Força Tarefa da Lava Jato estuda estratégias contra pulverização de processos


A Força Tarefa da Lava Jato estuda formas de enfrentar a pulverização de parte das investigações da operação. A decisão do STF desta quarta-feira (23), que tirou das mãos do juiz Sérgio Moro, de Curitiba, um caso envolvendo a senadora Gleisi Hoffmann (PT), abre um precedente em outras frentes de investigação que não têm relação com a Petrobras. Ela foi citada como supostamente beneficiária de um esquema ilegal envolvendo a empresa Consist Software, de São Paulo, e o Ministério do Planejamento.
Via Paraná Portal com Informações da repórter Lenise Klenk, naBandNewsFM Curitiba.
A parte do relatório que cita a senadora não ficará com o relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki. Mas com o ministro Dias Toffoli, para quem a distribuição eletrônica destinou o relatório. Se fosse como em ocasiões anteriores, o restante da investigação, que trata de pessoas sem foro especial, seria devolvido ao juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Mas como o STF considerou que o caso não tem relação com a Lava Jato, seguirá para a Justiça Federal em São Paulo, onde as irregularidades investigadas teriam sido cometidas.
O Ministério Público Federal tentou manter o caso vinculado à operação, mas reconhecia a possibilidade de o STF tomar uma decisão no sentido contrário. Por isso, a Força Tarefa Lava Jato vem preparando estratégias para garantir que as investigações e suas consequências tenham a mesma eficiência.
Uma das alternativas seria insistir para manter toda a apuração vinculada às Forças Tarefa Lava Jato em Curitiba e Brasília. A outra seria dar suporte a procuradores de outros estados, começando pelo de São Paulo, o primeiro fora de Curitiba a receber um processo decorrente da Lava Jato.

Fernando Baiano complica Cunha na Lava Jato


Josias de Souza

Antonio Cruz/ABr
Apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como operador do PMDB no esquema de pilhagem da Petrobras, Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, complicou a situação do presidente da Câmara. Convertido em delator no início de setembro, Baiano confirmou em seus depoimentos a acusação do lobista Júlio Camargo de que Eduardo Cunha recebeu propina de US$ 5 milhões em contratos de aluguel de navios-sonda da empresa Sansumg para a Petrobras.
Preso desde novembro de 2014, Fernando Baiano já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro. Pegou 16 anos de cadeia pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro justamente no processo que trata da contratação de navios-sonda. O negócio rendeu propina de US$ 15 milhões. O lobista Júlio Camargo dissera que, desse total, US$ 5 milhões foram repassados a Cunha por intermédio de Baiano. O deputado negou. Mas Baiano confirmou.
Em privado, Eduardo Cunha diz aos seus aliados que, a exemplo de Júlio Camargo, Fernando Baiano não apresenta provas do que afirma. Alardeia que não há evidências materiais contra ele, apenas depoimentos de delatores. Acha que será inocentado pelo STF. O procurador-geral da República Rodrigo Janot denunciou-o ao Supremo, no mês passado, por corrupção e lavagem de dinheiro.

‘Quando Lula será preso?’


