Casal que aterrorizava estudantes do Colégio Estadual é preso em flagrante


Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

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Casal é usuário de drogas e alimenta o vício com assaltos e furtos. Foto: AN/Banda B
Um casal que assaltava constantemente os alunos do Colégio Estadual do Paraná, na av. João Gualberto, no Centro de Curitiba, foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (28). Daniele de Castro Bueno Cardoso Ortigas, 33 anos, e Wellignton Carnecutti, 23 anos, são namorados e aproveitavam as entradas e as saídas do colégio para assaltar os estudantes. A farra acabou.
Por volta das 7h30, dois estudantes caminhavam em direção ao portão principal de acesso ao colégio quando foram abordados pelo casal, que é usuário de drogas. Os bandidos pararam em frente aos alunos e mostraram uma faca. Eles conseguiram fugir e acionaram a Polícia Militar (PM), que, em patrulhamento, alcançou a dupla.
De acordo com os estudantes, os assaltos eram constantes e sempre cometidos pela mesma dupla. Na delegacia, sete estudantes reconheceram oficialmente o casal de namorado como assaltantes. Eles já estiveram detidos por, menos três vezes. Desta vez, estão presos no 1º Distrito Policial, no Centro de Curitiba.
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Polícia prende três assaltantes e recupera carro roubado em Curitiba


Da Redação com Polícia Civil

Após investigações, policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), em duas diligências distintas, prenderam três pessoas e recuperaram um veículo roubado, nos dias 25 e 26 de agosto, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
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(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Josiel dos Santos Dias, 19 anos; Renato de Paula Silva, 36, conhecido por “Armagedon”; e Jorge Luiz de Mattos Júnior, 27; conhecido por “Gigante” foram presos em flagrante.
Na primeira diligência, nesta terça (25), na CIC, o Cope deteve Josiel, que estava na posse de um veículo VW Fox, roubado a mão armada no dia 19 de agosto. Os policiais chegaram até o suspeito, após informações de que o veículo roubado foi utilizado em furtos a residências um dia antes da prisão do suspeito. No interior do automóvel, os policiais encontraram eletrônicos, como televisões e videogames levados de residências. Josiel já tinha passagens pela polícia e responderá agora pelo crime de receptação.
Já na quarta-feira (26), também na CIC, as polícias prenderam “Armagedon” e “Gigante”, suspeitos de integrarem uma organização criminosa. A dupla possui mandado de prisão em aberto e diversas passagens pela polícia, pelos crimes de roubo, receptação, porte de arma e associação ao tráfico de drogas.
Todos os suspeitos foram encaminhados ao Cope, onde permanecem à disposição da Justiça.
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Jovem é atingido por copo durante briga e por pouco corte não atinge veia do pescoço


Por Marina Sequinel e Danaê Bubalo
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(Foto: Danaê Bubalo/Banda B)

Um jovem de 18 anos ficou gravemente ferido depois de ser atingido por um copo de vidro no pescoço durante uma briga no começo da noite desta sexta-feira (28). O caso aconteceu em uma praça próximo das ruas Cidade de Palmas e São José dos Pinhais, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba.
Segundo o soldado Jessé, do Corpo de Bombeiros, William Thiago Pereira estava com os amigos quando se envolveu em uma discussão. “O que nós soubemos foi que ele teve um desentendimento com outro rapaz, que acabou acertando um copo de vidro no rosto e no pescoço da vítima”, disse ele em entrevista à Banda B.
Por pouco, o corte não atingiu a artéria carótida de William, responsável por levar o sangue até o cérebro. “Por três centímetros o ferimento não pegou a artéria. Quando ela é lesionada, muito frequentemente a vítima acaba morrendo. Ele teve muita sorte, ainda mais porque os amigos estavam junto e o socorreram rapidamente”, concluiu o soldado.
A Polícia Militar realizou patrulhas na região, mas o autor da agressão não foi localizado. O jovem foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador.

