Em clima de campanha, senador Ronaldo Caiado vira o rei do selfie em SP


Favorável à convocação de novas eleições, político diz que nunca negou o sonho de ser presidente

ALINE RIBEIRO
16/08/2015 - 21h34 - Atualizado 16/08/2015 22h13
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Escassa em políticos conhecidos e celebridades, a manifestação de 16 de agosto em São Paulo teve uma estrela incontestável: Ronaldo Caiado, senador de Goiás pelo Democratas (DEM). Ao lado da mulher, três dos quatro filhos, dois genros e cinco seguranças, Caiado percorreu a Avenida Paulista, em São Paulo, em meio a grande comoção dos manifestantes. Vestia calça jeans, sapato mocassim da marca Prada e camiseta do movimento Vem Pra Rua – o modelo escolhido traz a palavra basta, em vermelho, debaixo do desenho de uma mão esquerda sem o dedo mindinho, uma referência ao acidente de trabalho que amputou o ex-presidente Luiz Inácio Lula quando era metalúrgico. “Não faço parte do movimento”, disse um Caiado sorridente, entre um e outro selfie. “Ganhei de presente e estou usando”.
Protesto contra o Governo da Presidente Dilma Rousseff parou a av Paulista na tarde deste domingo 16 de agosto. O Senador Ronaldo Caiado DEM GO é parado por manifestantes que tiraram muitas fotos com o político. (Foto: Rogério Canella/ÉPOCA)
Caiado chegou por volta das 14h30 deixou a manifestação pouco mais de 18h. Demorou cerca de quatro horas para percorrer 300 metros, do Masp à rua Pamplona, tamanho o assédio. No trajeto, sorriu para centenas de câmeras fotográficas e celulares. Conversou com os manifestantes. Abraçou e beijou os mais entusiasmados. Até tirou o fôlego da mulherada – por onde passa, arranca elogios como “lindooo” e “enxutão”. Nos momentos de maior frenesi, ficou sob o som de palmas, apitos, vuvuzelas e gritos de guerra: “Brasil decente, Caiado presidente”.
A comerciante Marli Mercessian conheceu Caiado no Facebook depois do primeiro protesto contra a corrupção, em 15 de março. Votou no senador Aécio Neves, então candidato pelo PSDB, na última eleição para presidente. Mas acha o posicionamento crítico de Caiado em relação ao governo mais útil no momento atual. “Ele é sincero, passa veracidade e fala tudo que a gente gostaria de falar”, afirma. A administradora Andrea Perez Cabrera concorda. Também eleitora do PSDB, diz acreditar que Caiado é hoje a voz da oposição no Brasil. “O Aécio ficou na sombra, não está representando a revolta do povo brasileiro”. 
Com 65 anos, o médico ortopedista da cidade de Anápolis, em Goiás, é uma das vozes mais combativas no Congresso Nacional. Líder do DEM no Senado, eleito com quase 1,3 milhão de votos, não perde uma chance de atacar a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores (PT) em seus discursos e nas redes sociais. Esteve presente nas duas últimas manifestações. Caiado tem uma conta política clara. Favorável à cassação da chapa presidencial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que investiga se houve abuso de poder político e econômico durante a campanha do ano passado, quer se beneficiar com um eventual novo pleito. Neste cenário, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB-AL), cairia junto com Dilma. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiria por 90 dias. E novas eleições seriam convocadas para a escolha de um presidente substituto.
Com um patrimônio político de 51 milhões de votos a seu favor, o senador Aécio Neves (PSDB) seria o candidato favorito numa possível eleição direta para presidente. Para Caiado, entretanto, favoritismo não ganha eleição. “Ninguém pode negar que Aécio tem credibilidade. Mas deverá ganhar aquele que a sociedade entender que realmente está falando a verdade. Qual é o presidente de transição com coragem de fechar 25 ministérios, que teria coragem de cortar cem mil comissionados?”, questiona. Seria ele próprio? “Prefiro não fulanizar a discussão”, desconversa.
Caiado tem uma trajetória política longa. Em 1989, então sem nenhuma experiência, o jovem fazendeiro acreditava que seu passado na União Democrática Ruralista (UDR) seria capaz de levá-lo à Presidência da República na primeira eleição geral pós-redemocratização. Pelo nanico PSD, concorreu ao Palácio do Planalto com Lula e Fernando Collor de Mello. Durante a campanha, abria seus programas de televisão empinando um cavalo branco, tal qual o Zorro. Obteve só 488 mil votos. Agora, 26 anos depois do embate, sonha em concorrer à presidência de novo. “É uma decisão partidária, não individual. Mas não vou negar a minha vontade de ser presidente”. Ao que parece, a campanha já começou.
ÉPOCA – Por que o senhor veio para a rua hoje?
Ronaldo Caiado – Estou aqui como cidadão, com o objetivo único de dizer que, num regime democrático, não é possível que o presidente da república não veja que não há como não ter governabilidade.

