A delação premiada veio para ficar

SENTENÇA MAIOR - Léo Pinheiro, ex-OAS, ao ser preso, em 2014: ele calcula que aguentaria até dois anos em regime fechado. Acaba de ser condenado a mais que isso
SENTENÇA MAIOR - Léo Pinheiro, ex-OAS, ao ser preso, em 2014: ele calcula que aguentaria até dois anos em regime fechado. Acaba de ser condenado a mais que isso(Vagner Rosário/VEJA)
Arte quebrando o silêncio
(VEJA.com/VEJA)
​No começo, era apenas um despiste. "Espalhamos que já tinha gente na fila para colaborar, mas a gente ainda não tinha nada." A confissão, divulgada meses atrás, é do procurador Carlos Fernando Lima, considerado o cérebro da força-tarefa de Curitiba, quando lembrava como ele e os colegas conseguiram atrair os primeiros suspeitos da Lava-Jato para inaugurar os hoje tão famosos, tão temidos e tão aguardados acordos de delação premiada. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, abriu a fila. Seu acordo foi homologado pelo juiz Sergio Moro em 27 de agosto de 2014, uma quarta-feira. Daí em diante, um carrossel virtuoso começou a girar com uma delação puxando a outra, e alguns acusados apressando-se para assinar a delação antes que não houvesse mais novidades a revelar. Na semana passada, a Lava-Jato tinha 25 acordos homologados. Mas, como se tornou habitual nesse escândalo, as expectativas sempre se voltam para o próximo acordo.
Na mira dos procuradores está o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, preso há nove meses. Desde o primeiro contato com o Ministério Público, seus advogados estão negociando os termos de uma delação cujo potencial explosivo é medido em escala atômica. A princípio, o empreiteiro resistia à delação na esperança de pegar até dois anos de prisão em regime fechado, limite que dizia suportar. Na semana passada, o juiz Sergio Moro condenou Pinheiro a dezesseis anos de prisão, dos quais pelo menos dois e meio terão de ser cumpridos em regime fechado. A condenação, um pouco maior do que o esperado, pode quebrar suas últimas resistências a abrir o bico. Outros dois, ambos ex-diretores da Petrobras, ainda não assinaram acordo, mas já estão em estágio avançado conversas para informar os procuradores sobre o que podem oferecer em troca de redução de pena. São eles: Renato Duque, homem do PT na direção da Petrobras, e Nestor Cerveró, o propineiro de Pasadena.
O volume de acordos de delação premiada na Lava-Jato é algo jamais visto em qualquer investigação criminal no país. Resulta da confluência de um acontecimento de 1990 com outro de 2004. Em 1990, o instituto da delação premiada apareceu pela primeira vez na legislação brasileira, na nova lei dos crimes hediondos. Foi ampliado nove anos depois para todos os demais crimes, deixando de se restringir aos hediondos. Em 2004, quando trabalhava no caso Banestado, escândalo de remessa ilegal de dinheiro para o exterior, um jovem juiz homologou uma das primeiras delações feitas nos moldes atuais. Era Sergio Moro. O delator era o mesmo Alberto Youssef de agora, o doleiro que se tornou talvez o único brasileiro a ter feito não uma, mas duas delações premiadas. Juntando a lei de 1990, o juiz de 2004 e a megarroubalheira na Petrobras, produziram-se as condições para o recorde: 25 acordos de colaboração, e a conta ainda não terminou.
A delação premiada surgiu como um antídoto contra a globalização do crime. Com organizações criminosas transnacionais cada vez mais sofisticadas, os legisladores, sobretudo na Itália e nos Estados Unidos, passaram a pensar em instrumentos capazes de chegar aos chefes desses mamutes do crime: as máfias, os cartéis da droga, os grupos terroristas, as quadrilhas de corruptos. A colaboração de um acusado em troca da redução da pena surgiu como o único meio de quebrar o código de silêncio dos criminosos e pôr as mãos no alto-comando. Nos últimos trinta anos, os Estados Unidos acumularam vasta experiência nesse campo. Desde a Operação Mãos Limpas, na década de 90, uma gigantesca ação contra políticos corruptos, a Itália também avançou. O relativo sucesso da delação premiada no combate ao crime organizado levou a ONU a lançar uma convenção anticorrupção cujo texto sugere explicitamente que os países-membros adotem algum tipo de recompensa aos criminosos que denunciam comparsas.
Assim, a delação premiada começou a proliferar pelo mundo. O Brasil assinou a convenção no ano do seu lançamento, em 2003, e promulgou-a três anos depois. A novidade, no entanto, está longe de ser consensual. Os advogados, em geral, e os criminalistas, em particular, consideram a delação premiada um instrumento antiético e imoral porque a negociação da pena corrompe o processo penal, cuja essência é comprovar, ou não, a culpa do réu, e não colocá-la numa barganha. Também lhes desagrada o fato de a delação premiada levar o acusado a renunciar a um direito fundamental - o direito a um processo justo -, pois a sentença é previamente acertada. As reservas são mais fortes em países como o Brasil, cujo ordenamento jurídico vem da tradição romana, em contraposição ao de tradição inglesa. Em 2003, quando o governo da França propôs uma reforma jurídica que copiava parte do sistema dos Estados Unidos, houve uma gritaria geral. Mesmo na pátria mundial da cidadania, os franceses acabaram se rendendo à dureza da realidade do crime. A Assembleia Nacional aprovou as mudanças, inclusive a delação premiada. Hoje, um francês pode ficar até quatro dias preso sem acusação formal, algo impensável até uma década atrás.

