Morre no Rio de Janeiro o diretor Carlos Manga


Ele tinha 87 anos e dirigiu trabalhos como o seriado 'Sandy e Junior' e 'Sítio do Pica-pau Amarelo'.

Luciana Tecidiodo EGO, no Rio
Carlos Manga (Foto: Carlos Manga)Carlos Manga (Foto: Carlos Manga)
Morreu nesta quinta-feira, 17, o diretor de TV Carlos Manga. Ele tinha 87 anos e morava no Rio de Janeiro.  A informação foi confirmada no começo da noite desta quinta-feira, 17, pela Central Globo de Comunicação: "Está confirmada a morte do diretor", informou o comunicado.
O EGO também entrou em contato com um de seus filhos, a atriz Paula Manga, que não quis dar detalhes sobre a morte do pai. 'É verdade que ele morreu, mas não vou dar nenhuma informação para a imprensa", disse ela.

José Carlos Aranha Manga nasceu no dia 6 de janiero de 1928, é era pai de Paula Manga, Manga Júnior, Maria Manga e Katia Manga (já falecida), e avô de quatro netos.

A notícia foi comentada nesta quinta-feira, 17, pela atriz Fernanda Paes Leme, que lamentou a perda do diretor em seu perfil do Twitter.

"O grandioso Diretor Carlos Manga faleceu...Uma honra ter estreado na TV, no seriado 'Sandy e Jr.' sob o comando dele como diretor de núcleo. Também fiz com o
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Manga a minissérie 'Um Só Coração'. Trabalho muito importante na minha carreira! Ele acreditou em mim como poucos. Fica aqui o meu reconhecimento e amor por essa pessoa maravilhosa que sempre terá um espaço enorme no meu coração, Carlos Manga!", postou ela.

À noite, a Globo enviou um comunicado à imprensa lamentando a perda do diretor, que fez parte de seus quadros por mais de 30 anos.
Carreira 
Começou sua carreira nos estúdios da Atlântida, onde atuou comoo contra-regra, assistente de montagem, assistente de revelação e, finalmente, diretor.

Foi um dos principais diretores do período de ouro – os anos 1950 – da Atlântida, onde esteve à frente de clássicos da chanchada como "Nem Sansão nem Dalila", de 1954, "Matar ou Correr", de 1954, e "O Homem do Sputnik", de 1959. Na TV, começou na antiga TV Rio, e estreou dirigindo o programa "O Riso é o Limite". Foi o responsável pela primeira edição em videoteipe da televisão brasileira, feita para o humorístico Chico City, em 1961. Passou pela TV Excelsior, TV Record de São Paulo, em em 1980 foi contratado pela TV Globo, onde dirigiu a segunda versão do humorístico "Chico City". Ainda na linha de humor da emissora, Carlos Manga dirigiu também "Os Trapalhões", na fase de maior sucesso do programa. Seu último trabalho no cinema, inclusive, seria ao lado deles, no filme "Os Trapalhões e o Rei do Futebol".
Carlos Manga em Anjo Mau, 2ª versão (Foto: Eduardo França / Globo)Carlos Manga em Anjo Mau, 2ª versão
(Foto: Eduardo França / Globo)
Na década de 1990, já como diretor artístico de minisséries da Globo, Carlos Manga foi responsável por grandes produções da teledramaturgia brasileira, como "Agosto", de 1993, "Memorial de Maria Moura", de 1994, e "Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados", de 1995. Carlos Manga dirigiu ainda "A Madona de Cedro", de 1994, "Incidente em Antares", de 1994, e "Decadência", de 1995.

Ele também foi o responsável pelo remake de "Anjo Mau", de 1997, pela novela "Torre de Babel", de 1998, e os programas "Domingão do Faustão", em 1989, os seriados "Sandy & Junior", em 1999 e "Sítio do Picapau Amarelo", em 2001. Ele também dirigiu "Zorra Total", em 1999, e a minissérie "Um só coração", de 2004. Seu último trabalho foi na minissérie "Dercy de Verdade", da autora Maria Adelaide Amaral, em que Manga atuou como personagem. Manga foi responsável pela primeira aparição de Dercy na televisão, quando era produtor da TV Excelsior. Ele foi interpretado pelo ator Danton Mello.
Carlos Manga (Foto: Reprodução/Facebook)Carlos Manga: diretor faleceu nesta quinta-feira, 17 (Foto: Reprodução/Facebook

Supremo proíbe doação de empresas para campanhas eleitorais


Dos 11 ministros, 8 entenderam que contribuição contraria Constituição.
Dilma terá de decidir se veta ou sanciona lei que libera doação a partidos.

