Homem internado na UTI se apaixona e casa com técnica de enfermagem


Por causa de um problema no coração, Jônatas esperava por transplante.
Elys conheceu o paciente porque trocou horário do plantão com amiga.

Você vai conhecer uma história de amor fantástica! Jônatas, baiano de Salvador, foi para Fortaleza em busca de um coração para um transplante. E acabou encontrando dois! O da cirurgia e o da bela técnica de enfermagem Elys. Assista a reportagem no vídeo acima.assista clicando aqui

Drauzio Varella alerta sobre cápsulas distribuídas como cura do câncer


Suposto remédio foi criado por professor aposentado de química.
Centenas de pessoas foram atrás do comprimido no interior de SP.

Uma suposta pílula mágica que promete curar todos os tipos de câncer atraiu centenas de pessoas para o interior de São Paulo. Mas não se engane! A chamada “fosfoetanolamina” não é remédio e nunca foi testada em seres humanos. O doutor Drauzio Varella explica e alerta.assista aqui

Equipamento de tiro esportivo vira submetralhadora na mão de bandidos


Acessório fabricado principalmente nos EUA é contrabandeado ao Brasil.
Investigadores afirmam que policiais já foram mortos esse tipo de kit.

Um equipamento criado para tiro esportivo dá mais estabilidade ao atirador. Bandidos brasileiros usam o acessório em pistolas de verdade. E fabricam artesanalmente uma outra peça, que faz com que a arma dispare rajadas em vez de uma bala de cada vez. O “kit” transforma a pistola numa submetralhadora. Além de aumentar o poder de fogo dos bandidos, a nova arma é mais barata do que um fuzil. O Fantástico mostrou como os acessórios funcionam e foi ao Paraguai confirmar a facilidade de compra e contrabando do equipamento. Assista a reportagem no vídeo acima.assista clicando aqui

Depois de se recuperar de 11 tiros, jovem sofre novo ataque e dessa vez não consegue escapar


Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

Um jovem de 23 anos que já tinha marcas de 11 disparos de arma de fogo pelo corpo morreu baleado na tarde deste domingo (18), no bairro Cajuru. Jean Carlos da Silva estava em frente a casa de um amigo quando um homem se aproximou e efetuou os disparos. Silva tentou correr para dentro da casa, mas morreu antes do socorro.
O crime aconteceu na rua Miguel Pedro Abib, no  Jardim Acrópole, por volta das 12h45. Segundo testemunhas, Silva estava sentado em frente a casa de um amigo, onde ele morava temporariamente. Um homem se aproximou dele, disse algumas palavras e efetuou cerca de cinco tiros – dois atingiram a vítima, que caiu na garagem da casa.
Há cerca de um ano, Silva teria sofrido um atentado e ficou internado por dois meses, segundo um amigo, que preferiu não se identificar. Segundo ele, Silva teria inimizade com outros rapazes da região, mas preferiu não entrar em detalhes sobre o acerto de contas.
O crime será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

Mac Donald ex prefeito de FOZ é condenado


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O ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald (PDT) e outros três servidores foram condenados pela Justiça por atos de improbidade administrativa relacionados a reembolsos ilegais. Segundo o Ministério Público, nos anos de 2005 e 2006, a prefeitura arcou com a quantia de R$ 573.748,32 por trabalhos que deveriam ter sido prestados de maneira voluntária.
De acordo com a Promotoria de Justiça, o ex-prefeito e o ex-secretário de Esporte e Lazer, Emerson Wagner, firmaram convênio com a associação esportiva, que contava com 105 voluntários em seu quadro de pessoal. As investigações comprovaram que esses voluntários recebiam entre R$ 400 e R$ 1,8 mil por mês como reembolso, sem que houvesse comprovação das despesas por meio de recibos, notas fiscais ou outros documentos, conforme determina a lei.
Os acusados também foram condenados à ressarcir os cofres públicos, além da perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três anos e pagamento de multa. Não é a primeira vez que Mac Donald é condenado por irregularidades na gestão. Em fevereiro deste ano, o ex-prefeito foi condenado por fraude em licitações.