Reformada com dinheiro de propina, casa de Dirceu tem ofurô e TV de 80 polegadas


Da casa original, só sobraram as paredes e o teto. O restante do imóvel de 420 metros quadrados, em um condomínio em Vinhedo, interior de São Paulo, foi posto abaixo. Em seis meses, operários pagos pelo delator Milton Pascowitch reformaram tudo ao gosto do dono do local, o hoje detento José Dirceu. Na suíte reservada ao proprietário, voltada para uma ampla varanda, construíram um ofurô. Na sala de reuniões, instalaram uma mesa de doze lugares e uma TV de 52 polegadas, para videoconferência. Um dos pontos altos da reforma foi a colocação, na sala, de uma tela de vidro de 80 polegadas que reflete as imagens da TV também do lado de quem está na cozinha. No andar de baixo do imóvel, os operários ergueram quatro suítes, com ar-­condicionado e televisão, para os empregados - dois seguranças, um motorista e uma doméstica. O conforto dessas instalações virou assunto na região - vários candidatos a emprego passaram por lá para deixar o currículo. O ex-ministro já tinha uma casa de dois andares no mesmo condomínio. A que Pascowitch reformou, vizinha desse imóvel, teria a função adicional de servir de escritório para o petista - daí a sala de reuniões e o equipamento de videoconferência. O custo total da reforma foi de 1,3 milhão de reais - e nem um centavo saiu do bolso do ex-­chefe da Casa Civil.
O lobista Milton Pascowitch, que assinou acordo de delação premiada na Operação Lava-Jato, confessou aos investigadores que o dinheiro que custeou a reforma da casa de Dirceu veio de pagamento de propina feito pela Engevix, empreiteira que ele representava. Em troca desses valores, a Engevix foi contratada sem licitação pela Petrobras para executar obras no Polo de Cacimbas II, no Espírito Santo.
Dirceu pouco pôde aproveitar a casa reformada - as obras foram realizadas em 2012, ano do julgamento do mensalão. A tela de 80 polegadas, por exemplo, serviria para que assistisse aos jogos da Copa do Mundo de 2014 com amigos. Mas, condenado a sete anos e onze meses de prisão, ele passou o Mundial na cadeia. Fazia quase um ano que o ex-­ministro cumpria pena em regime de prisão domiciliar em sua casa em Brasília. Há duas semanas, teve negado o pedido de autorização para passar o Dia dos Pais em Vinhedo. Mas, mesmo que tivesse sido concedido, o telão continuaria desligado, já que Dirceu está de novo na cadeia.

