Câmara aprova projeto que muda correção do FGTS


Texto prevê reajuste gradual em 4 anos até alcançar rendimento da poupança.
Proposta desagrada governo devido ao impacto nas contas públicas.

Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18), em votação simbólica, o projeto de lei que aumenta a correção do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), equiparando-a ao rendimento da poupança. A proposta é considerada mais um item da “pauta-bomba”, criticada pelo Planalto porque tem impacto nos cofres públicos. A matéria segue agora para o Senado.(veja vídeo)

Atualmente, o rendimento do FGTS é de 3% mais a Taxa Referencial (TR), que, normalmente, fica perto de 0%. O texto aprovado estabelece que a remuneração do fundo aumente de forma gradual até chegar a cerca de 6%. Na prática, a proposta permite que o dinheiro do trabalhador renda mais.

Pelo texto, no primeiro ano, o FGTS será corrigido em 4% mais TR; no segundo ano, 4,75% mais TR; no terceiro ano, 5,5% mais TR; e no quarto ano, terá as mesmas regras da poupança. A nova taxa, que ainda precisará ser aprovada no Senado, valerá para os depósitos feitos a partir de 2016.

A votação foi concluída minutos após a aprovação do texto-base. Diversas sugestões de mudança no texto principal chegaram a ser apresentadas, mas acabaram retiradas pelos seus autores. Um único destaque, que impedia que fosse realizada qualquer operação que caracterizasse empréstimo ao BNDES, acabou rejeitado.
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O Executivo é contrário à proposta por entender que ela pode comprometer os programas habitacionais custeados pelo fundo, como o Minha Casa, Minha Vida. O argumento do governo é que o aumento do rendimento das contas do FGTS obrigará a elevar também os juros nas parcelas cobradas dos beneficiados pelo programa.

Segundo o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), a proposta do Palácio do Planalto é que o escalonamento fosse aplicado em oito anos, e não em quatro, para minimizar o impacto dessa correção. Diante disso, ele já adiantou que o governo poderá vetar partes do projeto.

O texto aprovado também fixa que nos próximos quatro anos até 60% do lucro do FGTS seja destinado ao Minha Casa, Minha Vida. O relator do projeto, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que esse percentual irá garantir a manutenção do programa.

Pastor afirma que estuprou menino pela 'glória de Deus', diz delegado


Homem é tio-avô da criança e já ficou preso 14 anos por outro estupro.
Segundo Reginaldo Salomão, suspeito não demonstrou arrependimento.

Do G1 MS com informações da TV Morena
O homem de 52 anos, preso suspeito de estuprar um menino em troca de videogame e chinelo, em Campo Grande, disse à polícia que é pastor evangélico e que estupro pela 'glória de Deus', segundo o delegado Reginaldo Salomão, da Polícia Civil. O estupro foi na tarde de segunda-feira (17), na casa da avó da vítima no bairro Buriti, região oeste da cidade.(veja vídeo)
"Ele confessou o crime alegando que é um pastor e que fez isso pela glória de Deus, mas exerceu direito ao silêncio no tocante à detalhes, porquê fez, como fez, se a versão apresentada pelo menino é a que realmente aconteceu", explicou.
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A criança passou por exame de corpo de delito, que confirmou o estupro. Salomão disse que o suspeito não demonstrou arrependimento e que o pastor já foi preso pelo mesmo crime. Ele estava em liberdade condicional desde agosto de 2014 e tinha ficado 14 anos preso por esse crime.
No dia do estupro, o menino foi deixado na casa do irmão da avó dele pelos pais, que foram trabalhar. Um primo dele viu o estupro e avisou aos familiares, que chamaram a polícia, por volta das 21h (de MS). Os policiais foram à casa onde o crime aconteceu e encontraram o homem, que confessou o estupro e foi autuado em flagrante.
De acordo com a autoridade policial, o homem estava em livramento condicional desde agosto de 2014. Antes disso, ele cumpria pena em regime fechado também pelo crime de estupro contra um menino da mesma idade da vítima.
Se condenado pelo estupro desta segunda-feira, ele poderá cumprir 8 anos de cadeia e perderá o direito à liberdade condicional.
Estupro foi na casa da avó da vítima no bairro Buriti, região oeste da cidade. (Foto: Reprodução/ TV Morena)Estupro foi na casa da avó da vítima no bairro Buriti, região oeste da cidade. (Foto: Reprodução/ TV Morena)

