ao deputado federal Eduardo Cunha, que hoje ocupa a presidência do Poder Legislativo Federal. A idoneidade da colaboração, deve ser avaliada por todo conjunto de elementos trazidos pelo colaborador, que demonstra que não houve arranjos ou conchavos para harmonizar versões e criar uma falsa imputação”, diz trecho das alegações finais da defesa em um dos processos a que o cliente responde.
O documento sustenta que a colaboração de Júlio Camargo foi minuciosa, corroborada por vários colabores e por outros meios de prova.
A defesa de Júlio Camargo ainda faz críticas à atuação da CPI da Petrobras, afirmando que se trata de uma “lógica de gangue”.
“Basta ver o que a CPI tem tomado uma série de medidas para desmoralizar a investigação, convocando familiares de colaboradores e pedindo a quebra de seus sigilos bancários e fiscais, além de medidas de coação contra Delegados Federais e advogados, a lógica da gangue continua vigorando: intimidação e corrupção”, diz trecho do documento.
Propina
Em depoimento, o delator afirmou que os outros US$ 5 milhões seriam pagos ao lobista Fernando Soares, conhecido como "Fernando Baiano", um dos presos da Lava Jato.
"Tivemos um encontro. Deputado Eduardo Cunha, Fernando Soares e eu. [...] Deputado Eduardo Cunha é conhecido como uma pessoa agressiva, mas confesso que comigo foi extremamente amistoso, dizendo que ele não tinha nada pessoal contra mim, mas que havia um débito meu com o Fernando do qual ele era merecedor de US$ 5 milhões", enfatizou Camargo.
"E que isso estava atrapalhando, que ele estava em véspera de campanha, se não me engano, era uma campanha municipal... e que ele tinha uma série de compromissos e que eu vinha alongando esse pagamento há bastante tempo e que ele não tinha mais condições de aguardar", complementou Camargo no depoimento dado ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.
No relato à Justiça Federal, o ex-consultor da Toyo Setal afirmou que Eduardo Cunha era sócio oculto de Fernando Baiano.
“O deputado Cunha não aceitou que eu pagasse somente a parte dele. 'Olha, Júlio, eu não aceito que você faça uma negociação para pagar só a minha parte. Você até pode pagar o Fernando mais dilatado, mas o meu preciso rapidamente. Eu faço questão de você incluir no acordo aquilo que falta pagar ao Fernando'. E aí chegou um SMS: 'Entre US$ 8 milhões a US$ 10 milhões', uma coisa assim”, destacou Camargo no depoimento.
O ex-consultor da Toyo Setal afirmou que, sem ter recurso para pagar a propina, Cunha o ameaçou com um requerimento na Câmara, solicitando que os contratos dos navios-sonda fossem enviados ao Ministério de Minas e Energias para avaliação e eventual remessa para o Tribunal de Contas da União (TCU).
GNews - Eduardo Cunha (Foto: Reprodução/GloboNews)Eduardo Cunha desmentiu afirmações do delator
Julio Camargo (Foto: Reprodução/GloboNews)
Outro lado
À época do depoimento de Camargo, Eduardo Cunha questionou o motivo de o ex-consultor ter relatado tardiamente que ele teria pedido propina. "O delator [Camargo] já fez vários depoimentos, onde não havia confirmado qualquer fato referente a mim, sendo certo ao menos quatro depoimentos. [...] Desminto com veemência as mentiras do delator e o desafio a prová-las", escreveu o peemedebista no comunicado.
Eduardo Cunha afirmou ainda que o Palácio do Planalto e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “podem estar por trás” da acusação feita contra ele por Júlio Camargo. Para Cunha, o delator foi "obrigado a mentir”.
Nesta quinta (30), a assessoria do presidente da Câmara informou que ele não se pronunciaria sobre o assunto. O escritório de advocacia que defende Eduardo Cunha emitiu nota em que diz que a defesa do réu deveria “se preocupar em explicar as divergentes e incompatíveis versões apresentadas pelo seu cliente em Juízo”.
Já o advogado Nélio Machado, que defende Fernando Baiano, disse considerar "muito estranho" que um delator "mude a sua versão" dez meses depois de fazer seu primeiro depoimento. Na visão do criminalista, essa suposta mudança de versão "deixa mal a credibilidade do delator, do MPF e do Judiciário, que acreditaram em alguém que muda a sua história ao sabor dos eventos".
O presidente da da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), afirmou que a comissão trabalha “com transparência e responsabilidade”.

Ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada fica calado em depoimento para a PF


Ex-diretor da Petrobras está preso sob suspeita de recebimento de propina.
Advogado diz que não houve tempo para análise de documentos.

Bibiana DionísioDo G1 PR
O ex diretor da área Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, preso na 15ª fase da Operação Lava Jato, chega ao IML de Curitiba para exame de corpo delito. Zelada é suspeito de ser beneficiário da corrupção na Petrobras (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)O ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada está preso
em Curitiba (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/
Estadão Conteúdo)
O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada ficou calado, nesta sexta-feira (31), no que seria o primeiro depoimento dele para a Polícia Federal, em Curitiba, desde que foi preso na 15ª fase da Operação Lava Jato em 2 de julho.

A Polícia Federal tem até esta sexta-feira, de acordo com a Justiça Federal, para concluir o inquérito envolvendo o ex-diretor.

Zelada foi o sucessor de Nestor Cerveró, também preso pela Operação Lava Jato, na Petrobras. Ele comandou a diretoria Internacional entre 2008 e 2012. Zelada é suspeito de ter sido beneficiado do esquema de fraude, corrupção, desvio e lavagem de dinheiro descoberto na estatal petrolífera. Conforme as investigações, ele teria recebido propina a partir de contratos de exploração e produção e de navio sonda.

A decisão de ficar em silêncio, de acordo com o advogado que representa Zelada, Renato Moraes, foi tomada porque a defesa não teve tempo hábil para analisar os documentos referentes ao inquérito da 15 ª fase. "São documentos anexados no meio do processo porque tem-se uma pressa, que não se justifica, porque as prisões são ilegais, sem respaldo legal", afirmou Moraes.

Segundo o advogado, foram anexados no dia 29 de julho "inúmeros" documentos e o delegado informou que "outros tantos" ainda serão anexados. Para ele, sem acesso ao caderno probatório é impossível orientar o cliente.

Moraes afirmou que Zelada está a disposição para prestar esclarecimentos, quando todos os documentos forem liberados e a defesa tiver ciência do conteúdo.
Zelada foi orientado a responder por escrito a algumas perguntas que seriam feitas pelo delegado federal. A defesa analisa a possibilidade de anexar essas respostas no inquérito ou encaminhá-las ao Ministério Público Federal.
As suspeitas
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal afirmam que Zelada realizou repasses milionários para China e Mônaco, sem o conhecimento das autoridades brasileiras - foram transferidos € 11 milhões para Mônaco e outro US$ 1 milhão para a China. Algumas já com a Lava Jato em curso. Ainda em março deste ano foram bloqueados € 10 milhões, em Mônaco, que seriam de Zelada.
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O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações penais da Lava Jato, disse em despacho publicado na quarta-feira (22) que até a data a Zelada e a defesa dele não haviam dado explicação sobre as contas secretas no exterior, a origem do dinheiro bloqueado ou uma justificativa para as transferências.

Após o início da Operação Lava Jato, Zelada efetuou transferências para contas bancárias no exterior. Entre julho e agosto do ano passado, foram € 7 milhões provenientes de contas em Mônaco, aponta o Ministério Público Federal.