Entenda como a Arena Corinthians definiu as reduções nos preços


Gerente explica que estádio precisa ser preenchido, setor por setor, conforme faixas de poder econômico da torcida

RODRIGO CAPELO
08/08/2015 - 08h00 - Atualizado 08/08/2015 08h00
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Acusado de elitismo por parte da torcida e da imprensa, oCorinthians reduzirá preços de ingressos para a Arena Corinthians a partir de 23 de agosto. Parece uma decisão fácil, mas não é. Ainda mais quando há uma conta de R$ 1,2 bilhão a ser paga com os resultados financeiros do estádio. O responsável por estudar o público corintiano e definir os valores é Thiago De Rose, gerente de planejamento da arena, que dará palestra no próprio local no sábado que vem (15) sobre como é feita a gestão dela.
O objetivo é simples: o estádio precisa ser totalmente ocupado, porque é importante ter a torcida para apoiar o time em campo, e deve ter os preços mais altos possíveis, obviamente dentro do que a população pode pagar, para que gere também receita. Atrás disso, o gerente acompanha, jogo a jogo, vários indicadores: público pagante, percentual de sócios-torcedores, ocupação por setores e preços. Na análise, importa também a sequência da venda. Os ingressos são comercializados, em ordem, do mais barato para o mais caro.
No caso do Corinthians, quando a venda começava, os primeiros setores a esgotar eram Norte e Sul, a R$ 50. O Leste Inferior, a R$ 80, era comprado em seguida e também acabava. O Leste Superior, a R$ 120 durante a semana e R$ 150 no fim, vendia, mas não lotava. Aí veio a conclusão. "Identificamos que temos demanda reprimida na faixa de preço entre R$ 80 e R$ 100", diz De Rose. "Há torcedores que ficam para fora porque estão dispostos a pagar até R$ 100, mas não mais do que isso". Para atender a esta parcela da torcida, o Leste Superior caiu para R$ 100. A oferta de preços mais baixos aumentou.
A ideia é que, uma vez ocupado o Leste Superior, corintianos sejam incentivados a ocupar o setor seguinte, Oeste Superior, uma parte da Arena Corinthians que estava fechada ao público em geral, mas acabou de ser aberta e custará R$ 120. O Oeste Inferior foi reduzido de R$ 250 para R$ 180 pelo mesmo motivo, para atender à faixa da torcida que pagaria até R$ 180, mas não R$ 250.
Em paralelo a esta análise, o Corinthians tem feito pesquisas de opinião com torcedores para saber o que falta e o que funciona na arena. Após a partida com o Atlético-MG, e-mails com perguntas foram disparados a todos os sócios-torcedores que estiveram no estádio para que eles dessem notas de um a dez. Os resultados mostraram que a experiência é positiva para a maioria deles, mas que por outro lado há interesse por parte dos torcedores em opções de restaurantes dentro do estádio. "Nós já sabíamos que eram importantes e agora temos certeza que precisamos deles".
Serviço
O curso Futebol 3.0, oferecido pela Arena Corinthians em parceria com a The 360, será realizado das 9h30 às 19h do dia 15 de agosto. Palestrantes, valores e inscrições podem ser encontrados no site.

Mega-Sena, concurso 1.731: ninguém acerta e prêmio acumula em R$ 7 mi


Veja as dezenas sorteadas: 05 - 18 - 27 - 43 - 49 - 59
Quina teve 68 apostas vencedoras; cada uma levou R$ 25.764,20.

Do G1, em São Paulo
 
MEGA-SENA
CONCURSO 1731
5 18 27
43 49 59
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.731 da Mega-Sena, realizado neste sábado (8). Os números sorteados foram 05, 18, 27, 43, 49 e 59.
Para o próximo concurso, na quarta-feira (12), a estimativa de prêmio é de R$ 7 milhões para quem acertar as seis dezenas.
O sorteio extra deste sábado foi realizado em Bom Jesus da Lapa (BA), e faz parte da edição especial de Dia dos Pais. Ele alterou o cronograma dos demais sorteios desta semana: o concurso 1.729 da Mega-Sena foi sorteado na terça-feira (4) e o o sorteio do 1.730 na quinta-feira (6).
Para apostar
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Ambulância para, motor pega fogo e paciente morre durante atendimento


Fato aconteceu na tarde deste sábado (8) na BR-262, em Terenos (MS).
Ferido após ser esfaqueado, idoso estava a caminho de Campo Grande.