Após chuvas fortes, agosto deve terminar com tempo ensolarado no Paraná


Por Marina Sequinel

Quem gosta do céu azul e do tempo ensolarado tem um motivo a mais para ficar feliz: o sol deve continuar predominando ao longo deste domingo (30) e também nesta segunda-feira (31) em todo o Paraná. As temperaturas prometem ser mais amenas ao amanhecer, mas a previsão é de que as tardes sejam quentes.
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(Foto: Luiz Henrique de Oliveira – Banda B)
Em Curitiba, a máxima esperada para a segunda é de 30°C, com mínima perto dos 9°C e 10°C. “A massa de ar que está sobre o estado se tornou aquecida, o que diminuiu ainda mais as possibilidades de chuva. Por isso, ao longo dos dias, as temperaturas ganham rápida elevação”, disse a meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Sheila Paz, em entrevista à Banda B na tarde deste sábado (29).
Segundo ela, as chuvas devem voltar ao Paraná a partir de terça-feira (1º), o que indica que a precipitação acumulada permaneceu abaixo da média no mês de agosto (o primeiro evento chuvoso aconteceu no último dia 18). Na capital, por exemplo, choveu até o momento 25,4 mm, enquanto a média do mês é de 73 mm; em Foz do Iguaçu, esses números são 44,4 mm e 107 mm e, em Londrina, 32,2 mm e 50 mm, respectivamente.
Amanhã, os termômetros devem chegar aos 26°C em Curitiba, com mínima de 9°C, e aos 32ºC em Guaíra, com mínima de 15°C. Em Paranaguá, a máxima prevista é de 26°C e a mínima de 15°C, já em Paranavaí é de 30°C e 17°C.

Beto Richa na adesão do governador do Mato Grosso ao PSDB


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O governador do Mato Grosso, Pedro Taques, é a mais nova liderança do PSDB. A assinatura da ficha de filiação marcou evento organizado neste sábado (29) pelo tucanato nacional. Taques estava no PDT, onde não se sentia muito a vontade. “Sou um soldado do PSDB para mudar o Brasil junto”, disse.
O governador do Paraná, Beto Richa, participou do ato. “A filiação dele é a mudança segura para atender ao clamor popular que quer ética, decência e verdade na vida pública. Estou muito feliz em estar participando deste momento histórico para o Mato Grosso, para o PSDB e para a política nacional”. Na solenidade tamb´m os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), dos governadores Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perillo (GO), Reinaldo Azambuja (MS) e Simão Janete (PA) e do presidente regional do partido, o deputado federal Nilson Leitão.

CONCURSO 1737 DA MEGA-SENA AUMULA E PRÊMIO PODE CHEGAR A R$ 39 MILHÕES




OS NÚMEROS SORTEADOS FORAM: 05, 08, 42, 50, 51 E 59

Mega-Sena (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 1737 da Mega-Sena, cujo sorteio foi realizado em Alto Rio Novo (ES). Os números sorteados foram: 05, 08, 42, 50, 51 e 59. A estimativa do prêmio para o próximo concurso é de R$ 39 milhões.

A quina teve 73 apostas ganhadoras e cada sortudo receberá R$ 49.031,90. Já a quadra teve 5.770 palpites vencedores e pagará o prêmio de R$ 886,19.
Os sorteios da Mega-Sena  são promovidos pela Caixa Econômica Federal duas vezes por semana, às quarta-feiras e aos sábados. A aposta mínima, de seis números, custa R$ 3,50. Quem quiser participar pode comprar seu bilhete até às 19h do dia do sorteio (no horário de Brasília), em qualquer lotérica do Brasil. Os clientes da Caixa com acesso ao internet banking podem fazer suas apostas na Mega-Sena pelo computador. Para isso, é preciso ter conta corrente no banco e ser maior de 18 anos. O serviço funciona diariamente, das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteio (quarta-feira e sábado), quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.
Para a aposta simples, de apenas seis números, a probabilidade de ganhar é 1 em 50 milhões, mais precisamente de 1 em 50.063.860, de acordo a Caixa. Já para a aposta máxima, de 15 números, com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acerto é de 1 em 10 mil.

