80% do dinheiro de Dirceu não passou por contas bancárias


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Laudo da Polícia Federal aponta que 80% dos rendimentos declarados pelo ex-ministro José Dirceu não transitaram por suas contas bancárias e que, dos R$ 4 milhões que ele declarou ter obtido como rendimento dos serviços de consultor na JD Assessoria e Consultoria, apenas R$ 1 milhão passou por suas contas analisadas.
“Totalizando-se, no período analisado (2005 a 2013), a movimentação financeira esperada, obtém-se o montante de R$ 7.083.213,17, enquanto que a movimentação financeira efetiva alcança somente o montante de R$ 1.449.242,32”, registra o Laudo de Exame Financeiro 1742/2015, da Polícia Federal. “Ou seja, a maior parte dos rendimentos declarados por José Dirceu de Oliveira e Silva não transitou por conta corrente.”
O laudo é de 20 de agosto e foi realizado pelos peritos criminais federais Fábio da Silva Salvador e Ivan Roberto Ferreira Pinto, a pedido do delegado Mário Adriano Anselmo. O documento foi anexado nesta quinta-feira (27) ao inquérito que tem Dirceu e o irmão como alvos.
“Comparando-se, então, a movimentação financeira esperada com a movimentação financeira efetiva, observa-se que a movimentação financeira efetiva representa 20,46% da movimentação financeira esperada.”
Fora do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005, o ex-ministro passou a atuar na JD. A empresa recebeu entre 2005 e 2013 um total de R$ 29 milhões. Para a Lava Jato, a firma era usada para ocultar recursos de propina.
Os peritos afirmam no laudo que, com base nos valores declarados por Dirceu, entre 2005 e 2013 ele teria recebido R$ 4.056.040,84 de rendimentos isentos de tributação oriundos de lucros de sua empresa JD.
“Entretanto, no mesmo período, como se pode observar nos extratos das contas bancárias da empresa JD Assessoria e Consultoria, ocorreram transferências bancárias da empresa para o sócio José Dirceu de Oliveira e Silva no total de R$ 1.051.140,63. A diferença de R$ 3.004.900,21 não transitou em contas correntes disponíveis nesta análise”, informam os peritos.
O laudo indica ainda que, mesmo somando todos os saques em cartão (R$ 134.818,03), com cheques não identificados (R$ 2.033.328,62), “ainda assim não é possível identificar como a empresa transferiu seus lucros à pessoa de José Dirceu”.
O irmão de Dirceu também apresentou movimentação bancária inferior aos valores declarados. “A maior parte de seus rendimentos são isentos e não tributáveis, frutos de lucros e dividendos. No período analisado (2005 e 2013), Luiz Eduardo Oliveira e Silva declarou o total de R$ 761.130,03 de rendimentos isentos de tributação oriundos de lucro de sua empresa JD.”
Da mesma forma que ocorre com Dirceu, o valor transitado pelas contas do irmão são inferiores. “Neste mesmo período, como se pode observar nos extratos das contas bancárias da empresa JD ocorreram transferências bancárias da empresa para o sócio Luiz Eduardo no total de R$ 44.842,72. A diferença de R$ 716.287,31 não transitou em contas correntes disponíveis.”
Os peritos tinham 12 itens específicos a serem respondidos, como origens dos valores movimentados em contas, saques em espécie, agências utilizadas, se há lastro para os imóveis declarados e a compatibilidade entre os valores de rendimentos declarados e as movimentações financeiras de Dirceu e seu irmão.
“As aquisições imobiliárias declaradas no período não transitaram pelas contas bancárias dos investigados José Dirceu e Luiz Eduardo, bem como da empresa JD Assessoria e Consultoria”, informam os peritos. “Se os valores declarados como lucros auferidos com a empresa JD Assessoria não puderam ser comprovados, as aquisições imobiliárias estarão descobertas.”
“É possível observar que as declarações de Imposto de Renda de José Dirceu de Oliveira e Silva referentes ao exercício de 2005 e de 2013 apresentaram patrimônio a descoberto, ou seja, evolução superior à sobra financeira, que representou, respectivamente, 473,65% e 111,32%”, dizem os peritos.
O irmão de Dirceu, solto após dez dias de prisão temporária, tem novo depoimento marcado na PF no dia 31. Segundo o laudo, “é possível observar que a declaração de Imposto de Renda de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva referente ao exercício de 2013 apresentou patrimônio descoberto, ou seja, evolução patrimonial superior à sobre financeira em 123,66%”. Neste ano, o ex-ministro estava condenado pelo mensalão e seria preso pela primeira vez.

