Só chegamos a uma pequena parte do dinheiro desviado na Lava Jato, diz procurador

Vladimir Aras, procurador da República
Vladimir Aras: "A traição não ocorre quando ele diz: ‘Acabou nossa sociedade criminosa e agora eu vou colaborar com os caras’. A traição foi quando o criminoso violou o vínculo jurídico de lealdade que ele deve ter com o Estado"(VEJA.com/Agência Brasil)
Desde a primeira delação premiada da Operação Lava Jato, celebrada em 27 de agosto de 2014 pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o juiz Sergio Moro passou a receber dezenas de recursos assinados por renomados advogados de empreiteiros, políticos, lobistas e operadores contra o uso desse recurso. Nas teses para tentar desmontar as investigações, a estratégia é sempre a mesma: comparar o delator a um traidor. Para o procurador da República Vladimir Aras, secretário de Cooperação Internacional da Procuradoria Geral da República e professor de Processo Penal da Universidade Federal da Bahia, acordo de delação premiada é o principal mecanismo para conseguir repatriar os bilhões de reais desviados pela quadrilha instalada na Petrobras. "Apenas resvalamos nos valores [desviados]. E só conseguimos por causa da tão criticada delação premiada", diz. Leia a seguir trechos da entrevista ao site de VEJA.
Depois da Lava Jato, ainda existe um lugar onde cidadãos e empresas possam se considerar imunes e impunes? É cada vez mais difícil porque as coisas vão mudando. Concretamente sobre a Lava Jato, por que conseguimos repatriar 485 milhões de reais da Suíça? Isso se deve a uma estrutura global porque a própria Suíça, que há dez anos era o lugar perfeito para se esconder dinheiro, passou a sofrer pressão europeia e passou a ser pressionada também pelos vínculos jurídicos que firmou em tratados. A Suíça hoje é um outro país. Na Lava Jato, está colaborando, já devolveu dinheiro e se comprometeu a devolver mais. Quando se esperaria que o Ministério Público de um país tão cioso de seu sigilo bancário viesse a ajudar o Brasil? Temos também o Gafi (O Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo) como mecanismo de pressão, a consciência dos cidadãos, que não aceitam mais que seus países sejam vistos como refúgios, a necessidade de combater o terrorismo. O mundo percebeu que essas vias para transmissão de valores para financiamento do terrorismo eram as mesmas que viabilizavam a ocultação de dinheiro sujo de narcotráfico e de corrupção. Então juntou a consciência global contra a corrupção com a consciência global contra o terrorismo. Criou-se uma força irresistível.Existem alguns países que não são cooperativos, como Somália, Coreia do Norte, estados falidos ou ditaduras absolutas. Mas fora isso não existe mais um lugar em que o criminoso possa dizer 'estou seguro'. O Uruguai está mudando, o Panamá está mudando. O fortalecimento das instituições nesses países, a democracia nesses países, a imprensa livre, a consciência pública ampliada pelo acesso à informação.
Qual proporção as autoridades já conseguiram recuperar? Apenas resvalamos nos valores. Só conseguimos por causa da tão criticada delação premiada, que prefiro chamar de colaboração premiada. Quando se fala de delator, já existe uma ideologia embutida no discurso, que é rotular o indivíduo como traidor. A traição veio antes. A traição não ocorre quando ele diz: 'Acabou nossa sociedade criminosa e agora eu vou colaborar com os caras'. A traição foi quando o criminoso violou o vínculo jurídico de lealdade que ele deve ter com o Estado ou o vínculo ético que ele deve ter com a sociedade como cidadão. Viver em sociedade implica um compromisso ético de solidariedade de respeitar as regras do jogo. A traição é quando o criminoso se volta para seu interesse específico egoístico e começa a matar, roubar, corromper ou ser corrompido, estuprar, fazer o que você tem vontade de fazer, independentemente do interesse alheio. Repare que o nome da colaboração premiada em italiano é "pentito", que significa arrependido. O conteúdo ético da delação não é a traição, é o do arrependimento, exatamente o contrário do discurso de advogados brasileiros famosos mais tradicionais e que não acompanharam a evolução da normatividade internacional.