A vez do Gilbertinho dar explicações na Lava Jato


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Ora, pois, Gilbertinho pediu e a Itaipava repassou R$ 150 mil para Márcia Lopes em Londrina.
O dinheiro da Itaipava não abasteceu somente as campanhas graúdas do PT e aliados – R$ 17,5 milhões para Dilma Rousseff em 2014 -, mas a pedido de Gilberto Carvalho (presidente do Sesi), o empresário Walter Faria, dono da cervejaria, doou R$ 150 mil para Marcia Lopes, irmã de Gilbertinho, para a campanha a prefeitura de Londrina em 2012.
Farias é amigo do ex-presidente Lula e se tornou um dos principais financiadores das eleições de Dilma e do PT depois de receber propinas do esquema que desviou bilhões da Petrobras.

Palhaço preso no interior recebeu R$ 333.500,00 do governo Dilma para atacar adversários no PR


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Dinheiro foi destinado à montagem do show que ele apresenta. Leonides defende Dilma no Facebook e ataca opositores ao governo.É a sua profissão
Leonides Carlo Taborda Quadra. O nome pode não representar muito, mas se falarmos do palhaço preso em Cascavel no último dia 14 após xingar a Polícia Militar e o governador Beto Richa (PSDB) na véspera das manifestações de domingo certamente saberá de quem se trata. Pois bem: Taborda Quadra, o palhaço de Cascavel, foi agraciado com nada mais, nada menos do quê R$ 333.500,00 (trezentos e trinta e três mil e quinhentos Reais) em um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, comandado pelo petista Juca Ferreira e subordinado à Presidente Dilma Rousseff (PT).
Em seu perfil no Facebook, o palhaço Leonides deixa claro seus posicionamentos. É contra os burgueses, reacionários e defende com unhas e dentes o atual governo. Inclusive confirmou presença em um evento intitulado “16/Agosto EU NÃO VOU”. Ele realmente não foi, mas conseguiu provocar a confusão com a PM, após xingar os soldados e o governador do estado, apenas dois dias antes dos protestos.
A cooptação realizada pelo governo federal à artistas é longa e conhecida. Não a toa, nomes como Chico Buarque, Marieta Severo e Caetano Veloso são sempre os primeiros a defender Dilma. Não chega a surpreender que isto chegue na ponta.
Não a toa, os perfis de robôs utilizados por petistas no Facebook e no Twitter usaram a história do palhaço Leonides como contraponto às manifestações de domingo.
Fonte; Blog Fabio Campana

Paraná projeta investir R$ 5 bilhões em 2016


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Com a conclusão de mais uma etapa o ajuste fiscal, o Governo do Paraná equilibrou as finanças estaduais e recuperou sua capacidade de investimento. Para o próximo ano, o governador Beto Richa projeta mais R$ 5 bilhões de investimentos em obras de infraestrutura urbana e viária nos municípios. “Nós estamos honrando com os compromissos e retomando as obras. A meta é chegarmos no ano que vem com R$ 5 bilhões em caixa para novos investimentos, gerando mais progresso, mais empregos e mais renda aos paranaenses”, disse Richa nesta terça-feira (18) em encontro com prefeitos no Palácio Iguaçu em Curitiba

Nada de novo no front


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Vira e mexe e temos notícias de Paulo Bernardo pronto para assumir Itaipu. Que ele quer, ninguém duvida e ele não esconde. Seus dependentes também. A caterva petista que perdeu bocas e boquinhas na Prefeitura está ansiosa. O problema é que a presidente Dilma Rousseff anda muito arisca de gente que tem rolos investigados pela Lava Jato. E mais ainda de gente que não tem o apoio da própria base de apoio. É o caso de Paulo Bernardo. Já o diretor atual, Jorge Sameck, é unanimidade a favor. A começar pelo ex-presidente Lula.