Sérgio Moro, quase unanimidade


07/04/2015. Crédito: Antonio Cunha/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF.  Apresentação da AJUFE de medidas contra impunidade. Juiz, Sérgio Fernando Moro.
A pesquisa em mãos dos empresários de alto coturno do Paraná faz uma constatação previsível. Hoje, a quase unanimidade dos parananeses, 86%, votaria no juiz Sérgio Moro para governar o Paraná na sucessão de Beto Richa. Independente de partido. Índice parecido, 79%, votaria nele para presidente da República. O nome Sérgio Moro transformou-se em emblema da rejeição à corrupção, orgulho de paranaenses que se envergonham dos políticos corruptos. Ora, pois, o combate à corrupção entra nas prioridades máximas da população, que ainda acredita que aí está a origem de todos os nossos males. E que Sérgio Moro é a cura.
Moro tem repetido à exaustação que não é candidato a cargo eletivo. É juiz e quer continuar juiz. Um bom juiz.

SUCESSO, o transplante duplo de CORAÇÃO E RIM EM Recife






Primeiro transplante duplo do Brasil ( Coração e Rim ). Nossa amiga de luta pela causa do Renal crônico em Pernambuco, Andressa, recebeu alta medica da U.G.T ( Unidade Geral de Transplantes) do complexo hospitalar do Imip - Hospital D. Pedro II, Recife . Agradecemos 'a Deus por esta na frente de tudo e a equipe de cardiologistas , cirurgiões, nefrologistas , nutricionistas, fisioterapeutas, psicológicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e todos os envolvidos neste grande triunfo em prol da vida humana, todos supervisionados pelo liderança e competência do Dr. FERNANDO A. FIGUEIRA.

Policial rodoviário salva cachorro de ataque de pitbull no oeste do Paraná


Ação do policial foi registrada por um morador de Cascavel, no oeste.
Animais estavam no meio de uma avenida movimenta da cidade.

Do G1 PR, em Cascavel
Um agente da Polícia Rodoviária Federal salvou um cachorro de um ataque de outro cão da raça pitbull em Cascavel, no oeste do Paraná. A ação foi registrada pelo gerente de tecnologia de informação, Evandro Gobbi. (veja vídeo)
De acordo com Gobbi, o ataque foi na quinta-feira (27), por volta das 7h, em frente ao condomínio onde mora. “Eu escutei os latidos e fui na janela ver o que estava acontecendo. Toda a vizinhança estava olhando, mas não tinha como sair correndo e tentar salvar o cachorro, porque era do outro lado do condomínio, precisava dar a volta na quadra e foi tudo muito rápido”, afirma.
Gobbi pegou o celular e começar a filmar a cena. O vídeo que ele fez foi publicado em uma rede social, e já tem mais de 27 mil visualizações.
Nas imagens é possível ouvir os latidos do animal menor. Com o barulho, outros cachorros se envolvem, mas as buzinas dos carros acabam afastando os animais. Entretanto, o pitbull não desiste do ataque.
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'Instintivo'
Nos comentários do vídeo, muitos internautas elogiam a atitude do policial Oldair Jasé Radaeli. Ele conta que não pensou em nada na hora, foi instintivo.
“A gente estava indo entregar uma ocorrência na delegacia quando vimos os dois cachorros no meio da rua. O colega que dirigia tentou fazer alguma coisa com o veículo, no primeiro momento até conseguiu, mas o pitbull foi atrás do cachorro mesmo assim", conta.
"Então, desci do carro e, infelizmente, acertei ele, não tinha outra alternativa para salvar. O pitbull já estava com o cachorro dentro da boca”, lembra Radaeli.
O policial diz que só sentiu medo depois. “Na hora nem pensei que ele poderia me atacar porque atingi ele, mas ele nem sentiu. Fiquei com medo quando ele me encarou e achei que fosse me atacar”, afirma o policial.
Tanto Radaeli quanto Gobbi acreditam que o pitbull é de algum morador da região, pois estava bem cuidado e com coleira. “Podia ter sido uma criança e não um cachorro”, ressalta o policial.
Como os cachorros fugiram, ninguém soube informar se os animais foram socorridos.