De dentro da cela, preso liga para diretora do presídio, em Guajará, RO



Apenado fingiu ser o próprio advogado e questionou falta de visitas.
Após revista, agentes encontraram celular escondido entre parede e colchão.

Júnior FreitasDo G1 RO
A suspeita da diretora do presídio se confirmou quando foi verificado o registro das ligações feitas do aparelho para a Casa de Detenção (Foto: Júnior Freitas/G1)A suspeita da diretora do presídio se confirmou com
os registros das ligações (Foto: Júnior Freitas/G1)
Um preso telefonou, de dentro da cela, para a diretora da Casa de Detenção de Guajará-Mirim (RO), a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, por volta das 22h de sexta-feira (28). A diretora recebeu várias ligações do apenado que se passava pelo próprio advogado, e a questionava sobre os motivos de o suposto cliente não estar recebendo visitas.
Segundo agentes penitenciários, a diretora percebeu que havia algo estranho e pediu que o homem retornasse a ligação dentro de dez minutos, para que ela pudesse então dar uma resposta. Desconfiando que poderia ser um preso passando um trote, ela solicitou aos agentes uma revista de rotina na cela, momento em que foram encontrados o celular com uma bateria e um microchip, escondido entre a parede e um colchão.
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A suspeita da diretora se confirmou ao verificar o registro das ligações feitas do celular encontrado. O número da Casa de Detenção havia sido discado várias vezes, poucos minutos antes. Ao ser questionado sobre a procedência do objeto, o apenado assumiu ser o dono, mas se recusou a informar de que maneira o havia adquirido.
A Polícia Civil vai investigar como o aparelho entrou na unidade

Jovem morre na hora ao ser atropelado por carro na Estrada da Ribeira; motorista fugiu


Por Marina Sequinel e Juliano Cunha
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(Foto: Juliano Cunha – Banda B)

Um jovem de 23 anos morreu atropelado por um carro em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, na tarde deste sábado (29). O caso aconteceu na Estrada da Ribeira, próximo ao terminal de Guaraituba.
Segundo o soldado Lima, da Polícia Militar (PM), Everton da Silva estava a caminho da casa do pai quando um veículo o atingiu. “Ele morreu na hora e o motorista fugiu, por isso não sabemos qual é o modelo do automóvel que o atropelou”, disse ele em entrevista à Banda B.
O pai da vítima foi avisado do ocorrido e já se deslocou até o ponto do acidente. “Esse é um local bem complicado, porque, muitas vezes, o pessoal não respeita o limite da área urbana e segue em alta velocidade”, completou o soldado.
O corpo de Everton foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Curitiba.

