Em comemoração aos 30 anos, Assemco promove jantar dançante


WEBMASTER 20 DE NOVEMBRO DE 2015

No cardápio comida tipicamente italiana, além do Grupo Raça Nativa que promete agitar a noite dos servidores

No dia 29 de novembro de 1985 um grupo de servidores se reuniu com então prefeito e vereadores da época para, em assembleia, criarem a fundação da Associação dos Funcionários da Prefeitura de Colombo. Já se passaram 30 anos, e, para comemorar essa data significativa, a Associação dos Servidores Municipais de Colombo (Assemco) promove, no dia 28 de novembro, a partir das 20h, um jantar dançante, que será realizado no Parque Municipal da Uva.
No cardápio a comida tipicamente italiana, será servida: risoto, frango frito, polenta, frango ao molho, arroz branco, macarrão alho e óleo, saladas e maionese. Além da boa comida, o Grupo Raça Nativa promete agitar a noite. Um dos responsáveis pela organização do evento, o servidor Igor Macedo, destaca a importância do encontro. “Este será um momento para comemorarmos as conquistas realizadas pela Assemco, e também uma oportunidade de confraternização entre os colegas”, afirma.
Os ingressos para o jantar podem ser adquiridos na Assemco Sede, Assemco Maracanã e Restaurante Assemco Pátio, no valor de R$15, podendo ser descontado em folha dos sócios.
SERVIÇO
Assemco Sede
Rua José Leal Fontoura, 113 – Centro
Assemco Maracanã
Rua Dorval Ceccon, 664 – Regional Maracanã
Restaurante Assemco Pátio
Endereço: Rua Antônio Francisco Scrok, 337 – São Gabriel
Parque Municipal da Uva
Endereço: Marechal Floriano Peixoto, 8771 – Centro
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

Inscrições para reserva de estande da 15ª FEICOM em Colombo começam no dia 30


WEBMASTER 20 DE NOVEMBRO DE 2015

Empresas de Colombo e região poderão demonstrar os seus produtos e serviços para um público de aproximadamente 80 mil pessoas

A tradicional Feira de Indústria, Comércio, Serviços e Artesanato de Colombo (FEICOM) estará presente na 53ª Festa da Uva, que será realizada nos dias 28, 29, 30 e 31 de janeiro de 2016.
Na 15ª edição da FEICOM, a Comissão Organizadora disponibilizará a locação de estandes, que serão montados nas dependências internas Ginásio Municipal Gilmar Antonio Pavin e também em lotes externos localizados no Parque Municipal da Uva.
“Estamos preparando um local ideal para apresentação de produtos e serviços nos mais variados segmentos como decoração, acabamento, máquinas industriais e de uso doméstico, equipamentos, implementos, veículos, motos, caminhões, serviços, comércio de vestuário, acessórios, calçados, joias, perfumaria entre outros”, explica do secretário de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho e membro da Comissão Organizadora, Antônio Ricardo Milgioransa .
As empresas de Colombo e região, além de participar da festa poderão demonstrar os seus produtos e serviços para um público de aproximadamente 80 mil pessoas. “A Festa da Uva já tem um importante papel no desenvolvimento socioeconômico no município, pela diversidade de atividades que acontece durante os quatro dias de festa”, destaca Milgioransa.
O evento contará ainda com a venda e exposição de uvas e vinhos, produtos coloniais produzidos pelos agricultores do município e também de integrantes do Circuito Italiano de Turismo Rural. Além, da Feira de Artesanato, com exposições e comercialização de produtos de artesãos do município. Haverá também uma diversidade gastronômica.
Serviço:
Para os interessados em participar, as inscrições começam no dia 30 novembro. Vale lembrar, que as reserva dos estandes serão realizados na Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Trabalho, através dos números 3656-2358 / 3656-6181 / 91656711 ou pessoalmente na secretaria localizada na Rua José Leal Fontoura, nº 414. Colombo – Sede.
Mais informações sobre o trabalho da prefeitura em:
FACEBOOK: facebook.com/pmdecolombo