PT usa APP para tentar se recuperar no Paraná


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O PT tenta se recuperar no Paraná. Empreitada difícil. Com sua principal liderança, única com alcance majoritário, Gleisi Hoffmann, desmoralizada pelas denúncias de corrupção, com seus operadores, como André Vargas, Ricardo Hoffmann, Leon Vargas e outros presos pela Lava Jato, com um ex-prefeito, Eduardo Gaievski, assessor de Gleisi, preso por pedofilia, é difícil levantar a legenda.
O único caminho para evitar as desfiliações de prefeitos, vereadores, sindicalistas e militantes históricos é uma campanha de mobilização baseada na APP-Sindicato, braço sindical do PT, que comandou a esbórnia do Centro Cívico em abril, quando tomou a Assembleia Legislativa.
As grandes estrelas da mobilização são Gleisi Hoffmann(PT). A dirigente da APP, Marlei Fernandes, e Zeca Dirceu (PT). A vice prefeita de Curitiba, Miriam Gonçalves (PT) não aparece na programação.

Lula diz que pode ter entregue pedido de crédito de Cuba


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Carta em que país caribenho pede financiamento do BNDES teria sido dada a ministro
O Globo
BRASÍLIA – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu em depoimento ao Ministério Público do Distrito Federal que pode ter entregue ao então ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel uma carta de Cuba pedindo um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), órgão que é subordinado ao ministério. O GLOBO obteve a íntegra do depoimento, no qual o ex-presidente nega ser consultor ou ter feito lobby para empreiteiras brasileiras no exterior.
A carta mencionada teria sido entregue a Lula pelo ministro do Comércio Exterior de Cuba, Rodrigo Mamierca, em 1º de junho de 2011, e pedia financiamento do BNDES para pequenos produtores cubanos.
No depoimento prestado na quinta-feira, o ex-presidente disse não se lembrar da carta, mas reconheceu que pode ter recebido e entregue a Pimentel. Tentou minimizar o ato dizendo que o ministro “não manda” no BNDES.
“Que com relação ao expediente 606/2011, não recorda de ter trazido uma carta do ministro do Comércio Exterior de Cuba, Rodrigo Mamierca, ao ministro brasileiro Fernando Pimentel; que caso tenha recebido a carta ela deve ter sido entregue ao destinatário; que apenas ressalta que seria estranho um pedido ao ministro Fernando Pimentel relativo a crédito para pequenos produtores; que de qualquer forma o BNDES é autônomo, independendo de quem encaminhe o pedido de análise; que o ministro de Indústria e Comércio não manda no BNDES”, registra extrato do depoimento de Lula.
O ex-presidente confirma que nessa viagem realizada nos meses de maio e junho de 2011 conversou com o presidente cubano Raul Castro “sobre a importância de garantir fontes de energia para o futuro parque industrial que Cuba pretende fazer” e sobre a “recuperação da industrial canavial” do país caribenho. Lula disse imaginar que a Odebrecht, que bancou sua viagem, tivesse interesse em investir em usinas de etanol em Cuba, mas que não tinha conhecimento de pedido específico de financiamento do BNDES para o setor sucroalcooleiro daquele país. Afirmou que sabia do interesse cubano de receber financiamento do banco de fomento brasileiro para a reforma do aeroporto de Havana, mas disse não ter feito qualquer reunião sobre o tema. Disse desconhecer mudança de entendimento dentro do Ministério do Desenvolvimento sobre o tema.
DEPOIMENTO ESPONTÂNEO
O depoimento de Lula foi prestado espontaneamente e o procurador Ivan Cláudio Marx observou logo no início que o ex-presidente poderia ficar em silêncio, se assim desejasse, uma vez que é investigado. Lula afirmou logo no início ser “responsabilidade” de um ex-presidente defender o interesse de empresas brasileiras pelo mundo e citou o norte-americano Bill Clinton e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como exemplos. Afirmou que as empresas brasileiras levam a bandeira do país ao exterior e, por isso, merecem apoio. Discorreu ainda sobre o BNDES destacando a “seriedade da instituição” e negou ter feito lobby junto ao banco de fomento.
“Que nunca fez lobby e que respeita os profissionais de carreira que trabalham no BNDES; que o fato de deixar a Presidência da República não lhe fez perder nada o interesse que o Brasil cresça. que toda vez que se discute crescimento e desenvolvimento é necessário incluir o BNDES na discussão”, registra trecho do depoimento.
Lula disse ter recebido convites de empresas e países para atuar como consultor, mas que se negou a exercer tal atividade porque “não nasceu para isso”.
“Que recebeu convites de muitas empresas e países para ser consultor; que não aceitou pois não nasceu para isso”, afirmou.
PERGUNTAS SOBRE ATUAÇÃO EM CINCO PAÍSES
O ex-presidente afirmou que sua relação com o ex-diretor da Odebrecht Alexandrino Alencar era apenas “profissional”. O executivo foi preso na Operação Lava-Jato e liberado nesta sexta-feira. Lula destacou que as empresas brasileiras que pagavam por suas palestras indicavam os seus representantes para acompanhá-lo e que por isso viajou com Alexandrino. Disse não recordar exatamente quantas vezes foi acompanhado do executivo, mas acredita que em “4 ou 5” viagens.
O procurador questionou Lula sobre a atuação sua em cinco países: Chile, Angola, República Dominicana, Cuba e Venezuela. O ex-presidente negou qualquer irregularidade, atribuiu as viagens a palestras e negou ter tratado de negócios específicos nos encontros com autoridades locais.
No caso específico do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, negou ter falado com ele sobre a hidrelétrica de Laúca. Ressaltou que o diplomata que relatou tal tratativa não participou da reunião privada que teve com Santos.
O ex-presidente disse não acompanhar as finanças do Instituto Lula nem da empresa LILS, que recebe os recursos que lhe são pagos por palestras. Ressaltou apenas que tudo está contabilizado.

