Band avisa repórteres sobre dispensa e inicia nova reformulação no "CQC"


Programa tem baixa audiência nas noites de segunda



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Band avisa repórteres sobre dispensa e inicia nova reformulação no Divulgação
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O "CQC" está iniciando nos bastidores uma nova reformulação, para tentar salvar seus números de audiência em 2016, já que esta temporada não foi bem.

Marcando médias de 2 pontos na Grande São Paulo, a mais baixa desde a estreia no Brasil, em 2008, a atração já passa por dispensas. Segundo informações obtidas pelo NaTelinha, a diretoria responsável pelo programa enviou um e-mail para os repórteres Mauricio Meirelles, Lucas Salles, Juliano Dip e Erick Krominski agradecendo pelos seus serviços e dizendo que eles deverão ser desligados ao fim do contrato, em dezembro.

O fato aconteceu enquanto todos os repórteres gravavam matérias - Juliano Dip, por exemplo, ficou sabendo da demissão em Mariana (MG), onde acompanha o desastre ambiental ocasionado com o rompimento da barragem da Samarco - e chateou, porque nenhum executivo conversou com eles para falar da dispensa.

No Twitter, repórteres do "CQC" já ironizam o fato. Lucas Salles enviou uma mensagem a Ronald Rios, demitido no ano passado do "CQC", dizendo que "hoje entendia perfeitamente" - Ronald ficou sabendo de sua demissão pela imprensa.
Mauricio Meirelles respondeu uma brincadeira de um fã, que comentou que o viu no programa "Tempero de Família", do GNT, dizendo que agora estava no canal.
Já Erick Krominski colocou uma foto em seu perfil no Twitter com a seguinte legenda: "Hoje eu tô no meio".
Ainda não se sabe qual será o destino dos âncoras da atração exibida nas noites de segunda da Band. Dan Stulbach, Rafael Cortez e Marco Luque ainda não foram informados de qualquer mudança na bancada para 2016.

Lama de Mariana avança rumo ao mar e revolta a população


Duas semanas depois do desastre ecológico em Mariana, lamaçal está no Espírito Santo. Prefeito de Baixo Guandu interditou ferrovia usada pela Vale e índios Krenak serviram água suja para equipe da Samarco beber

