"Reizinho da Jovem Guarda" teve churrascaria "salva" por Roberto Carlos


Felipe Branco Cruz
Do UOL, em São Paulo

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Ed Carlos, cantor da Jovem Guarda, é dono do restaurante Ed Carnes30 fotos

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19.ago.2015 - Ed Carlos, cantor da Jovem Guarda, apresenta seu restaurante Ed Carnes, no Cambuci, em São Paulo Rodrigo Capote/UOL
São por volta de 15h e Ed Carlos, 63, está no fundo de seu restaurante, limpando a churrasqueira antes de dar por encerrado mais um dia de trabalho no Ed Carnes, localizado no bairro do Cambuci, em São Paulo. 
Quem hoje vê o senhor com dificuldade para caminhar e falar --sequelas de um AVC que sofreu há dez anos-- talvez não reconheça o "Reizinho da Jovem Guarda", apelido que o então jovem de 13 anos ganhou por ter sido apadrinhado por Roberto Carlos e se tornado um dos artistas mais novos a fazer parte daquele movimento musical, que completa 50 anos no sábado (22).
"É bastante tempo, não é?", comenta o artista, que encerrou a carreira aos 35 anos. "Aquele foi um ótimo período, todos éramos bons amigos".
Rodrigo Capote/UOL
Ed Carlos em frente ao seu restaurante
O programa "Jovem Guarda" estreou na TV Record no dia 22 de agosto de 1965 e durou apenas quatro anos, mas foi responsável por lançar diversos artistas e moldar a cultura dos jovens da época. Daquele tempo, Ed mantém uma grande amizade com Roberto Carlos, que é proprietário do prédio onde funciona seu restaurante.
"Quando eu sofri o AVC, a antiga dona queria que eu desocupasse o imóvel, que era alugado. Carlos Alberto Braga, irmão do Roberto, que sempre almoça aqui, soube disso e providenciou para que o cantor comprasse o prédio", revela. "O Roberto nunca me cobrou nenhum aluguel. Ele não me deixa pagar nem o IPTU. É um grande amigo".
O restaurante, localizado no bairro do Cambuci, em São Paulo, respira a Jovem Guarda. As paredes estão repletas de fotos de Ed no palco e, principalmente, de Roberto Carlos. Mas há espaço nas paredes para todos, como WanderléaGolden BoysErasmo CarlosVanusaCauby PeixotoTrio Esperança, Juca Chaves, entre outros. A maioria deles são clientes cativos da churrascaria, cuja especialidade é a tradicional Costela do Edão, da qual Ed diz vender mais de 100kg todas as semanas. "A mais macia da cidade", garante.
O prédio tem três andares e o restaurante tem capacidade para 150 pessoas. No terceiro andar fica um escritório onde Roberto Carlos guarda algumas coisas pessoais. "Mas eu não tenho acesso", conta Ed. Nos outros andares ficam as mesas. O local tem dois palcos e, no último sábado do mês, Ed promove bailes dançantes com shows de artistas da Jovem Guarda.
Nesta sexta-feira (21), o grupo Demônios da Garoa fará show por lá. No passado, já se apresentaram Jerry AdrianiWanderley Cardoso  e Wanderléa.
Ele [Roberto Carlos] come carne sim. Adora a Costela do Edão"Ed Carlos, dono do restaurante Ed Carnes
A mulher de Ed, Vânia, 54, e os filhos Rafael, 26, e Vinícius, 23, se revezam na administração do restaurante. Há quase um mês, a família sofreu um baque: o primogênito, que também se chama Ed Carlos, morreu aos 28 anos em um acidente de carro. Roberto ligou para o amigo para prestar suas condolências e mandou uma coroa de flores. "Acho que nunca vou superar essa dor", diz o comerciante, emocionado. "Roberto disse que sabia como eu estava me sentindo, já que ele também perdeu uma filha, a Ana Paula, que morreu em 2011 aos 45 anos".
Rodrigo Capote/UOL
Ed Carlos em seu restaurante
Ed conta também que Roberto sempre vai ao restaurante quando está em São Paulo, mas se disfarça para não chamar a atenção. "Ele come carne sim. Adora a Costela do Edão. O médico disse para ele que era importante continuar consumindo proteína animal". Outro famoso que também adora a costela é Jô Soares. "Ele manda vir buscar toda semana".
O nome de batismo de Ed é Oscar Teixeira, mas depois de tanto tempo, ninguém o chama assim. "Escolhi 'Ed' porque era o nome americano mais comum na época. Já 'Carlos' é em homenagem ao Rei", revela. A amizade entre os dois é tanta que Roberto o chama pelo carinhoso apelido de "Biquinho". Ed, por sua vez, chama Roberto de Zunga. "É a maneira como a mãe dele o chamava". No passado, os dois costumavam sair para pescar no interior de São Paulo e também na represa de Guarapiranga. "Mas tem tempo que não vamos", conta.
Embora a fama de Ed Carlos não tenha resistido aos 50 anos da Jovem Guarda tanto como resistiu a de Roberto Carlos, o empresário diz que não tem do que reclamar. "Deixei a carreira artística porque me casei e queria formar uma família. Sou muito feliz com o que conquistei e com as amizades que fiz". 

