Fábio Júnior protesta contra o governo e a corrupção durante show em NY


 


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Enrolado com uma bandeira do Brasil nos ombros, o cantor Fábio Júnior usou o palco do maior evento promovido para brasileiros em Nova York, o Brazilian Day, para protestar contra o governo e a corrupção. No meio de sua apresentação, se virou para o público e disse que o que impera no país hoje é a "desordem e a roubalheira".
"O que é que está escrito na nossa bandeira?", perguntou o cantor. "Ordem e progresso", emendou. "Mas vocês sabem o que é que está acontecendo no Brasil, né?
Desordem e roubalheira. É uma quadrilha."
Em seguida, Fábio Júnior ensaiou um discurso ufanista. Disse ter "o maior orgulho" de vestir a bandeira do país, "mas às vezes eu tenho vergonha alheia, sabe? De ver os nossos governantes lá... todo mundo roubando, todo mundo metendo a mão, e eu querendo ser brasileiro, querendo agradecer onde eu nasci, o país em que eu acredito".
O cantor foi interrompido pelo público, que, em apoio, começou a gritar "eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor".
Nesse instante, Fábio faz uma nova intervenção: "Dilma, Lula, Zé Dirceu, PMDB, vocês não tem mais o que fazer, não, porra?". A plateia acompanhou a mudança de tom do cantor e passou a gritar: "Ei, Dilma, vai tomar no cu". Fábio se calou, mas direcionou seu microfone para o público.
"Vocês sabem onde tá aquele dedinho que o Lula perdeu, né? Onde é que ele enfiou, né? No nosso!", disse o cantor, em seguida.
O evento estava sendo transmitido ao vivo pelo MultiShow, canal a cabo do grupo Globo. O "protesto" do artista terminou em tom de lamento.
"E dói para caramba. É uma pena, uma judiação. Um país como o Brasil, um povo bacana para caramba, do bem, e a gente ser tão sacaneado", disse. Por fim, disse que depende do povo "mudar" o que está aí.

Adolescente que dirigia carro de luxo bate em moto e dois morrem


Batida aconteceu neste domingo (6); condutor do veículo tem 16 anos.
Segundo PM, piloto da motoneta invadiu a preferencial, em Ariquemes.

Jonatas BoniDo G1 Ariquemes e Vale do Jamari
Com a batida, jovens em moto foram arremessados no para-brisa (Foto: Jack Morares/ 24 Horas Notícias)Jovens em moto foram arremessados no para-brisa após colisão (Foto: Jack Morares/ 24 Horas Notícias)
Dois jovens que estavam numa moto, sendo um de 17 e outro de 19 anos, morreram neste domingo (6) após serem atropelados por um carro importato que era dirigido por um adolescente de 16 anos, em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. De acordo com a Polícia Militar, o veículo avaliado em R$ 123 mil seguia pela Rua João Pessoa, quando no cruzamento com a Rua Jacundá a motoneta teria invadido a preferencial, sendo atingida pelo carro.
Com a batida, os dois rapazes que estavam na moto foram arremessados contra o para-brisa do veículo e depois lançados no meio fio da rua, onde tiveram várias escoriações pelo corpo. Segundo a polícia, a motoneta na ocasião era pilotada pelo adolescente de 17 anos.
Acidente ariquemes (Foto: Josiel Silva/ Reprodução)Motorista de SUV foi levado até a delegacia local, 
acompanhado da mãe
(Foto: Josiel Silva/ Reprodução)
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu o piloto e o passageiro da moto, de 19 anos, até o Hospital Regional de Ariquemes, porém devido à gravidade dos ferimentos os dois morreram.
De acordo com a PM, o adolescente de 16 anos que dirigia o carro não se feriu. Ele chegou a fazer o teste do bafômetro, mas o resultado deu negativo. A mãe do menor foi chamada até o local do acidente e ambos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
O veículo importado, um SUV avaliado em R$ 123 mil, foi levado até a unidade policial por um tio do garoto, que foi até o local por ter Carteira Nacional de Habilitação.

'Foi cena de terror', diz morador que ajudou vítimas de acidente em Paraty


Veículo fazia linha geralmente utilizada por turistas que vão para Trindade.
Tragédia provocou a morte de 15 pessoas e deixou dezenas de feridos.