RAPHAEL GOMIDE, ALINE RIBEIRO E SÉRGIO GARCIA COM THAIS LAZZERI
19/11/2015 - 21h13 - Atualizado 19/11/2015 21h13
Usina de Aimorés (Foto: Fred Loureiro SECOM-ES )
Em uma reunião na segunda-feira, dia 16, para discutir o maior desastre ambiental da história da mineração no país, os executivos da Samarco foram apresentados ao espírito aguerrido da tribo krenak, um ramo dos botocudos temido desde os tempos de colônia. Pintados para a guerra, os índios se encarregaram de levar o lanche para o encontro com os representantes da empresa, responsável pela barragem que vazou rejeitos há três semanas em Minas Gerais, deixando 11 mortos e 12 desaparecidos. Uma caixa de papelão reunia o repasto: uma pilha de peixes inertes e fétidos recolhidos do Rio Doce, que atravessa a reserva indígena. Para beber, copos contendo uma água barrenta e imunda, extraída do mesmo leito fluvial. “Eles se assustaram e sentiram na pele o que nós estamos sentindo”, diz Itamar Krenak, um dos 450 integrantes da aldeia, temeroso de que o Rio Doce jamais se recupere da devastação causada pelo tsunami lamacento. “O rio é nosso sangue, nossa religião, nosso sustento. Agora ele está envenenado, sem vida”, afirma. Dias antes, o grupo havia interrompido o tráfego numa ferrovia para forçar a empresa a marcar a reunião.
Enquanto os krenaks protestavam, as águas agora viscosas do Rio Doce seguiam seu roteiro inexorável em direção à foz, no Espírito Santo, afetando pelo caminho a fauna, a vegetação e a população ribeirinhas. Para piorar, a blindagem ou o desencontro de informações serviam para aumentar as incertezas em torno do episódio. Inicialmente, a Samarco, empresa formada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton, informou que duas barragens haviam se rompido em Mariana e que uma terceira – a maior de todas – estava intacta.
A Samarco mudou de ideia e disse que só uma barragem se rompeu em Mariana. Outras duas ainda correm risco
Mas, em entrevista na terça-feira, técnicos da empresa disseram que apenas o Reservatório do Fundão havia extravasado – e admitiram que outras duas barragens, Germano e Santarém, corriam risco de rompimento. Kleber Terra, diretor de Operações e Infraestrutura da Samarco, chegou a afirmar que “não é o caso de desculpas à população” pelo desastre. Outro ponto de interrogação envolve a composição dos rejeitos. Embora a Samarco afirme que não há substâncias nocivas à saúde, amostras coletadas pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas em 13 diferentes pontos sugerem a presença de alguns metais acima do limite permitido por lei. Entre eles, arsênio, cádmio, chumbo, cromo, níquel, cobre e mercúrio.
Com seus mais de 850 quilômetros de extensão, o Rio Doce é essencial para a região. A imundície em seu leito acarretará danos inimagináveis para a agricultura, a pesca, o turismo, o setor industrial, o transporte e o lazer. Ele abastece cidades como o município capixaba de Colatina, que se vê às voltas com o racionamento de água. É natural, portanto, a revolta da população que teve sua vida revirada pelo desastre. Prefeito de Baixo Guandu, no Espírito Santo, Neto Barros (PCdoB) fechou, com meia dúzia de tratores, a centenária ferrovia que liga o Porto de Vitória a Minas Gerais. Só assim conseguiu que o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e executivos da Vale e da Samarco fossem a uma reunião em seu gabinete na segunda-feira, 11 dias após a eclosão do mar de lama. “Tomei a atitude para despertá-los, já que não tinham prestado solidariedade até então”, diz Barros, que foi obrigado por uma ordem judicial a liberar a ferrovia.
Índios da tribo Krenak fecharam na tarde desta sexta-feira (13) uma das linhas férreas da   cidade de Resplendor (Foto:  LINCON ZARBIETTI/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO)
Após a tragédia, a Samarco anunciou reparos emergenciais nas estruturas vulneráveis. Para ter uma ideia da ordem de grandeza da obra, o material usado na estabilização será transportado em 50 mil viagens de caminhão. O Ministério Público Federal e o Estadual mineiro fizeram um acordo com a empresa para a criação de um fundo ambiental de R$ 1 bilhão. A Samarco tem até esta semana para depositar a primeira metade do dinheiro. Ela também foi multada pelo Ibama em R$ 250 milhões, mas pode recorrer da decisão. Na área das autuações ambientais, o governo não arrecada nada. Em 2014, foram lavrados R$ 4,8 bilhões em multas no país. Apenas R$ 140 milhões foram, de fato, parar nos cofres da União.