Cardozo determina que PF apure veiculação de valor recebido por Lula


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O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) determinou à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar o vazamento de informações sobre o faturamento da empresa LILS, do ex-presidente Lula. O objetivo é apurar se houve quebra de sigilos da companhia.
A revista "Veja" publicou no sábado (15) um relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda) com o faturamento da LILS.
De acordo com a revista, a empresa recebeu R$ 27 milhões entre 2011 e 2014, período em que ele já havia deixado a presidência.
Desse montante, segundo "Veja", R$ 9,8 milhões foram pagos por empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato.
São elas a Odebrecht (R$ 2,8 milhões), a Andrade Gutierrez (R$ 1,9 milhão), a OAS do Brasil, dos EUA e da Costa Rica (R$ 1,9 milhão), a Camargo Corrêa (R$ 1,4 milhão), a Queiroz Galvão (R$ 1,1 milhão), a UTC Engenharia (R$ 357 mil) e a Quip (R$ 378 mil), uma sociedade entre quatro empreiteiras que presta serviços à Petrobras.
Da receita, a LILS destinou R$ 12,9 milhões para aplicações financeiras e R$ 5 milhões para plano de previdência privada.
A assessoria de imprensa do Instituto Lula informou que o ex-presidente faz palestras "para dezenas de empresas de diferentes setores e países". Diz ainda ter "plena certeza da legalidade e da correção das atividades"

Ex-funcionário do Banco do Brasil diz que pediu empréstimo a doleira



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Um ex-funcionário do Banco do Brasil condenado em uma das fases iniciais da Operação Lava Jato, Rinaldo Gonçalves de Carvalho, afirmou nesta terça-feira (18) à CPI da Petrobras que os dois pagamentos de R$ 2.000 feitos a ele pela doleira Nelma Kodama foram um "empréstimo".
Esse pagamento e o relacionamento que manteve com a organização da doleira Nelma Kodama, atendendo suas contas no Banco do Brasil, foram as razões da condenação de Rinaldo por corrupção passiva.
Rinaldo afirma que exercia a função de assistente. Ele foi demitido por causa desse caso.
Em seu depoimento, ele admitiu que deveria ter "procurado saber" quem eram a doleira e seus funcionários, mas diz que não era sua atribuição informar ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo ele, isso deveria ser feito pelo gerente da conta.
"Pelo movimento [financeiro], a gente acha estranho, mas a obrigação de fazer a visita à empresa, a denúncia ao Coaf, é toda do gerente", disse Rinaldo.
Sobre o pagamento recebido de Nelma, ele afirmou: "A dona Nelma sempre comprou muito [os serviços do banco], sempre foi muito solícita a isso. E eu fiz algo que não se deve fazer, que é proibido, o banco proíbe, que é pedir dinheiro emprestado pro cliente, e eu fiz isso, e ela me emprestou".
Rinaldo foi condenado a uma pena de 2 anos e oito meses de reclusão, e recorre em liberdade. A doleira Nelma atualmente está presa em Curitiba, tendo sido condenada em outubro a 18 anos de prisão por crimes financeiros.

COMUNICAÇÕES
O gerente da agência onde Rinaldo trabalhava, José Eiras, declarou à CPI também nesta terça (18) que todas as movimentações atípicas foram informadas ao Coaf.
Ele disse ainda que rejeitou um pedido da doleira Nelma para fazer operação de câmbio por meio de uma empresa que tinha aberto conta há pouco tempo no banco, porque era necessário que fosse cliente há pelo menos um ano.
Eiras contou também que o banco foi conhecer in loco a empresa do doleiro Raul Sour, uma corretora de câmbio, e constatou que a movimentação financeira era compatível com seu porte, já que tinha várias lojas de câmbio em São Paulo.
"Quando ocorreu essa situação da prisão do Rinaldo, o banco começou a apurar os fatos, e eu acabei também sendo afastado para as investigações, e nesse momento, eu como via que não tinha mais condições nem clima para retornar ao trabalho, acabei pedindo a minha aposentadoria", declarou. 

Presidente do grupo Aliança deu R$ 750 mil a operador de Pimentel


Os valores foram repassados por Elon Gomes em setembro do ano passado a duas empresas de fachada de Benedito de Oliveira Neto

FILIPE COUTINHO
18/08/2015 - 13h43 - Atualizado 18/08/2015 16h00
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Suspeito de ser o operador do governador de Minas Gerais,Fernando Pimentel (PT), o empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené, usou suas empresas de fachada para receber R$ 750 mil às vésperas da eleição do ano passado. 

