Caiu do poleiro


pb e gh
Pois, pois, diz o ditado que pretensão e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Do caldo de galinha, pouco se sabe. Mas pretensão é o que não falta à senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, Paulo Bernardo, que caiu do poleiro depois de passar por dois ministérios, o do Planejamento e o das Comunicações. Isso porque a desgraça bateu-lhes à porte no episódio da Lava Jato em que o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmaram que o casal levou R$ 1 milhão de dinheiro público desviado da Petrobras.
Pois, pois, a irrequieta senadora não se conforma, quer o marido em outro ministério, pois não conseguiu emplacá-lo na direção da Itaipu Binacional, Sua tática é atacar o atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para que Paulo Bernardo, que ela tem em conta de grande financista, ocupe seu lugar. Ontem ela desancou o pobre Levy em artigo que distribuiu à imprensa. “São os juros, ministro”, diz ela, com ares de sabedoria econômica que estaria faltando a Levy.
“Reduzir a taxa de juros é condição básica para o crescimento da nossa economia. “, ensina Gleisi. Ora, pois, ontem mesmo a presidente Dilma Rousseff informou, desde a Suécia, que Levy não cai e não deu a mínima para o discursinho de Gleisi. O marido parece que vai continuar em férias.

Maurício Requião perde na Justiça e fica fora do Tribunal de Contas


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O psicólogo Maurício Requião, irmão do senador Roberto Requião (PMDB), continua afastado do Tribunal de Contas do Estado, por decisão tomada na tarde desta segunda-feira (19) pelo Tribunal de Justiça do Paraná. A votação foi apertada, com uma diferença de apenas um voto: nove desembargadores se manifestaram contra o retorno do irmão do senador e oito foram favoráveis. Com informações da Gazeta do Povo.
Os votos em torno do mandado de segurança de Maurício foram proferidos em duas sessões do Órgão Especial. No último dia 5, o relator do caso,Antonio Loyola Vieira, se manifestou contra o mandado de segurança, mas um pedido de vista do desembargador Luiz Osorio Moraes Panza interrompeu a votação naquele dia.Nesta segunda-feira, o julgamento foi retomado com o voto de Panza, favorável a Maurício.
O relator do caso, contudo, voltou a tratar dos pontos levantados originalmente, na ação popular. Antonio Loyola Vieira sustenta que o processo eleitoral de 2008 foi ilegal: a data de abertura do processo eleitoral na Assembleia Legislativa se antecipou à vacância oficial da cadeira de conselheiro do órgão; a realização de votação aberta entre os parlamentares ocorreu “ao arrepio da lei”, pois deveria ter sido fechada; e, por fim, a nomeação fere a súmula vinculante número 13 do STF, “a regra antinepotismo”, já que o governador da época (2008), Roberto Requião (PMDB), é irmão de Maurício. Ex-secretário estadual de Educação, Maurício hoje tem uma cadeira no Conselho da Itaipu Binacional.