Celso Garcia, diretor do DNPM, responsável por fiscalizar barragens de minérios, deixou o cargo na quarta-feira
Para acelerar o processo na esfera judicial, o Ministério Público Federal criou uma força-tarefa com sete integrantes. A expectativa é que, desta vez, os resultados apareçam. Segundo o procurador regional da República José Adércio Leite Sampaio, em 2012 o MP mineiro ajuizou 57 ações civis públicas determinando reformas em diversas barragens, mas não se sabe se elas foram cumpridas. No ano passado, Celso Luiz Garcia, superintendente em Minas Gerais do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão encarregado de fiscalizar a atividade mineradora no Brasil, queixou-se a Sampaio de não ter técnicos suficientes para realizar o trabalho. O MP então encaminhou um ofício ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, relatando a precariedade. Em junho deste ano, Garcia foi alçado a diretor-geral do DNPM, em Brasília, mas durou pouco no cargo. Na quarta-feira, alegou problemas de saúde e pediu demissão. Em outra frente dessa batalha nos tribunais, que se anuncia bilionária, o Ibama elabora um relatório contabilizando os prejuízos para ser anexado à ação civil pública a cargo da Advocacia-Geral da União.
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A presidente Dilma anunciou um plano de recuperação do rio Doce sem citar custos ou prazos
Apesar de uma legião de cientistas e pesquisadores se debruçar sobre a tragédia, ainda é precipitado quantificá-la. Mas não é catastrofismo afirmar que há danos irreversíveis. Territórios totalmente cobertos pela lama devem virar “cemitérios biológicos”, diz o pesquisador Marcos Freitas, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais, ligado à Coppe, o programa de pós-graduação em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É o caso do vilarejo de Bento Rodrigues, que, submerso na lama, será reconstruído em outro lugar. O futuro do Rio Doce ainda é incerto. Na terça-feira, sem citar custos ou prazos,  a presidente Dilma Rousseff anunciou um plano “de longo prazo” para a recuperação do rio, em parceria com os dois Estados afetados pelo rompimento.
Prefeito de Mariana colocou seis tratores na linha de trem usada pela Vale para levar minério ao porto de Vitória, para exportação (Foto: Reprodução)
Ao longo da semana, houve rumores de que a marcha da água emporcalhada rumo ao mar poderia chegar até mesmo ao arquipélago de Abrolhos, situado na costa entre a Bahia e o Espírito Santo. É pouco provável, no entanto, que a sujeirada atinja o parque marinho. “Abrolhos fica mais de 200 quilômetros acima da foz do Rio Doce, e as correntes marítimas vão do norte para o sul”, diz Paulo Cesar Rosman, pesquisador da Área de Engenharia Costeira e Oceanográfica da Coppe. A chegada da lama à foz do Rio Doce, em Linhares, Espírito Santo, vai afetar uma área importante de formação de corais. “É uma região de biodiversidade riquíssima. Ali começam as grandes formações coralinas do Brasil”, afirma José Lailson, professor de oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O escoamento da lama foi prejudicado pela baixa vazão do rio, que praticamente fechou a foz. Há risco de a lama ficar represada, não se diluir no mar e afetar a recuperação das áreas internas do estuário, berçário de peixes importantes para o ambiente e a economia local.
Além dos cientistas e ambientalistas que logo acorreram ao local, uma tropa de voluntários se prontificou a ajudar na recuperação do Rio Doce. Desse mutirão faz parte o fotógrafo e empresário Édson Negrelli, que mobilizou centenas de pessoas em Colatina para um projeto que coletou e transpôs mais de 100 mil peixes do Rio Doce para uma lagoa ligada a ele por um canal. Na última quarta-feira, o ambientalista se equilibrava na carroceria de um caminhão enquanto mergulhava peixes do Rio Doce em caixas-d’água de 1.000 litros. Nesse mesmo dia, um grupo de 100 pessoas escavou um piscinão ao lado do leito, para receber mais pescados. “Aonde a lama chega tudo morre. Os peixes morrem em questão de minutos”, diz Negrelli. Outro morador de Colatina, o pescador Sebastião Oliveira era o retrato da desolação. Há 40 anos ele tira seu sustento daquele rio. Ao ver três peixes inchados lado a lado no cais, ele não resistiu e chorou. “Isso é um crime! Isso é um crime!” Resta a esperança de que o crime seja punido, e um dia o rio consiga retomar seu curso vital.