Youssef relata operações no valor de R$ 19 milhões no caso Copel-Olvepar


Em delação premiada, doleiro admitiu ter operado esquema em 2002.
Dinheiro foi repassado a secretários de governo de Jaime Lerner, afirmou.

do G1 PR, com informações da RPC
O doleiro Alberto Youssef detalhou ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) três operações de câmbio no valor de R$ 19 milhões, que podem ser lavagem de dinheiro envolvendo a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). Ele admitiu ser operador de um desvio de dinheiro que ficou conhecido como caso Copel-Olvepar e firmou um acordo de delação premiada.
O caso foi em 2002. A Copel comprou créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de uma empresa que passava por dificuldades financeiras. A Justiça já tinha julgado os créditos irregulares, mas, mesmo assim, a Copel fez a compra com um desconto. A operação teria dado um prejuízo de R$ 84 milhões aos cofres do estado.
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Em depoimento prestado ao MP, Youssef disse que Mauricio Silva, dono da empresa Embracon, entrou em contato pedindo que o doleiro fizesse uma operação para um amigo – trazendo reais e dólares. A operação, segundo Youssef, era para uma pessoa chamada Heinz, e consistia na troca de cheques por dinheiro em espécie.
O doleiro afirmou que foi até a Copel buscar os cheques, que dez a operação de câmbio no Rio de Janeiro, que voltou de avião particular para Curitiba. O dinheiro foi entregue na Embracon para Maurício Silva, que de acordo com Youssef, repassou diretamente para Heinz, que trabalhava no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). O ex-secretário estadual de Transportes Heinz Herwig era conselheiro do TCE, e hoje está aposentado.
Ainda segundo Youssef, foram feitas outras duas operações que totalizaram os R$ 19 milhões; Na última delas, ele afirmou que houve pressão de Maurício Silva para apressar parte da entrega de dólares, e que ele colocou duas pessoas – Cid Campelo e Guaraci Andrade, ambos também secretários do governo Jaime Lerner – para pressioná-lo por telefone. O doleiro disse que entregou US$ 400 mil para Guaraci, mas que aquele não era o valor total. E que teve de explicar a Cid Campelo o motivo do atraso do repasse.
No depoimento, Youssef disse que não entregou o dinheiro diretamente à Campelo, mas que os recursos forma retirados na Embracon, de Maurício Silva. O doleiro disse ainda que entregou dinheiro na casa de Ingo Hubert, que foi presidente da Copel e secretário da Fazenda.
Em um dos trechos da delação Youssef diz que tudo dava a entender que se tratavam de operações para campanha eleitoral, mas não disse qual candidato seria beneficiado. Na época, Jaime Lerner já havia cumprido o segundo mandato como governador, e não podia disputar a eleição.
Outro lado
Cid Campelo Filho, que também responde pro Lerner, disse que não teve acesso à delação, mas que Youssef mentiu e os depoimentos foram “requentados” com fatos já investigados. Afirmou ainda que a denúncia contra Jaime Lerner já foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça, e não foi aceita à época.
O advogado de Heinz Herwig e Ingo Hubert, Roberto Brzezinski, não quis comentar o caso, assim como a assessoria da Copel. Guaraci Andrade disse que só conhece Youssef pela imprensa, e que nunca falou com ele, tampouco o viu. Maurício Silva não foi localizado pela reportagem até a publicação.