Guerra de milicianos deixa dois mortos e seis feridos na Zona Oeste do Rio


Confronto aconteceu na tarde deste sábado em Paciência
Confronto aconteceu na tarde deste sábado em Paciência Foto: Foto do WhatsApp
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Uma troca de tiros deixou pelo menos duas pessoas mortas e outras seis feridas, neste sábado, em Paciência, na Zona Oeste do Rio. O tiroteio ocorreu em um bar na Rua 1 próximo à Estrada de Paciência, na localidade conhecida como União. A polícia investiga a informação de que um racha na maior milícia do Rio pode ter sido a causa da troca de tiros. Não há informações da identidade e estado de saúde dos feridos encaminhados para o Hospital estadual Rocha Faria, em Campo Grande.
Um dos feridos levado para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, é o mecânico Thiago Lima Nunes, de 26 anos. As balas atingiram o pé direito e a perna esquerda.
Policiais estão na localidade conhecida como União
Policiais estão na localidade conhecida como União Foto: Bruno Alfano
Homens da Divisão de Homicídios (DH) e da Coordenadoria de Recursos Especiais estão no local. A denúncia chegou pelo WhatsApp do EXTRA (21 99809-9952 e 21 996441263). Segundo moradores da região, o tiroteio começou por volta das 12h30m.
Marcas de tiros em carros na Rua 1
Marcas de tiros em carros na Rua 1 Foto: Bruno Alfano
- O tiro rolou solto perto do bar. Algumas pessoas foram levadas para o hospital - relatou um morador que preferiu não se identificar.
A informação inicial é que os atiradores estariam em um carro de placa não anotada. A polícia tenta confirmar se entre os feridos está um homem ligado ao ex-PM Toni Ângelo de Souza Aguiar, o Toni.
Toni foi preso após ser baleado em uma boate em Campo Grande
Toni foi preso após ser baleado em uma boate em Campo Grande Foto: Marcelo Theobald / Extra
- Quatro pessoas encapuzadas saíram de um carro preto disparando tiros contra quem estava no bar. Sabemos que uma pessoa ligada ao Toni estava no local. Não teve tiroteio durante a semana. Estamos assustados - diz um morador que não quis ser identificado.
Um dos chefes da milícia, Toni foi preso após ser baleado em uma boate, em 2013, em Campo Grande, também na Zona Oeste. Na ocasião, um agente penitenciário que trocou tiros com o ex-PM foi morto.
Toni travava uma disputa de poder com o ex-aliado Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman
Toni travava uma disputa de poder com o ex-aliado Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman Foto: Bruno Gonzalez / Extra
Toni trava uma disputa de poder na milícia com seu ex-aliado Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman. O racha aconteceu no ano passado quando Batman escolheu Ricardo Gildes, o Dentuço para administrar as verbas da milícia. Em novembro de 2014, Dentuço foi assassinado por Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes. O crime teria sido encomendado por Toni, que não concordou com a escolha feita por seu ex-aliado.


Cientista brasileiro vende empresa de biotecnologia por R$ 1,5 bilhão


Brasileiro fez doutorado na Universidade de Cornell nos Estados Unidos.
Ele fundou empresa que faz kit rápido de diagnóstico bacteriano.

Do G1, em São Paulo
Leonardo Teixeira,  GeneWeave BioSciences (Foto: Divulgação/Universidade de Cornell)Leonardo Teixeira, GeneWeave BioSciences.
(Foto: Divulgação/Universidade de Cornell)
Uma empresa de biotecnologia fundada nos Estados Unidos com a ajuda de um pesquisador brasileiro foi vendida neste mês para a Roche por US$ 425 milhões (pouco mais de R$ 1,5 bilhão no câmbio atual).

A GeneWEAVE Biosciences foi cofundada por Leonardo Maestri Teixeira junto com outro amigo durante o período em que estava na Universidade de Cornellpara desenvolver o doutorado.
Teixeira foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). De acordo com a Capes, a ideia da empresa surgiu em uma disciplina sobre empreendedorismo e acabou executada paralelamente às atividades do bolsista.
"Tínhamos que trabalhar um plano de negócios conceitual em cima de uma ideia. Discutimos sobre diversas ideias, até resolvermos buscar um problema de países em desenvolvimento como o Brasil", explicou.
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O diagnóstico da tuberculose foi o primeiro foco, depois alterado para infecção hospitalar.
"Buscamos uma solução para a erradicação da tuberculose, focando no diagnóstico. Daí surgiu o conceito da tecnologia, que posteriormente patenteamos e aprovamos um projeto para o desenvolvimento da prova de conceito da ideia que tivemos", relatou o brasileiro para a Capes.
Diante dos primeiros bons resultados, Teixeira partiu para obter recursos em competições para empreendedores. Com os prêmios em dinheiro conquistado nessas "disputas de plano de negócio", a equipe foi ampliada e o foco, alterado.
GeneWeave desenvolveu processo rápido que aponta melhor tratamento antibiótico. (Foto: Reprodução/GeneWeave)GeneWeave desenvolveu processo rápido que
aponta melhor tratamento antibiótico. (Foto:
Reprodução/GeneWeave)
"Para conseguirmos capital semente, mudamos o foco do nosso kit de diagnóstico de tuberculose para infecção hospitalar, já que este era um problema dos EUA, e consequentemente facilitaria a captação de recursos", disse.