Lula falou apenas o que quis ao MPF


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O Antagonista
No depoimento voluntário que fez em local secreto ao procurador Ivan Marx, Lula disse que sua relação com Alexandrino Alencar era “profissional”, não sabendo sequer precisar o cargo que o executivo ocupava na Odebrecht. A declaração de Lula é como uma nota de 3 reais.
A reportagem de Época, que revela quanto o ex-presidente recebeu da Odebrecht para dar palestras, também diz que Lula e Alexandrino se conhecem desde os tempos do Planalto. “A proximidade entre eles era tão grande que se cumprimentavam com um beijo no rosto”, diz a revista.
E há outros elementos que reforçam essa versão. No livro “O Mais Louco do Bando”, Andrés Sanchez conta que a Arena Corinthians foi erguida pela Odebrecht a pedido do próprio Lula a Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar, em Brasília.
Sanchez, ligadíssimo a Lula, se refere a Alexandrino como um “amigão do peito, quase parente”. “Nos conhecemos desde os tempos em que ele foi diretor da empresa OPP, que, após uma fusão, deu origem à Braskem

Primeira fatia da pizza do fatiamento


O Antagonisra
O fatiamento da Lava Jato rendeu a sua primeira fatia de pizza.
O Estadão noticiou que “o advogado Alexandre Romano, o Chambinho, ex-vereador do PT em Americana, trocou neste sábado a prisão em Curitiba pelo regime domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Apontado como suposto operador de propinas em contratos de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, Chambinho estava preso na carceragem da PF em Curitiba, base da Operação Lava Jato, desde 13 de agosto,quando foi deflagrada a Operação Pixuleco II. Por decisão da Justiça Federal em São Paulo, Chambinho ficará em prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira.”
O narizinho de Gleisi Hoffman ficou mais arrebitado.

O vale-tudo da política brasileira vai de uma declaração desonesta aos píncaros do petrolão