MPF reforça pedido de condenação do ex-deputado André Vargas


Em alegações finais, procuradores pedem condenação por corrupção.
Além do ex-parlamentar, irmão e publicitários também respondem.

Samuel NunesDo G1 PR
O ex-deputado André Vargas foi detido durante a 11ª fase da Lava Jato (Foto: Reprodução/ RPC)O ex-deputado André Vargas foi detido durante a
11ª fase da Lava Jato (Foto: Reprodução/ RPC)
O Ministério Público Federal pediu nesta sexta-feira (28) que o ex-deputado federal André Vargas seja condenado por lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a administração pública. Além dele, outras duas pessoas - o publicitário Ricardo Hoffmann e o irmão de Vargas, Leon Vargas - também são réus no processo.
Os três foram detidos em abril de 2015, quando a Polícia Federal deflagrou a 11ª fase da Operação Lava Jato. Segundo o MPF, os três fraudaram licitações de publicidade na Caixa Econômica Federal e no Ministério da Saúde. Dias depois, Leon Vargas recebeu um alvará de soltura, já que foi detido em regime temporário. Já André Vargas e Ricardo Hoffmann continuam presos.
Nas alegações finais do MPF, os procuradores que subscrevem a petição pedem que Hofmann responda também pelo crime de corrupção ativa, já que à época dos acontecimentos investigados, André Vargas ainda era parlamentar. No entanto, não há pedido de condenação para o publicitário por crimes contra a administração pública.
Os procuradores pedem ainda que os três devolvam aos cofres públicos R$ 1.103.950,12, que seria o valor desviado por eles.
Com a apresentação das alegações finais do MPF, inicia o prazo para que as defesas se manifestem no processo sobre o que os procuradores apresentaram. Cabe ao juiz federal Sérgio Moro definir a condenação ou absolvição dos réus em primeira instância. Se houver condenação, os réus ainda podem recorrer às instâncias superiores da Justiça.
A defesa de André Vargas foi procurada, mas ninguém atendeu as ligações. O advogado Alexandre Augusto Loper, que representa Leon Vargas disse que o Ministério Público não conseguiu apresentar provas de corrupção nos contratos investigados. "Não há nada que aponte nos autos, que questione a lisura da licitação", afirmou. Em nota, a defesa de Ricardo Hoffmann informou que vai avaliar as alegações do MPF e que irá se posicionar no processo até a próxima sexta-feira (4).
Entenda o caso
Na denúncia, os procuradores sustentam que a corrupção aconteceu em contratos da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde, e ocorriam através da agência de publicidade Borghi Lowe e da empresa Labogen.
"Segundo a denúncia, o acusado Ricardo Hoffman, dirigente da agência de publicidade Borghi Lowe Propaganda e Marketing Ltda., teria oferecido vantagem indevida ao então Deputado Federal André Vargas para que interviesse para que a referida empresa fosse contratada para agenciar serviços de publicidade para a Caixa Econômica Federal e o Mínistério da Saúde", cita o juiz Sergio Moro.
Conforme o MPF, a agência de publicidade orientava, como contrapartida, que as empresas contratadas para efetivar os serviços ao ministério e à Caixa fizessem depósitos de comissões em contas de empresas controladas por André Vargas e os irmãos, Leon e Milton Vargas.

