Criança de um ano mata cobra com mordidas

 

Animal seria uma cobra-do-capim, espécie que não é venenosa

Por: Milena Schoeller
02/11/2015 - 08h31min | Atualizada em 02/11/2015 - 17h48min
Criança de um ano mata cobra com mordida em Mostardas Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal
Uma criança de um ano e cinco meses matou um filhote de cobra com uma mordida neste domingo em Mostardas, litoral do Rio Grande do Sul. O menino, chamado Lorenzo, não se feriu. A partir da análise de fotos, o Centro de Informações Toxicológicas do Estado confirmou ser da espécie cobra-do-capim, não venenosa.
Em entrevista à Rádio Gaúcha, a mãe da criança, Jaine Ferreira, relatou que o filho brincava no pátio quando o fato ocorreu. Ela disse que o menino estava muito silencioso e que, quando foi verificar se algo havia acontecido, levou um susto ao encontrá-lo segurando a cobra, "faceiro".
— Eu estava dentro de casa. Ele entrou na sala com a cobra na mão e na boca, mordendo. Eu gritei para o meu marido. Lorenzo tinha sangue na boca e nas mãos. Eu acredito que ele pensou que era um brinquedo, pois ele estava faceiro com ela na boca — disse Jaine.

Próximos dias devem continuar cinzentos e chuvosos em todo o Paraná

 

Da Redação
 
Após o feriado de Finados, o tempo deve continuar chuvoso durante a semana no Paraná. Esta terça-feira (3) promete começar com muita nebulosidade, principalmente entre os Campos Gerais e o Litoral, segundo o Instituto Tecnológico Simepar.
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(Foto: Banda B)
As temperaturas não devem sofrer grandes alterações nesse período. No interior do estado, a previsão é de que o sol apareça timidamente entre nuvens e há a possibilidade de pancadas de chuvas isoladas.
Durante a tarde, a instabilidade aumenta e são esperadas chuvas mais significativas, acompanhadas de descargas elétricas nas diversas regiões paranaenses.
Em Curitiba, a mínima prevista para esta terça é de 17°C, com máxima de 23°C. Em Paranaguá, esses números devem ficar entre os 20°C e 29°C, e em Paranavaí, entre os 21°C e 30°C. Os termômetros prometem marcar entre os 20°C e 27°C em Foz do Iguaçu e entre os 17°C e 25°C em Pato Branco.

Embarcação de luxo afunda em praia de Bertioga, SP

 

Acidente aconteceu na tarde desta segunda-feira, na praia da Enseada.
Segundo tenente do grupamento marítimo, ninguém ficou ferido.

Do G1 Santos
Lancha afundou em praia de Bertioga, litoral de SP (Foto: Aconteceu em Bertioga / Arquivo Pessoal)Lancha afundou em praia de Bertioga, litoral de SP
(Foto: Aconteceu em Bertioga / Arquivo Pessoal)
Uma lancha afundou na tarde desta segunda-feira (2), em uma praia de Bertioga, no litoral de São Paulo. De acordo com a Marina Supmar, onde a embarcação fica atracada, o modelo é um Azimut 46 pés, avaliado no mercado náutico em cerca de R$ 1,5 milhão. Ninguém ficou ferido.
A Capitania dos Portos enviou agentes ao local para apurar as causas do acidente.
Um banhista que estava na praia da Enseada fotografou o momento em que a lancha, considerada de médio para grande porte (46 pés e 14 metros de comprimento), já estava parcialmente encoberta pela água do mar.
Segundo o tenente Eduardo Noguchi, do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros (GBmar), o acidente aconteceu por pouco antes das 14h, próximo ao Canal de Bertioga na direção do Forte de São João. "Soubemos que dois tripulantes estavam na embarcação, mas eles abanondaram o local quando o perceberam que o barco começou a afundar", disse.
Lancha afundou próximo à praia da Enseada, em Bertioga, SP (Foto: G1)Lancha afundou próximo à praia da Enseada, em Bertioga, SP (Foto: G1)

Mulheres dizem que foram agredidas por PMs em evento feminista no RS

 

Grupo fez caminhada em protesto contra ação policial na capital gaúcha.
Brigada Militar diz que abriu procedimento para investigar o ocorrido.

