Eletrobras decide por afastamento de irmão de Palocci e de favorito de Dilma


Adhemar e Valter Cardeal foram devolvidos a órgãos de origem depois de resultado de auditoria externa

DIEGO ESCOSTEGUY
13/09/2015 - 14h00 - Atualizado 13/09/2015 14h00
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Adhemar Palocci, diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte (Foto: José Cruz/Agência Senado)
O Conselho de Administração da Eletrobras decidiu na semana passada pelo afastamento de Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro Antonio Palocci, e de Valter Cardeal, um favorito da presidente Dilma Rousseff. Eles foram devolvidos a seus órgãos de origem, depois dos resultados de uma auditoria externa. Palocci foi acusado por um dos delatores da Lava Jato de receber propina por negócios na Eletronorte.

Suspeita de propina faz TCU investigar obras da Petrobras em Araucária

Daniel Castellano / Gazeta do Povo


Tribunal havia aprovado procedimentos, mas novas informações apontam parairregularidades

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Texto publicado na edição impressa de 13 de setembro de 2015)
Por causa da Operação Lava Jato, obras do pacote de modernização e ampliação da refinaria da Petrobras no Paraná, a Presidente Getulio Vargas (Repar), em Araucária, voltaram a ficar na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). A partir de informações levantadas durante as investigações, os ministros do TCU abriram a possibilidade para que 11 contratos da Repar que já tinham sido analisados e arquivados pelo órgão sejam, agora, reavaliados. O Ministério Público de Contas deve considerar um “reexame” dos processos. A decisão, do plenário do TCU, foi tomada no último dia 26.

Informações da Lava Jato já abastecem a análise de outros oito processos no Tribunal ligados ao mesmo pacote de obras da Repar. São oito procedimentos chamados “Tomada de Contas Especial”, que servem para apurar irregularidades e identificar responsáveis para eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Parte dos contratos do pacote de obras da Repar, lançado em 2006 dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, foi firmada com integrantes do chamado “clube das empreiteiras”, lista de grupos empresariais que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), organizava previamente o resultado de licitações da Petrobras.
“Há inúmeras evidências de que as contratações das obras de modernização ou implantação de refinarias da Petrobras tenham sido conduzidas em ambiente cartelizado, em que algumas empresas, em associação com funcionários da estatal, teriam dividido os contratos firmados pela companhia e majorado os seus preços, de modo a gerar indevido excedente para enriquecimento próprio e para pagamento de propinas”, escreveu o ministro André Luís de Carvalho, relator do caso no TCU, que é o principal órgão de fiscalização da verba pública federal.
A recente decisão do TCU puxa um histórico de problemas envolvendo obras da Repar, que foi construída em 1977 e hoje é a quinta maior refinaria do país, responsável por aproximadamente 12% da produção nacional de derivados de petróleo. Em 2009, ao fazer uma varredura no pacote de obras da refinaria, o TCU já havia apontado indícios de irregularidades em 19 contratos, incluindo suspeita de superfaturamento. Com base em dados daquele ano, o TCU sustenta que o pacote de 19 obras saiu por cerca de R$ 10,7 bilhões, R$ 2 bilhões a mais do que o inicialmente previsto.
Por causa disso, entre 2009 e 2011, o TCU chegou a recomendar, para alguns casos, a paralisação do contrato e a retenção dos recursos, o que não foi acatado pela Petrobras, que discordava, por exemplo, da metodologia utilizada pelos técnicos do órgão federal. Naquela época, chegou-se a criar um impasse político entre o TCU e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo principal argumento para a continuidade das obras, usado em discursos públicos, era o volume de empregos gerados.
Em 2010, Araucária chegou a ter cerca de 15 mil pessoas trabalhando exclusivamente na ampliação da refinaria. O “canteiro de obras” serviu de palco para dezenas de autoridades inaugurarem a primeira etapa do pacote de reformas da Repar, em março daquele ano. Representantes da Petrobras também estavam presentes, como Sérgio Gabrielli (presidente) e Paulo Roberto Costa (diretor de Abastecimento), que depois se tornou um dos principais delatores da Lava Jato, no ano passado. Costa e outras pessoas firmaram acordo de colaboração com o MPF e admitiram a existência de propina em contratos do pacote de obras da Repar. Em um dos depoimentos prestados, ao ser questionado sobre de onde vinha a margem para efetivar o pagamento de porcentual de propina, Costa afirmou que “certamente saía do superfaturamento”.
Das análises dos 19 contratos, 11 foram arquivadas entre 2011 e 2012 e outras oito ainda tramitam no TCU, através de “Tomada de Contas Especial”.