moro - debate
Em debate na ontem (quinta-feira, 24) em São Paulo, quatro empresários questionaram o juiz federal Sérgio Moro se a prisão do ex-presidente Lula era uma “questão de tempo”. Moro disse: “não falo sobre o que acontece ou não acontece na investigação para o futuro”. O evento reuniu cerca de 600 convidados do Lide. Lula não é investigado na Operação Lava Jato, mas antigos aliados seus, quadros históricos do PT, como José Dirceu (ex-ministro-chefe da Casa Civil) e João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do partido) foram presos por ordem de Moro. As informações são do Estadão.
“Dr. Sérgio, várias perguntas sobre um mesmo tema e um mesmo personagem: Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil”, disse o empresário João Dória Junior, presidente do Lide e pré-candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB.
“Diante do que os autos indicam pode-se afirmar que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma questão de tempo?”, emendou Dória, lendo perguntas que lhes foram encaminhadas pelos empresários.
“Eu não falo sobre o que acontece ou não acontece na investigação para o futuro e acho que este tipo de pergunta deveria ser feita em relação a vários outros personagens tanto dentro da investigação, quanto fora da investigação. É o tipo de pergunta que não tem nem como começar a responder”, disse Moro
A Lava Jato investiga um esquema de corrupção e propina que teria se instalado na Petrobras entre 2004 e 2014. A força-tarefa do Ministério Público Federal sustenta que o mesmo grupo que atuou na companhia petrolífera teria alcançado seus tentáculos por outras estatais, inclusive, ministérios. Para os procuradores, a Lava Jato apura um esquema de compra de apoio político para o governo federal através de corrupção.
O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato, afirmou na segunda-feira, que “não tem dúvida nenhuma” de que os maiores escândalos de corrupção da história recente do País – Mensalão, Petrolão e Eletronuclear – tiveram origem na Casa Civil do Governo Lula.
José Dirceu, que ocupou a Casa Civil do ex-presidente entre 2003 e 2005, é réu por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi condenado no início da semana a 15 anos de prisão. Ele foi acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ex-tesoureiro foi acusado de intermediar repasse de R$ 4,2 milhões para o partido.
Lula não é investigado, mas há duas semanas a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para ouvir o ex-presidente no inquérito principal.
CORRUPÇÃO
Moro afirmou ainda que o “problema da corrupção é mais amplo e que transcende as questões político-partidárias”. O magistrado não comentou o “fatiamento” de um dos desdobramentos da Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira. A maioria dos ministros entendeu que a investigação que envolve a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) não deve ficar somente sob relatoria do ministro Teori Zavascki, responsável pelo caso na Corte, e sob os cuidados do juiz Sérgio Moro, que conduz a operação na primeira instância, em Curitiba.

Mil Moros pelo Brasil


O advogado de um réu importante da Lava Jato considerou “corretíssima do ponto de vista técnico” a decisão que o Supremo Tribunal Federal tomou nesta quarta, que deve tirar da alçada do juiz Sérgio Moro pedaços da investigação.
Mas ele diz que quem trabalha na defesa dos acusados deve pôr as barbas de molho. “Virou bandeira para o Ministério Público e a magistratura. Tenho visto os procuradores de Curitiba circulando pelo Brasil, conversando com os colegas. E vão surgir mais Moros por aí.”

Calote à beira mar


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A construtora FG EMPREENDIMENTOS, conhecida por investir em publicidade com a atriz Sharon Stone, está causando enormes prejuízos aos proprietários do edifício de alto padrão Ocean Palace, na orla marítima de Balneário Camboriú. Isto porque não conseguiu o “habite-se” do empreendimento por ter supostamente construído irregularmente. Em consequência, não consegue repassar as escrituras para os proprietários, e estes não podem ter sua propriedade assegurada e nem sequer vender os imóveis.
Alguns proprietários relatam ainda que a FG tem se recusado a cumprir o próprio contrato, o que pode levar a uma enxurrada de ações judiciais.

Seminário reúne microempresários de Colombo

WEBMASTER 25 DE SETEMBRO DE 2015

Realizado na Regional Maracanã, o encontro buscou valorizar os empreendimentos locais e capacitar os comerciantes