Renan RamalhoDo G1, em Brasília
Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (17), por 8 votos a 3, declarar inconstitucionais normas que permitem a empresas doar para campanhas eleitorais. (ASSISTA AO VÍDEO)
Com isso, perdem validade regras da atual legislação que permitem essas contribuições empresariais em eleições.
A decisão do STF não proíbe que pessoas físicas doem às campanhas. Pela lei, cada indivíduo pode contribuir com até 10% de seu rendimento no anterior ao pleito.
Ao final da sessão, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que a decisão valerá já a partir das eleições de 2016 e não invalida eleições passadas (veja no vídeo acima).
A decisão também dá à presidente Dilma Rousseff respaldo para vetar trecho de uma proposta recém-aprovada pelo Congresso Nacional que permite a doação de empresas para partidos políticos.
Chegamos a um quadro absolutamente caótico, em que o poder econômico captura de maneira ilícita o poder político."
Ministro Luiz Fux, relator  da ação que pede o fim da doação de empresas para campanhas
Se a nova lei for sancionada sem vetos, outra ação poderá ser apresentada ao STF para invalidar o financiamento político por pessoas jurídicas.
No julgamento, votaram a favor da proibição o relator do caso, Luiz Fux, e os ministros Joaquim Barbosa, Dias Tofffoli e Luís Roberto Barroso (em dezembro de 2013); Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski (em abril do ano passado); além de Rosa Weber e Cármen Lúcia, que votaram nesta quinta.
A favor da manutenção das doações por empresas votaram somente Gilmar Mendes (em voto lido nesta quarta), Teori Zavascki, que já havia se manifestado em abril do ano passado, e Celso de Mello.

Na sessão desta quinta, Fux, como relator, relembrou seu entendimento sobre as doações por empresas, argumentando que a proibição levaria à maior igualdade na disputa eleitoral.
"Chegamos a um quadro absolutamente caótico, em que o poder econômico captura de maneira ilícita o poder político", afirmou na sessão.
Rosa Weber, por sua vez, argumentou que a influência do poder econômico compromete a "normalidade e a legitimidade das eleições".
"A influência do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, odiosa pantomima que faz do eleitor um fantoche, esboroando a um só tempo a cidadania, a democracia e a soberania popular", afirmou a ministra.
Entendo que não contraria a Constituição o reconhecimento da possibilidade de pessoas jurídicas de direito privado contribuírem mediante doações para partidos políticos e candidatos, desde que sob sistema de efetivo controle que impeça o abuso do poder econômico."
Ministro Celso de Mello, ao votar contra a proibição da doação de empresas
Ao votar, e citando a Constituição, Cármen Lúcia afirmou que o poder emana do povo. "Há uma influência que eu considero contrária à Constituição, é essa influência que desiguala não apenas os candidatos, mas desiguala até dentro dos partidos. Aquele que detém maior soma de recursos, é aquele que tem melhores contatos com empresas e representa esses interesses, e não o interesse de todo o povo, que seria o interesse legitimo", disse.

Apesar de já ter votado, Teori Zavascki complementou seu voto, no sentido de limitar as empresas que poderiam contribuir.
Para ele, deveriam ser impedidas aquelas que possuem contratos com a administração pública. Ele também propôs que, caso pudesse doar, a empresa escolhesse somente um dos candidatos que disputam determinado cargo.