ÉPOCA – O senhor é a favor do impeachment pelo Tribunal de Contas da União (TCU), da cassação pelo TSE ou da renúncia?
Caiado – Dentro desse quadro de tamanha comoção nacional, de tamanhas barbaridades que vêm ocorrendo por parte do governo, não vejo outra maneira de sucessão que não seja por eleições diretas. A cassação da chapa, da Dilma e do Temer. Como no presidencialismo alguém consegue governar com 5% de popularidade? A Dilma está enclausurada dentro do Palácio, sem base governista.

ÉPOCA – O senhor tem sido uma das vozes mais combativas da oposição. Tem despertado ciúmes no PSDB de Aécio Neves?
Caiado – Ninguém pode negar ao Aécio o recall e a credibilidade. Mas a urna vai decidir quem vai ser o próximo presidente. O fato de ser preferido, entretanto, não quer dizer que a pessoa está previamente eleita. Serão vários candidatos, de vários partidos. Aquele que a sociedade entender que realmente está falando a verdade, que não está enganando o povo, como a Dilma, deverá ser o próximo Presidente da República. Qual é o presidente de transição com coragem de fechar 25 ministérios, que teria coragem de cortar cem mil comissionados?

ÉPOCA – O senhor?
Caiado – Não vou fulanizar a discussão. São mudanças que a sociedade espera. Estou dizendo quais são os princípios. Que importância tem o ministro hoje, se há 39 deles.

ÉPOCA – O senhor foi candidato em 1989 e já expressou a vontade de ser presidente do Brasil. Se a presidente Dilma fosse cassada, o senhor sairia candidato?
Caiado – Isso é uma decisão partidária, não individual... Uma coisa é você querer, outra são as condições. Construir situações que dêem a você esta função. Agora, tenho cinco mandatos como deputado federal, um como senador. Não sou neófito para dizer como é que se constrói uma candidatura. Não funciona assim, se auto-intitulando.

ÉPOCA – Com esta crise política generalizada, o partido já deve conversar internamente sobre cenários futuros... Não falaram disso?
Caiado – Não. Posso lhe garantir que não. Dentro do partido, tem gente que acha que deve haver impeachment, com o Michel Temer assumindo. Outros pensam como eu. Posso dizer que não existe unanimidade. E mais. Se houvesse unanimidade entre os partidos da oposição, nós estaríamos muito mais à frente.

ÉPOCA – O senhor tem vontade de ser presidente?
Caiado – Eu nunca neguei vontade. Vontade nunca neguei. Não me dou a esse tipo de discurso. Pode até ser um pecado na política ser extremamente transparente. Mas sempre fui e sempre vou ser.