Indakéia Marisol Lima, especialista em marketing e planejamento empresarial, estava entre as palestrantes do evento
Indakéia Marisol Lima, especialista em marketing e planejamento empresarial, estava entre as palestrantes do evento
Durante o evento  a jornalista Salete Lemos falou aos empreendedores do município
Durante o evento a jornalista Salete Lemos falou aos empreendedores do município
Seminário "Crise, um chamado para inovação" voltado ao empresariado local é realizado em Colombo
Seminário “Crise, um chamado para inovação” voltado ao empresariado local é realizado em Colombo
Valorizar o comércio local assim como, fortalecer os pequenos negócios. Estes foram os principais objetivos do seminário “Crise, um chamado para inovação”, realizado no auditório da Regional Maracanã, na última quarta-feira, (23).
A iniciativa faz parte do Movimento Compre do Pequeno Negócio, desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), com o apoio da Prefeitura de Colombo, por meio da secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho e a Associação Comercial e Industrial de Colombo (ACIC).
“Temos que valorizar o que é nosso, o que vem do nosso município. E comprar dos empreendimentos daqui faz parte deste processo. É desta maneira que cada vez mais Colombo se tornará uma cidade próspera para todos”, afirma a prefeita Beti Pavin.
Dados divulgados pelo SEBRAE mostram que o segmento de comércio local contribui com 52% dos empregos gerados no Brasil e é responsável por 40% da massa salarial. E, sensibilizar e valorizar os microempreendedores faz parte do trabalho realizado pelo município.
“É fundamental para a economia local que os empreendedores estejam atentos ao atual momento econômico. Isso favorece o avanço do município. Estamos sempre à disposição para esclarecimentos e auxiliar os comerciantes de Colombo”, afirma o secretário de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho, Antônio Ricardo Milgioransa.
O público que prestigiou o evento assistiu palestras de Indakéia Marisol Lima, especialista em marketing e planejamento empresarial, e da jornalista Salete Lemos, que possui especialização em macroeconomia, finanças, teoria econômica, comércio exterior.
“Eventos como este são muito positivos, principalmente quando analisamos a atual situação econômica. Esta parceria com a Prefeitura de Colombo traz inúmeros benefícios ao empresariado”, afirma o vice-presidente da Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Colombo (ACIC), Osmir Alberti.
Além do empresariado da região, participaram do evento a Prefeita Beti Pavin; o vice-prefeito, Ademir Goulart; o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Antonio Ricardo Milgioransa; o presidente da Câmara de Vereadores, Waldirlei Bueno e o administrador da Regional Maracanã, Ângelo Betinardi.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo
Fotos: Marcio Fausto/ PMC

Rio monta grande operação para combater arrastões

Jovens de classe média em Copacabana entram em confronto com os que iam nos ônibus para zona norte na Av. N.S de Copacabana. Jovens da zona norte fogem dos da zona sul (Foto:  Marcelo Carnaval / Ag. O Globo)
TEMPO

Depois de fim de semana com muita violência e pouco policiamento, Secretaria de Segurança vai colocar 700 agentes nas ruas