De acordo com as investigações, um saldo milionário em contas no exterior, auditorias internas na estatal e depoimentos de outros suspeitos que firmaram acordo de delação premiada são provas do envolvimento de Zelada no esquema criminoso. Por enquanto, não é sabido o valor exato que Zelada pode ter recebido a partir da corrupção na Petrobras.
Para os investigadores, os valores descobertos no exterior não é incompatíveis com os rendimentos Zelada, que quando diretor recebia cerca de R$ 100 mil.
Investigado após delações
Zelada entrou no hall dos investigados pela Operação Lava Jato após ser citado em depoimentos de delação premiada, firmado por outros suspeitos.
Em depoimento à Justiça Federal, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, que cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro, disse que Zelada era um dos beneficiários do esquema de corrupção.

O ex-gerente de Serviço da Petrobras Pedro Barusco afirmou que Zelada foi beneficiado à época em que era gerente geral de obras da Diretoria de Engenharia e Serviços.
Todavia, Barusco não soube informar se Zelada continuou a receber vantagens indevidas no cargo de diretor da área Internacional.

De acordo com Barusco, Zelada era beneficiado assim como ele e o ex-diretor de Serviços Renato Duque, que está preso no Complexo Médico-Penal, na Região Metropolitana de Curitiba.
Barusco disse ainda que Zelada negociava diretamente com as empresas em contratos menores na área de exploração e produção. O delator também informou que repassou diretamente a Zelada R$ 120 mil. O pagamento foi efetuado, conforme o delator, em três visitas à casa do ex-diretor.
Segundo o MPF, existe ainda a suspeita de que Zelada tenha recebido propina proveniente de contratos de navio sonda.

Instituto Lula é atingido por bomba caseira na noite desta quinta em SP


Ninguém ficou ferido, segundo o Instituto. 
De acordo com Instituto, polícias já foram comunicadas. 

Do G1 São Paulo
Buraco (do lado esquerdo) e fissura (do lado direito) no portão do instituto lula causados por bomba  (Foto: Kleber Tomaz/G1)Buraco (do lado esquerdo) e fissura (do lado direito) no portão do instituto lula causados por bomba (Foto: Kleber Tomaz/G1)
Uma bomba de fabricação caseira foi arremessada contra o Instituto Lula, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, por volta das 22h desta quinta-feira (30) e um buraco foi aberto na garagem do imóvel. Para o Instituto, trata-se de um "ataque político". Não houve feridos.
De acordo com o Instituto, o objeto foi arremessado de dentro de um veículo. O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, conversou pela manhã desta sexta (31) com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, sobre o ataque.
Segundo a secretaria, a perícia foi determinada e as investigações policiais já começaram. Carros da Polícia Civil estavam na porta do instituto por volta das 12h30 desta sexta-feira (31).
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Em nota, o Instituto também disse que “espera que os responsáveis sejam identificados e punidos”.
Um comerciante que mora em uma casa ao exatamente ao lado do Instituto disse que estava vendo televisão quando foi surpreendido por um barulho forte durante a noite.
Furo no portão da garagem do Instituto Lula após ataque à bomba (Foto: Kleber Tomaz/G1)Furo no portão da garagem do Instituto Lula após
ataque à bomba (Foto: Kleber Tomaz/G1)
“Foi um estrondo muito grande, parecia um transformador de luz estourando. Eu saí na janela para ver e tinha uma fumaça muito alta. Desci para ver o que era e tinha um furo na porta da garagem do Instituto. Estava toda chamuscada”, relatou o comerciante César Cundari, de 53 anos.
Segundo o comerciante, manobristas e seguranças de uma unidade do Hospital São Camilo, em frente ao Instituto, disseram que a bomba foi lançada por ocupantes de um carro, cujo modelo e placa não foram identificados.
É a primeira vez que um ataque do tipo acontece na área, disse César, que mora ali há 45 anos. Sua casa não tem câmera de segurança voltada para a rua.
Diretório
Em março, o Diretório do Partido dos Trabalhadores (PT), no Centro de São Paulo, foi alvo de ataque à bomba. Em nota de repúdio, o partido diz que o “atentado não foi cometido somente contra o PT, mas contra o Estado Democrático de Direito”.
O diretório fica na Rua São Domingos, na Bela Vista. O explosivo não deixou feridos, mas quebrou vidros e danificou a porta de entrada do prédio. Segundo o site do PT, não havia ninguém no imóvel durante o ataque. A Polícia Militar registrou o ataque às 3h. Não há suspeitos do crime.
A nota do partido diz que “são ações que ferem o direito legítimo às organizações sociais, políticas e religiosas, previsto em nossa Constituição e presente nas nações democráticas”.
“Cabe a toda sociedade combater, repelir e condenar atos e atentados que visam destruir a democracia. Somente assim, poderemos fortalecer as instituições democráticas para continuar a trilhar um caminho de um país cada vez mais justo”, afirma o documento.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, repudiou o ataque com artefato explosivo contra o Instituto Lula. "São inaceitáveis esses atos de violência e intolerância no nosso país", afirmou Rossetto.