16 de agosto: as manifestações pelo Brasil

Manifestações de 16 de agosto em Brasília (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)
TEMPO

Meses após protestos de 12 de abril e 15 de março, brasileiros voltaram às ruas para criticar governo de Dilma Rousseff

EDIÇÃO: MARCELA BUSCATO E RODRIGO CAPELO
16/08/2015 - 11h22 - Atualizado 16/08/2015 22h05
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Meses após as manifestações de 12 de abril e 15 de março, brasileiros voltaram às ruas para protestar contra o governo da presidente Dilma Rousseff neste domingo, 16 de agosto. Abaixo, reunimos os conteúdos publicados sobre as manifestações:
22h01: Em clima de campanha, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) virou o rei do selfie em São Paulo. Favorável à convocação de novas eleições, político diz à editora de ÉPOCA Aline Ribeiro quenunca negou o sonho de ser presidente.
21h08: Análise: O balanço das manifestações deste domingo aponta para um zero a zero. O apoio do PSDB confere maior politização, mas não engrossa os protestos, que mantêm o Palácio do Planalto sob pressão. O empate não é bom para ninguém e indica uma crise prolongada, analisa o editor-executivo de ÉPOCA Guilherme Evelin.
20h45: O governo está aliviado com o tamanho dos protestos deste domingo. Um ministro que compõe o grupo de coordenação política do governo disse à coluna Expresso que o comparecimento menor que o previsto inicialmente tira “um pouco da pressão sobre Dilma”. Apesar do respiro, o quadro no Planalto está longe de ser otimista. Leia na Expresso como as manifestações foram avaliadas no governo.
20h11: No ato pró-PT em São Paulo, José Dirceu e João Vaccari Neto foram lembrados, relatam os repórteres Pedro Marcondes e Igor Utsumi. 
19h14: Segundo a Polícia Militar de São Paulo, 465 mil pessoas participaram das manifestações em todo o Estado neste domingo. Na Avenida Paulista, foram 350 mil. De acordo com o Instituto Datafolha, 135 mil pessoas participaram do protesto na Paulista. Tanto na avaliação da PM quanto na do Datafolha, a manifestação deste domingo foi maior do que a última, de abril – quando calcuraram 275 mil e 100 mil pessoas, respectivamente, – e menor do que a de março, quando os números dados foram de 1 millhão e 210 mil participantes.
Manifestação anti PT e anti Dilma na Avenida Paulista dia 15 de março às 14:56 (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
18h59: O editor João Luiz Vieira conta o que viu na manifestação deste domingo na Avenida Paulista.
18h55: O editor-chefe de ÉPOCA, Diego Escosteguy, fala, no Periscope, sobre as manifestações deste domingo. Acompanhe.
18h47: Houve manifestações pelo Brasil não apenas neste domingo. Nos últimos dias, diferentes grupos se mobilizaram pelas mais diversas causas, o que mostra um amadurecimento da democracia brasileira. Confira um resumo da semana de manifestações pelo Brasil.
18h33: Rogério Chequer, líder do movimento Vem Pra Rua, afirmou, em entrevista à repórter Nina Finco, que 1 milhão de pessoas participaram dos protestos neste domingo.
18h25: Análise: O editor Leandro Loyola explica como asarticulações com Renan Calheiros durante a semana passada podem garantir uma trégua para a presidente Dilma Rousseff no Congresso, apesar as manifestações neste domingo (16).
17h21: Kim Kataguiri e Fernando Holiday, líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), foram recebidos como estrelas na Avenida Paulista. Eles discursaram em cima do caminhão de som sob gritos de apoio entusiasmados dos manifestantes. O editor Bruno Ferrari conversou com os dois
Kim Kataguiri, líder do Movimento Brasil Livre, na avenida Paulista, neste domingo (16) (Foto: Bruno Ferrari/ÉPOCA)
17h15: As pessoas que saíram para protestar em diferentes cidades do país relataram à reportagem de ÉPOCA diversas razões para terem saído às ruas. Confira algumas das razões.
17h02: Na avenida Paulista, em São Paulo, os manifestantes começam a dispersar. A concentração se iniciou pela manhã, como conta o editor João Luiz Vieira.
16h56: Dilma convoca ministros para avaliar manifestações, informa a coluna Expresso.