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A degeneração da política chegou a tal ponto que declarações, negociações e acordões que deveriam provocar repulsa são feitos à luz do dia
André Petry, Veja
Nem Cícero, cuja prosa esplêndida ajudou a elevar uma língua de alcoviteiros às glórias de um idioma épico, foi capaz de convencer os romanos da pureza permanente de seus propósitos. Na sua disputa fatal com Marco Antônio, mesmo Cícero usou seu latim para fazer o que todos os políticos fazem desde os primórdios da civilização – esconder, enganar, despistar e selar negociações, trocas e acordos que, examinados à luz do dia, causam embaraço e constrangimento. Por isso, profissionais e amadores concordam: a política é o território do cinismo. Mas, na semana passada, exacerbando uma tendência que se agiganta ano após ano, a política brasileira atingiu um patamar de descompostura capaz de impressionar os bárbaros e escandalizar os romanos.
Em encontro com sindicalistas da CUT, a presidente Dilma Rousseff fez seu discurso mais contundente contra a ameaça de impeachment e atacou seus adversários chamando-os de “moralistas sem moral”. Referia-se ao fato de que, nas fileiras da oposição, há flor mas também há pântano, a começar pela aliança sempre envergonhada com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acusado de manter quatro contas secretas na Suíça. O raciocínio fazia sentido: querem limpar o governo com faxineiros enlameados? Ocorre que, antes do discurso moralista, Dilma deu uma demonstração daquela moral de conveniência que tanto desacredita os políticos: autorizou seus ministros a negociar um acordo de salvação mútua com o mesmo Eduardo Cunha das contas secretas na Suíça.

Delator de Gleisi deixa prisão e cumprirá regime domiciliar


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O advogado Alexandre Romano, conhecido como “Chambinho”, deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba neste sábado (17) e irá cumprir prisão regime domiciliar. Ele estava em prisão preventiva desde agosto, quando foi deflagrada a Operação Pixuleco 2, 18º fase da Lava Jato.
Chambinho é apontado como suposto operador de propinas em esquema de corrupção envolvendo contratos do Ministério do Planejamento. Durante depoimento em delação premiada, Chambinho faz menção à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e ao ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, marido de Gleisi, e envolveu o advogado da petista, Guilherme Gonçalves.
Agora, Romano será monitorado por uma tornozeleira eletrônica. A justiça federal de São Paulo concedeu a prisão domiciliar após a defesa do réu alegar que, por ser advogado, Romano tem direito à prisão especial. O inquérito envolvendo a senadora está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF), que optou por fatiar os autos da operação pelo critério da territorialidade. Assim, os processos envolvendo outros investigados foram encaminhados a Justiça Federal de São Paulo.

Os imorais


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Mary Zaidan
Moral. Prática em desuso na política, a palavra reinou no discurso da presidente Dilma Rousseff durante o 12º Congresso da CUT, que recebeu também o ex Lula e toda a sua beligerância contra quem não reza por sua cartilha. Pelo histórico de ambos e as demonstrações feitas a rodo na semana passada, nem um nem outro conhece o significado do verbete.
Dilma apontou o dedo para a oposição vociferando contra “moralistas sem moral”. Sem gaguejar – o que é raro em suas falas –, garantiu que nunca fez “da atividade política e da vida pública meios para obter vantagem pessoal de qualquer tipo”.
É mais uma adepta do conceito torto de moral difundido por Lula e o PT.
No código moral do petismo, tudo valia – mentir, barganhar, vender a alma e até roubar -, desde que em nome do projeto do partido, o único capaz de salvar os pobres e desassistidos das garras dos liberais, dos ricos. Hoje, essa é premissa superada. Vale tudo e muito mais.
A desfaçatez e a roubalheira graçam em todos os cantos. Cobram-se comissões e desvia-se dinheiro público para encher os bolsos. Engorda-se a conta bancária interna e externa de gente do PT e de aliados para continuar no poder, segurar cargos e privilégios e tentar blindar companheiros metidos em sucessivos escândalos. Lula, seus filhos e até uma nora são alguns dos protagonistas.
É fato que, diferentemente do que ocorre com gente até do primeiro escalão petista, não paira sobre Dilma a suspeita de que ela tenha surrupiado um único tostão. Mas o seu comportamento, o que fez e faz, tudo está longe da dignidade reclamada por ela, anos-luz de distância da moralidade.
No código que tomou de empréstimo do seu patrono, ela não considera imoral mentir deslavadamente para aniquilar adversários, como fez com Marina Silva. Nem ludibriar o eleitor vendendo o país cor-de-rosa e prometendo o impossível, como o trem-bala, a construção de seis mil creches ou 800 aeroportos regionais.
Não é imoral nem aética a barganha sórdida urdida em parceria com Lula para frear seu impedimento, entregando ministérios a quem não tem qualquer competência para conduzi-los; permutando fartos nacos do Estado pela garantia de seu mandato. Reveste-se de moral o ato de voltar atrás no compromisso de acabar com três mil cargos comissionados, agora necessários para que os aliados votem pela permanência da presidente rejeitada por mais 70% do país.
É também moralmente defensável negociar e proteger o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enrolado até o último fio do cabelo em milhões inexplicáveis e não declarados. Nesse caso, diga-se, boa parte da oposição comete imoralidade idêntica.
Não há qualquer indício de que Dilma tenha desviado recursos para a sua conta. Mas é difícil crer em sua inocência. Ainda que como cúmplice, estava lá com poder de mando, como ministra das Minas e Energia e presidente do Conselho, quando se institucionalizou a bilionária ladroagem na Petrobras.
Era a candidata à reeleição quando mentiu sabendo que mentia. Foi desonesta, imoral.
Moral é um conjunto de princípios e virtudes que norteiam o comportamento. Não é blablablá para agradar plateias. Moral não inclui bravatas nem tergiversação. Muito menos permite leituras singulares como o petismo adora fazer e Dilma repete.
Moral da história: serão os brasileiros com moral que pagarão a conta dos sem-moral. Daqueles que se acham acima de qualquer moral, que protegem e compram imorais