O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, um dos delatores da Lava Jato, depôs contra autoridades e hoje está livre. Até foi fotografado na praia. As delações não levam a uma sensação de impunidade? É uma crítica razoável. O instituto da delação premiada só se constrói com a prática. Os tribunais haverão de estabelecer parâmetros. O primeiro acordo escrito e homologado na Justiça tem quase 12 anos e foi firmado com Alberto Youssef no caso Banestado. Podemos ter acordos de imunidade em que o indivíduo não perde um dia sequer de liberdade. O problema é acharmos um equilíbrio para que não haja injustiça. Mas qual a opção que o Estado tem senão o de recorrer a esse tipo de prova testemunhal? Não é uma testemunha tradicional, mas é uma testemunha. Dizem que o delator pode mentir, mas qual a pessoa que não pode mentir?
Youssef foi o grande delator da Lava Jato e voltou a cometer crimes. Qual a credibilidade dos depoimentos de um criminoso conhecido e que o Ministério Público já sabia que tinha violado a primeira delação? Quantas pessoas no Brasil não fizeram nenhum acordo, foram condenadas, cumpriram pena e voltaram a cometer crimes? Não é a delação premiada que é o problema, e sim a reincidência, que é algo que diz respeito ao livre arbítrio do indivíduo, que escolhe se quer continuar cometendo crime, tendo sido condenado ou não.
A questão é a dependência do Estado do mesmo personagem. O que devemos nos perguntar é: aonde nos levou a colaboração premiada do Alberto Youssef? Basta ver que um dos citados na Lava Jato devolveu 100 milhões de dólares [Pedro Barusco devolveu 97 milhões de dólares depois de ter feito delação na Lava Jato]. A lógica da colaboração premiada é trocar um suspeito por mil em uma progressão que temos como estimar que vale a pena. No caso do Hildebrando Pascoal, por exemplo, tínhamos um homicida que não pegou a pena que deveria pegar. Obedeceu-se a lei, reduziu-se a pena. Se ele estivesse cometido esse crime nos Estados Unidos, ele não teria pleiteando ir para a casa depois de cumprir 16 anos. Ele estaria em uma cadeira elétrica ou condenado a uma injeção letal. Voltando à delação, compensa porque a perspectiva que o investigador faz é de ampliar o cabedal probatório, ampliar o número de réus, proteger a sociedade, desmontar um esquema de corrupção.
Advogados da Lava Jato dizem que a delação premiada virou rotina no processo. Não existe limite legal. Posso ter quantos réus forem identificados na prova. As delações atendem ao princípio da bilateralidade: só há acordo se a defesa topa e um juiz homologa. A delação é um compromisso universal que tem mais de dez anos. A Convenção de Palermo, que entrou em vigor no Brasil em 2004, recomenda o uso da delação premiada. A Convenção de Mérida, de 2003 e que entrou em vigor no Brasil em 2006, recomenda o uso da colaboração premiada. Há uma força de fora para dentro e a consciência social de que é inevitável que dependamos de pessoas que colaborem com a persecução criminal. A não ser quando tem uma escuta em andamento, qual informação podemos ter de um grande esquema de corrupção como este da Lava Jato senão de quem estava dentro? Podemos comparar com o caso do Hildebrando Pascoal. Uma das principais testemunhas era um dos membros do grupo de extermínio. Quem mais sabia? Quem sabia morreu. Na chacina de Unaí houve colaboradores. Alguém se recorda disso? Aí entra aquela lógica de quem é atingido pelas delações. Dizem: 'Agora é conosco e precisamos nos proteger'. Se é um pé de chinelo, o discurso é um, se é um criminoso de colarinho branco, outro. Isso vem da lógica da sociologia do crime. O sociólogo Edwin Sutherland disse uma vez que é muito mais fácil perdoarmos e justificarmos a criminalidade econômica, porque é algo que nós poderíamos cometer, do que uma barbárie, um homicídio ou estupro.