HUDSON CORRÊA
25/09/2015 - 20h58 - Atualizado 25/09/2015 21h15
Da janela de seu apartamento em uma rua movimentada de Copacabana, o morador registra a cena com seu celular. Um grupo de jovens fortes, com físico de quem frequenta academias de ginástica, arranca de um ônibus um jovem franzino, de chinelo, bermuda e sem camisa. Na calçada, começam a espancá-lo. O garoto cai no chão, levanta-se e tenta fugir, mas é contido por outro fortão, que o segura enquanto os outros o chutam. Em outro ponto do bairro, um grupo de menores franzinos, sem camisa, cerca um adolescente que pedala por uma rua na divisa dos bairros de Copacabana e Ipanema. O dono da bicicleta é cercado e tenta escapar. Não consegue. É derrubado, chutado, e perde a bicicleta. Cenas de barbárie como essas, somadas às de furtos, mais espancamentos e correria nas praias, se repetiram ao longo do fim de semana passado na zona sul carioca. A violência que se espalhou pela orla, colocando de lados opostos menores da zona norte que atravessam a cidade em ônibus lotados para chegar à praia e moradores da zona sul que se intitulam “justiceiros” foi o ápice de uma crise de segurança pública que vinha se desenhando desde o final de agosto.
No final daquele mês, em um domingo de muito calor, um microônibus da Polícia Militar parou em frente a um centro municipal de acolhimento de menores em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, e entregou quinze jovens. O grupo tinha sido recolhido em um ônibus que liga a zona norte à zona sul sob suspeita de terem a intenção de fazer arrastões na orla. No abrigo, não havia comida suficiente para todos os adolescentes, famintos. Pequena, a equipe de plantão não dava conta de entrar em contato com os pais dos menores para que fossem buscá-los. Policiais e funcionários discutiram. Um deles reclamou que a ação policial daquele domingo era a “gota d’água”: em 15 dias, 157 adolescentes recolhidos em ônibus tinham sido levados para lá, a maioria deles por estar só de bermuda, sem documentos e sem dinheiro. A PM suspeitava que, se não fossem detidos, correriam em bando pelas praias furtando celulares e outros objetos dos banhistas, e espalhando o pânico. Assistentes sociais e conselheiros tutelares acusaram a PM de recolher menores sem nenhuma acusação formal –apenas pelo fato de serem pobres.
Em decisão a partir de um pedido da Defensoria Pública, o juiz Pedro Henrique Alves, da Vara da Infância e Juventude, determinou que a PM não poderia retirar adolescentes de ônibus sem que houvesse flagrante de algum tipo de crime. A decisão estabelecia ainda que o policial que levasse para a delegacia um menor sem prova de flagrante teria seu nome enviado à Justiça, podendo ser condenado a até dois anos de detenção. Por ordem da Secretaria de Segurança Pública, a PM deixou de barrar os ônibus que, então, chegaram lotados às praias. Foi a senha para um bando de menores promover, nos dias 19 e 20 de setembro, arrastões em Copacabana e em Ipanema, saques a uma padaria de Botafogo e furtos no centro do Rio, com direito a chuva de pedras contra as vítimas.
Na falta da polícia, surgiram os “justiceiros”, em sua maioria jovens praticantes de artes marciais, dispostos a dar “tacadas de beisebol” nos suspeitos de furto. No domingo, dia 20, em Copacabana, cerca de 30 homens atacaram dois ônibus com passageiros da Zona Norte, quebraram as janelas dos veículos e tentaram linchar um adolescente, cena registrada por um morador. Policiais evitaram o pior. A troca de ameaças entre os menores e os “justiceiros” ganhou as páginas das redes sociais. Uma delas chama a linha 474, que vem do bairro Jacaré, de "inferno do Rio". Outra página faz alertas sobre assaltos na zona sul. "Comprarei meu bastão para autodefesa", publicou na página um jovem. "O coreto vai voltar cheio de ódio. Quero ver justiceiro com taco de beisebol", respondeu um adolescente.
A ideia de montar grupos de "justiceiros" começou a ser discutida em bares de Copacabana e chegou às mais de 20 academias de luta do bairro. Nos próximos finais de semana, uma turma de jovens pretende vestir camisetas pretas e usar um esparadrapo branco na roupa para serem identificados pelos moradores. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar os grupos. Uma parte deles publica mensagens que incitam a violência e as apaga em seguida para despistar os investigadores. A turma da zona norte adota a mesma tática. Os dois lados também recorrem a mensagens de celular para combinar as ações.
No começo da semana o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, criticou a decisão do juiz Pedro Henrique. “Se a polícia atua, é acusada de abuso de poder. Se não atua, está prevaricando. Conseguiram constranger a PM”, afirmou. Diante das ameaças de linchamento, o secretário anunciou a retomada das ações, impedindo que menores suspeitos de estarem preparando arrastões cheguem às praias. Não faltam motivos para flagrantes. Os menores usam drogas nos ônibus, tanto que chamam a linha 474 de "quatro, sete, crack", pulam as catracas para não pagar passagem e aproveitam as paradas nos pontos para assaltar pessoas nas ruas. A Justiça determinou a internação provisória em unidades socioeducativas de 28 dos 29 menores apreendidos pela polícia no fim de semana passado.
"Fui surpreendido pelas declarações de Beltrame. A decisão não proíbe a atuação da PM, apenas protege os não infratores", disse o juiz Pedro Henrique. Ele concorda com Beltrame em um ponto: quase sempre, a PM trabalha sozinha sem ajuda de agentes municipais que deveriam dar assistência a crianças e adolescentes. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que "não vai tratar marginais como problema social. E não me peçam para botar assistente social para bater um papinho com um sujeito com um pedaço de pau na mão". Paes afirmou que os guardas municipais, que trabalhavam desarmados, ajudarão a PM na abordagem aos ônibus. O governador Luiz Fernando Pezão disse que os jovens descalços e só de bermuda serão levados para as delegacias. Depois argumentou que se referia aos infratores. "Não se pode supor que um grupo de adolescente, só porque está num ônibus, cometará arrastões", disse o presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Fernando Ribeiro.
Sobraram ameaças para a defensora pública Eufrásia Souza das Virgens, autora do pedido à Justiça para limitar a ação da PM. "Ela recebeu mensagens de muito ódio nas redes sociais, do tipo: cuidado por onde anda, você pode ser agredida", disse o defensor-geral, André Luis de Castro."A atuação da Defensoria Pública na impetração do habeas corpus foi uma decisão da equipe e não isolada de uma única defensora pública", afirmou Eufrásia por meio de sua assessoria.
Para evitar confrontos neste fim de semana, o governo e a prefeitura montaram uma operação de guerra com 700 agentes, entre policiais militares e civis, guardas municipais e assistentes sociais. Os batalhões de choque e de cães estarão a postos. Dezessete equipes móveis de policiais vão parar ônibus, sempre lotados de adolescentes, em bairros da Zona Norte e nas vias de acesso às praias da Zona Sul. No calçadão do Arpoador, a PM montará seu centro de comando.