Oposição diz que Cunha usa cargo para se defender de cassação


Pedro Ladeira - 19.nov.15/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 19-11-2015, 14h00: Após manobra do presidente da câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para encerrar os trabalhos do Conselho de Ética, deputados protestam e deixam o plenário da câmara, enquanto Cunha presidia, em direção ao Conselho de Ética. Aos gritos de "fora cunha" eles foram em bloco e lotaram a sala do conselho. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em sessão da Casa
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Aliada de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quando ele ameaçava deflagrar um processo de impeachment contra Dilma Rousseff, a oposição unificou o discurso de que o presidente da Câmara está usando o cargo em benefício próprio e alguns partidos irão ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedir o seu afastamento.
Na quinta (19), Cunha e aliados conseguiram, usando recursos previstos no regimento interno da Casa, derrubar a sessão do Conselho de Ética que iria analisar o relatório preliminar de seu processo de cassação.
As manobras resultaram em um motim de cerca de cem deputados, que criticaram Cunha em plenário e abandonaram a sessão de votações do dia.
"Há um consenso de que ele errou demais, passou do limite de tantos erros. Mostrou que não tem o menor receio de usar o cargo para se beneficiar", afirmou o líder da bancada do PSDB, Carlos Sampaio (SP).
"Foi uma coisa vexatória, absurda, inaceitável. A Câmara foi usada em benefício próprio, como instituto de defesa. Você jamais pode usar a Câmara como algo que lhe pertença", reforçou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).
Até aliados de Cunha reconheceram, reservadamente, terem errado a mão e, na palavra de um deles, "acordado quem estava dormindo". Na avaliação de correligionários do peemedebista, o adiamento da tramitação do processo em uma semana foi um ganho muito pequeno em comparação ao fôlego político dado aos adversários de Cunha.
discurso da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) na sessão plenária de quinta, em que ela disse "levanta dessa cadeira, Eduardo Cunha", foi considerado por aliados e adversários um petardo político contra o peemedebista.
JUSTIÇA
Nesta sexta (20), o também oposicionista PPS afirmou que vai ingressar com um mandado de segurança no STF na próxima terça (24) pedindo o afastamento do peemedebista. O líder do partido na Câmara, Rubens Bueno (PR), vai apontar situações que demonstram, segundo ele, a interferência de Cunha no andamento do processo no Conselho de Ética.
Mencionará, por exemplo, o fato de não ter sequer disponibilizado à comissão uma sala para a realização da reunião do conselho– na véspera da sessão ainda havia indefinição sobre o local.
A Rede, da ex-senadora Marina Silva, também afirmou que vai encaminhar um pedido semelhante ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que ele requeira ao STF o afastamento de Cunha.
"Nossa expectativa é de que o Supremo, a pedido da PGR [Procuradoria-Geral da República], afaste o deputado da presidência da Câmara para que o Conselho de Ética possa funcionar livre de qualquer tentativa de interferência da presidência", disse o deputado Alessandro Molon (RJ), líder da Rede no Congresso.
Essa não é a primeira vez que políticos recorrem à Justiça para tentar afastar Cunha da Presidência da Câmara. Sílvio Costa (PSC-PE) entrou, no dia 22 de outubro, com uma representação na Procuradoria nesse mesmo sentido. Ainda não obteve resposta.
Na semana passada, o PSDB, que vinha pregando de forma tímida o afastamento de Cunha do cargo, assumiu uma atitude mais incisiva.
Líderes do partido chegaram a falar que não se curvarão às demandas do peemedebista.
Além de direcionar o foco contra Cunha, a oposição também cobra o PT, partido que negociou nos bastidores um acordo para protelar o processo contra o peemedebista em troca do congelamento dos pedidos de impeachment contra Dilma Rousseff.
Na sessão do Conselho de Ética de quinta, os três deputados titulares do PT não apareceram dentro da estratégia de tentar esvaziar o encontro. Dois deles só chegaram após o quórum ter sido atingido.

Petista diz ter recebido R$ 190 mil por ‘engano’