O ministro defendeu a apuração imediata para identificação e punição dos responsáveis. "O ataque ao Instituto Lula é uma agressão à nossa democracia. O Brasil tem um histórico de diálogo pacífico e rejeição a atos violentos, que esperamos que continue e seja ampliado. Minha solidariedade ao ex-presidente Lula e toda sua equipe de trabalho”, concluiu Rossetto.
Buraco causado por bomba na garagem do Instituto Lula (Foto: Kleber Tomaz/G1)Buraco causado por bomba na garagem do Instituto Lula (Foto: Kleber Tomaz/G1)
Carro da Polícia Civil em frente ao Instituto Lula, alvo de ataque à bomba  (Foto: Kleber Tomaz/G1)Carro da Polícia Civil em frente ao Instituto Lula, alvo de ataque a bomba (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Assaltada em praia de Natal, chilena é esfaqueada por garoto de 14 anos


Crime aconteceu na noite desta quinta-feira (30) na orla de Ponta Negra.
Segundo a polícia, adolescente foi apreendido; estrangeira passa bem.

Do G1 RN
Turistas aproveitam calor para curtir praia de Ponta Negra, em Natal (Foto: Fernanda Zauli/G1)Assalto aconteceu na orla da praia de Ponta Negra, principal cartão-postal de Natal (Foto: Fernanda Zauli/G1)
Duas turistas chilenas foram assaltadas na noite desta quinta-feira (30) na praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Um adolescente de 14 anos abordou as mulheres e anunciou o assalto, segundo a Polícia Militar. Uma das estrangeiras foi esfaqueada no braço. O garoto foi apreendido momentos depois e confessou o crime.  
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Ainda segundo a Polícia Militar, o assalto aconteceu por volta das 21h30, na orla da praia. O adolescente estava armado com uma faca e puxou a bolsa de uma das vítimas. Uma das chilenas teria se negado a entregar a bolsa, momento em que levou a facada. A mulher foi socorrida ao Pronto-Socorro Clóvis Sarinho, medicada e já foi liberada.
O menor foi apreendido momento depois do assalto. A PM informou que o garoto confessou ter assaltado as mulheres e disse que esfaqueou a vítima porque ela reagiu.
Equatoriano assaltado
Ainda na noite desta quinta-feira, um equatoriano foi assaltado no bairro da Ribeira, na Zona Leste da capital potiguar. Braulio Rafael Baldeon, de 49 anos, é engenheiro de pesca. Ele, que disse morar na capital potiguar desde 2003, falou sobre o assalto: "Um rapaz me abordou e pediu para retirar meus pertences. Logo em seguida veio outro pelas minhas costas. Eles tiraram meu celular, computador e meus sapatos também".
Policiais do 1º Batalhão da PM localizaram os suspeitos ainda perto do local do assalto. A dupla foi presa em flagrante. Os detidos têm 26 e 27 anos. Todos os pertences da vítima foram recuperados.