Cerveró diz que negócios da Petrobras em Angola e EUA financiaram eleição de Lula em 2006

Nestor Cerveró: o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli o incumbiu pessoalmente de cuidar dos problemas de caixa que o PT enfrentava depois da eleição de Lula para o segundo mandato
“Prejuízo intencional”: Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, diz que o PT recebeu “entre 40 milhões e 50 milhões de reais”(Cristiano Mariz/VEJA)
Em abril do ano passado, um funcionário de carreira da Petrobras, com trinta anos de casa, procurou a Polícia Federal oferecendo-se para ajudar nas investigações do petrolão, o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Ele narrou seis casos que classificou de "má gestão proposital" - ou seja, negócios feitos com a intenção de produzir propinas. A maior parte das quatro horas de depoimento espontâneo foi dedicada à atuação de Nestor Cerveró à frente da diretoria internacional da empresa. A decisão de explorar petróleo em Angola, contou o funcionário, foi planejada para dar "prejuízo intencional". E deu. Segundo ele, foram 700 milhões de dólares jogados para o alto, com sobras para os corruptos.
O depoente voluntário recomendou aos procuradores que rastreassem os sinais da entrada no Brasil de dinheiro originário do exterior. À informação do colaborador, cujo nome as autoridades preservam, faltavam evidências sólidas. Em abril de 2014, a Lava-Jato era ainda uma operação restrita à ação de doleiros. Um ano e meio depois, o próprio Nestor Cerveró, quem diria, um dos engenheiros da "má gestão proposital", aparece como a melhor oportunidade de confirmar as ousadas operações de "prejuízo intencional" com o objetivo de obter propinas para os diretores corruptos da Petrobras e seus padrinhos políticos. São histórias que invertem o ditado segundo o qual "a ocasião faz o ladrão". No maior escândalo de corrupção da história brasileira, o ladrão cuidava de providenciar a ocasião.
Preso desde janeiro sob a acusação de embolsar dinheiro sujo do petrolão, Cerveró já foi sentenciado duas vezes pelo juiz Sergio Moro. Numa delas, a cinco anos de reclusão, por comprar um apartamento com recursos desviados da estatal. Na outra, a doze anos e três meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A perspectiva de uma longa temporada atrás das grades reavivou a memória do ex-­diretor, apadrinhado por caciques do PT e do PMDB. Cerveró negocia agora um acordo de delação premiada, na tentativa de reduzir a sua pena. As histórias narradas por ele ao Ministério Público já preenchem pelo menos 25 anexos e encerram uma lógica comum: a Diretoria Internacional da Petrobras foi usada de forma sistemática com o objetivo de levantar recursos para campanhas eleitorais - com destaque para a campanha de Lula à reeleição, em 2006. Naquele ano, segundo Cerveró, a Petrobras pagou 300 milhões de dólares ao governo de Luanda pelo direito de explorar um campo petrolífero em águas profundas nas costas de Angola. Cerveró disse ter ouvido de Manuel Domingos Vicente - então presidente do Conselho de Administração da Sonangol, a estatal angolana do petróleo - que até 50 milhões de reais oriundos de propinas produzidas pelo negócio foram mandados de volta para o Brasil com o objetivo de irrigar os cofres da campanha de Lula. Cerveró fez registrar em um dos anexos: "Manoel Vicente foi explícito em afirmar que desses US$ 300 milhões pagos pela Petrobras à Sonangol retornaram ao Brasil como propina para financiamento da campanha presidencial do PT valores entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões".
Segundo Cerveró, a negociação foi conduzida por integrantes das cúpulas dos dois governos. O delator apontou como negociador do lado brasileiro Antonio Palocci, que ocupava o Ministério da Fazenda e era membro do Conselho de Administração da Petrobras. Quando da assinatura do contrato, Palocci já havia sido demitido do cargo de ministro devido ao escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. A Petrobras pagou cerca de 500 milhões de dólares e gastou mais 200 milhões de dólares para explorar quatro blocos de petróleo em Angola. A empresa perfurou poços secos e teve gigantesco prejuízo com a operação em Angola, mas, como explicou Cerveró, isso pouco importou, pois o objetivo era cozinhar os números e deles arrancar propinas para financiar a campanha presidencial de Lula.
O mesmo método teria, segundo Cerveró, sido aplicado na compra da sucateada Refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. O objetivo igualmente era montar um propinoduto para a campanha à reeleição do então presidente.