16h15: Em Belo Horizonte, Aécio Neves discursa contra a "corrpução, a mentira e o governo". Segundo a Polícia Militar, 6 mil pessoas (atualizado às 18h50) participaram do protesto.
Aécio Neves em meio às manifestações de 16 de agosto (Foto: Reprodução / Instagram)
15h50: Nas redes sociais, a disputa entre quem vai (ou foi) e quem não vai
15h42: Em São Paulo, houve ato em defesa da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT. “É um ato pacífico, em defesa da democracia”, disse José Estopa, militante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), à reportagem de ÉPOCA
15h30: Assim como nos protestos anteriores, os manifestantes levaram muito humor para as ruas. Confira alguns dospersonagens que a reportagem de ÉPOCA encontrou em diferentes cidades do país.
15h00: Em Brasília, onde os protestos começaram mais cedo, os manifestantes não resistiram ao calor e à secura. Faz 28ºC, com umidade de apenas 32%. Após ouvir o Tema da Vitória de Ayrton Senna e o Hino Nacional, os manifestantes se dispersaram. Segundo a Polícia Militar, 25 mil pessoas participaram. Confira o relato dos repórteres Ricardo Della Coletta, Filipe Coutinho e Thiago Bronzato
Vista do alto do carro de som do MBL em frente ao MASP, na Avenida Paulista (Foto: Bruno Ferrari)
14h00: Na Avenida Paulista, o epicentro das manifestações, o quarteirão do Masp, está lotado. A manifestação é visivelmente menor que a de março, mas não há ainda estimativa oficial de participantes. A PM impede que os manifestantes ocupem o vão livre sob o museu. Nas oito quadras entre o Masp e a Avenida Consolação, quatro carros de som animam os participantes. Ouvem-se o hino nacional e discursos contra o petismo, o socialismo e o comunismo.
CUT defende Dilma Rousseff e Lula em ato à frente do Instituto Lula, em São Paulo (Foto: Harumi Visconti)
13h29: Em São Paulo, integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) fazem defesa à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O povo na rua, coxinha recua!", cantavam manifestantes. Mais informações na reportagem de Harumi Visconti com supervisão de Marcos Coronato.
Boneco inflável de Lula no Distrito Federal durante manifestações de 16 de agosto (Foto: Thiago Bronzatto)
12h43: Em Brasília, um grupo gastou R$ 12 mil para ter um boneco inflável que faz alusão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Mais informações na reportagem de Ricardo Della Coletta.
Manifestantes se reúnem na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (Foto: Cristina Grillo)
12h03: No Rio de Janeiro, manifestantes cantam músicas de resistência à ditadura para pedir a saída da presidente Dilma Rousseff. Há cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores, número não confirmado pela PM. Mais informações na reportagem de Hudson Corrêa, Nonato Viegas e Raphael Gomide.
11h55: A PM do Distrito Federal atualizou a estimativa de comparecimento ao protesto contra a presidente Dilma Rousseffem Brasília para 25 mil pessoas. Segundo a corporação, o número leva em conta a movimentação de pessoas da rodoviária do Plano Piloto ao Congresso Nacional. A maior concentração de manifestantes está no gramado em frente ao Congresso Nacional. O gramado, no entanto, não está totalmente ocupado pelo protesto e há extensas áreas livres nas laterais, relata Ricardo Della Coletta.
Aloysio Nunes, senador pelo PSDB, tira selfie em manifestação no DF (Foto: Ricardo Della Coletta)
11h31Aloysio Nunes (PSDB-SP) acompanha o protesto em Brasília contra o governo Dilma Rousseff. O político, que está nos arredores do Congresso Nacional, tem conversado com os manifestantes e pousado para selfies. "A população pede mudança", disse o senador. Mais informações na reportagem de Ricardo Della Coletta.
Manifestação em Brasília contra governo de Dilma Rousseff (Foto: Thiago Bronzatto)
10h46: As primeiras informações da Polícia Militar (PM) do Distrito Federal são de que cerca de 5 mil pessoas estão na Esplanada dos Ministérios. O comparecimento é filmado por helicóptero e por câmeras nos topos de edifícios. O número considera desde a rodoviária do Plano Piloto até o Congresso Nacional. Os pontos de maior concentração são o Museu Nacional e a Catedral Metropolitana de Brasília. Nova estimativa será divulgada em breve pela PM, informa Ricardo Della Coletta