Hygino VasconcellosDo G1 RS
Cerca de 300 pessoas participaram de protesto contra ação policial (Foto: Jonas Campos/RBS TV)Cerca de 300 pessoas participaram de protesto contra ação policial (Foto: Jonas Campos/RBS TV)
A Brigada Militar abriu procedimento administrativo para apurar uma denúncia de abuso de força policial contra cerca de 20 mulheres que participavam de um ato na Praça João Paulo I, no bairro Farroupilha, no final da noite do último domingo (1º). No local, é realizada a Feira do Livro Feminista e Autônoma dePorto Alegre (Flifea), evento paralelo a 61º Feira do Livro da capital.
Devido ao incidente, cerca de 300 pessoas participaram de um caminhada nesta segunda-feira (2) na capital gaúcha em protesto contra a ação policial. O grupo partiu do local onde teriam ocorrido as agressões e seguiu até o Centro da cidade, na Praça da Alfândega, durante a Feira do Livro.
Feministas agressão Porto Alegre (Foto: Flifea/Reprodução)Foto divulgada por organização do evento mostra
mulher que teria sido agredida por policiais
(Foto: Flifea/Reprodução)
Uma das manifestantes, que não quis se identificar, disse à RBS TV que a ação da polícia deixou nove mulheres feridas. Algumas delas teriam sofrido ferimentos graves. Uma gestante também teria sido vítima das agressões, relatou.
"Era um ensaio corporal de teatro, e a polícia veio com grande truculência. Eram seis viaturas lotadas de brigadianos com seus cassetetes, que bateram nas mulheres. Até onde meus conhecimentos alcançam, de leiga, um policial homem não pode bater em uma mulher em situação alguma. Na verdade, nenhum policial pode, sem ter um motivo", afirmou.
"O que aconteceu foi um abuso de força policial contra as mulheres. Foram nove feridas e quatro gravemente feridas. Uma das meninas estava grávida, foi feito um escudo humano para protegê-la. Dente quebrado, nariz quebrado, testa rachada, cabeça cortada, braço quebrado, perna esmagada", completou a ativista.
Feministas divulgam nota
As vítimas não registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil e dizem que um advogado está cuidando do caso. Uma nota divulgada no site da Flifea relata que a confusão teria iniciado quando dois policiais chegaram ao local em uma viatura durante um ensaio artístico.
"Eles filmaram e intimidaram as mulheres presentes que estavam falando com eles, o que gerou reações de proteção entre as mulheres, como se organizar para ir embora e filmar a situação", diz o texto.
Em seguida, outras viaturas chegaram ao local. Ainda conforme a nota, os policiais "foram extremamente agressivos e marcadamente racistas desde o início e tentaram deter uma de nós de maneira violenta, o que desencadeou uma série de agressões físicas por parte da polícia."
Os organizadores da feira descrevem que "muitas agressões aconteceram de maneira simultânea", inclusive com policiais fazendo ameaças com armas de fogo. O texto conta que algumas mulheres que tentavam fugir foram perseguidas e derrubadas e "não conseguiam sair das agressões dos policiais, caídas no chão apanhavam com cassetetes e chutes".
"Essa cena se repetiu sucessivamente, e em meio a espancamentos com cassetetes, as mulheres conseguiram chegar até as proximidades do Hospital de Clínicas, quando os policiais finalmente dispersaram", prossegue o texto.
saiba mais
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Brigada Militar investiga
Conforme o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, estão sendo coletados informações com moradores da região e participantes do evento para apurar o que ocorreu. A polícia também busca imagens e vídeos do momento da ocorrência.
A Brigada Militar diz que foi chamada até o local após inúmeras ligações para o serviço de emergência, a partir das 23h15, relatando "batucadas e arruaça" na praça. Dois policiais do 9º BPM se deslocaram até a área, mas, segundo o comandante, elas teriam se negado a "baixar o volume do som e sair da praça" e ainda "avançaram sobre os agentes". Por isso, foi chamado reforço policial de mais duas viaturas, com a ida de mais quatro PM's ao local.
O comandante explica o que ocorreu em seguida: "Houve discussão, empurra-empurra e, por isso, foi necessário o uso moderado de força." No relatório da ocorrência, os policias justificaram o uso da força como forma de contenção, observa o tenente-coronel. Relata ainda que os "policiais saíram correndo", sem conseguir prender ninguém.
O comandante nega o furto de dois celulares pelos policiais militares, como descrito pelas participantes da feira em uma páginas nas redes sociais. "Não houve o crime de furto, os celulares caíram no chão e, por isso, acompanham a ocorrência". Os aparelhos estão no batalhão e podem ser retirados no quartel pelos seus donos, observou o oficial. Caso isso não ocorra, serão encaminhados para a delegacia de polícia que vai investigar o caso.