Mendes ironiza: ‘Hoje, mensalão é para juizado de pequenas causas’


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O ministro Gilmar Mendes, do STF, disse nesta sexta feira, 16, que “hoje, pelos números do escândalo na Petrobrás, o Mensalão teria que ser julgado em juizado de pequenas causas”. Mendes demonstrou perplexidade com os valores que a Operação Lava Jato descobriu no esquema de corrupção instalado na estatal petrolífera entre 2004 e 2014. As informações são do Estadão.
Mendes citou o caso de “um ex-­diretor da Petrobrás que devolveu US$ 100 milhões”, referindo ao ex-­gerente Pedro Barusco, que fez delação premiada e espontaneamente devolveu a quantia que confessou ter recebido em propinas. “É quase o valor do Mensalão”, disse Gilmar Mendes.
A Lava Jato constatou que o rombo na Petrobrás chega a quase R$ 20 bilhões. Em seu balanço, a estatal aponta R$ 6,2 bilhões desviados. O ministro também fez referência ao fato de o PT ter apoiado o veto ao financiamento de empresas nas eleições. “O partido do Governo está virando Madre Teresa de Calcutá. Antes, parte dos recursos da Petrobrás o financiou. Agora, quer financiamento público, contribuição do cidadão mais pobre”, declarou o ministro. “Conversão estranha do partido do Governo.”

Londrina de volta à Série B do Brasileirão


foto - roberto custodio JL
O Londrina está de volta à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (18) à noite, quase 30 mil pessoas foram ao estádio do Café e assistiram a vitória do time contra o Confiança, por 1 a 0. Com o empate no jogo de ida, em Sergipe, este resultado bastou para o Londrina avançar para a semifinal da Série C e garantir vaga na Série B de 2016. O Tubarão não disputava a segunda divisão nacional desde 2004.