Após 18 anos, casamento de Joelma e Chimbinha chega ao fim



Do UOL, em São Paulo
 
  • Edu Moraes/Record
    Joelma e Chimbinha foram casados por 18 anos e têm dois filhos
    Joelma e Chimbinha foram casados por 18 anos e têm dois filhos
A cantora Joelma e o guitarrista Chimbinha, integrantes da Banda Calypso, anunciaram o fim do casamento nesta quarta-feira (19). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da banda. 
"Queremos ressaltar que o respeito, gratidão, amizade, admiração e parceria permanecem recíprocos", diz o comunicado, acrescentando que os compromissos profissionais da Banda Calypso seguem sem alterações.
Joelma e Chimbinha foram casados por 18 anos e têm dois filhos, Yago e Yasmin.
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Banda Calypso completa 15 anos e grava DVD em Belém11 fotos

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23.nov.2014 - Batendo cabelo e com direito a troca de roupa, Joelma e Chimbinha cantaram e dançaram ao ritmo do calypso, carimbó, cúmbia, merengue. A banda Calypso comemorou os 15 anos de carreira com a gravação de um DVD especial na praça do Relógio, em Belém no Pará. A cantora gospel Ludmila Ferber e os artistas paraenses Lia Sophia, Viviane Batidão, Edilson Santana, David Assayag, Edilson Moreno, Marcelo Val, Nelsinho Rodrigues, Alberto Moreno, Mestre Vieira e Mestre Curica também participaram da apresentação Francisco Cepeda /AgNews

Professora condenada por manter relações com aluno diz que a culpa foi dele


(Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução)
Uma professora de 29 anos e condenada a 15 anos de prisão por manter relações sexuais com um estudante de 15, gerou polêmica após entrevista em Oklahoma, nos Estados Unidos. Após ser questionada sobre o motivo de transar com o aluno, Jennifer Caswell afirmou que a culpa foi dele.

“Esse rapaz me seduziu. Não parava de me dar cantadas. Acabei cedendo. Ele vivia atrás da mim na escola. Um dia me agarrou por trás nos corredores da escola e forçou um beijo", disse Caswell, que só poderá completar a pena em liberdade condicional após 8 anos reclusa.

Na época de seu julgamento, ela admitiu ter tido relações com o rapaz na sala de aula, em motéis e em seu carro. Jennifer foi demitida, abandonada pelo marido, que ficou com a guarda de seu filho, e foi presa.

(Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução)

"Resisti muito, porque sabia que estava errada se transasse com ele", disse. "Foi a persistência dele que me fez estar aqui na prisão. Mas, depois que fiz sexo com ele, fiquei com medo e aterrorizada. Não podia acreditar que tinha feito aquilo tudo", continuou. A professora alegou estar fragilizada pois atravessava um processo de separação com seu marido.

Jeniffer foi flagrada no motel com o aluno pelo porteiro do local, que decidiu avisar a polícia. A professora chegou a dizer que não havia provas contra ela, mas após meses de julgamento, decidiu admitir ter feito sexo com o rapaz.

PM investiga oficiais por rombo mensal de R$ 450 mil em conta-fantasma da corporação


