CPI do BNDES quebra sigilos de empresa que trabalhou nas campanhas de Dilma


Teor dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Pepper Interativa e de seus sócios será usado em investigação

NONATO VIEGAS
08/10/2015 - 12h11 - Atualizado 08/10/2015 14h48
CASO DE PROCON 1 | A Polícia Federal faz busca na Pepper durante a Operação Acrônimo   (Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Integrantes da CPI do BNDES na Câmara dos Deputados aprovaram nesta quinta-feira (8) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico da agência de comunicação Pepper Interativa e dos sócios Danielle Miranda Fonteles e Amauri Santos Teixeira. E-mails e mensagens de celular também terão de ficar à disposição da comissão, bem como os contratos da Pepper com o BNDES.
A Pepper foi contratada em 2010 e 2014 para atuar nas campanhas da presidente Dilma Rousseff. A empresa, que é investigada naOperação Acrônimo da PF, matinha estreita relação com a mulher do governador mineiro, Fernando Pimentel, e tambémcontratou os serviços do estudante de publicidade Jeferson Monteiro, criador da personagem Dilma Bolada.
Um fato chamou a atenção dos integrantes da CPI: o deputadoAndré Moura (PSC-SE) desistiu de requerer a cópia do inquérito da Operação Acrônimo, que investiga a Pepper. Moura também tentou dissuadir seus colegas sobre a inclusão da agência nas investigações. Pelo visto, não deu certo. 

Investigação da PF aponta compra de portaria no governo Dilma em favor da Caoa


Mensagens de celular, manuscritos e extratos bancários indicam que lobista amigo de Fernando Pimentel recebeu propina para interferir numa norma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio publicada em 2014 – que favoreceu a montadora Caoa