Sergio Moro decreta nova prisão de Odebrecht, que passa o Natal na cadeia


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O juiz federal Sergio Moro abriu nesta segunda-feira (19) mais uma ação penal contra o presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outras cinco pessoas e decretou nova prisão preventiva do empreiteiro, que está detido há quatro meses. As informações são da Folha de S. Paulo.
É a terceira vez que Moro decreta a prisão preventiva de Marcelo Odebrecht, o que deve dificultar o trâmite de pedidos de habeas corpus em outras instâncias e fazer com que o empresário fique preso pelo menos até o Natal.
O Ministério Público Federal acusa o empreiteiro e três executivos da empresa de pagar R$ 138 milhões de propina em obras da Petrobras, como projetos na refinaria Abreu e Lima (PE) e no Comperj (RJ).
O ex-diretor da estatal Renato Duque e o ex-gerente Pedro Barusco são acusados de corrupção passiva. Com a decisão de Moro, todos viraram réus na ação penal. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa também foi acusado, mas, como firmou acordo de colaboração e já foi condenado em outros processos, não foi incluído no caso.
No despacho desta segunda-feira, Moro voltou a se manifestar contra o”fatiamento” de ações da Operação Lava Jato pelo país e disse que “não há como espalhar processos perante juízos pelo país”.
Os executivos da Odebrecht envolvidos são Cesar Ramos Rocha, Márcio Faria da Silva e Rogério Araújo, que também estão presos desde junho, quando foi deflagrada a 14ª fase da Lava Jato. Todos os seis réus já respondiam a outras ações penais na Justiça Federal do Paraná. Duque e Barusco já foram até condenados em processos da Lava Jato.
NOVO DECRETO
Ao decretar nova prisão preventiva de Marcelo Odebrecht e de mais dois executivos, Moro voltou a mencionar mensagens coletadas pelos investigadores no celular do empreiteiro.
Nessas provas, Odebrecht diz a subordinados para “trabalhar para parar/anular (dissidentes PF)” e recomenda “higienizar apetrechos”, frases que foram interpretadas como tentativa de interferir nas investigações. O juiz afirma no despacho que há “indícios” de que Márcio Faria e Rogério Araújo destruíram provas e lembrou que buscas feitas pela PF tiveram pouca eficácia.
Moro também diz que uma decisão do Supremo Tribunal Federal que libertou o executivo Alexandrino Alencar, na última sexta-feira (16), deve ser “respeitada”, mas afirmou que o suspeito não foi alvo da denúncia do Ministério Público Federal.
Se o trâmite dos pedidos de habeas corpus dos executivos seguir o ritmo que teve até agora, Marcelo Odebrecht ficará detido no mínimo até o início de 2016.
O executivo pediu a libertação na segunda instância da Justiça Federal, que rejeitou a solicitação, e também ao Superior Tribunal de Justiça, que já negou liminar

O “novo” Lewandowski


O Antagonista
Ricardo Lewandowski elogiou as investigações sobre corrupção no Brasil e o trabalho de Sérgio Moro. Em palestra num centro de estudos em Washington, o presidente do STF disse que o Brasil vive uma “revolução”, porque “o Judiciário está cuidando dos escândalos”.
Lewandowski, que até pouco tempo criticava Moro, agora diz estar “muito orgulhoso” do juiz. A nova postura republicana de Lewandowski surge depois de notícias publicadas pelo Antagonista sobre liminar sua que beneficiou clientes de Luciana Lóssio e Técio Lins e Silva.
Também coincide com notícia do Antagonista sobre a relação de seu sobrinho Mario Lewandowski com o futebol americano de Luis Claudio Lula da Silva, o Lulinhazinho.

Janot pede que Dirceu perca benefício no mensalão por crimes na Petrobras


Hedeson Alves - 31.ago.15/Efe
BRA01. CURITIBA (BRASIL), 31/08/2015.- El exministro brasileño José Dirceu, el hombre fuerte del primer mandato del expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), condenado hace dos años por corrupción y detenido este mes por su supuesta vinculación a la red de corrupción en la petrolera estatal Petrobras, habla en la sede de la Policía Federal de Curitiba (Brasil). Dirceu se negó a declarar hoy ante una comisión del Congreso brasileño que investiga el caso. Los miembros del grupo parlamentario se desplazaron hasta la ciudad de Curitiba, en el sur del país, donde se reunieron con Dirceu en dependencias de la justicia federal, pero no lograron una sola respuesta a las preguntas formuladas durante una media hora. EFE/Hedeson Alves ORG XMIT: BRA01
O ex-ministro José Dirceu, preso na Lava Jato, ao depor à CPI da Petrobras, em Curitiba