Na média, prazo de entrega das obras “mais que dobrou”; custos dos aditivos superam R$ 1 bilhão

O processo de modernização e ampliação da Repar foi iniciado em 2006 e deveria ser concluído em 2012. Até o início de 2014, contudo, ainda havia obras sendo finalizadas. De acordo com o TCU, em média, o prazo de entrega das 19 obras “mais que dobrou”. No total, foram 15.230 dias a mais do que o previsto. O atraso gerou aditivos de prorrogação de contratos que superaram R$ 1 bilhão.
“Além do óbvio prejuízo causado pelo retardamento da entrada em produção das parcelas da refinaria que dependiam da conclusão das obras, a Petrobras teve que ressarcir as contratadas pelos atrasos causados por ela, Petrobras, que atingem a soma de R$ 1.285.142.968,50”, escreveram técnicos do Tribunal de Contas da União.

Empreiteiras negam irregularidades

A reportagem entrou em contato com as assessorias de imprensa das dez empreiteiras responsáveis pelos quatro contratos com a Repar, para tratar da recente decisão do TCU e das denúncias de propina envolvendo os contratos. As respostas chegaram através de notas. A Odebrechet, que integra o consórcio Conpar, informou que “nos processos concorrenciais sempre se guiou pelos normativos aplicados por seus clientes, neste caso a Petrobras” e que a empresa “está, como sempre esteve, à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários”.
A Camargo Corrêa, que integra o consórcio CCPR, ressaltou que, ao TCU, “o consórcio sequer teve oportunidade de manifestar-se sobre os fatos e critérios novos” e que, na Tomada de Contas Especial, “o consórcio terá oportunidade de conhecer oficialmente, e em sua totalidade, os dados e informações que embasaram a decisão e apresentar os esclarecimentos necessários para demonstrar que a acusação de sobrepreço não procede”. “A Construtora Camargo Corrêa reitera sua disposição de colaborar”, completa a nota.
As empreiteiras Mendes Júnior, UTC, Engevix e Promon preferiram não se manifestar. A reportagem não conseguiu contato com a Skanska e não obteve retorno da OAS, Setal e MPE até o fechamento da edição.
Fonte; Gazeta do Povo

Um mês após chacina que matou 19, manifestantes cobram punição


Trinta pessoas realizaram protesto na Avenida Paulista neste domingo.
Eles colocaram cruzes em frente ao Masp com nomes das vítimas.