THIAGO BRONZATTO E FILIPE COUTINHO
08/10/2015 - 17h35 - Atualizado 08/10/2015 21h03
Dilma Rousseff e Fernando Pimentel (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)
Relatório de um inquérito sigiloso da Polícia Federal (PF) aponta que portarias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) foram compradas no governo Dilma Rousseff. Notas fiscais, extratos bancários, celulares e manuscritos em posse da PF, apreendidos na Operação Acrônimo e obtidos por ÉPOCA, revelam que um lobista ligado a Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais e ex-ministro do MDIC, recebeu propinas da montadora Caoa para habilitar a empresa no programa Inovar-Auto, do MDIC, que concede benefícios fiscais para o setor automotivo.
Na madrugada do dia 28 de fevereiro de 2014, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, conhecido como Bené e amigo íntimo de Fernando Pimentel, enviou uma mensagem para o celular de Antonio Maciel Neto, presidente da Caoa: “Agora à noite sentei com substituto dele. Amanhã vai resolver”, disse. Bené se referia a Mauro Borges, que substituira Fernando Pimentel no MDIC no dia 13 de fevereiro de 2014. No mesmo dia 28 de fevereiro, Maciel entra em contato com Bené por mensagem de texto: “O nosso portador estará no edifício às 13h30. Você me ajuda para que a assinatura ocorra logo em seguida?”. O executivo da Caoa pedia uma mãozinha na assinatura de uma portaria do programa Inovar-Auto, do Mdic, que concede redução e suspensão de impostos como incentivo para o desenvolvimento da indústria. Por volta das 16h, Bené responde: “Entrega no gabinete para o Rubens Gama. Assim que entregar me avisa”. Em seguida, reforça: “Ou para o Rubens ou para o próprio Mauro”. Naquele momento, Rubens Gama era chefe do gabinete do MDIC.
Após um chá de cadeira de quase sete horas, o presidente do Caoa escreve para Bené às 20h: “O nosso pessoal está no escritório desde as 13h30. Até agora não conseguimos a prioridade para a assinatura. Já perdemos mais um dia. Você pode dar uma ajuda?”. A ajuda de Bené vem logo em seguida. Às 20h51, o lobista aciona Mauro Borges, então ministro do MDIC, com uma mensagem: “Opa! Se você puder botar para andar aquele assunto que te falei ontem. Abs”. Borges responde com um lacônico “ok”. Em seguida, Bené dá um retorno para Maciel Neto: “Claro, vai ser feito”. O amigo de Pimentel ainda reforça com Borges: “Só assinar”.
Às 22h14, Bené pergunta para o executivo da Caoa se a portaria já saiu. “Ainda não. O nosso pessoal continua lá na sala do Dr. Raul Aguardando”, responde Maciel Neto, referindo-se a Raul Lycurgo Leite, então consultor jurídico do MDIC, responsável por analisar os detalhes técnicos das portarias. Após todo momento de tensão e espera, Mauro Borges envia uma mensagem para Bené às 22h27: “ Assinei!”. Em seguida, às 22h45, o lobista amigo de Pimentelavisa Maciel Neto: “Já foi devidamente assinado”. O executivo do Caoa agradece.
A relação entre Fernando Pimentel, Bené e Mauro Borges sempre foi muito estreita. No dia 10 de março de 2014, Bené e Borges combinam um almoço “na casa do Fernando 114 sul” em Brasília. Esse endereço, no bloco B, era a residência de Carolina de Oliveira Pereira, atual esposa de Pimentel. Bené era o responsável por pagar as viagens e as despesas do governador de Minas Gerais e da sua primeira dama. Borges foi indicado por Pimentel tanto para substituí-lo no MDIC como para a presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), cargo que ocupa desde janeiro deste ano.
Como propina paga a Grupo Pimentel comprou uma norma legal que favoreceu uma montadora no governo Dilma (Foto: reprodução)
Após o suposto encontro entre os três amigos, no dia 12 de março Bené envia uma mensagem para Maciel Neto: “Boa noite amigo!!! Tudo bem por aí? Dá uma checada pois não apareceu nada até o momento. ABS”. Meia hora depois, o executivo do Caoa responde: “Verifique mais uma vez. Acabo de checar e a informação é que o assunto foi resolvido hoje conforme o planejado. Abraço”. No dia seguinte, Bené confirma: Tudo ok!! Obrigado!!”. As exclamações tinham um motivo: no dia 12 de março, uma conta no banco Itaú da empresa Bridge Participações, de Bené, recebeu uma transferência de R$ 450.480 realizada pela Caoa. Em maio, a Caoa faz dois novos pagamentos para a Bridge no valor total de R$ 469.250. Sete dias após a última transferência, Mauro Borges assina a portaria de número 119, do dia 29 de maio de 2014 – que habilita a Caoa e outras montadoras no programa Inovar-Auto. Em julho, ÉPOCA revelou que a Caoa repassou R$ 2,21 milhões às duas empresas de Bené, Bridge e BRO, entre outubro de 2013 e junho de 2014. Uma das notas fiscais obtidas pela reportagem descrevia o serviço prestado por Bené: “Estudo de processo produtivo usando como meio de pesquisa a internet”. Em outras palavras, a Caoa pagou R$ 2,21 milhões para Bené dar um Google.
Como propina paga a Grupo Pimentel comprou uma norma legal que favoreceu uma montadora no governo Dilma (Foto: reprodução)