Corregedoria da PM apura esquema de corrupção dentro do Quartel General da corporação
Corregedoria da PM apura esquema de corrupção dentro do Quartel General da corporação Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo / 02/06/2012
Rafael Soares
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A Corregedoria da Polícia Militar do Rio investiga um esquema de corrupção em contas da corporação que não são fiscalizadas por auditores da Secretaria estadual de Fazenda. O Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto na semana passada com base numa informação anônima recebida pelo Ministério Público. Segundo a denúncia, obtida com exclusividade pelo EXTRA, três oficiais lotados no QG — um coronel, um tenente-coronel e uma major, todos lotados na diretoria de finanças da corporação — embolsariam pelo menos R$ 450 mil por mês. A quantia é referente aos rendimentos da conta do Fundo de Saúde da PM (Fuspom), onde o governo federal deposita cerca de R$ 30 milhões por mês.
Reprodução da conta bancária que é investigada pela Corregedoria da PM
Reprodução da conta bancária que é investigada pela Corregedoria da PM Foto: Reprodução
O esquema só é possível porque a conta não está adequada ao Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem) e, por isso, nenhuma movimentação bancária passa pelo crivo de auditores fiscais. Assim, os juros gerados pelos rendimentos feitos automaticamente pelo banco não são detectados pela Secretaria de Fazenda nem aparecem nos balanços de entradas e saídas de dinheiro do fundo. O Siafem foi regulamentado no Rio em 2001.
Os investigadores, agora, deverão apurar como a quantia é retirada da conta e se há a participação no esquema de funcionários da Secretaria de Fazenda e do Bradesco, onde a conta foi aberta. Outro objetivo do IPM é identificar se outras contas da corporação também ficam de fora da fiscalização.
Nota foi emitida sem que produto fosse entregue.
Nota foi emitida sem que produto fosse entregue. Foto: Berg Silva / Extra
O Fuspom, que recebe contribuições mensais de toda a tropa e repasses dos governos estadual e federal, já é alvo de uma investigação da Corregedoria e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Os investigadores detectaram fraudes em compras, sem licitação, de produtos hospitalares. A aquisição que motivou a abertura da investigação foi a de 75 mil litros de ácido peracético para o Hospital Central da PM. O produto nunca foi entregue, mas custou mais de R$ 4 milhões à corporação. Em 2014, o Fuspom recebeu o total de R$ 77.362.008,85 de repasses dos governos estadual e federal e da contribuição da tropa.
As investigações sobre o esquema, que também passa pelo Hospital da PM de Niterói, estão em fase final. Em breve, o MP vai enviar a denúncia à Justiça. Estão na mira uma série de oficiais da cúpula da corporação.
O EXTRA procurou a PM para esclarecer por que a conta do Fuspom não faz parte do Siafem e se há outras na mesma situação. Em nota, a corporação respondeu que “a investigação da Corregedoria corre em sigilo”. Procurada para esclarecer se sabia da existência da conta, a Secretaria estadual de Fazenda não respondeu ao EXTRA. Já o Bradesco afirmou que não comentaria o caso.


Prefeita de Bom Jardim segue foragida após operação da PF


Lidiane Leite (PP) é investigada por desvios de verbas da educação.
Dois ex-secretários do município foram presos nesta quinta-feira (20).

Do G1 MA
Prefeita de Bom Jardim Lidiane Leite (PP) (Foto: Reprodução / TV Mirante)Prefeita de Bom Jardim Lidiane Leite (PP) (Foto: Reprodução / TV Mirante)
Continua foragida a prefeita da cidade de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite (PP) suspeita de fazer parte de esquema de desvios de verbas da merenda escolar, da reforma de escolas, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

O rastro de desvio de dinheiro começou a ser notado pela Câmara de Vereadores da cidade que começaram a estranhar o estilo de vida da prefeita.  Depois que assumiu o cargo, Lidiane passou a compartilhar fotos da sua nova rotina nas redes sociais.
Em uma postagem nas redes sociais prefeita manda 'beijinho no ombro' (Foto: Divulgação / TV Mirante)Em uma postagem nas redes sociais prefeita manda
'beijinho no ombro' (Foto: Divulgação / TV Mirante)
Em uma postagem, ela rebateu as acusações de estar usando dinheiro público para remodelar o corpo: "eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem." E completa: "beijinho no ombro pros recalcados". 

Só que antes de entrar para a política, Lidiane, que se tornou prefeita aos 22 anos, trabalhava em um mercado. 
A carreira política dela começou por acaso. Em 2012, o namorado dela na época, Beto Rocha, era candidato a prefeito, mas acabou sendo enquadrado no Ficha Limpa. Ela tomou o lugar dele e acabou se elegendo.
Investigação e prisões
A polícia investiga transferências da conta da prefeitura para a conta pessoal de Lidiane, feitas alguns meses depois da posse. São várias transferências de cerca de R$ 1 mil que chegam a R$ 40 mil em um ano. Também foram feitas transferências para o advogado da prefeitura, Danilo Mohana, que somam mais de R$ 200 mil em pouco mais de um ano.
No dia 9 de julho, Mohana chegou a se pronunciar sobre o caso via whatsapp. Na mensagem, ele afirmou que a administração do município estava empenhada em ajudar a esclarecer dúvidas sobre todas as denúncias. Confira a íntegra da nota enviada:
NOTA
A prefeitura de Bom Jardim se coloca a disposição para colaborar com as investigações. Quaisquer documentos que sejam requisitados serão disponibilizados em tempo e da forma que precisarem. A administração do município está empenhada em ajudar a esclarecer dúvidas sobre todas as denúncias.
G1 tentou novo contato com o advogado, mas ele não atendeu as nossas ligações.
Afastamento em 2014
Em dezembro de 2014, a Justiça do Maranhão havia determinado o afastamento da prefeita pelo prazo de 180 dias, baseado no descumprimento judicial relacionado à regularização das aulas na educação infantil e fundamental, fornecimento de merenda e transporte escolar no município maranhense.