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Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o ex-ministro José Dirceu perca o direito a prisão domiciliar, referente a sua condenação pelo mensalão, e passe a cumprir pena em regime fechado.
O motivo da solicitação são os indícios de que o petista continuou a cometer crimes após sua condenação no mensalão, no esquema de corrupção da Petrobras. Os atos criminosos apontados nos desvios da estatal teriam ocorrido durante regime semiaberto no mensalão.
Para o procurador-geral da República, a Justiça do Paraná, responsável pela Lava Jato, indicou que Dirceu cometeu crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pelo menos, até 23 de dezembro de 2014.
Dirceu cumpria prisão domiciliar desde novembro de 2014. Ele foi condenado no mensalão a pena de 7 anos e 11 meses. Em agosto deste ano, foi preso na Operação Lava Jato.
Para Janot, há "prova contundente e abundante da prática criminosa", já que a denúncia foi aceita pela 13ª Vara Federal de Curitiba, e Dirceu virou réu na ação penal.
"Os crimes praticados pelo menos até a data de dezembro de 2014, portanto, em momento posterior ao trânsito em julgado do acórdão condenatório na ação penal 470 [mensalão] e mesmo à progressão para o regime aberto", disse o procurador-geral. "Com isso, a execução da pena privativa de liberdade do sentenciado tornou-se sujeita à forma regressiva com a transferência para regime mais gravoso", disse.
O pedido de Janot será analisado pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso, relator da execução das penas dos condenados do mensalão. A defesa de Dirceu também irá se manifestar sobre a recomendação do procurador-geral.
No julgamento do mensalão, Dirceu foi apontado como um dos integrantes do núcleo político que atuou nos desvios de recursos públicos para a compra de apoio político no Congresso durante o início do governo Lula.
Na ação penal da Lava Jato, Dirceu é acusado de receber propina de empreiteiras com contratos na estatal por meio de sua empresa de consultoria. Os serviços de consultoria, diz o Ministério Público, nunca foram prestados.
A defesa do petista nega os crimes e sustenta que ele é acusado apenas em delação premiada, que não pode servir de prova para condenação.

Graça Foster diz que tinha relação 'distante' com diretores condenados


Ex-presidente da Petrobras falou como testemunha de ação da Lava Jato.
Ela disse que não desconfiava de Paulo Roberto Costa e Renato Duque.

Fernando CastroDo G1 PR
Graça Foster fala na CPI da Petrobras (Foto: Renato Costa/Frame/Estadão Conteúdo)Graça Foster falou como testemunha em ação da Lava Jato (Foto: Renato Costa/Frame/Estadão Conteúdo)
A ex-presidente da Petrobras Graça Foster depôs como testemunha em um processo da Operação Lava Jato nesta segunda-feira (19). Ela foi arrolada pela defesa do ex-diretor da Andrade Gutierrez Antônio Pedro Campelo de Souza Dias. No depoimento Foster falou sobre o relacionamento com os então diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque.
Esta foi a primeira vez que Graça Foster falou à Justiça Federal no Paraná em processos relacionados à Lava Jato.
Segundo Graça Foster, ela tinha um relacionamento distante com os dois diretores – ambos acabaram deixando os cargos durante a gestão dela, que teve início em 2012. Questionada pelo juiz Sérgio Moro sobre a qualidade do trabalho deles, Graça Foster disse que os via como bons profissionais, e que não desconfiava de que eles poderiam agir com “maus procedimentos”.
“Eram pessoas que trabalhavam muito, mas eram muito independentes”, afirmou Foster. Foster disse que, ao assumir o cargo, tomou medidas diferentes das adotadas pelo antecessor, José Sérgio Gabrielli, que dava mais liberdade para eles trabalharem. “Eu sou mais chata, queria estar junto”, disse.
Ao ser perguntada sobre a saída de ambos da estatal, Graça Foster lembrou que Paulo Roberto Costa foi demitido pelo então ministro de Minas e Energia. Já com relação a Renato Duque, ela afirmou que sabia que ele não gostava de trabalhar com ela. “O Duque não queria trabalhar comigo, ouvia dizer que ele falava que ‘quando a Graça assumir, eu vou embora’.”, relatou.
O juiz Sérgio Moro ainda perguntou se Graça Foster foi a favor ou contra a saída dos diretores. “Eu preferia ter a minha diretoria”, respondeu.
Paulo Roberto Costa fez acordo de delação premiada e confessou desvios na estatal. Por ter sido condenado a mais de 20 anos, ele já não deve responder a novos processos sobre os crimes investigados na Lava Jato. Já Renato Duque, que não fez acordo, foi condenado a mais de 20 anos em uma ação e ainda responde a outros processos.

Vítimas de chacina em Rondônia foram queimadas vivas, diz polícia


Três das cinco pessoas mortas na zona rural de Vilhena foram carbonizadas.
Dois suspeitos foram identificados e estão sendo procurados pela polícia.