Qual é o efeito de investigações do MP para a governabilidade e para a saúde financeira das empresas suspeitas? Sobre governabilidade eu não posso falar, mas sobre a saúde financeira de empresas, digo que qualquer investigação tem um impacto para além do direito. Tem impacto na vida das famílias dos presos, tem impacto na sociedade, assim como a inação da Justiça também tem. Qualquer grande investigação tem impacto sobre uma série de elementos da sociedade e da economia. O Ministério Público americano tem ferramentas correlatas ao que chamamos de acordo de colaboração premiada: o NPA (non-prosecution agreement) e DPA (deferred prosecution agreement). Essas duas ferramentas são, em geral, usadas para empresas. Não são acordos de leniência, mas acordos penais também. No Brasil existe como fazer um arranjo jurídico e pegar um pouco da leniência, da Lei Anticorrupção e da lei do sistema brasileiro de defesa da concorrência e colaboração e se cria um 'frankensteinzinho' jurídico. Mas em países como os Estados Unidos temos persecução penal contra a pessoa jurídica para crimes econômicos, de colarinho branco e lavagem de dinheiro, enquanto no Brasil isso só vale para crime ambiental. Lá se pode preservar a empresa, colocá-la em stand-by e determinar que em tal prazo ela se ajuste, faça compliance, contrate auditoria, mude a diretoria e faça uma restruturação total. É como se fosse uma recuperação judicial acertada em uma perspectiva criminal.
Enquanto isso, os acordos de leniência seriam o caminho natural para empresas investigadas na Lava Jato? Não quero particularizar na Lava Jato, mas, em caso de provas impactantes, acachapantes, é melhor um acordo do que uma briga judicial porque preserva empregos e o mercado. Leniência é fundamental, mas é preciso que a legislação de leniência tenha também maior clareza quanto à participação do Ministério Público. Hoje qual é a segurança jurídica que uma empresa tem de fazer acordo com o Executivo e o Cade ou o Ministério Público lhe quebrarem a outra perna? Qual a segurança que se tem de fazer um acordo com os Executivos de estados e municípios sem combinar com o Ministério Público Federal ou com o Ministério Público dos estados? É preciso que haja uma regra para que todas essas entidades sentem à mesa e se comprometam com o resultado. Esse erro vem sendo repetido na lei brasileira desde a primeira lei antitruste, de 1994, que previa o acordo de leniência para práticas anticoncorrenciais, mas não vinculava o Ministério Público. O erro voltou a ser repetido 20 anos depois em 2013 na Lei Anticorrupção.
Na Lava Jato, o Brasil conseguiu trazer 485 milhões de reais que estavam depositados no exterior. Mas em outros escândalos, a impressão é a de que nunca mais veremos o dinheiro desviado. O que impede que o dinheiro volte é o sistema recursal. Como nosso sistema recursal é baseado em uma premissa equivocada de que temos que esperar o último recurso do último tribunal. Ainda temos casos aqui do Banestado que eu denunciei em Curitiba perante Moro, casos de 11 anos atrás de bloqueio de ativos e que o dinheiro ainda não voltou. O dinheiro foi bloqueado, o réu já foi condenado em primeiro e em segundo grau e o dinheiro não volta porque não transitou em julgado ainda. Se prescrever, o dinheiro não vai voltar.