Netos e bisnetos de Niemeyer, 'os sem mesada', disputam herança minguada


"A fonte secou", diz Vera, viúva de Oscar Niemeyer (1907-2012), inventariante do espólio do arquiteto morto há quase três anos.
Apesar do renome internacional e de ter trabalhado por mais de oito décadas ao longo dos 104 anos de vida, o patrono da arquitetura moderna deixou um patrimônio modesto e um escritório que passa por dificuldades financeiras sem o toque de Midas de seu fundador.
"Ele sustentou com seu trabalho incessante até a terceira geração", diz o advogado Allan Guerra, que representa dona Vera e o escritório de arquitetura.
Um ex-funcionário relata que o velho Oscar pagava cerca de R$ 200 mil mensais de mesada para familiares, inclusive bisnetos na faixa de 40 anos.
Pelo menos três dos netos, todos com mais de 60 anos, faziam retiradas mensais que variavam de R$ 25 mil a R$ 15 mil, caso de Carlos Eduardo Niemeyer, o Kadu, que hoje é taxista. Já os bisnetos mais próximos recebiam entre R$ 7 mil e R$ 10 mil cada um.
"Eu só tive você, Anna Maria. Essa confusão toda foi você quem criou", brincava Oscar com sua filha única, fruto do casamento de 76 anos com Anita Baldo (1909-2004), que morreu seis meses antes dele, aos 82 anos.
A galerista deixou quatro filhos, que são os herdeiros formais de Niemeyer. Ela é mãe de Ana Lúcia, 64, Ana Elisa, 62, e Carlos Eduardo, 61 (frutos do primeiro casamento), e de Carlos Oscar, o caçula, da união com Carlos Magalhães.
Todos, em maior ou menor grau, viveram à sombra ou da generosidade de Oscar. "Ele sempre foi muito generoso. Distribuiu sua herança em vida e ajudou não só netos e bisnetos, mas também amigos", diz dona Vera.
Comunista histórico, Oscar deu um apartamento de presente para Luiz Carlos Prestes (1898-1990), o lendário líder comunista. Presenteou o motorista da família com uma casa que leva sua assinatura, além de ter comprado ou ajudado a comprar imóveis para todos os netos e alguns bisnetos.
DIVISÃO DE BENS
O quinhão da viúva também foi definido em vida. Ele deixou para Vera o apartamento onde o casal vivia em Ipanema e a cobertura da avenida Atlântica, em Copacabana, onde o gênio da arquitetura moderna criou alguns de suas obras mais icônicas.
No inventário, estão listados bens como a Casa das Canoas, obra de 1952 que Niemeyer projetou para morar com a família, e uma fazenda em Maricá, interior do Rio.
"Meu avô nunca guardou dinheiro. Ele comia o que ele ganhava no dia. Sempre foi assim. Ele podia ter comprado vários imóveis pra ele, mas sempre foi uma pessoa generosa", atesta o neto Carlos Eduardo, o Kadu.
Sem dinheiro no banco e sem o parente importante, os herdeiros agora se lançam na disputa pelo legado arquitetônico de Niemeyer, de olho em futuros projetos com a assinatura do criador de Brasília.
"A fortuna em jogo são os croquis", diz um amigo de Oscar, que pede para não ser identificado.
No centro da disputa em torno do legado estão Vera, no papel de inventariante e à frente do Instituto Oscar Niemeyer (braço social).
De outro, está Ana Lúcia, neta que criou a Fundação Oscar Niemeyer há 25 anos (braço cultural).
Em um terceiro flanco se posiciona Ana Elisa, sócia do escritório de arquitetura e urbanismo que executa projetos em andamento levam a assinatura de Niemeyer (braço comercial).
Herdeiros Niemeyer
ARQUITETURA COMPLICADA
O tripé desenhado por Niemeyer em vida está cambaleante após a sua morte. A divisão de áreas e atribuições vem se mostrando no mínimo problemática pelo grau de dependência que os herdeiros tinham em relação ao patriarca, a quem todos chamavam de "Dindo".
"Uma coisa era com ele, outra é sem. Tudo ficou mais difícil", admite Jair Valera, arquiteto e sócio de Ana Elisa, que ao longo de mais de três décadas desenvolveu projetos com a assinatura de Oscar Niemeyer. "O trabalho reduziu muito. Já tivemos 20 arquitetos contratados, agora, somos cinco."
No momento, o escritório acompanha projetos como a catedral de Belo Horizonte e a biblioteca de Argel, na Argélia, obras em andamento após a morte de Niemeyer.
A galinha dos ovos de ouro é o que pode ou não pode ser construído com a assinatura Oscar Niemeyer a partir de agora. "Ele cedeu em vida os direitos sobre o acervo para a fundação justamente para evitar disputas", diz Carlos Ricardo Niemeyer, filho de Ana Lúcia e bisneto que administra a Fundação Oscar Niemeyer.
Vera diz que não vai se meter no imbróglio dos herdeiros. "Minha parte é manter o escritório funcionando até cumprir os contratos e chegarmos ao final do inventário", diz a viúva. "Quanto aos herdeiros, cada um responde por si. Tento fortalecer o que eles terão direito mais tarde. Minha responsabilidade é deixar o nome do Oscar íntegro como sempre foi."