Dennis Weber e Camilo EstevamDo G1 Vilhena e Cone Sul
Três dos cinco mortos da chacina ocorrida em uma fazenda na zona rural de Vilhena (RO), a cerca de 700 quilômetros de Porto Velho, no último sábado (17) foram queimadas vivas, segundo a Polícia Civil. As investigações apontam que o crime teria sido motivado por disputa de terras. Dois suspeitos de serem os mandantes foram identificados e estão sendo procurados. Dentre os mortos estão dois idosos e um adolescente de 17 anos.veja vídeo)
saiba mais

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Fábio Campos, seis pessoas armadas chegaram em três motocicletas na propriedade e realizaram os homicídios. O local passou por uma reintegração de posse dois dias antes da chacina.
"Eles chegaram atirando. Depois atearam fogo na casa onde as vítimas tentavam se esconder. Houve pessoas ali que estavam vivas, morreram não pelo tiro, mas em razão do incêndio. Foram queimadas vivas na verdade", afirma.
Casa em propriedade foi queimada durante chacina (Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO)Casa em fazenda na zona rural de Vilhena foi
queimada (Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO)
O delegado diz que um dos suspeitos de participar dos assassinatos foi identificado e teve a prisão preventiva decretada. "Temos um nome e a qualificação do principal suspeito. Foi amplamente reconhecido pelos métodos utilizados e por várias testemunhas, que é o senhor Pedro Arrigo. Um cidadão condenado pela Justiça local há mais de 12 anos de prisão por invasão de terras, lesão grave, cárcere privado e está em liberdade", comenta.
Outro suspeito também está sendo procurado, mas o nome ainda não foi divulgado pela Polícia Civil. As buscas continuam na região. "Foi um ato terrorista praticado por pessoas que não merecem viver em um estado democrático", finaliza Campos.

Veja quem foram as vítimas da chacina em Vilhena:
José Bezerra dos Santos, de 64 anos, foi a primeira vítima (Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO)José Bezerra dos Santos, de 64 anos, foi a primeira
vítima (Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO)
- José Bezerra do Santos, 64 anos, morador da região.
Foi morto a tiros quando saia de uma propriedade ao lado do local da chacina e o corpo foi escondido em uma mata. A Polícia Civil acredita que o idoso foi morto antes dos demais homicídios.
- Daniel Aciari, 66 anos, morador da região.
Morava em uma propriedade próxima ao local da chacina e estava visitando colegas no local do crime. Daniel foi baleado e também teve parte do corpo queimado.
João Pereira Sobrinho, de 52 anos, foi morto com o filho (Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO)João Pereira Sobrinho, de 52 anos, foi morto com
o filho (Foto: Reprodução/Rede Amazônica RO)
- João Pereira Sobrinho, 52 anos, e Dagner Lemes Pereira, 17 anos.
Pai e filho trabalhavam na fazenda construindo cercas e prestando serviços na região.  Eles morreram carbonizados dentro da casa onde o crime ocorreu.
- Uma das vítimas carbonizadas ainda não foi identificada.
Outras duas pessoas conseguiram escapar com vida. Um homem foi baleado e conseguiu fugir da casa incendiada e disse à polícia que se fingiu de morto. Ele foi socorrido até o Hospital Regional, onde permanece internado. Outra vítima conseguiu escapar sem ferimentos por um matagal próximo à propriedade.
Conforme um tio de Dagner, que não quis se identificar, pai e filho estavam trabalhando na região há cinco dias. "Espero que a justiça seja feita e acredito no trabalho da polícia. Espero que os responsáveis paguem pelo que fizeram. A dor que a minha família está sentido é muito grande", comenta.

Criminosos são gravados fugindo pelo mar e atiram contra barco em Santos


Grupo era composto por ao menos cinco pessoas e havia realizado roubos.
Helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado e auxiliou durante buscas.