Fundação de Bill Gates processa Petrobras por dinheiro perdido com ações


Instituição filantrópica diz em ação que perdeu "dezenas de milhões de dólares" por causa de esquemas de corrupção

REDAÇÃO ÉPOCA
25/09/2015 - 19h12 - Atualizado 25/09/2015 19h12
Bill e Melinda Gates (Foto: Getty Images)
Fundação Bill & Melinda Gates processou a Petrobras para recuperar perdas com ações da petroleira, em queda desde que esquemas bilionários na estatal passaram a ser investigados pelaOperação Lava Jato. A informação foi publicada pela agênciaReuters na manhã desta sexta-feira (25).
A ação foi registrada na quinta à noite em corte federal de Manhattan, nos Estados Unidos, e expõe perdas de dezenas de milhões de dólares. "Na verdade, o escândalo ainda parece aumentar a cada dia – à medida que mais criminosos, mais prisões e mais contas bancárias secretas são descobertos", diz o texto.
O WGI Emerging Markets Fund LLC assina a ação junto com a fundação de Gates, e a filial brasileira da auditora da Petrobras, a PricewaterhouseCoopers (PwC), também é ré.
A fundação foi criada em 2000 pela Microsoft Corp, da qual Bill Gates é fundador, e age de modo filantrópico em áreas como educação, saúde e redução da pobreza.

Procuradoria-Geral da Suíça inicia investigação formal contra Joseph Blatter


Presidente da Fifa é suspeito de vender direitos de TV por valor abaixo do mercado e fazer pagamento indevido a Platini

REDAÇÃO ÉPOCA
25/09/2015 - 13h59 - Atualizado 25/09/2015 13h59
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, em coletiva de imprensa em Zurique um dia após ser reeleito (Foto: EFE/EPA/ENNIO LEANZA)
A Procuradoria-Geral da Suíça abriu investigação formal contraJoseph Blatter, presidente da Fifa, por conta de dois artigos do Código Penal do país: suspeita de apropriação indébita e má gestão. A pena pode chegar a dez anos de prisão, informou nesta sexta-feira (25) o Globo Esporte.
Uma das acusações envolve contrato assinado por Blatter e Jack Warner, ex-presidente da Concacaf, a confederação responsável por Américas do Norte, Central e Caribe, em 2005. A Rádio Pública da Suíça (SRF) o acusou neste mês de setembro de vender direitos de transmissão para Warner por valor abaixo do mercado – US$ 250 mil e US$ 350 mil por dois contratos que depois foram revendidos por US$ 18 milhões e US$ 20 milhões.
A outra acusação envolve Michel Platini, presidente da Uefa, confederação que rege a Europa, e potencial candidato à presidência da FifaBlatter é suspeito de ter feito "pagamento indevido" de 2 milhões de francos ao ex-jogador francês em fevereiro de 2011 a título de "trabalho feito entre janeiro de 1999 e junho de 2002".
Procuradores interrogaram Blatter e Platini na manhã desta sexta logo após reunião do Comitê Executivo. A Fifa, em nota oficial, afirmou que os interrogatórios demonstram a boa vontade da entidade em colaborar com as investigações contra corrupção.

Homem preso com caminhonete roubada diz que a achou no meio do mato e não convence policiais


Da Redação com Polícia Civil

Um homem de 49 anos foi preso em flagrante na zona rural de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta quinta-feira (24). Francisco Lairton Gomes Pereira, conhecido como “Boca”, desmontava uma caminhonete Nissan/Frontier, roubada em Curitiba na terça (22), quando foi abordado pela polícia.
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(Foto: Juliano Cunha – Banda B)
Na residência do suspeito, os policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) apreenderam duas armas de fogo do tipo espingarda, várias munições e uma caminhonete semelhante a roubada. De acordo com a Polícia Civil, a situação do veículo ainda é averiguada, já que apresentava indícios de adulteração de sinais identificadores.
Pereira trabalha numa oficina como latoeiro e disse para polícia que havia achado a caminhonete abandonada com as chaves em cima do pneu, enquanto andava pelo mato. Ele, então, resolveu levá-la até a chácara da ex-esposa para desmanchá-la e revender as peças. O suspeito disse ainda que a outra caminhonete, com as mesmas características, porém mais velha, seria de sua propriedade.
Existe a suspeita de que o detido utilizaria algumas peças da camioneta roubada para montar na caminhonete mais velha. Boca, que já havia sido preso e condenado por receptação, cumprido a pena de sete meses em regime fechado, mais serviços comunitários, foi novamente autuado pelo mesmo crime e por posse irregular de arma de fogo.