Em 7 de outubro de 2014, no auge das eleições, quando Pimentelconcorria a governador de Minas Gerais, um avião de prefixo PR-PEG, da Bridge, de Bené, foi alvo de apreensão da Polícia Federal. Na aeronave, foram encontrados R$ 113.280 em espécie. Além do dinheiro, a Polícia Federal deteve um manuscrito com os seguintes dizeres: “ix35”, “14 milhões (por mês)”, “condições de mercado está no termo”, “termo de compromisso”, “Raul está elaborando o termo até quarta-feira parta quinta-feira reunião com o Raul”. A linha de produção do automóvel Hyundai ix35 foi inaugurada um ano antes, em outubro de 2013, com a participação especial de Pimentel na fábrica da Caoa em Anápolis, Goiás. Naquela ocasião, o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono da Caoa, disse, sorrindo: “O Inovar-Auto é que viabilizou esse nosso investimento de mais de R$ 600 milhões”. Desde 2013, a Caoa foi beneficiada pelo programa de incentivo fiscal em ao menos quatro portarias. A última delas foi assinada em 28 de maio de 2015 pelo atual ministro Armando Monteiro -- que até o mês passado tinha como o seu chefe de gabinete Rubens Gama, ex-assessor especial de Pimentel, autor da primeira norma.
A PF suspeita que Bené tenha sido a ponte que ligava Caoa ao MDIC e aos ex-ministros Mauro Borges e Pimentel. Numa anotação de 4 de agosto de 2014 no celular do lobista dono da Bridge continha o seguinte recado: “Portaria que o Mauro precisa ver”. No mês seguinte, no dia 24 de setembro, foi registrada no celular de Bené uma imagem da portaria número 257 de 23 de setembro de 2014, assinada por Borges e que trata da regulamentação complementar do Inovar-Auto. No dia seguinte, segundo a PF, Bené acessou por meio do seu celular uma rede de internet sem fio denominada “DrCaoa”. O empresário Oliveira Andrade é conhecido no mercado como “doutor Caoa”. As reuniões entre Bené e Oliveira Andrade ocorriam geralmente numa casa localizada no Jardim Europa, em São Paulo, onde mora o dono da Caoa. A PF suspeita que Pimentel tenha participado de um desses encontros.
No último dia 1º de outubro, a Polícia Federal deflagrou a 3ª fase da Operação Acrônimo, que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo Pimentel, Bené e alguns órgãos públicos. Agentes fizeram buscas em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo. Um dos alvos da PF foi o dono e o presidente da Caoa, que foram conduzidos até delegacia da PF para prestar esclarecimentos. Outro foi a sede da Cemig, onde trabalha Mauro Borges. Nessa nova etapa da investigação, o objetivo era coletar documentos das empresas que contrataram a MR Consultoria, de Mario Rosa – que pagou R$ 2 milhões à Oli Comunicação, de Carolina Oliveira, mulher de Pimentel. Entre essas companhias, estão a Camargo Corrêa, a Marfrig, a Odebrecht Ambiental, além da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A PF apura se houve favorecimento desses suspeitos tanto no MDIC como no BNDES ou em outra instância do governo.
Procurada, a Caoa disse por meio da sua assessoria de imprensa que todas as informações solicitadas foram devidamente providenciadas para as autoridades competentes e que o programa Inovar Auto “foi feito para 23 empresas do setor automotivo e a Caoa é apenas uma delas”, sendo que “todo processo do Inovar-Auto, feito pela Caoa, segue rigorosamente os procedimentos legais”.  O advogado da empresa, José Roberto Batochio, ainda disse que a Caoa “jamais teve a intervenção do Bené para a sua inclusão na portaria 119”. “O que há na relação entre Bené e Caoa é que as empresas BRO e Bridge prestaram serviços. Os dossiês desses trabalhos foram apreendidos pela PF. Não tem nada a ver com Inovar Auto”, diz o criminalista. O advogado de Fernando Pimentel, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que “entrará com uma petição em que pedirá a paralisação do uso desses documentos obtidos pela Polícia Federal sem fundamentação legal”. “A PF e o MPF sabiam que o Pimentel era investigado e isso só foi comunicado recentemente. Desde outubro do ano passado, essas mensagens e documentos estão em poder da polícia. Houve uma usurpação de competência. Por isso, não vamos responder a nenhum fato”. O advogado José Luis de Oliveira Lima, que defende Benedito Rodrigues de Oliveira, disse: “Tendo em vista que o procedimento é sigiloso, em respeito ao judiciário, os esclarecimentos serão prestados perante a autoridade competente”. O MDIC disse por meio de sua assessoria de imprensa que “assim como todas as outras empresas habilitadas no Inovar-Auto, os critérios de habilitação e a documentação apresentada pelo pleiteante (Caoa), após avaliação técnica e jurídica, atenderam ao disposto na legislação do Programa”. Procurado, o advogado Pedro Ivo Rodrigues Velloso Cordeiro, que defende Mario Rosa, disse que o seu cliente tem “mais de 30 contratos apenas com empresas privadas, de objeto totalmente lícito”. “É uma questão de tempo para se desfazer o mal entendido sobre a sua atividade”, diz ele. A defesa de Mauro Borges, conduzida pelo advogado Marcelo Leonardo, diz que “não se manifestará, porque a investigação está sob segredo de Justiça”. Raul Lycurgo, executivo da Cemig, não respondeu até a publicação desta matéria.
Como propina paga a Grupo Pimentel comprou uma norma legal que favoreceu uma montadora no governo Dilma (Foto: reprodução)