Dilma cala, Lula se esconde, PT surta


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A reunião de avaliação dos protestos no Palácio da Alvorada terminou há pouco. A presidente Dilma Rousseff decidiu não fazer pronunciamentos. E proibiu os ministros de dar declarações. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, apenas emitiu uma nota tão genérica quanto óbvia. “O governo viu as manifestações dentro da normalidade democrática”.
Pois, pois, para o público interno a ordem é dizer que a manifestação foi menor do que as anteiores, que não teve expressão e que o “povo do PT ficou na periferia”. Desmentir a realidade, turvar os fatos, a tática de sempre, será repetida agora pleo PT, de cima abaixo, de Lula aos seus petistas amestrados.

Corinthians vira contra o Avaí 2 x 1 e é o líder do Brasileirão



O Corinthians é o campeão do 1º turno do Brasileirão. Com a vitória de virada em cima do Avaí por 2 a 1 neste domingo (16), em plena Ressacada, o time de Tite chegou aos 40 pontos e garantiu o título simbólico desta primeira etapa da competição. Luciano foi o nome do jogo, com dois belos gols. André Lima foi quem abriu o placar em jogada aérea. O Avaí se aproxima da zona de rebaixamento, apenas um ponto à frente do Goiás, o 17º colocado.

Quem olhar só para o placar não sabe que quem esteve mais perto da vitória foi o time de Santa Catarina, especialmente no fim do 2º tempo. Jéci teve duas oportunidades e, em uma delas, chegou a vencer Cássio, mas não pôde comemorar porque estava em posição de impedimento de acordo com a arbitragem. O lance foi duvidoso. Tinga acertou a trave do corintiano. Luciano, então, apareceu para fazer golaço aos 43 minutos do 2º tempo com chute no ângulo e garantir a vitória. Aos 46 minutos, foi a vez de Cássio aparecer em sequência incrível de defesas. 
Na próxima rodada, os paulistas abrem o 2º turno contra o Cruzeiro, às 16h de domingo (23), em São Paulo. No meio da semana, encara o Santos, na Vila Belmiro, às 22h de quarta (19), mas pela Copa do Brasil. O time da Baixada Santista também é adversário do Avaí, mas às 18h30 de sábado (22), pelo Brasileirão.   

FICHA TÉCNICA
AVAÍ 1 X  2 CORINTHIANS

Local
: estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC)
Data: 16 de agosto de 2015, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Marcio Estaquio Santiago (MG) e Nadine Schramm Camara Bastos (SC)
Cartões amarelos: Guilherme Arana (COR)
Gols: André Lima (AVA), aos 14 minutos do 1ºT; Luciano (COR), aos 48 mintuos do 1ºT e aos 46 minutos do 2º T
AVAÍ: Diego, Nino Paraíba, Jéci, Antônio Carlos e Romário; Adriano (Eduardo Neto), Pablo, Tinga e Nestor Camacho; Rômulo (Conrado) e André Lima (Hugo)
Técnico: Gilson Kleina
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Guilherme Arana; Bruno Henrique; Jadson, Elias, Rodriguinho (Danilo) e Malcom (Rildo); Luciano
Técnico: Tite

Arma apreendida com traficantes do Rio perfura aço blindado em teste


Americanos criaram o calibre ponto 50 para neutralizar ataques aéreos e destruir carros blindados em guerras no Afeganistão e no Iraque.

O Fantástico testa o poder de destruição de uma arma exclusiva das Forças Armadas que, ninguém sabe como, estava nas mãos da bandidagem. Ao prender seis líderes do tráfico de drogas, no Rio, a polícia encontrou um fuzil ponto 50. Arma de precisão incrível e que já foi utilizado para atacar carro-forte. (veja vídeo)
É uma arma de elite. Com poder de fogo descomunal.
Veja no vídeo o cartucho de um fuzil762, a arma mais utilizada pelas Forças Armadas no mundo todo. E também por bandidos nas comunidades do Rio de Janeiro. Ele é capaz de matar uma pessoa a mais de 600 metros de distância.
Agora faça a comparação com a uma munição de um fuzil ponto 50. A capacidade de destruição é proporcional. É muito maior. Para acertar um alvo a quase dois quilômetros de distância, com uma arma ponto 50, é preciso muita experiência.
Os soldados só tiveram permissão para usar a arma de guerra depois de vários anos de treinamento no comando de operações especiais do Exército, em Goiânia.
Atiradores de elite mostram o estrago que essa arma pode causar. E é bom proteger o ouvido. A placa de aço blindado, a parede de concreto. Nada é capaz de conter o impacto desse fuzil.
“O camarada que está aqui dentro não está protegido pelo concreto porque essa munição, ela é capaz de provocar dano no concreto e atingir o interior da instalação pelo estilhaçamento da própria parede”, diz o general do Exército Mauro Sinott.