Rossoni quer painel com nomes de deputados que votam pelo impeachment


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O deputado federal Valdir Rossoni (PSDB-PR) sugeriu à Liderança do PSDB na Câmara Federal que seja colocado um painel gigante na frente do Congresso Nacional com os nomes dos parlamentares que são favoráveis ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Acho que o fato de tornar pública a opinião de cada deputado é uma forma de fazer com que o eleitor participe do momento politico que o Brasil vive e cobre do seu representante explic ações sobre o seu posicionamento.

Lula tenta blindar amigos e parentes em CPIs

 

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Josias de Souza
Está em curso uma articulação para tentar evitar a convocação de amigos e parentes de Lula em duas CPIs: a do BNDES, que funciona na Câmara; e a do Carf, que opera no Senado. Deve-se a iniciativa ao próprio Lula. Ele aciona congressistas do PT e aliados para providenciar a ‘blindagem’. Espera contar inclusive com a ajuda dos presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros.

Seguindo as pegadas de investigações sobre corrupção feitas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pela Receita Federal e pelo Coaf, o PSDB e outros partidos oposicionistas se equipam para constranger Lula e o governo. A lista de potenciais depoentes é vasta. Alguns requerimentos de convocação já foram apresentados. Outros serão protocolados nesta semana.
Além de levar o próprio Lula à alça de mira, a oposição trama convocar, por exemplo, o filho do ex-presidente, Luiz Cláudio Lula da Silva, e o amigo e ex-ministro Gilberto Carvalho. Ambos são investigados na Operação Zelotes por suspeita de participar de um esquema de comércio de medidas provisórias que criaram facilidades tributárias para montadoras de automóveis.
Noutra frente, Lula está acompanhado dos ex-ministros Antonio Palocci, Erenice Guerra e Fernando Pimentel, hoje governador de Minas Gerais. O quarteto foi mencionado em relatório do Coaf, órgão do Ministério da Fazenda, como responsável por uma movimentação financeira de R$ 297,7 milhões.
Numa terceira trincheira de apuração, Lula surge enroscado no amigo e empresário José Carlos Bumlai. Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, o operador de propinas Fernando Baiano disse ter repassado R$ 2 milhões a Bumlai. O dinheiro destinava-se, segundo o delator, a uma nora de Lula.
Bumlai é beneficiário também de empréstimo concedido pelo bom e velho BNDES. Coisa de R$ 101,5 milhões. Foi liberado num momento em que os negócios do amigo de Lula claudicavam. Nove meses depois de entesourar a verba, a empresa de Bumlai protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial. Mal das pernas, não conseguia pagar suas dívidas.
Lula assumiu a linha de frente da operaçãoo de ‘blindagem’ por recear que o governo da afilhada Dilma Rousseff se dedique a outras prioridades legislativas, como a aprovação das medidas fiscais empacadas na Câmara.
As últimas investigações abertas no legislativo desmoralizaram o instituto da CPI. É improvável que a passagem por uma comissão do gênero piore a condição penal de alguém. Mas ninguém está livre do risco de produzir constrangimentos com frases mal construídas.
De resto, a simples convocação de personagens como o filho e amigos de Lula provocaria um dano político que não pode ser negligenciado. No papel, o governo dispõe de maioria nas CPIs. Mas essa suposta maioria não tem livrado Dilma de sucessivas derrotas no Legislativo.

Dilma distribui cargos de segundo escalão a leigos e partidos

 

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Um turismólogo vai comandar a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) na Bahia. Um corretor de imóveis irá gerir a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) na Paraíba. Um engenheiro sem experiência no setor portuário assumiu a Companhia Docas no Rio Grande do Norte. Sem especialização, apadrinhados de congressistas estão sendo abrigados em cargos estratégicos do governo.