pauloteixeira
Arrolado como testemunha de defesa do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) teve enorme dificuldade para explicar ao juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, como um repasse de R$ 190 mil feito pela empreiteira Engevix foi parar na contabilidade de sua campanha em 2014. Interrogado por meio de vídeo-conferência, o parlamentar atribuiu a operação a um “engano”.
“Eu liguei para o senhor Vaccari e disse: ‘Olha, eu não conheço essa empresa e ela fez uma doação’. E não tinha sido ela quem tinha feito a doação, mas houve uma troca que fora feita por alguma razão que desconheço, por engano. Mas quando foi feita a doação já era impossível revertê-la, para desfazer esse engano. Não conheço essa empresa, nao busquei recursos para minha campanha nessa empresa. Mas consta uma doação, que foi feita essa troca no partido”, tentou explicar o deputado para o juiz.
Sérgio Moro quis saber quem seria, então, o destinatário da doação da Engevix. Teixeira não soube informar. “…Apenas eu questionei [ao Vaccari] de não ser a empresa que teria feito a doação original pra mim. Eu não questionei para quem seria. Eu disse: ‘olha, há um engano aí. E ele me alegou que era impossível desfazer esse engano, tendo em vista o momento em que nós já estávamos.”
O juiz perguntou ao deputado qual era, afinal, o doador “original” de sua campanha. Teixeira foi traído pela memória: “A empresa doadora originária pra mim… Eu preciso revisitar a minha conta pra saber qual era a empresa doadora originária pra mim. Houve essa troca”… Blá, blá, blá…
Se Texeira foi arrolado como testemunha de defesa, imagine-se o que dirão as testemunhas de acusação!

Sandro Alex pede proteção policial para relator do processo contra Eduardo Cunha


sandro alex
O Globo
Em meio à confusa sessão no plenário da Câmara Federal, comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para impedir que o processo contra ele no Conselho de Ética seguisse adiante, o deputado Sandro Alex (PPS-PR), que integra o Conselho de Ética, requisitou proteção policial para o relator do caso no colegiado, deputado Fausto Pinato (PRB-SP).
Sandro Alex disse ter questionado a Pinato se ele ou a família dele haviam sofrido algum tipo de constrangimento ou ameaça. Segundo o deputado, a resposta foi “sim”. Aliados de Pinato contam que ele está preocupado devido às pressões que vem sofrendo. Pinato deu parecer favorável à admissibilidade do processo contra Cunha sob a alegação de que há indícios “fortes” para que o caso siga adiante.
Questionado ontem pelo Globo sobre as supostas ameaças, Pinato preferiu não se manifestar. O líder do PRB, Celso Russomano (SP), que conversou com o relator nesta quinta (19), disse que, apesar da preocupação, ouviu dele a disposição de prosseguir na missão.
“Ele está preocupado com as pressões que está sofrendo, mas não vai abrir mão de relatar esse caso. Se ele for destituído, quem fizer isso é que vai ter que arcar com o ônus”, afirmou Russomano.

A casa caiu para Vargas


O MPF apresentou as alegações finais na ação da compra da casa de André Vargas no condomínio Alphaville, em Londrina. Os procuradores confirmaram que o imóvel foi adquirido com dinheiro ilícito e declarado abaixo do valor real.
Além do ex-deputado, também foram arrolados o irmão Leon Vargas e a mulher Eidilaira Soares. O MPF pede a condenação dos réus pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, além de aplicação de multa e a perda do imóvel.
No relatório do MPF, a força-tarefa coordenada por Deltan Dallagnol ressalta as tentativas de Vargas de manipular os fatos, criando versões mentirosas sobre o negócio.
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Richa garante apoio e reforça atendimento do Estado para famílias de Marechal Cândido Rondon


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Em visita a Marechal Cândido Rondon nesta sexta-feira, 20, o governador Beto Richa (PSDB) garantiu apoio e reforçou o atendimento do Estado às famílias afetadas pelo tornado que atingiu a cidade e região nesta quinta-feira, 19. Richa autorizou o envio imediato de cinco mil telhas para atender os moradores e comerciantes. Além disso, adiantou que o governo está adquirindo cestas básicas, kits dormitório e de higiene e limpeza para serem entregues às famílias.
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Richa conversou com os moradores e visitou as áreas mais devastadas. “São cenas estarrecedoras, áreas de completa devastação por onde passou o tornado. É importante neste momento proteger a população e garantir às pessoas que já estão alojadas um espaço seguro e limpo, com mantimentos”, disse ele. Nesta manhã, o governador recebeu uma ligação da presidente Dilma Rousseff colocando o governo federal à disposição para apoiar o município.
Somente em Marechal Rondon, o tornado danificou 1,5 mil casas e feriu 12 pessoas. Richa afirmou que a primeira medida agora é relacionar os prejuízos provocados para decretar situação de emergência. Com isso, a cidade poderá receber recursos do Estado e da União para os moradores afetados, que poderão sacar dinheiro do FGTS para reconstruir as casas. “Estamos orientando a prefeitura para avançar nessa área para que o Estado consiga liberar recursos para ajudar as pessoas que precisam”, afirmou.
Richa disse que disponibilizará linhas de crédito, por meio da Fomento Paraná, para que empresários do setor de comércio e serviços reergam rapidamente seus empreendimentos, caso seja decretada situação de emergência. “A cidade também terá o apoio da Agência de Desenvolvimento, linha de crédito com juros mais baratos para poder reconstruir e retomar a vida ao normal”, afirmou.