Os americanos criaram o calibre ponto 50 para neutralizar ataques aéreos e destruir carros blindados em guerras no Afeganistão e no Iraque.
Na última terça-feira (11), um fuzil ponto 50 foi achado atrás da porta de uma casa, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Estava com seis traficantes, líderes de uma facção criminosa, presos em uma operação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar.
“Grande parte dessas armas que são apreendidas em nosso país não são fabricadas aqui. São armas que são produzidas no exterior e que de alguma forma são desviadas e contrabandeadas e acabam chegando aqui”, afirma o coronel da PM no Rio de Janeiro René Alonso.
Os Estados Unidos são o principal fabricante de armas ponto 50. Lá elas são vendidas legalmente para qualquer cidadão e custam cerca de R$ 50 mil cada. São dois modelos. A metralhadora é usada para alvos dispersos. O fuzil foi projetado para tiros de precisão.
Em 2006, um fuzil ponto 50 foi apreendido em Pernambuco. A polícia descobriu que a arma tinha saído da Romênia e entrado pelo Paraguai. Em 2009, mais dois casos. Uma metralhadora em Minas Gerais e um fuzil no Pará. Em 2010, outra metralhadora ponto 50 foi encontrada no Rio de Janeiro. No ano seguinte, também no Rio, mais duas. Em novembro de 2013, a metralhadora apareceu em São Paulo.
Em agosto do ano passado, um fuzil foi apreendido no Paraná. Quatro meses depois, outro fuzil, só que no Mato Grosso do Sul. E uma metralhadora em São Paulo. E a apreensão mais recente foi na última terça-feira.
Para o delegado que coordenou as investigações no Rio, a existência de uma arma ponto 50 mostra que a quadrilha atuava em duas formas de crime. “No tráfico de drogas, mas também com foco voltado para o roubo de cargas”, explica o delegado civil do Rio de Janeiro Fernando Albuquerque.
É este o principal objetivo de bandidos que usam a ponto 50: perfurar a blindagem de carros que transportam cargas e valores. Na segunda-feira (10), véspera da operação no Rio, outros criminosos tentaram assaltar um carro-forte em Sooretama, no Espírito Santo.
Os cofres estavam vazios e os bandidos fugiram. O que chamou atenção foi o método do ataque. O carro dos assaltantes tinha sido transformado quase que em um veículo de guerra.
Fabrício Lucindo, delegado civil do Espírito Santo: Furaram os vidros traseiros blindados do carro para a introdução do cano das armas. E colocaram uma película, um adesivo de propaganda por cima para disfarçar o furo. Então no momento que eles fizeram para ultrapassar o carro blindado eles já furaram o adesivo e botaram as armas para fora e começaram a efetuar os disparos. Eles usaram o fuzil 762, e o calibre 50 também.
Fantástico: Ponto 50?
Fabrício Lucindo: Ponto 50.
Foi assim que aconteceu quatro dias antes, em Mococa, interior de São Paulo. De dentro de um carro que parecia um tanque, bandidos assaltaram um carro-forte e mataram o motorista. No chão da rodovia, dinheiro abandonado e cartuchos calibre ponto 50.