Irritados com Cunha, deputados estudam obstruir votações

O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), no plenário da Câmara, em Brasília, nesta quinta-feira (19). Cunha determinou que todas as comissões que estivessem funcionando naquele momento fossem suspensas
O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), no plenário da Câmara, em Brasília, nesta quinta-feira (19). Cunha determinou que todas as comissões que estivessem funcionando naquele momento fossem suspensas(GUSTAVO LIMA/Agência Brasil)
Sob a avaliação de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ultrapassou todos os limites ao impor, nesta quinta-feira, uma série de manobras para evitar o andamento de seu processo de cassação, um grupo suprapartidário de deputados estuda medidas para deixar o peemedebista sem condições políticas de permanecer no mais alto posto da Casa. A ideia é que, a partir da próxima semana, os parlamentares boicotem as votações e nem sequer registrem presença em plenário. Caso os aliados de Cunha consigam reverter a manobra, a estratégia, então, será obstruir todas as votações, o que traria dificuldades para aprovação de matérias.

Nesta quinta-feira, em meio à revolta de parlamentares com o peemedebista, um exemplo prático dessa iniciativa foi testado: após a debandada de deputados, a reunião para votar uma medida provisória foi encerrada sem a deliberação do plenário: não houve quórum suficiente.
"Hoje, o Eduardo Cunha abreviou a vida dele na presidência da Câmara. Ele mostrou que tem culpa no cartório e que não tem como se defender do processo de cassação. Se tivesse, aceleraria o processo para encerrá-lo logo. Ele não quer ser processado e está usando o aparelho da Casa para se defender", disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), um dos parlamentares empenhados em revidar a manobra do presidente da Câmara. Ele busca atrair deputados do DEM, PSB, PCdoB, PSOL, Rede e PSDB. Embora a bancada do DEM tenha rejeitado, nesta semana, reforçar um pedido de afastamento de Cunha da presidência, o líder do partido avalia aceitar a proposta. "A situação foi grave, não dá mais para ficar calado. O Cunha agiu com uma truculência imensa do ponto de vista legal", disse Mendonça Filho (PE).
Ao romper com Cunha e defender seu afastamento, o PSDB chegou a avaliar a possibilidade de barrar as votações. Acabou rejeitando a ideia, mas agora pode mudar de posição. "Vamos avaliar essa possibilidade na terça-feira. Mas nós vamos fazer isso dentro de um time. Os demais partidos de oposição têm de fazer seu papel", disse o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que classificou o ato de Cunha como um desespero. Com maior ponderação, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) afirma que a proposta tem de ser bem avaliada porque há uma agenda de votações necessária ao país. "Hoje a coisa foi além dos limites e não há ambiente para o Eduardo presidir o colégio de líderes e o plenário. Ele deveria renunciar e se defender na planície. O presidente deu um passo em falso usando a presidência pra obstruir os trabalhos do conselho", disse.
Sob pressão, Cunha ainda conta com uma "tropa de choque" disposta a barrar o processo no Conselho de Ética e a lhe dar sustentação na presidência da Câmara. A estratégia tem o apoio de petistas e o aval do Planalto, que teme que o peemedebista dê prosseguimento ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. Nesta quinta, dois deputados da sigla só apareceram na reunião do Conselho de Ética no mesmo horário de André Moura (PSC-SE), Paulinho da Força (SD-SP) e Manoel Júnior (PMDB-PB), que estavam justamente evitando que o colegiado tivesse quórum. "O velho PT do antigo Conselho de Ética era muito assíduo", observou Chico Alencar (PSOL-RJ). Também nesta quinta, Cunha afirmou que ospedidos de afastamento da petista serão respondidos ainda neste ano.