Do G1 Santos
Imagens gravadas por uma câmera instalada em uma embarcação da Receita Federal registraram uma quadrilha fugindo de barco logo após o grupo cometer um assalto na manhã desta segunda-feira (19). Ao notarem que estavam sendo seguidos pela embarcação da Receita, um dos homens se levanta e efetua disparos contra a câmera.(veja vídeo)
saiba mais
O grupo, que era composto por aproximadamente cinco pessoas, havia acabado de realizar roubos em diversas lojas que ficam próximas ao Terminal de Passageiros, na travessia entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. O grupo ainda fez um homem refém ao fugir do local de barco.
Dois disparos efetuados pelos criminosos atingiram a embarcação da Receita Federal. Após fugir do local, a quadrilha parou o barco que tripulavam perto da Avenida General San Martin, no bairro Ponta da Praia e pularam a mureta.
O Helicóptero Águia da Polícia Militar foi acionado e auxiliou durante as buscas. O grupo conseguiu fugir a pé, sendo que dois homens foram capturados por Policiais Militares que estavam próximos ao local. O caso está sendo investigado no 3º Distrito Policial da cidade. Ninguém ficou ferido.
Grupo fugiu de barco após realizar assaltos em Santos, no litoral de São Paulo (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Grupo fugiu de barco após realizar assaltos em Santos, no litoral de SP (Foto: Reprodução / TV Tribuna)
Quadrilha fugiu e escalou mureta de Santos após sair de barco (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Quadrilha fugiu e escalou mureta de Santos após sair de barco (Foto: Reprodução / TV Tribuna)
Suspeito efetuou dois disparos contra embarcação da Receita Federal (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Suspeito efetuou dois disparos contra embarcação da Receita Federal (Foto: Reprodução / TV Tribuna)

Eduardo Cunha diz que não renuncia à Presidência da Câmara


Documentos demonstram que ele tem contas não declaradas na Suíça.
'Esqueçam, não vou renunciar', afirmou deputado em entrevista.

Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou nesta segunda-feira (19) que não renunciará à presidência da Câmara. "Esqueçam, não vou renunciar", declarou.veja vídeo
Na última sexta-feira, documentos do Ministério Público da Suíça revelados pela TV Globo mostraram que Cunha é titular de contas em bancos na Suíça. Em março, em depoimento à CPI da Petrobras, ele afirmou que não tem contas no exterior. Cunha é alvo de umarepresentação no Conselho de Ética da Câmara dos partidos PSOL e Rede, que tentam cassar o mandato de deputado do presidente da Casa.
"Aqueles que desejam a minha saída têm de esperar o fim do mandato para escolher outro", disse Eduardo Cunha na entrevista.
Eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo."
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, em resposta à presidente Dilma Rousseff
Ele afirmou que se sente em condições de continuar na presidência da Câmara. "Tenho legitimidade para executar todos os atos da função [para] que fui eleito", declarou.
O presidente da Câmara voltou a se recusar a falar sobre as contas na Suíça – disse que isso cabe aos advogados – e reiterou o teor das notas divulgadas anteriormente, em que afirmou não ter contas no exterior nem ter recebido "qualquer vantagem".
O peemedebista negou se sentir isolado politicamente. Ele sustentou ainda que não precisa do apoio do PMDB para se defender.
"Eu não preciso que ninguém me ajude a fazer a minha defesa. A minha defesa será feita por mim mesmo e pelos meus advogados num segundo momento no foro apropriado", argumentou.
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Conselho de Ètica
Sobre a representação no Conselho de Ética por suposta quebra de decoro parlamentar, Cunha disse que se trata de uma situação "técnica" e não política.
"Eu vou precisar provar exatamente o que me acusam para que aí possa a maioria do Conselho [de Ética] e do plenário [da Câmara] se satisfazer com as defesas que serão feitas. Isso não é uma situação política, é uma situação também técnica. Vou tratar também tecnicamente", disse.
Dilma
Cunha foi questionado sobre entrevista da presidente Dilma Rousseff na Suécia no fim de semana, na qual, ao comentar as provas da existência de contas de Cunha na Suíça, Dilma disse lamentar "que seja um brasileiro".
"E eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo", respondeu Eduardo Cunha na entrevista.
Votações na Câmara
O deputado também falou sobre suposta preocupação do governo com a pauta de votações na Câmara, afirmando que continuará trabalhando com a mesma "celeridade".
"Se o governo sofreu derrotas, [...) é porque não tem uma base em condições de dar esse quórum e vencer as votações", afirmou.
CPI da Petrobras
Cunha contestou ainda críticas de que os trabalhos da CPI da Petrobras, com fim previsto para esta semana, não deverão ser prorrogados a fim de poupar a ele próprio e a outros parlamentares que teriam se beneficiado do esquema de corrupção na estatal.
"Se a própria CPI não votou a sua prorrogação, não é o presidente da Câmara que vai fazer isso de ofício. (...) Não participei de nenhum acordo", disse.