Celso de Mello, o último a votar, entendeu, por sua vez, não haver incompatibilidade com a Constituição a doação por pessoa juridica, desde que não haja abuso de poder econômico.
Entendo que não contraria a Constituição o reconhecimento da possibilidade de pessoas jurídicas de direito privado contribuírem mediante doações para partidos políticos e candidatos, desde que sob sistema de efetivo controle que impeça o abuso do poder econômico", afirmou.
Nesta quarta, em longo voto, o ministro Gilmar Mendes se posicionou contra a proibição, argumentando que ela beneficiaria só o PT, prejudicando a disputa eleitoral. Ele argumentou que as doações privadas viabilizam uma efetiva competição eleitoral no país, já que, para ele, o PT não precisaria mais das contribuições, por ser financiado com desvio de dinheiro público.
Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, saudou a decisão do Supremo.
“A partir de agora, os mandatos dos políticos pertencerão efetivamente a seus eleitores, e as empresas poderão se dedicar integralmente àquilo que sabem fazer de melhor: gerar empregos para a população”, disse.
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Nova lei
Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou a permissão para que empresas doem a partidos políticos, porém não mais diretamente a candidatos, como atualmente.
Para valer e virar lei, no entanto, a regra ainda depende da sanção da presidente Dilma Rousseff.
A decisão do STF de derrubar as doações por empresas não afeta diretamente a permissão dada pelo Congresso, mas, na prática, deverá invalidá-la no futuro.
Se a permissão dada pelo Legislativo for sancionada por Dilma, bastará que outra ação seja impetrada no STF para derrubá-la com base no novo entendimento do tribunal.
De outro modo, a própria presidente poderá vetar o trecho que permite as doações empresariais, com base no entendimento dos ministros.
Atualmente, o financiamento de campanha no Brasil é público e privado. Políticos e partidos recebem dinheiro do Fundo Partidário (formado por recursos do Orçamento, multas, penalidades e doações) e de pessoas físicas (até o limite de 10% do rendimento) ou de empresas (limitadas a 2% do faturamento bruto do ano anterior ao da eleição).

Polícia descarta que menino tenha sido jogado de apartamento em SP

Gustavo Storto, de 5 anos, morreu após cair do 26º andar em Taboão. 
Câmeras mostram momento que mãe sai e volta para apartamento.

Glauco Araújo e Carolina DantasDo G1 São Paulo
Mãe chegou ao apartamento à meia-noite, quando o menino já tinha caído, de acordo com a polícia (Foto: Reprodução)Mãe chegou ao apartamento à meia-noite, quando o menino já tinha caído, de acordo com imagens das câmeras de segurança apreendidas pela polícia (Foto: Reprodução)
Câmeras de segurança do prédio em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, onde o menino Gustavo Storto, de 5 anos, morreu após cair do 26º andar mostram que a mãe não estava no apartamento no momento da queda do filho, segundo a Polícia Civil, que descarta que a criança tenha sido jogada. As investigações indicam que a morte foi acidental.(veja vídeo)
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Apesar disso, a mãe Juliana Storto deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, motivado pela negligência. A mãe informou à polícia que deixou o menino dormindo sozinho e foi buscar o namorado na Estação Morumbi da CPTM, na Zona Sul de São Paulo. Quando chegou, encontrou as luzes acesas e duas cadeiras no box do banheiro. Ao olhar para baixo, viu o garoto no estacionamento.
A criança caiu perto da meia-noite, quando ela não estava mais no prédio – a mãe saiu às 22h54 e voltou à 0h, segundo as imagens das câmeras de segurança. A polícia diz que ela retornou cerca de 10 minutos após a queda. Segundo as investigações, a gritaria relatada por testemunhas foi o desespero da mãe quando percebeu que o menino havia caído.
Velório de Gustavo, em Itapevi, na Grande São Paulo (Foto: Carolina Dantas/G1)Velório de Gustavo, em Itapevi, na Grande
São Paulo (Foto: Carolina Dantas/G1)
A polícia acredita que a criança pode ter acordado com os fogos ou a comemoração durante os jogos de futebol na noite desta quarta-feira (16). A janela do banheiro era a única do apartamento sem tela e foi de onde, segundo os peritos, o menino caiu.

Família do pai
Os pais da criança estavam separados há três ou quatro meses, segundo a polícia. A família do pai de Gustavo, Giovanni Storto, também acredita em acidente. “Foi um acidente, mas foi negligência. Deixar sozinho é revoltante”, afirmou o tio, Giuliano Storto, durante o velório.