"Sonho que meus filhos possam estudar aqui, ser alguém, fazer a vida”


May Yousef, mãe de três crianças, conta sobre sua nova vida no Brasil, distante da guerra

Por Maria Clara Vieira - atualizada em 25/09/2015 12h59
May Yousef em momento de carinho com suas duas filhas (Foto: Guilherme Zauith/Ed. Globo)
“Eu cheguei no Brasil há um ano e quatro meses. Estava grávida de 8 meses da minha filha mais nova. Sou do interior de Damasco, na Síria, uma das áreas mais afetadas pelo conflito. Tive que sair porque não tinha mais jeito de ficar. A região foi destruída. Muita gente morreu, conhecidos meus. Mas nenhum familiar próximo.
A pequena Sareen, 1 ano e 3 meses, está aprendendo a andar e se agarra à saia da mãe  (Foto: Guilherme Zauith/Ed. Globo)
Antes de mudar para o Brasil, eu vivi no Egito por oito meses. Então vim para cá com o meu marido, meus dois cunhados, meus sogros e as crianças. Viemos porque o Brasil estava aberto para a gente. Era muito caro ir de avião para a Europa. E ir pelo mar, de barco, seria muito arriscado para os meus filhos. Aqui foi mais seguro.
Mesmo assim eu tive medo. É muito difícil sair de um lugar e chegar em um país onde você não conhece nada, não sabe falar a língua. É outra cultura, outro mundo, outra comida. É muita diferença. No começo, não gostei muito daqui, mas depois me acostumei. Eu cozinho pratos da Síria, mas gostei muito do feijão daqui. Aprendi a fazer e adoro.
Moro no Brás, em São Paulo (SP), em um apartamento com meus familiares. São seis adultos e seis crianças: meu sogro, minha sogra, eu, meu marido, meu cunhado, minha cunhada e nossos filhos. Todo mundo mora junto, 12 pessoas. O apartamento é pequeno e o aluguel é caro. São dois quartos e uma sala pequena. Meus sogros dormem na sala. Pagamos R$ 2.500 de aluguel. Meu marido e o irmão dele trabalham juntos na feira de roupas da madrugada, no Brás.
A vida antes da guerra era muito boa. Tínhamos um apartamento grande, de 150 m² de área. Tínhamos de tudo. Morávamos meu marido, eu e as duas crianças. Meu marido era economista.
May Yousef indo embora da ONG Oasis Solidário, com seus três filhos (Foto: Guilherme Zauith/Ed. Globo)
Um dia penso em voltar para a Síria. Mas onde eu morava não dá mais para entrar. Eu não sei como está a situação da minha casa. Quando eu estava lá, destruiu um pouco. Mas atualmente não sei como está. Ninguém sabe.

A minha sobrinha de 8 anos já conseguiu escola no Brasil, mas as outras crianças não. Estão na lista de espera. Minha bebê nasceu aqui. A Sareen é brasileira. O parto foi normal, em hospital público. Tudo foi tranquilo, graças a Deus. Sonho que meus filhos possam estudar aqui, ser alguém, fazer a vida.”
May Yousef é mãe de Sereen, 1 ano e 3 meses, Mohmad, 3 anos, e Remaa, 4 anos. May ainda não fala português. A entrevista foi gentilmente traduzida por Nazek Al Attar, membro da diretoria social da ONG OASIS Solidário.