Do G1 Sul do Rio e Costa Verde
"As pessoas que estavam vivas tentavam sair não só pela janela, mas por qualquer buraco que tinha no ônibus. Tinha muita gente machucada, com hematomas fortes. Vi muito sangue. Foi uma cena de terror". Este é o relato do marceneiro Eliel da Silva, que ajudou no resgate das vítimas dograve acidente de ônibus em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, que deixou 15 mortos e 66 feridos, na tarde deste domingo (6).(assista ao vídeo aqui)
saiba mais

Silva mora na região e conta que ajudava no trabalho de resgate do Corpo de Bombeiros até quando viu que havia crianças entre os mortos. "Eu fiz o que eu pude. Eu ajudei até o momento em que vi crianças entre os mortos e gente mutilada. Depois disso, eu me emocionei demais e não consegui continuar", afirmou.
O marceneiro, no entanto, garantiu que não faltou ajuda das pessoas que passavam pela estrada. "Todo mundo que passava levava os feridos nos próprios carros de passeio para o hospital", disse.
Local do acidente de ônibus em Paraty (Foto: Editoria de Arte/G1)Local do acidente de ônibus em Paraty
(Foto: Editoria de Arte/G1)
Acidente
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o ônibus que se envolveu no acidente pertencia à empresa Colitur e fazia o trajeto entre Paratye a praia de Trindade. A linha é geralmente utilizada por turistas que aproveitam o sol na praia e voltam para o Centro de Paraty no fim do dia.
Inicialmente, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e o governo municipal informaram que 14 pessoas morreram no acidente. O número foi atualizado para 15 às 21h30, em uma coletiva de imprensa realizada pela secretário de Saúde de Paraty, Paulo Eduardo Gama Miranda. Uma das vítimas morreu no hospital.
O coletivo saiu de Paraty por volta das 12h10. O acidente aconteceu cerca de 30 minutos depois, quando o veículo passava por um local conhecido como "Morro do Deus Me Livre", na estrada que dá acesso a Trindade.
Segundo a Polícia Civil, o motorista perdeu o controle por conta de uma falha no freio e acabou caindo em uma ribanceira de aproximadamente 50 metros.
Luto e festa suspensa
A Prefeitura de Paraty decretou luto de três dias pelas vítimas fatais do acidente. Em nota publicada na página do Facebook, a administração pública também agradeceu "ao Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e equipe do hospital São Pedro de Alcântara, pelo empenho e dedicação no atendimento às vítimas. À Eletronuclear, pelo apoio. E às prefeituras de Ubatuba e de Angra dos Reis, por receberem os pacientes".
Por conta do acidente, a Prefeitura cancelou um show com a dupla João Pedro e Fabiano que estava previsto para acontecer às 21h30 deste domingo na cidade. A apresentação faria parte das celebrações da Festa de Nossa Senhora dos Remédios, que homenageia a padroeira da cidade.
"Suspendemos o show, pois ficou uma situação muito difícil para a população", disse o prefeito Carlos José Gama Miranda, mais conhecido como Casé, que confirmou a realização do desfile de 7 de setembro e os shows programados para a data.
O acidente aconteceu em um local conhecido como 'Morro do Deus Me Livre', na estrada que liga o Centro a Trindade (Foto: Reprodução/Globo News)O acidente aconteceu em um local conhecido como 'Morro do Deus Me Livre', na estrada que liga o Centro a Trindade (Foto: Reprodução/Globo News)

'Não queria de presente meu filho em um caixão', diz mãe de jovem morto


Enterro ocorreu na tarde de domingo (6), aniversário da mãe do jovem. 
Um suspeito foi preso e dois menores, liberados após serem apreendidos.