Do G1 MS
Ambulância parou no acostamento para atender paciente e pegou fogo. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Ambulância parou no acostamento para atender paciente e motor pegou fogo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Um paciente de 75 anos morreu, na tarde deste sábado (8), após ter uma crise dentro da ambulância que o transportava na BR-262, em Terenos (MS). Segundo a Polícia Civil, a viatura parou para que o idoso fosse atendido e o motor do veículo pegou fogo durante o atendimento.
A Polícia Civil informou ao G1 que o homem estava sendo transportado em estado grave para a Santa Casa de Campo Grande após ter sido esfaqueado em Miranda (MS) na manhã deste sábado.
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O incêndio aconteceu por volta das 15h (de MS), no quilômetro 317 da rodovia. De acordo com a corporação, o idoso teve uma parada cardíaca e o médico pediu ao motorista para encostar o veículo no acostamento para que o atendimento pudesse ser feito. Durante esse tempo, um superaquecimento na parte elétrica teria provocado o incêndio no motor da ambulância.
As chamas foram apagadas com um extintor pelo motorista e o veículo ficou intacto, segundo os policiais. Além do paciente, médico, motorista, um parente do idoso e um enfermeiro estavam na ambulância. O veículo foi consertado e retornou para Miranda.
Parte elétrica 'esquentou' e pegou fogo enquanto idoso era socorrido, diz polícia.  (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Parte elétrica 'esquentou' e pegou fogo enquanto idoso era socorrido (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Pai grava voz de esposa com câncer para bebê prematuro ouvir; veja vídeo


Mulher de cidade na BA descobriu doença na gravidez e decidiu ter filho.
Hóstenes Cajaíba perdeu esposa um mês após nascimento da criança.

Do G1 BA, com informações da TV Sudoeste
A história de Hóstenes Cajaíba, morador de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, é marcada pela superação. A mulher dele, Simone, descobriu um câncer de pulmão avançado aos três meses de gravidez e decidiu ter o bebê. Após o parto, mãe e filho precisaram ser separados e, para manter o contato entre os dois, Hóstenes decidiu gravar a voz da esposa para que a criança prematura ouvisse. A reação do bebê com a voz da mãe impressiona. ( veja vídeo)
Hóstenes passou 31 dias cuidando do filho na UTI e da mulher em casa (Foto: Reprodução/TV Bahia)Hóstenes passou 31 dias cuidando do filho na UTI
e da mulher em casa (Foto: Reprodução/TV Bahia)
Hóstenes conta que ao descobrir a doença, os médicos recomendaram Simone a interromper a gravidez para fazer o tratamento. Apesar da dificuldade e tensão, Simone fez quimioterapia e seguiu com a gestação.
“Ela disse que pela fé que ela tinha em Deus e com a interseção de Nossa Senhora Aparecida, que o filho dela ia nascer sem nenhum problema”, conta.
Aos seis meses foi realizado o parto e, mesmo com risco para mãe e filho, o bebê Inácio nasceu com 1,4 kg. O bebê ficou na UTI do hospital Esaú Matos, em Vitória da Conquista. A mãe precisava repousar em casa e Hóstenes precisou tomar conta da casa, filhos e da mulher que estava doente.
Foram 31 dias acompanhando o bebê na UTI do hospital e cuidando da esposa em casa que não podia ver o filho. Por conta dessa situação, ele teve a ideia de mostrar como Inácio estava evoluindo e colocava o filho para ouvir a voz da mãe no celular.
Ao ouvir voz da mãe no celular, bebê sorri (Foto: Reprodução/TV Bahia)Ao ouvir voz da mãe no celular, bebê sorri
(Foto: Reprodução/TV Bahia)
“Em um momento eu lembrei que tinha dispositivo eletrônico, que era de colocar o celular em viva voz, ela conversava com ele e ao mesmo tempo eu fazia uma imagem da câmera digital. À noite, quando eu chegava, eu passava para ela ver como que foi a reação dele”, conta emocionado Hóstenes Cajaíba.
A reação de inácio ao ouvir a voz da mãe emociona. Ela fala com o bebê, que ao ouvir a voz da mãe, sorri. Simone morreu um mês depois de dar à luz. Ela ainda viveu a alegria de segurar Inácio nos braços. “Uma mãe cheia de amor, com a mente boa, mas com o corpo, o físico sem condições de dar cuidado que o bebê precisaria”, diz Hóstenes.
Após perder a esposa, ele precisou ser um pai com muitas funções. “Cuidado com o bebê prematuro, Inácio, dar atenção à criança, Isaac, e os diversos serviços como cuidar da comida”, conta. Atualmente o bebê prematuro tem cinco anos e conhece toda a história e é tímido. Saudável, o garoto prefere devolver todo o carinho ao pai na forma de amor. “Eu diria que todo cuidado, tempo dedicado aos seus filhos, a compreensão, o amor dedicado, a disciplina, tudo isso faz parte de ser pai”, conclui.

