Criança de cinco anos morre e quatro ficam feridos em acidente no Paraná


Batida foi na tarde deste domingo (15) no Contorno Leste, em Piraquara.
Sobreviventes tiveram ferimentos graves e foram levados para hospitais.

Do G1 PR
Acidente deixou um morto e três feridos na tarde deste domingo no Paraná (Foto: Reprodução/RPC)Acidente deixou um morto e três feridos na tarde deste domingo no Paraná (Foto: Reprodução/RPC)
Um acidente por volta das 16h deste domingo (15) deixou uma criança de cinco anos morta e quatro pessoas feridas na BR-116, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um carro e um caminhão bateram no trecho conhecido como Contorno Leste de Curitiba.
Menina de cinco anos que morreu era sobrinha do motorista, diz PRF (Foto: Reprodução/RPC)Menina de cinco anos que morreu era sobrinha do
motorista, diz PRF (Foto: Reprodução/RPC)
A informação inicial passada pela PRF era de uma pessoa morta e três feridas.
A menina que morreu era sobrinha do motorista. A mãe da criança, irmã do condutor, também estava no carro com as outras duas filhas. Todas foram encaminhadas para hospitais da região. O trânsito foi liberado por volta das 18h40, segundo a PRF.
O condutor do veículo foi levado em estado gravíssimo para o Hospital do Trabalhador, na capital paranaense. Já o filho dele, de aproximadamente dois anos, foi encaminhado ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, também na RMC. Segundo a PRF, não foi feito exame de bafômetro, pois o motorista estava entubado.

"Sofri um primeiro assédio, sim", diz Juliana Paes


No ar em 'Totalmente Demais', atriz prefere não se aprofundar no assunto, mas já passou pela situação. "Existe em qualquer lugar",

14/11/2015 - 11h00 - Atualizado 14/11/2015 11h00
"Está sendo muito bacana esse movimento do 'primeiro assédio' nas redes sociais", diz Juliana Paes (Foto: TV Globo/ Sérgio Baia)
Ao contrário de sua personagem na novela nas 19h da Globo, que gosta de praticar um certo bullying com seus funcionários,Juliana Paes, a editora da revista 'Totalmente Demais', conta que nunca passou por nenhum assédio moral no trabalho, mas fora dele. "Sofri um 'primeiro assédio', sim. Mas ainda não tive a oportunidade de falar sobre isso", diz a atriz, que, por enquanto, prefere não explanar o episódio. "Isso não tem a ver com a nossa postura, existe em qualquer lugar. Acho que está sendo muito bacana esse movimento nas redes sociais", argumenta. Ela conversou com a coluna.
Como tem sido viver a primeira vilã da sua carreira?
Eu não considero a Carolina uma vilã tradicional. Eu acho que ela é a antagonista, sim. Mas a Carolina tem muitos lados, um deles é bacana. O outro é ardiloso, egocêntrico. A Carolina é mais do que essa definição de mocinha e vilã. É uma mulher da vida real, com desejos e aspirações. Tem os seus momentos de arrogância, mas também tem os de doçura. É isso o que faz dela uma personagem especial e, em alguns aspectos, até difícil, pois, é complicado dar contorno a esses personagens que têm essas sutilezas. Essa complexidade é o meu grande desafio.
Consegue separar a personagem de você?
Eu nunca tive esse tipo de dificuldade. Chego em casa com o corpo cansado, mas com a cuca fresca. Não consigo me envolver e levar o personagem para a cama. Não fico impregnada pelas dores do personagem. Eu consigo separar isso bem. A Carolina pensa muito rápido, toma decisões, está sempre bolando alguma coisa ou irritada. Isso me faz gastar muito energia.
Juliana posa em um dos intervalos das gravações de 'Totalmente Demais', na Austália (Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda)
Como está sendo contracenar com Fábio Assunção?
Eu já tinha trabalhado com o Fábio em ‘Celebridade’, mas éramos de núcleos diferentes. Então, na época, não pude perceber o quão palhacento o Fábio é. Trabalhar com ele é uma grande diversão. Ele tem sempre uma tirada, está sempre brincando, é muito generoso em cena e parece um garoto. Ele tem uma disponibilidade e uma cabeça aberta para criar. Sempre pergunta se o que fez ficou bom, por exemplo. E eu falo que ele está maravilhoso. Ele tem esse frescor de experimentar coisas e eu tenho aprendido muito com ele.
Carolina maltrata muitos seus funcionários. Você já sofre assédio de algum chefe? 
No trabalho, não. Eu sempre tive tranquilidade. Tenho uma postura brincalhona e receptiva, mas, de alguma maneira, eu sempre soube me colocar muito bem, com muita seriedade no trabalho, muita responsabilidade. Então, graças à Deus, eu não sofri nenhum assédio. 
E fora do trabalho, já sofreu assédio? Acompanhou os relatos de #meuprimeiroassedio no Facebook? Tem alguma história do gênero?
Isso está sendo muito bacana. Eu ainda não tive oportunidade de falar sobre isso nas minhas redes e em nenhum lugar. Mas, claro, já sofri assédio. E isso não tem relação com a nossa postura, não. É uma batalha. Está sendo muito bacana esse movimento. Acho bom saberem que essas histórias estão sendo contadas. 
"Acho bom saberem que essas histórias de primeiro assédio estão sendo contadas", diz Juliana Paes (Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda)
Você é muito ativa nas redes sociais, mas ainda nãoa deriu ao Snapchat. O que acha do aplicativo?
Eu bem que tentei criar um Snapchat, mas eu não tenho talento. Não consigo fazer o que ele propõe, de filmar o que eu estou fazendo. Eu não consigo mostrar tudo o que eu estou vivenciando. Ainda mais por ser vídeo, que é algo bem íntimo, que mostra muitos detalhes. Ele acaba entrando um pouco mais do que uma foto, na sua intimidade, na sua privacidade. O meu limite é o Instagram, onde eu tiro uma foto e escolho o que quero mostrar e como vou mostrar. O Snapchat vai além, é demais para mim.