Máquina de produzir salgados facilita o trabalho de empresas


Empresária fazia 1 mil salgados por dia e passou a 1,5 mil a cada meia hora.
Os preços dos equipamentos variam de R$ 23 mil a R$ 100 mil.

Do PEGN TV
A dona de uma rotisseria na Grande São Paulo trabalhava sem parar. Ela se dividia entre o balcão e a cozinha para conseguir dar conta da demanda na loja. Beth dos Reis, que faz salgados há quase vinte anos, demorava um dia todo de trabalho, 8 horas, pra fazer 1 mil coxinhas, cerca de duas coxinhas por minuto. Hoje, com uma máquina ela faz 1,5 mil salgados em meia hora, ou seja, quase uma coxinha por segundo.(veja vídeo)
Beth tem duas lojas, que faturam R$ 50 mil por mês. A máquina que faz as coxinhas foi criada pelo empresário Gilberto Poleto. O equipamento faz todos os tipos de massa, doces e salgados.

As máquinas são tão especializadas que deixam até o salgado empanado. Os preços variam de R$ 23 mil a R$ 100 mil e os equipamentos podem ser financiados.

CONTATOS:

BRALYX
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Empresário que atropelou operário é levado para presídio no Rio


Ivo N. de Campos Pitanguy estava internado sob custódia da polícia. 
Ele foi preso após atropelar e matar um operário na madrugada de sexta(21)

Matheus RodriguesDo G1 Rio
O empresário Ivo Nascimento de Campos Pitanguy, que atropelou e matou o operário José Ferreira da Silva, 44 anos, na Gávea, Zona Sul do Rio, na madrugada desta sexta-feira (21), recebeu alta do Hospital Couto no final da manhã deste domingo (23), prestou depoimento na 14ªDP (Leblon) e foi levado para o complexo penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio.(veja vídeo)
O empresário (de camisa verde no vídeo acima) manteve o silêncio e não falou com a imprensa ao deixar a delegacia. Ele estava sob custódia da polícia desde sexta, após ser preso em flagrante. Neste sábado (22), o empresário teve um pedido de habeas corpus negado pelo Plantão Judiciário.
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Detran pode suspender CNH
O Detran informou na sexta-feira (21) que abrirá um processo para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista por haver atingido o limite de 20 pontos no prontuário de infrações de trânsito entre 2014 e 2015. Em um período de um ano, ele somou 27 pontos até o dia 21 de junho deste ano, segundo o Detran.
Diante da gravidade do acidente, será aberto também um processo administrativo para que o condutor seja submetido novamente a novo exame prático para averiguar a sua capacidade de direção de automóveis.
Carro ficou avariado após atropelamento na Gávea (Foto: Reprodução/TV Globo)Carro ficou avariado após atropelamento na
Gávea (Foto: Reprodução/TV Globo)
Em nota, a assessoria de imprensa de Ivo Pitanguy informou: "Ivo Pitanguy e família, consternados e profundamente abalados com o acidente, que resultou no falecimento de José Fernando Ferreira Silva, prestam sua solidariedade e se colocam à disposição dos familiares para todas as medidas necessárias de apoio e auxílio, neste momento de tamanha dor."

Homicídio e embriaguez
Segundo a delegada Monique Vidal, Ivo Nascimento de Campos Pitanguy, que dirigia o carro, responderá por homicídio culposo e embriaguez ao volante.

Em depoimento, de acordo com a delegada, um PM e dois bombeiros que socorreram o motorista afirmaram que ele se recusou a colocar o colar cervical, não queria permitir os procedimentos de primeiros socorros, estava visivelmente alterado e com hálito alcoólico. Ainda de acordo com Monique Vidal, os bombeiros afirmaram em depoimento que em momento algum o motorista se preocupou com a vítima.
O empresário, de 59 anos, é filho do cirurgião plástico Ivo Pitanguy.
Atropelamento 
José Ferreira foi atropelado Rua Marquês de São Vicente, uma das principais da Gávea, na madrugada desta sexta-feira. Ele chegou a ser levado para o Hospital Miguel Couto, também na Zona Sul, mas não resistiu. José trabalhava como operário na obra da linha 4 do Metrô e voltava do trabalho no momento em que foi atropelado. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).
Como informou o Bom Dia Rio, Ivo perdeu o controle do carro e invadiu a calçada. Chovia no momento do acidente. O motorista também ficou muito ferido e foi levado para o Miguel Couto.
Advogados que estavam unidade de saúde prestando assistência ao motorista confirmaram que representam a família dele. Segundo o advogado Rafael de Piro, Ivo estava inconsciente na manhã desta sexta-feira. "A gente ainda não tem muitos detalhes do que aconteceu. O que a gente sabe é que chovia muito na hora do acidente, como mostram as imagens", disse Rafael.
A irmã do motorista, Gisela, também afirmou que a família ainda desconhecia detalhes (veja no vídeo abaixo). "Estava chovendo muito, o carro derrapou e ele entrou dentro de um posto. Houve um atropelamento", disse. Ela acrescentou que a família pretendia dar apoio à família do operário.
Familiares
Durante a manhã, os irmãos da vítima falaram sobre o caso no hospital. Segundo Ernani Ferreira da Silva, José morava há dois anos no Rio e trabalhava na obra da Linha 4 do metrô na Gávea. "Me disseram que ele saiu do trabalho às 22h30, estava atravessando no sinal quando o carro veio em alta velocidade. Chegaram a amputar uma perna dele, mas não resistiu", disse o irmão da vítima.
A família [do motorista] só disse até agora que lamenta o caso, não entrou em detalhes. Eles vão ter que pagar os danos que causaram"
Antônio Ferreira da Silva, irmão da vítima
Ainda segundo o Ernani, José era casado e tinha dois filhos. Ele deve ser enterrado em Pernambuco, seu estado natal.
Outro irmão da vítima, Antônio Ferreira da Silva, estava revoltado. "Meu irmão estava na calçada. Não vou deixar barato. A família [do motorista] só disse até agora que lamenta o caso, não entrou em detalhes. Eles vão ter que pagar pelos danos que causaram", disse.