Cópia de passaporte de Cunha foi usada para abrir conta, diz banco suíço


Pedro Ladeira/Folhapress
O deputado Eduardo Cunha, que, segundo autoridades suíças, mantém US$ 2,4 mi em contas no país
O deputado Eduardo Cunha, que, segundo autoridades suíças, mantém US$ 2,4 mi em contas no país

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Cópias dos passaportes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de familiares dele foram anexadas nos formulários de abertura dascontas do banco Julius Baer que deram a origem à investigação contra o peemedebista por suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro na Suíça.
Os formulários e os anexos fazem parte dos dossiês bancários entregues pelo Julius Baer ao Ministério Público suíço e remetidos à PGR (Procuradoria-Geral da República) nesta semana.
As contas atribuídas ao deputado estão em nome de empresas offshore, firmas de fachada abertas em paraísos fiscais, mas a legislação suíça obriga os bancos a identificarem os beneficiários finais das aplicações financeiras –no caso, Cunha, a mulher dele, Cláudia Cruz, e a uma das filhas do congressista.
Trata-se de uma política conhecida no jargão do mercado como "know your client" (conheça o seu cliente) instituída para coibir o uso do sistema bancário suíço por criminosos internacionais.
Nesta quinta (8), a Folha revelou que o banco Julius Baer informou às autoridades suíças a existência das contas atribuídas a Cunha onde foram bloqueados US$ 2,4 milhões (R$ 9,3 milhões).
Nos formulários das quatro contas atribuídas constam como endereço a rua Heitor Doyle Maia, 98, na Barra da Tijuca, no Rio.
O imóvel que está em nome da empresa C3 Produções Artísticas, empresa que tem como cotistas Cunha e a mulher, é o endereço residencial do casal.
Os formulários de abertura de conta com as cópias dos documentos integram o dossiê bancário enviado pelo Julius Baer ao escritório do procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, e que chegou na quarta (7) à PGR (Procuradoria-Geral da República), em Brasília.
O site do jornal "O Globo" reportou nesta quinta (8) que duas das quatro contas bancárias atribuídas à família foram fechadas em abril de 2014, mês seguinte à deflagração da Operação Lava Jato. A informação foi confirmada por fontes com acesso à investigação.
Ainda segundo "O Globo", uma das contas recebeu, entre abril e junho de 2011, 1,03 milhão de francos suíços (R$ 4 milhões, pela cotação desta quinta).
PERÍCIA
Nesta quinta, segundo a Folha apurou, investigadores da PGR começaram a analisar os dados remetidos pelos suíços. O montante total dos valores movimentados nas quatro contas ainda será periciado. Procurada, a PGR não quis emitir comentários sobre o conteúdo do material enviado pelos suíços nem detalhes da investigação.
OUTRO LADO
Nesta quinta, o deputado Eduardo Cunha voltou a se recusar a falar sobre as contas que são atribuídas a ele pelo banco Julius Baer e pelas autoridades suíças.
Folha não conseguiu ouvir Antonio Fernando de Souza, defensor do deputado

Jovem é encontrada morta a facadas em casa, em Santa Catarina


Caroline Ghizoni Slachta, de 18 anos, pode ter sido vítima de abuso sexual Foto: Reprodução / Facebook
Fabrício Provenzano

Um jovem foi encontrada morta a facadas dentro da própria casa, na manhã desta quinta-feira, no Morro da Fumaça, em Urussanga, em Santa Catarina. Segundo informações da polícia civil, o corpo de Caroline Ghizoni Slachta, de 18 anos, foi encontrado em um dos quartos da residência pelo avô dela. Os investigadores ainda não têm informações sobre suspeitos do crime.
Caroline ficou dormindo em casa, quando a mãe dela saiu para trabalhar, por volta das 7 horas. A jovem tinha combinado com o avô de encontrá-lo na casa dele para eles irem juntos ao supermercado. No entanto, como ela não aparecer no horário combinado, ele foi até a residência da neta.
— Chegando no local, o avô da vítima viu a porta fechada e um par de chinelos na entrada. Ele bateu, mas não teve resposta. O homem voltou para casa dele. Pouco depois, ele tentou ligar para o celular da neta e não teve retorno. O avô voltou até a casa de Caroline. Lá, ele já encontrou a porta aberta e os chinelos tinham sumido. Ele foi no quarto, onde encontrou o corpo, cercado de muito sangue — disse o policial civil Carlos Eduardo Silveira, da delegacia do Morro da Fumaça, que está no local.
O corpo de Caroline Ghizoni Slachta, de 18 anos, foi encontrado pelo avô
O corpo de Caroline Ghizoni Slachta, de 18 anos, foi encontrado pelo avô Foto: Reprodução / Facebook
Segundo o agente, a vítima estava seminua, sem a parte debaixo da roupa e recebeu várias facadas no rosto e no pescoço. O corpo foi encaminhado para o IML, onde exames vão determinar se Carline sofreu abuso sexual antes de morrer.
De acordo com a perícia preliminar, a casa não foi arrombada. O local ainda está sendo analisado pelos agentes da polícia civil.
— Ela, pelo jeito, lutou contra o agressor. Havia muito sangue. É uma tristeza — contou Eugênio Ghizoni, de 63 anos, avô da menina. — Ela não tinha namorado, era uma menina muito boa. Pode ter sido um bandido que fez isso. Mas possivelmente foi um conhecido.
O caso será investigado pela delegacia do Morro da Fumaça.