Julieta AmaralDa RBS TV
Mãe de Felipe chora durante sepultamento no cemitério em Rio Grande (Foto: Reprodução/RBS TV)Mãe de Felipe chora durante sepultamento no cemitério em Rio Grande (Foto: Reprodução/RBS TV)
Foi enterrado na tarde deste domingo (6) o corpo de Felipe Moraes, de 22 anos, morto em uma tentativa de assalto em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. Dois adolescentes e um adulto haviam sido detidos por suspeita de envolvimento no crime, mas os menores foram liberados por falta de provas. O enterro do jovem ocorreu no dia do aniversário de sua mãe.
Jovem de 22 anos está internado em estado grave (Foto: Reprodução/RBS TV)Jovem de 22 foi baleado na cabeça em tentativa
de assalto (Foto: Reprodução/RBS TV)
Felipe foi vítima de um tiro no ouvido durante um assalto na noite de sexta-feira (4). Segundo a Brigada Militar, ele deixava a casa da namorada, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta, no bairro Parque São Pedro. Os assaltantes fugiram sem levar nada.
O corpo de Felipe foi enterrado, na tarde de domingo (6), dia do aniversário de sua mãe. "Não queria de presente meu filho dentro de um caixão", emocionou-se Regina Moraes. A cerimônia foi de caixão fechado e acompanhada por centenas de pessoas. No local, havia muitas fotos do jovem, que tinha um irmão gêmeo, em momentos felizes.
Suspeitos preso e menores soltos
Durante a madrugada de domingo (6), dois adolescentes, de 16 e 17 anos, e um jovem de 18 anos haviam sido detidos em uma casa no bairro Castelo Branco. Os menores chegaram a ser levados ao Ministério Público, mas foram liberados por falta de provas que os relacionasse ao crime.
Pistolas foram apreendidas em Rio Grande (Foto: Brigada Militar/Divulgação)Pistolas foram apreendidas em Rio Grande
(Foto: Brigada Militar/Divulgação)
Com os suspeitos, foram apreendidas duas pistolas e uma moto furtada com a placa adulterada. Na Delegacia de Polícia, o menor de 17 anos assumiu o crime e, disse que estava dirigindo a moto. No entanto, depois ele recuou na versão. No último depoimento prestado, afirmou que estava assumindo o crime para outras pessoas.
O mais velho foi preso pela posse da moto roubada e porte ilegal de armas, e levado para a Penitenciária Estadual de Rio Grande.
Segundo a promotora Valdirene Sanches Medeiros Jacobs, não havia elementos suficientes para fazer uma representação ou denúncia formal contra os menores, como pedido de internação. A promotora acrescentou que a apresentação das armas e da moto não os ligavam ao crime.

Teori manda ao Paraná investigações sobre campanhas de Lula e Dilma


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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki desmembrou parte das investigações referentes à delação premiada do dono da UTC Ricardo Pessoa e remeteu para a primeira instância, na Justiça Federal do Paraná, citações à campanha de Lula em 2006 e da presidente Dilma Rousseff em 2010.
Em sua delação, Pessoa disse ter feito contribuições clandestinas para a campanha à reeleição do ex-presidente Lula em 2006.
Além disso, Pessoa também teria dito, segundo relatos, que fez repasses ilegais de recursos ao ex-deputado José de Filippi Júnior (PT-SP), que foi tesoureiro da campanha de Dilma em 2010 e de Lula em 2006.
Por isso, esse desmembramento deve levar as investigações sobre Filippi Júnior à primeira instância, já que ele não tem foro privilegiado.
Jorge Araujo/Folhapress
SAO PAULO SP Brasil 15 07 2015 O empresario Ricardo Pessoa investigado pelo Lava Jato chega ao TRE para prestar depoimentos sobre a eleição da presidente Dilma rousseff . Jorge Araujo Folhapress 703 ORG XMIT: XX
O empresário Ricardo Pessoa, da UTC, chega ao TRE-SP em julho
MORO
Com isso, o Ministério Público Federal no Paraná passa a ser responsável por essa parte da investigação, cujo juiz que a conduzirá será Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.
A campanha de Dilma em 2010 já está sendo investigada no Paraná, por causa de relato do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, também delator. Costa afirmou que providenciou para a campanha o repasse de recursos provenientes do esquema de corrupção da Petrobras, a pedido do ex-ministro Antônio Palocci. Palocci nega a acusação.
Teori manteve no Supremo a investigação sobre o ministro da Comunicação Social Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha à reeleição de Dilma no ano passado. Sobre ele, Pessoa afirmou que foi coagido para fazer doações à campanha petista.
Folha não obteve contato com o ex-tesoureiro Filippi Júnior. 