Corinthians passeia com dois de Love e aproxima Cruzeiro da zona da degola



Do UOL, em São Paulo


O Corinthians se comportou como líder, de fato, neste domingo. Com direito a público recorde da Arena em Itaquera, não deu qualquer chance para o Cruzeiro e ganhou de 3 a 0 para empurrar a equipe de Vanderlei Luxemburgo ladeira abaixo.
O personagem da partida foi Vagner Love. Tão criticado pelo jejum, ele não só fez dois gols como também jogou melhor e se entendeu mais com o restante da equipe. Também houve gol de Jadson, agora o artilheiro do Corinthians em jogos oficiais de 2015. 
Se foi bom para o Corinthians, o jogo foi péssimo para o Cruzeiro. Luxemburgo acreditou que havia achado seu time ideal, mas agora é 15º colocado com um ponto de distância para a zona de rebaixamento. Fábio, Mayke e Mena, em especial, tiveram jornadas desastrosas em São Paulo.
Com 41014 pagantes, a Arena Corinthians teve seu novo recorde de público, exceto os jogos da Copa do Mundo, com arquibancadas temporárias. Fruto, principalmente, dos novos preços adotados para os ingressos.  
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Série A: Corinthians x Cruzeiro12 fotos

7 / 12
Charles e Bruno Henrique disputam a bola durante a partida Corinthians e Cruzeiro, em Itaquera Leia mais Robson Ventura/Folhapress
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 3 x 0 CRUZEIRO

Data: 23/08/2015
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Árbitro: Péricles Bassols Cortez (Fifa - RJ)
Assistentes: Rodrigo F Henrique Correa (Fifa - RJ) e Luiz Claudio Regazone (Asp Fifa - RJ)
Cartões amarelos: Gil, Bruno Henrique, Fabrício
Público e renda: 41014 pagantes e R$ 2.671.941,50
Gols: Vagner Love, aos 15min, Renato Augusto, aos 43min do primeiro tempo, Vagner Love, aos 2min do segundo tempo.
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Bruno Henrique (Ralf); Jadson (Matheus Pereira), Elias, Renato Augusto e Malcom; Vagner Love. Treinador: Tite.  
CRUZEIRO: Fábio; Mayke (Fabiano), Manoel, Paulo André e Mena; Charles (Willian), Henrique e Fabrício; Alisson, Leandro Damião e Marquinhos (De Arrascaeta). Treinador: Vanderlei Luxemburgo

FASES DO JOGO

  • Primeiro tempoImpressionante a transformação do Corinthians quando joga em Itaquera. Com muita movimentação entre os quatro homens da linha ofensiva - Jadson, Elias, Renato Augusto e Malcom -, Vagner Love se entendeu melhor e mostrou que estava disposto a limpar sua barra. Atento a um rebote fácil concedido por Fábio, o camisa 9 fuzilou e abriu o placar. O Cruzeiro, que tentava tocar a bola no campo ofensivo, virou presa fácil nos contragolpes, principalmente pela lentidão e posicionamento ruim da defesa. E assim, ao natural, os corintianos encaminharam a vitória antes do intervalo. Renato Augusto tomou de Mayke e deu de presente para Jadson marcar.
  • Segundo tempoLuxemburgo fez modificações, o Cruzeiro até conseguiu chegar à frente, em bons lances de Leandro Damião. Mas só depois de estar com três gols de desvantagem no placar e, naturalmente, quase derrotado. Afinal, já no reinício da partida, o Corinthians levantou a torcida. Malcom foi quem escapou pela ponta esquerda com enorme liberdade e tocou para Vagner Love, após um vacilo tremendo de Fábio, se esticar e fazer o segundo dele na tarde. E Love, por pouco, ainda não deixou mais um na reta final da partida.