Primeira mulher-bomba da Europa gostava de festas e tirava selfie na banheira

Hasna Ait Boulahcen
Hasna Aitboulahcen(Mailonline/Reprodução)
Hasna Aitboulahcen, a mulher-bomba que se explodiu no apartamento investigado pela polícia francesa em Saint-Denis na quarta-feira, era uma pessoa extrovertida, que gostava de festas, bebidas alcoólicas e cigarro antes de se radicalizar e se juntar ao Estado Islâmico (EI), há cerca de um mês, reportou o jornal belga La Dernière Heure. Na quarta-feira, Hasna, a primeira mulher-bomba da Europa, se matou ao detonar um cinto de explosivos no apartamento localizado no terceiro andar. Com a explosão, sua cabeça e coluna vertebral foram parar na calçada.
O irmão de Hasna, Youssouf Aitboulahcen, contou à publicação que ela nunca demonstrou interesse pela religião nem leu o Corão. Segundo ele, a irmã decidiu o usar o véu islâmico há apenas um mês. A publicação divulgou uma selfie de Hasna nua em uma banheira e fotos da mulher usando véu.
"Ela vivia em seu próprio mundo. Nunca se interessou em estudar religião. Ela ficava o tempo todo no telefone, vendo Facebook e Whatsapp", disse o irmão. Filha de pais separados, Hasna foi adotada por outra família quando era criança. "Ela era feliz e cresceu assim até a adolescência. Mas depois ela saiu dos trilhos, se tornou irresponsável, andando com más companhias".
Ex-vizinhos contam que ela era festeira, bebia e fumava bastante e saía com muitos rapazes. Segundo o jornal britânico Daiy Mail, amigos a apelidaram de 'cowgirl', pois ela gostava de usar grandes chapéus de cowboy.

Hasna era prima de Abdelhamid Abaaoud, o belga de 28 anos que planejou e financiou os ataques à capital francesa que deixaram 129 mortos e mais de 350 feridos na última sexta. Os militantes que estavam no apartamento invadido pela polícia planejavam realizar um ataque ao distrito financeiro parisiense de La Défense, e a polícia chegou ao local por meio de interceptações telefônicas.
Nesta quinta, a imprensa francesa divulgou um áudio em que é possível ouvir o diálogo entre Hasna e um policial que participava da ação. O agente pergunta 'Onde está seu namorado?', e Hasna responde 'Ele não é meu namorado!, antes de detonar os explosivos.
Hasna Ait Boulahcen
Hasna Aitboulahcen(VEJA.com/Reprodução)

Jovem é morta ao lado do filho de 2 meses e ex-namorado confessa crime


Caso ocorreu nesta quinta-feira (19), na cidade de Jequié, sudoeste da Bahia.
Ex-namorado alegou traição como motivo do crime.

Do G1 BA
Andera Barbosa foi morta pelo companheiro quando estava com filho no colo (Foto: Reprodução/ Facebook)Andrea Barbosa foi morta pelo companheiro quando estava com filho no colo (Foto: Reprodução/ Facebook)
Uma jovem de 20 anos foi morta a golpes de faca nesta quinta-feira (19), em Jequié, cidade do sudoeste da Bahia. Segundo a polícia, o ex-companheiro da vítima, identificado como Ricardo Oliveira dos Santos, de 25 anos, confessou o crime. De acordo com informações da Delegacia da Mulher do município, o bebê de dois meses do casal estava ao lado da mãe no momento em que ela foi atacada.
Ainda segundo a polícia, Andreia Barbosa Santos estava na casa da avó do suspeito, quando foi atacada. Ricardo Oliveira Santos contou a polícia que o crime foi motivado por ciúmes.
"Ele mora em Salvador e ela em Jequié. Ontem [quarta-feira], ele ligou para ela e disse que queria conversar. Disse também que estava indo para Jequié e pediu que ela fosse encontrá-lo na casa da avó dele, para que ele pudesse ver o bebê", conta a delegada Alessandra Pimentel. "Ele [suspeito] conta que quando eles começaram a conversar, ela disse que teria ficado com outra pessoa, o que ele considerou uma traição, apesar deles não estarem mais juntos", acrescentou.
A polícia não soube informar se a criança ficou ferida na ação, mas disse que ela foi encaminhada para o hospital e passa bem. "Ele nega que tenha machucado o filho, mas a criança foi encontrada muita suja de sangue, então os médicos estão à procura de lesões", relatou a delegada.
A jovem havia feito 20 anos na última sexta-feira (13), e de acordo com a polícia, o bebê de dois meses era o primeiro filho da vítima. Após o crime, o homem chegou a fugir, mas foi encontrado por policiais militares no entroncamento da cidade de Jaguaquara, também no sudoeste do estado.