Polícia monitora bando de mais de cem homens que tomou o Jordão da milícia; ouça áudio


Rafael Soares

No último dia 26, bandidos da maior facção do tráfico do Rio se comunicavam por rádio após um tiroteio com PMs do 18º BPM (Jacarepaguá) no Morro do Jordão, na Taquara. No meio da mata atrás da favela, um dos 80 traficantes armados com fuzis que ocupam o local pedia a um comparsa em outro morro das redondezas da Praça Seca o envio de uma enfermeira para tratar os baleados. A conversa faz parte de um áudio investigado pela Polícia Civil, obtido pelo EXTRA.
— Os caras brotaram do nada. O bagulho ficou tenso. Dá uma ajuda aí — pede um traficante, ainda não identificado.
— Vou ver com a tia para ela dar uma ajuda aí. Quantos estão baleados aí em cima? Manda os “menor” descer, botar fogo lá no Catonho para a tia poder subir. A tia não vai ter condição de subir aí no mato para ver ninguém, não — responde o comparsa. ( Ouça o áudio)
Diná
Diná Foto: Divulgação/Polícia Civil
Durante três dias seguidos no fim de agosto, bandidos e PMs trocaram tiros na favela — a mais nova conquista dos traficantes da facção que ocupa o Complexo do Alemão, na Penha — e levaram medo à região, a 9km do Parque dos Atletas, que vai abrigar esportistas de todo o mundo durante as Olimpíadas. Há um mês, o bando chefiados por Sergio Luiz da Silva Junior, o Da Russa, expulsou os milicianos que agiam na área. O plano da cúpula da facção, entretanto, é maior: instalar bocas de fumo em todas as favelas ao redor da Praça Seca. Após o Jordão, a atenção dos traficantes se voltam para a Chacrinha, único reduto ainda sob a influência da milícia.
A investigação revela que, na madrugada de 26 de agosto, chegou à mata do Jordão um reforço de 30 homens, com coletes, fuzis e toucas ninja. O bando é chefiado por Douglas Donato Pereira, o Diná, que saiu do Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, após uma operação da Divisão de Homicídios, no mesmo dia. O bandido é procurado pelo assalto na Ceasa, que terminou com dois mortos no último dia 17.
Da Russa é o líder do bando
Da Russa é o líder do bando Foto: Reprodução
‘Como deixaram os caras subir?’
No áudio, os bandidos comentam sobre o reforço de bandidos que chegou ao Jordão. O traficante que está fora da favela reclama do número de baleados. “O morro tava tranquilão, tudo dominado, mandamos 30 homens pra reforçar. O que houve aí? Cadê os atividades, as contenções, as barricadas? Como deixaram os caras subir?”, pergunta o bandido.
A Polícia Civil também investiga se parte do bando que tomou o Jordão é formado por moradores do morro, que foram expulsos na época em que a favela era dominada pela milícia. Após as expulsões, o grupo teria ido se refugiar em outras favelas no entorno da Praça Seca. Outros bandidos investigados são oriundos do Juramento, invadido por um grupo rival no início de 2015.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-monitora-bando-de-mais-de-cem-homens-que-tomou-jordao-da-milicia-ouca-audio-17413126.html#ixzz3l04qDkHd

A segunda quebra da OGX, a petroleira de Eike Batista


Dois anos depois de entrar com pedido de recuperação judicial, empresa está bem perto de falir