Ele definiu o menino como "muito inteligente e com vontade de viver" e contou que Giovanni adorava levar o filho para o jogo do São Paulo. Segundo Giuliano, o casamento do irmão com a mãe começou em 2009, e a separação ocorreu em junho deste ano. O casal ainda não havia se divorciado oficialmente, mas estavam vendo os papéis. "Nem a chave do apartamento ele tinha mais", disse.
O pai foi ao Instituto Médico Legal (IML) de Taboão da Serra para liberar o corpo na manhã desta quinta. "Ele é lindo", disse Giovanni Storto, muito abalado. No IML, ele estava acompanhado da mãe, avó do menino, chorava muito e não quis gravar entrevista. O corpo de Gustavo foi enterrado no Cemitério de Itapevi, também na Grande São Paulo, às 16h50.
O edifício fica na Avenida Aprígio Bezerra da Silva, perto da Rodovia Régis Bittencourt. O SPTV mostrou que a janela do banheiro de apartamento vizinho, igual a do apartamento de Gustavo, tinha 1,60 m de altura, e 60 cm de largura. Duas cadeiras, uma maior embaixo, e uma menor, infantil, em cima, foram encontradas próxima à janela.
Testemunhas
A Polícia Civil já ouviu nove testemunhas sobre o caso: três policiais que atenderam a ocorrência, dois funcionários do prédio, sendo um deles o porteiro que trabalhava no edifício na noite de quarta, dois moradores, a mãe do menino e o namorado dela.
Um vizinho de Gustavo, que mora três andares abaixo, disse que ouviu uma gritaria pouco antes da queda na noite desta quarta-feira.
"Eu estava assistindo o jogo, tinha acabado de terminar o jogo, fui para a sacada tomar um vento, vi o movimento, daqui a pouco eu escuto uma gritaria e um silêncio. De repente, eu vejo o corpo caindo e espatifando no chão", disse o vizinho Reinaldo Costa Júnior, que mora três andares abaixo do apartamento do menino.
"Eu e minha irmã descemos para tampar o corpo porque tinha criança embaixo, para não ver o estrago. A gente desceu correndo, pegou uma manta, tampou o corpo e foi chamar o segurança", completou o vizinho.
Outro vizinho, o professor Fábio Garcia Kiss, do 1º andar, também estava assistindo ao jogo de futebol, e disse que ouviu "um barulho seco", "muito grande". "Uma vizinha gritou' pelo amor de Deus', eu desci e encontrei o corpo no estacionamento", disse.
Tanto Fábio como Reinaldo afirmaram que o menino estava vestido, com tênis e segurava uma mochila ou lancheira. A Secretaria da Segurança informou que a lancheira foi apreendida. “Nós ouvimos uma gritaria e criança chorando. Pensamos que era normal, mas eu estava na cozinha e meu filho falou: mãe, olha lá embaixo, um corpo”, disse a vizinha Sueli Andrade Dantas ao SPTV.
Inicialmente, dois vizinhos disseram ao SPTV que ouviram uma briga entre a mãe e o namorado antes do acidente. Mas, por meio de nota, a Secretaria da Segurança informou que uma pessoa que deu entrevista sobre a briha desmentiu em depoimento.
Carro funerário deixa o IML com o corpo de Gustavo (Foto: Carolina Dantas/G1)Carro funerário deixa o IML com o corpo de Gustavo (Foto: Carolina Dantas/G1)
 Menino de 5 anos morre após cair do 26º andar do Residencial Bosque Taboão, Condomínio Pitangueiras I (Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Estadão Conteúdo)Menino de 5 anos morre após cair do 26º andar do Residencial Bosque Taboão, Condomínio Pitangueiras I (Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Homem que ‘só quer paz’ vai lanchar em tanque de guerra no Centro Cívico; assista ao vídeo


Por Marina Sequinel e Juliano Cunha
TANQUE DENTRO
Meninas desceram do tanque e foram para a escola. (Foto: Marcel Bely/Colaboração Banda B)