Investimento e retorno
Entre 2010 e 2014, a empresa captou US$ 25,2 milhões de dólares junto a investidores. Por isso, Teixera lembra que na venda da empresa, como ocorre com a maioria das start-ups, os investidores ficarão com boa parte do valor da venda.
"(...) Sofri uma grande diluição durante os investimentos, o que é normal em uma empresa que recebe recursos de capital de risco. E que estes investidores ficam com a maior parte do retorno da venda. Isto é normal, já que o risco de capital é todo deles. Enfatizo isto para os que não são familiarizados com estes negócios acharem que fiquei bilionário", dsse.
Segundo o pesquisador, a venda da GeneWEAVE sempre foi uma das hipóteses consideradas pelo grupo. "Desde 2014 já temos alguns equipamentos em teste em alguns hospitais, e começamos a apresentar os resultados em algumas feiras setoriais, já no intuito de divulgar o produto e a empresa para uma possível venda, que ocorreu no início de agosto", contou Leonardo.
"A aquisição teve um aporte inicial de apenas 40% do valor, ficando o restante dependendo dos resultados e metas negociadas. Ou seja, apenas começou. Nosso objetivo é realmente ver o produto em todos os hospitais, salvando milhares de vidas por ano, já que esta foi a proposta inicial", explica.
Em nota, a Roche justificou a aquisição para seus investidores afirmando que a GeneWEAVE tem uma solução inovadora para diagnóstico molecular que identifica rapidamente organismos resistentes e avalia sensibilidade aos antibióticos diretamente a partir das amostras clínicas, sem processos complicados e demorados.
O produto desenvolvido pela empresa fundada pelo brasileiro foi considerado um "novo paradigma" pela Roche.
Trabalho paralelo
Apesar de a ideia do projeto ter surgido durante uma disciplina, todo o desenvolvimento ocorreu sem tratar do mesmo tema específico do doutorado, realizado entre os anos de 2004 e 2008.
"O trabalho da tecnologia da GeneWEAVE foi feito em paralelo por exigência do meu orientador, já que o desejo de trabalhar em algum projeto para iniciar uma empresa surgiu em uma disciplina de empreendedorismo", explicou.

Teixeira resssalta que o trabalho da disciplina não tinha relação específica com o trabalho de conclusão da tese. "O projeto da empresa, assim como o modelo de negócios inicial foi elaborado nesta disciplina, ainda sem trabalho de bancada. Por incrível que pareça, nós dois ficamos com uma péssima nota nesta disciplina, na verdade a pior do meu histórico!", lembra bem-humorado.

A trajetória acadêmica da Teixeira foi marcada pelo foco na pesquisa, com apoio da Capes. "Durante a minha graduação em Ciência e Tecnologia de Laticínios na UFV tive bolsa de iniciação científica e, posteriormente com bolsa da Capes, fiz meu mestrado em Microbiologia Agrícola nesta mesma instituição."

De volta ao Brasil, Teixeira acredita que o conhecimento obtido no exterior está sendo revertido para o país. "Hoje sou diretor-presidente de um instituto (Instituto de Tecnologia e Pesquisa - em Sergipe), que é uma referência nas áreas de atuação, com mais de 60 pesquisadores doutores, muitos deles com bolsa de produtividade em pesquisa."
Em imagem de arquivo de 2008, Leonardo Teixeira, Jason Springs e Diego Rey, da GeneWeave BioSciences recebem prêmio de empreendedorismo na Universidade de Cornell. (Foto: Divulgação)Em imagem de arquivo de 2008, Leonardo Teixeira (camisa branca), Jason Springs e Diego Rey, da GeneWeave BioSciences recebem prêmio de empreendedorismo na Universidade de Cornell. (Foto: Divulgação)

Caminhoneiro pula de veículo antes de colidir na traseira de caminhão


Cabine ficou destruída, mas motorista não se feriu.
Rodovia de Lins (SP) não precisou ser interditada.