O sentido é o mesmo da recente reforma ministerial, que ampliou o espaço do PMDB na esplanada: pacificar a base da presidente Dilma Rousseff, concluir o ajuste fiscal e afastar o risco de impeachment.
Alguns casos motivaram protestos. Como o do novo superintendente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na Bahia, Fernando Ornelas, que por indicação do deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), substitui Carlos Amorim, com mais de 30 anos de experiência.
O Instituto dos Arquitetos do Brasil repudiou a nomeação de um gestor “sem qualquer experiência ou qualificação na área de preservação do patrimônio cultural”, indicado “exclusivamente por questões político-partidárias”.
Na Paraíba, o corretor de imóveis Paulo Barreto virou superintendente da CBTU por indicação do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP). Barreto foi gestor da autarquia do governo da Paraíba que fiscaliza jogos de azar e assessor no ministério das Cidades.
A diretoria da Funasa na Bahia será chefiada pelo ex-presidente da Embratur Vicente Neto, turismólogo por formação, sem experiência na saúde. Atende a um pleito do PC do B, numa indicação da deputada Alice Portugal (BA).
A distribuição de cargos também envolveu parentes. No Rio Grande do Norte, o novo diretor financeiro da Companhia Docas é Emiliano Rosado, indicado pelo primo deputado, Beto Rosado (PP-RN). Engenheiro civil, Emiliano trabalhou em empreiteiras, mas não possui experiência no setor portuário.
DESFAXINA
A onda de nomeações também alcança cargos que foram palco da chamada faxina feita por Dilma em seu primeiro mandato, quando demitiu vários por suspeita de corrupção. Nesses casos, foram contemplados PTB, PP, PR, PSD e PRB, siglas que, em outubro, ajudaram a esvaziar a sessão do Congresso de análise de vetos presidenciais, impondo derrota ao governo.
Para a diretoria de administração e finanças do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), por exemplo, a presidente nomeou Fernando Fortes Melro Filho, indicação da bancada do PR de Alagoas na Câmara.
Responsável pela malha viária, o Dnit passou por uma devassa em 2011, que derrubou vários servidores, como o diretor-geral, Luiz Pagot (indicado pelo PR), e teve como desfecho a saída do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, também do PR.
Na diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento, o governo acomodou Igo Nascimento, do PSD-TO. Em 2011, Dilma ordenou uma faxina na empresa, vinculada à Agricultura, após denúncia de que Oscar Jucá Neto, então diretor da Conab, teria liberado pagamento irregular de R$ 8 milhões a uma empresa.
Irmão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), Oscar saiu dizendo que havia um esquema de corrupção na pasta, o que foi refutado pelo então ministro Wagner Rossi.
Alvo também de denúncia no primeiro mandato, a Casa da Moeda foi entregue à bancada do PTB, que indicou o presidente Mauricio Luz. Em 2012, o então chefe da empresa, Luiz Felipe Denucci, também indicado pelo PTB, foi demitido por suspeita de recebimento de propina.
Dilma entregou ainda a Superintendência da Zona Franca de Manaus ao PP. E a Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo para nome indicado pelo PRB. Os dois órgãos foram palco de crises no início do primeiro mandato, sempre por conta de denúncias.
Desde a faxina, esses cargos vinham sendo ocupados por servidores de carreira.

‘Brasil está em liquidação’, diz Abilio Diniz em Nova York

 

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NOVA YORK ­- O Brasil não tem uma crise econômica, mas apenas política, disse hoje o empresário Abilio Diniz, presidente do conselho de administração da BRF. Em entrevista em Nova York, Diniz afirmou que o “Brasil está em liquidação”, porque a taxa de câmbio está “muito, muito alta”. Disse, ainda, que o dólar a R$ 4 “seria um exagero”, resultado das incertezas enfrentadas pelo país. Para o executivo, um câmbio a R$ 3,50 seria mais condizente com os fundamentos. Diniz participou de entrevista a jornalistas em Nova York no BRF Day. A empresa completa 15 anos de listagem na Bolsa de Nova York. Ele afirmou que o Brasil está num mau momento, mas que, assim que a situação política for resolvida, os problemas serão superados muito rapidamente. Com informações de O Globo.