Preso em Ipanema por tráfico foi denunciado por moradora do Alemão


Patrick Rubio, de 27 anos, é de classe média alta e morador de Ipanema.
Ele foi preso no apartamento em que morava com os pais nesta quinta-feira.

Lívia TorresDo G1 Rio
Patrick Rubio vendia drogas e morava em Ipanema, na Zona Sul (Foto: Divulgação)Patrick Rubio vendia drogas e morava em Ipanema,
na Zona Sul (Foto: Divulgação)
Integrante de uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, Patrick Rubio Calmon de Aguiar, de 27 anos, que foi preso em casa, em Ipanema, Zona Sul do Rio, nesta quarta-feira (7), foi denunciado por uma moradora do Alemão que teria caído em um golpe.

"A moradora o denunciou, nos informou a residência dele, porque ela teria caído num golpe para entorpecer pessoas. Ele morava com os pais, a mãe é trabalhadora e o padrasto também. Estava tudo guardado no quarto dele, num local onde só ele tinha acesso no interior da residência. Ele disse que era usuário, mas conseguimos apurar", informou o delegado Fábio Asty.
Patrick é de classe média alta e morava na Rua Barão da Torre, em Ipanema, onde os agentes da 45ª DP (Complexo do Alemão) encontraram drogas adquiridas por ele durante viagens para Amsterdam, na Holanda, além de dinheiro. São elas: haxixe pasquitanês e sementes para plantio, metanfetamina, wax e water hash de Amsterdam, skank, além de R$ 19,2 mil, € 100 (cerca de R$ 428) e US$ 268 (cerca de R$ 1.020).
Drogas apreendidas com Patrick Rubio, em casa, em Ipanema (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Drogas apreendidas com Patrick Rubio, em casa, em Ipanema (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

"De acordo com nossas investigações, ele fez uma viagem para Amsterdam ano passado e esse ano de novo. Pelo local que ele reside e pelo alto valor financeiro dessas drogas", disse Asty, que acrescentou ainda não ter tido notícia da apreensão desse tipo e drogas no Rio de Janeiro. "O haxixe marroquino é R$ 200 o grama, o paquistanês, R$ 150. O ecstasy, MDMA, é R$ 80."
As investigações apontam que Patrick integra uma rede internacional de tráfico de drogas oriundas de Amsterdam, que são comercializadas por preços altos entre jovens de classe média alta da Zona Sul. "Acreditamos que ele vendia para amigos de academia, em festas locais, e o MDMA era vendido em festas de música eletrônica."

Traficante foi preso em 2010
No momento da prisão, Patrick alegou que era usuário e tinha apenas drogas para seu consumo. Segundo o delegado, traficantes do Complexo do Alemão estariam querendo sofisticar o tráfico e vender drogas sintéticas, que seriam trazidas por Patrick, que já havia sido preso em 2010, mas foi liberado pela justiça.

"Algumas drogas só são comercializadas no exterior. Verificamos que os traficantes estavam interessados em sofisticar. Talvez fosse o início de uma negociação do Alemão que conseguimos terminar. O Patrick não estava empregado e não tem comprovação da origem desse dinheiro, nem desses materiais", concluiu Asty.