Não conseguimos proteger a vida dele', diz Freixo sobre PM morto no RJ

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Segurança de deputado foi assassinado num suposto assalto.
DH investiga o caso e procura câmeras de segurança na região.

Do G1 Rio
O deputado Marcelo Freixo (Psol) postou em seu perfil numa rede social depoimento em que mostra sua tristeza pela morte do policial militar Alexandre Murta, integrante de sua equipe de segurança, assassinado na tarde desta sexta-feira (20) numa suposta tentativa de assalto em Bento Ribeiro, no Subúrbio, onde morava. “Nos últimos oito anos, sua principal função foi proteger a minha vida, nós não conseguimos proteger a dele”, escreveu o deputado.(veja vídeo)
“Excelente policial, sempre atento, calmo, profissional, cuidadoso, responsável. Sempre tive grande admiração pelo trabalho e comportamento dele. Com o tempo, comecei a conhecer Alexandre como pessoa, pai, filho, irmão. Descobri um ser humano incrível. Nos últimos oito anos, sua principal função foi proteger a minha vida, nós não conseguimos proteger a dele. Hoje, quando chegava na casa da mãe foi assaltado. Alexandre reagiu, foi ferido e não resistiu. A tristeza é muito profunda. A sociedade perde um excelente policial, eu perdi um amigo”, disse o parlamentar em seu perfil.

O corpo do PM estava no Instituto Médico Lega, por volta das 21h desta sexta. Ainda não havia informação sobre velório e sepultamento.
O policial militar Alexandre Murta foi assassinado em um suposto assalto em Bento Ribeiro, no Subúrbio do Rio, nesta sexta. Ele fazia a segurança do deputado estadual Marcelo Freixo, do Psol, mas não estava trabalhando no momento do crime. A informação foi confirmada pela assessoria do parlamentar. O policial tinha 41 anos e estava há 15 na PM.
Alexandre teria sido morto ao reagir à abordagem de um assaltante, segundo a PM. Eles estava chegando em casa de motocicleta quando criminosos tentaram roubar o veículo. O policial chegou a ser levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Subúrbio do Rio, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Alexandre Murta, segurança de Freixo assassinado  (Foto: Reprodução/ Internet)Alexandre Murta, segurança de Freixo assassinado
(Foto: Reprodução/ Internet)
O caso foi registrado na 30ª DP (Marechal Hermes), mas a Divisão de Homicídios já assumiu as investigações.

O policial militar começou a fazer a segurança do deputado durante o período da CPI das Milícias. Marcelo Freixo presidiu a comissão, que indiciou mais de 200 pessoas.

A Polícia Civil informou que a DH procura câmeras de segurança para obter imagens que tenham registrado o crime. Segundo a PM, o policial foi abordado por assaltantes na Rua Parnamirim, em Bento Ribeiro, e foi atingido por um tiro no abdôme. 
Freixo abalado
A assessoria do deputado Marcelo Freixo afirma que o parlamentar está muito abalado com a morte do segurança.
Por volta das 19h, em sua página numa rede social, o deputado postou: "Toda a equipe do Mandato Marcelo Freixo está muito triste com a morte de Alexandre Murta e presta toda solidariedade e apoio à família. Alexandre era uma pessoa muito querida por todos nós. Ele convivia conosco desde 2008, quando integrou o grupo que cuida da segurança de Marcelo Freixo, ameaçado de morte após a CPI das Milícias. Freixo não perde um funcionário, mas um amigo por quem tinha muito carinho, respeito e com quem conviveu por quase oito anos."
Freixo informou pela rede social que estava em contato com o comando da PM, para garantir todo apoio à família de Alexandre, e com a Delegacia de Homicídios, para acompanhar as investigações do caso.

Em 2008, um documento da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar mostrou que o deputado estadual Marcelo Freixo seria alvo de um atentado. O deputado, que chegou a receber sete ameaças de morte em um mês, passou então a ter segurança.