Polícia Federal descobre rede de apoiadores do Estado Islâmico em São Paulo


O achado assusta. Ainda mais porque terrorismo, no Brasil, não é crime

FILIPE COUTINHO E DANIEL HAIDAR
04/09/2015 - 23h29 - Atualizado 10/09/2015 18h10
O alarme da casa tocou pouco depois das 6 horas da manhã, numa rua típica do bairro do Pari, em São Paulo. Era a última sexta-feira de agosto. A Polícia Militar logo chegou ao local, na tentativa de evitar o que imaginava ser um assalto. Encontrarampoliciais federais armados, usando marreta para arrombar os 14 cadeados que trancavam o portão de ferro. Era a única casa da rua com cerca elétrica. Comparada às demais, parecia um bunker, rodeado por uma dezena de câmeras de segurança. A operação fora autorizada pela Justiça Federal com o objetivo de investigar um grupo suspeito de movimentar ilegalmente mais de R$ 50 milhões em cinco anos. ÉPOCA descobriu que os investigados formam uma célula especializada em lavagem de dinheiro, suspeita de apoiar o terrorismo. Seus integrantes defendem execuções em massa, a morte do presidente americano Barack Obama e o Estado Islâmico, a mais perigosa organização terrorista da atualidade.
 
PERIGO MULTIPLICADO 1. O libanês  Firas Allameddin, investigado por lavagem de dinheiro  (Foto: Reprodução)
Perfil de Firas Allameddin mostram simpatia pelo terror (Foto: Reprodução)
A loja em que Firas Allameddin é sócio de outro suspeito  (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Autorização para a investigação (Foto: Reprodução)
operação Mendaz foi planejada com discrição. Mencionou apenas o desbaratamento de uma rede de empresas e CPFs falsos, montada para enviar dinheiro para fora do país sem identificar quem recebe. Conduzida pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, a ação foi acompanhada pela Embaixada dos Estados Unidos, pela seção comandada por Steve Moore, agente do FBI. Na manhã daquela sexta-feira, a Embaixada de Israel também recebeu o informe da PF sobre a ação. Há um esforço conjunto para rastrear as conexões do grupo no exterior. É a primeira vez que uma operação da PF chega a um grupo tão estruturado desimpatizantes do terror no Brasil.