Declaração de Aécio contra Cunha desgasta relação entre PSDB e PMDB


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A afirmação do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, de que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não terá condições de comandar a Câmara dos Deputados caso vire réu no processo da Lava Jato causou insatisfação nesta sexta-feira (28) e desgastou a relação entre tucanos e peemedebistas.
Deputados dessas duas legendas, que dão sustentação política a Cunha, disseram ter sido pegos de surpresa com a declaração de Aécio, dada em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, do programa "SBT Brasil".
O próprio Cunha, que está em viagem a Nova York, manifestou grande descontentamento a tucanos mais próximos, entre eles o líder da bancada tucana na Câmara, Carlos Sampaio (SP). Ele recebeu desses deputados a garantia de que Aécio iria a público amenizar o tom da declaração.
A assessoria do presidente do PSDB chegou a anunciar uma entrevistas coletiva de Aécio para a tarde desta sexta-feira, ocasião em que ele falaria da recessão da economia e de "outros assuntos", mas a fala foi cancelada.
Ao "SBT Brasil", Aécio afirmou que com eventual decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar a denúncia do Ministério Público contra Cunha "fica muito difícil a permanência" do deputado na presidência da Câmara.
"A aceitação da denúncia por parte do Supremo [Tribunal Federal] tira as condições, acredito eu, mínimas de condução da Câmara dos Deputados."
Cunha é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ser destinatário de US$ 5 milhões desviados dos cofres da Petrobras. Caso o plenário do STF decida aceitar a denúncia, é aberto o processo contra o peemedebista e ele vira réu.
Integrantes de partidos de esquerda com o PSOL e o PT pedem o afastamento de Cunha desde já, mas nos bastidores o presidente da Câmara ainda conta com sólido apoio, incluindo o dos principais líderes da bancada de deputados tucana.
Aécio, porém, já havia manifestado em reunião a portas fechadas com senadores de oposição na terça (25) que era preciso adotar um discurso mais coerente em relação às suspeitas de corrupção no país.
O PSDB pede a saída de Dilma Rousseff, entre outras coisas, devido ao escândalo da Lava Jato. Mas vem adotando uma posição bem mais leniente em relação a Cunha, com apoio massivo a ele, nos bastidores, por parte dos deputados do partido.
RENÚNCIA
Os principais integrantes da bancada de deputados do PSDB passou o dia de ontem tentando uma saída para minimizar o desgaste com Cunha.
Em outros partidos de oposição, o discurso moderado dos dias anteriores foi mantido, mas com a ressalva de que é preciso aguardar os desdobramentos.
"Há uma denúncia contra o Cunha, mas tem que dar a ele o direito de defesa. Que siga-se o rito que se impõe para o caso. Se houver evidências, ai sim, deve haver o afastamento", afirmou o presidente do DEM, senador José Agripino (RN).
No PMDB, as declarações de Aécio foram criticadas.
"O PMDB não concorda com essa leitura. O Eduardo Cunha não pode esperar solidariedade da oposição e certamente não terá. É precipitada essa posição do Aécio Neves, já que tem de prevalecer a presunção de inocência", disse o líder da bancada do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ).
Nos bastidores, porém, integrantes do partido já discutem um possível cenário de renúncia, com discussão sobre uma lista prévia de nomes peemedebistas que poderiam disputar a eleição da Câmara no caso da saída de Cunha.
Entre os cotados estão o atual ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo, que retomaria seu mandato de deputado. O nome é do agrado do vice-presidente, Michel Temer. Contariam com o apoio de Cunha Manoel Júnior (PB) e Picciani.
PT
Até o momento, as lideranças partidárias das maiores legendas têm procurado evitar adesão ao movimento contrário ao presidente da Câmara. Na última semana, o PT precisou agir em peso para não permitir que deputados assinassem o manifesto encabeçado pelo PSOL que pede a saída de Cunha da presidência da Casa.
Ana Perugini (PT-SP) chegou a aderir ao movimento. Minutos antes da divulgação da lista, porém, ligou para o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ), e pediu a retirada de seu nome.
Mesmo com todos os esforços do líder na Casa, Sibá Machado (AC), o PT é a maioria dos apoiadores do manifesto "fora Cunha", com 18 entre os 35 apoiadores.
A cautela do PT foi costurada por Lula, que chegou a conversar com Sibá na última semana, avaliando que a situação política na Câmara ficaria "desgovernada" se o partido se voltasse oficialmente contra Cunha ou liberasse sua bancada para isso.
A mesma avaliação foi feita pelo presidente petista, Rui Falcão, em jantar na última segunda com o líder do governo José Guimarães (PT-CE).
Colaborou AGUIRRE TALENTO 

Suspeitos 'não têm medo', diz tio de menina abusada em ônibus escolar


Quatro menores são suspeitos de estupro coletivo, segundo a polícia.
Caso aconteceu em Formoso do Araguaia, na região sul do Tocantins.