Collor gastou R$ 3 milhões em cartões de crédito, mas declarou salário de 'apenas' R$ 700 mil, diz PF

Reviravolta: de inimigo visceral do PT nos anos 90, Fernando Collor converteu-se em um de seus mais fieis aliados
Senador Fernando Collor: gastou mais do declarou, segundo investigação da PF(Cristiano Mariz/VEJA)
Os gastos do senador Fernando Collor (PTB-AL) com cartão de crédito entre 2011 e 2013 foram considerados incompatíveis com a renda declarada por ele à Receita Federal, segundo laudo da Polícia Federal que analisou os rendimentos do parlamentar no período. O laudo 1480 foi finalizado no último 25 de setembro. No período investigado de dois anos, as faturas de três cartões de crédito do senador somaram pouco mais de 3 milhões de reais, enquanto que seu rendimento declarado, basicamente o salário de senador em todo o período, foi cerca de 700.000 reais, já considerados os descontos.
O laudo pericial foi anexado ao inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o senador por suspeita de receber propina do esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato. "A movimentação com cartão é incompatível com os rendimentos declarados", afirma o documento.
As investigações revelaram que o senador gastou quase cinco vezes mais do que declarou ter recebido para pagar a fatura do cartão de crédito entre 2011 e 2013. Embora seja sócio das empresas Água Branca Participações, TV Gazeta e Gazeta de Alagoas, o senador só incluiu nas declarações de imposto de renda do período investigado os rendimentos do Senado.
Após deixar a presidência da República, Collor voltou à política em 2007 quando foi eleito para um primeiro mandato de oito anos e reeleito em 2015. O laudo também aponta um "montante expressivo" de empréstimos contraídos pelo senador junto à TV Gazeta de Alagoas no período analisado que ajudaram o petebista a justificar seu crescimento patrimonial.
"Se não tivesse o empréstimo, o crescimento patrimonial seria incompatível. Há indícios de empréstimos fictícios", concluíram os policiais. Os peritos também consideraram "desproporcional" o fato de Collor ter apenas 12,28% da TV para contrair os empréstimos milionários.
Em apenas um dos anos investigado, um deles correspondeu a 110 vezes o patrimônio do senador. A Polícia Federal fez ainda um segundo laudo sobre as contas do senador Fernando Collor para a investigação da Lava Jato. Finalizado em 6 de outubro deste ano, o laudo 1547 reforça as suspeitas sobre os repasses da TV Gazeta Alagoas para Collor.
Os investigadores também descobriram que os valores eram sequenciamente depositados na conta da TV e no mesmo dia eram repassados para duas contas bancárias da firma e depois transferidos para contas de Collor, integralmente ou em parte. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou nesta quinta-feira que parte do dinheiro foi usado por Collor para pagar prestações de carros de luxoapreendidos pela PF e já liberados.
No período investigado nesse laudo, de 2011 a 2014, Collor declarou a compra de carros como Cadilac SRX, Hyundai Azera, Honda Acoord, Land Rover, Hyundai Vera Cruz, Toyota Hilux. Na mesma época, ele declarou a venda da Ferrari S-43, Maserati, Toyota Hilux e Hyundai Azera. O laudo identificou ainda 469 depósitos na conta do senador de 2.000 reais feitos em 33 datas de 2011 a 2014, totalizando 938.000 reais e 46 depósitos de 1.500 reais num total de 69.000 reais. As repetições, segundo o entendimento do Banco Central, podem indicar lavagem de dinheiro.
Os policiais identificaram que um assessor de Collor no Senado fez depósito numa conta que depois foi transferido para o senador. Num mesmo dia também foram feitos quatro depósitos num intervalo de quatro minutos. O mesmo laudo também confirma informação de Rafael Ângulo, funcionário do doleiro Alberto Youssef que atuava na entrega de dinheiro do esquema, de que ele viajou para Maceió e era recebido no aeroporto por um diretor da TV Gazeta de Alagoas.
O advogado de Collor foi procurado pela reportagem pelo celular e por meio de mensagem, mas não ligou de volta. A defesa tem negado qualquer envolvimento do senador com o esquema da Lava Jato. O advogado Fernando Neves, que representa o senador, disse que "não pode comentar sobre esse assunto porque os processos correm em segredo de Justiça".