No topo do esquema de lavagem está o libanês Firas Allameddin. Em 2009, Allameddin tentou que o governo brasileiro o reconhecesse como refugiado. Isso poderia evitar que ele fosseexpulso ou extraditado do Brasil. O pedido foi rejeitado. De acordo com as investigações, o grupo de Allameddin se valia de empresas de fachada e nomes falsos para enviar valores ao Líbano. O dinheiro provém, suspeita a PF, de golpes na praça, como estelionato, cheques sem fundo e empréstimos fraudados. “Tal rede se utilizaria de informações falsas para a obtenção de documentos que propiciaria a criação de pessoas físicas e jurídicas ‘fantasmas’ a fim de promover a abertura de contas, solicitar cartões, realizar operações de câmbio, remessa e saque de valores no exterior, ao arrepio das leis brasileiras”, diz a decisão que autorizou as buscas.

Allameddin e seus parceiros adotavam expedientes vários e dividiam tarefas no envio de dinheiro ao Líbano. Allameddin usava três CPFs. Seu irmão Fadi* criava identidades falsas, com uma predileção por “Felipe”. Outro irmão, Toufic, pagava cartões de crédito com valores acima da fatura, para o excedente ser sacado no Líbano. Também usavam empresas de fachada. Uma casa de câmbio clandestina transferia dinheiro para uma corretora, que o remetia ao exterior. A tática dificultava o rastreamento.
(* O Fadi Allameddin mencionado nesta reportagem não é o DJ Fadi Allameddine)
 
Outra operação da Polícia Federal chegou a um muçulmano que vendia em Brasília análises simpáticas ao terrorismo
O libanês e os outros investigados publicam na internet imagens a favor do Estado Islâmico (EI), com vídeos com o anúncio do advento do califado – o mítico Estado a unir muçulmanos sob um único governo e um único chefe, que o EI acredita estar construindo, à base de matança, escravidão e estupros. Allameddin divulga na internet imagens de execuções pelo EI, com tiros na cabeça de prisioneiros. “Morram de inveja! O Estado Islâmico vai ficar para sempre e vai se espalhar”, afirma um dos textos publicados por um irmão de Allameddin. Corpos carbonizados são a imagem do perfil de Facebook de outro parceiro do libanês, também investigado. Se a lei antiterrorismo brasileira já estivesse aprovada, a situação deles poderia ser diferente – no projeto de lei em tramitação no Senado, já aprovado pela Câmara, a pena seria de até 13 anos de cadeia.

O grupo usava com frequência uma corretora especialista em transferências de dinheiro, localizada no bairro paulistano do Brás. Funcionários da agência relatam que os investigados davam explicações diferentes para as remessas e ficavam irritados quando o sistema não completava a operação. O grupo fazia transferências de baixo valor, sem a necessidade de conta bancária. Só Allameddin fez cerca de 300 operações em menos de dois anos, para enviar cerca de R$ 2,5 milhões ao Líbano. É algo como um envio a cada dois dias, sempre abaixo de R$ 10 mil. Ficaram registrados na corretora do Brás cerca de 20 destinatários dos repasses, mas sem detalhes, apenas o primeiro nome. Pelas regras da agência, o limite diário é de US$ 1.900. Basta fornecer um nome e a senha para que qualquer um, em outro país, saque um valor em dinheiro vivo. Muitos saques foram feitos por Mohamed, um nome tão comum no Líbano quanto José no Brasil.

A investigação da PF começou a partir do egípcio Hesham Eltrabily para chegar à célula financeira de Allameddin. Radicado no Brasil pelo menos desde 2002, Eltrabily leva uma vida discreta como comerciante em São Paulo. Era parceiro comercial de Allameddin numa loja chamada Nuclear Jeans. O local está fechado. Para o governo do Egito, Eltrabily é um terrorista, acusado de participar de um atentado que matou 62 pessoas em 1997. O Egito pediu a extradição dele e justificou: “O réu liderou e juntou-se a um grupo ilegal. Esse grupo usou o terrorismo para alcançar seus objetivos, marcando e assassinando homens da segurança e personagens públicas, bombardeando e destruindo instituições”. O Supremo Tribunal Federal negou o pedido, em 2003. Queria descrição melhor dos crimes cometidos.
 