Com equipe modificada, Atlético perde para Internacional e chega a quatro jogos sem vencer no Brasileirão


Por Esporte Banda B
Atlético perdeu em Porto Alegre. (Divulgação/Atlético)
Atlético perdeu em Porto Alegre. (Divulgação/Atlético)
Utilizando uma equipe modificada para poupar jogadores para a partida de volta da Copa Sul-Americana, o Atlético foi até Porto Alegre e saiu derrotado pelo Internacional. A partida terminou em 2 a 0 para a equipe colorada no Beira-Rio. O goleiro Weverton ainda defendeu um pênalti, mas não conseguiu evitar a derrota.
Logo no início da partida, Valdívia abriu o placar em uma falta cobrada rapidamente por D’Alessandro. Naos primeiros movimentos do segundo tempo, Kadu acabou fazendo pênalti em Vitinho. D’Alessandro cobrou no canto direito e Weverton defendeu. Mas ele não conseguiu evitar o segundo gol quando Paulão aproveitou sobra na área após escanteio e balançou a rede.
Com a derrota, o Atlético amplia sua sequência sem vencer no Brasileirão para quatro jogos e segue com 30 pontos ganhos, na oitava posição. O próximo compromisso do Furacão é em casa, no domingo (30), diante do Goiás. Mas antes, a equipe encara o Joinville pela partida de volta da Copa Sul-Americana, quinta-feira (27), em Curitiba. Já o Inter chega aso 28 pontos e firma sua recuperação no Brasileirão. Na próxima rodada, a equipe visita o Avaí, na Ressacada, domingo (30).
Gol no início dá vantagem ao Inter
Logo nos primeiros minutos, o Internacional já balançou as redes do Atlético no Beira-Rio. Antes que as equipes se “encaixassem” em campo, uma falta cobrada rapidamente por D’Alessandro achou Valdívia em profundidade, ele dominou já cortando Sidcley e finalizou de esquerda para abrir o placar. O Colorado ainda chegou com facilidade ao ataque e parou no goleiro Weverton em três oportunidades.
O ímpeto do Inter diminuiu na metade final de primeiro tempo. Mas apesar disto, o Furacão não conseguia chegar ao gol adversário. Apenas nos últimos minutos da etapa inicia que o Rubro-negro arriscou para o gol do goleiro Alisson. O arqueiro colorado defendeu chute de Bruno Mota de longe. O meia Nikão também tentou e mandou com perigo, por cima do gol, após bola trabalhada com o atacante Cléo.
Weverton defende pênalti, mas Inter garante vitória
A etapa final de jogo no Beira-Rio já começou movimentada. Logo aos sete minutos, Kadu derrubou Vitinho na área e o árbitro apontou pênalti para o Colorado. O argentino D’Alessandro foi para a bola, mandou no canto direito e Weverton caiu para defender e evitar o gol do time gaúcho.
Mas aos 24 minutos o goleirão atleticano não conseguiu evitar que Paulão ampliasse o marcador para o Inter. Após escanteio cobrado pela esquerda, a bola sobrou para o zagueiro colorado marcar o segundo dos donos da casa. Na metade final do segundo tempo, o Inter começou a administrar o resultado e o Rubro-negro chegou mais ao ataque, arriscando para o gol. No entanto, o Furacão não conseguiu diminuir.
FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 2×0 ATLÉTICO
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.
Data: 23 de agosto de 2015.
Horário: 16h.
Internacional: Alisson; Léo, Ernando, Paulão e Géferson; Nilton, Rodrigo Dourado, D’Alessandro (Rafael Moura) e Eduardo Sasha (Wellington); Valdívia e Vitinho (Alex).
Técnico: Argel Fucks.
Atlético: Weverton; Bruno Pereirinha (Walter), Gustavo, Kadu e Sidcley; Otávio, Hernani, Bruno Mota (Marcos Guilherme) e Nikão; Douglas Coutinho (Ewandro) e Cléo.
Técnico: Milton Mendes.
Cartões amarelos: Léo (INT). Gustavo, Kadu e Hernani (CAP).
Gols: Valdívia aos 3′ do primeiro tempo e Paulão aos 24′ do segundo tempo (INT).