Carolina DantasDo G1 São Paulo
Amordaçados, manifestantes seguram velas em protesto contra chacina  (Foto: Carolina Dantas/ G1)Amordaçados, manifestantes seguram velas em protesto contra chacina (Foto: Carolina Dantas/ G1)
Cruzes na Avenida Paulista simbolizam vítimas de chacina ocorrida em Osasco e Barueri há um mês (Foto: Carolina Dantas/ G1)Cruzes na Avenida Paulista simbolizam vítimas
(Foto: Carolina Dantas/ G1)
No dia em que a chacina de Osasco e Barueri completou um mês, cerca 30 pessoas ligadas ao movimento Rio de Paz protestaram neste domingo (13) na Avenida Paulista pedindo a punição dos responsáveis pelas 19 mortes.
Amordaçados e com a faixa com a pergunta "Quem matou os 19?", os manifestantes protestaram ao lado da mãe de uma das vítimas. "Dor e revolta", disse Zilda Maria de Paula, mãe de Fernando Luiz de Paula, conhecido como "Abuse", morto em um dos ataques.
"Eles todos morreram sem saber o porquê. Foi uma coisa tão estúpida que não teve nem como se defender. Inclusive meu filho morreu sentado", completou.
Esse é o terceiro protesto de movimento, que já colocou sacos pretos representando os corpos das vítimas na calçada da Avenida Paulista e neste domingo fincou 19 cruzes com os nomes das vítimas. Além das mordaças e cruzes, os manifestantes também acenderam velas em homenagem às vítimas.
Para o organizador, Claudio Nishikawara, "é muito perigoso" passar um mês sem a elucidação de um caso como esse. "Para nós, é um comprometimento da democracia".
Familiares de vítimas da chacina em Osasco e Barueri protestam na Avenida Paulista (Foto: Carolina Dantas/ G1 )Familiares de vítimas protestam na Avenida Paulista (Foto: Carolina Dantas/ G1 )
Na noite de 13 de agosto de 2015, 19 pessoas foram mortas e sete ficaram feridas em ataques realizados por homens armados em pouco menos de três horas em dez lugares das cidades da Grande São Paulo. Familiares das vítimas sentem medo e enfrentam dificuldades para retomar a vida após a perda dos parentes.
Documentos obtidos com exclusividade pelo SPTV mostram contradições no depoimento do único policial militar preso pela chacina.
O soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Fabrício Emmanuel Eleutério foi reconhecido por um homem que sobreviveu ao ataque, na Rua Suzano, em Osasco. A principal hipótese para a chacina é a de que ela tenha ocorrido em represália pela morte de um policial militar em Osasco.
Primeiramente, Fabrício disse aos investigadores do Departamento de Homicídios (DHPP) que, na noite da chacina, ele buscou a noiva no shopping, a levou para casa e comeram pizza congelada.  Depois, à Corregedoria da Polícia Militar, ele disse que pediu pizza e, inclusive, recepcionou o entregador.
Fabrício foi reconhecido, primeiramente, por foto, quatro dias depois, na delegacia.  “O reconhecedor reconhece sem sombras de dúvidas e com absoluta segurança o indivíduo de número 03, de nome Fabrício Emmanuel Eleutério”, diz o inquérito.
Fabrício já era investigado pelo envolvimento em chacinas ocorridas em 2013 e, por isso, estava afastado das ruas e fazia apenas serviços internos.
Outros 18 policiais militares, quatro guardas municipais de Barueri e um vigilante ainda são considerados suspeitos, mas a polícia reforçou as investigações sobre seis policiais por suspeita de participação direta nas mortes.
Na semana passada, a força-tarefa que investiga a chacina conseguiu uma informação importante com uma testemunha. Ela disse ter visto o carro prata que aparece nas imagens de câmeras de segurança, em Barueri, também no primeiro local dos ataques em Osasco, onde oito pessoas foram mortas.

Novo naufrágio em ilha grega deixa 34 mortos, entre eles quatro bebês


Embarcação com 100 imigrantes naufragou no mar Egeu oriental.
68 foram resgatados com vida e outros 29 nadaram até uma praia.

Do G1, com agências internacionais
Migrantes sírios e afegãos resgatados após naufrágio de embarcação que levava cerca de 100 pessoas próxima a ilha grega. (Foto: Alkis Konstantinidis/Reuters)Migrantes sírios e afegãos resgatados após naufrágio de embarcação que levava cerca de 100 pessoas próxima a ilha grega. (Foto: Alkis Konstantinidis/Reuters)
Os cadáveres de outros seis migrantes foram encontrados neste domingo (13) na costa daGrécia, elevando para 34 o número de mortos no naufrágio de uma embarcação com cerca de 100 imigrantes e refugiados a leste da ilha grega de Farmakonisi, no sul do mar Egeu, perto do litoral daTurquia.
Até as 12h do horário local, o número de vítimas era de 28. Mas a Guarda Costeira grega conseguiu resgatar mais seis mortos (um menino, quatro mulheres e um homem).
Com isso, chegou a 15 o número de crianças mortas no naufrágio: quatro bebês e onze crianças (cinco meninas e seis meninos).
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A operação foi iniciada após a Guarda-Costeira grega receber um alerta de auxílio. Depois de ser avisada, resgatou do mar 68 pessoas. Outras 29 conseguiram chegar nadando à praia de Farmakonisi.
Esse é o terceiro naufrágio com mortos durante o fim de semana. No sábado (12), uma embarcação com quatro menores e um adulto desapareceram após uma embarcação de plástico ter virado nas proximidades de Samos. Os trabalhos de busca para encontrá-lo ainda não deram nenhum resultado.
A Organização Internacional para as Migrações indicou que mais de 430 mil migrantes e refugiados cruzaram o Mediterrâneo com destino à Europa durante o ano, e contabilizou em 2.748 os que morreram ou desapareceram nesta tentativa. Deste total, cerca de 310 mil chegaram à Grécia, que ficou sobrecarregada.
"A Grécia aplica rigidamente os tratados europeus e internacionais sem ignorar o humanismo e a solidariedade", declarou neste domingo a primeira-ministra interina, Vassiliki Thanou, de visita a Mitilene, na ilha de Lesbos, na linha de frente na chegada de migrantes.
Também considerou inaceitáveis as críticas contra Atenas pela forma como administra a crise.
A chanceler alemã, Angela Merkel, convocou no sábado a Grécia a proteger melhor as fronteiras externas da UE e convocou um diálogo com a Turquia, por onde transitam muitos migrantes provenientes, sobretudo, da Síria.
"A Grécia também deve assumir suas responsabilidades" na proteção das fronteiras externas da UE, já que ela "não está atualmente garantida", disse Merkel.