Do G1 Bauru e Marília
Caminhão bateu na traseira de veículo canavieiro (Foto: Rodrigo M.S. / arquivo pessoal)Caminhão bateu na traseira de veículo canavieiro (Foto: Rodrigo M.S. / arquivo pessoal)
Dois caminhões se envolveram em um acidente no km 435 na rodovia Marechal Rondon, em Lins(SP), na tarde de sexta-feira (28). A cabine ficou destruída, mas a polícia informou que o caminhoneiro pulou da cabine antes da batida e não teve ferimentos.
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Segundo informações da Polícia Militar, um caminhão, que transportava uma máquina retroescavadeira, bateu na traseira do outro veículo com carga de cana-de-açúcar.  A pista não precisou ser interditada. A polícia investiga as causas do acidente.
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Cabine ficou destruída (Foto: Rodrigo Santos / arquivo pessoal)Cabine ficou destruída (Foto: Rodrigo M.S. / arquivo pessoal)

A elitização do futebol: ingresso brasileiro é o mais CARO do mundo

Arquibancadas vazias: a elitização chegou aos estádios brasileiro (Foto: Getty Images)
ESPORTE

Torcedor que ganha salário mínimo precisa trabalhar 11 horas para entrar no estádio, enquanto o alemão leva menos de duas