Os pagamentos foram feitas pela Support Consultoria. Com endereço registrado em Luziânia, interior de Goiás, a Support é doempresário Elon Gomes. Ele é presidente do grupo Aliança, empresa de planos de saúde comprada pela Qualicorp em maio de 2012. O grupo Aliança é, desde o início de 2012, credenciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio – Fernando Pimentel era o ministro.
Fernando Pimentel em julho de 2015 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Foram três repasses, todos em setembro do ano passado. Era o auge da campanha de Pimentel ao governo de Minas – a mesma que agora enfrenta problemas na Justiça Eleitoral para explicar os gastos. Bené e Pimentel também são investigados pela Polícia Federal sob a suspeita de lavagem de dinheiro e caixa dois, naOperação Acrônimo.
>> Expresso: PF suspeita de caixa dois na campanha de Pimentel

A Support contratou as consultorias da Bridge e BRO, de Bené, por R$ 750 mil. A Bridge é uma empresa controlada por um funcionário de Bené, Ricardo Guedes. Ele disse à PF que o único serviço que ele conhece da empresa é na área de mineração.  A BRO, por sua vez, funciona no mesmo endereço de outras empresas do amigo de Pimentel.

No local registrado nas notas fiscais emitidas por Bené, em Luziânia, não há nenhuma referência à Support. ÉPOCA esteve lá. Há apenas uma funcionária, responsável por atender o telefone e controlar o acesso ao local. O endereço da Support emitido nas notas fiscais é, também, do grupo Aliança. Lá ficam armazenados os arquivos em papel do grupo.
Apesar de não funcionar no endereço registrado nas notas fiscais, o serviço contratado pela Support incluía acompanhar reuniões presenciais. “Consultoria em gestão administrativa com acompanhamento in loco em reuniões presenciais e conferência web”, diz uma das notas fiscais.
Benedito Oliveira (Foto: André Coelho/ Agência O Globo)
O empresário Elon Gomes disse, por meio de seus advogados, que as relações da Support Consultoria com as empresas de Bené são privadas, mas não explicou quais serviços as empresas de Bené prestaram ou porque o endereço registrado era o de Luziânia. Disse, ainda, que não há relação comercial entre a Support e o grupo Aliança. Toledo afirmou que o convênio da Aliança com o MDIC só foi aderido por 140 servidores, rendendo R$ 90 mil ao ano. “A Aliança não ganhou nada com o MDIC, uma vez que quem paga o plano de saúde é o servidor”, disse. A Qualicorp, controladora da Aliança, afirmou que não há “nenhuma ligação societária ou ingerência” sobre a Support. Os advogados de Bené disseram que não podem se manifestar, uma vez que a investigação da PF corre em sigilo. O Ministério do Desenvolvimento disse que a Aliança atendeu a um chamamento público ao ser credenciada. “Não há repasse de recursos públicos.  A contratação é feita de forma individual e privada”, disse.
Além de Elon Gomes, a montadora Caoa também contratou as empresas de Bené, por R$ 2,2 milhões, como ÉPOCA revelou. Bené ganhou notoriedade e fortuna ao se aproximar do PT, e fechar contratos na área de evento e produção gráfica para o governo. Além de amigo de Pimentel, o empresário é também um craque nas consultorias, de plano de saúde à indústria automobilística.

STJ mantém ex-diretor da Petrobras Renato Duque preso


Paulo Lisboa - 24.mar.15/Brazil Photo Press/Folhapress
CURITIBA, PR,24.03.2015 – LAVA-JATO / TRANSFERÊNCIA / CURITIBA – Renato Duque preso da operação Lava- Jato é transferindo da sede da policia federal em Curitiba, na manha desta terça-feira a (24) para o presidio em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. (Foto Paulo Lisboa/ Brazil Photo Press) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***
O ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ao ser transferido para o presídio em Pinhais, no Paraná