Patrício ReisDo G1 TO
Meninas sofreram abuso no fundo de um ônibus escolar (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Meninas sofreram abuso no fundo de um ônibus escolar (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Os menores suspeitos de estuprarem duas meninas, uma de sete e outra de cinco anos, em Formoso do Araguaia, não têm medo da polícia e já ameaçaram a família de uma das crianças. A afirmação é do tio de uma das vítimas. Em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (28), o homem, que pediu para não ter o nome revelado, disse que a ameaça foi feita para a mãe da menina de cinco anos. "Eles disseram que não tinham medo da polícia e nem de ninguém e que era para [os parentes] ficarem calados", contou ele. Segundo a polícia, os jovens têm entre 14 e 16 anos.(veja vídeo)
saiba mais

Os abusos contra as crianças aconteceram no fundo de um ônibus escolar, durante o trajeto entre o assentamento Pirarucu e Formoso do Araguaia, na região sul do Tocantins.
Ainda segundo o homem, dois dos quatro menores suspeitos de participarem do estupro são irmãos. "A mãe deles disse para o conselho tutelar que ninguém dava jeito neles", contou. O homem revelou também que todos os adolescentes vivem no mesmo assentamento que as famílias das vítimas.
Procurado pelo G1, o Conselho Tutelar de Formoso do Araguaia disse que conversou com os adolescentes e com os parentes deles, mas que toda a investigação está sendo feita pela polícia e MPE. "Em momento algum eles assumiram os abusos. Hoje eu fiquei sabendo através de testemunhas que eles estão abalados e dizendo que podem pagar por algo que não fizeram", disse o conselheiro tutelar Sanderson Bezerra da Silva. Segundo ele, os adolescentes não estão frequentando a escola e serão visitados novamente.
Sobre as ameaças supostamente sofridas pela mãe da menina de cinco anos, o conselheiro disse que a mulher realmente denunciou o caso. Silva também afirmou que manteve contato com o motorista do ônibus. "Ele disse que não viu nada, mas que está sempre colaborando com as investigações." A polícia informou que uma investigação sobre o condutor pode ser aberta, para averiguar se houve negligência.
Os estupros
Segundo a Polícia Civil, os abusos aconteceram no final do mês de junho deste ano, mas o caso só foi denunciado no começo de agosto. (Veja o vídeo)
Quatro adolescentes participaram do crime, conforme a polícia. Três deles foram autuados por cometerem os estupros e o quarto por gravar os abusos em um celular.
Ainda segundo a polícia, a conjunção carnal foi confirmada por exame apenas na menina de sete anos. Na outra criança foi verificada a prática de atos libidinosos, que também é considerada estupro pela lei brasileira.
A menina de sete anos, que vivia com os avós, foi levada para a casa de parentes em Goiás para receber tratamento psicológico. "Ela vai ter acompanhamento de psicólogo. Eu quero apenas que eles sejam punidos pelo que fizeram", disse um dos parentes em entrevista à TV Anhanguera.
Internação
O Ministério Público Estadual informou nesta sexta-feira (28) que a promotoria ainda está analisando o inquérito policial. A investigação foi entregue ao MPE no dia 21, segundo a delegada Áurea Batista, responsável pelo caso. Enquanto isso, os adolescentes seguem em liberdade.O órgão não deu uma previsão para o pedido de internação dos menores para evitar o risco de fuga.
ônibus estupro tocantins (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Estupro teria acontecido dentro de ônibus escolar em Formoso do Araguaia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)