Uma cena inusitada chamou a atenção de dezenas de pessoas no Centro Cívico, em Curitiba, na tarde desta quinta-feira (17). Ao passarem pela Rua Cândido de Abreu, os pedestres viram um tanque de guerra estacionado em frente a uma lanchonete, com o pisca-alerta ligado.
“Eu saí para o meu horário de almoço e vi um tanque na rua. Ele parou na frente de uma escola e duas meninas de mochila desceram do veículo. Ele voltou a circular e eu o segui, para tentar entender o que estava acontecendo”, contou o publicitário Marcel Bely, que filmou a cena, em entrevista à Banda B.
Em seguida, o tanque estacionou em frente a lanchonete, com o pisca-alerta ligado, e o motorista entrou no estabelecimento para tomar um café. “Nós perguntamos o que era aquilo e ele respondeu ‘estou em paz’. Eu achei muito bizarro, completamente louco. Do jeito que o país está, até fiquei com medo que fosse alguém pedindo intervenção militar”, completou o publicitário.
A movimentação no estabelecimento surpreendeu a comerciante da lanchonete, Irene Lima, que estava no local quando o motorista do tanque entrou. “Ele pediu um pão de queijo e, quando começaram a questioná-lo, o homem disse que não estava incomodando ninguém e que precisava de segurança. Eu não vejo necessidade de andar de tanque em Curitiba, mas vai saber”, disse ela à reportagem.
Sobre a permissão de trafegar pelas ruas da cidade em uma réplica de tanque de guerra como essa, a Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba e aguarda retorno.
Assista abaixo ao vídeo gravado pelo publicitário:


Composto pode “reiniciar” o sistema imunológico dos diabéticos, fazendo o corpo produzir novamente insulina, afirma pesquisa


Um coquetel feito de duas drogas, descoberto recentemente, pode redefinir o sistema imunológico dos portadores de diabetes e restaurar a sua capacidade de produzir insulina.
  Os pesquisadores, da Universidade da Flórida, dizem que o tratamento é "como apertar o botão de reiniciar" e descrevem os resultados como aprofundados e bem sucedidos, embora só tenham testado em 17 pessoas.  Eles esperam que essa medicação possa levar a um novo tratamento para as pessoas com diabetes tipo 1.
  Dr. Michael Haller, um endocrinologista pediátrico, compara sua abordagem para o tratamento de diabetes tipo 1 como um jogo de polícias e ladrões. Em primeiro lugar, o ingrediente ativo ataca as células problemáticas do sistema imunitário, que podem estar por trás de uma incapacidade do paciente para produzir insulina, e é feita uma limpeza no organismo com um medicamento chamado timoglobulina, uma droga inicialmente desenvolvida para utilização em transplante de órgãos.
  Em seguida, ele usa um medicamento chamado Neulasta, uma droga projetada para melhorar a vida de pessoas com certas formas de câncer, para estimular a produção de células imunes novas e potencialmente benéficas.
  "Estamos tentando acabar com as células ruins e estimular as células boas ao mesmo tempo”, afirma Haller.
Haller tratou 17 adultos com diabetes do tipo 1 durante duas semanas com o coquetel e depois os acompanhou durante um ano. Outros oito pacientes receberam um placebo apenas. No final, os pacientes tratados tinham aumentado notavelmente sua capacidade para produzir insulina. Isto indica que o timoglobulina foi bem sucedida na morte de células ruins do sistema imune, e o Neulasta conseguiu com sucesso a estimulação de células imunitárias novas e saudáveis.
Os pesquisadores também disseram que a capacidade dos pacientes de produzir insulina indica que eles tiveram um aumento das células beta, que são responsáveis pela produção dela no pâncreas. "O tratamento parecia estimular a produção de insulina em pessoas com diabetes do tipo 1, estabelecendo um feito bastante otimista”, afirma Mark Atkinson, um co-investigador do estudo.
Os pacientes do estudo de Haller estavam convivendo com a diabetes tipo 1 entre quatro meses e dois anos. "O modelo tem sido principalmente para testar terapias destinadas à preservação de células beta em pessoas que acabaram de ser diagnosticadas", disse Haller. "Nós estamos interessados em melhorar a vida desses pacientes"
O outro co-investigador, Dr. Desmond Schatz, disse: "Apesar de grandes avanços em nossa compreensão da história natural da diabetes tipo 1, ainda somos incapazes de curar e prevenir a doença".

Fonte: http://www.jornalciencia.com/saude/corpo/4093-composto-pode-reiniciar-o-sistema-imunologico-dos-diabeticos-fazendo-o-corpo-produzir-novamente-insulina-afirma-pesquisa