Hesham Eltrabily (Foto: Reprodução)
Atentado no Egito, em 1997, de que Eltrabily é um acusado (Foto: Reprodução)
Documento do STF com o pedido de extradição de Hesham Eltrabily, feito pelo Egito, negado,  (Foto: Reprodução)
Operação Mendaz cumpriu 18 mandados de busca e apreensão. Agora, a PF analisa o material apreendido, para desvendar com quem o grupo se comunicava no Líbano e se há, entre eles, terroristas ou apoiadores do terror. Eltrabily, que morava no bunker no Pari, tinha em casa dez celulares. ÉPOCA procurou suspeitos da investigação em 15 locais, em endereços residenciais e comerciais. As lojas estão fechadas ou não existem. Nas residências, ninguém quis se identificar. A Embaixada dos Estados Unidos disse que não se pronunciaria. 

A Operação Mendaz não foi a única, em poucos meses, a encontrar conexões com o terrorismo no Brasil. A comunidade de informação foi alertada sobre o trabalho de Marcelo Bulhões, membro da comunidade muçulmana sunita em Brasília. Bulhões vendia informações sobre muçulmanos, embaixadas e agências de inteligência, segundo os investigadores. Seu tema preferencial era o terrorismo. Não era uma atuação discreta: oferecia relatórios a quem quisesse pagar.

O caso, contudo, foi enquadrado pela PF como falsificação de documentos. Isso porque Bulhões colocou em seus relatórios brasões oficiais. As informações produzidas por ele traziam, segundo os investigadores, “o perfil característico de simpatizantes, apoiadores e operativos terroristas”. No informe, a PF alertou as embaixadas de que tais relatórios não tinham nenhuma chancela de órgão brasileiro. “Marcelo se vale de seu acesso à comunidade islâmica para angariar dados e produzir, com base em seu interesse pessoal, informações que serão oferecidas a serviços de inteligência brasileiros e estrangeiros. O objetivo é fazer dessa dinâmica de venda de informações seu meio de vida”, diz o alerta enviado.

Além de emitir análises simpáticas a organizações perigosas e falsificar documentos, Bulhões também adotava táticas similares às de um agente duplo, segundo o documento enviado pela PF às embaixadas. “É sabido também que Marcelo não hesita em oferecer informações sobre um ‘cliente’ a outro. Deste modo, na medida em que angaria a confiança de um Serviço, brasileiro ou estrangeiro, passa a vender a outras informações que produz a respeito deste Serviço, atuando como um ‘agente duplo’”, afirma a PF. Há uma agravante: Bulhões era advogado e, entre seus clientes, estavam integrantes da comunidade sunita. Como advogado, ele não pode vender informações sobre seus clientes.

No dia 24 de abril, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Bulhões. Foi empregado todo o aparato de um filme de ação, com o grupo antibomba e apoio de policiais do Comando de Operações Táticas, a tropa de elite da PF. A situação chamou a atenção da vizinhança. Levantou-se a suspeita de que a operação seguia os protocolos de uma ação antiterrorismo. A PF nunca negou. Procurado, Bulhões disse, por meio de seu advogado, que não vendia informação. “O senhor Bulhões é advogado atuante na área de imigração e, por tal motivo, mantém contato com diversas embaixadas e órgãos públicos. Além de sua atividade profissional, Bulhões não tratou nem repassou informação ou documento a qualquer representação diplomática e nunca divulgou informação referente a seus clientes. As questões do processo tramitam em segredo de Justiça, e aguardamos que o mal-entendido seja esclarecido judicialmente”, afirmou o advogado Ariel Foina.

As investigações seguirão na trilha dos crimes financeiros, no caso da Mendaz, e de falsificação de documentos, no caso do agente duplo – mesmo que a PF e a Justiça saibam que as suspeitas são de atos muito mais perigosos. No Brasil, não são crimes o terrorismo nem o apoio a ele, muito menos a apologia. Se o projeto de lei aprovado pela Câmara estivesse em vigor, a pena mais leve seria de quatro a oito anos de detenção, para o crime de apologia. Atentados terroristas seriam punidos com 12 a 30 anos de prisão – ou seja, em qualquer caso, a punição seria sempre em regime fechado. Pela lei, todos que fossem condenados a mais de oito anos de prisão, por qualquer desses crimes, ficariam obrigatoriamente em presídio de segurança máxima.