SAMANTHA LIMA
05/09/2015 - 10h02 - Atualizado 05/09/2015 10h02
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NOVO RAMO Eike Batista em 2014, após se tornar réu. Ele agora quer fabricar adesivo contra impotência (Foto: Daryan Dornelles/Ed. Globo)
No início de 2014, o executivo Paulo Narcélio, especialista em encrencas, assumiu a mais difícil de sua carreira: reerguer a combalida petroleira OGX, do falido ex-bilionário Eike Batista. A companhia tinha muito menos petróleo do que Eike alardeara e, sobretudo por causa dessa lorota, quebrara. Mas Narcélio estava confiante. Apesar das cascatas de Eike, a OGX tinha reservas razoáveis de petróleo. Precisava de algum investimento para furar os poços. Bastava extrair o dinheiro de quem tinha interesse em extrair esse petróleo: os credores da empresa. Narcélio e os advogados envolvidos conseguiram convencer a maioria deles. Pelo plano de recuperação, a OGX conseguiria zerar os R$ 13,8 bilhões de dívidas e devolver algum dinheiro a quem tanto perdeu com a petroleira. Treze meses depois, nada deu certo. A falência da OGX é iminente.
plano de recuperação da empresa, aprovado em junho de 2014, tinha sido avaliado por uma consultoria externa. Ela atestou sua viabilidade, desde que uma série de condições fosse atendida. Uma era reduzir o tamanho da petroleira. Narcélio cortou custos e demitiu 70% dos funcionários. Outra era que o preço do barril ficasse em US$ 100. A queda para menos de US$ 50, neste ano, inviabilizou o resto. A OGX ficou novamente sem dinheiro – e começou a dar calote nos fornecedores, repetindo o ciclo da primeira quebra, ainda nos tempos de Eike soberano. Sem dinheiro para extrair petróleo, a produção diária no principal campo da empresa caiu de 14 mil barris para 10 mil barris. Ficou cada vez mais difícil fechar a conta.
Acostumado a lidar com reestruturações – foi responsável por preparar a Brasil Telecom para a fusão com a Telemar, em 2009 –, Narcélio viajou no fim de julho para Nova York para tentar, de novo, salvar a OGX. Por dois dias, reuniu-se com investidores enfurecidos. Nos bons tempos em que a petroleira parecia viável, eles haviam aplicado US$ 500 milhões na construção de uma plataforma, responsável por 80% da produção da empresa. Na época, a OGX se comprometeu a alugar o equipamento. Não cumpriu sua parte e agora os fundos cobram os US$ 500 milhões, mais os aluguéis atrasados.
Na reunião, Narcélio propôs aos investidores que, em vez de receber o que a petroleira lhes deve, entregassem a plataforma à OGX e se tornassem seus sócios. O grupo pediu um prazo, até o início de setembro, para responder. “Se o impasse continuar, os credores poderão pedir falência. Ou aceitam (o acordo) ou morre todo mundo abraçado. O acordo é o prato menos indigesto”, diz Narcélio. Em abril, a petroleira prometera aos credores que a salvaram em 2014 que chegaria a um acordo com os donos da plataforma até 15 de agosto. Não conseguiu, mas convenceu os credores a estender o prazo até o fim de outubro.
Criada em 2007, a OGX se tornou o melhor exemplo do otimismo exagerado de Eike e de sua incapacidade de ouvir advertências de seus executivos. Em 2010, exibia a avaliação de reservas de 11 bilhões de barris – cerca de 80% do que a Petrobras acumulara em 60 anos. As reservas reais estavam perto de 2% do prometido. A produção esperada nunca veio. Um analista do setor e um representante de um credor dizem que a empresa está “tecnicamente falida”. O economista Aurélio Valporto chegou a ter 500 mil ações. Hoje, com apenas 1.000, preside a Associação Nacional de Proteção ao Acionista Minoritário e é testemunha nas ações penais contra Eike. “Ele fez um grande mal ao capitalismo brasileiro. Tirou a credibilidade do mercado e sangrou a poupança das pessoas”, diz.
Nos últimos meses, Eike se mantém alheio à OGX. Sua maior preocupação é a Justiça. Responde a duas ações penais, acusado de ter manipulado o mercado e vendido ações antes de a OGX e o estaleiro OSX reconhecerem seus problemas. Se condenado, poderá cumprir até 13 anos de prisão. O julgamento ainda não foi marcado. Eike tem R$ 162 milhões retidos pela Justiça, para pagamento de indenizações em caso de condenação. Três outras empresas de seu antigo império estão em recuperação judicial. O empresário tem afirmado buscar “ideias disruptivas, de produtos baratos e inovadores”. Há alguns meses anunciou uma parceria com um laboratório coreano fabricante de um remédio, em forma de adesivo, contra impotência.

Palmeiras e Corinthians empatam com 6 gols, e líder vê folga diminuir


Do UOL, em Sâo Paulo

Palmeiras e Corinthians empataram por 3 a 3 na tarde deste domingo (6), no Allianz Parque, em São Paulo, em clássico que teve cinco gols apenas no primeiro tempo. O Palmeiras nunca esteve atrás no placar, mas viu o Corinthians buscar o empate três vezes e garantir um ponto - o resultado somando à vitória do Atlético-MG sobre o Vasco faz a folga do Corinthians na liderança do Brasileirão cair para cinco pontos. 
O clássico foi de excelente nível de futebol e mostrou superioridade do Palmeiras, que teve número muito maior de finalizações e chances claras para ampliar o placar para 4 a 2 no início do segundo tempo - as chances perdidas custaram caro ao time de Marcelo Oliveira perde a chance de se aproximar do G-4 com o empate e fica na zona intermediária da tabela, com 35 pontos - São Paulo, 4º colocado, tem 38. 
PALMEIRAS 3 X 3 CORINTHIANS
 