TEXTO: RODRIGO CAPELO INFOGRÁFICO: GIOVANA TARAKDJIAN
28/08/2015 - 08h01 - Atualizado 28/08/2015 13h20
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Profut, sancionado por Dilma Rousseff no início deste mês, determina que clubes de futebol, aqueles que decidirem renegociar suas dívidas fiscais com o governo, mantenham "oferta de ingressos a preços populares". Não especifica nem quantos bilhetes, nem a que preço. Mas devia. O ingresso brasileiro é o mais inacessível do mundo para a camada socioeconômica mais baixa da população.
Quantas horas uma pessoa que receba um salário mínimo precisa trabalhar para comprar o tíquete mais barato? A conta, aqui, foi feita por Oliver Seitz*, brasileiro que leciona administração esportiva na University College of Football Business em Londres: divide-se o salário mínimo pela carga horária de trabalho de cada país, depois pelo preço do ingresso mais baixo disponível. Vamos nos restringir aos campeões da última temporada, até porque o jogo do último colocado naturalmente tem menos demanda do que o do primeiro.
Um torcedor brasileiro precisa trabalhar dez horas e 18 minutos para comprar um ingresso, o mais barato, do Cruzeiro. Se o sujeito quiser ir ao Mineirão todo domingo, agora que o time não disputa mais a Copa do Brasil, precisa dedicar quase um quarto da carga de trabalho semanal só para comprar a entrada. Sem considerar transporte, talvez estacionamento, alimentação dentro ou fora do estádio. Um alemão, no lado oposto, tem de ficar na labuta uma hora e 48 minutos para assistir a uma partida do Bayern de Munique.
Talvez a Alemanha não seja a comparação mais justa, porque lá existe a filosofia de perder alguma receita no fim da temporada em prol de uma arena plenamente ocupada. Mas o Brasil é menos acessível do que todos os outros principais países do futebol.
Um francês, no país que tem uma das cargas de trabalho mais baixas da Europa, trabalha duas horas e 36 minutos para ver oParis Saint-Germain. Um inglês, no território onde a camada mais pobre da população vê futebol pela TV a cabo e ingressos são reconhecidamente caros, leva seis horas e 18 minutos por uma partida do Chelsea. Até argentinos e portugueses, em economias bambas, têm de trabalhar menos para assistir a Racing e Benfica.
Esta análise não pode considerar só o valor do tíquete, mas opoder de compra da população. E elitização se mede não com números médios de preço do ingresso e renda do torcedor, mas mínimos. 
Comparação dos preços de ingressos dos campeões das principais ligas do mundo em 2014 (Foto: Infográfico: Giovana Tarakdjian)
Cruzeiro, por acaso, está bem perto da média da primeira divisão brasileira: 11 horas e oito minutos de trabalho por um ingresso. Alguns demandam um pouco menos, outros muito mais. O mais legal é que, a partir da comparação do futebol brasileiro com as principais ligas europeias, é possível determinar um valor acessível para o cidadão menos endinheirado: R$ 20,63, ou quatro horas e 15 minutos de trabalho com um salário mínimo por mês.
Comparação dos preços de ingressos da primeira divisão do futebol brasileiro em 2015 (Foto: Infográfico: Giovana Tarakdjian )
O ideal, para um estádio de futebol, é que o preço do ingresso seja alto suficiente para que o mandante consiga dinheiro para investir em atletas, mas baixo suficiente para que o estádio esteja totalmente ocupado. O futebol inglês pode se dar ao luxo de cobrar mais caro pelo tíquete porque, afinal, lá os campeões têm 100% dos lugares preenchidos. No Brasil, onde a média nacional fica na casa dos 40%, a maior parte das arquibancadas que fica vazia todo jogo poderia ser ocupada pela camada mais pobre da população. Aquela que, antes da modernização dos estádios forçada pela Copa do Mundo, normalmente comparecia toda quarta e domingo para apoiar o time. Maximizaria, inclusive, as receitas. Um bom negócio para todos.
Não quer dizer que todos ingressos devam custar 20 pratas. Nem que, se custassem, estádios seriam preenchidos. Há mais variáveis que atraem ou afastam torcedores: desempenho do time, ídolo(s), acesso à arena, segurança, conforto, dia, horário, clima, fase do campeonato, se são pontos corridos, se é mata-mata. Mas é fato que o preço é um fator determinante. Tanto que o São Paulo, em 2013, quando baixou preços de ingressos de R$ 26 para R$ 11, em média, aumentou a média de público do Morumbi de 8.500 para 29.800 por jogo. O erro são-paulino, o mesmo cometido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) no Campeonato Carioca de 2015, foi fixar a quantia em um teto (o valor do bilhete mais caro), e não trabalhar a precificação a partir de um piso (o do mais barato).
Arena lota de baixo para cima. Quando começam as vendas, primeiro esgota o setor que tem entradas mais baratas. Depois, o seguinte. Depois, o seguinte. Se a primeira faixa de preço é cara demais para o torcedor que ganha um salário mínimo, ela é ocupada por outro, e este deixa de pagar pelo setor seguinte. O resultado é que, na hora do jogo, as arquibancadas mais salgadas, geralmente as que ficam visíveis durante a transmissão da partida pela TV, ficam às moscas. O Corinthians passa por isso em Itaquera. Atlético-MG e Cruzeiro, no Mineirão. O Palmeiras, no Allianz Parque. Em resumo: estádio precisa ser setorizado, e as faixas de preço dos ingressos precisam atender a todo tipo de público, do popular à elite, até encher a casa.
O cartola vai argumentar, como já faz, que o preço mínimo precisa ser alto para privilegiar o sócio-torcedor e incentivar a adesão ao programa. Só que para o fulano que ganha R$ 788 por mês gastar R$ 30 só para ter preferência na compra de ingressos, ou desembolsar para lá dos R$ 100 mensais para conseguir 25%, 50% ou 75% de desconto e ainda ter que pagar pelos bilhetes, tampouco é acessível. Também tem a meia-entrada, outro complicador, um problema de toda casa de entretenimento, do cinema e ao concerto musical. Mas nem assim se pode ignorar: futebol está caro demais.
Depois de longas discussões entre CBF, clubes e Bom Senso FC, deputados federais e senadores, esses responsáveis por representar a população brasileira, concordaram com um Profutque agrada a todos, menos ao torcedor. A CPI do Futebol do senador Romário (PSB-RJ) foi para cima dos sigilos bancário e fiscal de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, mas tampouco deu atenção a um dos poucos legados da Copa, a reconstrução dos estádios brasileiros e a consequente exclusão dos cidadãos mais pobres. A considerar que o salário mínimo deveria ser de R$ 2.088,20 para igualar o poder de compra do brasileiro ao do estrangeiro, e que isso nocautearia de vez a economia, tampouco pode-se esperar por uma "ajuda" de Dilma. É isso, torcedor. Conforme-se em ver teu time pela televisão aberta.
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*Oliver Seitz é PhD em indústria do futebol e professor de administração esportiva da UCFB em Londres (oliver@brain.srv.br).