Richa irá à China, Rússia e França para buscar parceria e investimentos


Gov. Beto Richa
Uma comitiva liderada pelo governador Beto Richa inicia na próxima terça-feira (13) uma missão à China, Rússia e França para fortalecer as relações internacionais do Paraná e abrir novas frentes de parcerias e investimentos estrangeiro no Estado, em especial nos setores automotivo, de tecnologia da informação, agroindústria, infraestrutura e energia.
“A viagem tem dois objetivos de caráter estratégico para o desenvolvimento econômico do Paraná: atrair novos investimentos produtivos, que são vitais para a nossa economia, e elevar a participação do Estado no comércio exterior”, ressaltou o governador.
O presidente da Copel, Luiz Fernando Leone Vianna, que integra a comitiva, destacou a importância da companhia em fortalecer as relações comerciais com empresas energéticas da China e da Rússia. “A China é uma referência mundial em transmissão de energia e a Copel já conta, atualmente, com a parceria de empresas chinesas em dois grandes empreendimentos deste segmento no Brasil”, explicou Vianna. “Nosso objetivo é buscar sempre a ampliação deste modelo de parcerias, que possibilitam uma troca intensa de experiência e tecnologias”, disse Vianna.
De acordo com o presidente da Copel, a passagem pela Rússia é fundamental para a prospecção de fornecedores de gás, uma fonte de energia com grandes perspectivas de crescimento no Paraná e no Brasil. “A Copel aposta neste setor já há alguns anos, com a compra de gás para geração de energia, distribuição por meio da participação societária na Compagás e, mais recentemente, com a prospecção de gás natural convencional na região central do Paraná”, disse ele.
BRICS – Com a missão, o Paraná sai na frente entre os estados brasileiros a buscar parcerias com os países que compõem o BRICS, bloco formado pelas principais economias emergentes mundiais – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
“Como o Brasil não avançou nas negociações de novos tratados internacionais, é importante que o Estado tome a iniciativa de firmar seus próprios acordos bilaterais”, afirmou o governador Beto Richa. “A China e a Rússia têm grandes empresas com capitais para investir aqui. E também têm disposição para financiar a modernização de nossa infraestrutura de transporte e logística”, salientou.
Para o presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD), Adalberto Netto, que também participará da missão, é a oportunidade de o Paraná tomar a liderança dos acordos internacionais envolvendo o bloco econômico. “O Paraná está se posicionando como o Estado líder no acordo iniciado pelo governo federal com os demais países do BRICS”, explicou Netto. “Esses países têm interesses mútuo em manufatura, coinvestimento e acesso a crédito. E vamos aproveitar essa agenda importante que foi constituída pelo governo federal para estimular as ações entre os BRICS”, completou.
CHINA – A comitiva chega na terça-feira (13) à China, onde é recebida pela cônsul-geral do Brasil em Xangai, Ana Cândida Perez. Na sequência, eles se reúnem com representantes da Nari, empresa de equipamentos eletrônicos chinesa. O secretário do Consulado-Geral em Xangai, Martin Kampf, acompanha a reunião.
Na quarta-feira (14), a missão comercial irá à cidade de Hefei, onde está localizada a sede da montadora JAC Motors, que é uma das empresas de interesse para atração de investimentos ao Paraná. No mesmo dia, o governador assina um memorando de entendimentos com governo da província de Anhui para estabelecer relações diretas entre os dois governos.
No dia seguinte, eles seguem para Pequim para uma reunião com dirigentes da empresa automobilística Foton. A proposta é mostrar os atrativos do Estado para o setor automobilístico, com a possibilidade de atrair ao Estado uma fábrica de pick-ups e SUVs.
Na sexta-feira (16), Richa ministra uma palestra na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).
Na sequência, a comitiva se reúne com representantes do China Development Bank (CPD). No mesmo dia, está programada uma reunião com a State Grid, a maior empresa energética da China, que mantém parcerias no Brasil com a Copel.
RÚSSIA – Após a agenda na China, a comitiva segue a Moscou, na Rússia. A partir do dia 19, eles se reúnem com diretores do VneshEconomBank (VEB), o banco de desenvolvimento russo. Richa e a comitiva também se encontram com representantes da empresa de energia russa Gazprom, que é a maior exportadora de gás natural do mundo. Está programada, ainda, uma visita à sede da produtora de fertilizantes Uralkali. A comitiva também irá à sede da empresa de aviação Inkurt Aviation.
FRANÇA – Após cumprir agenda na Rússia, Richa segue até Paris, na França, onde se encontrará com o presidente da NTL, Olivier Bachelet, empresa que fabrica veículos elétricos para o transporte público. No encontro, o governador irá conhecer as linhas operadas pela NTL, com o objetivo de buscar soluções para o transporte públicos das cidades do Paraná.
COMITIVA – Acompanharão o governador na missão a secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; o presidente da Copel, Luiz Fernando Leone Vianna; o presidente da Agência Paraná Desenvolvimento (APD), Adalberto Netto; além de empresários e representantes de entidades do setor privado.