A um ano das Olimpíadas no Rio de Janeiro, o governo aguarda uma definição do Congresso para colocar, em lei, o que é um atentado terrorista, o que configura apoio a atividades terroristas e o que significa a apologia desse tipo de causa. A discussão, contudo, esbarra numa polêmica descabida: o receio de que movimentos sociais possam ser enquadrados. Enquanto isso, o crime de terrorismo fica, no Brasil, num limbo jurídico. Restando à Justiça, por enquanto, enquadrar os casos em outras leis, com penas mais leves do que se tais agressões à sociedade fossem classificadas como terrorismo.

Publicação de Dilma no Facebook sobre tragédia em barragem gera irritação


Postagem da agenda do dia da presidente não agradou alguns usuários, que julgaram a imagem estilo "flyer" de mau gosto

13/11/2015 - 18h42 - Atualizado 13/11/2015 18h48
Publicação de Dilma no Facebook que irritou usuários de redes sociais (Foto: reprodução/Facebook)
Sete dias após a tragédia causada pelo rompimento da barragem da empresa Samarco, a presidente Dilma sobrevoou o local junto ao governardor de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Seguindo um modelo de comunicação de agenda, publicada diariamente em seu perfil oficial no Facebook, a equipe de Dilma postou uma foto da tragédia, com um texto descrevendo a atividade de ontem (12/11).
O problema, segundo a manifestação de diversos usuários nas redes sociais, é que o comunicado ficou parecendo uma propaganda, um anúncio de algo positivo. 

"A Dilma fez um FLYER pra visitar crime ambiental sobre o qual não se manifestou de maneira alguma", escreveu Vinícius Perez, ou @chinasalada, como é conhecido no Twitter.

"Eu to rindo do flyer da balada que a equipe da Dilma postou. Balada da lama", escreveu a dona do perfil @maressaurso no Twitter.

As críticas também apareceram no Facebook até de quem defende o trabalho da presidente. "Eu sei que você nunca vai ler o que eu estou postando aqui, mas, pelamordos deuses, faça o que você faz melhor (gerenciar) e troque sua equipe de comunicação! Tá constrangedor", escreveu Igor Nefer. 

Samarco começa a perfurar poços para captar água no ES


Medida deve ajudar a manter o abastecimento em Baixo Guandu e Colatina.
Neste domingo (15), o Exército chegou a Colatina para distribuir água.

Do G1 ES, com informações da TV Gazeta
Perfurações começaram neste domingo (15) (Foto: Gabriela Fardin/ TV Gazeta)Perfurações começaram neste domingo (15) (Foto: Gabriela Fardin/ TV Gazeta)
A empresa Samarco, cujos donos são a Vale e a anglo-australiana BHP, iniciou neste domingo (15) as perfurações para captação de água subterrânea, que fica entre as rochas. A medida é para ajudar a manter o abastecimento em Baixo Guandu e Colatina, os municípios capixabas que serão os mais atingido pela lama das barragens que se romperam em Mariana (MG).
O rompimento de duas barragens de rejeitos de minério da Samarco aconteceu no dia 5 de novembro e causou uma enxurrada de lama no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na região Central de Minas Gerais. A lama também chegará ao Espírito Santo e deve afetar os municípios deBaixo Guandu, Colatina e Linhares.
Ao todo, serão seis poços, sendo três de cada lado do rio. Cada um terá 120 metros de profundidade. Segundo o presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos, Paulo Paim, os primeiros estudos foram iniciados na sexta-feira (13).
"Os técnicos da Samarco nos procuraram, entramos em contato imediatamente com o pessoal da Petrobras que conhece a região, que conhece a possibilidade de água subterrânea na região", disse.
“De acordo com a primeira análise feita por geólogos, que verificaram o solo e as rochas, há grande possibilidade de encontrarmos água de boa qualidade e em grande quantidade. As três primeiras perfurações vão ser feitas em Colatina”, explicou o diretor administrativo e financeiro do  Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear), Almiro Schimidt.
Para o prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski, os poços representam uma grande esperança para toda a população.
“A escavação desses poços representa uma possibilidade concreta de a gente ter água de uma outra fonte, que não é o Rio Doce, de uma forma mais rápida. Hoje (domingo) mesmo o furo já atinge 120 metros de profundidade, e já vai ser possível a empresa saber se encontra água.  Se a água for de qualidade, já vai para a segunda etapa do poço, que é o revestimento do poço  a preparação para o uso”, explicou.
De acordo com o prefeito, o poço leva cinco dias para ficar pronto, com a bomba instalada. Depois de captada, a água será encaminhada para a estação elevatória e depois para o tratamento.
A Samarco foi procurada pelo G1, mas não enviou resposta até o fechamento desta reportagem.
Exército chegando em Colatina, no ES (Foto: Divulgação/Governo do ES)Exército chegando em Colatina, no ES
(Foto: Divulgação/Governo do ES)
Exércio chega ao ES
Mais de 100 homens do Exército chegaram a Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, na manhã deste domingo (15). Eles serão responsáveis pela distribuição de água à população.
“Se os poços que estão sendo perfurados derem certo, cerca de 55% da captação de água vai permanecer normalizada. Para a parte que não for atendida, que é 45%, nós vamos agir fazendo a distribuição de água”, explicou o capitão De Albuquerque, do Exército.
Ele disse que como o abastecimento ainda está normalizado, por enquanto, o Exército aproveita para fazer reconhecimento da área e estudo de mapas da região.
A presença do Exército nas cidades, além do controle na distribuição de água, funcionará como apaziguador para a população da região preocupada com a aproximação da lama, conforme destacou o secretário de Meio Ambiente do Estado, Rodrigo Júdice.
Os militares ficarão no município por tempo indeterminado e poderão auxiliar os três municípios que serão atingidos: Baixo Guandu, Colatina e Linhares, segundo o Governo do Estado.