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O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou nesta terça-feira (18) pedido de liberdade do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema de corrupção da Petrobras.
A decisão é da Quinta Turma do tribunal. O ex-diretor indicado para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) negocia acordo de delação premiada com o Ministério Público, se comprometendo a revelar detalhes do esquema de corrupção em troca de benefícios e eventual redução de pena.
Os ministros da turma seguiram o voto do desembargador convocado Newton Trisotto, um dos relatores da Lava Jato no tribunal. Segundo o desembargador, o entendimento do tribunal é de que a prisão preventiva não viola a presunção de inocência, sendo necessária para garantir a ordem pública.
Trisotto ainda fez considerações sobre os desvios na estatal. "Infelizmente ainda no Brasil não conseguimos nos livrar do tal do 'jeitinho'. Isso se observa em todos os momentos, no trânsito ou naqueles que violam o patrimônio público da Petrobras. A repercussão social desse evento que está sendo apurado pela Lava Jato extrapola qualquer parâmetro até então existente nessa área penal", disse.
Preso na Operação Lava Jato, Duque já responde a ações na Justiça por acusações de fraude a licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público Federal, na condição de diretor de Serviços da Petrobras entre 2003 e 2012, ele permitiu que empresas fornecedoras formassem cartel para combinar preços e dividir obras e recebeu propinas.

‘Estou indignado. Dessa família espero tudo’, diz irmão de Andressa Urach sobre suposto incesto entre ele e a modelo


Mayara e Ricardo Urach: cunhada acredita que mais uma vez Andressa Urach está mentindo para aparecer.
Carol Marques
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O livro de Andressa Urach não traz apenas partes de seu passado regado a prostituição, drogas, bizarrices e busca pela fama. Mas está mexendo com os ânimos de parentes da loira, que decidiu abrir as páginas de uma história recheada de polêmicas.
O irmão de Andressa, Ricardo Urach, de 28 anos, está no centro de uma polêmica. Num dos trechos do livro, a modelo conta que perdeu a virgindade com um meio-irmão, poucos meses mais velho, que sempre a acompanhava nas festas e bailes.
Imediatamente, o nome de Ricardo foi associado ao episódio, já que era ele quem levava Andressa, ainda adolescente, aos lugares. “Estou indignado. Dessa família espero tudo. Para mim essa história não muda nada do que eu sou. Não fiz nada de errado. Nunca precisei dela, mas não quero prejudicá-la. Como vou provar o contrário?”, desabafa Ricardo, que trabalha como motorista da Prefeitura de Bossoroca, no interior do Rio Grande do Sul.
Cunhada está uma fera
Ricardo ao lado da mulher: “Nunca precisei dela, mas não quero prejudicá-la”, sobre Andressa
Ricardo ao lado da mulher: “Nunca precisei dela, mas não quero prejudicá-la”, sobre Andressa Foto: Reprodução/ Facebook
A comerciante Mayara Karnikowski, casada com Ricardo Urach, meio-irmão de Andressa está que não se aguenta a cada trecho do livro do qual toma conhecimento. “No livro, ela não cita o nome do irmão, até porque tem quatro ou cinco por parte de pai. A diferença entre eles é bem pequena. Mas aí todo mundo associou ao Ricardo, que coitado nem sabia do que tava acontecendo. O pai dele, que é outro louco, decidiu dizer a um site que preferia não acreditar nisso, mas que se tinha bebida sei lá. Onde já se viu isso?”, diz Mayara indignada: “Quando avisei meu marido sobre essa entrevista, o Ricardo partiu atrás do pai e vai processar o veículo por ter usado foto dele sem autorização”.
Muito nervosa, Mayara diz que desde janeiro ela e o marido não têm contato com Andressa. “Teve um encontro, mas de lá para cá não a vimos mais. Acho engraçado que alguém que diga que agora é de Deus tenha necessidade de fazer isso. Aposto que assim como mentiu que pegou mulher e sertanejo, também esteja mentindo sobre todas as outras coisas. Ela e o pai dela só fazem isso pela mídia”, esbraveja ela, que só pensa em proteger o filho de 11 anos, que tem o mesmo nome do pai: "Até agora nada chegou até ele, mas pensa bem, moro numa cidade de 8 mil habitantes. Você espirra na esquina e na outra já tem gente ouvindo".
Capa do livro de Andressa Urach
Capa do livro de Andressa Urach
Andressa e suas confissões
O pai de Andressa, Carlos Alberto Urach tem quatro filhos além de Andressa, todos com mães diferentes. No livro, a loira admite ter feito sexo com um desses meio-irmãos. "Comemorei o aniversário de 15 anos ao lado do meu pai e do meu irmão, então um garoto de 16 anos, filho de outro casamento. Meu pai o obrigava a participar dos bailes da cidade para me proteger, como se fosse um segurança particular. Ao voltar de uma dessas festas, bêbados, dormimos na mesma cama e tivemos relação sexual. O primeiro homem da minha vida foi o meu irmão", relata ela em sua polêmica obra.
Andressa Urach com a mãe, Marisete, o marido dela, o irtmão Ricardo e a cunhada Mayara: último encontro em janeiro
Andressa Urach com a mãe, Marisete, o marido dela, o irtmão Ricardo e a cunhada Mayara: último encontro em janeiro