“Todo mundo diz que o Brasil está em crise. Pode ser. Em toda a minha vida, eu cresci em crises”, afirmou o empresário, que comandou por muitos anos o Grupo Pão de Açúcar (GPA).
“Não há nenhuma crise econômica (no Brasil). Há apenas uma crise política”. O empresário destacou que viu o país em momentos muito piores do que o atual, como nos anos de 1980, citando a crise da dívida. Na época, lembrou, ele era membro do Conselho Monetário Nacional (CMN). “A minha confiança no Brasil é total”, disse Diniz, ressaltando que vê a situação atual como completamente diferente da dos anos 1980.
Hoje, o país tem US$ 370 bilhões em reservas, lembrou ele, repetindo que, uma vez superada a crise política, a situação econômica será superada. Nesse cenário, Diniz afirmou que o “Brasil está em liquidação”, dado o nível da taxa de câmbio, que ele classificou como “muito, muito alto”. Segundo ele, “o Brasil está muito barato”, sendo o momento para os investidores aproveitarem a situação.
Questionado sobre o nível justo para a taxa de câmbio, Diniz enfatizou a dificuldade em fazer essa estimativa, mas afirmou que, para ele, os fundamentos não justificam um dólar na casa de R$ 4, mesmo com uma inflação próxima a 10% no acumulado em 12 meses. “Acho que é um exagero, devido à incerteza”, disse Diniz. Para ele, um câmbio na casa de R$ 3,50, “um pouco mais, um pouco menos”, estaria mais adequado aos fundamentos da economia. “É no que eu acredito”.

Lula, Dirceu e 50 milhões de euros ao PT em Macau

Lula Portugal
O negócio contou com o envolvimento político de Lula da Silva e de José Sócrates
O Estadão repercutiu nesta manhã a reportagem do jornal português O Público sobre mais um escândalo envolvendo Lula e seu braço-direito, atualmente preso, José Dirceu.
Ambos participaram direta ou indiretamente de negociações que teriam rendido 50 milhões de euros de propina “ao grupo petista” em uma conta de Macau, em troca das autorizações políticas necessárias a um acordo de telecomunicações luso-brasileiro.
“A Polícia de Portugal está investigando pessoas próximas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como ex-governantes e gestores brasileiros e portugueses, num inquérito relacionado ao negócio fechado entre a operadora Oi e a Portugal Telecom (PT) em 2010. (…)
A suspeita é de que pagamentos teriam aberto as portas para que o acordo tivesse a autorização necessária da parte do estado brasileiro e agências reguladoras.
O dinheiro para essa autorização teria vindo de construtoras brasileiras, numa forma de quitar uma dívida que existia entre essas empresas e a Portugal Telecom, avaliado na época em 1,2 bilhão de euros.
O Ministério Público português confirmou ao Estado que existem duas investigações ocorrendo em paralelo e que a cooperação com o MP brasileiro tem sido ‘constante’.
Segundo o jornal, existe a suspeita de ‘pagamentos de várias dezenas de milhões de euros ao universo restrito do ex-presidente da República Lula da Silva, bem como a ex-governantes e gestores brasileiros e portugueses.’
O dinheiro teria vindo de empresas como a construtora Andrade Gutierrez, ‘através de territórios como Angola e Venezuela’. (…)
Segundo o jornal Público, o inquérito afeta ‘a abrangência dos contatos que se estabeleceram entre os círculos próximos do ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e os do ex-primeiro-ministro José Sócrates’. (…)
Segundo a revista Sol, também de Portugal, documentos com anotações ‘Portugal Telecom’ foram encontrados na casa de Luís Oliveira Silva, sócio e irmão de José Dirceu.”
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Mário Soares, ex-presidente do Portugal que teria sido contratado para aproximar os empresários a Lula, procurou o escritório de advocacia LSF & Associados, ligado a Dirceu, segundo o Público.
“A empresa portuguesa teria sido informada de que o ‘negócio com a Oi está condicionado à entrega ao grupo petista de 50 milhões de euros, verba que deve ser movimentada por uma conta em Macau. Sem pagamento, não haverá parceria”.
A partir desse momento, as conversas entre Lula e Sócrates teriam se intensificado.”
O Público conclui:
“As autoridades suspeitam agora de eventuais verbas ilícitas entregues ao grupo de Lula da Silva e a políticos e gestores portugueses. E os indícios apontam para uma origem na parcela de 1,2 bilhão, com o Ministério Público a querer saber quem deixou a sua assinatura.”
Comento:
O governo do PT, portanto, está envolvido nos mais diversos tipos de venda, como, por exemplo:
– venda de autorizações políticas para acordo entre empresas de telecomunicações;
– venda de medidas provisórias para beneficiar montadoras de veículos;
– venda de ministérios para salvar Dilma Rousseff do impeachment.
É mesmo um governo vendido.