Justiça mantém prisão de Marcelo Odebrecht


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve nesta quarta-feira, 7, a prisão do empresário Marcelo Odebrecht. Ele está preso desde 19 de junho pela Operação Lava-Jato. O desembargador João Pedro Gebran Neto afirmou que a prisão se justifica, pois foram recebidas informações sobre movimentação bancária de contas no exterior, de quebras de sigilo telefônico, de dados da agenda telefônica do empresário. As informações são d’O Globo.
Para o desembargador, o presidente da Odebrecht “aparece muito próximo aos fatos” e foram identificadas anotações dele a executivos da empresa “no sentido de eliminar provas e dificultar sua obtenção”. Na avaliação dele, a prisão cautelar é justificada pela tentativa de interferir na instrução processual. A empresa não quis se manifestar.
“Embora sejam muitos os envolvidos, alguns soltos e outros presos, a cessação das atividades ilícitas somente ocorrerá com a segregação dos principais atores. O papel de proeminência dentro do grupo criminoso tem sido um dos critérios adotados pelo juiz de primeiro grau, o qual merece ser privilegiado por esta corte regional”, disse o desembargador em despacho.

A batata do Eduardo Cunha está assando


edu2-8
O mundo gira, a Lusitana roda e alguns partidos pediram a especialistas em Código de Ética e Decoro Parlamentar que preparem estudo sobre a possibilidade de enquadrar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, se surgirem provas de suas contas na Suíça. Querem estar preparados para levá-lo ao Conselho de Ética no mesmo dia.
Se as contas existem, e o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot diz que sim, a cassação de Eduardo Cunha será inevitável. Primeiro, por ter mentido a seus pares. Segundo, por omitir informações sobre seus bens. Isso vale para dinheiro depositado em conta corrente lá fora. Ter dinheiro no exterior não é crime, desde que justificados os depósitos. Crime é não declarar que tem.
Eduardo Cunha em conversa reservada com Michel Temer fez um ultimato aos caciques do PMDB. Disse que não aceitará ser o único na mira do Planalto. Teria dito a Temer que o próprio Temer acabaria no imbróglio do governo com desdobramentos da Lava Jato. Em julho, Cunha fizera advertência semelhante. Em reunião na Base Aérea de Brasília, alertou que a Lava Jato arrastaria Temer “para lama”. E Temer reagiu: “Não tenho nada a ver com isso”.
Só o tempo dirá.

Taxistas tentam entrar na Prefeitura de SP antes de anúncio sobre Uber


Prefeito anunciou a regulamentação de uso de táxi por aplicativo em SP.
Grupo de manifestantes tentou forçar entrada no prédio nesta tarde.