Após morte do traficante Playboy, 400 policiais ocuparão complexo da Pedreira


No Rio

  • Divulgação/Disque-Denúncia
O batalhão especial da Polícia Civil do Rio de Janeiro decidiu ocupar por tempo indeterminado o Morro da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte do Rio de Janeiro, após a operação que resultou na morte do traficante Celso Pinheiro Pimenta, conhecido como Playboy.
A ocupação do conjunto de favelas da Pedreira será feita por pelo menos 400 agentes da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), a tropa de elite da Polícia Civil.
A ação foi determinada pela Secretaria de Segurança Pública do Rio, segundo o Coronel da Polícia Militar Antonio Goulart, responsável pelo setor de inteligência da corporação.
Em entrevista à imprensa, Goulart classificou a operação da manhã como "uma ação cirúrgica bastante exitosa" e descreveu a ocupação das favelas como uma ação "preventiva" a retaliações dos traficantes. Segundo a PM, o traficante foi baleado após disparar contra os policiais. No local da troca de tiros foram encontrados uma pistola e um fuzil.
"A Core vai ocupar o complexo da Pedreira por tempo indeterminado por ordem da Secretaria. A força da PM está empenhada para evitar qualquer tipo de transtorno na comunidade, qualquer ação orquestrada do tráfico", afirmou Goulart.
"A gente conhece a realidade do Rio de Janeiro. Quando algum líder do trafico é morto, existe articulação por parte das pessoas ligadas ao tráfico para fechar o comércio. Estamos fazendo a ocupação de forma preventiva de modo a minimizar os riscos", completou.
Segundo a Polícia Militar, a operação de captura do traficante foi articulada após informações privilegiadas sobre sua localização. Ao menos cem policiais participaram da operação, iniciada às 7h e só concluída no início da tarde.
Os policiais cercaram a casa da namorada de Playboy, que revidou com tiros. Ele foi baleado no abdômen e levado em carro blindado ao Hospital Federal de Bom Sucesso, na zona norte do Rio, mas não resistiu.
"Não é uma ação simples, em se tratando de quem era, um traficante que não anda sozinho, com uma rede de colaboradores, informantes e proteção. O resultado foi bastante exitoso em função da ação cirúrgica. Não teve nenhum tipo de dificuldade, vazamento, ou intercorrência e não colocou em risco a comunidade. A operação não termina hoje", resumiu o coronel Antonio Goulart.
O fundador da ONG AfroReggae, José Júnior, publicou um vídeo na sua página na internet com um trecho de uma conversa com o traficante, gravada em 29 de janeiro de 2015. Segundo Júnior, a conversa ocorreu a convite de traficantes aliados de Playboy com o objetivo de intermediar uma possível rendição do traficante. O encontro foi gravado pelo jornalista Leslie Leitão, da Revista Veja. A publicação da entrevista estava condicionada à sua rendição ou à sua morte, segundo o coordenador do AfroReggae.
No único trecho da conversa divulgado, Playboy diz que "as circunstâncias da vida" não permitiram que ele fosse um trabalhador. Questionado por José Junior sobre quem ele era, o traficante de 32 anos responde: "Sou um ser humano que tentou ser trabalhador, mas a circunstância da vida não permitiu".
Playboy era investigado há cerca de um ano pela Polícia Federal. Ele era apontado como um dos líderes da facção ADA (Amigo dos Amigos). Além do tráfico de drogas, atuava também como chefe de uma quadrilha de roubo de cargas. Nos últimos anos, comandou, em parceria com traficantes do Complexo do Caju, tentativas de invasão de favelas do Complexo da Maré, ambos na zona norte, levando terror aos moradores.
De acordo com o Coronel Antonio Goulart, a PM monitora informações de que traficantes aliados poderiam tentar retomar a ocupação na Maré, mas não deu detalhes de ações previstas pela corporação. Playboy já tinha sido condenado a 15 anos e oito meses de prisão por tráfico, roubo e homicídio qualificado. Ele estava foragido desde 2009.
O traficante pertenceu à quadrilha de Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom, especializada em assalto a residências. Jovem da classe média carioca que ingressou cedo no crime, Pedro Dom foi morto pela polícia em 2005, na Lagoa (zona sul).