Raica Oliveira faz ensaio na praia e diz: "Lá fora topless é comum, no Brasil há pudor"

A modelo Raica Oliveira, de 31 anos, que mora em Nova York há 13, faz sucesso em desfiles e editoriais mundo afora. Mas sempre que pode vem ao Brasil passar um tempo com a família em Niterói (RJ), onde nasceu. Caseira, diz que sai pouco à noite e só circula pelo Rio de vez em quando, para jantar fora ou encontrar os amigos. Quando está aqui, gosta mesmo é de curtir o colo dos pais. “Eles são o meu porto seguro. É bom sentir isso. Em geral, a cada dois ou três meses venho para cá”, afirma a top, que despontou para o mundo da moda ainda jovem, aos 15 anos, e se tornou um rosto conhecido nacionalmente quando namorou o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, em 2005. “Já tem dez anos essa história, já foi! Estou bem, estou feliz e trabalhando muito. É isso o que importa”, resume.
A convite de QUEM, Raica passou uma manhã de sol na Praia Vermelha, na Urca, Zona Sul do Rio. “Já fui várias vezes ao Pão de Açúcar. Até fiz um ensaio lá em cima. É lindo, bucólico.”
Com 1,79 metro de altura e 59 quilos, a modelo chama atenção por onde passa. Sua beleza natural e o jeito de menina encantam. Sempre simpática, diz ao vendedor de pipoca: “Hum, deliciosa, hein, moço! Parabéns!”. Ali perto, pousam duas maritacas e a top observa, sorrindo. “Nossa, que lindas! Que bacana ver esses bichos soltos e tão pertinho da gente!”, admira-se ela.
Raica Oliveira (Foto: Selmy Yassuda/ Ed. Globo)
PASSARELAS
A agenda de Raica de fato anda cheia. Participou da última São Paulo Fashion Week; estrelou recentemente campanhas para as marcas Garnier, Clinique e o perfume Joop; fez um editorial para a revista francesa Elle e um ensaio para a French Review,de topless, que deu o que falar. “Lá fora topless é uma coisa comum. Aqui no Brasil há esse pudor”, diz ela, que já desfilou e posou para Armani e Chanel, entre outras grandes grifes internacionais.
Com mais de 15 anos de carreira, a top nem pensa em parar. Entre as colegas, destaca Kate Moss: “Ela é incrível. Tem a capacidade de se reinventar a cada trabalho”.
Já sobre a polêmica do book rosa, mostrada na novela Verdades Secretas, garante nunca ter acontecido com ela. “Isso pode ter existido no início dos anos 90, porque nunca ouvi falar. É a realidade da minoria.” Para estar sempre impecável, pratica exercícios todos os dias e, como a família é vegetariana, aprendeu a não comer carne vermelha. “Gosto de saladas, grãos, legumes, verduras e massas”, enumera. Para o equilíbrio da mente, encontra apoio no espiritismo. Em Nova York, frequenta um centro kardecista há dez anos. “Sempre que possível, eu vou”, comenta.
Raica Oliveira (Foto: Selmy Yassuda/ Ed. Globo)
Raica Oliveira (Foto: Selmy Yassuda/ Ed. Globo)