Marin deve ser extraditado para os EUA nesta terça

Presidente da CBF José Maria Marin
Ex-presidente da CBF, Marin está preso na Suíça desde o final de maio(Pilar Olivares/Reuters)
O ex-presidente da CBF José Maria Marin, preso desde o final de maio em Zurique, deve ser extraditado para os Estados Unidos nesta terça-feira, depois de fechar um acordo com a Justiça americana. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, fontes próximas ao processo afirmaram que a viagem acontecerá na manhã de terça, colocando um fim a mais de cinco meses de prisão do cartola na Suíça. Marin, de 83 anos, é acusado de ter recebido pelo menos 3 milhões de dólares de subornos em contratos da CBF.
Segundo o jornal, o dirigente deve desembarcar em Nova York no meio da tarde de terça. Marin será então levado diretamente para um tribunal, onde vai se declarar inocente das acusações e, em seguida, passará algumas horas em uma delegacia. Graças a um acordo preestabelecido com o FBI, o brasileiro vai permanecer em prisão domiciliar, em seu apartamento na 5ª Avenida.
 
A negociação com o governo americano atrasou a definição do caso do brasileiro, último dos sete cartolas presos a ser extraditado. Seus advogados abriram conversas com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para garantir que Marin receberia certos privilégios caso aceitasse a extradição. O ex-presidente da CBF continuará a se declarar inocente e o processo vai seguir seu trâmite durante 2016, mas ele aceita "colaborar com a investigação" e colocar uma parte significativa de seus bens nas mãos da Justiça. Isso vai incluir até mesmo uma garantia assinada por sua mulher.
Pelo acordo, ele não teria de delatar ninguém por enquanto. No entanto, a Justiça dos Estados Unidos voltará a propor a delação premiada a Marin, assim como fez com o empresário brasileiro J. Hawilla - dono da Traffic que admitiu sua culpa e entregou o nome de diversos comparsas, incluindo o do próprio Marin. Um dos próximos focos dos americanos é traçar o envolvimento do empresário Kleber Leite, dono da Klefer, e do atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero e do antecessor de Marin, Ricardo Teixeira, nos contratos ilegais da entidade.
Ao chegar aos Estados Unidos, Marin ficará no máximo 72 horas em uma prisão e já será levado para seu apartamento em Nova York. O prazo é apenas para garantir que o depósito seja feito em uma conta da Justiça, além de trâmites burocráticos. O brasileiro, porém, poderá acompanhar seu julgamento de seu flat com vista para a 5ª Avenida, com um quarto, sala e cozinha.
(Com Estadão Conteúdo)

Em relatório, Cunha declarou ter pernoitado em hotel que não utilizou

Apesar de declaração, deputado ficou em hospedagem 7 estrelas em Dubai. Ele alega engano cometido por assessores

RICARDO DELLA COLETTA
02/11/2015 - 06h00 - Atualizado 02/11/2015 06h00
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
EXPRESSO revelou que Eduardo Cunha e sua mulher, Cláudia Cruz, pernoitaram no hotel sete estrelas Burj Al Arab, em Dubai, durante uma escala em viagem à China em 2014. Cunha frisou ter pagado suas despesas. Só que, na prestação de contas encaminhada à Câmara, Cunha conta outra história. Disse ter seguido diretamente para o Kempinski, hotel cinco estrelas em que seus colegas de viagem dormiram. Ele diz, agora, que seus assessores se enganaram na prestação de contas.