Tornado atinge Marechal Cândido Rondon e deixa rastro de destruição


Segundo Simepar, fenômeno foi registrado às 16h e teve ventos de 115 km/h.
Ao menos 20 pessoas ficaram feridas, segundo os bombeiros.

Do G1 PR
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que um tornado atingiu a cidade de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, na tarde desta quinta-feira (19). Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos 20 pessoas ficaram feridas. O internauta Mauricio Rieger gravou o fenômeno em formação. (veja vídeo)
O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) informou que os ventos passaram de 115 km/h, deixando um rastro de destruição.
Ventos fortes também atingiram ao menos 14 cidades de Santa CatarinaNa zona rural de Chapecó, o Inmet confirmou que houve a passagem de um tornado. Segundo o instituto, ainda não é possível determinar a intensidade do fenômeno catarinense.
Marechal Cândido Rondon, PR
A prefeitura de Marechal Cândido Rondoninformou que pelo menos 1,5 mil casas foram atingidas pelo vento forte. O levantamento preliminar também aponta que 200 empresas tiveram problemas com o tornado. Até a última atualização desta reportagem, 14 mil residências estavam sem energia elétrica.
De acordo com o meteorologista do Inmet Hamilton Carvalho, apesar de a estação do Paraná não ter captado o tornado em Marechal Cândido Rondon, foi possível identificar o fenômeno pelas imagens, pela formação de nuvens favorável, e pelo registro de ventos e quantidade de chuva.
Os bombeiros em Marechal Cândido Rondon estão atendendo a chamados e ainda não há informações de quantas árvores caíram ou foram arrancadas. Parte da cidade também está sem telefone.
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Destruição
O estudante Cláudio Henrique Weiss Nisczak estava no segundo andar de um colégio quando a tempestade começou. Segundo ele, vários telhados de prédios vizinhos a escola foram levados pela tempestade.
“Quebrou vidros, placas foram levadas, e várias árvores foram arrancadas. O vento durou bastante, mas quando o tornado tocou o solo foi o pior momento”, afirmou.
A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) informou que a PR-467, entre Marechal Cândido Rondon e Iguiporã, foi interditada após a queda de inúmeras árvores por volta das 16h. Não há previsão de quando o trecho será liberado.
Caminhão tombado
A Polícia Rodoviária Federal também informou que a BR-163, em Toledo, ficou interditada após o tombamento de um caminhão que trafegava no trecho. Embora ninguém tenha ficado ferido, o veículo ficou atravessado na rodovia, que tem pista simples, e deixou o trânsito interditado em ambos os sentidos.
Caminhão tombou por causa do vento na BR-163, diz polícia (Foto: Divulgação/PRF)Caminhão tombou por causa do vento na BR-163, diz polícia (Foto: Divulgação/PRF)
Por volta das 21h, os bombeiros já haviam iniciado a distribuição de lonas para os moradores que tiveram casas destelhadas com o vento.
No hospital municipal e na Unidade de Pronto Atendimento, cerca de 20 pessoas haviam sido atendidas com ferimentos. Uma das pessoas internadas no hospital chegou em estado grave.
Ajuda aos atingidos
A prefeitura orienta as pessoas que tiveram que sair de suas casas por causa do tornado a buscarem abrigo no Parque de Exposições de Marechal Cândido Rodon. Quem não puder ir ao local, pode ligar para o telefone (45) 3254-4585.
Já quem precisar de ajuda para o corte de árvores ou para a desobstrução de vias públicas, pode ligar para o telefone (45) 3284-3006.
Terceiro tornado
Este é pelo menos o terceiro tornado que atingiu áreas habitadas no Paraná neste ano. Em julho, o fenômeno aconteceu na região de Francisco Beltrão, no sudoeste. Na ocasião, os ventos atingiram 115 km/h, segundo a Somar Meteorologia. O tornado de julho deixou 51 pessoas feridas apenas em Francisco Beltrão.
Já em outubro, outro tornado foi registrado na cidade de Cafelândia, no oeste paranaense. Os ventos atingiram a mesma velocidade dos registrados em Francisco Beltrão. No entanto, a área atingida era menos habitada. Um aviário, com 21 mil frangos foi atingido e quase todas as aves morreram.
Tornado - entenda como funciona (VALE ESTE) (Foto: Arte/G1)