Bernardo presta depoimento sobre vazamento de vídeo íntimo; para a polícia, jogador mentiu


Bernardo (de camisa preta) presta depoimento, na tarde desta terça-feira, na 37ª DP (Ilha do Governador)
Bernardo (de camisa preta) presta depoimento, na tarde desta terça-feira, na 37ª DP (Ilha do Governador) Foto: Divulgação
Bruno Marinho e Paolla Serra
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O delegado José Otilio Bezerra, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), apura uma suposta falsa comunicação de crime por parte do jogador Bernardo, do Vasco - que está emprestado para o Ceará. Em maio deste ano, o meia-atacante esteve na delegacia para registrar que alguém havia divulgado na internet um vídeo íntimo em que ele aparece fazendo sexo com uma loura. O inquérito foi remetido para a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) e, posteriormente para a 42ª DP (Recreio), que passou a investigar ainda um registro de agressão feito por Patrícia contra Bernardo. Na distrital, a delegada Adriana Belém indiciou o atleta por lesão corporal e ameaça contra a ex-companheira, Patrícia Mello.
A ex-companheira, ao acusar Bernardo de agressão, em junho
A ex-companheira, ao acusar Bernardo de agressão, em junho Foto: Xande Nolasco
De acordo com José Otílio, a delegada, porém, acredita que Bernardo mentiu ao dizer, na 37ª DP, que não tinha conhecimento de quem enviou as imagens pelas redes sociais. Ela teve acesso a uma confissão de voz do jogador, em áudio enviado à ex, pedindo desculpas por ter passado o vídeo para um amigo. Na tarde desta terça-feira, o atleta prestou um novo depoimento.
- Estamos fazendo um complemento do inquérito, com cópias do que foi feito na 42ª DP, justamente para verificar se houve falsa comunicação de crime. Queremos saber se ele sabia quem tinha divulgado o vídeo ao registrar o fato, porque, na interpretação da delegada, ele mentiu. Ele disse que ‘alguém divulgou’, mas esse alguém pode ser ele mesmo - explicou o delegado.
Polêmicas
Menos de um mês depois de registrar o vazamento do vídeo, Bernardo e Patrícia terminaram o noivado. A loura o acusou de agredi-la depois de uma briga que tiveram na casa dele, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. A moça foi na 23ª DP (Méier), com hematomas pelo corpo, e de lá foi encaminha para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), no Centro. Em seguida, ela se dirigiu ao IML para fazer exame de corpo de delito. Bernardo deverá ser enquadrado na Lei Maria da Penha. “Já foi configurada a prática do delito”, disse, na ocasião, Carlos Gonçalves, advogado de Patrícia.
Patricia Melo e Bernardo: os dois já teriam se reconciliado
Patricia Melo e Bernardo: os dois já teriam se reconciliado Foto: reprodução/instagram
Na manhã seguinte à briga, que virou motivo de reclamação dos vizinhos, Bernardo chegou a enviar fotos para o celular dela com uma faca no pescoço, ameaçando tirar a própria vida. No Natal de 2014, ele foi até a casa de Patrícia, na Ilha do Governador, para pedi-la em noivado. Eles estavam há quase três anos juntos e tinham planos de casar no fim do ano. O casal já teria se reconciliado.