Roney DomingosDo G1 São Paulo
Taxistas na porta da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, na tarde desta quinta-feira (Foto: Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo)Taxistas na porta da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, na tarde desta quinta-feira (Foto: Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo)
Um grupo de taxistas tentou entrar na tarde desta quinta-feira (8) na sede da Prefeitura de São Paulo, no Centro, onde foi realizado o anúncio do prefeito Fernando Haddad (PT) sobre a regulamentação do aplicativo Uber na cidade. Houve tumulto. Haddad anunciou a criação de 5 mil novos alvarás para transporte individual de passageiros e o lançamento de uma categoria de “táxi preto”, que só poderá operar por meio de aplicativos.(veja vídeo)
Dezenas de taxistas tentaram forçar a entrada no prédio e foram impedidos pelos guardas-civis. A Polícia Militar também foi acionada para reforçar a segurança no Viaduto do Chá. Dentro do prédio, era possível ouvir cornetas e fogos de artíficio vindo dos manifestantes.
Como será
Os aplicativos também deverão ser credenciados e só poderão operar com os 38 mil taxistas com alvarás na cidade – os 33 mil já existentes e cinco mil novos que serão sorteados.
O Uber também poderá se credenciar, desde que se enquadre nas regras definidas por esse novo decreto, de acordo com a Prefeitura. Em nota, o Uber disse que "não é uma empresa de táxi e, portanto, não se encaixa em qualquer categoria deste tipo de serviço, que é de transporte individual público."
O carro terá que ser preto, com quatro portas e com até cinco anos de uso. As tarifas terão um valor máximo, e o motorista ou a empresa usarão o valor que quiserem desde que não ultrapassem o teto permitido. O novo modelo não terá taxímetro e a cobrança será realizada pelo aplicativo.
Taxistas tentam entrar na sede da Prefeitura na tarde desta quinta-feira (Foto: Roney Domingos/G1)Taxistas tentam entrar na sede da Prefeitura na tarde desta quinta-feira (Foto: Roney Domingos/G1)
Diferentemente dos táxis comuns, os carros do Uber não poderão andar pelos corredores de ônibus. E a Prefeitura vai criar uma licença especial com valor que será definido posteriormente. Esse valor deverá ser parcelado e o valor pago mensalmente deverá ser menor que o pago atualmente pelos taxistas.
O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, considerou correta a informação de que, em termos práticos, o Uber continua sem condições de operar porque os motoristas que ele usa não são reconhecidos pela Prefeitura de São Paulo.
Sorteio de alvarás
Os cinco mil novos alvarás serão sorteados em sua totalidade pela Caixa Econômica Federal e os motoristas que concorrerem precisam ter o Condutax – cadastro na Prefeitura que habilita o condutor a exercer a atividade de taxista. “Vamos mudar o regime de trabalho desse novo profissional. Não liberou geral. Vamos incorporar a modernidade, a inovação, sem perder o controle, para que o usuário seja contemplado”, afirmou o prefeito.
A prioridade no sorteio dos cinco mil novos alvarás será de pessoas que trabalham como “segundo motorista” – em táxis cuja titularidade do alvará pertence a outra pessoa -  e já são registradas na Prefeitura.
A diferença do “táxi preto” é que o motorista só poderá atender por aplicativos. Não será permitido que esses novos táxis operem em pontos pela cidade ou peguem passageiros pelo caminho.
“Todo táxi branco ou táxi preto pode utilizar o aplicativo. No caso do táxi preto, ele tem que utilizar o aplicativo que ele escolher”, disse Haddad. A Prefeitura estima que há cerca de 50 mil motoristas na fila de espera por um alvará em São Paulo.
O carro utilizado com esses cinco mil novos alvarás terá que ser preto, com quatro portas, ar-condicionado e com até cinco anos de uso.
As tarifas terão um valor máximo, até 25% maior que a tarifa comum, e o motorista ou a empresa usarão o valor que quiserem desde que não ultrapassem o teto permitido. "A gente precisa deixar uma margem de flexibilidade. A tarifa pode ser até 25% maior do que a comum, mas flexível – estamos admitindo e regulando o desconto", explicou Rodrigo Pirajá, presidente da SP Negócios.
O novo modelo não terá taxímetro e a cobrança será realizada exclusivamente pelo aplicativo. "Estamos prevendo que essa categoria vai trabalhar com mapas digitais e antecipação de custos. O usuário vai precisar saber qual a estimativa de custo que vai ter." Diferentemente dos táxis comuns, os carros não poderão andar pelos corredores de ônibus.
Em relação aos aplicativos, a Prefeitura definiu que eles serão cadastrados e pagarão os tributos definidos pela legislação municipal, entre eles o Imposto sobre Serviços (ISS). "A Prefeitura vai controlar e regular esses aplicativos, inclusive com compartilhamento de dados. Os aplicativos serão tributados na forma da legislação municipal", afirmou Pirajá.
Taxistas estacionaram em frente à Prefeitura para protesto contra regulamentação (Foto: Gustavo Gerchmann/Raw Image/Estadão Conteúdo)Taxistas estacionaram em frente à Prefeitura para protesto contra regulamentação (Foto: Gustavo Gerchmann/Raw Image/Estadão Conteúdo)
Protesto de taxistas na porta da Prefeitura de São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)Protesto de taxistas na porta da Prefeitura de São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)