Se confirmada escuta, PT quer que Cardozo intervenha na PF em Curitiba

Carodoz: os peemedebisdtas o cukpam
Cardozo: de novo sob pressão do partido
Os advogados não esperam conseguir empastelar a Lava-Jato, como Marcio Thomaz Bastos fez com a Castelo de Areia, em 2010, mas se darão por satisfeitos se conseguirem macular a investigação e afastar os delegados que conduzem o caso. Para isso, contam com a pressão do PT sobre José Eduardo Cardozo.
O partido quer que o ministro, uma vez constatado o grampo, intervenha em Curitiba e troque o comando da PF.

A guerra contra o Estado Islâmico


Depois dos atentados terroristas em Paris, as potências atacam – mas bombas não serão suficientes para anular o grupo terrorista

RODRIGO TURRER E TERESA PEROSA
19/11/2015 - 21h54 - Atualizado 19/11/2015 22h54
>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
Por mais de sete horas, os moradores de Saint-Denis, um subúrbio ao norte de Paris, viveram na quarta-feira (18) o incômodo de ter o terror por perto. Acharam que seria a reprise em menor escala da terrível noite da sexta-feira, dia 13, quando terroristas do Estado Islâmico atacaram diversos pontos da cidade – inclusive as cercanias do Stade de France, em Saint-Denis. Poderia ter sido, mas não foi. Uma megaoperação da polícia francesa no bairro desmantelou uma célula terrorista doEstado Islâmico, disparou mais de 5 mil tiros, prendeu oito suspeitos e deixou dois mortos – entre eles o belga Abdelhamid Abaaoud, apontado como mentor dos atentados. O serviço de inteligência francês chegou a Saint-Denis porque descobriu, pelos celulares dos terroristas mortos na sexta-feira, que o grupo planejava novos ataques a Paris. Havia suspeitas de atentados também na Alemanha. A confirmação de que o Estado Islâmicoestá por trás dos ataques comprova a mudança de estratégia do grupo. O EI declarou guerra e promete mais ataques ao Ocidente.
Capa 911  (Foto: Época )
Desde a fundação do que chama de califado, em junho de 2014, o grupo jihadista concentrou seus esforços na construção de um Estado de fato, conquistando territórios da Síria e do Iraque. Quando tomou Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, o EI declarou terminadas as fronteiras determinadas pelo acordo de Sykes-Picot, o infame arranjo de 1916 pelo qual Inglaterra e França dividiram previamente o espólio do Império Otomano. O EI é assim. Fala em reconstruir o “califado”, uma entidade do século VII, pratica violência local com padrões cruéis da Antiguidade, como decapitações, crucificações, assassinatos em massa, estupro de mulheres e  escravidão, comete achaques financeiros. Tem predileção por simbolismos e resgates históricos de uma ignorância atroz, como a destruição de monumentos e patrimônios da humanidade, como a antiga cidade assíria de Nimrod, no Iraque, e Palmira, na Síria.
Até os ataques da semana passada, o EI estava interessado em expandir seu território e demonstrar às populações que domina e aos potenciais recrutas sua capacidade de governar. Agora quer intimidar o Ocidente. Em duas semanas, o EI reivindicou três grandes atentados: a derrubada do voo 9268 da Metrojet no Egito, os ataques suicidas em Beirute, capital do Líbano, e os massacres em Paris. Ao assumir os atentados, em 14 de novembro, o EI declarou que aquele seria “o primeiro de uma tempestade”.  “É uma mudança brutal na estratégia do EI”, escreveu William McCants, diretor do Projeto para Relações dos Estados Unidos com o Mundo Islâmico da Brookings Institution e autor de um livro sobre o Estado Islâmico. “Antes eles estavam interessados apenas em inspirar ataques, atrair jovens para a Síria e o Iraque e depois deixar que eles conduzissem os atentados por conta própria”, diz McCants. “Agora, estão interessados em conduzir operações fora de seu território.”
Por que um grupo que em menos de um ano fundou um “califado” e tomou para si um território de 95.000 quilômetros quadrados (quase o tamanho de Santa Catarina) estaria interessado em ataques suicidas e assassinatos de civis? Assim como tudo no Estado Islâmico, esse ponto de virada ainda está envolto em mistério. Para alguns analistas, o Estado Islâmico acusou o golpe. Os bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos teriam provocado danos cruciais à logística do EI, e feito o grupo perder em torno de 10% de seu território. “O Daesh (acrônimo árabe para Estado Islâmico) perdeu território de forma contínua nos últimos dois meses e, por isso, precisou reagir”, afirma Michael Knights, especialista em segurança no Oriente Médio do Washington Institute. “A coalizão conseguiu vitórias, retirando pequenos pedaços de território do EI, mas ferindo gravemente sua logística.”
O quintal ficou menor  (Foto: Época )