Cerco da Lava Jato a Lula começa a se estreitar


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Ricardo Noblat
Lula é um descuidado. Ou pelo menos foi quando telefonou para Alexandrino Ramos Alencar, executivo da empreiteira Odebrecht, no dia 15 de junho último.
Eram 20h06. O telefone de Alexandrino estava grampeado pela Polícia Federal com autorização da Justiça.
Uma voz de homem que se identificou como “Moraes” perguntou a Alexandrino se ele poderia atender “o presidente”.
“Lógico”, respondeu Alaexandrino. Que dali a quatro dias acabaria preso pela Lava Jato que investiga a roubalheira na Petrobras.
Aqui, a transcrição de metade da conversa. E aqui a transcrição da noutrra metade
Observem o tratamento de amigos, parceiros, íntimos conferido por Lula a Alexandrino. Os dois já viajaram juntos ao exterior a serviço da empreiteira.
Observem também como Lula parecia preocupado com a acusação de que o BNDES poderia ter beneficiado a Odebrecht.
Os dois não dizem, mas na época fora levantada a suspeita de que Lula, lobista da Odebrecht, usara do seu prestígio para que o BNDES financiasse negócios da empreiteira no exterior.
Lula deixa mal o ex-ministro Delfim Netto, seu amigo e assessor informal de Dilma, ao mencionar artigo que ele publicaria no jornal VALOR justificando os financiamentos dados pelo BNDES à Odebrecht.
Não fica claro se Lula encomendou o artigo a Delfim. Mas fica parecendo algo combinado entre os dois.
No artigo, Delfim disse a certa altura: “É abusivo dizer que o BNDES é uma ‘caixa preta’ e é erro grave afirmar que deve dar publicidade às minúcias das suas operações, o que, obviamente, revelaria detalhes dos contratos de seus clientes
que seriam preciosas informações para nossos concorrentes e, portanto, contra o Brasil.”
(Música aos ouvidos de Lula e de Alexandrino.)
Lula pergunta a Alexandrino como se comportaram os palestrantes do seminário organizado pelo VALOR. E Alexandrino detalha a participação de cada um.
Todos, segundo Alexandrino, se saíram muito bem. O que estava em questão era o papel do BNDES nos negócios da Odebrecht.
O Marcelo citado por Alexandrino é Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira, que ainda não fora preso.
O Emílio que Lula afirma que pensara procurar é o pai de Marcelo.
Essa é a primeira vez que Lula aparece em grampos da Lava Jato.
Em nota oficial, o BNDES lamentou as ‘tentativas de manipular diálogo entre Lula e executivo’.
Nota sem sentido. Lula não é mais presidente da República. Assim, o BNDES não está mais obrigado a sair em seu socorro. Por que saiu?
O cerco a Lula no caso da Lava Jato começa a se fechar.

Curitiba surpreende com mais de 100 mil manifestantes


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O fotógrafo Orlando Kissner ligou ao blog e adianta que mandou e mandará mais fotos da manifestação de Curitiba. Est´imporessionado com o que aconteceu. A partir das 14h a manifestação cresceu incrivelmente. “Eu vi agora que disseram 20 mil, mas tem mais de 100 mil pessoas aqui na Boca Maldita. Estou preso na manifestação, mas logo te mando novas fotos”, disse Kissner. Até os organizadores estão pasmos.
Orlando Kissner cobre manifestações em Curitiba há cinco décadas. Profissional que não se deixa tomar por emoções ou torcida. Sua estimativa de 100 mil deve ser considerada. Já a dos petistas ninguém sabe, ninguém viu. Sumiram os petistas?
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A foto do dia


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mannifestacao em curitiba – FOTO ORLANDO KISSNER

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mannifestacao em curitiba – FOTO ORLANDO KISSNER
Quem foi às ruas pedir um Brasil melhor é gente como esta, que começa a vida com todos os seus sonhos comprometidos pela malta que tomou o poder e nos impõe o país em crise política, econômica, social e moral. Quem quer uma país como esse para seu filho? Vejam bem, gente de cara limpa, de olhar honesto, que protesta porque não compactua com o mar de corrupção. O nosso fotógrafo Orlando Kissner flagrou a mãe amamentando o filho num canto da manifestação em Curitiba, sob a guarda do pai. Os três merecem algo melhor que o PT.