De acordo com a ação, protocolada pelo MP-MA, a gestora municipal havia apresentado informações falsas a respeito das irregularidades, com o objetivo de apresentar o regular cumprimento das determinações impostas pela a Justiça. Porém, as informações foram desmentidas por meio de denúncias realizadas pelos próprios moradores da cidade.

Não foi a primeira vez que a gestora era citada pela Justiça por má conduta: no início de 2014, a Justiça deferiu liminar, a pedido do MP-MA, para declarar a ilegalidade de decreto da prefeita que tornou nulas as nomeações dos excedentes do concurso público homologado em novembro de 2011.

Sérgio Moro diz que Lava Jato não é esperança para o fim da corrupção


Juiz disse que poder público não pode ser tratado como único culpado. 
Magistrado participou de evento sobre direito empresarial em São Paulo.

Tahiane StocheroDo G1 São Paulo
O juiz Sérgio Moro, responsável pela condução da Operação Lava a Jato, afirmou nesta quarta-feira (20), em São Paulo, que espera que a ação judicial que conduz mude o país, mas que não tem poder para prever isso. Segundo ele, a operação contra corrupção sem precedentes não é esperança para que "haja uma mudança efetiva nas práticas culturais" de cada país.(veja vídeo)
Moro veio a São Paulo participar do V Simpósio de Direito Empresarial. Ele comparou a ação à Operação Mãos Limpas, que vasculhou esquemas de corrupção envolvendo empresas e o governo na Itália, afirmando que, neste caso, apesar de centenas de prisões, 40% dos casos não chegaram à análise de mérito.
"Não raramente, na condução deste caso, eu encontro pessoas que me dizem 'este caso vai mudar o país'. Poxa, eu espero que sim, mas confesso que não tenho poderes de premonição a respeito do que vai acontecer no futuro, sequer no próximo mês", afirmou Moro.
"Eu ouvia também há dois, três anos atrás, comentários generalizados de que o caso julgado pelo Supremo Tribunal Federal da Ação penal 470 (do Mensalão), ela ia mudar o país. E não sei se mudou ou não mudou. Evidentemente é uma decisão que merece todos os elogios, mas fico me perguntando se por vezes nós não estamos adotando uma postura muito cômoda em pensar que estes casos vão ser uma espécie de salvação nacional, uma espécie de sebastianismo de decisão judicial", criticou o magistrado.
Juiz Sérgio Moro posa com fã que pediu para fazer uma selfie em evento em SP (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)Juiz Sérgio Moro posa com fã que pediu para fazer uma selfie em evento em SP (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
O magistrado também defendeu que os advogados incentivem seus clientes a colaborar com a Justiça e que as mudanças comecem também na iniciativa privada para prevenir a corrupção.
“No meio de corrupção você tem dois culpados: quem paga e quem recebe”, afirmou ele, afirmando que é muito fácil culpar o poder público, mas que tem que se pensar que alguém da iniciativa privada corrompeu este indivíduo, onde podem começar as mudanças. “A iniciativa privada, como tem iniciativa próprias, tem muito mais chances de mudar mais rapidamente que o poder público. Sabemos que o poder público se move muito vagarosamente”, disse.
Colaboração
O magistrado também defendeu que os advogados incentivem seus clientes a colaborar com a Justiça e disse que lhe parece que a política “prevalecente” da prática jurídica “parece ser a de retardar o quanto possível” a obtenção de provas.
“Ainda que a culpa parece ser evidente, as provas parecem ser mastodônticas, é difícil encontrar a parte da cooperação por empresas envolvidas”, disse Moro.
O magistrado lembrou que nos Estados Unidos 85% dos casos acabam com reconhecimento de culpa dos envolvidos através de acordo com o poder público. “Eu fico com uma inveja tremenda”, afirmou, dizendo que, se conseguisse resolver  80% dos seus casos “com uma espécie de reconhecimento de culpa”, seria quase que o equivalente ao “paraíso".
Delação premiada
Sérgio Moro diz receber com “certa estranheza” e que "não vê substância" nas críticas feitas às delações premiadas, de que estas ocorrem sob coação ou por medo de prisões.  “Um criminoso que resolver colaborar normalmente que não é por arrependimento sincero, eventualmente pode acontecer, mas normalmente é porque ele quer um benefício legal. A única ameaça que tem sido feita a essas pessoas é a ameaça do devido processo legal”. O magistrado diz que sempre ensinou seus filhos que “um passo para superar os erros do passado é reconhecer os erros”.
Ele defendeu que a colaboração premiada é apenas um dos métodos usados na investigação, e que é aplicado “circunstancialmente”. “É um método de investigação valioso e importante, mas não é o único”.