Data: 6 de setembro de 2015
Horário: 16h00 (de Brasília)
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Rogério Zanardo e Marcelo Van Gasse
Gols: Lucas, Robinho, Dudu, Vagner Love, Amaral (contra) e Guilherme Arana
 
Palmeiras: Fernando Prass; Lucas, Leandro Almeida, Vitor Hugo, Zé Roberto; Amaral, Arouca, Robinho (João Paulo); Gabriel Jesus, Dudu (Allione) e Alecsandro (Cristaldo)
Técnico: Marcelo Oliceira
 
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Guilherme Arana; Ralf (Danilo), Marciel (Cristian), Renato Augusto, Jadson e Malcom (Rildo); Vagner Love
Técnico: Tite
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Série A: Palmeiras x Corinthians7 fotos

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Alecsandro (esq.), do Palmeiras, e Jadson, do Corinthians, se chocam em disputa de lance, em partida neste domingo (6), pela Série A do Campeonato Brasileiro Ernesto Rodrigues/Folhapress.ESPORTES

COMO FOI O JOGO

  • Primeiro tempoForam cinco gols só no primeiro tempo, que provaram a qualidade do clássico paulista deste domingo. Quem abriu o placar do Allianz Parque foi o lateral direito Lucas, do Palmeiras. Em contra-ataque após chance desperdiçada pelo Corinthians, o meia Dudu deu pelo passe longo em profundidade para o lateral, que invadiu a área corintiana pela direita, chutou cruzado e viu a bola desviar em Guilherme Arana, enganar o goleiro Cássio e acabar dentro do gol. O empate corintiano veio com Arana, que aproveitou chegada pela esquerda para sair com a bola dominada na cara de Fernando Prass e finalizar na saída do goleiro palmeirense. Minutos depois, o time da casa respondeu: novamente Lucas pela direita, mas dessa vez com cruzamento que encontrou o não tão alto Robinho, que venceu a marcação do zagueiro Gil e desempatou de cabeça. O clássico se provou parelho com o novo empate do Corinthians, na sequência. Em bola sobrada na área, Vagner Love tentou finalizar e o volante Amaral acabou colocando no próprio gol, marcando gol-contra. O segundo desempate aconteceu no fim do primeiro tempo: Zé Roberto cruzou escanteio, Alecsandro desviou, e Dudu, que já tinha dado uma assistência, completou de cabeça. No fim da etapa inicial Renato Augusto ainda perdeu a chance de marcar o terceiro do Corinthians.
  • Segundo tempoTite trocou o jovem Marciel pelo experiente Cristian no intervalo, e o Corinthians pareceu perder a ocupação no centro de campo. O Palmeiras manteve a intensidade e ainda nos primeiros 15 minutos da segunda etapa conseguiu quatro finalizações - três após cobrança de escanteio - e teve chance clara de ampliar o placar. O Corinthians perdeu grande chance mais tarde com o próprio Cristian, que recebeu bola na entrada da pequena área, finalizou, mas viu Fernando Prass realizar excelente defesa.

DESTAQUES

  • Barrios foraO atacante paraguaio Lucas Barrios seria titular na partida deste domingo, foi relacionado, mas minutos antes da partida o Palmeiras anunciou o corte do jogador, que perde mais um jogo por lesão. Além dele, o lateral esquerdo Egídio também não esteve disponível. O zagueiro Victor Ramos foi colocado no banco de reservas por opção do técnico Marcelo Oliveira.
  • Revanche no AllianzAntes do jogo deste domingo, Palmeiras e Corinthians só haviam disputado uma partida no Allianz Parque, em fevereiro deste ano, pelo Paulistão. O confronto acabou com vitória corintiana por 1 a 0, gol do meia Danilo.
  • Palmeiras já tinha vencido rival no BrasileiroA primeira partida entre Palmeiras e Corinthians neste Brasileirão, pelo primeiro turno, acabou com vitória palmeirense na Arena Corinthians, por 2 a 0.

MELHORES NOTAS

  • Palmeiras
  • Corinthians
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7,7
Gabriel Jesus
    
5
7,6
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1
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Dudu
    
1
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