Atingido por pedras de granizo e sem visibilidade, avião faz pouso de emergência


O avião ficou bastante danificado após ser atingido por pedras de gelo Foto: Reprodução/Twitter
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O voo 1889 da Delta Airlines que ia de Boston (Massachusetts) para Salt Lake City (Utah) teve que fazer um pouso de emergência em Denver, de acordo com o Daily Mail. O avião passou por uma tempestade e ficou bastante danificado ao ser atingido por pedras de granizo do tamanho de bolas de baseball. Por causa da rachadura no para-brisa, os pilotos fizeram a aterrizagem com visibilidade limitada.
Um passageiro foi encaminhado para o hospital com ferimentos leves, enquanto outros foram remanejados para outra aeronave, que seguiu até o trajeto final. Algumas crianças presentes no voo ficaram tão assustadas que suas famílias preferiram seguir viagem alugar carros e encarar oito horas de estrada de Colorado (onde o pouso foi feito) até Utah.
Passageiros só perceberam a gravidade da situação ao verem a aeronave
Passageiros só perceberam a gravidade da situação ao verem a aeronave Foto: Reprodução/Twitter
Os passageiros só tiveram noção da gravidade da tempestade ao desembarcarem e virem o estado do avião. O bico da aeronave ficou destruído. O sistema de navegação (GPS) ficou danificado com o impacto das pedras de gelo. "Esse é o meu avião. Feliz por estar vivo", postou um homem que estava na aeronave juntamente com uma foto do estrago.
Assim que a visão ficou comprometida, os pilotos optaram pelo pouso de emergência. Eles usaram o piloto automático e conseguiram aterrissar com sucesso. A representante da companhia aérea Liz Savadelis disse para o Denver Post: "A segurança de nossos passageiros e tripulação é sempre nossa prioridade".


Quadrilha que roubou carro-forte tem arma capaz de parar tanque de guerra


Após assalto, suspeitos interceptaram comboio e 37 presos fugiram em SP.
Segundo especialista de Ribeirão Preto, armamento tem alto poder destrutivo.

Do G1 Ribeirão e Franca
Munição de metralhadora ponto 50 (Foto: Reprodução/EPTV)Munição de metralhadora ponto 50 (Foto: Reprodução/EPTV)
As armas usadas pela quadrilha que roubou R$ 1 milhão de um carro-forte e matou o motorista do veículo, no interior de São Paulo na sexta-feira (7), seriam capazes de parar tanques de guerra e de abater aeronaves, segundo especialista em armamento.