Cadeirante joga soda cáustica na ex-mulher e dois filhos, em Rondônia


Ácido corrosivo atingiu olho, cabeça e tórax de vítima; suspeito está foragido.
Casal se separou há mais de 4 anos, mas homem não aceita, conta familiar.

Toni FrancisDo G1 RO
Mulher foi socorrido pela Polícia Militar (Foto: Ouropretodooeste.com/Reprodução)Mulher foi socorrida pela PM em Ouro Preto do Oeste (RO) (Foto: Ouropretodooeste.com/Reprodução)
Um cadeirante de 38 anos jogou soda cáustica na ex-esposa, de 34, e nos dois filhos, de 5 e 7 anos, em Ouro Preto do Oeste (RO), a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho, no último sábado (14). A mulher teve a cabeça, o rosto e parte do tórax atingidos pela substância corrosiva e precisou ser transferida para atendimento na capital. As crianças tiveram ferimentos leves e já foram liberadas. O homem fugiu após cometer o crime e ainda não foi localizado pela polícia.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi ao apartamento do ex-marido para receber a pensão alimentícia dos filhos. Quando a mulher chegou e se aproximou para pegar o dinheiro, o suspeito atirou o líquido, que estava dentro de uma panela. "Ela [a vítima] achou que a panela continha algo que ele iria comer, por isso não se afastou", relata Sheiliane da Penha Silva, prima da vítima.
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A familiar conta que o filho mais velho do casal puxou a mãe para fora da residência e pediu socorro a uma mulher que passava pelo local. "Ela me disse ainda que ele [o suspeito] tinha uma arma com ele, ao lado da cadeira de rodas", complementa. O agressor, que é paraplégico devido a um acidente (veja abaixo), fugiu depois da agressão.
A vítima e os filhos foram socorridos pela Polícia Militar e encaminhados ao Hospital Municipal de Ouro Preto. As crianças foram atingidas por respingos da soda cáustica e sofreram apenas ferimentos superficiais. Conforme o diretor do hospital, Cristiano Ramos Pereira, devido à gravidade das lesões nos olhos, a mãe teve que ser encaminhada para Porto Velho, para atendimento especializado.
Além de comprometer a visão da mulher, o líquido corrosivo teria ocasionado manchas avermelhadas semelhantes a queimaduras no rosto da vítima e sérias lesões no couro cabeludo, causando feridas e queda de cabelo, de acordo com a prima Sheiliane.
A PM fez buscas pela cidade para encontrar o suspeito, mas ele ainda não foi localizado.
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A família da vítima conta que ela e o ex-marido estão separados há cerca de quatro anos e meio. No entanto, segundo a prima da mulher, o homem "ainda não aceitou a separação". Também de acordo com Sheiliane, o suspeito perdeu o movimento das pernas e passou a depender de cadeira de rodas após cair de cima de um pé de coco e bater a coluna contra um meio fio. "Ela ainda cuidou dele enquanto ele se recuperava", relata Sheiliane.