O avanço do surto de microcefalia


A causa dos novos casos de malformação cerebral em bebês do Nordeste é mesmo o zika vírus? A inquietação de uma médica da Paraíba em busca da verdade

CRISTIANE SEGATTO
19/11/2015 - 20h59 - Atualizado 19/11/2015 21h02
Mãe segura seu bebê, enquanto  espera por consulta sobre o caso de microcefalia  (Foto: EDMAR MELO/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO)
Para a maioria das mulheres, a gravidez é um momento literalmente mágico. Um espaço para as mais doces e livres projeções sobre o futuro dos filhos. Não tem sido assim com centenas de mães que moram em Pernambuco e em outros seis Estados do Nordeste. Nos últimos meses, elas foram obrigadas a confrontar a realidade cedo demais. Nos primeiros exames de imagem feitos durante a gestação (ou logo após o parto), descobriram que seus bebês sofriam de uma malformação cerebral conhecida como microcefalia. Ela compromete gravemente o desenvolvimento da criança. Nada mais será como antes. 
O perímetro da cabeça desses bebês, no nascimento, é inferior à média normal de 34 centímetros. Em cerca de 90% dos casos, essa condição provoca algum tipo de deficiência mental. Outras consequências costumam ocorrer, como crises de epilepsia, dores de cabeça e nas articulações, visão prejudicada, surdez, problemas intestinais. A microcefalia sempre foi uma doença rara, causada por radiação, consumo de drogas pelas gestantes ou infecção por bactérias e vírus. Por alguma razão desconhecida, a anomalia se tornou expressivamente mais frequente no país. Até a semana passada, 399 casos haviam sido informados aoMinistério da Saúde. Quase o triplo das 147 notificações de 2014. Nos quatro anos anteriores, o padrão se manteve em torno de uma centena de casos. O alerta ganhou corpo quando as autoridades revelaram a principal suspeita: a infecção das mães pelo vírus zika (novo no Brasil e transmitido pelo mesmo mosquito da dengue) seria a responsável pelo surto.
O Ministério da Saúde revelou que o vírus foi detectado no líquido amniótico (o fluido que envolve o feto) extraído de duas gestantes da Paraíba. Isso fecha o diagnóstico? “Quase. Ainda há uma pequena margem de dúvida”, diz o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. A associação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia nos bebês é inédita no mundo. Se for comprovada, significará um grande feito científico e uma enorme fonte de preocupação. Num país infestado pelo mosquito Aedes aegypti, onde o vírus zika já circula em 14 Estados (leia o quadro) e segue em franca expansão de território, engravidar pode se tornar uma escolha arriscada. “As mulheres devem pensar duas vezes”, afirmou Maierovitch.
Por trás do anúncio protocolar sobre o estudo realizado com as duas gestantes da Paraíba, há uma história singular, de incansável busca por respostas. Em setembro, a obstetra Adriana Melo, especialista em medicina fetal, começou a atender em Campina Grande, a 130 quilômetros de João Pessoa, casos que fugiam ao padrão. Tanto na clínica privada quanto no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, um serviço público, ela se surpreendeu ao observar o cérebro dos embriões durante os exames de ultrassonografia. Além do crânio menor, em alguns casos não era possível identificar todas as estruturas do cérebro. Adriana notou a ausência de parte do cerebelo – a estrutura responsável pela manutenção do equilíbrio e da aprendizagem motora. Se essa região não se desenvolve, uma criança não consegue correr, andar de bicicleta, jogar bola. Novos exames, realizados três semanas depois, apontavam calcificações grosseiras e comprovavam que a cabeça não crescia.
Médica Adriana Melo, detectou a microcefalia nos fetos de duas grávidas atendidas na clínica, em exames habituais de ultrasson (Foto: Alberi Pontes/ÉPOCA)A médica Adriana Melo, de Campina Grande, na Paraíba, extraiu líquido amniótico de duas gestantes de fetos com microcefalia e enviou o material ao Rio. A Fiocruz comprovou a presença do vírus zika nas amostras (Foto: Alberi Pontes/ÉPOCA)