Após o assalto, a quadrilha se deparou com um comboio da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que levava 41 presos de Casa Branca (SP) para Serra Azul (SP). O bando fugiu nos dois veículos do Estado, levando os detentos, que foram libertados momentos depois na Rodovia Abrão Assed. Desses, 37 fugiram.
Até a tarde deste sábado (8), 22 presos foram recapturados, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP).  Nenhum dos 12 integrantes da quadrilha foi preso.
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'Ação impressionante'
A ação dos 12 suspeitos da quadrilha impressionou a polícia e especialistas em armas porque, além de capacetes à prova de balas, os assaltantes estavam com metralhadoras ponto 50, de alto poder destrutivo e usadas normalmente em guerras.
De acordo com o instrutor de tiro Fabiano Rosa da Silva, de Ribeirão Preto (SP), a preparação da quadrilha era incompatível com a dos seguranças que protegiam o carro-forte.
“O transporte de valor é efetuado normalmente usando armas de curto calibre, como 38, e de calibre longo, como a 12, mas incompatíveis com a ponto 50, muito mais potente e com alto poder destrutivo e de longo alcance”, disse o instrutor.
De acordo com Silva, o armamento poderia abater aeronaves e atravessaria até três carros-fortes enfileirados, por mais que estivessem blindados. “Numa distância daquela, se enfileirássemos três carros daquele certamente todos eles seriam transfixados”, comentou.
Instrutor de tiro Fabiano Rosa da Silva, de Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)Instrutor de tiro Fabiano Rosa da Silva, de Ribeirão
Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)
Tráfico de armas
Esse tipo de armamento, segundo o especialista, no Brasil é de uso exclusivo das Forças Armadas e pode ter sido adquirido por tráfico. “Só por tráfico de drogas que teriam a possibilidade de ter essas armas na mão”, disse.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que desde o início de 2015, mais de 50 armas de uso privativo das Forças Armadas foram apreendidas no Estado de São Paulo e que as polícias Civil e Militar realizam operações de inteligência para combater o tráfico de armamentos.
“Cabe salientar que, sempre que necessário, a Rota, Batalhão de Ações Especiais de Polícia da PM e Força Tática atuam no interior em apoio às operações. Isso apesar de a fiscalização das fronteiras para coibir o tráfico de armas ser de responsabilidade da União”, informou a nota.
O caso
O assalto ao carro-forte ocorreu na SP-338, entre Mococa e Cajuru. Os bandidos usaram três carros, entre eles uma Land Rover com o vidro blindado, adaptado para uso de armas como fuzis. Eles atiraram contra o veículo e mataram o motorista, Wladimir Martinez, de 49 anos.
Em seguida, os assaltantes usaram dinamite para explodir as portas do blindado. Outros dois vigilantes ficaram feridos. Segundo o tenente coronel, dos dois cofres do carro-forte, apenas um foi levado pela quadrilha.
Ao tentar a fuga, a quadrilha foi surpreendida por um comboio na Rodovia Abrão Assed (SP-333), que levava 41 presos até Serra Azul. Os policiais atiraram contra os veículos dos suspeitos e conseguiram parar a Land Rover.
Os assaltantes tomaram a caminhonete S-10 e o caminhão do Estado, onde estavam os presos, e fugiram. Dos 41 presos libertados, 37 aproveitaram para fugir e 4 permaneceram nos veículos.
'Coincidência'
O diretor do Deinter-3, João Osinski Júnior, também descartou que os presos tenham sido alvo de um resgate programado. “O que aconteceu foi uma grande coincidência. Esses presos estavam ainda sendo julgados, sendo levados para audiências, e presos que estão envolvidos com furtos, alguns com tráfico [de drogas], ou seja, que não representam alto grau de periculosidade. Nenhum que pudesse ser alvo de resgate. Que fique uma coisa bem clara: foi uma grande coincidência”, afirmou o delegado.
Segundo a Segurança Pública, as buscas pelos fugitivos seguem neste sábado com apoio de três helicópteros Águia, e a Polícia Civil faz diligências para localizar os suspeitos dos crimes. Uma equipe do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) assessora as investigações.
O carro-forte ficou completamente destruído durante a ação da quadrilha (Foto: Paulo Souza/EPTV)O carro-forte ficou completamente destruído durante a ação da quadrilha (Foto: Paulo Souza/EPTV)