Cinco aplicativos para ganhar dinheiro usando o smartphone



Aplicativos utilizados para ganhar dinheiro são uma boa saída em tempos de crise. Seja pela realização de pequenas tarefas, avaliações ou até mesmo ao convidar amigos, apps como o BikooMintCoins ePiggyPeg, podem recompensar usuários com dinheiro de verdade e garantir uma renda extra. Veja cinco jeitos de lucrar sem sair do seu celular.
A proposta do PiggyPeg é simples e funcional. Para ganhar dinheiro, basta usar o app para fazer check-in em algum estabelecimento parceiro, e garantir que sua presença seja confirmada por um tablet localizado no local – um método eficiente para evitar trapaças.
Desconfie de promoções ou preços baixos (Foto: Lucas Mendes/TechTudo) (Foto: Desconfie de promoções ou preços baixos (Foto: Lucas Mendes/TechTudo))Veja como ganhar dinheiro sem sair do celular (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

As quantias para cada check-in não são grandes, variando entre R$ 1 e R$ 3, mas podem render um bom dinheiro para quem costuma visitar muitas lojas durante o dia. Para usar, é só ter uma conta de e-mail ou do Facebook, e fornecer seu CPF. É possível resgatar o valor a cada R$ 20 acumulados.
App PiggyPeg recompensa usuário a cada visita em estabelecimento parceiro (Foto: Reprodução/Paulo Alves)App PiggyPeg recompensa usuário a cada visita em estabelecimento parceiro (Foto: Reprodução/Paulo Alves)
Download do PiggyPeg | Android 4.0+
O MintCoins não requer que você visite fisicamente nenhum lugar, mas pede para baixar aplicativos, visitar sites e completar questionários para receber pagamentos. O app também pode pedir para visualizar propagandas em vídeo, testar apps e jogos, registrar-se em sites e até baixar programas pagos para depois pedir reembolso.
MintCoins oferece dinheiro para baixar apps (Foto: Reprodução/Paulo Alves)MintCoins oferece dinheiro para baixar apps (Foto: Reprodução/Paulo Alves)
Os valores oferecidos são ainda menores do que no PiggyPeg, mas, como as tarefas não requerem mobilidade, é possível fazer mais em menos tempo. A atividade que mais remunera é o convite a amigos, que paga 25 centavos de dólar por indicação.
Download do MintCoins | Android 2.3+
O funcionamento do mCent é similar ao do MintCoins, mas se limita ao teste de apps e jogos para Android. O pagamento é feito depois que o aplicativo ficar instalado durante o prazo determinado e sua avaliação for concluída. Seu principal diferencial é a forma de pagamento, que não é em dinheiro, mas em créditos para o celular. 
mCent paga a cada instalação e teste de apps no celular (Foto: Reprodução/Paulo Alves)mCent paga a cada instalação e teste de apps no celular (Foto: Reprodução/Paulo Alves)
É possível transferir o saldo na sua conta do app a cada R$ 10 acumulados. Ou seja, usuários de planos pré-pagos podem usar o aplicativo para conseguir ligações gratuitas de forma rápida e prática. No mCent, a indicação de amigos também é recompensada, e o valor pode chegar a R$ 4 por contato cadastrado.
Download do mCent | Android 4.0+
Feito por brasileiros, o Qranio tem a proposta de aliar aprendizado a incentivos em forma de prêmios. A ideia é simples: quanto mais perguntas você acertar, mais moedas virtuais do aplicativo você ganha, são as chamadas Qi$. Depois, essas moedas podem ser trocadas por prêmios "reais", como cupons de desconto em estabelecimentos parceiros, cases para smartphones, eletrônicos e muito mais. 
App Qranio tem moeda própria que pode ser trocada por cupons e produtos de 14 categorias (Foto: Reprodução/Paulo Alves)App Qranio tem moeda própria que pode ser trocada por cupons e produtos de 14 categorias (Foto: Reprodução/Paulo Alves)
Download do Qranio | Android 4.0+
Conhecido como “Uber das entregas”, o app brasileiro Bikoo cria uma rede de entrega de encomendas. Nele, qualquer um pode se cadastrar para enviar ou transportar encomendas. A ideia por trás do serviço é otimizar o transporte urbano ao aproveitar rotas diárias feitas pelos cidadãos.
Bikoo permite realizar entregas e receber por isso (Foto: Reprodução/Paulo Alves)Bikoo permite realizar entregas e receber por isso (Foto: Reprodução/Paulo Alves)
Em troca, o entregador recebe o pagamento do frete, devendo também manter sua reputação em dia para que possa ser contratado por outros usuários na sua cidade. Há versões para Android e iOS.