Com dois doutorados e 17 anos de experiência, Adriana estava inconformada por não poder oferecer uma explicação às mães. Quando as autoridades de Pernambuco relataram um surto de microcefalia e informaram que as gestantes haviam tido manchas vermelhas na pele, Adriana começou a ligar os pontos. O mesmo sintoma ocorrera nas pacientes atendidas por ela na Paraíba. A médica convenceu as secretarias de saúde a custear a viagem de duas pacientes a São Paulo. Durante um congresso internacional de medicina fetal, elas foram examinadas pelo médico Gustavo Malinger, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, um dos mais respeitados especialistas no mundo. Ele considerou que os casos realmente fugiam ao padrão e se surpreendeu com o fato de o Brasil, com mais de 200 notificações da doença, ainda não ter descoberto a razão do problema.
Adriana transformou o comentário incômodo em energia para persistir. No início de novembro, ela coletou as amostras do líquido amniótico na 28a semana de gestação das duas pacientes em Campina Grande e enviou o material para análise na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Três técnicas diferentes constataram a presença do material genético do vírus nessas amostras. Em visita ao Brasil, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margareth Chan, disse que a entidade acompanha as investigações. “É preciso enfatizar que a ligação com o vírus zika ainda não está determinada”, afirmou. “Precisamos continuar o trabalho.”
Na Paraíba, Adriana organiza um mutirão para estudar outras pacientes. “Tenho ouvido que só dois casos não comprovam nada, mas minha maior preocupação era orientar essas mulheres”, diz Adriana. “Para mim, elas não são números. É a mãe do Guilherme e a da Catarina.” Com menos de 35 anos e na 30a semana de gestação, elas sofrem em silêncio. “A cada dia, elas têm de enfrentar uma notícia pior”, diz a médica. O conjunto de interrogações levou o governo federal a declarar estado de emergência em saúde pública.
A medida é justificável, na opinião do infectologista Marcos Boulos, diretor da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, em São Paulo. “O Ministério da Saúde tomou essa decisão pelo medo do escuro”, diz. “Não sabemos o que está acontecendo.” A medida permite, entre outras coisas, que os governos façam compras ou contratem serviços sem abrir concorrência pública. “Por enquanto não identificamos nenhuma necessidade de compra de materiais ou insumos adicionais”, disse Maierovitch a ÉPOCA. “Se essa necessidade surgir, compraremos sem licitação.” O esclarecimento dos casos não é simples.
>> Enfrentaremos uma epidemia de chikungunya?

Caso o zika seja realmente o responsável, a mãe deve ter sido picada pelo mosquito nas primeiras semanas de gestação, quando ocorre o desenvolvimento do cérebro do bebê. Depois do nascimento, a criança, mesmo que tenha sido infectada, não apresenta mais sinais do vírus. Não seria ético submeter todas as grávidas de fetos com microcefalia a uma punção do líquido amniótico. Ela oferece riscos, inclusive de abortamento.
Estima-se que dezenas de milhares de brasileiros tenham sido infectados – 80% não tiveram sintomas. Até recentemente, os cientistas acreditavam que o vírus tivesse chegado ao país durante a Copa do Mundo. Um artigo publicado em outubro na revistaEmerging Infectious Diseases apresenta outra versão. As cepas que circulam no Brasil são semelhantes às do grande surto ocorrido na região da Polinésia Francesa entre 2013 e 2014. O vírus teria chegado ao Brasil em agosto de 2014, quando atletas de quatro países afetados pelo vírus naquela região participaram de um campeonato internacional de canoagem, no Rio. A análise do líquido amniótico das gestantes da Paraíba, realizada na Fiocruz, confirmou que o vírus tem, realmente, o genótipo asiático – e não o africano.
Para aumentar a vigilância, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio passou a exigir a notificação obrigatória de casos de grávidas que apresentarem manchas vermelhas na pele. Os brasileiros ganharam mais uma razão para combater os focos do mosquito, capaz de provocar três epidemias simultâneas (dengue,chikungunya e zika). O governo federal adota o princípio da precaução. “Declaramos nossa ignorância, mas não podemos nos omitir”, afirma Maierovitch. As mães desses bebês merecem mais do que isso. Precisam que o Estado garanta o acesso a recursos de fisioterapia, fonoaudiologia e outras formas de reduzir o impacto das sequelas. Fora da arena científica e burocrática, a luta dessas mulheres é por alguma qualidade de vida.
Infográfico sobre o vírus Zica (Foto: Época )