Câmara entra na Justiça para tentar liberar 13º salário dos vereadores de Curitiba


Da Redação com CMC

A Câmara Municipal de Curitiba entrou com uma ação para que a Justiça Estadual se manifeste com relação ao pagamento do 13º salário aos vereadores da cidade. O processo está nas mãos do juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, e pretende rever o ato do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que suspendeu, em 2013, o pagamento do benefício.
camara
Foto: CMC
A decisão em caráter liminar foi tomada, em dezembro de 2013, pelo conselheiro Ivan Bonilha – na época corregedor, hoje presidente do Tribunal de Contas do Estado. Entretanto, o Pleno do Tribunal de Contas, composto pelos sete conselheiros, ainda não julgou o mérito da questão.
“Diante desse silêncio que já dura dois anos, estamos fazendo um pedido para que a Justiça tome uma decisão. Se o direito foi negado aos vereadores, terão de negar a outros parlamentares, o que não seria justo”, aponta o presidente Ailton Araujo (PSC).
A lei municipal que fixa o subsídio dos parlamentares, foi aprovada em dezembro de 2011 pelos vereadores da legislatura anterior.

Vendas fracas no Brasil comprometem resultado de dona de lojas McDonald's


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O brasileiro que deixa de comer fora de casa por ter menos dinheiro no bolso e o real desvalorizado ajudaram a derrubar os resultados da Arcos Dorados, principal franqueadora (dona de lojas) do McDonald's do mundo.
A empresa, que atua principalmente na América Latina, viu sua receita cair 16,6% no terceiro trimestre deste ano, para US$ 753,7 milhões (R$ 2,8 bilhões). Na divulgação dos resultados, neste mês, a companhia cita a desvalorização de 55,7% do real no período e a redução da frequência dos consumidores nas lojas como fatores que influenciaram os resultados.
A Arcos Dorados teve prejuízo de US$ 35,9 milhões (R$ 134 milhões) de julho a setembro, ante lucro de US$ 240 mil (R$ 898 mil) no mesmo período de 2014.
Na divisão brasileira, a receita caiu 32% mas, se retirado o efeito câmbio, a companhia registrou leve aumento da receita, de 4,3%. A Arcos Dorados também vendeu a franqueadores 20 restaurantes que eram operados diretamente pela companhia, movimento que reforça o caixa da companhia.
A empresa viu o tíquete médio (gasto do consumidor por visita) subir moderadamente, mas sentiu o peso da redução do tráfego nas lojas.
"Uma parte dos clientes está cortando a frequência às lojas, ou porque os outros custos aumentaram muito, como energia e combustível, ou porque perderam o emprego", diz Roberto Gnypek, vice-presidente de marketing da companhia no Brasil.
Apesar disso, ele considera a expansão da receita um resultado "positivo" em ano de crise.
PROMOÇÕES
O aumento do desemprego tem efeito direto nas lojas do McDonald's, já que de segunda a sexta o grande atrativo da lanchonete é a conveniência de um lanche ou refeição rápida quando o cliente está na rua.
Nesse cenário, que o executivo classifica de "desafiador", as promoções têm sido essenciais para fazer com que o cliente volte à lanchonete.
Sanduíches clássicos, como Cheddar McMelt e Quarterão com Queijo, entraram no cardápio promocional, com preços mais baixos, quatro vezes neste ano –ação que não foi tomada nenhuma vez no ano passado.
"Não apostamos só no preço baixo, mas também em entregar maior quantidade ou algum benefício pelo mesmo custo", diz Gnypek.
Novidades no cardápio de sobremesa também levam o consumidor curioso ao restaurante –neste ano foram várias ações, tais como McFlurry Lajotinha e McFlurry M&Ms, atualmente nas lojas.
Outra frente de promoções são as chamadas extensões de linha, como foi feito com o Cheddar neste ano, que ganhou versão com bacon e versão batata frita.